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O título do Santos no Campeonato do Audax

Leia o post original por Quartarollo

O título do Santos no Campeonato do Audax

Santos ganhou o vigésimo segundo título paulista da sua história e empata com o Palmeiras em número de conquistas.

Conquistas estas que vêm do tempo que o Paulista tinha a mesma importância do Campeonato Brasileiro ou até mais.

Com o tempo foi perdendo folego, perdeu o glamour e hoje é apenas um bom torneio de verão que dá dinheiro aos clubes grandes e ainda mexe com a rivalidade regional.

O Santos fez a sua parte como time considerado grande que é, com sua linda história com jogadores renomados de todos os tempos, mas na última partida foi totalmente dominado pelo pequeno Audax, de Osasco, um time audacioso até numa analogia ao nome e despreocupado até certo ponto com o resultado, mas sim com o bom futebol.

O título foi do Santos, mas o Campeonato foi do Audax. Muita gente ainda vai falar desse time em épocas futuras.

Pode ter sido um momento, pode ser apenas sazonal, mas foi marcante a forma como o Audax jogou o Paulista sem preocupações defensivas e com irresponsabilidade infernal.

Mais ainda. Montou um time com refugos que não deram certo em outras equipes e desse amontoado nasceu um belo toque de bola.

Foi o time que mais ficou com a bola no jogo com o Santos e talvez em todo o Campeonato.

Já disse que é mais fácil ser técnico e jogador do Audax do que de um time grande. Não há a grande cobrança.

A imprensa se apaixonou pelo time de Osasco e alguns defendem que é uma modernidade no futebol brasileiro.

Pois lamento informar que não é. É um time de um mecena, senhor Mário Teixeira, que é rico, põe dinheiro à vontade e não se importa com o prejuízo e por isso também acaba ganhando. É um banqueiro perdulário quando se trata de futebol.

Já vimos esse filme em outros clubes. O XV de Piracicaba tinha em Romeu Ítalo Ripoli na década de 70 algo meio parecido.

Pagava salários baixos e prêmios altos. Os prêmios para impressionar eram pagos em dinheiro nos vestiários após cada jogo.

Jogador contundido era encostado depois de 15 dias no então INPS, hoje INSS. Na campanha do vice-paulista de 1976 o elenco tinha apenas 16 jogadores e ninguém se contundia.

Todo mundo queria jogar até mesmo sentindo dores para garantir um bom bicho no fim. O seu Mário não leva tanto a ferro e fogo, mas essa de jogar dinheiro como prêmio nos vestiários é mais velha do que o mundo.

Juvenal Juvêncio fez muito também no São Paulo e muitas vezes deu certo.

O que estou dizendo é que não tem novidade a não ser a forma louca de jogar de Fernando Diniz que mistura o toque de bola e a posse de bola barcelônica.

Para mostrar que o modelo de modernidade é furada é só prestar atenção no que vai ocorrer agora. Haverá uma debandada de jogadores e até o técnico sairá para outra equipe.

Paulo Nobre faz a mesma coisa no Palmeiras. Põe dinheiro do próprio bolso para manter a conta em dia.

Ele disse que vai receber tudo de volta, mas daí já é outra história, isso não é administração moderna como dizem por aí.

No Santos, a família Teixeira várias vezes botou dinheiro do bolso para pagar as dívidas. Quanto quis receber de volta foi chamada de anti-santista.

Tomara houvesse um modelo profissional em todas as equipes com remuneração até para o presidente e demais dirigentes.

Seria mais fácil cobra-los profissionalmente. Mas isso não interessa a muitos deles. Eles ganham mais sendo “amadores”