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Santos crê que Gustavo Henrique quer sair e se vê de mãos atadas

Leia o post original por Perrone

A diretoria do Santos diz que Gustavo Henrique não responde às propostas feitas pelo clube para renovar contrato e interpreta o silêncio como demonstração do desejo do zagueiro de se transferir sem que o clube receba algo em sua saída. Isso porque o compromisso atual termina em janeiro de 2020 e o beque já pode assinar com outra agremiação. A direção se vê de mãos amarradas, sem ter o que fazer e acredita que a renovação só vai acontecer se o jogador mudar radicalmente sua forma de pensar.

Pelas contas dos cartolas, a última oferta foi feita faz aproximadamente 20 dias e é por um contrato de quatro anos. Segundo dirigente santista que conversou com o blog sem gravar entrevista, uma resposta foi cobrada faz dois dias, mas nada chegou até a noite desta quinta (14). Para o mesmo cartola falta generosidade do jogador com o Santos, já que nenhum centavo pingará na Vila Belmiro se ele sair sem renovar.

A direção entende que Gustavo prefere se transferir porque, sem contrato, pode cobrar luvas mais altas, pois o comprador não pagaria pelos direitos econômicos do jogador. O Santos tem fatia de 55% dos direitos. O restante pertence ao empresário do jogador, Fernando César. Ele adquiriu essa quantia quando esse tipo de operação ainda era permitido.

A cúpula alvinegra trabalha com a informação de que o empresário do jogador está oferecendo o atleta para vários clubes. O estafe do atleta, porém, se limita a dizer que ele já declarou desejar jogar na Europa. Mas, que no momento, só existem especulações em relação a clubes interessados nele. Além disso, confirma que atualmente não há conversa sobre renovação em andamento. O blog não conseguiu entrar em contato com o zagueiro.

Agente com trânsito no mercado alemão afirmou ao blog que Gustavo Henrique foi oferecido recentemente para Wolfusburg e Bayer Leverkusen. A informação não é confirmada pelo estafe do jogador.

Em entrevista coletiva em outubro, Gustavo revelou desconforto no final do ano passado quando esperava ser procurado pelo clube para renovar, mas nada aconteceu, segundo sua versão. Na mesma ocasião, ele admitiu que pediu pra seu empresário procurar interessados europeus, já que jogar na Europa é seu antigo sonho.

Rollo alega sumiço de bens pessoais em sua sala. Santos diz que guardou

Leia o post original por Perrone

O blog tentou entrevistar os dois personagens da disputa política no Santos para mostrar suas versões. Porém, só o vice-presidente Orlando Rollo conversou com este blogueiro. Até a publicação deste post, a assessoria de imprensa do presidente José Carlos Peres, não havia enviado de volta questões feitas ao dirigente. Por sua vez, o vice afirmou que a sala antes usada por ele na Vila Belmiro foi desmanchada e sustentou que objetos pessoais seus sumiram. O Santos alega que está tudo guardado em ambiente seguro e disponível para retirada.

Rollo também sustentou ter dificuldades para obter informações junto a funcionários do clube e deu sua versão sobre seu dia, na última segunda (11), tentando substituir o desafeto, até então suspenso pelo STJD. Abaixo veja os principais trechos da entrevista.

Relógio dado por Pelé sumiu?

“Eu estava de licença porque o Peres assinou uma portaria que me impedia de exercer as funções de vice. Só que o Conselho Deliberativo, depois de um ano e meio, considerou a portaria ilegal. Reassumi o cargo, e Peres foi suspenso por 15 dias pelo STJD. Então, fui ao clube para assumir como interino, como determina o estatuto. Chegando lá descobri que minha sala não existe mais. Desmancharam. Não encontrei meus pertences pessoais, foram subtraídos. Tinha muita coisa. Uma coleção de camisas do Santos autografadas e um relógio dado pelo Pelé para o meu avô, que me deu antes de morrer. Estou fazendo um inventário de tudo e meus advogados vão tomar providências”.

Em nota, a assessoria de imprensa do Santos negou que os bens do vice tenham sumido. Leia o comunicado na íntegra: “com o intuito de melhorar as condições de uso da presidência por todos os membros do Comitê de Gestão, a sala que Orlando Rollo utilizava passou a ter outro uso. Tal decisão foi tomada pelo Comitê de Gestão, conforme ata do dia 20/05/2019, devidamente registrada e enviada ao Conselho Deliberativo. Todos os pertences foram catalogados, fotografados, filmados e guardados, na presença de testemunhas. Os pertences estão isolados em sala trancada com chave e disponíveis para retirada.”

Sob a suspensão vale lembrar que Peres obteve efeito suspensivo junto ao Tribunal de Justiça Desportiva e retomou suas funções normalmente.

Ordens só do presidente

“Depois que eu cheguei na Vila, duas equipes de polícia vieram saber o que estava acontecendo. Como eu sou investigador, uma era da corregedoria. Mostrei que não estava em horário de trabalho e que estava lá legalmente, cumprindo minhas funções estatutárias. Comecei a pedir documentos e os funcionários negavam. Até que um deles me disse que Peres revogou a portaria considerada ilegal pelo conselho e assinou uma nova dizendo que todas as comunicações internas ou outras ordens (orais e escritas) só poderão ser encaminhadas aos departamentos com autorização da presidência. Ele não pode fazer isso. É contra o estatuto porque restringe os poderes dos membros do Comitê de Gestão. E por que ele tem medo de que a gente veja os documentos?”.

O blog teve acesso à portaria assinada por Peres. O texto confirma a informação de Rollo. No documento, o presidente diz que quem não cumprir a determinação poderá sofrer sanção disciplinar.

Demissões

“Falaram que eu demiti funcionários que se recusaram a entregar documentos. Mentira. Não demiti ninguém. Pelo contrário, fiz uma comunicação interna afirmando que ninguém seria demitido (o blog teve acesso ao documento). Afastei quatro membros do Comitê de Gestão e nomeei interinamente outros quatro porque precisava trabalhar com quem confio”.

Aliados que processam o clube

O blog questionou Rollo sobre o fato de ter retornado à Vila Belmiro na companhia de ex-funcionários que acionaram o Santos na Justiça. O fato foi criticado pelo grupo de Peres.

“Não nomeei essas pessoas para nada. São pessoas que levei para me dar embasamento em eventuais decisões. Estavam lá por seus conhecimentos técnicos. Elas estarem processando o Santos não impede que me ajudem”.

Imagem do Santos manchada

Indagado pelo blog se a guerra entre ele e o presidente prejudica a imagem da agremiação, Rollo respondeu: “infelizmente, isso acaba denegrindo a imagem do Santos, sim. Mas não sou eu que dou causa a isso.  Ele que briga com todo mundo, com o Paulo Autuori, com o Jorge Sampaoli, gerentes de futebol  já saíram. Ou as pessoas ficam quietas ou vão pra guerra. Não vou deixar o Santos se inviabilizar financeiramente nos próximos 20 anos  numa gestão de três anos.  Podem me chamar de golpista e de tumultuador. Mas de omisso não vão me taxar”. 

Chance de fazer as pazes com Peres pelo bem do clube?

“Se o Peres começar a fazer uma gestão com transparência, com governança corporativa, tudo bem. Não tenho problema pessoal com ele. Meu problema é de gestão. Entendo que ele está afundando o Santos e estou inconformado.”

Conselheiros pedem nova punição a Peres no STJD, mas tese é controversa

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Conselheiros do Santos encaminharam nesta terça à procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) denúncia de suposta infração contra José Carlos Peres, presidente do clube paulista. Eles alegam que o dirigente teria desrespeitado suspensão de 15 dias imposta pelo órgão.

Ao blog, Felipe Bevilacqua, procurador-geral do órgão, disse ao blog ainda não ter conhecimento do documento. Porém, afirmou que o dirigente só não pode participar de atividades diretamente relacionadas a competições organizadas pela CBF.  A queixa se refere à atuação de Peres no CT santista na última segunda e por ter ido a uma reunião na Federação Paulista. Bevilacqua afirmou que, se receber a denúncia, irá analisá-la, mas ressaltou que tais atos não estão diretamente relacionados à punição.

A notícia de infração foi encaminhada pelos conselheiros Mario André Badures Gomes Martins e Luiz Fernando de Oliveira Almeida Cardoso. Considerando-se presidente em exercício, o vice Orlando Rollo, desafeto de Peres, chegou a nomear ambos para o Comitê de Gestão do clube no lugar de integrantes que ele declarou afastados.

A dupla relata que, em entrevista no CT, na segunda, Peres afirmou ter conversado com Paulo Autuori, dirigente remunerado do futebol santista. Para os denunciantes, a conversa relatada pelo presidente é uma prova de que a pena foi ignorada por ele. Consideram que o cartola desrespeitou veto a “praticar atos oficiais referentes à respectiva modalidade (futebol)”, como prevê o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) para esse tipo de punição.

Em outro trecho, a denúncia cita que, na mesma entrevista, Peres declarou que antes havia estado na Federação Paulista. A presença na entidade é apontada como outra suposta irregularidade. O texto que rege a suspensão afirma que o dirigente punido não pode exercer cargo ou função em entidades como a FPF. Os denunciantes pedem que o presidente do Santos seja julgado pelo STJD por supostamente infringir artigo que diz respeito ao não cumprimento de punições. A pena varia de três meses a um ano de suspensão.

Indagado pelo blog se comparecer ao CT para se reunir com um dirigente do departamento de futebol e ir até a FPF são atitudes que configuram desrespeito de Peres à punição, o procurador-geral do STJD respondeu que, em tese, não. Mas reforçou que precisa examinar a queixa. “É importante deixar claro que a suspensão diz respeito a tudo que for ligado à competição promovida pela CBF. Não pode ir a jogo como presidente, não pode estar no vestiário ou em outra área à qual só teria acesso como presidente”, declarou Bevilacqua.

Oposição recoloca afastamento de Peres em pauta por ‘caso Cueva’

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A situação de Cueva, afastado do Santos, alimenta o desejo da oposição no clube de realizar nova tentativa de afastamento do presidente José Carlos Peres. O cartola já sobreviveu a dois pedidos de impeachment no ano passado.

A informação de que o peruano treinou pelo time do César Vallejo, da primeira divisão de seu país nesta quinta (7) aumentou a ira da oposição. Os oposicionistas argumentam que, mesmo liberado para viajar, o meia não poderia ter participado de treinamento por outra equipe. Argumentam que o episódio configura gestão temerária, pois haveria risco ao patrimônio do clube caso o atleta sofresse lesão grave.

Todo o pacote envolvendo o meia é considerado pela oposição como exemplo de gestão temerária. Principalmente o fato de o clube ter concordado em pagar pelo jogador US$ 7 milhões (cerca de R$ 28,6 milhões pela cotação atual), a partir do ano que vem, e, antes mesmo de iniciar o pagamento, afastar o atleta e procurar clubes interessados em sua contratação.

“Ainda há possibilidade de fazer algo para ele para o próximo ano. Ele não joga mais no Santos neste ano. Para isso acontecer, tem que ter outra parte que queira isso. A ideia é fazer algo para ele fora do Santos no ano que vem”, disse o superintendente de futebol santista, Paulo Autuori, ao comentar a ausência do meia em treino na semana retrasada. 

Os opositores que pregam o impeachment de Peres, além do afastamento de outros membros do Comitê de Gestão que tenham concordado com a contratação de Cueva, usam artigo do estatuto santista que cita gerar risco excessivo e irresponsável para o patrimônio do clube como atos de gestão temerária. O documento classifica como um dos motivos para pedir a saída do presidente  acarretar “prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Santos.” Também existe a ideia de uma ação para que a agremiação receba dos cartolas envolvidos o valor que terá que desembolsar pelo peruano.

Para o processo de impedimento ser iniciado é necessário requerimento assinado por pelo menos 20 conselheiros. O blog enviou mensagem ao presidente do Santos sobre o tema, mas não obteve resposta até a publicação deste post.

 

Ex-presidente do Santos vai recorrer contra sua expulsão do clube

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O ex-presidente do Santos Modesto Roma Júnior vai recorrer da decisão do Conselho Deliberativo de expulsá-lo do quadro associativo do clube por supostas irregularidades em sua gestão. Ele enxerga a medida como uma retaliação política e vê falhas no processo que terminou com a punição sendo aprovada em reunião na última terça (5).

Modesto entende que pode recorrer internamente, no próprio conselho, além de levar o caso para Justiça. “Vou recorrer, vou levar até o fim, mas como isso vai ser feito, a estratégia, meus advogados é que vão definir. Primeiro, preciso ser notificado”, afirmou o ex-cartola. Ele declarou que seus defensores vão resolver se já será apresentado um recurso na Justiça ou se primeiro esgotarão a defesa no conselho.

O ex-presidente se apoia no artigo 78 do regimento interno do conselho, que prevê possibilidade de recurso na junta revisora do órgão em caso de penalidades aplicadas a conselheiros alvinegros.

Entre outras queixas, Modesto alega que não teve acesso ao relatório da Comissão de Inquérito e Sindicância, que pediu e teve a expulsão aprovada. O blog enviou mensagem sobre o assunto para o presidente do conselho, mas não obteve resposta até a publicação deste post.

Na lista de motivos para pedir a expulsão estavam a reprovação das contas de 2017 e a contratação da empresa Quantum Solutions Limited para intermediar o recebimento da quantia paga pelo PSG referente ao direito de solidariedade relativa à transferência de Neymar do Barcelona para o clube francês. Modesto nega ter cometido irregularidades. “Claro que houve retaliação política”, disse ele.

Clássico sem gols e sem graça

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A mídia passou a semana toda dizendo que o clássico entre Santos e Corinthians seria o duelo entre o jeito ofensivo do gringo e a retranca assumida do comandante corintiano. Aliás, o próprio Carille deu declarações dizendo que não iria arriscar mais a vaga no G-4 fazendo a equipe fugir de suas características defensivas. No final das contas vi uma partida de poucas variações táticas e pouquíssimas chances de gols. Na verdade a partida melhorou um pouco quando o Marinho entrou no Peixe. Ele é meio doido na resenha, mas é ofensivo e vai pra cima do adversário. Tanto é […]

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Opinião: dentro e fora de campo, Corinthians demonstra desinteresse

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Sem saber o que é uma vitória em seus últimos seis jogos, o Corinthians parece desinteressado pelo Brasileirão dentro e fora de campo. Os sinais são emitidos por jogadores, técnico e, de certa forma, até torcida.

O empate sem gols neste sábado com o Santos simboliza o “modo avião” ligado pelo time corintiano. As provas são as finalizações e passes desinteressados, além da falta de esforço para tabelar ou triangular, chutões para frente e recuadas perigosas.

Essa é a parte que pode ser vista a olho nu. Uma olhada com lupa nos números do jogo escancara ainda mais o desleixo corintiano. Os donos da casa acertaram apenas 86,05% dos passes contra 91,28% dos santistas, de acordo com o site “Footstats”. O rendimento corintiano foi abaixo de seu índice de acerto no campeonato: 91,1%.

Foram 11 finalizações dos comandados de Fábio Carille e apenas quatro certas, praticamente dentro da fraca média do time no campeonato: 4,1 arremates certos por jogo. Antes da conclusão desta rodada apenas quatro equipes tinham pontaria pior na média. A Fiel só não amargou nova derrota no Brasileiro porque o Santos também estava mal de mira. A equipe da Vila Belmiro fez 16 conclusões, mas só acertou três.

A falta de concentração e o aparente desinteresse corintiano contaminaram a torcida, calada durante quase todo o jogo (menos as organizadas). O silêncio na maior parte do clássico combinado com a moleza dos jogadores de Carille praticamente transformaram a Arena Corinthians num campo neutro. Sem pressão fora e dentro do gramado, o Santos ficou a maior parte do jogo com a posse da bola. O mandante teve apenas 35,97% de posse. Sua média na competição é de 49%.

Nenhum dos problemas apresentados é novidade, o que ajuda a esculpir a imagem de que o treinador também perdeu o interesse pelo Brasileirão. Além de não corrigir falhas básicas, como nas finalizações e passes, Carille aparenta ter “desencanado” do campeonato ao dar entrevistas criticando jogadores jovens, o nível do elenco e lembrando de reforços de peso que a diretoria não conseguiu contratar. Parece coisa de quem deu de ombros para tudo ao seu redor.

Já a direção também parece em ritmo de espera pelo início da nova temporada. Não consegue colocar um ponto final no desconforto com o técnico, principalmente por não convencê-lo de que inexiste interesse em um novo treinador, por mais que Carille não admita publicamente o incômodo. A constrangedora repetição de falhas do time deixa a impressão de que os dirigentes não cobram a comissão técnica como deveriam. A visível falta de preparo físico da equipe, que não aguenta pressionar adversários por muito tempo e que chega atrasada em bolas defensivas dando espaços para os rivais, é um dos problemas que os cartolas poderiam ter combatido com vigor.

Neste momento, jogadores, comissão técnica e diretoria lembram aquele aluno que assegurou nota mínima para não ser reprovado e passa a aula pensando no que vai fazer depois de o sinal tocar. Já os torcedores reagem como pais decepcionados, mas com um certo alívio por não ter rolado uma reprovação.

Dívidas: A proporção

Leia o post original por Rica Perrone

Na real toda dívida é relativa. Se você deve 40 mil e ganha 30 por mes não é um absurdo impagável a médio prazo. Se você ganha 2 por mes os mesmos 40 se tornam um enorme problema. Por isso fiz uma comparação com a dívida de 2018 e as receitas de 2018. Obviamente considerando…

Dívidas: Dos 12, só Flamengo, São Paulo e Grêmio respiram

Leia o post original por Rica Perrone

  As dívidas dos clubes brasileiros são assunto desde o começo da década de 2000, quando isso se tornou público de forma mais clara. Se comparada a receita, algumas dívidas que parecem aumentar apenas se sustentaram. Mas a grosso modo, todo mundo subiu o que deve. Dos 12 grandes, Flamengo, São Paulo e Grêmio tem…