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Areia, lama e grama rala ‘enterram’ fama do gramado da Arena Corinthians

Leia o post original por Perrone

Em pouco menos de cinco anos, o gramado da Arena Corinthians foi de exemplar a motivo de críticas de jogador do próprio clube e de adversários. A decadência do campo, até então, motivo de orgulho dos alvinegros, é pontuada por queixas de grama rala e excesso de terra para cobrir supostas falhas.

No último domingo, o goleiro Cássio e o atacante santista, Rodrygo, reclamaram publicamente da situação da grama, após o clássico entres as esquipes pelo Campeonato Paulista. No entanto, o blog apurou que comentários sobre problemas com o campo também foram feitos internamente por jogadores do São Paulo após a derrota por 2 a 1 para o rival pelo Estadual, no mês passado.

Entre os são-paulinos, ainda conforme apuração do blog, o comentário interno foi de que o gramado estava duro, ralo e que as falhas estavam cobertas com areia e algo similar a um corante verde.

Cássio, por sua vez, “jogou areia” publicamente na fama do gramado alvinegro. “Até nos próprios gols tem muita areia, difícil, tento pegar na bola mas a bola não sai bem”, disse o ídolo corintiano ao explicar uma falha no clássico com o Santos.

Também depois do empate sem gols entre os rivais alvinegros, o santista Rodrygo se queixou. “O gramado está muito diferente do que (aquele em) que jogamos no ano passado, cheio de lama, meio estranho ali no meio”, afirmou o jogador do Santos ao SporTV.

O blog procurou a World Sports, empresa responsável pelo gramado do estádio corintiano, mas foi informado de que, por conta de cláusula contratual, a empresa só poderia se manifestar por intermédio do clube. Já a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que não comentaria o assunto.

No final de janeiro, Andrés Sanchez, presidente alvinegro, declarou que o gramado estava prejudicado por um fungo que o atacou. O discurso interno da diretoria atualmente é de que a situação do campo melhorou e que ele estará bom para os mata-matas do Campeonato Paulista.

Santos não merecia perder

Leia o post original por Odir Cunha


Cheque os melhores momentos e confira se o Santos merecia perder

eu e Marcos Eu e meu irmão Marcos: vendo o mesmo jogo, 50 anos depois.

Em outubro de 1968 eu e meu irmão Marcos fomos ao estádio pela primeira vez. Eu tinha 16, ele 12. Fomos ao Morumbi ver o Santos de Pelé contra o Cruzeiro de Tostão, dois dos melhores times do mundo. O Santos venceu por 2 a 0 e caminhou para o seu sexto título brasileiro. Eu e meu irmão guardamos na memória as imagens daquele confronto fantástico. Ontem fiz questão de levá-lo ao Pacaembu para comemorarmos o cinquentenário de nossa primeira vez, vendo o mesmo jogo, agora em uma época em que o futebol brasileiro já não domina o mundo.

Ponderado, Marcos achou que o jogo poderia pender para um lado ou para o outro, dependendo do aproveitamento das oportunidades. O Santos teve, no mínimo, três chances muito boas: com Gabriel, que penetrou sozinho e mostrou mais uma vez que não sabe chutar com o pé direito; com Bruno Henrique, que também arrancou livre na sua primeira jogada ao entrar no segundo tempo; e com o mesmo Bruno Henrique, ao corajosamente enfiar a cabeça quase na chuteira do adversário e jogar a bola rente à trave.

No todo, o Cruzeiro é um time mais bem postado, que toca melhor a bola, mas o Santos parecia querer um pouquinho mais a vitória. Tanto, que Jair Ventura tirou Diego Pituca, o que melhor marcava no meio campo, para colocar Bruno Henrique. Aí ele decidiu ir para o tudo ou nada e o pontinho do empate virou nada. A lógica seria tirar Rodrygo, muito errático desde que surgiu o interesse do Barcelona.

Nas duas últimas partidas o garoto não foi nem sombra do que pode ser. É compreensível. A possibilidade de se tornar um milionário da noite para o dia, além de jogar em um grande europeu, deve mexer com a cabeça de qualquer um. Porém, espero que as pessoas que o cercam tenham a calma e a sabedoria de orientá-lo a, antes de tudo, voltar a jogar um bom futebol vestindo a camisa do Santos, o que tem deixado de fazer.

Com Pituca o Santos manteria o meio campo mais sólido e provavelmente sairia ao menos com o empate. Jair foi ousado, mas a ousadia custou caro. Em um escanteio, a bola foi ralada para trás e um cruzeirense saltou às costas de Dodô para fazer o único gol da partida. O Santos ainda tentou o empate até o final, em vão. Não é a quantidade de atacantes que torna uma equipe mais ofensiva. Já escrevi sobre isso dias atrás.

De qualquer forma, no todo o Santos foi bem e não merecia sair derrotado do Pacaembu que, mesmo com a falta de combustível na cidade, recebeu mais de 10 mil pessoas. Voltei com o pessoal no metrô e o pai de uma família santista veio me cobrar, dizendo que assim não dá e tenho de fazer alguma coisa, pois faço parte da diretoria. Não deu tempo de explicar a ele que não decido sobre o futebol, mas tudo bem. Reconheço a tristeza do torcedor, pois eu e o Marcos também fomos embora de cabeça inchada. O torcedor comum, como eu próprio, sempre me respeitou, como eu o respeito. Só os paus mandados que perderam suas boquinhas ou que querem privilégios é que armam arapucas contra nós, geralmente após as derrotas.

Derrotas que fazem parte e que devem ser recebidas sem medo. São lições a serem aprendidas. Um dia o técnico trocará um jogador do meio por um atacante, este fará o gol da vitória e sairemos radiantes com a genialidade do nosso professor. Assim é o mundo emocionante, instável e às vezes amargo do futebol. O importante, porém, é que dias melhores virão e o Santos, todos nós sabemos, jamais cairá.

Sei que ver o Santos perder dá vontade de xingar meio mundo, mandar muitos para aquele lugar, soltar o verbo. Mas não apele para palavras de baixo calão neste blog, ou será sua última participação entre nós. Abraço!

E você, o que acha disso?


Que não falte combustível

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos e minhas amigas, todo mundo sabe que está faltando combustível. Não falo do Brasil, falo do Santos. Pois todo mundo também sabe que o combustível de um time vem da arquibancada. É de lá que, como e onde estivesse, partiu o gás que embalou o querido Alvinegro Praiano para vitórias às vezes improváveis. Espero que nesse domingo, a partir das 16 horas, assistamos outro fenômeno igual.

Vi um Santos com meia equipe de reservas bater o São Paulo, campeão brasileiro de 1977, em pleno Morumbi, e levantar o título paulista de 1978; vi Giovanni & Cia enfiarem 5 a 2 no Fluminense, até então a defesa menos vazada do Brasileiro, em um Pacaembu enlouquecido; vi um bando de Meninos derrotar duas vezes o Corinthians, no Morumbi, e levantar o caneco de 2002.

Aos santistas que dizem que só voltarão aos estádios quando o Santos tiver um time forte, repleto de craques consagrados, que jogue bonito e vença quase todos os jogos, eu só posso dizer: “Aí é fácil”, ou, como diria o português em uma piada que não posso contar, “aí até eu”. Pois o momento que separa os homens dos meninos é agora.

Digo, com convicção, que esse jovem Santos joga melhor, com mais amor e empolgação, quando tem um bom público a animá-lo. Foi assim contra o Corinthians, o Palmeiras e o Nacional do Uruguai. Será assim contra o Cruzeiro, eu boto fé e espero que muitos outros santistas tenham a mesma confiança.

Com a volta de Bruno Henrique, tudo indica que o Santos jogará com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Yuri (ou Pituca), Jean Mota (ou Léo Cittadini) e Rodrygo; Gabriel, Bruno Henrique e Eduardo Sasha.

O Cruzeiro, também com desfalques, deverá começar a partida com Fábio; Lucas Romero (ou Edílson), Léo, Dedé e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Robinho, Thiago Neves e Rafael Sobis (ou Bruno Silva); Sassá.

Já falei que o primeiro jogo que assisti em estádio, no caso o Morumbi, foi um Santos 2, Cruzeiro 0, em 13 de outubro de 1968. De um lado, Pelé, Carlos Alberto, Clodoaldo, Edu, Toninho; do outro, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Natal… Cerca de 29.500 torcedores foram ver aquela partida dos tempos em que o futebol praticado pelos times brasileiros era mesmo o melhor do mundo.
Não podemos esperar a mesma qualidade de outrora no clássico desse domingo, mas podemos fazer a nossa parte e incentivar nossos Meninos, alguns deles de grande técnica e enorme potencial.

Que os adversários torçam pelo insucesso do Glorioso Alvinegro Praiano é compreensível, pois a cada vez que entra em campo o Santos os faz lembrar de longos períodos de vexames e coadjuvância. Porém, ao menos nós, santistas, temos de estar ao lado do nosso time nessa penosa batalha para voltar a reinar no futebol. Nos vemos no Pacaembu.

E você, o que acha disso?


Prioridades

Leia o post original por Odir Cunha

Na campanha que o levou ao vice-campeonato brasileiro de 2007, o Santos fez um jogo emocionante contra o Paraná, em Curitiba. Reveja os melhores lances:

Uma bela surpresa aos jogadores e ao técnico do Santos

Na festa de lançamento da Embaixada do Santos na área metropolitana de Campinas, ontem, em conversa com alguns santistas falei da necessidade urgente de o clube quitar nova dívida de 2,5 milhões de euros, ou 10 milhões de reais, desta vez pelo passe do zagueiro Cléber, que já veio do Hamburgo com problemas no joelho, e comentei que para o torcedor mais vale uma vitória contra um rival do que saldar uma dívida de 10, 20 milhões de reais. Todos concordaram.

Essa ansiedade de ver o time vencer, sempre, é que faz o torcedor pressionar a direção do clube para contratar jogadores às pressas. Essa é uma fórmula que aumenta enormemente as despesas e raramente melhora a eficácia. Nas histórias das grandes crises do futebol brasileiro há sempre um número imenso de contratações. Digo isso para aconselhar que saibamos esperar até julho, quando a janela estrangeira se abrirá e o Santos poderá contratar, no mínimo, três bons reforços.

“É claro que adoro contratar e como gostaria de sair por aí trazendo grandes jogadores”, disse o presidente a mim e a outros colegas de diretoria em uma conversa informal, na sexta-feira. Porém, os papagaios da gestão anterior continuam a ser revelados pela auditoria e alguns deles, como a dívida com o Hamburgo, não podem esperar. Por enquanto, teremos de lutar em campo com o que temos.

Porém, mesmo sem esses reforços, não se pode dizer que o Santos seja um time fraco. A defesa é a mesma dos últimos anos; o ataque perdeu Ricardo Oliveira, mas ganhou novos valores, como Sasha e Rodrygo, além da volta de Gabriel. No meio, Lucas Lima era uma referência, mas já não estava se esforçando devidamente. Assim, a equipe deve ser considerada favorita no jogo deste domingo, às 19 horas, contra o Paraná, na Vila Belmiro. Mas não acredito em uma partida tão fácil como sugerem alguns santistas.

O Paraná foi valente contra a Chapecoense, fora de casa, e seu gol de empate acabou livrando o Santos de entrar na zona de rebaixamento. Hoje ele tem bons motivos de lutar pela vitória, pois este resultado o faria ultrapassar o Santos, pulando para quatro pontos ganhos. É importante que o Santos entre motivado, mas ao mesmo tempo precavido.

Acredito em uma boa vitória do Santos, pois o ataque é muito bom e em casa o Alvinegro toma a iniciativa dos jogos, pressionando o adversário, que recua naturalmente. Enfim, creio que teremos uma noite de Dia das Mães (parabéns mamães!) alegre e tranquila. Porém, nossas maiores vitórias, nesse início de gestão, estão sendo no decantado fluxo de caixa.

E você, o que acha disso?


Nova ‘joia’ da Vila

Leia o post original por Craque Neto

Confesso que demorei um pouco para escrever esse post. Queria vê-lo melhor e analisar com mais critério e cuidado o seu desempenho. Tendo em vista tudo isso acho sim que o menino Rodrygo é a nova joia revelada pelo Santos após a saída da dupla Ganso e Neymar. Pelo amor de Deus! Esse menino tem apenas 17 anos e a bola que ele joga é incrível. Tem aflorada quase todas as características para ser um ótimo atacante: veloz, habilidoso, bom cabeceio e chute. Tem um faro de gol difícil de encontrar na molecada de hoje em dia. Ele tem o […]

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Sorte, Azar ou Trabalho?

Leia o post original por Odir Cunha


Você pode achar que o Santos está com um pouco de azar, pois justo quando teria Bruno Henrique de volta ao ataque, este se machuca e o mesmo ocorre com Sasha.

Mas você também pode achar que o Santos está com sorte, pois mesmo quando não tem alguns titulares consegue se sair bem, como na convincente vitória por 2 a 0 sobre o Estudiantes.

Poém, se você analisar bem, verá que mais do que sorte ou azar, o que importa mesmo é o bom trabalho da comissão técnica e dos jogadores – veja que alguns deles parecem viver a melhor fase de suas carreiras.

Hoje o Santos treina mais, estuda mais, trabalha mais, é mais profissional. Só isso não garante vitórias e títulos, mas aumenta muito as chances de que isso ocorra. Apoie o seu, o nosso Santos e não se arrependerá. Vá aos jogos, fique sócio, vamos jogar com o time!

Clique aqui para saber como ficar sócio do Santos.

O que você pensa sobre isso?


O Santos foi valente

Leia o post original por Odir Cunha

Sim, é verdade que o Palmeiras dominou a primeira meia hora de jogo, aproveitou-se da velocidade de Keno contra Daniel Guedes e abriu caminho para o único gol do jogo, marcado por Willian aos cinco minutos. Porém, não é menos verdade que a partir daí, e durante todo o segundo tempo, o Santos tomou a iniciativa, atacou mais e obrigou Jailson a umas cinco defesas difíceis e decisivas. Então, o empate seria o resultado justo? Sim, sem dúvida.

Os novos Meninos da Vila mostraram vontade, coragem e mereciam ao menos um gol para brindar os 19.500 santistas que compareceram ao Pacaembu.

Dessa vez gostei mais de Arthur Gomes, sem contar, é claro, a garra de Alison e a mobilidade de Sasha. Diogo Vitor não me parece ser um meia distribuidor de jogo, mas um atacante que deve jogar mais próximo da meta adversária, pois adora bater a gol.

Gabriel precisa ser mais solidário. No final do primeiro tempo tinha Diogo Vitor livre e, mesmo sem ângulo, resolveu chutar a gol, desperdiçando ótima chance. É o tipo de jogada difícil de se ver em um time europeu, pois lá os atacantes jogam mais para o time e menos para seus egos. Se Gabriel pretende voltar por cima para a Europa, tem de começar desde já a praticar um futebol menos individualista.

Quanto ao Palmeiras, para um time formado com a força da grana da Crefisa, seu futebol deixa muito a desejar. Parece que joga só o suficiente para abrir uma vantagem, mesmo pequena, e depois usa de todos os recursos, até a abominável cera, para retardar o jogo e fazer o tempo passar. Aliás, se o árbitro Flávio Rodrigues de Souza fosse mais rigoroso contra a cera e contra as faltas seguidas dos palmeirenses, a sorte santista talvez fosse outra.

Jogar-se ao gramado pedindo atendimento médico foi um artifício usado algumas vezes pelos palmeirenses, principalmente pelo goleiro Jailson, sem o árbitro demonstrasse a mínima intenção de fazer o jogo correr. Houve um lance claro de lei de vantagem em que ele parou o ataque do Santos, mas por outro lado, permitiu que o Palmeiras batesse uma falta sem sua autorização que pegou a defesa santista totalmente desprevenida. Enfim, não fez uma arbitragem imparcial o senhor Flávio, que também permitiu ao trombador Felipe Melo distribuir trompaços a torto e a direito.

De qualquer forma, o jogo foi bom e mesmo com uma folha de pagamentos que é um quarto da do rival, o Santos merecia melhor sorte. Agora, o jeito é ganhar o jogo de volta, terça-feira, às 20h30, no mesmo Pacaembu. Nossos Meninos jogarão diante de um público só de palmeirenses, mas agora já sabem que o adversário não é um bicho tão feio quanto parecia.

O goleiro Jailson, suspenso por três jogos, não deveria enfrentar o Santos, mas o departamento jurídico do Palmeiras conseguiu um efeito suspensivo. O que é isso? Como o nome diz, trata-se de uma suspensão da pena. É mais ou menos como o habeas corpus para um réu condenado.

E você, o que achou do Santos contra o Palmeiras?


O Santos é só futebol

Leia o post original por Odir Cunha


Em 2012 o jogo em Ribeirão foi assim...

Espero que não pareça pedante, mas o que é o Santos se não o futebol, o puro e melhor futebol brasileiro? Não sei se você me entende. Nem sempre é o melhor, nem sempre é o mais puro, mas a imagem que nos vem à cabeça quando pensamos no Santos é apenas essa: o futebol, com seus gols, seus ídolos imberbes, suas conquistas redentoras e também seus dramas.

Já definiram o Santos como apenas onze camisas. Um clube sem quadras de tênis, sem piscinas, sem cinema, restaurantes e lanchonetes. Um clube restrito a um time. Hoje temos também o time feminino, é verdade, e teremos outros esportes, mas a imagem que vem, quando pensamos no Glorioso Alvinegro Praiano, é a de craques, muitos deles meninos, seduzindo a bola com carinho e a levando até o fundo das redes adversárias.

Digo isso agora porque estamos entrando na fase final do Campeonato Paulista e acabei de fazer o exercício mental de me concentrar também nos nossos maiores adversários e no que eles representam.

Bem, que me desculpem os são-paulinos, mas penso no São Paulo e vejo um estádio imenso, cercado por muralhas circulares de concreto. Sei que o São Paulo tem um currículo invejável e também já contou com grandes jogadores, mas não há jeito: talvez de tanto propagarem que tinham o maior estádio particular do mundo, penso no São Paulo e vejo o imponente Morumbi.

Quanto ao Palmeiras, sempre o associei com a macarronada da mama, o jeito alegre dos italianos da Capital e também o futebol clássico dos tempos de Ademir da Guia. Mas, de uns tempos para cá, influenciado pelas eras Parmalat, Paulo Nobre e agora pela Crefisa de Leila Pereira, penso no Palmeiras e imagino caminhões de dinheiro estacionando no Parque Antártica. É o clube que contrata quem quer e se dá ao luxo de contratar um jogador apenas para impedir que um adversário o faça.

Sobre o Corinthians, concordo com o que muitos já disseram: trata-se de uma torcida que tem um time. Pode-se colocar a camisa de um time pequeno no Alvinegro de Itaquera e os jogadores se transformação com o apoio de seus fanáticos torcedores. Grande torcida! O maior espetáculo dessa equipe não costuma ser no campo, mas nas arquibancadas.

Assim, ao menos para minha pouco criativa, e talvez cansada, cabeça de jornalista veterano, o São Paulo é o gigantesco Morumbi, o Corinthians é sua tresloucada torcida e o Palmeiras, bem, o Palmeiras, agora, é um banco de crédito ilimitado, com pilhas e pilhas de notas verdinhas como dólares.

Por fim, ao pensar no Santos, só vejo lances de um jogo eterno, moleques atrevidos estendendo sua infância para os sizudos campos do profissionalismo, rompendo barreiras e estruturas, como sempre. Enfim, só vejo futebol.

Não sei se verei, se veremos, isso neste domingo, a partir das 19h30, em Ribeirão Preto, quando o Santos fará sua primeira partida pelas quartas diante do Botafogo. Meninos costumam se inibir fora de casa, longe de sua torcida. De qualquer forma, a proximidade de um jogo do Santos gera uma expectiva boa e nervosa em quem gosta de futebol. Pois isso é a única coisa que o Santos pode oferecer.

E você, o que acha disso?


Garra, Ousadia, Sonho!

Leia o post original por Odir Cunha

Também houve muita técnica. Só faltou um pouco mais de disciplina de Gabigol – expulso no primeiro tempo após levar dois cartões amarelos – para este jovem e corajoso Santos ganhar um 10 na excelente vitória sobre o Nacional por 3 a 1.

Quem foi ver Gabigol, viu o artilheiro cerebral Sasha e o novo talento Rodrygo, de apenas 17 anos, que como Giggia em 50 passou pelos Juvenal e Bigode do Nacional e marcou um golaço.

O incrível é que mesmo com um jogador a menos e diante de um time copeiro como este Nacional, três vezes campeão do mundo, o Santos dominou a partida, criou mais oportunidades e deu uma noite de sonho aos 21 mil santistas que foram ao Pacaembu.

E você, o que acha agora deste Santos?


Gabigol quase estraga a noite do Santos

Leia o post original por Antero Greco

Gabigol é bom jogador. Não deu certo a aventura na Europa, não aproveitou passagem pela Inter e pelo Benfica e voltou pra casa. Tem sido útil ao Santos, mas precisa amadurecer um bocado. Já andou levando amarelos por vacilos no Paulistão e na noite desta quinta-feira por pouco não complica a vida do time, no jogo com o Nacional, pela Taça Libertadores.

Os santistas estavam em vantagem por 1 a 0, enfrentavam adversário complicado no Pacaembu e Gabigol tentava contribuir para a vitória. Só que teve dois momentos de impertinência: o primeiro ao levar cartão amarelo por reclamação, nos minutos iniciais, em lance que não tinha nada a ver com ele. Depois, aos 44, dividiu forte, de maneira imprudente e desnecessária, no campo do rival. Tomou o segundo amarelo e o vermelho.

Saiu de campo a perguntar: “O que eu fiz? O que eu fiz?” Fez bobagem. E por pouco não enrosca a vida da equipe no segundo tempo. Desfalque certo para o próximo jogo.

A compensação esteve nos pés de outros dois companheiros dele: Sasha, autor do primeiro e do terceiro gols, e de Rodrygo, que fez o segundo. Esse foi um golaço: o rapaz, de 17 anos, arrancou do meio-campo feito Fórmula 1 e só parou quando viu a bola na rede dos uruguaios. Valeu o ingresso para os 20 mil torcedores que estiveram no Estádio (ainda) Municipal.

O Santos esteve perto de resultado melhor, se Artur Gomes tivesse marcado o pênalti que sofreu e cobrou. O rapaz, 19 anos e outra cria da base, acabara de entrar no lugar de Rodrygo e só não fez a farra porque a bola ficou nas mãos do goleiro Conde. Porém, mostrou personalidade ao ir para cima do zagueiro, no lance da falta na área, e foi participativo até o fim.

O resultado em casa compensa a derrapada na estreia e mostra que, aos poucos, Jair Ventura dá cara boa ao Santos. De novo, jovens de talento despontam, encorpam e fazem o torcedor esquecer que, entre o fim de 2017 e começo deste ano, foram embora Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Zeca.

É o Santos a se reconstruir.

Mas fica o alerta: Gabigol precisa botar na cabeça que não é o astro da companhia. Nem se achar que pode bancar o xerife. Assim vai quebrar a cara outras vezes.