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Guerrero: nada faz sentido

Leia o post original por Rica Perrone

Quando saiu o doping rapidamente se formaram dois grupos. Os de rubro-negros e peruanos, que juravam saber até o que havia na xícara do jogador, e o de pessoas que achavam que ele era um “cheirador” e que foi pego.

As duas obviamente estão erradas. Não era preciso mais do que 10 minutos pra saber disso, imagine meses depois.

As partes que não fecham a história são mais conflitantes que o fanatismo do torcedor.

1- A FIFA nunca abriu a boca. Quem fez todas as versões tidas como fato de dentro de depoimentos, exames, diagnósticos e tamanho do problema foi a defesa do jogador. Dessa forma toda “informação” foi manipulada mesmo que sem má fé. Ela só partiu de um dos lados.

2- Ninguém chama de volta e aumenta a punição num cara que comprovou sua inocencia. A FIFA não tem birra com o Flamengo, nem com o Peru.  Se fez, algo não era tão bobo assim quanto o discurso insinuava.

3- O documento da FIFA quase inocenta o Guerrero. E se o faz, porque aumenta sua pena?

4- Não há mais recursos. Portanto, ao final de longa investigação, os responsáveis por punir casos de doping entenderam que o caso do Guerrero não é igual ao do Zetti, que foi absolvido pelo uso do chá.

É incoerencia, maldade, estão aliviando na divulgação do problema?

Não bate.

Ou é só um chá ou é pra aumentar a punição. Ou os advogados realmente sairam dos tribunais achando que tava tudo resolvido ou estavam bem ferrados e fingindo que tava tudo bem.

Os fatos com ocorreram não fecham uma história coerente.

Aí você forma mais dois grupos no final: o de não rubro negros que acha o Guerrero um “cheirador” que a FIFA puniu e não explanou, e o de rubro-negros, que acha que a FIFA odeia o Flamengo e por isso resolveu prejudicar o time no Brasileirão provavelmente porque a Crefisa comprou a FIFA.

Enfim. Entre surtos, verdades, boatos e versões… ninguém entendeu nada. Segue mal explicado.

abs,
RicaPerrone

Seu passado te condena

Leia o post original por Rica Perrone

A idéia é radical, agrada num primeiro momento. O jogador que machucar outro fica fora enquanto o outro também ficar.  Mas aí, meus caros, falamos de vingança ou de justiça?

Como que mede a intenção?  Como que se sabe se o cara errou ou se deu pra machucar? As vezes a imagem diz, outras tantas não. E quanto menos tribunal melhor.

Então dê a todos a mesma regra: Se contundir, fica fora o mesmo tempo.

Não! É a pior das idéias. Além de cometer mais injustiças do que o formato atual já te sugere, você dará nas mãos de clubes rivais o poder de manipular situações e determinar a volta do jogador adversário.

Uma semaninha a mais aqui, outra ali, e se o craque do rival foi quem fez a falta no seu reserva, encosta ele.

Pra isso na vida serve o passado de cada um. No futebol também deveria valer.  Quantas expulsoes? Quantos cartoes? Ja foi julgado e punido antes?   E assim temos formas claras de dizer “voce é maldoso”, “voce nao é”.

O Rildo, por exemplo, não tem histórico. Seria razoável imaginar que não entrou com má fé, apenas errou a dose, a altura, etc.  Mas se o Kleber Gladiador faz isso, não pode ter a mesma punição do Rildo. Sabemos que trata-se de alguém violento.

Esse critério me agradaria. Pontuar por cartão, falta. Algo quase como a carteira de motorista. E então a “pena”  aplicada vai ser de acordo com o que seu passado te condenar. Não com STJD, clubismo, interpretação de intenções , etc.

abs,
RicaPerrone

Punir o clube é punir o futebol

Leia o post original por Rica Perrone

Eu nunca entendi bem a relação segurança/clube no futebol.  O clube é responsável pelo jogo mas a segurança é feita pela polícia, logo, não é dele. E embora ele seja o organizador, a parte fundamental de logística de segurança ele não determina.

Então de quem cobrar?

Vou usar exemplos simples:  Quando o Grêmio é expulso da Copa do Brasil por racismo, comete-se um erro brutal.  Se dá o poder a 20 elementos de eliminar o sonho de milhões e o trabalho honesto de um clube, grupo, elenco, diretoria, etc.  Se há o vídeo, se há como saber de onde partiu, porque eliminar 3 milhões de torcedores e não procurar os 20 ou 30 elementos?

“Pra dar exemplo”.

Que bosta de exemplo! Punimos todos porque somos incapazes de identificar e prender aqueles que todos nós sabemos quem são. Exemplo de incompetencia do estado. É o único que foi dado.

Quando acontece dentro do gramado, aí é um problema mais ligado a organização do evento. Ok. Vamos relevar problemas como Boca x River, por exemplo.  Até cabe a discussão de punir o clube.

Mas quem é que cuida da segurança de uma possível invasão ao estádio? A polícia, até onde sei. E então como você pune 30 milhões de pessoas porque 300 das quais sabemos de onde vem, que roupa usam, onde combinaram e até onde ficam na arquibancada, invadiram um local?

Até que página o Corinthians é responsável por um torcedor levar um sinalizador e soltar na Bolívia?

“Ah mas se punir o clube esses marginais vão ter que parar porque está prejudicando o time deles”.

Jura que vocês acham que esses caras tem algum critério de amor a clube que possa fazer dele um “não marginal”?  Essas regras são aplicadas há decadas. Se tira mando, torcida, pune, multa, elimina…. e?  Nada.

Porque diabos não se usa a primeira a simples opção: identifica uns 40, prende e não solta. Jogo seguinte, prende mais 5 que fizeram merda no estádio e não solta.  Quer ver como eles param rapidinho?

São como deputados. Roubam porque tem mil formas de escapar. O problema é social e atrelado a impunidade. Não a Flamengo, Vasco, Santos, Gremio… Eles só usam o futebol e a multidão para esconderem seus crimes.

Quando você dá uma punição esportiva a eles, você dá o direito de que 200 marginais representem e tomem de sequestro uma entidade esportiva que carrega milhões de pessoas de boa índole. É a vitória maior deles.

O que aconteceu é absurdo, lamentável, etc. Mas me diz: Como o clube poderia evitar que 300 marginais sem ingresso invadissem o Maracanã além de avisar a polícia que aconteceria?

Eu honestamente não entendo essa relação. São todos liberados, a polícia dá porrada pra todo lado sem o menor critério e tudo bem, os bandidos respondem em bando e ficam todos livres e o clube perde mandos.  Resolvido!

Mas que puta solução idiota.

E segue o enterro. Ou você acha que o futebol é capaz de se blindar de um problema social? Num estado em guerra, uma cidade onde há aplicativos para avisar onde tem tiroteio, a polícia mal recebe, os moradores de comunidade pedem ajuda a traficante e não a polícia por segurança, e você espera que o Maracanã esteja livre de invasão de marginais?

Meus caros, eles vão fazer mais 300 vezes até que a justiça os torne João, Pedro, Rogério, Marcos, e não mais “a torcida do….”.

Punir clube é punir a gente que ama futebol. E seja você um doente torcedor rival louco pra ver o Flamengo “se fuder”, não seja bobo, amanhã 30 marginais da sua organizada atiram uma pedra num dirigente e quem tá fora do campeonato é você.

Eles só mudam a camisa.  O que a justiça no Brasil não consegue entender é que eles USAM o futebol pra cometer crimes e não os cometem por serem amantes do futebol. Punir o futebol não atinge esses caras.

Mas atinge a nós, torcedores de bem.

abs,
RicaPerrone

Pagando por marginais

Leia o post original por Rica Perrone

Não vai mudar. É aqui, lá, em qualquer lugar. Toda aglomeração permite a ação de um imbecil.  O que não significa que seja impossível detê-lo. Talvez seja impossível revistar 50 mil pessoas num intervalo de 2 horas. Mas talvez não seja necessário fazer isso quando souberem que, de fato, se cometerem um crime pagarão por […]

O capitão

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Basta um jogador querer e seu time pode perder 3 pontos por jogo no Brasileirão que vem aí. A idéia para que clubes paguem em dia é boa, a forma, no entanto, é contestável. Simplesmente porque você não pode do dia pra noite pegar clubes que devem 5 meses e pedir que não atrasem mais 1 […]

Os próximos “Andrés Santos”

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Aconteceu em 2013, ninguém entendeu bem. Mas o Flamengo perdeu os pontos por ter tido um jogador suspenso na Copa do Brasil e te-lo usado no Brasileirão. Mas não. Respondendo a muitos que toda rodada se fazem a mesma pergunta, não basta estar suspenso na Copa do Brasil para ser proibido de jogar no Brasileirão. […]

Me engana direito!

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“O Brasil não é um país sério”.   De fato, a exemplo de seus moradores, não é. E o STJD, na única escolha coerente que fez na vida, resolveu também não ser.

Não vou entrar no mérito de “ser o Corinthians”, de ter mudado a condenação. Eu entendi.  Era ato de violência, 6 meses. Virou atitude anti-desportiva, 3 jogos. Ok.

O problema é realmente tentar dizer pro mundo que bater num arbitro de futebol em campo é “anti desportivo” apenas.  Eu nem me importo se é o Petros, o Andrézinho ou o Joãozinho.  Me irrita o quanto o STJD consegue ser incoerente dentro de um intervalo tão curto.

Mesmo as punições que discordo, estando na lei, entendo.  Advogados existem pra isso, jogam com as brechas que existem e não muda muito de STJD pra qualquer outro tribunal.

A questão é o que mudou na imagem do VT que todo mundo viu há algumas semanas? O Petros foi desviando esses dias e o replay ficou mais leve?  Porra, meus caros, sejamos ao menos inteligentes.

Quando forem fazer merda, faça discretamente. Dá 5 jogos, baixa pra 3.  Quando for roubar do povo, rouba mas faz.  Quando for fingir que está mudando o futebol brasileiro, apresente alguém novo.

Eu não estou revoltado com a punição! Já passou, foda-se. Outras 200 vão acontecer e eu sei que não temos muita moral pra reclamar de tudo tendo carteirinhas de estudante aos 40 anos ou gato da Net. Meu ponto é a incapacidade dos caras de fazer sequer sem arranhar a imagem do esporte em si.

Nos EUA tem corrupção. Na Alemanha tem corrupção.  No futebol inglês há 200 vezes mais sujeira do que no nosso. Mas em todos os casos, tentam disfarçar entregando algo em troca.

Erradíssimo! Não é o ponto.  Mas a cara de pau, ou o nível de burrice dos caras aqui me deixa impressionado.

Eles são tão ruins que não conseguem nem o “porém” na explicação. É tão distante uma punição da outra que assina-se um atestado de que em algum momento cometeu-se um absurdo ali dentro.

Eu aceito ser a mulher traída.  Mas pelo menos diz que estava em reunião, porra!

abs,
RicaPerrone