Arquivo da categoria: recorde de público no Pacaembu

Mesmo desfalcado, Santos domina o jogo, mas é prejudicado pela arbitragem e só fica no empate com o campeão brasileiro

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos e minhas amigas, o título deste post já diz tudo. Em uma tarde-noite memorável em um Pacaembu iluminado por cerca de 38 mil santistas – dos quais 34.448 pagantes – o Santos criou mais chances de gol e, mesmo sem os titulares Bruno Henrique e Gabigol, merecia vencer o Corinthians, atual campeão brasileiro, e provavelmente venceria não fosse a desastrosa atuação do árbitro Luiz Flávio de Oliveira, que além de muito econômico nos cartões aos jogadores corintianos, permitiu a cera de Romero e Cássio e no final ainda não marcou um pênalti claro em Léo Cittadini.

Depois de um tanto desencontrado no primeiro tempo, o Santos voltou mais determinado na segunda etapa e passou a pressionar o adversário, que escolheu jogar nos contra-ataques e apelar para as faltas e para a cera em vários momentos, sem que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira tomasse uma atitude.

Ousado, o técnico Jair Ventura desta vez confiou plenamente nos garotos da base, a ponto de terminar a partida com sete jogadores oriundos das divisões inferiores do Santos: Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Alison, Léo Cittadini, Vitor Bueno, Diogo Vitor e Arthur Gomes. E justo o último a entrar em campo, Diogo Vitor, que entrou aos 32 minutos do segundo tempo, fez o gol de empate nove minutos depois. Em cima dos 45 minutos do segundo tempo ocorreu o pênalti claro em Cittadini, que Luiz Flávio preferiu não marcar.

Considerado pelos comentaristas como o melhor jogo do campeonato até aqui, precedido por muitos eventos na Praça Charles Miller e no intervalo da partida, o clássico mostrou que foi mais do que acertada a decisão da diretoria santista de marcar o confronto para o Pacaembu, estádio ideal para os clássicos com mando do Santos. Na oportunidade, muitos santistas puderam se associar ao clube e também adquirir produtos oficiais. A partida foi transmitida pela TV Globo para o Estado de São Paulo e o Distrito Federal, com narração de Cléber Machado e comentários de Caio Ribeiro e Walter Casagrande.

Santos 1 x 1 Corinthians
Pacaembu, 17 horas
Público e renda : 34.448 pagantes e R$ 1.052.220,00.

Santos: Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison, Léo Cittadini e Vecchio (Vitor Bueno, aos 18’/2ºT); Rodrygo (Diogo Vitor, aos 32’/2ºT), Copete (Arthur Gomes, no intervalo) e Sasha; Técnico: Jair Ventura

Gols: Renê Júnior, aos 19’/1ºT (0-1); Diogo Vitor, aos 41’/2ºT (1-1);

Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira, auxiliado por Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Evandro de Melo Lima.

Cartões amarelos: David Braz, Diogo Vitor e Vecchio (SAN); Clayson e Gabriel (COR)

Ingressos

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Rodrygo deve começar jogando

Rodrygo e Léo Cittadini devem começar jogando o clássico de logo mais. O Santos irá com um time bem jovem para o jogo da maior rivalidade alvinegra do mundo. Apoiemos o Glorioso Alvinegro Praiano!

Recorde de público no Pacaembu é santista!

Ao contrário do que muitos falam, e até noticiam, o recorde de público no Pacaembu é de um jogo entre Santos e Palmeiras, jogado em 11 de dezembro de 1977, pelo campeonato nacional, em que mesmo com mando de campo do Palmeiras, os santistas ocuparam cerca de 70% do estádio. A narração dos acontecimentos está no livro Time dos Sonhos, trecho que reproduzo a seguir:

O Santos não estava indo bem no campeonato. Era o quarto e último do Grupo H, ao lado do Goitacaz, com 16 pontos ganhos no total. O mando de jogo era do Palmeiras. Mas, como clássico é clássico, fui ver. Na verdade, nós tentamos, mas não deu para entrar. A multidão se comprimia em torno do estádio, que já estava lotado. Imagino que umas 10 mil pessoas tenham ficado de fora. Desistimos e fomos comer uma pizza, na Consolação. Jorge Mendonça marcou aos 43 minutos do primeiro tempo, e Toinzinho empatou aos 17 do segundo. Mas isso não foi o mais importante.

O interessante daquele jogo, vim a confirmar depois, é que aquele Santos e Palmeiras é o recordista de público na história do Pacaembu – com 68.327 pagantes (renda de 2.018.220,00) -, superando a célebre estréia de Leônidas da Silva no São Paulo, contra o Palmeiras, dia 24 de maio de 1942. Leônidas, então com 29 anos, não marcou nenhum dos três gols são-paulinos, no empate de 3 a 3, mas deu um passe de cabeça para Lola empatar em 1 a 1 aos 32 minutos do primeiro tempo. As estatísticas daquela partida asseguraram que pagaram ingresso 71.281 pessoas, mas a verdade é que os números foram superdimensionados. Além do público registrado no borderô, resolveram calcular que outros oito mil torcedores (quatro mil de cada time) entraram de graça. Mesmo assim, o cálculo estaria impreciso, pois o mando de jogo era do Corinthians e só seus sócios deveriam ser computados. O borderô oficial do jogo, assinado pelo tesoureiro da FPF Júlio Fantauzzi indicava os seguintes ingressos recebidos: 35.969 gerais, 18.365 arquibancadas sem número, 3.992 militares, 3.245 senhoras e 1.710 arquibancadas numeradas, somando um total de 63.281 pessoas.

Com o tempo, foram colocadas cadeiras em parte das arquibancadas, diminuindo sua capacidade, mas, por outro lado, construiu-se o tobogã, com capacidade para mais 10.000 pessoas. Assim, o recorde oficial de público do Pacaembu – de 68.961 pagantes – pertence à rodada dupla do Campeonato Nacional, na noite do dia 14 de dezembro de 1972, quando jogaram na preliminar Corinthians e Ceará e, no jogo principal, Santos e Grêmio.

Porém, o jogo simples que atraiu o maior público ao estádio foi mesmo Santos e Palmeiras, no dia 11 de dezembro de 1977, naquele empate de 1 a 1.

Vale a pena, então, recordar os times que jogaram naquela dia, com arbitragem do carioca Luis Carlos Félix, que no segundo tempo expulsou Pires e Toinzinho: Santos: Ricardo, Nélson, Joãozinho, Fernando e Gilberto; Carlos Roberto, Aílton Lira e De Rosis (Juari); Nílton Batata, Toinzinho e João Paulo (Bianchi). Palmeiras: Leão, Rosemiro, Jair Gonçalves, Beto e Vacaria; Pires, Zé Mário e Jorge Mendonça; Edu, Toninho e Macedo (Adriano).

A revista Placar analisou o jogo assim: “… bonito e corrido. De um lado, Aílton Lira com muito talento, comandando a garra e a disposição dos jogadores do Santos. De outro, o time consciente, quase frio, do Palmeiras, tocado pelo não menos talentoso Jorge Mendonça. No primeiro tempo, o Santos correu mais, deu a impressão de dominar, mas acabou sofrendo o gol do próprio Jorge Mendonça, aos 43 minutos. No segundo, o ritmo foi mantido e, aos 17 minutos, a linha da defesa do Palmeiras – sem Marinho Perez – falhou, Toinzinho se aproveitou e marcou para empatar”.

E você, o que acha disso?


8 motivos para o Santos assumir o Pacaembu

Leia o post original por Odir Cunha

Santos e Pacaembu, tudo a ver – Clique aqui para ler e comentar minha coluna no jornal Metro

Veja a última grande conquista do Santos no Pacaembu:

O prefeito Fernando Haddad, o secretário de esportes Celso Jatene e o empresário Walter Torre, dono da construtora W Torre, que ergueu o novo Parque Antártica, já conversaram sobre o assunto e chegaram à conclusão de que o caminho lógico e natural para o Pacaembu é se tornar o estádio do Santos na Capital Paulista. A decisão agora é do presidente Modesto Roma e sua diretoria. Para ajudar na análise, este blog lembra 8 motivos para o Santos assumir o Pacaembu:

Onde foi mais vezes campeão
Nada menos do que oito títulos importantes foram conquistados com o Santos fazendo a partida decisiva no Pacaembu, sendo 1 Libertadores, 1 Recopa Sul-americana, 4 Estaduais e 2 Rio-São Paulo. Além disso, fez o primeiro jogo da final de outras seis conquistas: 4 Brasileiros (1962 a 1965) e 1 Libertadores (1962). Enfim, é o estádio em que mais vezes foi campeão.

Onde costuma atrair grandes públicos
O Pacaembu costuma receber tantos santistas, que o seu recorde de público pertence a um jogo Palmeiras 1 x 1 Santos, em 11 de dezembro de 1977, em que o mando de campo era do Palmeiras, mas os santistas foram maioria dentro de fora do estádio. Dez mil pessoas não puderam entrar (eu era uma delas). O público pagante foi de 68.327 torcedores. A Federação Paulista de Futebol divulga, erradamente, que o recorde é de Corinthians 3 x 3 São Paulo, em 25 de maio de 1942, com 71.280 pagantes, mas ocorre que, conforme uma ampla matéria da revista Placar já demonstrou, e o livro “Time dos Sonhos” repercutiu, que naquele jogo contaram, aleatoriamente, 5 mil sócios para cada clube, o que não correspondia à verdade. Portanto, o recorde de público do Pacaembu teve como principais protagonistas os torcedores do Santos.

Localização privilegiada
Próximo à avenida Paulista, a principal da cidade; servido por linhas de ônibus e metrô; encravado em um bairro nobre, o Pacaembu é o estádio mais bem localizado e valorizado do Brasil. Outro detalhe importante é que em um raio de 80 quilômetros, partindo da Praça Charles Miller, vivem dois milhões de torcedores do Santos.

Tradição no futebol brasileiro
Só mesmo o Maracanã pode se comparar ao Pacaembu como guardião da história do futebol brasileiro. Maior estádio do País por uma década, palco de exibições primorosas dos tempos do futebol-arte, de belíssima arquitetura, ainda bonito e aconchegante, o Pacaembu acrescentaria valor e tradição à marca Santos.

Maior visibilidade
Os jogos no Pacaembu têm uma cobertura maior da imprensa, o que, naturalmente, aumentaria a visibilidade do Santos.

Maior valor de patrocínio
Com maior média de público e mais espaço na mídia, o Santos teria também maior facilidade para conseguir patrocinadores e, conseqüentemente, poderia elevar o preço de seu patrocínio.

Dá pra pagar sem susto
O secretário Celso Jatene diz que a Prefeitura de São Paulo gasta R$ 9 milhões por ano, ou R$ 750 mil por mês, com o Pacaembu. Esse valor é plenamente acessível para um clube de grande apelo popular, como o Santos. Só com patrocínio do estádio já se conseguiria pagá-lo. Ainda haverá as arrecadações, merchandisings

Revezamento com a Vila Belmiro
Mesmo que assuma o Pacaembu, o Santos não será obrigado a fazer todos os jogos no estádio. Poderá designar, por exemplo, 70% de suas partidas para o Pacaembu e 30% para a Vila Belmiro.

E você, acha que o Santos deve assumir o Pacaembu?