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‘Não tenho nada contra homem. Não preciso de cota’, diz advogada de Robinho

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Entrevista com Marisa Alija, advogada de Robinho, contratado pelo Santos e que contesta condenação por estupro na Itália.

Como está o processo de Robinho na Itália? A condenação a nove anos de prisão foi em primeira instância? Cabe recurso? Vocês já recorreram?

Primeira instância, sim. Cabem recursos, até para se verificar se não houve injustiça e irregularidade na decisāo, como deve ser em todo caso. Sim, (o recurso) está  em tramitação.

Pelas leis da Itália em que fase do processo pode ser pedida a prisão do Robinho?

Só com a condenação definitiva ou se tiver algum perigo (fuga, interferir no caso, provas contundentes, etc.).

Existe no contrato com Santos alguma cláusula de rescisão no caso de o Robinho ser condenado em última instância ou de ser preso antes disso?

Não, mas, se isso acontecer, eles podem (rescindir) pela lei trabalhista.

Ele precisa avisar a Justiça italiana quando viaja?

Não, ele viaja para onde quiser, quando quiser, é um homem livre. Não existe qualquer medida restritiva e nem prisão pedida. As pessoas estão mal informadas ou mal intencionadas.

O que acha dos comentários que consideram a contratação de Robinho pelo Santos um desrespeito com as mulheres?

Acho que se tivesse provas no processo contra ele, se tivesse uma confissão, etc., ok, mas não é o caso. A juíza julgou com base em uma conversa de terceiros (telefônica) e porque achou “inadequado” o vocabulário dele. Não há uma prova, uma única. E me questionam como eu, mulher, defendo um homem. Eu não tenho nada contra homens, sou superbem resolvida. Estou em uma profissão dominada por homens e me destaco por pura competência, não preciso de cota para me destacar. Acho que o maior feminismo que se pode ter é esse, você competir de igual para igual com um homem e se destacar por competência, e não por ódio, cota, mostrando peitos, etc. Eu defendo Robinho porque o conheço, conheço o processo. Se eu tivesse a menor dúvida de que é inocente, eu, como mulher, jamais o defenderia.

E tem recebido críticas diretas ou ameaças por ser mulher e defender um acusado e condenado em primeira instância por estupro?

Ameaças não, mas insultos, críticas, e sempre de quem não tem nenhum conhecimento de causa. E mesmo você explicando, não querem entender. Vivemos essa cultura burra, né? As pessoas não estão abertas para debates construtivos e aprenderem, mudar de posicionamento com a verdade. Eles defendem uma ideia até o fim, mesmo demonstrando-se que existe outro lado. Parece que vão ser menos por admitirem um equívoco.

Rollo descarta vender Veríssimo por 5 mi de euros e frustra dois candidatos

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Orlando Rollo, presidente em exercício do Santos, não aceita negociar Lucas Veríssimo por valores entre 5 milhões (cerca de R$ 33 milhões) e 5,5 milhões de euros (por volta de R$ 36,3 milhões). Isso esfria as chances de Braga, de Portugal, ou Olympiacos, da Grécia, de contratarem o zagueiro.

Conforme apurou o blog, o Braga tinha interesse em pagar 5 milhões  de euros à vista, e o Olympiacos acenou com 5,5 milhões de euros parcelados em três vezes.

Um fator complicador é que o Santos tem 80% dos direitos econômicos do jogador, o que diminui a fatia a ser recebida pelo clube.

Paulo Pitombeira e Marcelo Petinatti, empresários do zagueiro, trabalham no mercado por propostas e para tentar convencer Rollo a vender o atleta. 

Ex-presidente pede indenização do Santos e promete devolver valor se vencer

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Com Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

Modesto Roma Júnior, ex-presidente do Santos, entrou na última quarta (30) com ação na Justiça para pedir a anulação de sua expulsão e a consequente volta ao quadro de sócios do clube. Ele também pede indenização por danos morais no valor de R$ 49.900 a ser paga pela agremiação. O ex-cartola foi expulso em novembro de 2019 sob a acusação de ter cometido irregularidades em sua gestão.

Outro pedido é de concessão de tutela de urgência que assegure ao ex-dirigente desfrutar de todos os direitos que tinha como sócio durante a tramitação do processo.

Indagado pelo blog, o ex-presidente afirmou que, se for indenizado, irá doar o montante recebido para o Santos.

“Meu objetivo com a ação é a inclusão no quadro associativo. Não tenho o mínimo interesse no dinheiro. Se ganhar, vou doar tudo para o próprio Santos”, afirmou Modesto, presidente do alvinegro entre 2015 e 2017.

Indagado sobre por qual motivo busca a a indenização na Justiça, se não pretende ficar com a eventual quantia, o ex-presidente pediu ao blog para procurar seu advogado, Luiz Guilherme de Almeida Ribeiro Jacob.

O defensor argumentou que a vida de Modesto é misturada com a do Santos. Assim como a da família dele. Seu pai, falecido, também  presidiu a agremiação, da qual é um dos patronos. Com esse contexto, o advogado ilustra o dano moral que seu cliente teria sofrido por conta da expulsão.

“A projeção negativa que isso gera, do ponto de vista da reputação dele, inclusive da reputação profissional dele, é enorme. O doutor Modesto foi achincalhado. O que se disse publicamente do caso dele foi no mínimo calunioso. Isso constitui dano moral, o constrangimento pelo qual ele passou e o sofrimento também. E o dano moral você repara financeiramente porque não tem outro jeito de reparar. O que ele vai fazer com o dinheiro que ele receber, se houver condenação, não é problema nosso. A questão é muito mais o simbolismo da condenação do que o ganho financeiro. As duas coisas não são incompatíveis (pedido de indenização e devolução do dinheiro)”, afirmou o advogado.

Sobre como se chegou ao valor pedido,  Jacob afirmou que a intenção foi encontrar um montante que fosse razoável.

“Não existe na lei um tabelamento de valores referentes a dano moral. O que existem são alguns critérios normativos. O mais importante é o critério daquilo que é razoável. Você tem que estabelecer um valor que não seja ínfimo, a ponto de ser mais ofensivo do que a própria ofensa. Mas também não pode ser um valor superestimado a ponto de gerar um enriquecimento indevido. A razoabilidade e a proporcionalidade são os critérios. Houve um entendimento nosso de que esse valor de 40 salários mínimos é razoável”, declarou o advogado.

Na ação, Modesto alega que vários erros ocorreram durante o procedimento que culminou em sua exclusão. Um de seus  argumentos é o de que ele ainda não teria sido comunicado formalmente pelo clube sobre a decisão.

Marcelo Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo, contesta a alegação. “Todas as comunicações foram feitas, enviadas ao juridico que adotou todas as medidas”, disse Teixeira.

Modesto nega ter cometido irregularidades e vê perseguição política. Até a conclusão deste post, não havia manifestação da Justiça sobre os pedidos feitos pelo ex-dirigente.

Por que o melhor jogador do País é esquecido pelo Tite na Seleção?

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Esses dias o técnico Tite convocou a Seleção Brasileira para a estreia das Eliminatórias da Copa do Catar (será?) em 2022. Ele divulgou a lista com os 23 jogadores que disputarão as duas primeiras partidas na competição. A equipe estreia na disputa contra a Bolívia, no dia 9 de outubro, na Neo Química Arena, em […]

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Interesse do Benfica por Lucas Veríssimo esfria

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O interesse do Benfica no zagueiro Lucas Veríssimo, do Santos, esfriou. No clube português a chance de a contratação ser feita agora é considerada remota.

As sondagens realizadas por representantes do time de Lisboa não evoluíram. A avaliação é de que o Santos nunca deixou claro por quanto aceita vender o jogador.

Enquanto sondava Lucas Veríssimo, o Benfica se aproximava de Vertonghen. Na semana passada, o zagueiro belga, de 33 anos, foi apresentado. Ele havia ficado sem contrato com o Tottenham.

Mesmo nesse cenário, o estafe de Veríssimo vê como possível a transferência do jogador brasileiro para a equipe portuguesa.

Passar pano para ofensa racista contra Marinho é alimentar próprio racismo

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É assustador ver que há muitos comentários nas redes sociais passando pano para o comentarista chef Fábio Benedetti, da Rádio Energia 97FM, que usou fala racista para criticar a expulsão do santista Marinho contra a Ponte Preta.

Houve até quem escrevesse para Benedetti em seu perfil no Twitter: “estou com você, não achei nada demais  nas suas palavras” .

Como assim? Vamos lembrar, o chef afirmou que diria o seguinte para Marinho, que é negro, numa hipotética conversa com o jogador se estivessem no mesmo grupo de whatsapp: “Eu vou falar assim: ‘você é burro, você está na senzala, você vai sair do grupo uma semana para pensar sobre o que você fez.”

Quem não vê nada demais nessa fala e ainda se dá ao trabalho de tornar tal sentimento público é no mínimo um racista saindo do armário.

Há também quem diga que o chef é gente boa, mas fez uma piada infeliz. Ignorar que senzala e piada não cabem na mesma frase é alimentar o racismo estrutural no país.

Afastado pela rádio, Benedetti usou as redes sociais para se desculpar e informar que pediu desculpas diretamente a Marinho. “Mais uma vez, quero pedir desculpas ao Marinho e a todos que se sentiram ofendidos pelo meu comentário infeliz!”, diz o comentarista ao encerrar seu pronunciamento.

O chef demonstra não entender que não se trata de se sentir ofendido. Ele ofendeu até que não sabe sobre o episódio. Para se retratar com todos que atingiu, primeiro teria que escrever suas desculpas em todos os idiomas possíveis. É só ver o movimento global “Blacks Lives Matter” para entender isso.

Benedetti também não compreende que seu comentário não foi infeliz, foi racista. Admitir isso é fundamental se ele quiser mudar. Caso contrário, continuará com seu preconceito guardado no peito, pronto para dar uma escapadinha e agredir muitos através de um.

Isso com o escudo dos ilusionistas que transformam em “mimi” o que não conseguem justificar. Esses querem transformar as desculpas do chef numa borracha capaz de apagar o racismo estrutural.

Para os defensores do autor da fala racista informo que não rola. E não é só isso. Se você minimiza o chicote verbal que estalou na alma de Marinho, cuidado. Provavelmente há um racista dentro de você louco para sair e dar suas chicotadas por aí. Se é que já não saiu.

Novos agentes de Veríssimo conversam com presidente do Santos por venda

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Os novos empresários de Lucas Veríssimo, Paulo Pitombeira e Marcelo Petinatti, mantiveram conversas nesta terça (21) com José Carlos Peres, presidente do Santos, para tratar a respeito de clubes interessados em contratar o zagueiro.

Não houve definição, porém, a dupla prometeu intensificar as negociações envolvendo o atleta. Watford, da Inglaterra, Benfica, de Portugal, e Fiorentina e Atalanta, clubes italianos, são os times vistos com possíveis destinos de Veríssimo por seus agentes.

Segundo pessoa próxima ao jogador, os dois empresários assumiram oficialmente nesta terça a carreira do zagueiro, apesar de em março já ter sido noticiada a troca na gestão.

Entre os clientes de Pitombeira estão Fábio Carille, Luan, Gabriel Jesus  e Roger Guedes.

 

Análise: Paulista volta com perdas técnicas, crises financeiras e pandemia

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Suspenso desde 16 de março, quando aconteceu seu último jogo, o Campeonato Paulista retorna nesta quarta (22) num cenário de enfraquecimento técnico de seus principais clubes. Também há sinais de agravamento da crise financeira em parte das equipes. Ao mesmo tempo, a pandemia de covid-19, que motivou a suspensão, ainda não está controlada no Estado.

Em tese, a principal perda técnica foi sofrida pelo Palmeiras, que emprestou Dudu para o Al Duhail, do Qatar, com possibilidade de venda futura.

Na opinião deste blogueiro, o elenco do Palmeiras é forte, mas perdeu justamente seu jogador que mais tinha potencial para desequilibrar partidas. O clube pode trazer um substituto de peso, mas é difícil encontrar por valor acessível alguém que chegue rendendo para o time o mesmo que Dudu rendia.

Outro baque técnico foi sentido pelo São Paulo, que viu Antony partir para o Ajax. Também não vejo no bom elenco são-paulino um sucessor pronto para o jovem talento perdido.

O golpe é forte porque a equipe do Morumbi vinha apresentando seu melhor futebol nós últimos anos.

A saída de Antony já era prevista, mas ele jogaria até o final do Estadual, se a competição não fosse suspensa.

É a mesma situação de Pedrinho. Ele poderia ter terminado o Estadual pelo Corinthians, se não houvesse paralisação. Vendido ao Benfica, o jogador ainda não se apresentou ao clube português, mas já não atua pelo Corinthians.

Pedrinho nunca explodiu como o torcedor corintiano esperava, ainda assim era o jogador mais habilidoso do elenco. Faltava transformar sua técnica em algo constantemente positivo para o time.

Outra perda da equipe de Tiago Nunes é a do zagueiro Pedro Henrique. Negociado com o Athletico, ele poderia ser útil durante a temporada, principalmente no desgastante Campeonato Brasileiro.

Vagner Love também se foi, mas, nesse caso, o Corinthians contratou um jogador que pode ser superior: Jô. O alvinegro trouxe ainda Léo Natel, que ficou sem contrato com o São Paulo, como aposta.

Por sua vez, o Santos simboliza a combinação entre enfraquecimento técnico e financeiro.

O clube presidido por José Carlos Peres viu Everson e Sasha pedirem suas rescisões na Justiça do Trabalho alegando atraso nas remunerações, além de outros problemas. Yuri Alberto, em fim de contrato, deve ser anunciado pelo Internacional. Felipe Aguilar foi vendido para o Athletico.

Sem poder registrar novos jogadores por conta de punição da Fifa, o Santos inscreveu promessas da base para o retorno do Paulista.

Se serve de consolo para o torcedor santista, o Corinthians também agravou sua crise financeira enquanto o futebol ficou congelado. Houve uma explosão de ações na Justiça por causa de dívidas, além de decisões nos tribunais desfavoráveis ao clube comandado por Andrés Sanchez.

Além da redução salarial durante a pandemia, jogadores e funcionários corintianos enfrentaram atrasos em seus pagamentos.

Como mostrou o UOL Esporte, os salários de maio dos atletas foram pagos nesta segunda (20). O São Paulo também tem dificuldades para pagar as remunerações em dia.

Diferentemente do que a volta do campeonato poderia sugerir, a pandemia não está sobre controle no Estado. Prova disso é o fato de nem todos os times poderem jogar em suas cidades devido a medidas de distanciamento social. É o caso do Botafogo de Ribeirão Preto. O município vive momento crítico na crise sanitária.

A direção do Botafogo criticou abertamente o retorno, mas não foi ouvida. Prevaleceu a tese da Federação Paulista de que o protocolo de segurança criado pela entidade é eficiente.

Assim, o show será retomado em meio a perdas técnicas, caos financeiros e um vírus ameaçador.

 

Parceiro de Timão e Cruzeiro tem ‘parça’ de Neymar e tentou Galo e Santos

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Antes de fechar contrato de patrocínio com Corinthians e Cruzeiro, a empresa responsável pela marca Galera.bet, voltada para sites de apostas, procurou Atlético-MG e Santos. Atualmente, o grupo busca outros times brasileiros que não sejam concorrentes das duas agremiações já parceiras.

Conforme apurou o blog, no Galo o discurso interno é de que não houve interesse do clube em seguir com as conversas. Já com o alvinegro do litoral paulista divergências comerciais impediram o acerto.

O Galera Group, detentor da Galera.bet, tem sede em Israel e escritório no Chipre. Seu braço brasileiro tem entre seus conselheiros um “parça” de Neymar e um empresário que ficou conhecido em seu começo de carreira pela amizade com Vanderlei Luxemburgo.

Na Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a Galera Gaming, empresa criada pelo grupo no Brasil, está registrada com capital de R$140 mil.

Galo e Santos

A conversa da empresa com o Galo aconteceu faz cerca de dois meses. Segundo fonte no Atlético-MG, o clube não demonstrou interesse em seguir negociação para tentar viabilizar o patrocínio da Galera.bet.

No Santos, porém, as tratativas andaram mais após o departamento jurídico da agremiação dar sinal verde.

A proposta também era para patrocínio na omoplata. No entanto, conforme apurou o blog, a conversa travou porque o Santos queria incluir uma cláusula que permitisse a rescisão caso o clube fechasse patrocínio principal com outra empresa do ramo de aposta. Os responsáveis pela Galera.bet não aceitaram a condição.

Em maio, o Santos anunciou patrocínio do site “Casa de Apostas” na mesma parte da camisa negociada com o Galera Group. A avaliação entre os dirigentes santistas é de que o contrato fechado é mais rentável em relação à negociação que não vingou.

Em nota enviada ao blog, o Galera Group confirmou as conversas com Atlético-MG e Santos.

“Neste momento, estamos em contato com outros clubes que não conflitam com os atuais contratados. E já respondendo a uma das suas perguntas, infelizmente não chegamos a um acordo com o Atlético Mineiro nem com o Santos, pois não conseguimos fechar um modelo de contrato e parceria que fizesse sentido para o grupo devido a restrições contratuais das próprias instituições. Outro detalhe importante, como se trata de uma parceria real, não iremos fechar contrato com clubes da mesma localidade e que mantenham rivalidade esportiva. Por isso estamos escolhendo nossos parceiros com
muita precaução. E para esta escolha, e tratativas comerciais, estamos contando com a assessoria de um grupo de especialistas e conhecedores do futebol brasileiro, que são os senhores
Márcio Carmo, Ibraim Neto e João Celso”, diz trecho do comunicado.

“Parça” 

João Celso, conselheiro da empresa, é conhecido “parça” de Neymar. O amigo do astro do PSG é empresário de jogadores.

Em 2018, após marcar um gol pelo PSG, Neymar homenageou o parceiro equilibrando uma chuteira na cabeça. Depois, postou em rede social fotos do empresário equilibrando copos na testa.

Também citado como assessor da empresa, Márcio Carmo começou no futebol sendo conhecido por sua amizade com Luxemburgo e carregando o apelido de Márcio da Kelme em alusão ao nome da empresa para qual trabalhava.

Mudança de nome

De acordo com registro na Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a subsidiária do Galera Group no Brasil está cadastrada com o nome de Galera Gaming Jogos Eletrônicos Eireli. Esse é o novo nome de uma empresa criada como Canal 1 Participações, constituída em outubro de 2018. Em 20 de fevereiro de 2020, ela passou a ter a denominação atual.

Ao ser indagado se o capital de R$ 140 mil registrado pela Galera Gaming na Jucesp não é pequeno para quem acertou contratos milionários com Corinthians e Cruzeiro, o Galera Group respondeu o seguinte:

“Sobre o capital social da brasileira Galera Gaming, como previamente informado a empresa é uma subsidiária Galera Group no Brasil, e como tal pode legalmente assinar contratos, acordos comerciais e parcerias e tem todo o respaldo financeiro e lastro do grupo de investidores de nossa empresa, Galera Group, para honrar seus compromissos. Como o setor que ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming desenvolverá e/ou operará no Brasil envolverão apostas a dinheiro”.

Ainda segundo dados disponíveis na Jucesp, o quadro societário da Galera Gaming aponta como titular o israelense Isaac Michael Abihssira, residente em Israel. O brasileiro Saul Simão Valt, com residência em São Paulo, cidade em que fica a sede da empresa, aparece como administrador e procurador de  Abihssira, assinando pela companhia.

Na Jucesp há registro de outra empresa no mesmo endereço da parceira de Corinthians e Cruzeiro. Trata-se da B.K. Mining Consultoria de Mineração. Vinculados a ela estão Valt e Ibraim Neto.

O blog perguntou ao Galera Group se a  patrocinadora dos dois times brasileiros funciona no mesmo endereço de outras empresas.

“Atualmente, a Galera Gaming está localizada em um andar de um edifício comercial, onde existem outras salas comerciais. Devido à pandemia do COVID19 a equipe está trabalhando atualmente em sistema de home office”, respondeu a empresa.

Respostas

A seguir, na íntegra, leia as respostas do Galera Group ao Blog. O comunicado detalha as parcerias com Corinthians e Cruzeiro, além de explicar o interesse no mercado brasileiro.

“Seguem abaixo as informações solicitadas sobre o Galera Group, além de dados complementares a respeito do mercado de apostas.

Como sabe, as apostas esportivas hoje representam um mercado consolidado de US$ 144 bilhões e que, todos os anos, cresce dois dígitos. Portanto é um dos poucos mercados globais com um alto potencial de crescimento, principalmente em países que
estão rumo à regulamentação – caso do Brasil.
É um mercado maduro, formado por empresas altamente eficientes, profissionais, com
alta credibilidade e reputação. Muitas delas inclusive são empresas de capital aberto listadas em bolsas de valores.
Por conta disso, em janeiro de 2020, executivos que já participaram de empresas consolidadas neste mercado, como William Hill, Intralot, Winner, bwin, PlayTech, Caliente e Intercasino, se uniram para formar o Galera Group.
O Galera Group é o detentor da marca galera.bet, tem sede em Israel e escritório no Chipre. Nossa empresa fará hospedagem, operação e gestão de todas as plataformas de apostas como a do Corinthians, Cruzeiro e também do GaleraBet, sempre de forma
remota, fora do Brasil.
Nossa parceria com os clubes tem o formato de licenciamento de marca para uma plataforma de jogos, e a parceria vai garantir, na forma de royalties, divisas para os clubes. Diferentemente de outros formatos comumente usados em todo o mundo, a marca que será estampada nas camisetas dos clubes será o nome escolhido pela torcida
dos respectivos clubes, em votações que já estão em curso, e não a marca do Galera.bet.
Essa é uma ação de marketing totalmente inovadora na qual colocamos o clube e seu torcedor como protagonistas da ação.
Portanto serão 3 plataformas distintas: Corinthians, Cruzeiro e a própria Galera.bet.
Acreditamos que esse formato, similar a um white label, via royalties, engaja a torcida e traz um ambiente seguro e confiável para o torcedor de cada time apostar.
Com isso, torcedores dos clubes parceiros, maiores de 18 anos, poderão jogar em modalidades como futebol, tênis, baseball, basquete, boxe, MMA, e-Sports entre outros.
Neste momento, estamos em contato com outros clubes que não conflitam com os atuais contratados. E já respondendo a uma das suas perguntas, infelizmente não chegamos a um acordo com o Atlético Mineiro nem com o Santos, pois não conseguimos fechar um modelo de contrato e parceria que fizesse sentido para o grupo devido a restrições
contratuais das próprias instituições. Outro detalhe importante, como se trata de uma parceria real, não iremos fechar contrato com clubes da mesma localidade e que mantenham rivalidade esportiva. Por isso estamos escolhendo nossos parceiros com muita precaução.
E para esta escolha, e tratativas comerciais, estamos contando com a assessoria de um grupo de especialistas e conhecedores do futebol brasileiros, que são os senhores Márcio Carmo, Ibraim Neto e João Celso.
O Galera Group é uma empresa nova, com um mindset extremante inovador, ágil, e que tem foco em mercados em ascensão já regulamentados ou em processo de regulamentação. Como o Brasil, muito em breve, terá a sua Lei Federal 13.756, de 12
de dezembro de 2018, regulamentada, o país se tornou a maior “aposta” do Galera
Group.
Segundo o Diário Oficial da União as apostas esportivas foram inclusive incluídas no Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal e incluídas no Plano Nacional de Desestatização (PND), portanto muito em breve o Brasil terá a atividade regulamentada.
Por isso, neste momento, quisemos “colocar o pé no Brasil” criando uma subsidiária do Galera Group. Esta empresa brasileira se chama Galera Gaming, e é uma startup de tecnologia e marketing com foco em dados e entretenimento ligados ao mercado de
esporte. É fundamental termos um braço local, que entenda o mercado brasileiro. Este é um fator crucial para termos sucesso em nossa operação.
A Galera Gaming já começou a desenvolver no Brasil aplicações que usam inteligência artificial e machine learning para calcular probabilidades e estatísticas ligadas a esportes,
além de games sociais e outros serviços de Live Score.
Também tem como missão dois importantíssimos pilares muito ligados ao propósito do Galera Group:
1. entender os hábitos de consumo, e comportamento do brasileiro no que diz respeito a esportes e apostas esportivas para criar a melhor experiência possível aos nossos futuros usuários, e;
2. disseminar conteúdo relacionado ao Jogo Responsável, pois como o Brasil ainda é um mercado imaturo no que diz respeito a apostas esportivas, o pilar educacional é primordial.

Como o setor ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming operará no Brasil envolverá apostas a dinheiro.
Como o Galera Gaming é uma subsidiária do Galera Group no Brasil, pode legalmente assinar os contratos com os clubes, pois tem todo o respaldo financeiro do grupo de investidores de nossa empresa.
E aqui, podemos já lhe adiantar uma informação relevante: alguns destes investidores têm ações listadas em bolsa de valores, ou seja, mais um motivo para que tenhamos todo o cuidado e fidúcia para atender as rígidas cláusulas de compliance destas empresas. E por esta, e outras razões tais como procedimentos e processos, o Galera Group, é auditado pela Ernst & Young. Com relação aos demais questionamentos, não respondidos acima, posso afirmar que:
• O Sr. Ibraim Neto não tem e nunca teve sociedade como o Sr. Edinho dos Santos (o blog havia perguntado se ele foi sócio do filho de Pelé);
• No que diz respeito ao Galera Group, o Sr. Josh Baazov participou apenas do escopo inicial do projeto, mas em março de 2020 não entrou de fato numa composição societária e portanto não faz parte do quadro de sócios do Galera Group (o blog obteve a informação de que Baazov teve seu nome vinculado à empresa durante as negociações com Santos e Atlético-MG);
• O Sr. Valt fez parte, de 2007 até 2010, do conselho administrativo de uma empresa no setor de trading de minérios em Israel, a qual possuía acordos em vários países do mundo. Não participou das operações da empresa e não responde a nenhum processo.
• O evento intitulado Panama Papers e os outros mencionados tratou-se de vazamento de informações com todos os nomes de empresas e sócios das mesmas que estavam presentes no país. O Sr. Valt ainda é sócio de duas empresas na localidade perfeitamente documentadas e regulamentadas.

Cordialmente, Galera Group”.

Após o envio desse comunicado, o blog fez novas perguntas e obteve a seguinte resposta:

“Sobre o capital social da brasileira Galera Gaming, como previamente informado a empresa é um subsidiária Galera Group no Brasil, e como tal pode legalmente assinar contratos, acordos comerciais e parcerias e tem todo o respaldo financeiro e lastro do grupo de investidores de nossa empresa, Galera Group, para honrar seus compromissos.

Como o setor ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming desenvolverá e/ou operará no Brasil envolverão apostas a dinheiro.

Atualmente a Galera Gaming está localizada em um andar de um edifício comercial, onde existem outras salas comerciais. Devido à pandemia do COVID19 a equipe está trabalhando atualmente em sistema de home office”.