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Pitacos – Verdão classifica com SHOW e Peixe elimina líder geral do Paulistão!

Leia o post original por Craque Neto

Definidos dois semifinalistas do Paulistão. Os dois esperados, diga-se de passagem! O Santos foi para Campinas encarar o Red Bull no estádio Moisés Lucarelli com a vantagem de dois gols construída no jogo de ida, no Pacaembu. Dentro de campo a partida foi disputadíssima, concentrado no meio-campo, mas o Peixe conseguiu segurar o ataque dos donos da casa garantiu seu lugar na próxima fase. Enfrentará o vencedor do jogo entre Corinthians e Ferroviária que acontecerá amanhã. O time da Baixada, por sinal, é o único clássico que o Timão ainda não venceu em 2019. Vale sim ressaltar o incrível trabalho […]

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Opinião: entre grandes, só SPFC evoluiu no início da 2ª fase do Paulista

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, entre os considerados grandes, o São Paulo foi o único time que evoluiu na abertura das quartas de final do Paulista em relação à sua média na competição. O nível baixo em que a equipe  se encontrava, tem peso decisivo nesse status. Porém, apesar de vacilar no gol do Ituano durante a vitória por 2 a 1, no último domingo (24), o clube do Morumbi apresentou um futebol competitivo, capaz de jogar em igualdade de condições com seus principais rivais estaduais.

Mancini deixou o time mais jovem e leve graças a jogadores como Luan, Igor Gomes, Liziero e Antony. As dificuldades na armação foram superadas e os são-paulinos frequentemente invadiram a área adversária. De acordo com o site “Footstats”, a equipe tricolor fez na partida 21 finalizações, sendo oito certas. Sua média no campeonato é de 12,6 arremates por jogo.

No entanto, a defesa voltou a bobear e levou um gol que mantém a briga pela vaga nas semifinais equilibrada. O treinador interino ainda precisa corrigir falhas de posicionamento no setor defensivo.

Em relação à sua partida anterior, em que foi derrotado por 4 a 0 pelo Botafogo, com vários reservas, o Santos evoluiu na vitória por 2 a 0 sobre o Red Bull. Em alguns momentos do jogo, o time de Sampaoli voltou a apresentar o toque de bola envolvente de seus melhores momentos no Estadual. Mas não dá pra dizer que houve evolução em relação à média do desempenho santista no campeonato.

Já o Corinthians regrediu um pouco no empate em um gol fora de casa com a Ferroviária. O time de Carille exagerou nas trocas de passes laterais, teve dificuldade na armação e para aproximar seus meias e atacantes, numa repetição de problemas que vinham diminuindo nas últimas rodadas. Depois de levar o gol, os corintianos tiveram dificuldade em fazer a leitura do jogo e reagir. Em suas apresentações anteriores, a equipe começava a mostrar entrosamento para fazer exatamente o que precisava.

Por sua vez, o Palmeiras penou mais do que deveria para empatar com o Novorizontino também em um gol. De novo, o time de Scolari não fez valer em campo a superioridade técnica de seus jogadores. Também de acordo com o “Footstats”, o alviverde fez apenas uma finalização certa a mais do que o rival: 7 contra 6. No total, os palmeirenses executaram 13 arremates diante de 11 do adversário.

Entre os times do interior, o Red Bull jogou abaixo do que apresentou na primeira fase. Novorizontino, Ituano e Ferroviária fizeram boas apresentações. O resumo é que apenas o Santos, em tese, entra na segunda rodada das quartas de final respirando mais aliviado, apesar de nada estar definido. Os outros três confrontos prometem ser mais emocionantes.

Rivais falam de briga, salário atrasado e penhora. Red Bull fala em crescer

Leia o post original por Perrone

Bruno Carbone, membro do Comitê de Gestão do Santos, havia acabado de passar pelo constrangimento de responder sobre os salários atrasados no clube. Pouco depois, foi a vez de o corintiano Andrés Sanchez digerir perguntas sobre a penhora da taça do Mundial de Clubes de 2012. Para completar, Lugano foi indagado exaustivamente sobre a crise do São Paulo e a briga do goleiro Jean com o técnico interino Vagner Mancini. Enquanto isso, num canto do salão da Federação Paulista, Thiago Scuro, CEO do Red Bull Brasil era questionado se estava surpreso com a primeira colocação geral de seu time até aqui no Estadual. E se é verdade que está sendo acertada a compra de outra equipe para fazer sua agremiação crescer.

As cenas ocorridas depois da reunião na FPF para detalhar as quartas de final do Campeonato Paulista, na última quinta (21) mostra o contraste entre o momento vivido por três grandes de São Paulo administrados da maneira tradicional no país e um jovem clube-empresa.

Fundado em 2007 como parte da estratégia da fabricante de energéticos de fortalecer sua marca, a Red Bull Futebol e Entretenimento Ltda., seu nome oficial, não tem eleição para presidente, logo está livre de brigas entre oposição e situação. O CEO e demais dirigentes não dependem de votos para se manter no cargo, mas do cumprimento de metas estabelecidas em conjunto com a matriz na Áustria. Técnico e jogadores também encaram esse sistema de avaliação.

Para Scuro, o time que manda seus jogos em Campinas, leva uma vantagem enorme sobre os concorrentes por não ter que lidar com disputas políticas. “Nós dedicamos a maior parte do nosso tempo pra discutir futebol, melhoria de gestão, como melhorar a equipe, a estrutura. 100% do nosso tempo é dedicado em discussão técnica. Eu dedicava um tempo relevante no Cruzeiro para discutir política, imprensa e opinião do torcedor. São discussões que não vão fortalecer seu time em campo”, disse ao blog Scuro, ex-dirigente cruzeirense.

Investimento maior

Livre das trocas de chumbo entre oposição e situação, o Red Bull está preso a uma rígida burocracia que inclui reuniões em setembro em Salzburg com representantes da matriz para discutir a temporada seguinte, definindo metas e orçamentos. Foi assim que em 2018 o projeto que levou a equipe a se classificar em primeiro lugar para ás quartas de final do Paulista ganhou corpo. Ficou estabelecido que o investimento seria mais agressivo nos dois anos seguintes para tentar levar a equipe para a Série C do Brasileiro. Em 2019, a meta ser cumprida é se diferenciar de seus rivais diretos no interior de São Paulo e conquistar uma vaga na Série D do Brasileiro. Se passar pelo Santos (o primeiro duelo acontece neste sábado, no Pacaembu, às 19h30), a classificação estará assegurada. Porém, mesmo se for eliminado, as chances do Red Bull são grandes. Só uma combinação improvável de resultados tira o clube da quarta divisão nacional.

Da Áustria também veio a ordem para que o Red Bull Brasil compre uma equipe maior com o objetivo de ficar mais perto da Série A. A direção do clube não se pronuncia sobre o assunto, mas o blog apurou que as negociações para a compra de um time com vaga na Série B estão adiantadas. A negociação, como num passe de mágica, faria o Red Bul alcançar duas metas: ficar mais perto da elite e contar com uma torcida maior.

O pequeno número de torcedores é um dos problemas da atual equipe. “Torcida hoje é uma desvantagem nossa. Os jogos em casa tem uma atmosfera pouco motivadora para os jogadores”, afirmou Scuro.

Chegar à Série B já neste ano, concluindo a compra de outro time, seria importante para alcançar a estratégia da matriz de expor sua marca nacionalmente e por um período maior do ano. Com pontos corridos, primeira e segunda divisões asseguram jogos e visibilidade por mais tempo na temporada. Além disso, o Red Bull Brasil destoa de seus irmãos estrangeiros que fazem parte da elite em seus países. Na Áustria, a equipe vem colecionados títulos seguidos no campeonato nacional da primeira divisão. Na Alemanha, o Red Bull Leipzig é o terceiro colocado da principal divisão. Nos Estados Unidos, o New York Red Bulls também está na elite.

Relação entre salário e minutos jogados
Na avaliação da direção do Red Bull Brasil, se ingressar na Série B já em 2019 por conta da compra de outra equipe, o elenco atual, com alguns ajustes, pode alcançar a vaga para disputar a Série A de 2020. Um dos motivos de confiança dos atuais gestores é o fato de os jogadores com melhores salários serem todos titulares. Para eles, isso significa que o trabalho foi bem feito e que a equipe está forte.
A quantidade de jogadores com salários mais altos atuando é tão importante no clube que é um dos quesitos para se avaliar a continuidade dos executivos. A lógica é que se reforços contratados a peso de ouro estão no banco, situação comum nos grandes clubes brasileiros, algo não foi bem feito pelos dirigentes.
O mesmo vale para a quantidade de contrações. Se a cada ano é preciso reformular praticamente o elenco inteiro, outra situação frequente nas principais equipes brasileiras, os executivos são mal avaliados. Isso porque as contratações não estão sendo precisas. Para fazer suas avaliações, o clube usa o BSC (Balanced Socorecard), método utilizado por empresas para acompanhar o desempenho de seus funcionários. No caso do Red Bull, ele ajuda a calcular o custo de cada ponto conquistado pelo time e do minuto jogado por seus atletas.
Com práticas como essa, o clube-empresa acredita que pode evitar fenômenos como manter um treinador que não tem o nível esperado, mas consegue bons resultados momentaneamente. “No modelo tradicional, o futebol permite que maus profissionais cresçam no meio, continuem, por causa de um bom resultado pontual”, disse Scuro.
Para o dirigente, o sucesso do time no Campeonato Paulista passa pela escolha de Antônio Carlos Zago como treinador. “Ele tem a filosofia de jogo do clube, de agredir o adversário. Isso é fundamental para o trabalho dar certo. O estilo do técnico tem que se encaixar com o da equipe e o clube precisa entender o técnico’, afirmou o dirigente.

Sem grande receita de bilheteria, o Red Bull Brasil sobrevive basicamente da verba enviada pela matriz austríaca como forma de patrocínio. O dinheiro vem carimbado e todos os departamentos têm que ter controle para assegurar que a grana será gasta apenas como o que foi estipulado.

Em fim de janela, Léo Santos atrai interesse do Atlético de Madri

Leia o post original por Perrone

O zagueiro Léo Santos, do Corinthians, chega ao último dia da atual janela de transferências na Europa, nesta quinta (31), despertando o interesse do Atlético de Madri. Apesar de o tempo ser escasso, no entorno do jogador há quem acredite que os espanhóis ainda façam uma oferta tentadora ao alvinegro para levar o beque.

No final da tarde desta quarta-feira (30), o discurso da diretoria corintiana era de que o clube não tinha sido procurado pela equipe espanhola para tratar do assunto.

Léo Santos começou a temporada pressionado por uma acirrada disputa de vaga na zaga corintiana. Além dele, Henrique, Manoel, Marllon e Pedro Henrique brigam pela titularidade.

Nesta quarta, na derrota por 2 a 0 para o Red Bull,o jovem beque foi improvisado na lateral esquerda por Fábio Carille numa tentativa do técnico de resolver os problemas do time no setor. Os dois gols do adversário saíram de jogadas pela esquerda da defesa, porém, o zagueiro tinha sido substituído por Danilo Avelar no intervalo. Enquanto esteve em campo, Léo não comprometeu a equipe.

A lateral esquerda segue sendo o ponto crítico corintiano depois de o Sevilla rejeitar proposta para vender Guilherme Arana, revelado na base alvinegra, assim como Léo Santos.

Federação adverte empresa por problemas com catracas na estreia do SPFC

Leia o post original por Perrone

A Federação Paulista advertiu por meio de notificação a empresa responsável pelo sistema de ingressos do São Paulo por conta de problemas na estreia do time no Campeonato Paulista. Em seu comunicado para a Total Acesso, com cópia ao clube do Morumbi, a entidade lista as falhas que detectou no último sábado no Pacaembu, pede explicações até a próxima quarta (23) e ainda diz que a companhia será descredenciada em caso de reincidência. O descredenciamento impede a participação em jogos que tenham a FPF como organizadora.

Notificações semelhantes foram enviadas para Omni, por falhas em Bragantino x Guarani, e Acesso Mais, devido a falhas em Red Bull x Palmeiras, ambos pela primeira rodada do Estadual de 2019. As três advertências foram confirmadas ao blog pela federação.

Antes da vitória são-paulina por 4 a 1 sobre o Mirassol, torcedores tiveram dificuldades para entrar no Pacaembu. Na notificação, a federação afirma constar no relatório do jogo que catracas não funcionaram adequadamente. Aponta também erros e atraso no momento da manobra de transferência de energia para o gerador, catracas que pararam de funcionar, falta de configuração nas antenas de comunicação e outros problemas com ingressos.

De acordo com o documento feito pela FPF, centenas de torcedores foram afetados por conta dos problemas na entrada do estádio. “Iremos responder ao ofício da Federação Paulista na data estipulada. Na ocasião abordaremos as causas dos problemas ocorridos no Pacaembu e apresentaremos quais as medidas preventivas a serem adotadas para os próximos jogos, visando mitigar problemas futuros”, disse ao blog David Jesus, da Total Acesso. Por sua vez, o São Paulo repetiu que está apurando o ocorrido, como havia dito em nota oficial.

A respeito dos problemas na partida do Bragantino, Alex Marques, gerente da Omni, declarou que foram disponibilizados pelo time de Bragança Paulista poucos bilheteiros e que já houve uma conversa para que o fato não se repita. Ele disse também que a notificação foi cancelada pela FPF. Porém, o blog apurou que o cancelamento ocorreu por causa de um nome escrito de maneira errada e que em seguida outro comunicado com o mesmo teor foi enviado.

O blog não conseguiu ouvir a Acesso Mais sobre as ocorrências registradas no duelo entre Red Bull e Palmeiras, em Campinas. A notificação emitida pela FPF alega que dois portões foram abertos com 30 minutos de atrasos provocando filas e tumultos. Relata também que crianças acabaram entrando no jogo sem os ingressos de gratuidade que servem para ajudar no controle de público.

 

Voadora no vestiário? Cadê o profissionalismo?

Leia o post original por Craque Neto

Para minha surpresa fiquei sabendo na última sexta que o preparador físico do Corinthians, Walmir Cruz, e o técnico Alberto Valentim saíram na porrada dentro do túnel dos vestiários na Arena de Itaquera. Dá pra acreditar? Segundo consta os dois discutiram por causa do resultado do empate entre o Timão e o Red Bull e chegaram as vias de fato. A agressão foi vista pelo árbitro do jogo, Salim Fende Chaves, e relatada na súmula. Olha eu quando jogava não era santo. Jogador de futebol, aliás, fica de cabeça quente dentro do campo. Ainda mais quando é provocado e o […]

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Força da natureza!

Leia o post original por Odir Cunha

torcida jovemeu e o rafa - santos red bull Voltando de trem pra casa, com o amigo Rafael Fidelis (com a camisa do Brasil) e seu primo. Encontramos alguns são-paulinos indo para o Morumbi, mas houve educação e respeito de ambas as partes. Há esperança para o Brasil.

Durante a semana os programas esportivos, como sempre, reservaram apenas seus últimos minutinhos para falar do Santos. Alguns ainda erraram ao informar a data e o local do jogo contra o Red Bull. Para piorar, a Federação Paulista de Futebol tinha mudado o horário da partida, passando para as terríveis 11 horas de domingo, em pleno verão. Porém, ao chegar ao Pacaembu, você percebe, mais uma vez, que a torcida do Santos, quando tem a oportunidade de mostrar seu poder, é uma verdadeira força da natureza.

Gente de todo os lados. Casais, jovens, crianças, idosos. Filas e mais filas. Muita gente desistiu quando os funcionários da Federação Paulista passaram pelas filas para avisar que os ingressos mais baratos já tinham acabado. Mas muita gente insistiu. Eu queria assistir do meio dos torcedores. Deixo a tribuna de imprensa e os camarotes dos conselheiros para os almofadinhas. Na arquibancada tinha fila demais. Fui para o tobogã. De lá vi o estádio se enchendo e no final chequei o público no placar eletrônico: 20.412 pagantes, quase 24 mil pessoas no total.

No dia em que o Santos tiver uma gestão que saiba unir e direcionar os santistas na mesma direção, esse time voltará a ser um dos mais importantes e ricos do futebol. Se mesmo tratado com desdém por sua diretoria e ignorado pela mídia, o Glorioso Alvinegro Praiano leva a um estádio da capital, no mesmo fim de semana, 5.500 pessoas a mais do que o seu rival alvinegro, o mesmo que recebe mais da metade do tempo de todos os programas esportivos, nos quais é constrangedoramente bajulado, imagine se vivêssemos em um lugar com uma imprensa esportiva imparcial, que praticasse a meritocracia, e tivéssemos uma diretoria que facilitasse a vida para os santistas da capital.

Então, em primeiro lugar, parabéns aos santistas que foram ao Pacaembu. Sofremos com o calor, os preços, a nova fórmula tática do Dorival Junior que também pode ser chamada de “queijo suíço”, pelos buracos enormes que abre na nossa defesa, mas no final os deuses do futebol empurraram a bola pra dentro e o time ganhou por 3 a 2 e conseguiu sua 17ª – meu número de sorte – vitória consecutiva no Pacaembu.

Do meio da massa

ingressos santos redbull O amigo Rafael Fidelis insistiu e comprou um ingresso por 50 reais. Na fila já tinham dito que só havia ingressos mais caros.

Do meio do povo se percebe que o santista tem um carinho especial pelo Rodrigão e pelo Copete – principalmente pela forma como o segundo se empenha, atacando e também ajudando a defesa – mas fica louco da vida quando a defesa fica trocando passes lá atrás e o craque Lucas Lima cisma de pentear a bola pra lá e pra cá e não passa pra ninguém. Aliás, se o Santos conseguir vender o Lucas Lima pelo que ele acha que vale, dará para construir uma arena em Santos, outra em São Paulo e ainda sobrará dinheiro. Incrível a máscara do rapaz.

Depois de um belo gol, surgido em boa jogada pela direita, entre Lucas Lima, Victor Ferraz e Vitor Bueno, Lucas Lima perdeu a bola em um lance bobo e propiciou o contra-ataque que gerou o gol de empate do Red Bull, por Misael. Antes do final do primeiro tempo, porém, o mesmo LL deu um passe milimétrico para Rodrigão, que penetrou e fez o segundo do Santos com muita calma, e pasmem, agilidade.

Como se em Santos as temperaturas estivessem abaixo de zero, o time que está descansando há uma semana parecia bem mais exausto que o Read Bull no segundo tempo. Então, o mandante foi ao ataque e, de tanto criar oportunidades, empatou com um gol de cabeça de Nixon, em impedimento claro, que pode ser visto da arquibancada.

Ocorre que o juizão Rafael Gomes da Silva estava complicando para o Santos há algum tempo, principalmente no aspecto disciplinar. Veja você, caro leitor e cara leitora, que o Santos é o time a ser batido, é que que goleia todo mundo, mas o senhor Rafael conseguiu amarelas três jogadores santistas – Lucas Verísismo, Yuri e Copete – e apenas um do Red Bull, o Fillipe Soutto. Ocorre que o homem do apito era implacável com os santistas, mas fazia vistas grossas às entradas do Red Bull.

De qualquer forma, o Santos também criava oportunidades e em uma das ultimas surgiu o lance em que Kayke, de peito, jogou a bola para dentro do gol. Achei que ela entrou, até pelo gesto do goleiro, que percebe estar dentro do gol e puxa a bola e seu corpo para fora. O que ocorre é que ao cair o goleiro Saulo, conhecidíssimo dos santistas, entra com bolas e tudo para dentro do gol, dando a vitória ao Santos.

O desempenho do Dorival

Amigos e amigas, o time ter altos e baixos no início de temporada é, até certo ponto, normal, mas o que deixa o santista da arquibancada maluco são as decisões e indecisões do técnico Dorival Junior. O técnico Alberto Valentim, do Red Bull. já tinha colocado seus reservas para aquecer, e o Dorival, nada. Isso seria bom até pelo fator psicológico, pois o jogador que está em campo corre e capricha mais quando sabe que pode ser substituído.

Outro aspecto a se analisar é o novo sistema tático que o Dorival quer implantar no Santos. Ora, ele depende de muita solidariedade dos jogadores. Se o pessoal não estiver disposto a correr para tapar os buracos, coisa que só alguns fazem – entre eles o incansável Copete –, o Santos vai tomar uma tunda logo, logo. Os contra-ataques do adversários estão pegando as extremas totalmente abertas. Os zagueiros ficam distantes um do outro para cobrir as pontas e abrem também o meio. Enfim, o Santos fica todo arreganhado.

Aí, na hora de trocar, quem o professor põe em campo? Ora, o indefectível Léo Cittadini. A impressão que se tem é que o clube pode contratar os melhores jogadores de meio-campo do mundo, mas na hora de substituir o Dorival preferirá o seu preferido Cittadini. Depois, tirou Rodrigão e colocou Bruno Henrique. Ora, por que não colocou o Kayke, que joga na mesma posição? Mas depois, finalmente, colocou o Kayke, no lugar do Vitor Bueno.

Não era mais lógico colocar o Kayke no lugar do Rodrigão e o Bruno Henrique no lugar do Vitor Bueno? Claro, mas isso qualquer criança de seis anos no Pacaembu faria. Então, para mostrar que entende mais de futebol do que todos nós juntos, o professor fez uma substituição cruzada. Sacou a esperteza?

No fim, Kayke fez um gol de peito que o goleiro Saulo seguro e caiu com bola e tudo dentro de sua meta. Quando percebe que está dentro, ele puxa o corpo para fora, mas para cima de mim, jamé.

Um detalhe que me marcou: quem viu o Lucas Lima se dirigir para bater um escanteio no início do segundo tempo, quando o Santos vencia por 2 a 1, deve ter achado que se tratava de uma pelada entre solteiros e casados. O rapaz foi petecando a bola em câmara lenta, em uma tremenda má vontade. E olhe que ele já foi expulso de campo por uma atitude assim. Numa boa, Licas: assim, na Europa, você só vai conseguir ser reserva de um Atalanta, de um Avelino, enfim, de um time de segunda ou terceira categoria. Você joga muito, mas precisa ser mais profissional, cara! Numa boa.

Dizem que no final da partida alguns torcedores começaram a xingar Lucas Lima em altos brados, ele correu um pouco mais e isso foi o suficiente para o Santos criar duas chances de gol. Então, é evidente que o Santos tem time para ganhar bem esses jogos e caminhar para mais um título, mas precisa correr mais e ser mais cobrado pelo Dorival. Assim, até eu.

Jogadores e notas: Vladimir (5), Victor Ferraz (5), Lucas Veríssimo (5), Yuri (5) e Zeca (5,5); Leandro Donizete (4) (Léo Cittadini (4,5), Thiago Maia (4,5), Lucas Lima (6) e Vitor Bueno (5,5) (Kayke (5); Copete (5,5) e Rodrigão (5,5) (Bruno Henrique (4,5). Dorival Junior: 3,5.

E você, o que acha disso?


Corinthians doma “Touro” e avança

Leia o post original por Antero Greco

O Red Bull Brasil chegou a Itaquera em grande estilo. Com uma campanha de assustar El Cordobês, o famoso toureiro: tinha colocado para correr os grandes na tourada do Paulistão – estava invicto contra Palmeiras, Santos e São Paulo.

Mas a fama durou pouco tempo, em alguns minutos o “Touro Louco” conheceu a capa, a ginga e os dribles da equipe de Tite: 4 a 0 sem discussão ou choro. Com direito a olé! gritado por quase 40 mil pessoas a partir dos 25 minutos do segundo tempo.

Nem mesmo o artilheiro Roger pôde brilhar, embora fosse o único a comprovar a fama: por duas vezes colocou o goleiro Cássio em ação. No mais, discutiu com Bruno Henrique e passou o pé em Felipe, levando o cartão amarelo.

Quanto ao Corinthians, teve atuação sólida. Não foi brilhante, mas se deslocou com inteligência, buscou as triangulações e explorou como sempre os alas Fagner e Uendel.

Por isso, aos 16 minutos já vencia por 1 a 0: na cobrança de escanteio, a zaga rebateu e Giovanni Augusto jogou o corpo e acertou a bola no ar, com o pé direito.

Era o que o Corinthians precisava para jogar ao ritmo do maestro (no caso toureiro) Elias. Sempre tocando com rapidez, iniciava os contra-ataques. E, aos 39 minutos, André aproveitou cruzamento da direita, se atirou no meio dos zagueiros e tocou a bola, que foi toda manhosa ultrapassar a linha: 2 a 0.

O terceiro gol só não saiu ainda nos primeiros 45 minutos, num cruzamento de Fagner – quando o goleiro já estava fora do gol –, porque a cabeçada de André foi salva pelo zagueiro Diego Sacoman.

A expectativa para o segundo tempo era de que o Red Bull reagiria, mas o time de Tite, com muita calma e um jogo ofensivo, colocou o adversário na roda. A partir dos dez minutos os alvinegros tiveram três chances em sequência: primeiro com Fagner, que Saulo conseguiu defender. Depois com Alan Mineiro, que o goleiro mais uma vez defendeu. E por fim com Alan Mineiro novamente e aí o placar foi para 3 a 0.

Mais cinco minutos e Alan Mineiro deu ótimo passe para Lucca bater com estilo para fazer 4 a 0. O jogo acabou aí, embora Romero tenha desperdiçado o quinto gol.

Agora, o Corinthians pensa no jogo de quarta-feira contra o Cobresal, pela Libertadores.

E o artilheiro Roger volta para a Ponte Preta, com 11 gols na bagagem.

Quanto ao Touro Louco, ainda não foi desta vez que passou para as semifinais do Estadual.

(Com participação de Roberto Salim.)