Arquivo da categoria: Rogério Micale

Micale: Temos um campeonato dentro do Brasileirão

Leia o post original por Craque Neto

O técnico do Paraná, Rogério Micale, falou sobre as possíveis dificuldades que sua equipe encontrará no Campeonato Brasileiro. Depois de 10 anos, o clube voltou à série A do principal campeonato nacional e enfrentará o São Paulo em sua reestreia.

O post Micale: Temos um campeonato dentro do Brasileirão apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Botafogo avança, Atlético-MG desnorteado

Leia o post original por Antero Greco

Meus amigos, sei que futebol é dinâmico, assim como a vida. O que é bom hoje, amanhã vira mais ou menos, depois de amanhã fica ruim, e volta a ser o máximo no fim de semana. E assim sucessivamente. Nada é estático.

Dito isto, afirmo aqui que Jair Ventura, filho do grande Jairzinho, é candidato sério a técnico do ano. Tem como concorrente forte Fábio Carille, do Corinthians. Os dois moços conseguiram, até agora, a proeza de transformarem elencos medianos em times fortes, competitivos, equilibrados. Não superequipes, mas conjuntos dignos.

A nova prova do trabalho de Jair veio no início da noite desta quarta-feira, com os 3 a 0 sobre o Atlético-MG e a classificação para a semifinal da Copa do Brasil. O Botafogo anulou a vantagem mineira (1 a 0), conquistada em Belo Horizonte, e avançou com sobras.

E de maneira prática: dois gols no primeiro tempo (Carli e Roger) e o terceiro (Gilson) já nos acréscimos da etapa final, a pá de cá, o golpe de misericórdia, para não dar nenhuma esperança ao rival. Fora isso, controle do jogo na metade inicial e postura serena na outra.

Jair não inventou a roda, não é um professor Pardal. Nada disso. Compõe o time na medida justa, com o material de que dispõe. Contra o Atlético foi assim, em repetição do que se viu na Libertadores e no Brasileiro. Aposta no coletivo e nos contragolpes econômicos e letais.

E o Galo? Teve Rogério Micale no banco, numa estreia decepcionante. E que ninguém se atreva a cornetar o treinador campeão olímpico! Jamais. O rapaz pegou o barco andando, à deriva, e teve o azar de topar logo de cara com um adversário ajustado.

Mas pôde sentir, na prática, como será desgastante o desafio no Atlético. Impressiona como um clube, com tantos jogadores experientes e rodados, entra em parafuso dessa forma. Tem como consolo a Libertadores e precisa concentrar-se também na recuperação na Série A. No entanto, do jeito que vai, logo tem atleta que ficará escanteado.

A CBF foi ingrata com Micale?

Leia o post original por Milton Neves

Rogério Micale não comanda mais as categorias de base da seleção brasileira.

O anúncio oficial foi aconteceu na tarde desta segunda-feira.

Claro, o que determinou a demissão do técnico foi a pífia campanha do escrete canarinho no Sul-Americano Sub-20.

Mas, quero saber de você, amigo internauta: a CBF foi ingrata com o técnico que conquistou o inédito ouro olímpico com a seleção brasileira?

Ou você também acha que quem arrumou o time da Olimpíada foi o Tite?

Opine!

Seleção tira a barriga da miséria

Leia o post original por Antero Greco

Ufa, acabou o jejum – e com direito a (quase) congestão. A seleção brasileira tirou a barriga da miséria e, depois de 0 a 0 contra África do Sul e Iraque, descarregou um caminhão de melancias sobre a Dinamarca: 4 a 0. E o mais interessante, com bom futebol, como se viu na noite desta quarta-feira em Salvador.

O Brasil passou do risco da desclassificação a primeiro do grupo A com apenas um jogo bem jogado.  E graças a algumas alterações feitas por Rogério Micale. Ele voltou a ter quatro jogadores de frente, só que em distribuição diferente. Deixou Luan, Gabibol e Gabriel Jesus formando o “3” do esquema, com Neymar na função de “1”. Na marcação, sobraram Renato Augusto e Wallace. A defesa permaneceu intacta.

Nenhum grande segredo, portanto; apenas ajustes e a bola rolou fácil. Quer dizer, entraram também em cena outros o ânimo dos jogadores e a qualidade do adversário. A rapaziada brasileira estava mordida pelas críticas das apresentações anteriores e correu como nunca. Além disso, os moços toparam com uma Dinamarca que é ruim de doer.

Nível dinamarquês à parte, interessa que saíram as tabelas, os deslocamentos foram intensos, a pontaria foi apurada. Luan jogou muito, assim como Neymar, que não mandou a bola para as redes, porém participou da maioria dos melhores lances. A festa dos gols ficou para Gabigol aos 25 e Gabriel Jesus aos 30 minutos do primeiro tempo. Luan aos 5 e Gabigol aos 36 da etapa final.

O resultado foi excelente, óbvio. Só despreza goleada quem for ruim da cabeça. Porém, a ressaltar foi a produção. Por mais que Micale e atletas dissessem que o Brasil jogou bem nos empates, a realidade era bem diferente. O time mostrou-se no mínimo intranquilo naquelas ocasiões. Mereceu restrições e vaias.

Desta vez, teve postura de vencedor, autoconfiança. Sobretudo, jogou bola. Simples, não parece? E às vezes é.

Opinião: Neymar precisa desligar o ‘modo Dunga’

Leia o post original por Perrone

Capitão da seleção brasileira, Neymar destoa do clima construído pelo técnico Rogério Micale e também por Tite na seleção principal após a queda de Dunga.

Os dois treinadores estabeleceram uma relação pacífica com a imprensa e com a torcida, sem fazer bico depois de uma pergunta que não gostem. Nem deixam transparecer que não gostam.

Já o principal jogador do time nacional, voltou a mostrar irritação com críticos após o empate em 0 a 0 com a África do Sul na estreia na Rio-2016. “Eu procuro estar presente. Não jogamos em função de um jogador só para que a equipe se movimente inteira. É como o Barcelona joga, a gente joga em função do Messi e ele é o cara que toca mais na bola. Ninguém fica ‘chateadinho’ por jogar a bola no Messi. Muita gente não entende isso e acaba falando besteira”, disse ele depois do jogo.

Antes, durante a fase de preparação, ele já mostrara irritação ao ser perguntado sobre seu comprometimento com a seleção brasileira. Seu comportamento arredio combina mais com a era Dunga, em que o treinador estava sempre pronto para uma boa briga. Neymar parece que parou no tempo. Ainda está naquela fase de nós contra todos da época ex-técnico do Brasil.

Ele tem o direito de ser duro com os críticos, mas precisa perceber que os tempos mudaram e analisar se não está errando na dose. Além disso, como capitão, Neymar deveria trabalhar para criar um ambiente favorável para a seleção ao jogar em casa. E o comportamento diante das câmeras é fundamental para isso. As entrevistas deveriam ser usadas por ele para fortalecer a ligação da torcida com a equipe, entre outras coisas. Mas não é nervosinho que conseguirá isso.

 Pior, fica o temor que essa irritação seja levada para o campo e resulte em cartões que deixem o Brasil desfalcado de seu principal jogador. E isso não seria novidade.

Seleção tem muito para crescer. E para dar calafrios

Leia o post original por Antero Greco

Você ficou aborrecido com o empate por 0 a 0 da seleção diante da África do Sul? Pra ser sincero, fiquei. Esperava mais de um time que tem Neymar, Gabriel, Renato Augusto, Gabriel Jesus, Felipe Anderson. Ainda mais diante de uma formação com cara amadora.

Mas, no fundo, não surpreendeu tanto assim o resultado da tarde desta quinta-feira no Mané Garrincha. A rigor, a seleção está sendo moldada agora por Rogério Micale. Mais da metade do time que entrou em campo não estava no amistoso de março, em que o Brasil bateu a mesma África do Sul por 3 a 1.

Ou seja, numa visão otimista, há muito o que crescer, e também para causar calafrios. Não descarto a briga por pódio – e, vá lá, pelo tal de inédito ouro olímpico. Não vejo a seleção fora da primeira fase, como já li um ou outro mais desesperado escrever. Claro que não dá para prever o futuro – e se ocorrer desclassificação agora, ou até nas quartas de final, é o fim do fim do fim da picada. Mais vergonha do que os 7 a 1.

No entanto, é preciso melhorar. Talento há; conjunto, não. Isso ficou claro em Brasília. Houve esboço de trocas de passes entre Neymar, Gabrigol e Gabriel Jesus. E não passou disso. Na maior parte do tempo, cada um deles tratou de decidir sozinho, o que serviria diante da falta de entrosamento. Mas também nisso falharam.

Neymar prendeu a bola, errou passes e deslocamentos. Teve o mérito, porém, de duas excelentes finalizações, que pararam nas mãos do ótimo goleiro sul-africano. Gabigol esteve um tanto apagado e Gabriel Jesus perdeu no final um gol que foi um escândalo. Renato Augusto esteve aquém do que mostrava no Corinthians. Já Thiago Maia e Felipe Anderson estiveram ok.

A defesa não comprometeu, embora tenha mostrado que, se topar com um adversário que forçar bem, entrega o ouro – ops!, a rapadura. Em várias lances, ficou exposta, por demora na recomposição da marcação do meio e do ataque.

Como diria aquele famoso locutor, “Bem, amigos” o futebol do Brasil hoje em dia é isso. Não bota medo nem em sul-africanos com um a menos. Os Bafana Bafana tiveram jogador expulso antes dos 15 do segundo tempo e não sentiram tanto. “Que fase”, acrescentaria outro talentosíssimo narrador.

 

Seleção olímpica de futebol deixa boa impressão

Leia o post original por Antero Greco

Vejam bem, é apenas uma impressão. Boa. De verdade.

A seleção brasileira venceu o Japão, por 2 a 0, no estádio Serra Dourado, e deixou no ar de Goiânia a expectativa de que o futebol nacional tem jeito. Claro que todos podem dizer: a equipe japonesa não é lá essas coisas, foi um simples treino, os meninos procuraram evitar o choque. Afinal, a estreia na Olimpíada está logo aí contra a África do Sul.

Tudo isso é real.

Mas existem muitas diferenças entre este jovem Brasil e o time de Dunga, por exemplo. A começar pelo fato de que uma é “Olímpica” e a outra era “Principal”. Também a postura do técnico Rogério Micale, um professor de verdade, que parece não sofrer com o transcorrer de uma partida. Está à beira do campo para orientar, não para se esvair em palavrões ou murros no ar.

Certo, um simples jogo treino!

Mas Micale iniciou a partida com muita gente boa de bola do meio-campo para a frente. De certa forma – e sendo saudoso e otimista -, lembra aqueles times de Telê Santana, que primavam pela elegância e pela ausência de jogadores limitados, que sabiam apenas marcar. Até mesmo Elzo, na Copa de 86, sabia muito bem o que fazer com a gorduchinha nos momentos de sair jogando.

Dá gosto ver que o ataque tem Neymar, Gabriel Jesus e o objetivo Gabigol. Dá para escalar três atacantes no time. Mesmo com Neymar em ritmo de pré-temporada e um tanto fominha.

Nos primeiros 45 minutos foram dois gols, duas bolas na trave, uma grande defesa do goleiro do Japão. E mais a posse de bola, com um jogo verticalizado, fluente, sem floreios.

E o primeiro tempo bastou.

Foi suficiente para sinalizar com novos tempos em todo futebol brasileiro. Pois é lógico que na seleção principal, Tite vai repetir o roteiro. Chega de brucutus, pontapés e um jogo amarrado, que nos levou aos desastres das últimas competições.

Há jogadores e técnicos capazes vestindo a camisa amarela.

Que a Olimpíada do Rio marque novos tempos. Independentemente de ouro ou não.