Arquivo da categoria: Raí

Tava indo tão bem, hein Raí?!

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Eu, José Ferreira Neto, posso me declarar um grande admirador do Raí. Éramos rivais enquanto jogadores, mas não nego que ele me inspirava pra jogar bola. As boas atuações dele me forçavam a melhorar. Ainda assim, fora das quatro linhas, a gente sempre se encontrava. Formamos uma amizade legal. Tanto é que sempre o defendi onde estivesse. Só que não posso deixar de fazer minhas críticas ao profissional diretor de futebol do São Paulo. Na montagem do elenco para 2019 ele vinha fazendo um trabalho bem interessante. Contratou jogadores para posições pontuais e verdadeiramente fortaleceu o time. Já citei no […]

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Tricolor busca reforços pontuais para carências do elenco

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De todas as maiores potências entre os clubes brasileiros o São Paulo talvez seja aquele com mais tempo na fila sem ganhar títulos. Na última década apenas uma taça, a da Sul-Americana de 2012, ainda assim de maneira bem sem graça. Jogando apenas um dos tempos e com muita polêmica. De qualquer forma ainda falta muito para a evolução do time. Mas acho que o torcedor pode ficar confiante com essa administração do Raí. Nessa temporada o São Paulo não conquistou nada, é verdade. Mas conseguiu sim formar um time competitivo. A defesa, por exemplo, é a melhor dos últimos […]

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Leco: o DESTRUIDOR de ídolos

Leia o post original por Craque Neto

Apesar da quinta colocação e a praticamente assegurada vaga na Pré-Libertadores, o ídolo Raí, atual diretor de futebol do São Paulo, chamou a responsabilidade pra si e anunciou a demissão do técnico Diego Aguirre. A atitude foi bem contestada pelo outro ‘dirigente-ídolo’, o uruguaio Lugano. Mas a verdade – pelo menos na minha opinião – é que o ex-camisa 10 acertou na decisão. Estava ficando cada vez evidente que o comandante tinha perdido o controle do vestiário. Tinha perdido inclusive a queda de braço com o atacante Nenê. E o que mais me incomoda nessa história toda é a apatia […]

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Tricolor mantém sonho de técnico para 2019

Leia o post original por Craque Neto

Nada de Rogério Ceni, como muito são-paulino vem sonhando após o ídolo conquistar a Série B no comando do Fortaleza. O possível novo técnico do Tricolor para 2019 é mesmo Abel Braga. Pelo menos esse é o nome preferido do diretor de futebol Raí, notícia inclusive adiantada na última semana pelo comentarista Velloso durante o ‘Os Donos da Bola’ da Band. O dirigente já teria inclusive entrado em contato com o treinador, que está fora em um período sabático, como os caras gostam de dizer. A verdade é que o Raí pessoalmente quis desligar o uruguaio Aguirre na semana passada. […]

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Críticas de Raí a Bolsonaro e silêncio do SPFC chateam parte do conselho

Leia o post original por Perrone

As críticas disparadas por Raí contra Jair Bolsonaro em recente entrevista ao jornal francês “L’Equipe” e o silêncio do São Paulo em relação a elas incomodaram parte dos conselheiros tricolores.

Um dos motivos de insatisfação é o fato de o clube ter se manifestado oficialmente depois de Diego Souza comemorar seu gol contra o Flamengo no último domingo (4) homenageando o presidente eleito e ter se calado diante das declarações de Raí.

De acordo com a “Folha de S. Paulo”, o clube afirmou que a posição do jogador não reflete à da agremiação e que não se vê no direito de cercear a opinião alheia.

Entre os insatisfeitos está um eleitor do atual presidente tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Ele procurou o blog para falar sobre o caso em tom de desabafo. O conselheiro incomodado disse, sob a condição de anonimato, que os insatisfeitos entendem que a atual direção é mais tolerante com as manifestações contrárias ao presidente eleito.

Outros dois membros do conselho são-paulino confirmaram a versão de que há insatisfação com o episódio no qual Raí criticou Bolsonaro.

Também faz parte das queixas o fato de o diretor executivo de futebol do São Paulo estar envolvido com a elaboração do código de conduta e de ética do clube. Como mostrou o blog, o documento deve vetar manifestações políticas de funcionários, incluindo jogadores e dirigentes remunerados.

O argumento é de que Raí teria agido de maneira contraditória em relação ao futuro código ao fazer comentários políticos publicamente. Na entrevista, o ex-jogador chegou a chamar de absurdos e repugnantes os valores defendidos por Bolsonaro e seus eleitores.

O blog procurou a assessoria de imprensa do São Paulo para tentar ouvir Raí sobre o assunto e segue aguardando uma resposta oficial.

De acordo com pessoas próximas a Leco, o posicionamento sobre Diego Souza foi feito porque o jogador se manifestou vestindo a camisa do clube e ainda fez gesto imitando uma arma. Mesmo assim, o atleta não chegou a ser repreendido. As mesmas fontes questionam a relevância da insatisfação de alguns conselheiros num universo de cerca de 240 cartolas.

Um membro do conselho que confirma haver colegas insatisfeitos com as críticas de Raí é o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu.

Ele disse que acredita ter sido procurado por sócios e torcedores, além de membros do conselho, insatisfeitos com o diretor executivo por ter feito campanha por votos para Bolsonaro.

Mas, ao escrever em rede social sobre essa insatisfação de parte dos são-paulinos, ele defendeu Raí. “Obviamente, tenho uma posição contrária à dele, porém vivemos em um estado democrático, e o depoimento do Raí foi como cidadão brasileiro, não falou representando o São Paulo”, escreveu Newton no dia 1º de novembro. O opositor deixou claro não fazer parte do grupo que está aborrecido com o ex-jogador.

Tréllez

Um dos conselheiros que conversaram com o blog disse estranhar o fato de entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial a numeração de Tréllez ter mudado de 17, número de Bolsonaro no pleito, para 7.

O blog também aguarda resposta da assessoria de imprensa sobre essa mudança.

 

SPFC elabora código de ética. Ato político está entre temas abordados

Leia o post original por Perrone

O São Paulo prepara um código de conduta e ética para ser seguido por seus funcionários, incluindo jogadores e comissão técnica. A ideia é apresentar a eles o documento em janeiro de 2019.

O objetivo principal é deixar clara para quem trabalha no clube a identidade e os valores da agremiação e como agir de acordo com esses ideais.

Um tema atual que será abordado pelo código é o comportamento em relação a manifestações políticas. Desde a última campanha para a presidência do Brasil, elas têm sido comuns entre jogadores que apoiam o presidente eleito Jair Bolsonaro.

No último domingo, Diego Souza comemorou seu gol contra o Flamengo homenageando o capitão. Parte da torcida criticou o atleta alegando que com o uniforme do clube ele não poderia se manifestar já que correria o risco de passar uma imagem diferente dos valores defendidos pela instituição.

O texto do novo código ainda não está fechado. Ele não deve se aprofundar em relação ao comportamento político dos funcionários já que não é considerado um tema central por seus idealizadores.

A tendência é de que a questão receba tratamento parecido ao dado no estatuto tricolor. O conjunto de regras do clube diz que é vedado aos associados promover manifestações de caráter político estranho ao São Paulo ou atos discriminatórios nas dependências do clube.

Para ser coerente com o estatuto, o código deve orientar jogadores e demais colaboradores a evitarem atos políticos como o feito por Diego Souza.

Uma comissão que tem a participação de Raí, diretor executivo de futebol, cuida do documento há cerca de três meses. Ou seja, a criação do código não foi motivada pela celebração de Diego Souza.

O documento também não é tratado como uma cartilha de comportamento. Na visão da diretoria se trata de peça fundamental para uma boa gestão e eficiente política administrativa.

Trabalhar a identidade do São Paulo para dentro e fora da instituição mostrando o que norteia suas decisões e o diferencia de outras agremiações é um dos principais conceitos da iniciativa.

O código também abordará governança corporativa, relação de funcionários, como jogadores, com associados, torcedores, fornecedores, imprensa, poder público, entidades esportivas e entre os colaboradores.

Entre outros assuntos, ainda cuidará de conflitos de interesse, assédio moral, violência psicológica, respeito à diversidade e definirá diretrizes sobre como agir em casos de desvio de conduta.

Raí sofre novas críticas da Independente, mas sua posição não é abalada

Leia o post original por Perrone

“Qual a prioridade agora, Raí, Diego Lugano e Ricardo Rocha?Ídolos dentro de campo. Fracasso fora dele. Diego Aguirre está na  conta de quem? Jogamos como nunca e perdemos como sempre. Perderam a mão do SPFC. Jogadores acordando de ressaca (em) véspera de jogos. Muita festa e pouco futebol.”

O texto acima foi postado pela Independente, maior torcida uniformizada do São Paulo, horas depois da derrota para o Internacional, por 3 a 1, no último domingo (15).

Foi o segundo ataque recente da uniformizada a Raí, Lugano e Ricardo Rocha. Críticas em tom semelhante já tinham sido feitas após a derrota no clássico para o Palmeiras.

Os ataques, no entanto, pelo menos até agora, não abalaram o prestígio de Raí como diretor executivo de futebol junto a cúpula são-paulina.

A avaliação interna é de que a torcida age com rancor por três vezes não ter conseguido um treino aberto para manifestar apoio ao time.

Outra análise é de que a atual sequência negativa não pode anular o período maior em que o time ficou na liderança do Brasileirão. Hoje é o quarto colocado.

Também é ponderado internamente que o trabalho de Raí é mais amplo, envolvendo a implementação de práticas profissionais no CT da Barra Funda. Ou seja, internamente, o sentimento é de que seria injusto avaliar seu desempenho de acordo apenas com os resultados imediatos obtidos pelo time.

 

Ataque de organizada confirma discurso de Raí: idolatria não garante escudo

Leia o post original por Perrone

Diretor executivo do São Paulo, Raí demonstra desconforto quando questionado se seu status de ídolo do clube serve como escudo contra críticas para diretoria, comissão técnica e jogadores. Em recente conversa com o blog, ele bateu na tecla de que o que blinda equipe e direção são os bons resultados. Disse que, se o time fosse mal, de nada adiantaria sua condição de ex-jogador idolatrado pelos são-paulinos.

Dito e feito. Depois da derrota por 2 a 0 para o Palmeiras no Morumbi e a queda do ex-líder do Brasileirão para a quarta posição, o ex-meia foi atacado em nota na última terça (9) pela principal torcida organizada do clube, a Independente. A uniformizada também não poupou Ricardo Rocha e Lugano, outros ex-jogadores que trabalham na agremiação.

Entre cartolas e funcionários do São Paulo há a convicção de que o peso de Raí como ídolo intimida eventuais críticos e que isso foi fundamental para algumas apostas darem certo. O caso mais emblemático é o da contratação do atual treinador. ”Aguirre não era uma unanimidade, mas acho que quando eu falei que assinava embaixo quebrei resistências para a contratação dele”, afirmou Raí no final do mês passado.

Na ocasião, ele ainda ponderou que o treinador e ele próprio enfrentariam resistências se o time não revertesse o princípio de queda que enfrentava naquele momento. “Se não tiver o resultado, não é o nome, a nossa carreira, o que a gente construiu que vai resolver”, afirmou o ex-meia na entrevista. Ele se referia também a Ricardo Rocha e Lugano.

Aparentemente irritada por ver a diretoria impedir treinos abertos aos torcedores, a Independente não hesitou em atacar Raí. “Ceni vencedor, trio de ídolos perdedor”, escreveu a uniformizada em sua conta no Twitter, ignorando o fato de o time ter mantido a liderança do Brasileirão durante grande parte da competição.

“Os ídolos da diretoria são os mesmos que deixaram o SPFC sem goleiro de confiança. Os milhões gastos no Jean, pra não jogar, foram coisa da diretoria de futebol”, diz a nota oficial da organizada.

Antes, o texto ressalta que por três vezes a Independente tentou apoiar o time em treinos abertos, mas que a direção vetou a ideia.

Na diretoria, o fato de os portões não terem sido abertos é tido como uma decisão em conjunto, não individual de Raí, que encabeça a cúpula do futebol.

Os dois primeiros treinamentos com portas abertas rejeitados aconteceram nas vésperas dos jogos contra Botafogo e Palmeiras. Antes do clássico paulista a atividade seria numa sexta-feira. O entendimento do clube foi de que não era uma boa ideia promover o deslocamento de torcedores num dia normal de trabalho na cidade. Além disso, considerou-se o risco de o rival abrir seu treino e haver confronto entre as torcidas.

A partir daí, a diretoria decidiu estudar permitir a presença dos fãs antes do jogo com o Internacional, no próximo domingo (14), já que o trabalho acontecerá num feriado (sexta, 12). A ideia, porém foi abortada. A conclusão dos dirigentes foi a de que, após a derrota para o Palmeiras, o contato com o torcedor poderia resultar mais em pressão do que em motivação, sendo prejudicial ao time.

O clube, no entanto, enfatiza que, apesar das negativas, considera importante o apoio dos torcedores.

Ao mesmo tempo em que a envergadura de Raí como ídolo não foi suficiente para evitar os disparos da Independente, foi capaz de  gerar insatisfação de parte dos torcedores com a uniformizada. Tanto que a cúpula da torcida postou o seguinte em seu perfil no Twitter: “E para quem estiver revoltado com a nota sobre os ídolos do passado, lembre-se, estaremos em Porto Alegre, na vitória ou na derrota, com 20 ônibus, 18 horas de viagem. É logo ali. Tem coragem?”

Dura em Cueva com laptop e Nenê cobrado: os bastidores da guinada do SPFC

Leia o post original por Perrone

Começo da era Raí como executivo de futebol do São Paulo. Dia de treino no CT da Barra Funda. Cueva, novamente, chega atrasado. O peruano é chamado para conversar com o dirigente, ao lado de Ricardo Rocha, coordenador de futebol. No lugar de uma bronca tradicional, ele vê o chefe abrir seu notebook e mostrar o novo estatuto do clube. “Eu disse: ‘você não pode chegar atrasado porque eu vou te multar. É porque é nisso (estatuto voltado para a profissionalização da agremiação) que eu acredito”, disse Raí em entrevista ao blog.

“Cueva falou que acreditava no mesmo quando chegou ao São Paulo, mas que as coisas não estavam acontecendo. Respondi que agora iriam acontecer. Depois disso, ele teve mais um tropeço. Em seguida, ficou um bom tempo sem problemas”, completou o campeão mundial de 92.

O jogador da seleção peruana virou figura fácil no banco de reservas tricolor e acabou vendido para o Krasnodar, da Rússia. Nesse momento, no São Paulo já não se falava em dependência em relação a Cueva.

Essa história, impulsionada pelo laptop de Raí, é uma das que ajudam a contar a transformação do time que brigou em 2017 para não ser rebaixado no Brasileirão na equipe que agora disputa o título nacional e neste momento ocupa a liderança do campeonato.

A seguir, conheça mais lances dessa metamorfose, como uma cobrança a Nenê no vestiário e um papo reto com Diego Souza, até então em baixa.

Projeto

Como convencer jogadores a se mudar para um clube que lutara contra o rebaixamento na Série A durante a temporada anterior e estava sendo corroído por uma guerra política. Da mesma forma como fizera com Cueva, Raí usou a reforma estatutária são-paulina para seduzir os pretendidos.

“Tento vender um projeto, não uma coisa a curto prazo. Junto com isso, a questão da ambição, voltar a ser um clube vencedor, referência, o pioneirismo”, contou o dirigente remunerado.

O estatuto, que prevê a troca de diretores amadores por profissionais, também foi mostrado aos atletas na apresentação de Raí ao grupo. Na ocasião, ele apontou as metas de transformação que o São Paulo pretendia atingir.

Apesar de para Raí a alteração no estatuto ser ponto fundamental na recuperação do clube, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, foi duramente criticado pela oposição por nomear conselheiros para parte dos cargos profissionais. A prática sugeria que nem tudo mudaria.

Sobrevida de Dorival no Morumbi

Torcida, conselheiros e parte da diretoria não suportavam mais Dorival Júnior como treinador. Ao mesmo tempo, a direção ainda sangrava por conta da demissão de Rogério Ceni com apenas cerca de sete meses de trabalho. Demitir Dorival no meio do trabalho não ajudaria a revigorar a desbotada imagem do clube. Esse era um dos fatores que faziam Raí insistir na manutenção.

Enquanto a fritura do treinador aumentava, Lugano sugeria a contratação de Diego Aguirre. O blog apurou que ele foi avisado nesse período de que poderia assumir a equipe. Assim, já começou a observar os jogos do São Paulo.

Dorival não resistiu por muito mais tempo. Porém, Raí acredita que a demora para tomar a decisão ajudou a fortalecer a confiança dos jogadores no trabalho da nova diretoria de futebol.

“Isso tem reflexo, os atletas perceberam que fomos até onde deu, viram a minha coerência com o Dorival em relação ao que falei para eles quando cheguei”, disse Raí.

Bancando a contratação de Aguirre

Existe uma avaliação no São Paulo de que boa parte da reconstrução da equipe passa pelo fato de Raí ter envergadura para bancar suas decisões diante de críticos supostamente constrangidos em peitar um ídolo do clube.

No caso da escolha por Aguirre para o comando do time, a palavra de Raí pesou mais do que as desconfianças que assombravam o Morumbi.

“Não era um nome no qual eu pensava, mas o Lugano sugeriu, a gente conversou e quando fechamos eu falei: ‘assino embaixo’. Aguirre não era uma unanimidade, mas acho que quando eu falei que assinava embaixo quebrei resistências para a contratação dele”, declarou Raí.

Nenê cobrado no vestiário

Mineirão, 19 minutos do segundo tempo. O São Paulo está fazendo 1 a 0 no Cruzeiro. Nenê é substituído por Bruno Peres e sai demonstrando sua irritação com Aguirre. Raí espera o final da partida, vencida pelos paulistas por 2 a 0, e aborda o veterano jogador no vestiário para uma conversa direta.

Conforme apurou o blog, o dirigente disse ao jogador que o ambiente estava ótimo no time e, logo ele, um dos mais experientes, ameaçava a harmonia com sua atitude.

Raí confirmou ter conversado com Nenê depois do jogo, mas não esmiuçou como foi o papo. “São coisas que acontecem no futebol e a gente tem que tentar resolver. O Ricardo (Rocha) conversou com o Nenê, o Lugano conversou, eu conversei. Ele entendeu que foi meio espontânea a reação, digo de deixar escapar a emoção sem pensar no contexto geral. Depois do vestiário, também tivemos uma reunião, nós três, com ele no CT”, contou o diretor executivo.

O fico de Diego Souza

O Vasco tinha interesse em contratar Diego Souza. Aguirre não demonstrava ter grandes planos para o jogador. Parte dos conselheiros e da diretoria entendiam que o atleta não mostrava vontade de ficar e sua saída seria melhor para todas as partes.

Raí, então, chamou Diego para uma conversa inicial. Depois, marcou uma reunião com ele e Aguirre juntos. O trio acertou os ponteiros e a permanência do atleta foi definida. “Acho que pesou o fato de tudo ter sido conversado abertamente. A gente queria sentir a confiança dele e ele queria sentir a nossa confiança. Queríamos escutar o que ele estava querendo. E o Diego queria ouvir o que a gente esperava dele. Ele diz que o Aguirre sempre foi direto, desde o início. Independentemente de estar confiando nele, foi sincero”, afirmou Raí.

De lá para cá, Diego encontrou seu espaço no time, virou um dos mais importantes jogadores da equipe.

Reuniões contra queda de rendimento

Apesar de seguir na liderança, o São Paulo só venceu um de seus últimos cinco jogos no Brasileirão. Foi contra o Bahia, por 1 a 0, no Morumbi. No mais foram três empates e uma derrota. O momento preocupa a diretoria.

Para reverter a situação, Raí fez nos últimos dias reuniões com alguns dos jogadores sobre o tema. “Às vezes, mesmo em momentos em que está tudo bem, faço intervenções. Acho que é natural do campeonato (o líder enfrentar dificuldades como as atuais). Mas ela não pode se alongar. Temos que brigar em cima até o final”, disse o diretor.

Cada um na sua

Entre cartolas do São Paulo, a atuação do trio formado por Raí, Ricardo Rocha e Lugano é considerada fundamental para a recuperação tricolor. Os três se encaixam no perfil de profissionalização pregado pelo novo estatuto. Apesar de se reunirem com frequência, eles têm funções diferentes.

Lugano, mesmo na cadeira de superintendente de relações institucionais, é próximo ao departamento de futebol. Tem bom relacionamento com Aguirre e jogadores. Costuma dar sugestões para Raí.

Ricardo Rocha é quem discute tática e outros problemas do time com o treinador. Quando chegou, dava muitas entrevistas, o que gerou desconforto internamente. Foi orientado a conversar mais com jogadores e comissão técnica, e menos com a imprensa, já que a ideia do clube era ter Raí como “a cara do São Paulo”, não o ex-zagueiro. Ele adotou a postura sugerida e hoje é visto como uma forte voz no vestiário.

Raí coordena as diversas áreas no CT, faz o elo com a diretoria no Morumbi, recebe informações de Ricardo Rocha e faz atuações pontuais junto ao elenco. Ele também montou um comitê com líderes de cada departamento no centro de treinamento para discutir problemas e soluções. Das reuniões periódicas, entre os membros da comissão técnica, só participam funcionários fixos do clube. Os profissionais que chegaram com Aguirre não fazem parte dos encontros.

Entre os jogadores, Diego Souza é quem mais debate os temas do time com o treinador. Os holofotes foram deixados para Nenê, que normalmente dá mais entrevistas do que o colega. Já Aguirre elegeu Diego Souza, Everton e Anderson Martins como seus principais atletas.

Com Bruno Grossi, José Eduardo Martins e Karla Torralba, do UOL, em São Paulo

 

Por que ninguém CONFIA na liderança do Tricolor?

Leia o post original por Craque Neto

O que mais ouço pelas ruas é a pergunta: ‘Neto, quem vai ser o campeão do Brasileirão?’. Poxa vida! O São Paulo do Aguirre já figura entre os primeiros colocados há um bom tempo. Se for analisar friamente é o time que mais liderou a competição até aqui. Mas vamos falar a verdade: nem o torcedor são-paulino está confiando 100% que esse título aconteça. Mas por que será que falta tanta CONFIANÇA? Pra mim essa resposta é óbvia: porque falta elenco. Na minha visão quando o treinador pode escalar os 11 titulares a bola flui naturalmente e as vitórias chegam […]

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