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Promotor adepto de torcida única se afasta do futebol: “caminhada terminou”

Leia o post original por Perrone

Paulo Castilho, famoso por sua atuação como promotor em  casos de violência envolvendo torcedores em São Paulo, foi promovido a procurador de Justiça Criminal do Estado. Em rápida mensagem de áudio ao blog, o ferrenho defensor dos clássicos paulistas com torcida única, disse que sua jornada no futebol acabou.

“Desde 2 de maio fui promovido a procurador de Justiça e não é mais minha atribuição essa parte de violência no futebol, tá? Minha caminhada terminou no final de abril”, disse Castilho.

O despacho com a promoção foi publicado no dia 30 do mês passado e afirma que ele foi promovido por merecimento ao cargo de 99º procurador de Justiça Criminal. A promoção é assinada pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Poggio Smanio.

Castilho ocupava a posição de 1º promotor do Juizado Especial Criminal, que lida com casos de violência nos estádios e fora deles.

Basicamente, a diferença é que ele deixa de atuar em primeira instância para exercer suas funções em segunda. Assim, não poderá mais abrir inquérito ou instaurar processos contra torcedores violentos, por exemplo. Porém, ainda terá a possibilidade de sugerir a abertura desses procedimentos. Em tese, ele pode trabalhar em um caso que envolva violência entre torcedores, se houver recurso.

Recentemente, o agora procurador acompanhava o racha na Mancha Alviverde. As autoridades suspeitam que uma divisão na torcida gerou crimes como o ataque ao ônibus com a delegação do Palmeiras antes da vitória sobre o Junior de Barranquilla, por 3 a 0, no mês passado pela Libertadores.

Até seu último dia como promotor, Castilho defendeu a manutenção do esquema de torcida única nos clássicos entre os grandes de São Paulo. Segundo ele, dados da Secretaria de Segurança Pública mostravam a redução da violência nos dias desses jogos desde a implantação da medida.

Promotor cobra punição para cartola do Atlético-PR

Leia o post original por Perrone

Para o promotor paulista Paulo Castilho, o Atlético-PR ainda não foi punido à altura. Isso porque o presidente do clube, Mário Celso Petraglia, até agora não foi responsabilizado pela falta de segurança no jogo de seu time com o Vasco, em Joinville.

“O STJD [Superior Tribunal de Justiça Desportiva] foi duro com o Atlético. Mas faltou um promotor da defesa do consumidor responsabilizar o presidente do clube. Ele colocou em risco os torcedores ao permitir a realização do jogo sem a presença da Polícia Militar”, disse Castilho ao blog. Ele representou o Ministério Público na reunião da última quinta para discutir segurança nos estádios, em Brasília.

O Estatuto do Torcedor prevê que o mandante tem a obrigação de solicitar a presença de agentes públicos de segurança em seus jogos. O presidente da agremiação e o dirigente responsável pela infração devem ser destituídos em caso de violação dessa regra.

Em Joinville, a Polícia Militar só entrou no estádio depois de estourar a briga entre atleticanos e vascaínos. O clube paranaense contratou seguranças particulares após a polícia dizer que não trabalharia na partida. A PM tomou essa decisão por causa de uma ação do Ministério Público catarinense contrária à presença dela em eventos privados. Mas a ação ainda não foi julgada.

Segundo Castilho, a punição para o cartola do Atlético pode ser pedida por um promotor de Santa Catarina, Paraná ou do Rio de Janerio, pois torcedores dos três Estados foram prejudicados. A Polícia Civil de Joinville já pediu explicações ao time paranaense sobre a segurança no estádio.

Castilho também criticou o fato de metade da pena de perda de mando aplicada aos dois clubes (12 jogos para o Atlético-PR e 8 para o Vasco) ser com portões fechados.

“Pode ser com portões fechados, mas só para a torcida do mandante. Do jeito que está, você impede o visitante de assistir ao seu time. O torcedor-família, que não viaja e só assiste aos jogos em casa, também é punido”, afirmou o promotor.