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MP cobra R$ 12,3 milhões do Corinthians por falha em venda de meia-entrada

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O Ministério Público de São Paulo entrou com ação na Justiça para cobrar R$ 12.359.532,97 do Corinthians. O processo foi distribuído no último dia 2 para a 42ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo.

A cobrança se refere a multas por suposto descumprimento de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta para regularizar a venda de ingressos pela internet. A falha apontada é em relação à não comercialização de meia-entrada por meio de site.

De acordo com o MP, Palmeiras, São Paulo e Santos assinaram o mesmo termo, mas só clube de Itaquera vinha desrespeitando o compromisso.

Procurada a assessoria de imprensa do Corinthians disse que o clube não foi notificado e que por isso não se manifestará.

Na ação o MP relata que, em abril de 2012 os quatro clubes assinaram o termo se comprometendo a cumprir regras previstas no Estatuto do Torcedor e no Código de Defesa do Consumidor referentes à venda de ingressos.

Basicamente, as agremiações se comprometeram a manter sites para disponibilizar ingressos a todos os torcedores, sem vetos. Ou seja, a venda eletrônica deveria contemplar a meia-entrada.

Ficou estabelecida multa de R$ 50 mil por jogo mais juros de 1% ao mês e correção em caso de não cumprimento de pelo menos um dos muitos pontos do acordo.

No processo, o MP narra que meses antes de o documento ser assinado o Corinthians havia informado que enfrentava dificuldades para fazer venda de meia-entrada na internet por conta da necessidade de conferência dos documentos que garantem tal direito.

O órgão alega que desde 2012 deu vários prazos para o alvinegro solucionar o problema ou simplesmente explicar o que havia feito em relação ao tema. E que na maioria das vezes não obteve respostas.

Para o MP, o silêncio corintiano já sugere que o alvinegro não vende meia-entrada em seu site. Mas o órgão cita também casos pontuais.

Entre eles estão uma pesquisa feita pelo Procon no site de venda de ingressos do clube em 2018 . Ela não localizou meia-entrada.

Também aparece a queixa de um torcedor que não conseguiu comprar o bilhete pela metade do preço na final da Copa do Brasil de 2018. É citada ainda uma queixa de maio do ano passado.

O Ministério Público registra ainda uma multa aplicada pelo Procon ao Corinthians em 2019 no valor de R$ 97.053,33 pela não disponibilização de meia-entrada em seu site.

Por fim, observando critérios de prescrição, o MP pede a aplicação da multa em todos os jogos do Corinthians entre 2015 e 2019. E que o clube faça o pagamento em até três dias após a notificação. Caso a quitação não seja realizada, o órgão pede a penhora do valor cobrado.

Se o pagamento for realizado, a quantia deve ir para o Fundo Especial de Despesas de Reparação de Interesses Difusos, administrado pela Secretaria de Justiça do Estado.

 

Santos planeja ir à Justiça para cobrar multa de Sampaoli na próxima semana

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O Santos pretende entrar na próxima semana com ação na Justiça cobrando multa de cerca de R$ 10 milhões de Jorge Sampaoli por suposto rompimento contratual. Os advogados santistas trabalham na elaboração da petição inicial.

Desde a última segunda, após desastrosa reunião entre o argentino e o presidente do clube, José Carlos Peres, o alvinegro encara a relação com sua comissão técnica como uma guerra. Os passos seguintes da direção foram cuidadosamente calculados. Praticamente toda a estratégia girou em torno da multa rescisória prevista no contrato de trabalho do treinador.

Na reunião com Peres, Sampaoli não assinou um pedido de demissão, mas deixou claro que não ficaria no clube. Peres disse ao Comitê de Gestão que o treinador queria a liberação de quatro integrantes de sua comissão técnica sem pagar multa. No dia seguinte, o presidente avisou ao treinador que o CG, que ele preside, determinou que o clube cobrasse todas as multas. Eles superam R$ 3 milhões.

No final da noite da última terça (10), o Santos anunciou em seu site que Sampaoli havia pedido demissão no dia anterior. Foi um movimento tático. A divulgação do comunicado aconteceu pouco antes de se encerrar o prazo de validade da multa rescisória prevista no contrato do argentino. Assim que a quarta-feira começasse ele estaria livre para deixar o clube sem nada ter que pagar. Então, o alvinegro registrou publicamente sua versão de que a demissão teria ocorrido ainda durante a vigência da penalidade contratual.

Na outra trincheira, Sampaoli formalizou sua saída no dia 11, quando a multa já tinha caído. O treinador também fez questão de registrar publicamente sua decisão quando a penalidade não existia mais. Ele divulgou uma carta de agradecimento ao Santos. Os documentos produzidos pelas duas partes provavelmente serão usados na disputa judicial.

A reunião em que o Santos alega ter ouvido o pedido demissão aconteceu na segunda de manhã. Mas o clube só publicou a nota quase no final da terça-feira. Nesse intervalo, Peres já comandava suas tropas em direção ao combate com a comissão técnica estrangeira. Entre as primeiras decisões estava a medida de tratar os quatro integrantes da comissão trazidos por Sampaoli como funcionários sem vínculo empregatício com o técnico. A ideia era dizer que o trabalho deles continuava interessando ao alvinegro, mesmo após a saída do comandante. Isso os obrigava a pagarem suas multas rescisórias para poderem seguir o chefe, desejado pelo Palmeiras.

Por sua vez, o batalhão argentino também avançou no campo de batalha. Foi à Justiça para tentar a liberação contratual sem ter que pagar a multa. Na manhã da última quinta (12), a Justiça do Trabalho negou pedido de liminar feito por Sampaoli para se livrar do vínculo alegando que o Santos não depositou por quatro meses valores referentes ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A Justiça entendeu que não há motivo para a concessão e que o treinador deve aguardar a tramitação do processo. Os assistentes do técnico também não obtiveram sucesso. Uma audiência foi marcada para 3 de fevereiro.

 

Análise: Santos lamenta menos saída de Sampaoli do que você imagina

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Olhando de fora fica a impressão de que Jorge Sampaoli ganhou status de intocável no Santos por conta da campanha que culminou com o vice-campeonato no Brasileirão. Não é bem assim. Claro que o desejo no clube era de que ele permanecesse. Porém, várias críticas pontuam a passagem do argentino, que teve pedido de demissão anunciado, pela Vila Belmiro. Confira abaixo.

1 – Erros

É consenso no Santos de que o time terminou o Brasileirão com uma exibição de gala na vitória por 4 a 0 sobre o Flamengo. Porém, pelo menos parte da diretoria, dos conselheiros e da torcida não esquece o que são consideradas falhas de Sampaoli na escalação do time. As principais queixas são as partidas em que ele escalou três zagueiros e as vezes em que deixou Sánchez no banco.

2 – Falta de títulos

Existe uma corrente no Santos que entende que o elenco alvinegro não é tão fraco como aponta parcela da imprensa. Há o reconhecimento de que é um feito alcançar o vice-campeonato brasileiro, porém, o sentimento é de que faltou uma taça na era Sampaoli. A principal reclamação é a eliminação diante do River Plate do Uruguai, clube com investimento bem menor, na primeira fase Sul-Americana, com portões fechados.

3 – Reforços que não funcionaram

As contratações de Cueva e Uribe são colocadas na conta de Sampaoli e usadas como exemplo de grandes erros que ele teria cometido no Santos. Cueva já tinha histórico de indisciplina quando foi contratado. Repetiu os problemas, foi afastado do time e o clube tem que pagar cerca de R$ 26 milhões por sua contratação a partir do ano que vem. Por sua vez, Uribe foi defendido pelo treinador após suas primeiras partidas ruins, mas perdeu espaço para Sasha, indicado por Jair Ventura, ex-técnico do time. Os críticos admitem que o argentino também teve seus acertos na indicação de reforços, como com Soteldo.

4 – Últimas exigências

A cobrança por reforços de peso para 2020 irritou o presidente José Carlos Peres. O cartola sustenta que nunca prometeu investimentos pesados para o segundo ano de Sampaoli na Vila Belmiro e que sempre foi transparente sobre as dificuldades financeiras. No entorno do dirigente há quem acredite que o técnico foi tão incisivo nas cobranças porque queria uma justificativa para deixar o clube. Ele é o preferido do Palmeiras para a vaga de Mano Menezes. Porém, boa parte do Comitê de Gestão santista não concorda com a tese. Avalia que essa é a forma de trabalhar do técnico. No entanto, a ideia geral é de que o Santos não poderia gastar mais do que planeja para satisfazer o argentino. Assim, entre endividar ainda mais a instituição e perder o treinador a segunda opção era a preferida.

No que Sampaoli combina ou não com o Palmeiras

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Nome preferido da diretoria do Palmeiras para substituir Mano Menezes, Jorge Sampaoli tem características que se encaixam nas necessidades do clube e outras que destoam. Abaixo, confira no que o treinador do Santos combina ou não com o alviverde.

Não combina

Estilo centralizador

No Santos, o argentino está acostumado a dar as cartas. Quer tudo do seu jeito mesmo quando o assunto não é técnico e tático. Só que, neste momento, o Palmeiras não deseja centralização no seu departamento de futebol. A ideia é que os próximos diretor executivo e treinador não tenham superpoderes. O palano é dividir responsabilidades, valorizar todas as áreas da comissão técnica e pregar o respeito à hierarquia.

Base

Sampaoli é criticado por conselheiros do Santos por usar pouco a badalada base do clube. Ele prefere apostar em jogadores mais experientes. No entanto, uma das estratégias do Palmeiras para 2020 é dar mais oportunidade aos jogadores revelados em casa. As equipes da base alviverde vivem excelente momento. O cenário ideal visto pela diretoria palmeirense é contratar menos e melhor deixando mais espaço para os jovens caseiros.

Mandos de jogos

O treinador argentino pediu para a diretoria do Santos mandar mais partidas na Vila Belmiro. Ele considera fundamental atuar no estádio do clube como mandante, apesar da estratégia da direção de utilizar também o Pacaembu. No Palmeiras, ele teria um problema, já que o time é constantemente obrigado a mandar partidas longe do Allianz Parque. Isso por conta do contrato com a WTorre que aluga a arena para shows e outros eventos.

Distância de dirigentes

Em Santos, Sampaoli é visto como um treinador que não gosta de se aproximar dos cartolas. É avesso ao contato com conselheiros e dirigentes com quem não tenha que lidar profissionalmente. Membros do Conselho Deliberativo santista afirmam que ficou mais difícil chegar perto do time desde que o argentino assumiu. Por sua vez, o Palmeiras planeja a criação de um comitê de dirigentes que acompanhará os trabalhos do departamento de futebol. Além disso, são comuns no clube os voos com conselheiros para acompanhar os jogos do time.

Combina

Medalhões

Um ponto que o Palmeiras considera importante na escolha de seu próximo técnico é a capacidade dele de trabalhar com medalhões como os que integram seu elenco. Principalmente por ter treinado as seleções de Argentina e Chile, Sampaoli está calejado nesse tipo de relacionamento.

Estilo de jogo

Uma das principais cobranças da torcida palmeirense é para que o time volte a jogar de maneira ofensiva. Os fãs reclamam da filosofia de jogo de técnicos recentes como Mano Menezes, Felipão e Cuca. O atual treinador santista se encaixa perfeitamente no perfil desejado pelos palmeirenses. Sob sua batuta, o Santos costuma buscar o gol sempre.

Popularidade

O que a torcida do Palmeiras mas tem feito nos últimos meses é protestar. Seja contra diretoria, jogadores ou comissão técnica. Por praticar um futebol que agrada aos torcedores, Sampaoli tem potencial para reconstruir a relação entre o alviverde e seus seguidores.

Contratações

O treinador argentino já pediu reforços para a diretoria do Santos visando a próxima temporada. Porém, ouviu que o clube tem pouco dinheiro para investir em contratações. Já o Palmeiras, apesar de apresentar deficit operacional até aqui neste ano, tem mais receitas do que o alvinegro e tem a ajuda de sua endinheirada patrocinadora, a Crefisa. As chances de atender a eventuais pedidos de seu próximo treinador é boa.

Análise: como sucesso do Fla pressiona quatro grandes paulistas

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De uma certa forma, o sucesso do Flamengos, campeão da Libertadores e do Brasileirão, pressiona todos os seus rivais nacionais. Abaixo, veja como essa pressão funciona com os quatro grandes de São Paulo, na análise deste blogueiro.

Palmeiras

É o principal atingido. Isso porque, apoiado pela Crefisa, é o único clube brasileiro com poderio financeiro para trazer reforços do mesmo peso que os buscados pelo Flamengo.

O sucesso rubro-negro aumenta a pressão de conselheiros e até de parte da diretoria sobre Mattos. Faz tempo que o diretor executivo de futebol é criticado por supostamente montar times que não justificam os altos investimentos, apesar dos títulos recentes.

Agora, o Flamengo serve como comparação. Carlos Eduardo foi trazido por cerca de R$ 23 milhões. Por sua vez, Bruno Henrique custou R$ 23.620.000, de acordo com documento oficial do clube da Gávea. Bruno Henrique é um dos protagonistas do Flamengo, e Carlos Eduardo é pouco aproveitado no Palmeiras.

A cobrança de conselheiros e torcedores é para que o alviverde contrate no mesmo nível do Flamengo.

Outro ponto que mostra a pressão direta sobre o Palmeiras é a brincadeira feita por Gabigol com o time paulista durante o festejo pela conquista da Libertadores. Rolou a famosa música que entoa: “o Palmeiras não tem mundial”. A disputa por títulos recentes entre os times fez a rivalidade aumentar.

Santos

A oposição santista usa o sucesso do Flamengo com os sex-antistas Bruno Henrique e Gabigol para ferir o presidente José Carlos Peres. Opositores argumentam que contratar Cueva, já fora dos planos de Sampaoli, pagando mais do que o clube recebeu por Bruno Henrique é prova de má gestão. O peruano foi trazido por cerca de R$ 26 milhões e só vai começar a ser pago no ano que vem.

Também é forte a cobrança para que  o presidente acalme Jorge Sampaoli, que dá sinais de irritação  com a diretoria. Manter o treinador é visto no clube como única opção para que o Santos tente encarar o Flamengo de Jorge Jesus de maneira digna.

Corinthians

Tradicionalmente, Andrés Sanchez coloca o Flamengo como principal concorrente do alvinegro no mercado. Principalmente por causa do tamanho das duas torcidas que turbinam suas capacidades de gerar receitas.

Porém, o triunfo do rubro-negro transformou o presidente corintiano em refém de suas palavras sobre o rival.

O Corinthians tem visto o Fla aumentar sua vantagem em relação as receitas geradas. E, neste ano, a diferença técnica entre os dois times é gigantesca.

Nesse cenário, a direção corintiana é pressionada dentro e fora do clube para colocar um ponto final na política de contratar muitos jogadores medianos. Ainda que essa filosofia já tenha ajudado o alvinegro. O desejo é ver nomes tão bons quanto os encontrados pelos flamenguistas chegando.

O problema é que falta dinheiro no alvinegro para concorrer com o Flamengo em termos de contratações.

São Paulo

Dos quatro grandes paulistas, o clube do Morumbi é o mais pressionado pela torcida para conquistar títulos.  Isso justamente por causa do jejum de canecos minimamente relevantes. O último foi a Sul-Americana de 2012.

Mesmo sem dinheiro em caixa e precisando recorrer constantemente a empréstimos, o presidente Leco tentou reverter a situação com reforços de peso. Trouxe nomes com Pablo, Pato, Juanfran e Daniel Alves.

Tudo que o dirigente conseguiu foi assistir ao sucesso do Flamengo, além de brigar por uma vaga na Libertadores.

A distância do São Paulo em relação ao time de Jesus aumenta as críticas de conselheiros em relação aos gastos feitos pela atual gestão.

De Carlos Eduardo a Cueva. Reforços rivais fazem de B. Henrique pechincha

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Em janeiro, o Flamengo contratou Bruno Henrique junto ao Santos por R$ 23.620.000 conforme mostra balancete financeiro do rubro-negro, sem contar gastos com comissões de empresários. Na ocasião, pode ter parecido caro já que se tratava de um jogador prejudicado por contusões e com apenas dois gols em 2018. Porém, hoje, a comparação com reforços de valor semelhante adquiridos por outros clubes transforma a aquisição do atacante numa pechincha.

É justo começar a sessão de tortura com os torcedores rivais do Fla pelo Palmeiras, único no Brasil com bala na agulha atualmente para trazer jogadores do mesmo calibre que os trazidos pelo clube da Gávea.

Um dos reforços mais criticados pela torcida alviverde, o atacante Carlos Eduardo, custou cerca de R$ 23 milhões, valor próximo ao de Bruno Henrique. O desempenho de ambos na atual temporada, porém, é distante.

O ex-santista já balançou a rede 18 vezes no Brasileirão deste ano e cinco na Libertadores. Pouco aproveitado no Palmeiras, Carlos Eduardo fez 20 jogos e anotou só um gol em 2019, de acordo com dados publicados pelo clube em seu site. A diretoria alviverde joga na conta de Felipão a escolha pelo jogador que estava no Pyramids, do Egito.

As comparações ficam ainda mais angustiantes para o palmeirense se Borja entrar na roda. Com ajuda de dinheiro emprestado pela parceira Crefisa, o alviverde pagou em fevereiro de 2017 US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 32,6 milhões pela cotação da época) pelo colombiano.

Só que uma cláusula previa que, se ele não fosse vendido até agosto, o alviverde teria que desembolsar mais US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 11.340.000 na ocasião) pela compra junto ao Atlético Nacional, da Colômbia. No total, o investimento foi de cerca de R$ 43.940.000.

Com essa grana daria para ter comprado Bruno Henrique e ainda sobrariam R$ 20.320.000. A diferença chega perto do que o Flamengo desembolsou pelo zagueiro Rodrigo Caio, segundo dados oficiais do clube: R$ 21.200.000.

Enquanto Bruno Henrique é ídolo no Flamengo e esperança de gols na final da Libertadores neste sábado (23), contra o River Plate, em Lima, Borja é espinafrado pelos palmeirenses. Segundo as estatísticas do Palmeiras, ele precisou de 111 jogos para marcar 36 gols.

Se essa conversa está ruim para o palmeirense, imagine para o santista. O torcedor do alvinegro do litoral paulista viu sua diretoria topar pagar ao Krasnodar (RUS) cerca de R$ 26 milhões por Cueva. Ou seja, mais do que recebeu por Bruno Henrique.

A primeira parcela só vence no ano que vem, mas, com fraco desempenho em campo e polêmicas fora dele, o peruano já não faz parte dos planos de Jorge Sampaoli, para desespero do presidente santista, José Carlos Peres.

O torcedor do Atlético-MG também tem uma comparação para chamar de sua. Em junho do ano passado, o clube contratou Chará por aproximadamente R$ 22.680.000. São R$ 940 mil a menos do que o Fla pagou por Bruno Henrique.

Desde sua chegada, o colombiano marcou dez gols pelo Galo (um em 2018). São oito tentos a menos do que Bruno Henrique fez este ano só em jogos pelo Brasileirão.

No Corinthians, o balanço financeiro do clube relativo a 2018 certamente vai provocar desconforto no torcedor que notar o meio-campista Araos como o reforço que gerou a maior despesa numa lista de 35 nomes publicados. De acordo com o documento, o chileno custou R$ 20.603.000. Com mais R$ 3.017.000, bem menos dos que os R$ 9.832.000 gastos para ter o volante Richard, seria atingido o valor de Bruno Henrique. Araos foi emprestado para a Ponte Preta, e Richard para o Vasco.

Colaborou Thiago Fernandes, do UOL, em Belo Horizonte

Santos crê que Gustavo Henrique quer sair e se vê de mãos atadas

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A diretoria do Santos diz que Gustavo Henrique não responde às propostas feitas pelo clube para renovar contrato e interpreta o silêncio como demonstração do desejo do zagueiro de se transferir sem que o clube receba algo em sua saída. Isso porque o compromisso atual termina em janeiro de 2020 e o beque já pode assinar com outra agremiação. A direção se vê de mãos amarradas, sem ter o que fazer e acredita que a renovação só vai acontecer se o jogador mudar radicalmente sua forma de pensar.

Pelas contas dos cartolas, a última oferta foi feita faz aproximadamente 20 dias e é por um contrato de quatro anos. Segundo dirigente santista que conversou com o blog sem gravar entrevista, uma resposta foi cobrada faz dois dias, mas nada chegou até a noite desta quinta (14). Para o mesmo cartola falta generosidade do jogador com o Santos, já que nenhum centavo pingará na Vila Belmiro se ele sair sem renovar.

A direção entende que Gustavo prefere se transferir porque, sem contrato, pode cobrar luvas mais altas, pois o comprador não pagaria pelos direitos econômicos do jogador. O Santos tem fatia de 55% dos direitos. O restante pertence ao empresário do jogador, Fernando César. Ele adquiriu essa quantia quando esse tipo de operação ainda era permitido.

A cúpula alvinegra trabalha com a informação de que o empresário do jogador está oferecendo o atleta para vários clubes. O estafe do atleta, porém, se limita a dizer que ele já declarou desejar jogar na Europa. Mas, que no momento, só existem especulações em relação a clubes interessados nele. Além disso, confirma que atualmente não há conversa sobre renovação em andamento. O blog não conseguiu entrar em contato com o zagueiro.

Agente com trânsito no mercado alemão afirmou ao blog que Gustavo Henrique foi oferecido recentemente para Wolfusburg e Bayer Leverkusen. A informação não é confirmada pelo estafe do jogador.

Em entrevista coletiva em outubro, Gustavo revelou desconforto no final do ano passado quando esperava ser procurado pelo clube para renovar, mas nada aconteceu, segundo sua versão. Na mesma ocasião, ele admitiu que pediu pra seu empresário procurar interessados europeus, já que jogar na Europa é seu antigo sonho.

Rollo alega sumiço de bens pessoais em sua sala. Santos diz que guardou

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O blog tentou entrevistar os dois personagens da disputa política no Santos para mostrar suas versões. Porém, só o vice-presidente Orlando Rollo conversou com este blogueiro. Até a publicação deste post, a assessoria de imprensa do presidente José Carlos Peres, não havia enviado de volta questões feitas ao dirigente. Por sua vez, o vice afirmou que a sala antes usada por ele na Vila Belmiro foi desmanchada e sustentou que objetos pessoais seus sumiram. O Santos alega que está tudo guardado em ambiente seguro e disponível para retirada.

Rollo também sustentou ter dificuldades para obter informações junto a funcionários do clube e deu sua versão sobre seu dia, na última segunda (11), tentando substituir o desafeto, até então suspenso pelo STJD. Abaixo veja os principais trechos da entrevista.

Relógio dado por Pelé sumiu?

“Eu estava de licença porque o Peres assinou uma portaria que me impedia de exercer as funções de vice. Só que o Conselho Deliberativo, depois de um ano e meio, considerou a portaria ilegal. Reassumi o cargo, e Peres foi suspenso por 15 dias pelo STJD. Então, fui ao clube para assumir como interino, como determina o estatuto. Chegando lá descobri que minha sala não existe mais. Desmancharam. Não encontrei meus pertences pessoais, foram subtraídos. Tinha muita coisa. Uma coleção de camisas do Santos autografadas e um relógio dado pelo Pelé para o meu avô, que me deu antes de morrer. Estou fazendo um inventário de tudo e meus advogados vão tomar providências”.

Em nota, a assessoria de imprensa do Santos negou que os bens do vice tenham sumido. Leia o comunicado na íntegra: “com o intuito de melhorar as condições de uso da presidência por todos os membros do Comitê de Gestão, a sala que Orlando Rollo utilizava passou a ter outro uso. Tal decisão foi tomada pelo Comitê de Gestão, conforme ata do dia 20/05/2019, devidamente registrada e enviada ao Conselho Deliberativo. Todos os pertences foram catalogados, fotografados, filmados e guardados, na presença de testemunhas. Os pertences estão isolados em sala trancada com chave e disponíveis para retirada.”

Sob a suspensão vale lembrar que Peres obteve efeito suspensivo junto ao Tribunal de Justiça Desportiva e retomou suas funções normalmente.

Ordens só do presidente

“Depois que eu cheguei na Vila, duas equipes de polícia vieram saber o que estava acontecendo. Como eu sou investigador, uma era da corregedoria. Mostrei que não estava em horário de trabalho e que estava lá legalmente, cumprindo minhas funções estatutárias. Comecei a pedir documentos e os funcionários negavam. Até que um deles me disse que Peres revogou a portaria considerada ilegal pelo conselho e assinou uma nova dizendo que todas as comunicações internas ou outras ordens (orais e escritas) só poderão ser encaminhadas aos departamentos com autorização da presidência. Ele não pode fazer isso. É contra o estatuto porque restringe os poderes dos membros do Comitê de Gestão. E por que ele tem medo de que a gente veja os documentos?”.

O blog teve acesso à portaria assinada por Peres. O texto confirma a informação de Rollo. No documento, o presidente diz que quem não cumprir a determinação poderá sofrer sanção disciplinar.

Demissões

“Falaram que eu demiti funcionários que se recusaram a entregar documentos. Mentira. Não demiti ninguém. Pelo contrário, fiz uma comunicação interna afirmando que ninguém seria demitido (o blog teve acesso ao documento). Afastei quatro membros do Comitê de Gestão e nomeei interinamente outros quatro porque precisava trabalhar com quem confio”.

Aliados que processam o clube

O blog questionou Rollo sobre o fato de ter retornado à Vila Belmiro na companhia de ex-funcionários que acionaram o Santos na Justiça. O fato foi criticado pelo grupo de Peres.

“Não nomeei essas pessoas para nada. São pessoas que levei para me dar embasamento em eventuais decisões. Estavam lá por seus conhecimentos técnicos. Elas estarem processando o Santos não impede que me ajudem”.

Imagem do Santos manchada

Indagado pelo blog se a guerra entre ele e o presidente prejudica a imagem da agremiação, Rollo respondeu: “infelizmente, isso acaba denegrindo a imagem do Santos, sim. Mas não sou eu que dou causa a isso.  Ele que briga com todo mundo, com o Paulo Autuori, com o Jorge Sampaoli, gerentes de futebol  já saíram. Ou as pessoas ficam quietas ou vão pra guerra. Não vou deixar o Santos se inviabilizar financeiramente nos próximos 20 anos  numa gestão de três anos.  Podem me chamar de golpista e de tumultuador. Mas de omisso não vão me taxar”. 

Chance de fazer as pazes com Peres pelo bem do clube?

“Se o Peres começar a fazer uma gestão com transparência, com governança corporativa, tudo bem. Não tenho problema pessoal com ele. Meu problema é de gestão. Entendo que ele está afundando o Santos e estou inconformado.”

Conselheiros pedem nova punição a Peres no STJD, mas tese é controversa

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Conselheiros do Santos encaminharam nesta terça à procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) denúncia de suposta infração contra José Carlos Peres, presidente do clube paulista. Eles alegam que o dirigente teria desrespeitado suspensão de 15 dias imposta pelo órgão.

Ao blog, Felipe Bevilacqua, procurador-geral do órgão, disse ao blog ainda não ter conhecimento do documento. Porém, afirmou que o dirigente só não pode participar de atividades diretamente relacionadas a competições organizadas pela CBF.  A queixa se refere à atuação de Peres no CT santista na última segunda e por ter ido a uma reunião na Federação Paulista. Bevilacqua afirmou que, se receber a denúncia, irá analisá-la, mas ressaltou que tais atos não estão diretamente relacionados à punição.

A notícia de infração foi encaminhada pelos conselheiros Mario André Badures Gomes Martins e Luiz Fernando de Oliveira Almeida Cardoso. Considerando-se presidente em exercício, o vice Orlando Rollo, desafeto de Peres, chegou a nomear ambos para o Comitê de Gestão do clube no lugar de integrantes que ele declarou afastados.

A dupla relata que, em entrevista no CT, na segunda, Peres afirmou ter conversado com Paulo Autuori, dirigente remunerado do futebol santista. Para os denunciantes, a conversa relatada pelo presidente é uma prova de que a pena foi ignorada por ele. Consideram que o cartola desrespeitou veto a “praticar atos oficiais referentes à respectiva modalidade (futebol)”, como prevê o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) para esse tipo de punição.

Em outro trecho, a denúncia cita que, na mesma entrevista, Peres declarou que antes havia estado na Federação Paulista. A presença na entidade é apontada como outra suposta irregularidade. O texto que rege a suspensão afirma que o dirigente punido não pode exercer cargo ou função em entidades como a FPF. Os denunciantes pedem que o presidente do Santos seja julgado pelo STJD por supostamente infringir artigo que diz respeito ao não cumprimento de punições. A pena varia de três meses a um ano de suspensão.

Indagado pelo blog se comparecer ao CT para se reunir com um dirigente do departamento de futebol e ir até a FPF são atitudes que configuram desrespeito de Peres à punição, o procurador-geral do STJD respondeu que, em tese, não. Mas reforçou que precisa examinar a queixa. “É importante deixar claro que a suspensão diz respeito a tudo que for ligado à competição promovida pela CBF. Não pode ir a jogo como presidente, não pode estar no vestiário ou em outra área à qual só teria acesso como presidente”, declarou Bevilacqua.

Oposição recoloca afastamento de Peres em pauta por ‘caso Cueva’

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A situação de Cueva, afastado do Santos, alimenta o desejo da oposição no clube de realizar nova tentativa de afastamento do presidente José Carlos Peres. O cartola já sobreviveu a dois pedidos de impeachment no ano passado.

A informação de que o peruano treinou pelo time do César Vallejo, da primeira divisão de seu país nesta quinta (7) aumentou a ira da oposição. Os oposicionistas argumentam que, mesmo liberado para viajar, o meia não poderia ter participado de treinamento por outra equipe. Argumentam que o episódio configura gestão temerária, pois haveria risco ao patrimônio do clube caso o atleta sofresse lesão grave.

Todo o pacote envolvendo o meia é considerado pela oposição como exemplo de gestão temerária. Principalmente o fato de o clube ter concordado em pagar pelo jogador US$ 7 milhões (cerca de R$ 28,6 milhões pela cotação atual), a partir do ano que vem, e, antes mesmo de iniciar o pagamento, afastar o atleta e procurar clubes interessados em sua contratação.

“Ainda há possibilidade de fazer algo para ele para o próximo ano. Ele não joga mais no Santos neste ano. Para isso acontecer, tem que ter outra parte que queira isso. A ideia é fazer algo para ele fora do Santos no ano que vem”, disse o superintendente de futebol santista, Paulo Autuori, ao comentar a ausência do meia em treino na semana retrasada. 

Os opositores que pregam o impeachment de Peres, além do afastamento de outros membros do Comitê de Gestão que tenham concordado com a contratação de Cueva, usam artigo do estatuto santista que cita gerar risco excessivo e irresponsável para o patrimônio do clube como atos de gestão temerária. O documento classifica como um dos motivos para pedir a saída do presidente  acarretar “prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Santos.” Também existe a ideia de uma ação para que a agremiação receba dos cartolas envolvidos o valor que terá que desembolsar pelo peruano.

Para o processo de impedimento ser iniciado é necessário requerimento assinado por pelo menos 20 conselheiros. O blog enviou mensagem ao presidente do Santos sobre o tema, mas não obteve resposta até a publicação deste post.