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Após gritaria, cartolas ainda tentam acordo por volta de público

Leia o post original por Perrone

Mesmo após a reunião virtual da CBF para discutir o tema terminar em gritaria e sem resolução, cartolas que defendem a volta de público nos estádios só quando todas as praças puderem adotar a medida seguem tentando um acordo favorável à isonomia.

Eles avaliam que apenas Flamengo e Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) são contra a ideia.

Como mostrou o “Blog do Rodrigo Mattos”, a reunião desta quinta (24) foi interrompida após discussão entre Rubens Lopes, presidente da Ferj, e Rogério Caboclo, mandatário da CBF.

A sessão virtual foi interrompida sem definição sobre o assunto e sem uma data para a pauta ser retomada.

Mas o dia terminou com um vilão eleito pelos cartolas que pregam a isonomia em relação ao público: o presidente da Ferj. Dois dirigentes de agremiações da série A ouvidos pelo blog usaram adjetivos impublicáveis para definir Lopes.

O entendimento da maioria que pede a liberação da torcida no mesmo momento para todos é de que o presidente da Ferj sabia que perderia a votação proposta por Caboclo a respeito do e forçou a barra acabando com o clima para a continuidade da reunião.

Assim como o Flamengo, a federação do Rio defende que a venda de ingressos seja liberada nos municípios que autorizarem a medida, independentemente da situação em outros locais em relação ao combate à pandemia de Covid-19.

Há entre os defensores da isonomia a avaliação de que a CBF é soberana para decidir sobre público nos jogos do Brasileirão e que Lopes deve tentar judicializar a questão. O blog não conseguiu entrar em contato com o presidente da Ferj.

Segundo, o “Blog do Rodrigo Mattos”, Caboclo aumentou o tom de voz depois de Lopes apontar que não se tratava de um conselho arbitral para votar a questão do público. No meio da gritaria, o presidente da Ferj perguntou se o colega tinha deixado de tomar remédio no dia, o que justificaria o nervosismo.

O estado do Rio já autorizou a volta de público nos estádios com 30% da capacidade. A prefeitura liberou o Maracanã. A ideia é fazer Flamengo x Athletico com torcedores nos  próximo dia 4. No entanto, uma batalha em relação a esse plano está armada nos bastidores do futebol brasileiro.

Em nova batalha na CBF, presidente da FPF é forçado a assumir cargo

Leia o post original por Perrone

A batalha travada entre oposição e situação na CBF teve um novo episódio nesta segunda, na assembleia da entidade. Após um jogo de empurra, Marco Polo Del Nero assumiu posto no Conselho Consultivo da Confederação Brasileira.

A cena foi constrangedora. O carioca Rubens Lopes, um dos opositores, indicou o paulista para o cargo. Del Nero agradeceu, recusou o cargo e devolveu a vaga para o presidente da Federação do Rio.

Para surpresa geral, Lopes rejeitou a devolução. Insistiu para Del Nero ser o conselheiro da região Sudeste. O paulista acabou aceitando integrar o conselho, que pode ser convocado pelo presidente para dar sua opinião sobre temas cruciais.

Mais importante do que o cargo é o gesto do carioca. Ele fez questão de que fosse cumprido um acordo de cavalheiros. O trato prevê rodízio entre os presidentes das duas federações no conselho.

Lopes estava no cargo e não aceitou quebrar o pacto, o que pode ser interpretado como um cutucão em Del Nero. Isso porque o dirigente do Rio alega que existe também um acordo de cavalheiros para um rodízio na vice-presidência da região Sudeste.

A Ferj sugeriu Zagallo para a vaga. A FPF indicou um nome não revelado pela CBF, quebrando o acordo que os cariocas alegam existir, já que o vice anterior era José Maria Marin, agora presidente.

A indicação é estratégica. Se um dos dois indicar um vice mais velho que os já existentes terá um aliado na presidência, caso José Maria Marin renuncie. Zagallo é mais velho que os demais.

Cariocas, gaúchos, paranaenses, baianos e mineiros querem impedir que Del Nero emplaque um aliado ou que seja o novo vice da região Sudeste.

Se Del Nero e Lopes não se entenderem, a federação carioca, tradicional aliada da CBF, pode se transformar em principal inimiga da confederação.

A situação é indesejada pelos times do Rio, que temem o receio de árbitros de errarem a favor de clubes filiados à federação rompida com a CBF.