Arquivo da categoria: Rodrigo Caetano

Quer casar com eles?

Leia o post original por Rica Perrone

 

Não, eu não acho que demitir o Carpegiani e o Rodrigo seja um erro. Acho que alguma coisa tem que acontecer, pois o time do Flamengo parece cumprir horário, bater cartão e ir pra casa.

Acho que o Flamengo virou uma empresa. E acho que isso não é idéia do treinador, do elenco, nem do Rodrigo. É uma medida de cima pra baixo. Uma gestão muito boa mas que acredita que futebol se gerencia como empresa.

Vai apanhar até o último dia do mandato enquanto acreditar nisso. Não há faculdade pra futebol. Esquece.

O Flamengo coxinha não deu certo, nem errado. Ficou ali no patamar de Grande Rio no carnaval. Não ganha, mas passa bem. Cheio de celebridades, todo mundo fala “esse ano vai” e … não vai.

A diretoria do Fla adaptou o clube a ela e não o contrário. Tem que estourar em alguém, e é natural que estoure no comando do futebol.  Talvez um treinador de resultados imediatos funcione, já que o planejamento de 2018 foi pro buraco enquanto a diretoria se negou a dispensar o Rueda para ter  Renato Gaucho por causa de alguns mil dolares de multa.

O Flamengo vê dinheiro em primeiro lugar porque jura ter virado uma empresa.

Ninguém torce pra empresa, se apaixona por ela e comemora lucro mais do que gols e títulos. A ideia geral, abalizada pela imprensa, de que novos gestores de fora do futebol salvarão o nosso futebol é uma bobagem sem fim.

Salvarão as finanças dele. O resto, salva quem conhece do assunto.

Carpegiani é um erro fácil. Todo mundo sabia que ia dar errado. Mas também nunca foi a escolha. Foi o tampão.

Demitir dois muda e dá impacto. Não resolve. O time é bom, mas é “pra casar”. E time pra casar, casa. Não faz história.

abs,
RicaPerrone

Vocês precisam chegar num acordo

Leia o post original por Rica Perrone

O Flamengo montou o time de 2017 e não havia um torcedor rubro-negro pessimista. Era “timaço”, obrigação de títulos e os caralho. O ano foi passando e o “timaço” foi chegando em tudo, menos na Libertadores onde tradicionalmente o clube vai muito mal mesmo.

Termina o ano. O time é mantido. Você não consegue falar com um rubro-negro sem ouvir dele o desespero pela falta de reforços.

E eu lhes pergunto: o time é um timaço ou uma merda que precisa de reforços desesperadamente?

Vocês todos erraram a avaliação durante 2017, portanto? Quando montado, agradava. Após o resultado, não mais. Então quem montou o fez com a mesma lógica da maioria, já que todos criaram a mesma expectativa.

Quando troca-se meio time de ano pra ano é loucura e falta de planejamento. Quando se espera pra contratar um ou dois pra ajustar o que deu errado, é falta de ousadia.

Dirigir o Flamengo deve ser a coisa mais difícil do futebol mundial. Porque se num dia nada pode ser melhor, no outro nada presta. E isso mesmo sem a bola rolar, o que torna ainda mais surreal.

Veja, meus caros. Um time forte como o Flamengo tem –  tem, queira você ou não – não precisa sair na janela de transferencias comprando Deus e o mundo. Ele precisa de fulano aqui, ciclano ali e ponto final.  Moreno é uma aposta muito boa, pois sempre foi muito bom jogador.

Ah vai vingar?

Sei lá, ué! Quer garantia compra uma maquina de lavar, não um ser humano.  Fosse assim era só o time mais rico anunciar o elenco e davam a taça pra ele.

Wallace é muito bom jogador. Muito mesmo.  Se vier também resolve e qualifica o meio campo.

“Ah mas eu não quero o Pará!”

O que você quer é o time de 81.  Eu também queria vê-lo de novo. Mas não existe mais. E sua referência de time competitivo deve ser por definição básica a competição.  Olhando em volta nota-se que o Flamengo está no nivel de seus principais rivais sim. E portanto, montou um time competitivo.

Encher esse time de reforços é um atestado de que não sabiam o que faziam em 2017. E se sabiam, estão ajustando os problemas e não começando tudo de novo.

Vocês querem pagar dívida, construir um estádio, ganhar o campeonato, usar a base, seguir um planejamento e contratar meio mundo.

Acho que vocês sentem saudades do Flamengo décimo sexto com 5 meses de salário atrasado comprando estrela sem pagar em dezembro pra diminuir a pressão…

abs,
RicaPerrone

A queda do Zé, bola cantada

Leia o post original por Antero Greco

Até demorou para Zé Ricardo cair. A demissão era bola cantada havia já um bom tempo. Custou a concretizar-se por resistência do presidente Bandeira de Mello, sobretudo, e também pelo apoio do diretor Rodrigo Caetano. Com o público, o desgaste era enorme.

Zé Ricardo ficou mais de um ano no cargo, que herdou com o afastamento de Muricy Ramalho. Pegou o time no começo do Brasileiro de 2016, em turbulência, e teve uma trajetória interessante: terminou em terceiro lugar, atrás de Palmeiras e Santos.

A boa campanha fez com que fosse confirmado para a temporada atual. A perspectiva era de sucesso, com a chegada de jogadores renomados e com a permanência dos principais nomes do ano passado. O aperitivo foi a conquista do título estadual, embora continue a ser parâmetro pouco confiável para avaliar capacidade de técnicos e elencos.

Ficou só no tira-gosto. A eliminação na primeira fase da Libertadores, com futebol fraco, marcou o início do fim da aventura de Zé Ricardo. Dali em diante, não conseguiu transmitir segurança para equipe e principalmente para torcedores. A cada tropeço que distanciava a equipe do topo, crescia a oposição a sua permanência. A derrota para o Vitória foi demais.

Zé Ricardo é o exemplo do bom sujeito e profissional digno: educado no trato com as pessoas, estudioso, funcionou bem como auxiliar. Tem talento. Mas lhe falta, ainda, lastro como treinador de clubes de ponta, com o peso do próprio Fla. Não criou a couraça que protege “professores” em períodos ruins, até que tudo se acalme.

O susto com a pressão ficou evidente nas últimas entrevistas. Zé Ricardo manteve-se sempre na defensiva, com respostas evasivas e olhar apreensivo. Mudou a escalação, após enxurrada de críticas. Tanto que neste domingo abriu mão de Márcio Araújo, um de seus titulares irremovíveis e que agora, por ironia, se torna o símbolo de uma experiência interrompida.

Zé Ricardo leva lições desse ano e tanto que ficou à frente do Fla: a principal delas é a de que o prestígio de técnico despenca rapidinho. Basta acumular tropeços que vai do céu para o limbo. Lembro que, em determinado momento do Brasileiro de 2016, escrevi que talvez estivesse “verde” para a missão. Na época, não foram poucos os xingamentos que recebi de torcedores do Fla, que enxergavam nele o maestro ideal para orquestra rubro-negro.

Agora, coitado, sai com desaprovação geral. Mas é assim mesmo: o torcedor é volúvel. E, convenhamos, as escorregadas seguidas do Fla não estavam ajudando muito a vida do Zé.

Nem no banco?

Leia o post original por Rica Perrone

Fosse 10% simples como “especialistas” e torcedores acham, o futebol teria todos os seus jogos empatados, todos os clubes ricos, toda contratação seria bem feita e ninguém ia gostar dessa cachaça chamada futebol. Não é. Passa longe, muito longe, do que nós conseguimos diagnosticar de fora. E então as vezes é preciso tentar entender. “Porque …

Prestou!

Leia o post original por Rica Perrone

A euforia rubro-negra é justificável.  Do time que nada funcionava pro time que agora é coeso e ganha jogos com alguma tranquilidade. Do inferno ao céu, do “fora todo mundo” pro “cheirinho de hepta”. Flamengo, o time mais bipolar do mundo. E assim será até dezembro, com o cheiro se confirmando ou sumindo no ar. …

Bandeira branca

Leia o post original por Rica Perrone

Já fiz 200 elogios ao Bandeira aqui, sinto-me a vontade para critica-lo desta vez.  Sua decisão de não ir a Copa América é corretíssima, não fosse tomada na última hora por pressão interna e não por convicções. Quando pediu pra adiar, Bandeira achou o que? Que ganhando do Grêmio lá se resolveria o caos futebolistico …

Caro rubro-negro;

Leia o post original por Rica Perrone

Longe de mim querer insinuar que todas as suas conclusões apaixonadas estejam erradas e que todo discurso de bar seja em vão. Mas acho que algumas informações precisam ser melhor colocadas para que se avaliem heróis, vilões e soluções. Numa empresa, e você deve trabalhar em uma, há uma hierarquia clara e que você respeita. …

Não há CEO para gerenciar paixão

Leia o post original por Rica Perrone

Jogadores do Flamengo são considerados problema no elenco por irem a baladas, serem descompromissados e terem abusado da noite antes do treino. Dias depois estes jogadores voltam ao elenco. No dia seguinte, entre os titulares. Qual a leitura que um grupo de comandados faz de seu comandante quando acontece algo do gênero? Qual a hierarquia […]

Football Manager da Gávea

Leia o post original por Rica Perrone

Se fosse “Prêmio Sebrae melhor empresa”  o Flamengo levantaria o caneco com rodadas de antecedência. Mas não é. Trata-se de futebol e tudo que essa ótima diretoria faz com dinheiro não consegue fazer ainda com o futebol. Eu não serei cretino de aproveitar uma má fase pra dizer que os caras não prestam.  Prestam, pra […]