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Bom renascimento para nós

Leia o post original por Odir Cunha

Costumo dizer que a vida é feita de renascimentos. Se as coisas não andam como você quer, não se amofine. Continue trabalhando, fazendo a coisa certa, porque logo uma nova etapa, repleta de possibilidades, surgirá à sua frente. Como santista, vivi algumas Páscoas, ou renascimentos. A mais marcante delas ocorreu em junho de 1979, quando um time recheado de garotos, nominados Meninos da Vila pelo seu Chico Formiga, venceu o São Paulo na final e conquistou o Paulista de 1978, primeiro título importante do Alvinegro Praiano após Pelé. Neste vídeo podemos desfrutar a narração incomparável de Osmar Santos, de quem me tornei redator e amigo nas rádios Globo/Excelsior. Boa Páscoa a todos os frequentadores deste blog e obrigado pelos comentários sinceros.

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Copa de 50 marcou renascimento do Brasil. E 2014?

Leia o post original por Mion

SEMPERDAO16  O Maracanã virou uma grande piscina de lágrimas após a final de 1950. E na época Brasil não era nenhuma potência mundial, não passava nem perto a ideia de ser “país do futebol”. O que aconteceu em seguida? Os brasileiros trataram de buscar novos caminhos e levar a sério o futebol, lógico dentro das limitações da época. Apenas foi atrás de talentos. Oito anos depois, em 58, Brasil renasceu e encantou o mundo. E não foi só Pelé, seleção tinha grandes craques: Garrincha, Didi, Nilton Santos etc…. Depois disso todos nós sabemos o que aconteceu gastaria centenas de linhas desnecessárias para relatar aquilo que todo mundo já sabe.

As décadas passaram e 64 anos depois o Brasil volta à estaca zero. Os 7 a 1 da Alemanha tem muito mais significado de “apenas” a maior derrota de 100 anos da seleção canarinha. Foi a “pá de cal” em tudo o que o nosso futebol tem praticado nos últimos 20 anos tanto dentro quanto fora de campo. Vou dar ênfase …. ABSOLUTAMENTE TUDO. E  piorou em 2002 quando com o penta criamos os craques-celebridades. Os garotos passaram a sonhar não em jogar bola e defender a seleção. A meninada anseia ficar rica e morar na Europa. Bola… apenas uma ferramenta para atingir este sonho. Maneira mais fácil, não precisa estudar e outras “chatices”.

Não estou fazendo aquele discurso tradicional de quando perde nada presta. Atualmente sou crítico demais, me sinto até mal de tanto falar mal, aliás não faz parte de meu ser sempre otimista e pra cima. Alto astral faz parte de minha essência como ser humano. Aponto a declaração de Felipão como emblemática: “Estamos entre as quatro melhores seleções do mundo. Perdemos apenas um jogo”. Até um tempo atrás fato de ganhar já bastava ao brasileiro. O problema é como? Cansamos de ver a seleção praticar futebol de péssima qualidade e ganhar. Enciumado, o torcedor brasileiro viu Espanha, Alemanha e até clubes vencerem jogando futebol de qualidade. Fica provado que aquele discurso cansativo e profano para quem gosta de futebol onde afirma: preferível jogar feio e ganhar. Com o tempo esta mentira virou verdade e transformou-se em “tem que jogar feio para ser campeão”.

Bom tudo isso é passado, não adianta remoer e achar culpados. A partir de agora o que será feito? Trocar técnico? Tirar dirigentes da CBF? Mudar todos os jogadores da atual seleção? É pouco e continuaremos na mesmice! Pode crer e não vai resolver praticamente nada. O renascimento do futebol brasileiro como aconteceu após Copa de 50 passa por trabalho de base chegando até administração. Primeiro diagnóstico a ser feito é o seguinte: Por que clubes não conseguem revelar mais jogadores de alta qualidade técnica e talentosos?

Depois da lei Pelé jogadores deixaram de ser escravos dos clubes, é verdade, mas são escravos de empresários que aliados a dirigentes faturam um monte. A partir daí vivemos o caos porque clubes pagam fortunas a jogadores medianos, todo mundo pega porcentagem e enche os bolsos. O mercado exige atletas altos, fortes, não driblem, corram muito, joguem verticalmente atendendo perfil europeu. Ainda meninos, vendidos para o exterior já rendem muito dinheiro.
Lógico a aposta é na quantidade, melhores saem para o Velho Mundo, os demais ficam no Brasil rodando de clube em clube ganhando cada vez mais. Vou citar um caso bem estranho: Alan Kardec, ótimo centroavante. Ainda menino foi para Portugal, sem chance veio emprestado para o Palmeiras. Na hora de renovar ganharia 200 mil por mês ( em sã consciência já é muita grana), do nada apareceu São Paulo e ofereceu 400. Clubes em crise e oferecem o dobro, como se quase meio milhão de reais fosse apenas mais uma dívida corriqueira. Kardec vale tudo isso?

Esta verdadeira lavagem de dinheiro através de salários, criou um bando de garotos medianos e ex-jogadores. Ricos porque apesar das “comissões” ficam com muita grana, não têm preparo necessário. Se acomodam e viram apenas griffe. Vou citar um caso recente: Flamengo levou na cabeça com Carlos Eduardo. Ganhava 550 mil reais por mês. Na real, é concebível tal investimento para um clube falido? Será que no Rio não nasceu nenhum Zico ou próximo dele em 20 anos?
Poderia ficar aqui escrevendo um montão, talvez em outros comentários exponha mais conceitos, mas hoje o fundamental é pensar no futuro: reformulação já na legislação do futebol brasileiro, Governo precisa entrar no circuíto e dar novas diretrizes. Inclusive, estamos perto das eleições. Os candidatos apresentem propostas para acabar com a farra financeira. Não estou sugerindo governantes intercederem diretamente no futebol, Deus o Livre, mas criem legislação para acabar com a lavagem de dinheiro, por exemplo. Não é por acaso que vemos alguns “empresários” de jogadores ligados ao tráfico de drogas. Responsabilidade fiscal já.

De tudo isso, o principal agora é gente do bem entender que o Brasil necessita urgente de peneiradas em busca de talentos e não jogadores rentáveis. Os alemães fizeram isso nos últimos 10 anos e conseguiram. O Brasil pode ter perdido tudo, menos o fato de termos o DNA da bola e caso realmente deseje em alguns anos conseguirá reunir craques na expressão da palavra. Podemos não ser mais o país do futebol, mas celeiro de craques é uma questão de desejo verdadeiro de procurar. Basta correr as ruas das cidades, estão lá ralando os pés no asfalto ou em campinhos da periferia. É só querer…