Arquivo da categoria: receitas

Receita cresce, e Palmeiras aumenta gasto mensal médio em R$ 16,9 milhões

Leia o post original por Perrone

Líder do Brasileirão, o Palmeiras gastou com seu departamento de futebol nos oito primeiros meses de 2018 quase a mesma quantia desembolsada no ano passado inteiro.

De acordo com o último balancete apresentado pelo clube ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a despesa alviverde com suas equipes profissionais e de base até 31 de agosto deste ano foi R$ 408.438.983,87. Em 2017, a agremiação precisou de R$ 408.726.583,66 para tocar seu departamento de futebol.

Ou seja, em oito meses de 2018, o Palmeiras gastou R$ 287.599,79 a menos do que no ano passado todo. A média mensal de gasto com futebol atual é de R$ 51,05 milhões. Em 2017, ela foi de R$ 34,06 milhões. Os números representam um aumento de R$ 16,99 milhões na despesa média do clube por mês com futebol.

A escalada de despesas aumenta a pressão de conselheiros palmeirenses pela conquista do Brasileiro, já que a Libertadores, principal competição disputada pela equipe em 2018, não foi conquistada.

O aumento dos gastos, porém, é acompanhado pelo incremento das receitas, o que equilibra as contas. A arrecadação gerada pelo futebol do Palmeiras até agosto deste ano foi de R$ 462.883.445,59. Em 2017, foram embolsados 475.392.464,36. Assim, a arrecadação média mensal em 2018 é de R$ 57,86 milhões contra R$ 39,61 milhões no ano passado. Por mês, em média, entram nos cofres do clube R$ 18,25 milhões a mais do que no ano passado.

As receitas mais encorpadas asseguram superavit para o Palmeiras, apesar do aumento de despesas. Ele é de R$ 44,6 milhões até agosto deste ano.

Apesar do lucro, o COF manteve a postura que adotou desde o início de 2018 e reprovou as contas apresentadas pela diretoria de Maurício Galiotte referentes ao oitavo mês do ano.

A postura se dá por conta dos aditivos contratuais assinados com a patrocinadora Crefisa em janeiro. Isso apesar de o Conselho Deliberativo (CD) alviverde ter aprovado a reestruturação contratual em votação extraordinária há mais de dois meses.

O COF, de maioria oposicionista à gestão de Maurício Galiotte, entende que o CD não tinha competência para julgar o caso. A mudança nos contratos fez o Palmeiras assumir uma dívida de R$ 120 milhões com a empresa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

Para pessoas ligadas à administração Galiotte, as rejeições de contas do COF têm cunho político. Já o órgão de fiscalização mantém que suas decisões são técnicas.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

Futebol do Flamengo gastou R$ 73,7 mi a mais que campeão brasileiro em 2017

Leia o post original por Perrone

Sexto colocado no Brasileirão de 2017, o Flamengo gastou operacionalmente no ano passado com seu departamento de futebol R$ 73.714.000 a mais do que o campeão Corinthians. A diferença pode ser constatada pela comparação entre os balanços financeiros dos dois times.

A equipe carioca registra como despesa operacional geral do futebol R$ 351.687.000. Já o alvinegro anotou gasto de R$ 277.973.000 em 2017.

Com salários e benefícios de funcionários da área, incluindo jogadores, o rubro-negro contabiliza despesa R$ 164.989.000 diante de R$ 158.687.000 dos corintianos.

Diferença mais significativa aparece na rubrica “despesas com terceiros”. Os alvinegros marcam R$ 16.512.000, enquanto os flamenguistas marcam R$ 59.958.000.

O Corinthians apresenta  R$ 46.710.000 como custos com venda e aquisição de atletas, mas seu concorrente não registra item com essa nomenclatura no quadro de despesas operacionais. Os paulistas ainda apontam R$ 29,803.000 relativos a depreciação e amortização de direitos referentes a atletas contra R$ 64.226.000 dos cariocas.

Em outro quadro, identificado como investimentos no ativo intangível, o Flamengo revela que desembolsou R$ 64.774.000 na contratação de Everton Ribeiro, Berrio, Rodolfo, Diego Alves, Geuvânio,  Rômulo e Renê. Everton foi o mais caro com R$ 31,7 milhões por 100% dos direitos. Em segundo lugar aparece Berrio, que custou R$ 13,8 milhões. O Flamengo tem 80% dos direitos econômicos dele. O documento aponta que as quantias incluem valores necessários, sem explicar quais são.

Por sua vez, o Corinthians registra como negociação mais cara a compra de 40% dos direitos de Clayson por R$ 4.375,000.

Ao mesmo tempo em que gastou mais, o Flamengo apresentou receita maior em relação aos corintianos. Pesa nesse quesito o fato de as rendas dos jogos do alvinegro não entrarem na conta, pois vão diretamente para o pagamento da construção de sua arena.

A receita bruta com futebol obtida pelo time da Gávea em 2017, contando venda de jogadores, foi de R$ 599.764.000. Já a equipe da zona leste paulistana anotou receita R$ 357.585.000, também calculando a negociação de atletas. Nos dois casos, as quantias não levam em consideração a dedução de impostos.

Fundamentais para a vantagem rubro-negra nesse quesito foram R$ 183.069.000 embolsados com a venda de atletas. Só a negociação de Vinícius Júnior com o Real Madrid aparece registrada em R$ 150.432.000. Porém, o documento aponta que em 31 de dezembro de 2017 os brasileiros ainda tinham para receber R$ 53.788.000 milhões.

O repasse de direitos econômicos de jogadores rendeu bem menos para o atual campeão brasileiro: R$ 97.831.000.

Nesse cenário, o futebol do Corinthians fechou o ano com déficit de R$ 3.817.000. Os flamenguistas exibem no mesmo departamento superávit de R$ 220.025.000.

 

Em 2015 e 2016, Arena Corinthians obteve R$ 156 mi de R$ 424 mi esperados

Leia o post original por Perrone

Uma dúvida que tira o sono de cartolas do Corinthians e de parte considerável da torcida é como pagar a construção da arena do clube se as receitas estão longe do esperado. A distância entre sonho e realidade é medida com precisão na comparação entre o plano de negócios original do estádio e as receitas obtidas.

O blog teve acesso ao plano de negócios que foi apresentado para a Caixa a fim de que fosse obtido o financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES.

O documento previa que entre 2015 e 2016 seriam arrecadados na casa corintiana R$ 424.554.000. Porém, de acordo com dados obtidos pelo blog, nesse período a arena gerou cerca de R$ 156 milhões.

A diferença entre a verba prevista e o que entrou nos cofres ajuda a explicar porque desde abril do ano passado o Corinthians, com a concordância da Caixa, parou de pagar as mensalidades do financiamento, arcando só com juros, enquanto negocia a extensão do prazo para quitar o débito.

Em alguns casos, não entrou nenhum centavo previsto. O episódio mais conhecido é o da venda dos naming rights. Pelo plano original, a expectativa era de que ele gerasse R$ 25 milhões por ano. Como não houve negociação, nada foi arrecadado. Com sports bar dentro da arena era prevista receita de R$ 215 mil no primeiro ano. O projeto não saiu do papel.  O espaço existe, mas até agora não foi negociado. Havia até a previsão de faturamento com clube do charuto, que também não se materializou.

A área de marketing é a que mais impressiona no quesito não rolou. De acordo com o plano de negócios, o estádio teria 18 patrocinadores já em 2015. Hoje se tem conhecimento de apenas dois: Honda e Strella Galicia. Os demais que aparecem em telões e painéis do estádio são empresas que têm camarotes no local.

Em 2015, quando o estádio funcionou com obras na maior parte do ano, a arrecadação esperada com marketing era de R$ 43 milhões, mas foi de cerca R$ 240 mil.

A aposta em lugares vips também não vingou. Virou rotina ver camarotes vazios na arena. E outros espaços nobres continuam longe de fazer sucesso. Pelo plano de negócios, essas áreas, batizadas de premium, seriam responsáveis em 2015 por 41% da receita total do estádio. Ou seja, ganharam o status de carro chefe, mas levantaram menos de 10% da verba obtida pela arena naquele ano (R$ 7,5 milhões de R$ 85 milhões). Eram esperados R$ 84 milhões só com esses espaços luxuosos.

Se o potencial de arrecadação com áreas nobres parece ter sido superestimado no plano de negócios, o contrário aconteceu com a receita relativa à venda de ingressos em 2015, ano de título brasileiro. A projeção era de que essa fosse a segunda fonte de recursos do estádio, representando 29% do total obtido, mas acabou sendo a primeira, pois cerca de 88% do dinheiro que entrou veio da venda de tíquetes em 2015.

O blog não traz números detalhados da receita de 2016, mas é possível afirmar que com a campanha decepcionante no Nacional a arrecadação foi inferior à projetada. A previsão feita no plano de negócios era de R$ 63 milhões, mas os ingressos renderam R$ 52,2 milhões de acordo com os boletins financeiros das partidas. Seguramente a bilheteria foi o setor que deu mais dinheiro à arena em 2016. A arrecadação total do estádio foi de aproximadamente R$ 71 milhões.

A diferença entre as receitas projetadas e realizadas nestes dois anos materializam uma discussão que existe no Corinthians desde antes do estádio ganhar forma. Parte dos conselheiros entendem que houve erro ao se apostar em áreas luxuosas e caras e de tratar o marketing como mina de ouro a ser explorada em Itaquera. Essa ala defende que assentos e instalações simples combinados com times competitivos ajudariam muito mais o clube a pagar a conta da construção.

A mesma divergência existe entre Odebrecht e cartolas defensores do projeto inicial no clube. O blog apurou que executivos da construtora avaliam que o Corinthians sofreria muito menos para pagar a obra se o estádio fosse mais enxuto e as receitas com marketing e áreas vips estimadas com mais modéstia.

No clube, o discurso é de que a demora da Odebrecht para entregar a obra atrapalhou a geração de receitas, como na venda de camarotes. A construtora considera que concluiu a construção no final de setembro de 2015, mas dirigentes se queixam nos bastidores de que a arena ainda está incompleta e que isso dificulta algumas arrecadações. A Odebrecht diz que deixou de executar cerca de R$ 40 milhões em obras por causa de um estouro no orçamento, mas sem ferir o contrato, pois alega ter realizado serviços em valor semelhante e que estavam sem preço estipulado.

 Há uma queda de braço nos bastidores entre a empresa e Luis Paulo Rosenberg, pai do plano de negócios, e Anibal Teixeira, arquiteto autor do projeto, arquitetônico do estádio.

O blog procurou Rosenberg, ex-vice-presidente do clube e que não participa da gestão da arena, mas ele não quis falar justamente por estar afastado do processo.

As assessorias de imprensa do Corinthians responsáveis pela arena e pelo presidente Roberto de Andrade não responderam às perguntas enviadas no último dia 17 até a publicação deste post.

Abaixo, compare as receitas projetadas e realizadas na Arena Corinthians

Receita total projetada para 2015 – R$ 205.535.000

Receita total realizada em 2015  – cerca de R$ 85.000.000

Receita total projetada para 2016 – R$ 219.019.000

Receita total realizada em 2016 – R$ 71.000.000

Receita projetada em dois anos – R$ 424.019.000

Receita realizada em dois anos – R$ 156.000.000

Dados de 2015 em valores aproximados

Produtos premium (camarotes e assentos vips)

Receita projetada – R$ 84 milhões

Receita realizada – R$ 7,5 milhões

Marketing

Receita projetada – R$ 43 milhões, sendo R$ 25 milhões com naming rights

Receita realizada – R$ 240 mil, sendo que nada foi arrecadado com naming rights

Receitas operacionais (aluguel do estádio, concessões e estacionamentos, entre outras fontes de recursos)

Receita projetada – R$ 16 milhões

Receita realizada – R$ 1 milhão

Bilheteria

Receita projetada – R$ 59 milhões

Receita realizada – R$ 74 milhões

Classificação contradiz risco de ‘espanholização’ do Brasileiro

Leia o post original por Perrone

O dinheiro pago pela Globo para transmitir as partidas dos clubes brasileiros precisa ser distribuído de maneira mais equilibrada, caso contrário o Campeonato Nacional vai sofrer uma “espanholização”. Os mesmos dois times vão disparar sempre na ponta, como costuma acontecer com Barcelona e Real Madrid na Espanha. Essa é a tese defendida por cartolas que querem diminuir a diferença entre o que seus clubes ganham em relação a Flamengo e Corinthians. Porém, a classificação do Nacional deste ano joga contra o argumento. A começar pelo bicampeão Cruzeiro.

Primeiro colocado, o clube mineiro foi apenas o sétimo que mais recebeu dinheiro da emissora no ano passado, de acordo com ranking elaborado pelo Itaú BBA baseado nos balanços financeiros das agremiações. A lista não diferencia receitas antecipadas.

O bicampeão Nacional arrecadou R$ 50, 8 milhões a menos do que o Flamengo, líder em receitas da TV e apenas 10º colocado do Brasileirão. Vale lembrar que a ordem das equipes que mais recebem da Globo pouco muda durante a vigência do contrato porque as quantias anuais sofrem poucas alterações. O que mais muda é o dinheiro do pay-per-view.

Quarto colocado da competição e segundo time que mais recebeu da Globo no ano passado, o Corinthians ficou uma posição atrás do Internacional, que ganhou R$ 48,3 milhões a menos que o alvinegro pela transmissão de seus jogos em 2013. O Colorado é apenas o 10º na tabela de contratos de TV mais polpudos.

Outro exemplo de que receber bem da Globo não significa fazer seus adversários menos favorecidos comerem poeira é o Palmeiras. O clube paulista registrou a terceira maior cota de TV referente a 2013, ainda de acordo com o Itaú BBA e independentemente de antecipações, mas amargou a 16º posição do Nacional. O alviverde ficou cinco colocações atrás do Sport, que recebeu R$ 31 milhões a menos do que ele da TV em 2013.

Porém, ao mesmo tempo em que a tabela do Brasileirão mostra que alguns dos times mais bem pagos não conseguiram transformar a vantagem financeira sobre seus adversários em supremacia técnica, ela deixa clara a dificuldade dos que estão na segunda metade do ranking televisivo de ficar entre os dez melhores do Brasileiro. Essa proeza foi conseguida apenas por Santos, dono da 13ª melhor receita relativa a 2013 e nono no Brasileirão 2014, e Atlético-PR, 18º na lista da TV e oitavo na competição.

Veja abaixo a lista com as receitas de TV registradas por 23 times em 2013 e suas classificações em 2014.

 

#uolbr_geraModulos(‘embed-infografico’,’/2014/tabela-ranking-1418150874435.vm’)

 

Justiça não aceita penhorar 5% das receitas do Palmeiras. Diz que é pouco

Leia o post original por Perrone

Para ter sua CND (Certidão Negativa de Débito), o Palmeiras entrou com uma ação na Justiça oferecendo a penhora de 5% de seu faturamento mensal como garantia de pagamento de uma dívida fiscal de R$ 16.863.347,33, antes mesmo de ela ser cobrada.

Porém, o pedido já foi recusado duas vezes pela Justiça. Na segunda decisão, proferida no dia 7 de agosto, o desembargador André Nabarrete alega que as receitas ofertadas não cobrem integralmente a dívida, que inclui a acusação de recolher impostos na fonte e não fazer o repasse para a União.

No processo, os advogados do Palmeiras afirmam que o clube espera arrecadar, em 2014, R$ 217.904.651,00. Em fevereiro, sentença desfavorável ao Palmeiras na 1ª Vara Federal de São Paulo classificou como “não idônea” a garantia. A decisão foi sustentada sob a alegação de que não há respaldo para a projeção de receita e que o clube arrecadou menos em anos anteriores. Assim, a garantia não cobre o valor total da dívida.

De acordo com documentos disponíveis no site do Palmeiras, o clube arrecadou até junho deste ano R$ 84,9 milhões com esportes profissionais e amadores. Em 2013, as receitas operacionais do Palmeiras foram de 176,8 milhões.

A manobra que os palmeirenses tentam começou a virar moda entre os clubes. Antes de ser executado e perder a CND, ele oferece garantias para penhora em caso de execução. E pede uma certidão positiva de débitos com efeito de negativa, assim não tem seu crédito afetado. O Palmeiras até citou em seu processo que o Flamengo obteve êxito com estratégia semelhante e pediu tratamento igual.

No decorrer do processo, no último dia 18, a Fazenda Nacional entrou com uma ação de execução contra o Palmeiras no valor de R$ 1,2 milhão.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa disse que o clube não se pronunciaria. Os processos não informam as datas em que as dívidas foram contraídas.

Abaixo, trecho da decisão do desembargador Nabarrete sobre o caso.

A agravante confessa que a garantia ofertada não cobre a integralidade do crédito e aduz que entre as receitas comprometidas estão: a) as cotas de patrocínio; b) bilheteria de jogos; c) programa sócio torcedor – AVANTI; d) contratos de licenciamento; e) cotas da Federação Paulista de Futebol; e f) mensalidade social do clube, que têm perspectiva de aumento de renda e, consequentemente, a diminuição do tempo para a caução do crédito tributário em sua totalidade. De outro lado, aduz com argumentos vagos e sem comprovação a impossibilidade de obtenção de outros meios (p.ex. fiança bancária) para caucionar o débito, bem como ressalta a incontestável importância dos clubes, para o funcionamento das práticas esportivas olímpicas e do futebol, por se tratar de entidades que aplicam absolutamente tudo o que faturam em benefício dos sócios e dos times de futebol, razão pela qual não pode disponibilizar de valores de grande monta de imediato. Porém, diante da excepcionalidade da medida e do entendimento pacificado no STJ, a expedição de certidão e regularidade fiscal somente é viável mediante o oferecimento de garantia integral do crédito tributário, o que não ocorre no caso concreto. Assim, justifica-se a manutenção da decisão recorrida.

 

Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do CPC, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.

Oportunamente, observadas as cautelas legais, remetam-se os autos à origem para apensamento.
Publique-se.
São Paulo, 07 de agosto de 2014.

André Nabarrete

Inacabado, Itaquerão ‘perde’ ao menos R$ 12,5 mi por mês e encarece entrada

Leia o post original por Perrone

Projetado para render cerca de R$ 300 milhões por ano ou R$ 25 milhões mensais, o estádio do Corinthians deve gerar estourando R$ 12,5 milhões por mês, em média, em 2014, pelas contas de integrantes do estafe que trabalha na arena. Nos cinco jogos realizados até agora na nova casa corintiana foram arrecadados R$ 8. 342.575,95.

A receita encolhida acontece principalmente porque o estádio está operando inacabado, pois várias instalações eram incompatíveis com as exigências da Fifa e só agora começam a ser preparadas.

Assim, a arena por enquanto depende praticamente apenas da receita de bilheteria para se sustentar. Vale lembrar que o financiamento de R$ 400 milhões feito pelo BNDES, via Caixa Econômica, para a construção do estádio só deve começar a ser pago no ano que vem, já que existe um período de carência.

A falta de outras fontes de receita joga para cima o preço dos ingressos. A cobrança de torcedores por uma redução no valor das entradas dos jogos do Corinthians foi um dos motivos que levaram Andrés Sanchez a anunciar que se afastará da administração da arena a partir do próximo dia 18, véspera do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. Certamente enfrentar essas manifestações não seria saudável para sua campanha a deputado federal.

Uma das fontes de recursos que ainda não foi ativada é a visitação à arena. A expectativa é de que o tour no estádio gere até R$ 40 milhões anuais. Estacionamento completo, restaurante, centro de convenções e camarotes também ainda não estão disponíveis. Os naming rights, avaliados em cerca de R$ 30 milhões anuais, não foram negociados.

Para aumentar os problemas, nos dois primeiros jogos em Itaquera após a Copa do Mundo o setor oeste ainda estava com quatro mil assentos a menos porque as bancadas feitas para imprensa durante o Mundial não tinham sido desmontadas.

Apesar das limitações, a avaliação dos que trabalham no estádio é de que financeiramente ele vai muito bem. Suas receitas nos primeiros jogos superaram os gastos com manutenção, que são de aproximadamente R$ 3 milhões por mês.

O preço dos ingressos na última partida na arena, o clássico diante do Palmeiras, variou entre R$ 25 e R$ 400, de acordo com o borderô da partida. Isso contando meia-entrada e descontos dados no programa de fidelidade do alvinegro.

Em 2013, Palmeiras arrecada menos da metade do que desafeto SPFC

Leia o post original por Perrone

No mesmo dia em que o presidente do São Paulo disse que o Palmeiras se apequena, por causa do episódio Alan Kardec, o clube alviverde publicou o seu balanço de 2013. Os números mostram uma diferença abissal nas receitas obtidas pelos dois rivais no ano passado.

O clube do Morumbi registrou uma receita operacional no futebol profissional e no amador de R$ 305,7 milhões, mais que o dobro da marca atingida pelo adversário. No mesmo segmento, os palmeirenses, que disputaram a Série B do Brasileiro, anotaram receita de R$ 137,7 milhões.

No total de receitas operacionais, contando todas as áreas do clube, o São Paulo também obteve mais de que o dobro do valor arrecadado pelo concorrente. Foram R$ 362,8 milhões dos tricolores contra R$ 176,8 milhões dos alviverdes.

A maior vantagem do São Paulo, no entanto, acontece no quesito venda de jogadores, graças à transferência de Lucas para o PSG. Foram R$ 147,9 milhões gerados pela negociação de atletas diante de apenas R$ 6 milhões com a venda de jogadores do Palmeiras.

Com publicidade e patrocínios entraram nos cofres são-paulinos no ano passado R$ 33 milhões, enquanto o adversário faturou R$ 24,4 milhões.

Em bilheteria, o Palmeiras bateu o rival por R$ 26,3 milhões x R$ 25,4 milhões. O alviverde também recebeu mais dinheiro da TV em 2013: R$ 76,29 milhões x R$ 72,28 milhões.

Nesta segunda, ao explicar a arrastada negociação com Kardec, o presidente palmeirense, Paulo Nobre, afirmou que briga por cada centavo para sanear as finanças do clube. E suas despesas operacionais foram pouco superiores a metade dos gastos do rival: R$ 175,2 milhões x R$ 339,3 milhões.

No âmbito interno, Paulo Nobre enxugou os gastos em  R$ 2,6 milhões.

A comparação entre os dois balanços também mostra que o Palmeiras teve um déficit de R$ 22,6 milhões, enquanto o São Paulo apresentou superávit de R$ 23,5 milhões.

Corinthians estima receita líquida mínima de R$ 110 mi anuais com ingressos

Leia o post original por Perrone

As contas mais minuciosas no Corinthians a respeito da arrecadação que o clube deve ter com a venda de ingressos em seu novo estádio apontam para aproximadamente pelo menos R$ 110 milhões líquidos por ano. Isso com 20 mil lugares nas arquibancadas provisórias, negociadas a preços populares.

Na estimativa feita pelo estafe corintiano não estão as verbas relativas à venda de camarotes, naming rights e outras propriedades a serem exploradas pela área de marketing . O valor é liquido porque já estão descontadas as despesas  previstas com manutenção e operação da arena, que incluem até custos com seguros. Essa despesa está projetada entre R$ 36 milhões e R$ 40 milhões.

A maior parte do dinheiro arrecadado no começo irá para pagar a obra. Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente corintiano, disse em recente entrevista ao blog que nos primeiros anos o clube deve pagar pelo estádio cerca de R$ 200 milhões e a metade desse valor no final.

No primeiro semestre, Corinthians arrecada R$ 22,7 milhões a mais do que Flamengo, sem contar vendas

Leia o post original por Perrone

Donos das duas maiores torcidas do Brasil, Flamengo e Corinthians divulgaram na semana passada seus resultados financeiros no primeiro semestre de 2013.

Os dados oficiais mostram que o time paulista arrecadou em seis meses R$ 22,7 milhões a mais do que o rival carioca. Isso sem contar a venda de jogadores que elevaria a diferença a favor do alvinegro para R$ 72,4 milhões.

Sem colocar na conta R$ 49,6 milhões obtidos com a venda atletas, o departamento de futebol do Corinthians arrecadou até o final de junho R$ 112.546.000. Já o do Flamengo, que não faturou com a saída de jogadores, embolsou no mesmo período R$ 89.765.535. Apesar da desvantagem em relação ao rival, o rubro-negro faturou cerca de R$ 10 milhões a mais do que nos seis primeiros meses de 2012.

Só com publicidade e patrocínio, os corintianos ganharam R$ 10,5 milhões a mais. Foram R$ 30,1 milhões obtidos pelos paulistas contra R$ 19,6 milhões dos cariocas.

Os corintianos registraram receita de R$ 16.077.000 com arrecadação em jogos. Já os flamenguistas declararam apenas R$ 1.828.616 com bilheteria.

No quesito cotas de TV, porém, o Flamengo apresenta um faturamento maior:  R$ 61,5 milhões diante de R$ 59,8 milhões arrecadados pelo Corinthians.

Ao mesmo tempo em que arrecada mais, o alvinegro gasta mais. Com salários, em seis meses foram consumidos R$ 54,5 milhões. O gasto do Flamengo foi de R$ 30,9 milhões, superior aos R$ 28,8 milhões usados pelo rubro-negro no primeiro semestre do ano passado.