Arquivo da categoria: Rildo

Seu passado te condena

Leia o post original por Rica Perrone

A idéia é radical, agrada num primeiro momento. O jogador que machucar outro fica fora enquanto o outro também ficar.  Mas aí, meus caros, falamos de vingança ou de justiça?

Como que mede a intenção?  Como que se sabe se o cara errou ou se deu pra machucar? As vezes a imagem diz, outras tantas não. E quanto menos tribunal melhor.

Então dê a todos a mesma regra: Se contundir, fica fora o mesmo tempo.

Não! É a pior das idéias. Além de cometer mais injustiças do que o formato atual já te sugere, você dará nas mãos de clubes rivais o poder de manipular situações e determinar a volta do jogador adversário.

Uma semaninha a mais aqui, outra ali, e se o craque do rival foi quem fez a falta no seu reserva, encosta ele.

Pra isso na vida serve o passado de cada um. No futebol também deveria valer.  Quantas expulsoes? Quantos cartoes? Ja foi julgado e punido antes?   E assim temos formas claras de dizer “voce é maldoso”, “voce nao é”.

O Rildo, por exemplo, não tem histórico. Seria razoável imaginar que não entrou com má fé, apenas errou a dose, a altura, etc.  Mas se o Kleber Gladiador faz isso, não pode ter a mesma punição do Rildo. Sabemos que trata-se de alguém violento.

Esse critério me agradaria. Pontuar por cartão, falta. Algo quase como a carteira de motorista. E então a “pena”  aplicada vai ser de acordo com o que seu passado te condenar. Não com STJD, clubismo, interpretação de intenções , etc.

abs,
RicaPerrone

Brasília em chamas e o Botafogo incendeia o Rio. Com pressa!

Leia o post original por Milton Neves

Foto: Luis Benavides/AP Photo – retirada do UOL

Ah, deixemos hoje de lado a seleção do Palmeiras, o milionário fracassado Flamengo, o Tite “ideal para presidente do Brasil” e o Galo do “Neymarzinho Equatoriano” Cazares.

Falemos do Botafogo que jamais ganhou uma Liberadores.

Mal conseguia dela participar.

Nos anos de Manga, Nilton Santos, Garrincha, Rildo, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagallo, o Fogão da meia cinza sempre parava no timaço do Santos de Pelé.

Isso na final ou na semifinal da Taça Brasil, o torneio que credenciava nosso único representante na competição.

Antigamente só entrava, a partir de 1960, quando foi criada a Libertadores, o campeão de cada país.

Hoje já temos até um… G-7!!!

Entra todo mundo, uma festa.

É que os cartolas engordaram a quantidade de times e espicharam o tempo de disputa, de trimestral para quase anual, só para que os direitos de transmissão pela TV fossem às alturas, como foram.

E se antigamente, nos anos de Telê, “Torcer para o São Paulo é uma grande moleza” (e hoje virou “grande dureza”), atualmente é “cívico” virar botafoguense na Libertadores.

É uma questão de gratidão ao time que nos deu 41.07% da Copa da Suécia-58, 100% da Copa do Chile-62 e 49.17% da Copa do México-70.

Hoje, acabou a minha raiva do Botafogo-1995, time do “zagueiro” Márcio Rezende de Freitas, e quinta-feira foi de chorar vendo a festa da torcida de General Severiano no “Estádio Nilton Santos”.

Que o time do Pimpão siga “todo garboso” botando fogo na Libertadores na mesma época em que Brasília arde.

Sim, a vaca por lá foi para o brejo, mas por enquanto só o sininho e o rabo.

Falta ainda quase tudo, dos chifres ao traseiro.

Para o “primo” Aécio Neves, não.

Acabou!

Foi pífio e até juvenil.

Com seu algoz gravando tudo, como ele, um “macaco velho”, não sacou que “seu amigo” estava só levantando a bola para ele ir falando, falando e falando?

Quase um monóculo, com o “interlocutor” de emboscada atrás do toco esperando a onça beber água.

Faltou ser uma raposa, símbolo de seu time, ele tão burro e ela tão esperta.

Esperta como boiadeiros de Alfenas e Goiânia.

E rápidos no gatilho.

Tão rápidos que no começo de abril quase aluguei um apartamento em Nova York para um jovem executivo brasileiro, via o broker (corretor) Freddy Gouveia, brasileiro lá radicado há anos.

Mas, aflito, ele queria entrar no imóvel com tudo dentro, do jeito que estava e no “outro dia” com mulher, dois filhos menores e a babá “que estavam chegando em Nova York”.

Não deu certo porque não dava para retirar de lá “por telefone” tanta coisa particular da família cambiando de Upper East Side para Tribeca, hoje alugado para Companhia chinesa, investidora de Wall Street, bem perto.

Mundo pequeno, o lépido quase-inquilino era mais um dos famosos e hoje tão falados Batistas.

De segunda geração, filho ou sobrinho.

Que pressa, sô!

Hoje, pelas chamas de Brasília, caiu a ficha.

E que sejamos todos felizes!

OPINE!!!

Corinthians vence e aumenta a diferença com ajuda dos “corintianos” Pato, Willian e Mano Menezes

Leia o post original por Quartarollo

Corinthians continua folgado na liderança do Brasileiro.

Agora são 54 pontos ganhos contra 49 do Atlético Mineiro e 45 do Grêmio.

A diferença voltou a aumentar neste fim de semana graças a esperada vitória sobre o Joinvile, 3 x 0, com recorde de público (41.809 pagantes), no Itaquerão, contando com a derrota do Grêmio e empate do Atlético Mineiro.

Tudo conspirou a favor do Corinthians e não se pode falar de arbitragem embora os irresponsáveis dirigentes gremistas tenham batido em Sandro Meira Ricci depois da derrota para o São Paulo, em Porto Alegre.

Foi por causa de uma jogada do enrolado Fernandinho com Mateus Reis fora da área, mas o atacante caiu dentro. Eu nem falta daria.

Fernandinho se joga quando percebe que não alcançará mais a bola e o árbitro acertou em não marcar nada.

Em Belo Horizonte, no empate de 1 x 1, no clássico mineiro, o atacante Willian, ex-Corinthians fez o gol do time estrelado e ainda sofreu um pênalti aos 44 do segundo tempo que Vitor acabou pegando garantindo o empate.

Na verdade não foi pênalti, Jemerson derrubou Willian fora da área, mas Leandro Pedro Vuaden, que já viveu fases melhores, acabou botando a bola na cal.

O Atlético tinha empatado pouco antes com o atacante Carlos.

O Cruzeiro reclama que Leonardo Silva fez pênalti metendo a mão na bola ainda no primeiro tempo.

Também não daria. É pênalti de TV e embora tenham usado expressão da posição antinatural do braço do zagueiro, não consigo imaginar como alguém salta sem esticar os braços.

Mano Menezes foi outro “corintiano” que trabalhou bem, no Mineirão, e por pouco não levou o time a vitória em seu primeiro clássico local.

Em Porto Alegre, Juan Carlos Osório que se vangloria de jogar no ataque, parece que aprendeu que os fatos tem mais forças que as palavras e ganhou o jogo no contra-ataque.

O ainda “corintiano” Alexandre Pato abriu o marcador e o Neymar do Nordeste, Rogério, fez 2 x 1, garantindo a vitória e reabilitando o São Paulo no Brasileiro.

Esses dois resultados deram muita alegria aos corintianos que jogaram de manhã e passaram pelo Joinvile por 3 x 0 sofrendo um pouco em alguns lances, mas tomando conta do jogo do começo ao fim.

A nota triste e negativa foi a contusão de Rildo que pela primeira vez tinha a chance de ser titular e só jogou um pouquinho.

No primeiro lance caiu de mal jeito e teve séria contusão na clavícula.

Pelo menos um mês ficará fora do futebol e Malcon, que tinha virado reserva, virou titular e foi um dos melhores em campo fazendo o primeiro gol corintiano.

Uendel fez o segundo de pé direito, o pé bobo segundo ele, e Vagner Love numa grande arrancada de 50 metros fez o terceiro.

São Paulo e Flamengo subiram e continuam brigando no G-4. O rubro-negro é o quarto colocado com 41 pontos e 13 vitórias.

O São Paulo também tem 41 pontos, mas uma vitória a menos.

O Flamengo venceu a Chapecoense (3 x 1), em Chapecó, onde é mais difícil chegar do que ganhar.

Será mais uma semana de jogos interligados no Brasileiro.

O líder Corinthians sairá quarta-feira para jogar, em Porto Alegre, diante do Internacional e domingo pela manhã recebe o Santos, no Itaquerão.

O Atlético Mineiro tem o Santos quarta-feira, na Vila Belmiro, e domingo o Flamengo, no Independência, em Belo Horizonte.

O Grêmio no meio de semana vai à Curitiba enfrentar o Atlético Paranaense e sábado joga aqui em São Paulo, no Pacaembu, com o Palmeiras, às 18h30.

O Flamengo tem uma molezinha contra o Coritiba, no Maracanã, na quinta-feira, e o São Paulo recebe no mesmo dia, no Morumbi, a Chapecoense.

Domingo vai à Florianópolis enfrentar o Avaí. São dois jogos que se não inventar muito, o São Paulo pode fazer 6 pontos e até ultrapassar o Flamengo na quarta posição.

Com a derrota para o lanterna Vasco da Gama, 2 x 0, o Atlético Paranaense ficou para trás nessa briga a exemplo do Palmeiras.

Ambos têm 38 pontos ganhos e enfrentam o terceiro colocado, Grêmio, na semana.

O Furacão na quarta-feira, em Curitiba, na Arena da Baixada, na quarta-feira e o Verdão no sábado aqui em São Paulo.

No fim de semana o Atlético tem o clássico com o Coritiba, no Couto Pereira.

No meio de semana o Palmeiras vai ao Maracanã enfrentar o Fluminense que está caindo pelas tabelas e hoje conseguiu perder para o Sport, 1 x 0.

Time pernambucano não vencia há 10 rodadas no Brasileiro.

Santos e Internacional com 37 pontos matematicamente ainda podem chegar no G-4, mas acredito que já deram adeus há um bom tempo.

O Santos vinha em franca recuperação e caiu feio diante da Ponte Preta, 3 x 1, e o Inter venceu o Coritiba, em Curitiba, 1 x 0, mas não aliviou muito sua campanha.

 

 

Negociação do Palmeiras por atacante Rildo emperra

Leia o post original por Perrone

O Palmeiras esteve perto de acertar a contratação do atacante Rildo, da Ponte Preta e que jogou pelo Santos nesta temporada, mas a negociação emperrou.

Por cerca de dez dias, o alviverde manteve tratativas para ter o atleta por empréstimo. A discussão estava bem encaminhada com o pagamento de R$ 400 mil para a Ponte e a empresa do agente José Luís Galante, que dividem os direitos econômicos do jogador, mais o empréstimo de Tiago Alves para o time de Campinas.

Porém, na noite desta segunda, o clube procurou Galante, voltou a discutir valores e informou que não pagaria comissão a ele. O agente não aceitou as condições e interrompeu a negociação. Até a publicação deste post as partes não estavam mais conversando.

Um dos envolvidos no negócio  diz que o caso lembra o episódio em que Alan Kardec deixou o alviverde após ter um acerto verbal feito pelos dirigentes remunerados do clube, mas desfeito pelo presidente Paulo Nobre.

Rildo é um jogador que não agradava ao gerente de futebol Omar Feitosa, que não teve seu contrato renovado. Porém, o técnico Oswaldo de Oliveira trabalhou com ele no Santos e tem interesse na contratação.

Por sua vez, Galante é sócio do Palmeiras, atuou como agente do treinador Ricardo Gareca e de argentinos contratados pelo clube.

Oficialmente, o Palmeiras não se manifesta sobre negociações com jogadores.

Com Gabriel, Santos vai atacar o São Paulo no Morumbi

Leia o post original por Odir Cunha

Minha previsão: Um jogo entre a maior categoria do São Paulo e a energia que pode vir da juventude e do preparo físico do Santos. O Alvinegro Praiano só poderá vencer se marcar bem e aproveitar as oportunidades. Será preciso dar uma embolada no meio-de-campo, pois se Ganso e Kaká tiverem espaço para armar as jogadas, e se Pato e Alan Kardec ficarem no mano a mano com Edu Dracena e David Braz, isso provavelmente será fatal. Mas craque muitas vezes não têm paciência para jogo pegado. Se o Santos conseguir equilibrar na marcação, o São Paulo pode dar uma relaxada e abrir brechas na defesa. Se der para jogar bonito, ótimo, mas não é dia para isso. É dia de ser humilde e tentar impedir o adversário de jogar com liberdade. O favoritismo é do São Paulo, não há como negar isso. Mas a vontade faz milagres.

Timemania passa de dois milhões de apostas e Santos prossegue em quarto

Exatos 2.030.900 volantes foram preenchidos no teste 615 da Timemania, de 19 de agosto. A classificação dos dez times mais votados continua a mesma que tem se mantido em 2014, com o Santos em quarto lugar. Confira:

1º FLAMENGO RJ 95.726 4,72%
2º CORINTHIANS SP 82.975 4,09%
3º SAO PAULO SP 67.583 3,33%
4º SANTOS SP 64.043 3,16%
5º GREMIO RS 58.171 2,87%
6º PALMEIRAS SP 57.267 2,83%
7º VASCO DA GAMA RJ 53.290 2,63%
8º CRUZEIRO MG 51.513 2,54%
9º INTERNACIONAL RS 50.993 2,52%
10º BOTAFOGO RJ 45.508 2,25%

Oswaldo deve mesmo escalar três atacantes no clássico

O técnico Oswaldo de Oliveira não relacionou Renato e muito menos Robinho para o clássico deste domingo. Robinho ainda deu umas voltas no campo, mas foi vetado para o jogo. Se não for tão grave, quem sabe possa jogar contra o Grêmio no meio da semana, pela Copa do Brasil, mas o mais certo é ficar ao menos 10 dias de molho. Renato também não foi incluído entre os jogadores relacionados. Oswaldo escolheu os volantes Alison, Arouca, Alan Santos e Souza, e os meias Lucas Lima e Leandrinho.

Os outros relacionados são os goleiros Aranha e Vladimir; os zagueiros Edu Dracena, David Braz e Nailson (Bruno Uvini terá de operar a face devido à cotovelada de Moreno); os laterais Cicinho, Mena, Victor Ferraz e Zeca, e os atacantes Gabriel, Thiago Ribeiro, Leandro Damião, Rildo, Stéfano Yuri e Patito Rodríguez.

Tudo indica que o técnico santista prosseguirá escalando o time com três atacantes. assim, a equipe mais provável para iniciar o Sansão é Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Leandro Damião e Gabriel.

Gabriel direita
Gabriel chegou da Europa e já foi para os treinos. É o favorito para entrar no lugar de Robinho, afastado do time por duas semanas. Mas Rildo também tem chances (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).
robinho no CTrenato direita
Robinho passou no auditório do CT e fez a alegria dos alunos da “Escola de Craques”. Renato já voltou aos treinos, mas não foi relacionado para o clássico. (Fotos: Clayton Galvão e Ivan Storti/ Santos FC)

Robinho vai mesmo ficar duas semanas afastado dos campos. Provavelmente não jogará mais até o final do turno. Em tratamento de um estiramento na coxa que o deixará fora dos próximos quatro compromissos do Santos, sexta-feira ele esteve no CT Rei Pelé e acabou batendo um papo com os alunos da “Escola de Craques” que visitavam o CT. O técnico Oswaldo de Oliveira assegura que manterá o esquema ofensivo contra o São Paulo, domingo, o que quer dizer que Rildo ou Gabriel ocuparão a vaga do Rei do Drible.

A lógica indicaria que Gabriel voltaria da Seleção Sub-20 direto para o time titular, mas pelo treino de sexta-feira fiquei com a impressão de que o técnico preferirá Rildo, que tem entrado bem no time, criando boas chances pela esquerda e ainda ajudando na marcação por aquele setor.

“Vamos jogar da mesma maneira que temos jogado. Somos uma das melhores defesas do e temos a capacidade de defender e atacar, embora algumas vezes não tenhamos sido tão efetivos atacando. Mesmo nos jogos que perdemos tivemos mais oportunidades que os adversários”, disse Oswaldo.

Sempre defendi que o Santos jogasse com três atacantes, mas alertei que isso seria uma temeridade contra o Cruzeiro. Temo que tenha de repetir o mesmo antes do Sansão deste domingo. Com um time mais entrosado, que se baseia no triângulo Paulo Henrique Ganso-Kaká-Pato, o Santos tem de fechar melhor aquele miolo, e isso não é tarefa para atacantes improvisados em marcadores.

Arouca, Alison e Lucas Lima, contando com a ajuda dos atacantes Thiago Ribeiro, Leandro Damião e Gabriel (ou Rildo) podem dar conta do recado? Acredito que sim, mas isso exigirá bastante empenho. Provavelmente com a entrada de mais um jogador no meio o bloqueio seria mais eficiente por ali, assim como a cobertura dos laterais e a proteção à zaga, e não se perderia tanto do poder ofensivo.

Cheguei a torcer pela recuperação de Renato e sua escalação no clássico, mas ele não foi relacionado. Então, eu ficaria com a entrada de mais um jogador no meio, que pode ser Alan Santos, Souza, Leandrinho ou mesmo Patito, compondo o setor com Alison, Arouca e Lucas Lima, deixando dois atacantes na frente.

Vimos contra o Cruzeiro que apesar de no papel ter apenas um atacante – o boliviano Moreno -, na prática o campeão brasileiro é bastante agressivo quando tem a bola. O Santos poderia fazer o mesmo, adiantando Lucas Lima e mais um jogador de meio quando tivesse a bola.

Outro em quem tenho alguma expectativa ainda é Patito Rodríguez. O rapaz voltou ao Santos e já está participando dos coletivos. Ágil, rápido, Patito está longe de ser um craque, mas sempre se empenhou muito e chegou a fazer algumas partidas boas. Ele estava emprestado ao Estudiantes, da Argentina, por quem fez 27 jogos e marcou dois gols. Ele entra em campo a 100 por hora e depois vai arrefecendo o ritmo, mas pode ser útil para acelerar o jogo.

A velocidade de jogadores como Gabriel, Rildo,Thiago Ribeiro e o próprio Patito pode ser uma arma importante do Santos contra um time que tem grandes jogadores, toca bem a bola, mas é um pouco lento para os padrões modernos do futebol. E também se cansa no final das partidas, como demonstrou diante do Internacional no meio da semana.

Imagino que o Santos possa até vencer se conseguir manter o jogo amarrado, sem tempo e espaço para as jogadas de Ganso, Kaká e Pato. É assim que o São Paulo tem tido dificuldades no Morumbi este ano. Não vejo grande possibilidade de vitória santista em um jogo mais aberto e franco, em que o talento se sobressaia.

Ingressos para o clássico

Os torcedores do Santos que quiserem assistir ao clássico contra o São Paulo neste domingo, às 16 horas, no Morumbi, podem comprar os ingressos para a partida na bilheteria do portão 3 do Morumbi, das 10 às 17 horas. No dia do jogo, as vendas seguem até as 12 horas. Só terá acesso ao estádio quem estiver portando o ingresso. A torcida do Santos deverá ficar na arquibancada vermelha visitante (acesso pelo portão 15). Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$20 (meia-entrada). Não há venda online, só na bilheteria.

Estudantes e pessoas com mais de 60 anos, professores e coordenadores pedagógicos da rede pública têm direito à meia entrada, mas devem apresentar documento no momento na compra. O aposentado do INSS também tem direito à meia, e deve apresentar holerite ou cartão do benefício e RG original ou cópia autenticada.

Saudades dos verdadeiros Baleiinha e Baleião

baleiao feio e murcho
Será que não deu para perceber que esse Baleião é feio e murcho? Criança percebe. (Foto: Ricardo Saibun/ Santos FC).

O marketing do Santos anunciou uma família de personagens marinhos em substituição aos já conhecidos Baleiinha e Baleião, que já deram ao clube o prêmio Ibest de marketing. Na verdade, a dupla continua, só com outro design, mais pobre. A idéia de aumentar a família foi boa, mas os novos personagens foram muito mal produzidos. Um diferencial do Baleiinha e o Baleião era o design e a textura das fantasias. O novo Baleião é murcho e sem graça. Criança repara nessas coisas. O que você e seus filhos acharam?
O Baleiinha e o Baleião

Nova família do Baleeinha e do Baleião

Direto do Túnel do Tempo, há 11 anos, na Vila…
Há exatos 11 anos, no dia 23 de agosto de 2003, o Santos de Robinho, Diego, Elano, Renato, Alex e companhia, recebia o Flamengo na Vila Belmiro. Relembre jogadas que hoje são raras. Repare no golaço de falta de Alex. Um detalhe: o técnico do Flamengo era o mesmo Oswaldo de Oliveira que hoje dirige o Santos. A narração é de Deva Pasvicci. Veja:

E pra você, como o Santos deve jogar contra o São Paulo, no Morumbi?

Sobrou para o Santos o que faltou para o Palmeiras

Leia o post original por Quartarollo

O goleiro Bruno entrou no intervalo no lugar do contundido Fernando Prass e acabou tomando o gol de Marcelinho, aos 38 do segundo tempo, que classificou o Ituano para as finais do Paulista. Bruno saiu de campo dizendo que o … Continuar lendo

Joel Camargo, João Saldanha e as versões da história do futebol

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje é a festa na Padaria A Santista, a Padaria do Carlinhos

carlinhos, edmar, chacrinha
Da esquerda para a direita: Carlinhos, o visitante Edmar Junior e Chacrinha, na Padaria A Santista.

É hoje, sábado, 15 de fevereiro, que o Carlinhos organiza a sua festa. Passarei lá pela manhã, mas não poderei ficar devido a um compromisso familiar inadiável. Eternos craques santistas estarão presentes. Se você puder ir, não perca.

Serão vendidas camisetas da “Banda da Padaria A Santista”, com o tema “Deuses do Futebol, Carnaval 2014″, e dos cinco homens do ataque de ouro – Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Anote o endereço da Padaria A Santista: Rua Epitácio Pessoa, 312, canal 5.

Várias empresas estão apoiando a banda. São elas: Grupo Isis, Satel, Embraps, Nelcar Transportes, Terracom, Rede Santista de Postos e EFBS Seafrigo.

Deixarei 18 exemplares do Dossiê para que sejam vendidos e a renda revertida para o evento. Se você estiver por lá nesta manhã, já sai com uma dedicatória.

brasil com 8 do santos
Com oito titulares do Santos (o goleiro Cláudio perdeu a posição por grave contusão no joelho), a Seleção Brasileira dirigida pelo técnico João Saldanha inaugurou o Estádio Batistão, em Aracaju, na noite de 9 de julho de 1969, diante de 45.058 pessoas. Toninho Guerreiro marcou o primeiro gol do estádio e mais outro no transcorrer da partida. O primeiro sergipano a marcar, ironicamente, foi Clodoaldo, da Seleção Brasileira (Vevé fez o primeiro para a Seleção de Sergipe). O Brasil venceu por 8 a 2. A partida foi arbitrada por Armando Marques, considerado o melhor árbitro brasileiro na época. Na foto, a Seleção Brasileira que começou o jogo: Carlos Alberto (Santos), Felix (Fluminense), Djalma Dias (Santos), Clodoaldo (Santos), Joel Camargo (Santos) e Rildo (Santos). Agachados: Jairzinho (Botafogo), Gérson (Botafogo), Toninho Guerreiro (Santos), Pelé (Santos) e Edu (Santos).

Mais detalhes de Seleção Sergipana 2 x Seleção Brasileira 8:

O assunto que está entalado na garganta é Leandro Damião, mas estou engolindo em seco para dar mais tempo ao rapaz. Enquanto isso, gostaria de tocar novamente em um tema crucial para nós, santistas: as versões tendenciosas que a imprensa esportiva e mesmo livros e filmes criam para a história do futebol.

Bem, na verdade não há história sem alguma parcialidade, pois o narrador transmite a sua versão dos fatos. Digo isso só para reforçar o quanto é importante ter pessoas que se preocupam em pesquisar, checar e passar a limpo a rica história do Santos. Sem esses abnegados, teríamos de conviver com uma sistemática distorção dos acontecimentos.

Faço esse preâmbulo para o artigo que se segue, pois ele se refere ao Santos da segunda metade da década de 60, o time-base das “Feras do Saldanha”, um dos grandes esquadrões da história do futebol brasileiro, esquecido deliberadamente mesmo por quem, em livros ou filmes, se dispõe a retratar aquele período do nosso futebol.

Antes de entrar no post, permita-me lembrar só uma piadinha que se contava nos tempos da Guerra Fria, em que as imprensas de Estados Unidos e União Soviética distorciam a realidade para que ela se encaixasse na teoria de superioridade ideológica que pregavam: um norte-americano e um soviético fizeram uma corrida e o norte-americano venceu. Nos Estados Unidos os jornais estamparam: “Americano vence e soviético fica em último.” Na União Soviética, os títulos anunciaram: “Soviético termina em segundo, norte-americano fica em penúltimo.”

odir e joel
Com o grande Joel Camargo, um dos melhores zagueiros da história moderna do futebol (Foto: Aline Floriz)

Semana retrasada estive em Santos e tive a honra e o prazer de entrevistar, para o Museu Pelé, o enigmático Joel Camargo, o “Açucareiro”. 17 anos de futebol, 20 de estiva, e Joel, um dos mais clássicos quartos-zagueiros do futebol, pôde se aposentar em paz. Falamos do Santos e, é claro, das “Feras do Saldanha”, Seleção Brasileira que disputou as Eliminatórias para a Copa do México com seis santistas entre os titulares: Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu. Lembramos fatos que ficam esquecidos na memória do futebol, a não ser quando alguém interessado lembra deles.

“No começo éramos nove; depois, com a mudança de técnico (de João Saldanha para Zagalo), restamos cinco. Quando anunciaram a entrada do Zagalo, eu já sabia que, com ele, eu não iria jogar”, disse-me Joel.

Ele se referia aos nove jogadores santistas chamados por João Saldanha na primeira convocação da Seleção Brasileira, em 6 de fevereiro de 1969. Nela estavam o goleiro Cláudio, os laterais Carlos Alberto Torres e Rildo; os zagueiros Djalma Dias e ele, Joel; o meio-campo Clodoaldo e os atacantes Pelé e Edu. Apenas Negreiros e Manuel Maria, dos titulares do Santos, não foram chamados (Manuel Maria depois figurou em uma lista maior, com 40 nomes).

“Não é segredo para ninguém que o Santos é o melhor time do Brasil”, disse Saldanha no dia em que anunciou os convocados. “E como não temos muito tempo para as Eliminatórias, vamos usar esse entrosamento do Santos para o bem da Seleção”.

E assim o Brasil fez os jogos de ida e volta contra Paraguai, Colômbia e Venezuela, utilizando-se de meia dúzia de santistas entre os titulares. E com esse Santos-Brasil venceu ao Paraguai por 1 a 0, em 31 de agosto de 1969, estabelecendo o recorde oficial de público do Maracanã, com 183.341 pagantes. O gol surgiu após jogada de Edu, que driblou seu marcador e chutou rasteiro, o goleiro rebateu e Pelé entrou de bico para estufar as redes e garantir a presença do Brasil na Copa do México.

“Você está no recorde oficial de público do Brasil”, disse a Joel, que, no entanto, se mostrava mais preocupado em falar de Toninho Guerreiro, a maior vítima da mudança de técnico na Seleção. Com a saída de João Saldanha, o presidente da República, Emilio Garrastazu Médici, finalmente realizou o seu sonho ao ver o subserviente Zagalo convocar o atacante Dario, o Dadá Maravilha, sacrificando Toninho Guerreiro, que assim perdeu sua única oportunidade de participar de uma Copa do Mundo.

No livro “João Saldanha, uma vida em jogo”, o autor, André Iki Siqueira, fala sobre o episódio entre o final da página 331 e o começo da 332, reproduzindo as impressões de Saldanha sobre a pressão para cortar Toninho Guerreiro e convocar Dario:

– Quiseram impor o Dario. Ele era de bom nível, mas os meus eram craques. Meu time era uma máquina. Não tinha lugar para ele, não.
E escalar Dario no lugar de quem?
Antonio do Passo e João Havelange, segundo o técnico, apelavam diariamente:
– Pelo amor de Deus, convoque o Dario.
Pois de um dia para o outro, na primeira quinzena de março, o dr. Lídio Toledo cortou da Seleção Toninho Guerreiro, alegando sinusite. Era um atacante que, alguns anos depois, encerraria a carreira com mais de 400 gols.
– Toninho era o trunfo do time, porque se o Pelé ou o Tostão não pudessem jogar, ele entrava que nem uma luva – argumentaria João, que considerava o corte suspeito. – Caramba, eu tenho sinusite desde criança, e nunca me atrapalhou para fazer esporte. E essa sinusite do Toninho é conhecida há dez anos. Mas cortaram o Toninho.

Toninho Guerreiro tinha 27 anos e estava no auge de sua forma quando a Copa de 1970 foi disputada. Meses depois do Mundial, em setembro de 1970, ele seria artilheiro do Campeonato Paulista e conquistaria seu quarto título consecutivo do Estadual (os três anteriores foram pelo Santos). Com mais um, em 1971, Toninho entraria para a história como o único pentacampeão da história do Campeonato Paulista.

Joel sabe que, se dependesse exclusivamente de Saldanha, não só Toninho iria para o México, como ele, Joel, seria o titular da quarta- zaga, ao lado de Brito. Provavelmente Djalma Dias, mais clássico, continuaria titular, em vez do truculento Brito. Joel me diz que se sentiria mais campeão se tivesse jogado. Compreendo sua queixa, mas lhe respondo que ao menos para nós, santistas, ele é tão campeão quanto Piazza, que Zagallo improvisou na quarta-zaga.

O livro e o filme sobre Saldanha: visões diferentes

Assisti, mas não vi no filme “João Saldanha”, documentário produzido a partir do livro escrito por André Ike Siqueira, o mesmo enfoque da vida do notável jornalista esportivo que se percebe nas páginas da obra. As menções a qualquer outro time são reduzidas a quase zero, como se Saldanha não fosse um homem do futebol, e sim exclusivamente do Botafogo. O nome “Santos” não aparece uma única vez, muito menos os de seus jogadores.

O filme se restringe ao Saldanha comunista, brigão-cascateiro e botafoguense. Óbvio que ele se tornou um ídolo da história do Botafogo, mas sua sinceridade o fez produzir uma das frases mais elogiosas ao Alvinegro Praiano, e esperei por ela, ou ao menos pelos conceitos que levaram Saldanha a incluir praticamente o Santos inteiro entre as suas “Feras”. Mas, em vão.

Estou cansado de saber que a história é uma só, mas jamais é contada de uma única maneira. Há sempre o maldito ângulo do observador. Sei que André Ike, o autor do livro “João Saldanha, uma vida em jogo”, é apaixonado pelo personagem João Saldanha, mas se mantém eqüidistante com relação ao Botafogo, pois seu time de coração é o Vasco. Entretanto, Beto Macedo, seu parceiro na direção do filme, é definido pelos amigos como “um grande botafoguense”, o que deve explicar o espaço desmedido dado ao time carioca.

A verdade é que por mais que Santos e Botafogo tenham se unido para dar ao Brasil a conquista definitiva da Jules Rimet, os times de Pelé e Garrincha foram grandes rivais daqueles tempos de ouro do nosso futebol. E torcedor dificilmente elogia o rival.

Por isso, é importante que surjam livros, filmes, exposições, matérias em jornais e revistas que contem a verdadeira história do futebol e do Santos. Este é um dos motivos pelos quais defendo que o marketing do Santos incentive e não penalize autores e editoras que se interessem por produzir obras sobre o clube. Que nessas obras não se invente ou aumente nada, obviamente, mas que não se deixe de lado informações e detalhes essenciais para se entender a real dimensão do Alvinegro Praiano.

Sempre que se fala de “As Feras do Saldanha” é obrigatório lembrar que a maioria delas veio da Vila Belmiro, que 54,5% do time titular do Brasil nas Eliminatórias era composto por jogadores do Santos e que certamente seria assim no México caso Saldanha não fosse substituído por Zagalo, para conforto do governo militar. Acho que não dá para contar a história do polêmico jornalista e do futebol brasileiro daqueles tempos sem lembrar desses… detalhes. Dá?

Cenas pesquisadas por Wesley Miranda de Brasil 1 x 0 Paraguai, o último jogo oficial das Feras do Saldanha, com seis santistas na Seleção. Jogo do recorde oficial de público do Maracanã:

Santos x União Soviética

Por Guilherme Nascimento

Desde as “mal contadas” por que não foram bem contadas até aquelas que “não podem ser bem contadas”…
Uma passagem pouco conhecida é o amistoso contra a URSS em plena guerra fria, em 1962. Reacionários e direitistas de plantão não queriam que o alvinegro enfrentasse a forte União Soviética em solo brasileiro (“não temos relações diplomáticas”, “propaganda comunista” e outras bobagens semelhantes). O amistoso era para ter ocorrido no Maracanã, mas Carlos Lacerda (Governador da GB e golpista de primeira hora em 1º de abril de 64) impediu a apresentação santista por questões evidentemente políticas. Em São Paulo, os dirigentes do chamado “trio de ferro” e em especial Wadih Helou (SCCP) e Laudo Natel (SPFC) faziam coro aos indignados que não admitiam a presença dos vermelhos em nossa pátria. A “lenga-lenga do “joga não joga” durou uns 10 dias, até que o Presidente da FPF (Mendonça Falcão), bateu o martelo: “Tem jogo, e no Pacaembu!”… Desta forma, enfrentando e superando o atraso daqueles que misturam futebol e política (e os direitistas e golpistas de 64), o Alvinegro bailou sobre os soviéticos vencendo por 2×1 e ainda faturou um troféu. Mostrou porque era o campeão Mundial, representou o futebol brasileiro com categoria e evidenciou que os soviéticos podiam ser bons no Bolshoi ou no Sputnik, mas que no futebol tinham muito o que aprender com Pelé e Cia.

10/12/1962 Santos FC 2×1 URSS – 1978
L: Pacaembu – São Paulo (SP)
D: 2ª feira
C: Amistoso
R: Cr$ 9.469.500,00
P: 27.839
A: João Etzel Filho
G: Coutinho 34′ e Pelé 78′ – Valery 12′
SFC: Laércio, Mauro e Zé Carlos; Dalmo, Calvet e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite)
Tecnico: Lula
Uniforme: Camisas brancas
URSS: Kotrikadze; Gnodi, Mexey e Danilov; Stanislaw e Vassily; Oleg, Vicot, Yuri (Kanievsky), Anatole (Sabo) e Valery.
Técnico: Solovjev

Minha coluna no Jornal Metro desta sexta-feira:

http://metrojornal.com.br/nacional/colunistas/mico-damiao-66104

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