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Feito time grande

Leia o post original por Rica Perrone

Aguirre parece ter entendido bem rápido o maior problema do São Paulo. O time dele não tem ainda nenhuma invenção tática radical, nem teve tempo pra isso. Mas tem vergonha na cara.

De alguma forma o uruguaio conseguiu tirar o elenco da zona de conforto e os fez entender que o resultado pode até não vir, mas  a briga tem que existir.

O time que perdeu pro Corinthians ostentava uma dignidade incomum nos últimos anos. E ainda que com nova derrota, conseguiu sair de campo sem ser vaiado.

O de ontem foi ainda melhor. Com um a menos, agrediu. Quase venceu. Quando sofria agressão, revidava. Não ficou com medinho de cara feia de argentino e deixou a classificação bem encaminhada pro jogo da volta em casa.

Eu não vou perder tempo falando da meia duzia de argentinos escrotos que chamaram nossos torcedores de macacos e cuspiram neles. Até porque também temos meia duzia de escrotos em nossa torcida, como em todas.

Mas como sempre na Argentina é pontapé, torcida em lugar ruim, catimba, pressão, todo o perrengue extra-campo padrão de um jogo lá.

E como digo há anos, chiliques de Rizeks a parte, o brasileiro precisa sim aprender que respeito é algo que se dá a quem também te respeita. Aqui vai ter tapete vermelho, escolta, torcida isolada, zero pressão e conforto. E se um dos nossos der uma cabeçada no rival, será expulso.

Regra é regra desde que seja contra nós. E enquanto nossa mídia achar o máximo a catimba e a “malandragem” argentina, temos que brigar em campo apenas.

No Morumbi a gente conversa. E se não quiser conversar, a gente também topa. Mas do jeito que for, manda quem pode obedece quem tem juizo.  Tenha juizo, Rosário.

Aqui, não!

abs,
RicaPerrone

Atlético Nacional é favorito na semifinal

Leia o post original por Fernando Sampaio

nacional_x_rosario_apCalma.

Favorito não significa finalista.

O São Paulo tem camisa. No mata-mata tudo é possível.

Sim, mas o Atlético Nacional foi a equipe que apresentou o melhor futebol até aqui na Libertadores. Classificou com 5 vitórias, 1 empate. Goleou o Peñarol no Uruguai 4×0, ganhou do Huracan na Argentina 2×0… Fez 12 gols, não levou nenhum. Todos os outros levaram pelo menos 4 gols na fase de grupos.

A única derrota foi agora nas quartas para o Rosário Central, na Argentina.

Mesmo assim só 1×0.

Ontem foi prejudicado pela arbitragem. Levou um gol de pênalti inexistente. Saiu atrás, foi lá, batalhou e empatou no final do primeiro tempo. Voltou alucinado, pressionando, encurralou o Rosário, virou 2×1, aos 50 minutos fez o gol da classificação heroica.

Sensacional.

O time montado pelo Osório é moderno, defesa forte, volantes habilidosos, atacantes rápidos, toca bem a bola. Adversário duríssimo. Além da qualidade tem o fator Medellín. O Atanasio Girardot é sacanagem. Quando fez 3×1, Berrío provocou o goleiro Sosa. Os argentinos reagiram. Os gandulas entraram para brigar com os visitantes. O campo foi invadido. Não tem alambrado. É só uma grade. Várzea total.

Será “Super Semifinal”.

O São Paulo pode até passar, é óbvio, mas o favorito é o Atlético Nacional.

 

Foto AP

Libertadores: Só um brasileiro tem chance de chegar à final

Leia o post original por Quartarollo

Libertadores: Só um brasileiro tem chance de chegar à final

Não é nem escolha, nem opinião, é que os brasileiros que sobraram na Libertadores vão se matar entre eles nas quartas de final.

Atlético Mineiro e São Paulo farão dois jogos disputados. No regulamento diz que times do mesmo país devem se enfrentar antes da final.

Ao contrário da Liga dos Campeões da Europa, aqui times do mesmo país não podem jogar a final.

Se isso valesse do outro lado do mundo não teríamos no próximo dia 28, em Milão, a final espanhola entre Real e Atlético de Madrid.

Coisas de um mundo mais atrasado. Mas mesmo sem o regulamento, neste ano as chaves de Atlético e São Paulo iriam se cruzar de qualquer jeito, então a culpa desta vez não é da Conmebol.

O brasileiro que passar vai enfrentar o vencedor de Atlético Nacional e Rosário Central, mas se o Boca se classificar do outro lado, os dois argentinos se matam na semifinal e daí mudará o adversário do brasileiro.

Sairia do vencedor de Independiente del Valle, do Equador, ou Pumas, do México. A viagem para o México é mais longa que a do Equador.

Acredito que o São Paulo tem forças para tirar o Atlético Mineiro da competição. E penso assim porque o time melhorou muito nos jogos mais decisivos e parece começar a entender melhor o técnico Edgardo Bauza.

O Atlético tem um grande time e um bom treinador e não seria surpresa se classificar.

Mas como sempre achei que o primeiro jogo decide muita coisa e acontecerá no Morumbi na próxima quarta-feira, o São Paulo terá que fazer bem a sua lição de casa e depois administrar em Belo Horizonte.

É difícil? Muito, mas não impossível.

Nas outras chaves eu acho que passam Rosário Central, Boca Juniors e Pumas.

A Libertadores é uma competição traiçoeira e às vezes aquele que sobe de produção na hora certa acaba campeão.

O último que venceu fazendo melhor campanha foi o invicto Corinthians, em 2012.

O Atlético Nacional fez a melhor campanha e foi premiado com o Rosário como adversário.

Contra qualquer outro seria favorito disparado, mas contra os argentinos não. Na minha opinião, é claro.

Independiente del Valle não conseguirá segurar o Pumas e há a rivalidade Argentina-Uruguai no confronto Boca e Nacional, mas acredito mais no Boca de Tevez e do ex-corintiano Lodeiro, que até hoje não foi pago para o Corinthians.

Crescer e não chorar

Leia o post original por Rica Perrone

O Grêmio de Roger foi taticamente superado. Ok, foi massacrado.  Sejamos justos. O Rosário fez isso com o Palmeiras, mas… ah, é o Palmeiras! Em crise, trocando treinador, etc, etc, etc.  Pois foi a Porto Alegre e fez rigorosamente a mesma coisa com resultados muito semelhantes.   E era o Grêmio, do Roger, do estádio …

Grêmio, péssimo, mas não eliminado

Leia o post original por Antero Greco

O resultado foi péssimo para o Grêmio – derrota por 1 a 0 para o Rosario Central, em casa, na abertura das oitavas de final da Libertadores. Mas não significa que a eliminação seja fato irreversível. Se jogar um pouco de futebol, o que não fez nesta quarta-feira, pode ter sucesso na volta, na semana que vem, na Argentina.

Talvez tenha sido a pior apresentação tricolor no ano. Em mais de 90 minutos, se criou duas chances de gol foi muito – e estou até sendo generoso. A equipe de Roger Machado esteve irreconhecível, enroscou-se numa marcação bem feita pelos argentinos e se mostrou presa fácil. Em raros momentos se comportou como mandante. Na maior parte do tempo, parecia o visitante. Coisa de doido.

O Rosario não escondeu a estratégia, simples, prática e direta: segurar o Grêmio a todo custo. E soube fazê-lo, com qualidade e, em alguns lances, com divididas mais fortes. O que não significa que tenha sido catimbeiro, como costumamos classificar os gringos. Porque do lado de cá também houve entradas pesadas.

Bem fez o árbitro Victor Carrillo, que distribuiu amarelos para lá e para cá, em igual quantidade: cinco. Portanto, ninguém pode reclamar que o outro bateu mais e contou com complacência do apito.

O Grêmio teve um vacilo, e fatal: aquele no lance do gol de Marco Ruben, ainda na etapa inicial. Bola por cima, zaga indecisa e … Grohe indo buscar na rede. A vantagem que levou tensão à arena não saiu mais do lado brasileiro. Por incapacidade de superá-la, por falta de recursos e variações no jogo, por inércia.

O Grêmio não está fora, pra deixar bem claro. Mas precisa jogar bola. Um pouco que seja já será muito mais do que esse capítulo decepcionante. Sofrimento não faltará. Tomara venha a reação como prêmio.

Palmeiras depende de alguns milagres

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras não teve controle emocional para vencer o Rosário Central no Gigante de Arroyito. Não teve Cuca, na verdade. Foi um jogo emocionante, como mostra o placar de 3 a 3.

Mas,  se tivesse saído mais para o jogo, se seus jogadores não tivessem procurado resolver as coisas com chutões, seria maior a chance de vitória e a situação teria ficado muito boa na Libertadores. Agora, só uma combinação fantástica mantém o alviverde na competição.

E o que Cuca fez de errado? Primeiro: escalou o time com três zagueiros e nem assim a defesa foi consistente. Segundo: não mudou o time para o segundo tempo.

Podem perguntar, mas o Palmeiras não vencia os primeiros 45 minutos por 2 a 1, por que mudar? Vencia, mas graças a tal sorte e à competência de três personagens: Fernando Prass, Alecsandro e Gabriel Jesus. O menino artilheiro fez um gol aos 4 minutos e outro aos 44; Alecsandro fez as raras jogadas inteligentes do grupo.

No meio disso, o Palmeiras foi espremido pelos argentinos, que se aproveitavam da afobaçãoverde. Todo rebote caía nos pés do Rosario Central, e Prass aparecia com a eficiência habitual. Num lance perigoso, fez milagre em cabeçada de Herrera. E foi assim até que, numa falta cobrada por Donatti, a bola desviou em Robinho e o enganou.

Por isso, mesmo com o placar favorável se esperava o Palmeiras com maior domínio, depois do intervalo. Mais tranquilo, com acerte de passes. Mas Robinho não estava em noite boa. E a dona sorte, que esteve do lado de cá no primeiro tempo, se mandou para o outro lado.

Quer ver? Aos 2 minutos, Gabriel Jesus mandou bola na trave, no rebote Robinho chutou e o goleiro Sosa fez excelente defesa. Aos 6, numa cobrança ensaiada de falta, Cervi recebeu, Prass saiu mal do gol, sem necessidade. Cervi mandou para o gol, por cobertura: 2 a 2.

Aos 21 minutos, Vitor Hugo cometeu pênalti sonso em Musto. E Marco Ruben colocou o Rosário na frente: 3 a 2. Tinha mais: aos 25 o Palmeiras mandou segunda bola na trave. Como desgraça pouca é bobagem, três minutos depois, Gabriel Jesus perdeu a cabeça ao sofrer falta, chutou o adversário, na frente do juiz: vermelho.

Não foi o fim de tudo: a sorte voltou em três flashs. O gol de empate de Barrios e duas defesas incríveis de Prass.

Resta uma tênue esperança, desde que supere o River Plate na última rodada, por boa diferença. E se o Nacional ganhar do Rosario.

Sei lá, milagres acontecem, mas pode concentrar mais forças no Paulistão…

(Com colaboração de Roberto Salim.)

Dia de palmeirense mostrar confiança

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras não é conhecido como Clube da Fé. Esse epíteto é do São Paulo. A torcida também não costuma cantar “Eu acredito”. Tal coro é da massa do Galo.

Mas, com licença poética dos dois rivais, os palestrinos podem tomar emprestado os motes. Ao menos para o jogo desta quarta-feira com o Rosario. O duelo, na Argentina, é decisivo para o futuro alviverde na Libertadores. Vitória é o caminho da salvação. Empate significa um pé e meio fora. Derrota representa desclassificação sem dó.

Os palmeirenses, sejam jogadores, comissão técnica ou fãs, precisam tomar como parâmetro o clássico com o Corinthians. No domingo, a equipe deles era quase azarão diante do líder do Paulista e campeão brasileiro. No entanto, não só jogou de igual para igual, como foi melhor, criou mais chances e ganhou de forma memorável, com 1 a 0 depois de Prass defender pênalti.

O modelo para Cuca e rapaziada tem de ser o desempenho do final de semana no Pacaembu. Aquele é o Palmeiras que pode surpreender qualquer adversário, superar desafios e consolidar prognósticos de início de ano que o davam como concorrente forte nos torneios de que participasse. Não o time débil, apático, sonso das três derrotas seguidas no Estadual.

Cuca não terá Dudu, contundido, e Arouca, esgotado. Ambos tiveram participação importante contra os corintianos. Nem por isso se deve teme enfraquecimento. Basta repetir a escalação, quem sabe com Mateus Sales ou Thiago Santos no meio, na marcação, no lugar de Arouca. Os demais podem ser os mesmos do dérbi, numa distribuição que funcionou muito bem. Prass na liderança, no gol; Lucas, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio na retaguarda; Gabriel como cão de guarda, com Thiago Santos/Mateus Sales, Robinho e Zé Roberto a compor o meio. Gabriel Jesus e Alecsandro na frente.

Deu certo uma vez, por que não pode repetir-se a façanha? É só encarar o Rosario como se fosse o Corinthians e jogar com garra igual.

O momento de firma a reviravolta é este. Ou dizer adeus à Libertadores.

Prass brilha e Verdão vence batalha na Libertadores

Leia o post original por Fernando Sampaio

prassPrass foi o responsável pela vitória.

Mais uma vez.

O Palmeiras entrou ligado, intenso, pilhado na medida certa.

Lutou e mereceu o placar no primeiro tempo.

O Rosário Central dominou totalmente o segundo tempo. O time argentino criou inúmera oportunidades. O Palmeiras passou um verdadeiro sufoco. Prass brilhou. Defendeu pênalti, fez milagre, garantiu o placar com grandes defesas e muita personalidade. No final quem não faz toma.

Cristaldo e Mouche, a dupla argentina matou a Argentina.

 

Vitória para ajustar o Palestra. Que sufoco!

Leia o post original por Antero Greco

Ganhar é lindo, maravilhoso, gostoso. Um prazer. Um alívio, em muitas ocasiões. Como foram os 2 a 0 para o Palmeiras sobre o Rosario Central, na noite desta quinta-feira, no Allianz Parque. Mas, meu amigo, que sufoco! Por pouco, por um triz, e se não fosse por atuação monstruosa de Fernando Prass, os três pontos poderiam ter virado um. Ou nenhum.

O Palmeiras é um time bipolar. Só pode ser essa a explicação para oscilações impressionantes. No primeiro tempo, sob um toró tremendo, dominou, tocou a bola – isso mesmo, tocou a bola! –, criou chances, mandou bola na trave, ficou em vantagem, com o gol de Cristaldo. Ignorou o Rosario.

Na segunda etapa, sem chuva e com o gramado apenas molhado e sem poças, o que se viu foi uma guinada medonha. Os argentinos, que vieram com time misto, partiram pra cima do Palmeiras, apertaram, chutaram um monte de vezes ao gol. Só não se deram bem porque era uma daquelas jornadas memoráveis de um jogador, no caso Prass.

Marcelo optou por meio-campo com Thiago Santos, Jean, Robinho e Dudu mais adiante. Com isso, deixou Arouca na reserva (entrou no segundo tempo).  No ataque, preferiu Cristaldo ao lado de Gabriel Jesus. As apostas deram certo, e o Palmeiras se ajustou, sobretudo no toque de bola. Fazia tempo que não trocava passes, não criava jogadas com qualidade. Robinho foi importante na criação. A vantagem veio como consequência.

Depois, quase tudo desmorona. Vieram o recuo, o crescimento do Rosario, os sustos. E a queda de desempenho de diversos jogadores. Marcelo Oliveira fez mudanças de praxe, enquanto Prass fechava o gol. Como no pênalti cometido por Robinho em Cervi. Ruben cobrou e o goleiro voou para mandar a bola para escanteio.

A lavoura foi salva já nos acréscimos, com o gol de Allione, que havia entrado no lugar de Robinho. Num contragolpe, a bola sobrou para ele. Defesa do Rosario aberta, teve o trabalho de tocar para as redes.

Prass no gol e os argentinos fazendo gol garantiram a primeira vitória palestrina na Libertadores. O resultado serve para diminuir a tensão, abaixa um pouco a poeira e desanuvia o ambiente. Mas Marcelo precisa batalhar ainda para fazer com que o Palmeiras mantenha regularidade.

E poupe o coração do torcedor.