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Chamado de ladrão, Marin sofre nova derrota em ação contra Romário

Leia o post original por Perrone

Preso nos Estados Unidos, José Maria Marin, ex-presidente da CBF, sofreu nova derrota em ação na qual cobra de Romário indenização por supostos danos morais. Na última terça (19), por unanimidade, a 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou provimento ao recurso movido pelo ex-dirigente. Ele tentava mudar decisão que considerou improcedente seu pedido de indenização contra o ex-jogador, atualmente senador pelo Podemos-RJ.

Marin foi à Justiça em 2014, quando ainda presidia a Confederação Brasileira de Futebol, por conta de uma entrevista em que o então deputado federal o chamou de “ladrão” e “corrupto”, além de dizer que ele não “tem ética em relação ao dinheiro”. Na primeira decisão, a Justiça entendeu que as declarações estavam ligadas às atividades de parlamentar do ex-jogador por conta de sua atuação na área esportiva no congresso. Assim, valeu a imunidade parlamentar de Romário. Além disso, foi considerado não ter sido provada a existência de dano moral.

No recurso, a defesa do ex-presidente da CBF alegou que a declaração não teve vínculo com a atividade parlamentar e que a imunidade não autoriza congressistas a proferirem “ofensas com base em avaliação estritamente pessoal”.

O voto do relator, desembargador Mario Guimarães Neto, seguido por seus pares, foi arrasador para Marin. Ele sustentou que o ex-dirigente “já havia sido indicado publicamente como envolvido em escândalos, vindo a ser preso na Suíça ainda no ano seguinte à declaração do deputado, em 2015, por escândalo conhecido como ‘Fifagate’ por atos relacionados ao período 2012-2015, além de banido pela Fifa no corrente ano, culpado de suborno em violação ao código de ética, o que enfraquece, de sobremaneira, a alegação de que teria sofrido abalo à honra decorrido da declaração do deputado”. Também foi mantido o entendimento de que a imunidade parlamentar deveria prevalecer. Marin, sempre negou os crimes imputados a ele.

 

No album: Seleção 1994

Leia o post original por Rica Perrone

Todo album da Copa sai antes das convocações finais e dos cortes. E portanto tem diversos “erros”.  Aqui a seleção do tetra no album de 1994. Ricardo Rocha e Ricardo Gomes se machucaram. Palhinha e Evair também não foram à Copa.  Faltaram neste album Viola, Paulo Sérgio, Ronaldão, Aldair, Leonardo, Mazinho e um tal de…

Chegou a hora!

Leia o post original por Odir Cunha

Com a provável estreia de Romário na lateral esquerda e do técnico Jair Ventura no comando da equipe, o Santos, time que mais vezes foi campeão paulista na era profissional, estreia no Estadual de 2018 contra o Linense, em Lins, a partir das 19h30 (com transmissão do SporTV). É o tipo do jogo em que se a bola bater na trave e entrar, estará tudo bem, mas se bater na trave e sair, não faltarão críticas ao time e à nova gestão. Mas é assim mesmo. No futebol ha uma enorme dificuldade de se diferenciar o essencial do supérfluo.

O torcedor, em geral, não quer saber se o clube foi deixado sem reservas pela gestão anterior, e por isso ainda não pode se reforçar devidamente para um ano em que participará de tantas competições importantes, entre elas a Copa Libertadores. Ele quer vitórias e títulos, e está no seu direito. Mas sabem, hoje a partida exige cuidados, como todo confronto no Interior de São Paulo.

O time provável do Santos será Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Romário; Alison, Renato e Vecchio; Copete, Rodrigão e Bruno Henrique. Não sei dizer se Sasha deverá entrar no transcorrer do jogo, mas já me avisam que o rapaz é um meia atacante e não um centroavante. Veremos…

O Linense, treinado por Moacir Júnior, deverá jogar com Vitor Golas, Reginaldo, Leandro Silva, Adalberto e Eduardo; Bileu, Marcão e Danielzinho; Murilo, Kauê e Berguinho. Acredito que, mesmo jogando em casa, o time de Lins não deverá se expor e, é evidente, provavelmente correrá muito.

A arbitragem será de Luis Flávio de Oliveira, auxiliado por Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Luiz Alberto Andrini Nogueira.


Números do Santos no Campeonato Paulista

O Santos FC é o 2º clube com mais participações no Campeonato Paulista, que começou no ano de 1902. Lembrando que são computadas as partidas realizadas nos Torneios de Classificação nos anos de 1956 e 1957, as partidas dos Torneios Inícios, não entram nas estatísticas, por serem partidas atípicas.

Ao todo, serão 103 participações. O primeiro ano em que disputou esse certame foi no longínquo ano de 1913, de lá pra cá, o time santista só não participou dos campeonatos realizados nos anos de 1914, 1915 e 2002. O time santista quando fez sua estreia no ano de 1913 não participou de nenhuma seletiva, já entrou direto no Campeonato.

Outros dois clubes santistas também participaram do Campeonato Paulista antes do Santos Futebol Clube, foram eles: Clube Atlético Internacional e o Sport Club Americano. O Clube Atlético Internacional disputou os Paulistas nos anos de 1907, 1908 e 1909, já o Sport Club Americano, disputou os Paulistas de 1907 a 1911, ano em que transferiu sua sede para São Paulo. O primeiro presidente do Santos FC, Sizino Patusca, foi um dos fundadores do Sport Club Americano, e o campo no qual o Santos FC disputou sua primeira partida oficial era o campo que pertencia ao CA Internacional, na Avenida Ana Costa nº 22.

Até hoje o Peixe disputou no Paulista 2.439 partidas, tendo vencido 1.269, empatado 559 e perdido 611 partidas. Marcando 5.066 e sofrido 3.230 gols.

A primeira participação no Campeonato foi no dia 01/06/1913, e o clube sofreu uma derrota nesta estreia diante do SC Germânia. Já o segundo jogo no dia 22/06, foi uma goleada diante do Corinthians Paulista pelo placar de 6×3, no campo do Parque da Antártica Paulista, com Millon marcando dois, Arnaldo Silveira dois e Ambrósio e Ricardo um tento cada. Formando o Santos FC com: Damasceno; Arantes e Sidney; Pereira, Ambrósio e Ricardo; Millon, Nilo, Urbano Caldeira, Harold Cross e Arnaldo Silveira.

O Alvinegro Praiano conquistou 22 títulos, nos anos de: 1935 – 1955 – 1956 – 1958 – 1960 – 1961 – 1962 – 1964 – 1965 – 1967 – 1968 – 1969 – 1973 – 1978 – 1984 – 2006 – 2007 – 2010 – 2011 – 2012 – 2015 e 2016. O time santista é o clube fora da capital que mais vezes conquistou o campeonato. São 4 Bicampeonatos e 3 Tricampeonatos. É o clube que mais Campeonatos venceu desde a implantação do futebol profissional no Brasil, no ano de 1933. É também o clube que mais gols marcou em um só Campeonato, 155 gols no ano de 1959. No atual século XXI, que teve início em 2001, o Santos FC é o maior vencedor dos Campeonatos Paulistas, o time santista venceu 7 vezes, e também é o clube que mais vice-campeonatos conquistou, 3.

No ano de 1927, o ataque santista marcou 100 gols em 16 partidas, com uma média de 6,25 gols por partida, recorde esse, que até hoje não foi superado por nenhuma outra equipe, esse ataque demolidor entrou para a história do futebol brasileiro como sendo o time do Ataque de 100 gols, cuja a linha dianteira era formada por Omar, Camarão, Feitiço, Araken Patusca e Evangelista, também participaram desse ataque em algumas partidas os jogadores Siriri e Marba.

O Jogador que mais gols marcou no Campeonato Paulista em um só ano, é o Rei Pelé que marcou 58 gols em 1958, além de ser ele o maior artilheiro por 11 anos. O Santos FC é a equipe que mais vezes teve seus jogadores como artilheiros máximos no Campeonato, em 27 campeonatos: Ary Patusca (1916) – Araken Patusca (1926-1927) – Feitiço (1929-1930-1931) – Del Vecchio (1955) – Pelé (1957-1958-1959-1960-1961-1962-1963-1964-1965-1969-1973) – Toninho Guerreiro (1966) – Juary (1978) – Serginho Chulapa (1983-1984) – Giovanni (1996) – Elano (2011) – Neymar (2012) – Cícero (2014) e Ricardo Oliveira (2015). As goleadas do Santos FC diante do Ypiranga, em 1927, e diante da Ponte Preta, em 1959, pelo placar de 12×1, estão entre as maiores goleadas do Campeonato.

Os 20 maiores artilheiros do Santos FC na competição: Pelé (466) – Pepe (179) – Coutinho (137) – Feitiço (129) – Toninho Guerreiro (111) – Tite (93) – Araken Patusca (88) – Odair (78) – Camarão (75) – Antoninho e Dorval (73) – Pagão (69) – Edu (65) – Serginho Chulapa (61) – João Paulo (54) – Neymar e Rui Gomide (53) – Gradim e Juary (52) e Ary Patusca (48).
O Rei Pelé é o jogador santista que mais partidas disputou no Campeonato, ao todo foram 17 participações, num total de 410 partidas.

José Macia, o eterno Canhão da Vila, Pepe é o recordista em títulos paulistas ao todos são 11 conquistas com a camisa do Alvinegro e uma como técnico campeão paulista em 1973.

Centro de Memória e Estatística do Santos Futebol Clube


Últimas do Santos

Leia o post original por Odir Cunha

William Machado – É gente boa, sóbrio, entende muito de futebol e formará um belo trio com Jair Ventura e Gustavo Vieira no comando do futebol profissional do Santos. Conversei com ele no CT, presenteei-o com um exemplar do Time dos Sonhos e creio que já recebeu um sinal do que é trabalhar com o futebol do Santos, um time bem maior do que parte da mídia faz crer.

O prefeito de Santos – Paulo Alexandre Barbosa, recebeu a mim e ao vice-presidente Orlando Rollo e prometeu estreitar os laços entre a prefeitura e o Santos Futebol Clube. Faremos ações conjuntas no projeto A Cidade do Futebol, teremos eventos na Semana Santos e, o que é mais urgente, a Prefeitura apoiará as obras de revitalização no entorno da Vila Belmiro. Creio que finalmente prefeitura e Santos andarão juntos.

Endomarketing – Segunda-feira, às 9h15, como parte do trabalho prometido de endomarketing, iniciaremos as visitas guiadas dos funcionários do Santos ao Memorial das Conquistas. O primeiro grupo será o dos funcionários da limpeza. Alguns deles jamais pisaram no Memorial e nesse dia poderão conhecer um pouco mais da história a das glórias do clube em que trabalham. As visitas se estenderão a todos os funcionários do Santos, incluindo jogadores profissionais e da base.

Onde nasceu o Santos – Uma placa será colocada no imóvel da Rua João Pessoa, número 10, onde ficava o Clube Concórdia, que sediou a assembleia de 39 jovens estudantes e comerciários que no dia 14 de abril de 1912 fundaram o Santos. Será o marco inicial de muitas ações que envolverão o turismo cultural em torno do Santos e de Pelé.

Semana Santos – De 9 a 15 de abril comemoraremos o 106º aniversário do nosso Santos Futebol Clube. Serão organizados eventos culturais e esportivos, envolvendo música, artes plásticas, poesia, literatura, fotografia, jogos e vídeos. Os interessados em criar e produzir um evento em homenagem ao Santos devem entrar em contato comigo. O calendário da Semana Santos será definido em meados de março.

Assophis – A Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos, presidida por Wesley Miranda, trabalhará em sintonia com o Departamento de Memória e Estatística do Clube. Para começar, o Santos chancelará um trabalho produzido pelo assophista Léo Devezas, trabalho que será apresentado à Federação Paulista de Futebol e corrigirá algumas informações históricas sobre o Campeonato Paulista.

Quem comanda o Santos – Eu brinco que José Carlos Peres é o pai, Orlando Rollo o filho e eu o Espírito Santo. Enfim, nós três continuamos unidos e trabalhando para cumprir as metas da campanha. Há ainda os ótimos profissionais responsáveis pelas diversas áreas do clube, todos com autonomia para tomar decisões baseadas no profissionalismo, na ética e na democracia. Por mais que ex-presidentes sejam respeitados, hoje não exercem mais nenhuma autoridade na instituição e nem devem querer influenciar os rumos que o Santos tomará sob sua nova e oxigenada gestão.
A verdade é que a última diretoria, após uma gestão temerária, perdeu nas urnas e deve, assim como aos que a apoiaram, abster-se de palpitar sobre os destinos do Santos. Deveriam, aliás, nem dar entrevistas sobre isso. Essa atitude não é ética. Tiveram a sua chance de servir ao Santos e serviram-se dele, essa é a verdade.

Livraria Fechada – A Livraria deste Blog não venderá mais livros físicos. Percebo que não me sobra mais tempo para atender pessoalmente aos compradores. Enquanto eu estiver trabalhando no Santos a venda de livros físicos estará suspensa. Usarei os exemplares de Time dos Sonhos e do Dossiê para presentear os jogadores e componentes da comissão técnica contratados pelo clube, como parte do nosso trabalho de endomarketing.

Reforços – Romário, Sasha… Creio que devemos receber os novos contratados com alegria e confiança. Futebol depende muito de motivação, de um bom ambiente, e isso podemos oferecer a esses bravos rapazes que chegam para ajudar o clube a cumprir uma boa temporada em 2018. Um jogador com vontade e bem preparado fisicamente pode render até mais do que outro com melhor técnica, mas sem motivação para lutar pela vitória – como, aliás, cansamos de ver em 2017. Acreditemos, portanto!

E você, o que acha disso?


Os pontos fortes e fracos dos cotados para eleição na CBF

Leia o post original por Perrone

,A suspensão de 90 dias aplicada pela Fifa a Marco Polo Del Nero instalou um clima eleitoral na CBF. São vários os nomes cotados para o cargo, caso o atual presidente seja punido definitivamente por um tempo maior. Ele preparava sua candidatura para mais um mandato e era favorito. Mas, se ficar impedido de participar do pleito, o cenário é incerto. Pelo menos cinco nomes já despontaram para o caso de o cartola que nega as acusações de recebimento de propina ficar fora do jogo. No entanto, só Romário declarou ser candidato.

Pelo estatuto da confederação, o vice-presidente mais velho, atualmente o coronel Nunes, assume e completa o mandato em caso de afastamento definitivo de Marco Polo. A eleição pode ser marcada a partir de abril do ano que vem, um ano antes do final da atual gestão. Votam presidentes de federações (com peso 3) e de clubes da Série A (peso 2) e Série B (peso 1).

Abaixo veja os nomes cotados para a sucessão de Del Nero, caso ele não possa se candidatar, seus trunfos e pontos vulneráveis.

Rogério Caboclo, diretor-executivo da CBF

Ponto forte – Pupilo de Marco Polo Del Nero, segue poderoso na confederação mesmo com o interino coronel Nunes no comando. Assim poder fazer polí­tica com medidas que agradem aos presidentes de federações e clubes. Um exemplo foi dado antes de Del Nero ser suspenso. O mandatário da CBF disse aos dirigentes das entidades estaduais que levaria todos para a Copa da Rússia e que a iniciativa era de Caboclo.

Ponto fraco – A rejeição de presidentes de federações que sempre contestaram seu excesso de poder na CBF. Os que não querem mais Marco Polo dando as cartas no futebol nacional já minam a eventual candidatura do diretor alegando que com ele o presidente suspenso continuaria mandando. Cartolas das entidades estaduais também afirmam que por nunca ter presidido um clube ou uma federação ele não tem perfil para o cargo. Os crí­ticos o enxergam como um especialista apenas na área financeira.

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista

Ponto forte – Com o isolamento de Del Nero ganhou trânsito na Conmebol e passou a ser o porta-voz de clubes brasileiros na entidade sul-americana. Assim se aproximou dos presidentes dos principais times dos país. Também transita com desenvoltura entre os cartolas de clubes da Série B por cuidar da competição na CBF.

Ponto fraco – O principal é a rejeição a seu nome para a presidência na próxima eleição por Del Nero, apesar do espaço dado a ele na CBF pelo dirigente suspenso. Outro problema é o entendimento de cartolas de outros Estados de que chegou a hora de o poder na CBF sair das mãos dos paulistas. Também deve sofrer graças a antigas rixas com dirigentes resultantes de seu longo tempo no futebol.

Romário, senador

Ponto forte – Apoio popular.

Ponto fraco – Rejeição de dirigentes por não ser um deles. Além disso, para parte dos eleitores o ex-atacante é visto como inimigo dos cartolas brasileiro.

Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo

Ponto forte – Bom relacionamento com a maioria dos dirigentes dos principais clubes do país. É descrito por colegas com um cartola que traz ideias frescas para o meio.

Ponto fraco – Já é atacado por dirigentes de federações por nunca ter comandado uma entidade estadual e por ter uma carreira considerada por eles curta no futebol.

Ednaldo Rodrigues, presidene da Federação Baiana

Ponto forte – Boa articulação entre os presidentes de federações e apoio significativo das entidades do nordeste, que formam um numeroso bloco no colégio eleitoral.

Ponto fraco –  Pouca penetração entre cartolas de clubes do Sudeste.

O í”cone” da injustiça

Leia o post original por Rica Perrone

Não convém fazer de Fred um jogador do tamanho que ele merece.  Talvez porque não seja de um dos times mais populares do país, talvez porque parte da mídia tenha vergonha de reconhecer o exagero no massacre de 2014.

Seja pelo motivo que for, Fred coleciona títulos, artilharias, números e argumentos que só mesmo um desequilibrado pode contestar.  Mas esses não faltam. E ontem Fred escreveu mais um capítulo na história do futebol brasileiro que será citado com menos entusiasmo que um gol de Benzema em Madrid.

Passou Zico, encostou em Edmundo e Romário. O artilheiro do Galo deve encerrar a carreira perdendo, talvez, só para o Dinamite, artilheiro maior da competição.

E quando ultrapassar Romário usarão uma nova mentira para menosprezar o melhor 9 que tivemos desde a curta carreira de Adriano.

Gostemos ou não, Frederico não tem culpa de não estar na linhagem Careca, Romário e Ronaldo. O que não faz dele menor, apenas não lhe dá a condição de gênio.

Sabe aquele filme muito bom mas que você sai frustrado do cinema porque você criou uma expectativa sobre ele ainda maior? Então. A culpa normalmente não é do filme.

Pelé teve média de 0,57 gols por jogo no Brasileiro.  Zico de 0,54. Edmundo 0,48. Fred tem 0.53.  Longe de ousar compara-los, mas será possível que a gente vá passar a carreira toda desse cara contestando e colocando “poréns” ao invés de curtir a história sendo escrita e poder dizer, em alguns anos, “Eu vi o Fred jogar”?

abs,
RicaPerrone

‘Caso Rio-16’: Romário sugere CPI para gastos com esporte de alto nível

Leia o post original por Perrone

Em meio à acusação do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro sobre suposta compra de voto na escolha da sede da Olimpíada de 2016, o senador Romário defende a realização de uma nova CPI. A sugestão dele é a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue não só os gastos públicos na Rio-16, mas todo o financiamento público para o esporte de alto rendimento.

Nesse cenário, seriam avaliados todos os convênios do Ministério do Esporte, programas e leis, como a de Incentivo ao Esporte e a Agnelo/Piva, que prevê repasses de dinheiro arrecadado com loterias federais para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Só da Lei Piva, o COB recebeu R$ 137,4 milhões em 2016, de acordo com o balanço financeiro da entidade. Essa receita beneficia também as confederações ligadas ao Comitê Olímpico, presidido por Carlos Arthur Nuzman, dono do mesmo cargo no comitê da Rio-2016. De acordo com a acusação dos procuradores, o dirigente foi o elo com o grupo do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, na operação que teria permitido a compra de pelo menos um voto africano para a cidade brasileira.

A defesa de Nuzman nega que ele tenha cometido irregularidade. Vale lembrar que, em sua denúncia, o MPF-RJ ressalta as verbas federais usadas para a realização da Olimpíada do Rio.

Romário, que presidiu a CPI do Futebol no Senado, teve um indicado seu (Marcos Braz) 0cupando a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio em 2015, durante preparativos para os Jogos Olímpicos.

Eterno artilheiro, Romário parabeniza Tite pelo trabalho na Seleção

Leia o post original por Craque Neto

Além de falar sobre alguns detalhes de sua carreira e analisar o momento da Seleção, Romário fala sobre sua vida após o nascimento de sua filha, Ivy, que tem síndrome de Down.

O post Eterno artilheiro, Romário parabeniza Tite pelo trabalho na Seleção apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Desafio para Gabriéis*

Leia o post original por Antero Greco

Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa, o popular Gabigol, tiraram bilhetes premiados e serão milionários com menos de 20 anos. Ambos mal saíram da fase de juvenis e já conseguiram fixar-se nos respectivos clubes, ganharam medalha de ouro olímpica, caíram nas graças do público e de Tite. Mais do que isso, receberam cheques gordos para concordar com a transferência para a Europa. O primeiro vai para o Manchester City em janeiro; o segundo se deixou seduzir por proposta da Internazionale de Milão.

Ambos se veem diante de guinada estupenda na vida e com pouquíssimo tempo de carreira. Jesus completou 19 anos em abril e Gabigol assoprará 20 velinhas depois de amanhã. Mas devem preparar-se para defrontar-se com o desafio de vencerem em dois centros glamourosos, porém difíceis e exigentes do futebol. Itália e Inglaterra oferecem muito, com a contrapartida de exigirem demais de profissionais.

Até aí, ok. Eles logo terão consciência do tamanho da responsabilidade. Além disso, terão de superar o estigma que acompanha jovens atacantes brasileiros que se aventuram no exterior. Não são muitos os que, na era moderna do futebol, vingaram digamos, com tenra idade. Em média, se deram bem na arte de fazer gols aqueles que bateram asas um tanto mais maduros.

Foi assim com Careca (Napoli), Bebeto (Deportivo La Coruña), Jardel (Porto), Jonas para lembrar um quarteto importante – e só o último está em atividade, a divertir-se no Benfica. Primeiro cansaram de carimbar redes por estas bandas; só então, calejados e com cicatrizes de botinadas nas canelas foram encarar zagueiros europeus.

Mesmo emigrando com alguma experiência, nem todos brilharam. Roberto Dinamite saiu com 25 anos, passou uma temporada no Barcelona e fez o caminho de volta para casa. Luizão tinha 22 anos, quando se mandou para o La Coruña e resistiu a um campeonato. Adriano partiu para a Inter com 19 anos, mas rodou por Fiorentina e Parma até se fixar em Milão, entre os 22 e os 26 anos. Dali em diante, vida e obra entraram em parafuso. Pato saiu quase adolescente do Inter e nunca foi ídolo no Milan. Aos 21, Keirrison se maravilhou com a perspectiva de vestir a camisa do Barcelona e quebrou a cara.

Com 18 anos, Jô embarcou para o CSKA, de Moscou, e parecia exceção à regra. Desandou a fazer gols até despertar interesse do Manchester City. Na Inglaterra, travou. Ainda passou pelo Everton antes de ir para o Galatasaray. No regresso ao Brasil, jogou no Inter, teve o melhor momento no Atlético-MG – defendeu a seleção na Copa de 14! –, até ir pra Arábia e de lá pra China.

Exceção pra valer só Ronaldo. Não por acaso ganhou o apelido de Fenômeno. Saiu do Cruzeiro para o PSV, com 18 anos; e, da Holanda, ganhou mundo com Barcelona, Inter, Real Madrid, Milan. Conquistou títulos e prêmios, superou duas contusões terríveis e terminou a carreira no Corinthians.

A conversa toda nesta crônica não é para secar, agourar, zicar os Gabriéis (com o perdão do plural que magoa os ouvidos). Serve para mostrar que a Europa implica riscos para atacantes em formação. Ressalve-se que os rapazes são talentosos e atualmente o amadurecimento se processa de maneira rápida.
Na teoria, a missão de Jesus será menos árdua, pois jogará numa equipe que tende a ter sistema leve e de muito toque de bola, à maneira de Guardiola. Já Gabigol entrará num clube com dinheiro farto (de indonésios e chineses) e pressionado pela ausência de títulos, após o penta italiano entre 2006 e 2010. Gabriel pode esquivar-se do comando do ataque, com a alegação, correta, de que funciona bem na armação. Assim não o verão como homem-gol.

Por ora, resta curtir o que for possível. Gabigol voltou da Itália e jogou o segundo tempo do jogo com o Figueirense. Gabriel Jesus desfila a arte dele no Mané Garrincha, no clássico que o Palmeiras faz hoje com o Fluminense. E a torcida verde já começa a ter saudades dos prodígios dele…

*Crônica publicada em parte da edição deste domingo do Estadão.