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Secretaria analisa possibilidade de usar estrutura do São Paulo em pandemia

Leia o post original por Perrone

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo analisa a viabilidade técnica e a necessidade de usar os equipamentos oferecidos pelo São Paulo no combate ao avanço do coronavírus. A principal estrutura são-paulina é o estádio do Morumbi.

O departamento de comunicação do órgão cestadual confirmou que o clube tricolor fez a oferta e analisa a situação.

Outras estruturas importantes são os centros de treinamentos das categorias de base e do time principal.

O Pacaembu, por exemplo, está recebendo um hospital de campanha para  atendimentos durante a pandemia.

No último sábado (21), o Corinthians publicou em rede social que colocou à disposição das autoridades todos os seus equipamentos.

Ao blog, o setor de comunicação da secretaria estadual afirmou que não poderia confirmar no final de semana se recebeu oficialmente a oferta corintiana. Contudo, ela também deve ser analisada.

“Face ao necessário enfrentamento da epidemia de coronavírus no Brasil, e fiel à sua tradição de solidariedade e responsabilidade social, o Sport Club Corinthians Paulista está disponibilizando todos os seus equipamentos para que as autoridades avaliem de que forma poderão ser utilizados no combate ao avanço da doença e na assistência à população em geral. Estão à disposição, desta forma, sua sede social, no Parque São Jorge, o centro de treinamento Dr. Joaquim Grava e a Arena Corinthians”.

Por sua vez o Palmeiras emitiu nota afirmando que está pronto para contribuir com ações e recursos no combate à pandemia.

O presidente do alviverde, Maurício Galiotte, conversou com autoridades envolvidas com o tema e colocou a estrutura do clube à disposição.

O Allianz Parque, estádio palmeirense, será usado nesta segunda (23) para uma campanha de vacinação contra a gripe influenza.

Santos

José Carlos Peres presidente do Santos disse ao blog que ofereceu à Secretaria Municipal da Saúde da cidade litorânea as instalações de seu clube.

“Oferecemos a nossa infraestrutura, como por exemplo o Salão de Mármore (área na Vila Belmiro em que o clube realiza eventos importantes). E o apoio para construir provisoriamente o que for possível. Temos espaço e um departamento de patrimônio. Se houver demanda, temos engenheiros, eletricistas, encanadores, pintores, todos à disposição”, afirmou Peres. 

Futebol sem público !

Leia o post original por Nilson Cesar

Está correto . Todas as providências de precaução em relação ao corona vírus estão corretas . Não sei nada de Medicina , mas me informo muito . As pessoas devem seguir as regras e se prevenirem . Nada a contestar . O campeonato paulista na cidade de São Paulo não terá a presença do público . Os jogadores que se apliquem da mesma maneira e boa. Teremos São Paulo e Santos jogando no Morumbi e espero…

Fonte

Quatro motivos para Galo festejar vinda de Sampaoli. E 4 para se preocupar

Leia o post original por Perrone

O Atlético-MG deve comemorar a contratação de Jorge Sampaoli por ter trazido um técnico…

… competente. Se havia dúvidas em relação sua fase atual, o vice-campeonato brasileiro com o Santos reforçou sua imagem de bom treinador.

… com experiência internacional e agora já adaptado ao futebol brasileiro.

… que obriga seus times a buscarem a vitória sempre. Seja dentro ou fora de casa.

… que prioriza o futebol ofensivo, sem desproteger a defesa. O equilíbrio entre esses dois setores foi uma marca do Santos de Sampaoli. Os santistas terminaram o Brasileirão do ano passado com o quarto maior número de gols marcados: 60. Ao mesmo tempo, a defesa do time paulista foi a quarta menos vazada, sofrendo 33 gols. Segundo o site Footstats, o Santos teve a segunda melhor média de finalizações certas  do último Brasileirão: 6,1 por jogo. O time de Sampaoli ainda registrou a segunda melhor média de desarmes certos por partida, empatado com o  Internacional: 17,1.

Porém, o Galo também tem motivos para se preocupar porque Sampaoli é um técnico que…

… exige reforços para fazer com que seus times tenham elencos em condições de disputar títulos. É preciso fazer investimentos altos em contratações para agradá-lo. O argentino não é do tipo de treinador que se vira com o que tem. E ele cobra os dirigentes em público, se for preciso, por eventuais promessas de contratações não cumpridas. Isso aconteceu várias vezes no Santos.

… Acerta, mas também erra ao indicar jogadores. Na Vila Belmiro, o principal acerto foi a indicação de Soteldo. No entanto, fez uma aposta de risco em Cueva, que rapidamente se transformou em fracasso.

… tem temperamento difícil. Os relatos no Santos são de convivência conflituosa com funcionários que cometiam algo que o desagradasse profissionalmente.

… quer o controle de quase tudo no departamento de futebol. Gosta de ter carta branca em todos os setores. Para a parceria com o técnico dar certo, a diretoria terá que aceitar esse estilo centralizador.

 

Opinião: é impossível discutir saída de Jesualdo antes de cobrar direção

Leia o post original por Perrone

Como mostrou o UOL Esporte, no Santos já existem conselheiros que pedem a demissão do treinador Jesualdo Ferreira. Na opinião deste blogueiro, só o fato de existir essa discussão já é uma sandice.

É impossível fazer uma análise definitiva do desempenho de uma comissão técnica com menos de três meses de trabalho.

Quem  já concluiu que o português não serve para o Santos antes de pedir sua cabeça deveria cobrar os responsáveis pela contratação.

Se o treinador for tão ruim a ponto de ser trocado ainda no início da temporada, pior ainda será quem o contratou.

Não se deve falar em mudança na comissão técnica de maneira tão drástica sem antes discutir alterações no comando do futebol, atingindo os responsáveis pela escolha do treinador.

Nesses casos, o presidente do clube não pode ser demitido, por maior que tenha sido sua influência na escolha do técnico. Mas, ele deve ser cobrado firmemente pelos poderes do clube, se realmente a conclusão for a de que houve um erro grosseiro na definição do nome do treinador.

Conselheiros, membros do Comitê de Gestão, diretores e o presidente não têm o direito de maltratar a instituição a ponto de contratar um técnico e descobrir menos de três meses depois que ele não serve, provocando um rombo nas contas da agremiação, já que os salários, pelo menos no caso de Jesualdo e seus assistentes, terão que ser pagos até o final do ano.

Além de tempo para trabalhar, o português precisa de apoio verdadeiro da presidência e da diretoria. Isso inclui ações em público para defender seu trabalho e suporte técnico para que eventuais erros sejam corrigidos.

 É função da direção apontar falhas, cobrar e sugerir soluções para o técnico. Simplesmente querer colocar a cabeça de Jesualdo na guilhotina neste momento é atitude amadora e de quem  não pensa no Santos com a responsabilidade que ele merece.

‘Ressaca financeira’ dos grandes afeta glamour de reforços no Paulista

Leia o post original por Perrone

O Campeonato Paulista de 2020, que começa nesta quarta (22), exibe marcas da gastança promovida pelos quatro grandes de São Paulo no ano passado.

Os sintomas são de “ressaca financeira”. Após abrirem os cofres em busca de contratações badaladas ou simplesmente com barcas recheadas de apostas, os principais times do Estado iniciaram o ano contratando pouco.

O torcedor sentirá a diferença desde a primeira rodada. No lugar de um longo desfile de novidades, muitas de grife, contemplará um ou outro reforço conhecido e mais jovens vindos da base do que nas últimas temporadas. 

Se em 2019 o Estadual serviu de palco para Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos apresentarem reforços concorridos como Boselli, Sornoza, Ricardo Goulart, Zé Rafael, Pablo, Hernanes e Soteldo, neste ano as novidades são mais escassas.

Nos quatro rivais o discurso é de cortar gastos. Palmeiras e Corinthians, por exemplo, passaram boa parte da pré-temporada tentando se livrar de jogadores que não emplacaram e representavam despesas importantes.

Em tempos de vacas magras, apesar de sua delicada situação financeira, o Corinthians apresenta os dois principais destaques em termos de contratações do Campeonato Paulista entre os grandes: Luan e Cantillo. Também, veio Sidcley, que está de volta ao ex-time.

Só com o Luan o alvinegro gastou mais de R$ 20 milhões! A quantia pesa ainda mais quando lembramos que o clube terminou 2019 com expectativa de um déficit de R$ 144,8 milhões!

Com salários, direitos de imagem e direitos econômicos de jogadores, o Corinthians gastou em 2019 cerca de R$ 278,5 milhōes, de acordo com relatório financeiro do clube. A previsão inicial era de um gasto de R$ 190,5 milhões. Para 2020, o orçamento do alvinegro prevê que essa despesa emagreça para R$ 215,1 milhões.

A lista de reforços que alavancou os gastos corintianos é extensa. Tem nomes como Richard, Sornoza, Ramiro, Manoel, Boselli, Júnior Urso e Vágner Love.

Todos juntos, certamente não animaram a Fiel na temporada inteira tanto quanto Luan e Cantillo empolgaram em duas participações na Flórida Cup deste ano. 

Já no São Paulo, inicialmente, a gastança animou a torcida. A equipe tricolor começou o Estadual com reforços que empolgaram os fãs, como Pablo,  Hernanes e Volpi. Mais novidades de peso foram chegando. Vieram Tchê Tchê e Alexandre Pato.

Mas os fracassos nas competições foram se acumulando e a direção decidiu gastar mais para tentar reverter a situação. Durante o Brasileiro, desembarcaram no Morumbi reforços do quilate de Daniel Alves e Juanfran.

Não adiantou. No lugar do título veio um aumento de déficit galopante.

O quadro negativo aumentou a pressão de membros do Conselho de Administração sobre Leco para o corte de despesas.

A atuação tímida no mercado encontra explicação na proposta orçamentária do clube para 2020 enviada ao Conselho de Administração. Trecho do documento diz que neste ano serão investidos R$ 21,5 milhões na aquisição de direitos econômicos. Se esse valor for atingido, novas contratações só serão feitas caso sejam alcançadas metas esportivas, receitas com venda de atletas e o corte dedespesas estabelecido.

Pressão no mínimo tão grande quanto a que atingiu Leco, sofreu Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, para reduzir os gastos com contratações e demitir Alexandre Mattos, ex-diretor executivo de futebol.

O resultado é que o clube que acostumou sua torcida nos últimos anos a receber já no Estadual reforços de peso, dessa vez chega ao Paulista sem ter anunciado contratações.

Primeiro, a diretoria tratou de arrumar interessados em jogadores caros e que não agradavam, como Borja e Deyverson. Agora inicia a busca por reforços pontuais.

Assim como a torcida do Palmeiras, os santistas também reencontrarão seu time no Campeonato Paulista numa nova realidade.

Depois de se esforçar para atender aos pedidos do técnico Jorge Sampaoli em 2019, com reforços como Everson, Soteldo, Jorge, Marinho e Cueva, a diretoria do Santos mudou sua política de contratações.

A primeira consequência foi a saída de Sampaoli, que bateu o pé por reforços que aumentassem a competitividade da equipe.

O alvinegro do litoral passou a priorizar reforços modestos, como Madson (ex-Grêmio) e trocas, como a feita com o São Paulo, que cedeu Raniel para ficar com Vítor Bueno.

Numa primeira olhada, a retração nas contratações pode sugerir queda do nível técnico dos grandes de São Paulo no Estadual.

Mas há aspectos positivos nesse movimento. Quem contrata menos aproveita melhor a base do ano anterior e, em tese, começa a temporada com um time mais entrosado.

Certamente uma boa notícia é o espaço maior para os jovens revelados nas categorias de base. É o que acontece por exemplo com os palmeirenses Gabriel Veron, Wesley e Gabriel Menino. E no Corinthians, com Lucas Piton e Janderson.

Só não dá para cair na tentação de dizer que a situação atual mostra que os cartolas criaram juízo. Melhor esperar o desenrolar da temporada. Maus resultados e cobranças da torcida têm grande potencial para fazer dirigentes voltarem a gastar dinheiro que seus clubes não possuem.

MP cobra R$ 12,3 milhões do Corinthians por falha em venda de meia-entrada

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O Ministério Público de São Paulo entrou com ação na Justiça para cobrar R$ 12.359.532,97 do Corinthians. O processo foi distribuído no último dia 2 para a 42ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo.

A cobrança se refere a multas por suposto descumprimento de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta para regularizar a venda de ingressos pela internet. A falha apontada é em relação à não comercialização de meia-entrada por meio de site.

De acordo com o MP, Palmeiras, São Paulo e Santos assinaram o mesmo termo, mas só clube de Itaquera vinha desrespeitando o compromisso.

Procurada a assessoria de imprensa do Corinthians disse que o clube não foi notificado e que por isso não se manifestará.

Na ação o MP relata que, em abril de 2012 os quatro clubes assinaram o termo se comprometendo a cumprir regras previstas no Estatuto do Torcedor e no Código de Defesa do Consumidor referentes à venda de ingressos.

Basicamente, as agremiações se comprometeram a manter sites para disponibilizar ingressos a todos os torcedores, sem vetos. Ou seja, a venda eletrônica deveria contemplar a meia-entrada.

Ficou estabelecida multa de R$ 50 mil por jogo mais juros de 1% ao mês e correção em caso de não cumprimento de pelo menos um dos muitos pontos do acordo.

No processo, o MP narra que meses antes de o documento ser assinado o Corinthians havia informado que enfrentava dificuldades para fazer venda de meia-entrada na internet por conta da necessidade de conferência dos documentos que garantem tal direito.

O órgão alega que desde 2012 deu vários prazos para o alvinegro solucionar o problema ou simplesmente explicar o que havia feito em relação ao tema. E que na maioria das vezes não obteve respostas.

Para o MP, o silêncio corintiano já sugere que o alvinegro não vende meia-entrada em seu site. Mas o órgão cita também casos pontuais.

Entre eles estão uma pesquisa feita pelo Procon no site de venda de ingressos do clube em 2018 . Ela não localizou meia-entrada.

Também aparece a queixa de um torcedor que não conseguiu comprar o bilhete pela metade do preço na final da Copa do Brasil de 2018. É citada ainda uma queixa de maio do ano passado.

O Ministério Público registra ainda uma multa aplicada pelo Procon ao Corinthians em 2019 no valor de R$ 97.053,33 pela não disponibilização de meia-entrada em seu site.

Por fim, observando critérios de prescrição, o MP pede a aplicação da multa em todos os jogos do Corinthians entre 2015 e 2019. E que o clube faça o pagamento em até três dias após a notificação. Caso a quitação não seja realizada, o órgão pede a penhora do valor cobrado.

Se o pagamento for realizado, a quantia deve ir para o Fundo Especial de Despesas de Reparação de Interesses Difusos, administrado pela Secretaria de Justiça do Estado.

 

Santos planeja ir à Justiça para cobrar multa de Sampaoli na próxima semana

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O Santos pretende entrar na próxima semana com ação na Justiça cobrando multa de cerca de R$ 10 milhões de Jorge Sampaoli por suposto rompimento contratual. Os advogados santistas trabalham na elaboração da petição inicial.

Desde a última segunda, após desastrosa reunião entre o argentino e o presidente do clube, José Carlos Peres, o alvinegro encara a relação com sua comissão técnica como uma guerra. Os passos seguintes da direção foram cuidadosamente calculados. Praticamente toda a estratégia girou em torno da multa rescisória prevista no contrato de trabalho do treinador.

Na reunião com Peres, Sampaoli não assinou um pedido de demissão, mas deixou claro que não ficaria no clube. Peres disse ao Comitê de Gestão que o treinador queria a liberação de quatro integrantes de sua comissão técnica sem pagar multa. No dia seguinte, o presidente avisou ao treinador que o CG, que ele preside, determinou que o clube cobrasse todas as multas. Eles superam R$ 3 milhões.

No final da noite da última terça (10), o Santos anunciou em seu site que Sampaoli havia pedido demissão no dia anterior. Foi um movimento tático. A divulgação do comunicado aconteceu pouco antes de se encerrar o prazo de validade da multa rescisória prevista no contrato do argentino. Assim que a quarta-feira começasse ele estaria livre para deixar o clube sem nada ter que pagar. Então, o alvinegro registrou publicamente sua versão de que a demissão teria ocorrido ainda durante a vigência da penalidade contratual.

Na outra trincheira, Sampaoli formalizou sua saída no dia 11, quando a multa já tinha caído. O treinador também fez questão de registrar publicamente sua decisão quando a penalidade não existia mais. Ele divulgou uma carta de agradecimento ao Santos. Os documentos produzidos pelas duas partes provavelmente serão usados na disputa judicial.

A reunião em que o Santos alega ter ouvido o pedido demissão aconteceu na segunda de manhã. Mas o clube só publicou a nota quase no final da terça-feira. Nesse intervalo, Peres já comandava suas tropas em direção ao combate com a comissão técnica estrangeira. Entre as primeiras decisões estava a medida de tratar os quatro integrantes da comissão trazidos por Sampaoli como funcionários sem vínculo empregatício com o técnico. A ideia era dizer que o trabalho deles continuava interessando ao alvinegro, mesmo após a saída do comandante. Isso os obrigava a pagarem suas multas rescisórias para poderem seguir o chefe, desejado pelo Palmeiras.

Por sua vez, o batalhão argentino também avançou no campo de batalha. Foi à Justiça para tentar a liberação contratual sem ter que pagar a multa. Na manhã da última quinta (12), a Justiça do Trabalho negou pedido de liminar feito por Sampaoli para se livrar do vínculo alegando que o Santos não depositou por quatro meses valores referentes ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A Justiça entendeu que não há motivo para a concessão e que o treinador deve aguardar a tramitação do processo. Os assistentes do técnico também não obtiveram sucesso. Uma audiência foi marcada para 3 de fevereiro.

 

Análise: Santos lamenta menos saída de Sampaoli do que você imagina

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Olhando de fora fica a impressão de que Jorge Sampaoli ganhou status de intocável no Santos por conta da campanha que culminou com o vice-campeonato no Brasileirão. Não é bem assim. Claro que o desejo no clube era de que ele permanecesse. Porém, várias críticas pontuam a passagem do argentino, que teve pedido de demissão anunciado, pela Vila Belmiro. Confira abaixo.

1 – Erros

É consenso no Santos de que o time terminou o Brasileirão com uma exibição de gala na vitória por 4 a 0 sobre o Flamengo. Porém, pelo menos parte da diretoria, dos conselheiros e da torcida não esquece o que são consideradas falhas de Sampaoli na escalação do time. As principais queixas são as partidas em que ele escalou três zagueiros e as vezes em que deixou Sánchez no banco.

2 – Falta de títulos

Existe uma corrente no Santos que entende que o elenco alvinegro não é tão fraco como aponta parcela da imprensa. Há o reconhecimento de que é um feito alcançar o vice-campeonato brasileiro, porém, o sentimento é de que faltou uma taça na era Sampaoli. A principal reclamação é a eliminação diante do River Plate do Uruguai, clube com investimento bem menor, na primeira fase Sul-Americana, com portões fechados.

3 – Reforços que não funcionaram

As contratações de Cueva e Uribe são colocadas na conta de Sampaoli e usadas como exemplo de grandes erros que ele teria cometido no Santos. Cueva já tinha histórico de indisciplina quando foi contratado. Repetiu os problemas, foi afastado do time e o clube tem que pagar cerca de R$ 26 milhões por sua contratação a partir do ano que vem. Por sua vez, Uribe foi defendido pelo treinador após suas primeiras partidas ruins, mas perdeu espaço para Sasha, indicado por Jair Ventura, ex-técnico do time. Os críticos admitem que o argentino também teve seus acertos na indicação de reforços, como com Soteldo.

4 – Últimas exigências

A cobrança por reforços de peso para 2020 irritou o presidente José Carlos Peres. O cartola sustenta que nunca prometeu investimentos pesados para o segundo ano de Sampaoli na Vila Belmiro e que sempre foi transparente sobre as dificuldades financeiras. No entorno do dirigente há quem acredite que o técnico foi tão incisivo nas cobranças porque queria uma justificativa para deixar o clube. Ele é o preferido do Palmeiras para a vaga de Mano Menezes. Porém, boa parte do Comitê de Gestão santista não concorda com a tese. Avalia que essa é a forma de trabalhar do técnico. No entanto, a ideia geral é de que o Santos não poderia gastar mais do que planeja para satisfazer o argentino. Assim, entre endividar ainda mais a instituição e perder o treinador a segunda opção era a preferida.

No que Sampaoli combina ou não com o Palmeiras

Leia o post original por Perrone

Nome preferido da diretoria do Palmeiras para substituir Mano Menezes, Jorge Sampaoli tem características que se encaixam nas necessidades do clube e outras que destoam. Abaixo, confira no que o treinador do Santos combina ou não com o alviverde.

Não combina

Estilo centralizador

No Santos, o argentino está acostumado a dar as cartas. Quer tudo do seu jeito mesmo quando o assunto não é técnico e tático. Só que, neste momento, o Palmeiras não deseja centralização no seu departamento de futebol. A ideia é que os próximos diretor executivo e treinador não tenham superpoderes. O palano é dividir responsabilidades, valorizar todas as áreas da comissão técnica e pregar o respeito à hierarquia.

Base

Sampaoli é criticado por conselheiros do Santos por usar pouco a badalada base do clube. Ele prefere apostar em jogadores mais experientes. No entanto, uma das estratégias do Palmeiras para 2020 é dar mais oportunidade aos jogadores revelados em casa. As equipes da base alviverde vivem excelente momento. O cenário ideal visto pela diretoria palmeirense é contratar menos e melhor deixando mais espaço para os jovens caseiros.

Mandos de jogos

O treinador argentino pediu para a diretoria do Santos mandar mais partidas na Vila Belmiro. Ele considera fundamental atuar no estádio do clube como mandante, apesar da estratégia da direção de utilizar também o Pacaembu. No Palmeiras, ele teria um problema, já que o time é constantemente obrigado a mandar partidas longe do Allianz Parque. Isso por conta do contrato com a WTorre que aluga a arena para shows e outros eventos.

Distância de dirigentes

Em Santos, Sampaoli é visto como um treinador que não gosta de se aproximar dos cartolas. É avesso ao contato com conselheiros e dirigentes com quem não tenha que lidar profissionalmente. Membros do Conselho Deliberativo santista afirmam que ficou mais difícil chegar perto do time desde que o argentino assumiu. Por sua vez, o Palmeiras planeja a criação de um comitê de dirigentes que acompanhará os trabalhos do departamento de futebol. Além disso, são comuns no clube os voos com conselheiros para acompanhar os jogos do time.

Combina

Medalhões

Um ponto que o Palmeiras considera importante na escolha de seu próximo técnico é a capacidade dele de trabalhar com medalhões como os que integram seu elenco. Principalmente por ter treinado as seleções de Argentina e Chile, Sampaoli está calejado nesse tipo de relacionamento.

Estilo de jogo

Uma das principais cobranças da torcida palmeirense é para que o time volte a jogar de maneira ofensiva. Os fãs reclamam da filosofia de jogo de técnicos recentes como Mano Menezes, Felipão e Cuca. O atual treinador santista se encaixa perfeitamente no perfil desejado pelos palmeirenses. Sob sua batuta, o Santos costuma buscar o gol sempre.

Popularidade

O que a torcida do Palmeiras mas tem feito nos últimos meses é protestar. Seja contra diretoria, jogadores ou comissão técnica. Por praticar um futebol que agrada aos torcedores, Sampaoli tem potencial para reconstruir a relação entre o alviverde e seus seguidores.

Contratações

O treinador argentino já pediu reforços para a diretoria do Santos visando a próxima temporada. Porém, ouviu que o clube tem pouco dinheiro para investir em contratações. Já o Palmeiras, apesar de apresentar deficit operacional até aqui neste ano, tem mais receitas do que o alvinegro e tem a ajuda de sua endinheirada patrocinadora, a Crefisa. As chances de atender a eventuais pedidos de seu próximo treinador é boa.

Análise: como sucesso do Fla pressiona quatro grandes paulistas

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De uma certa forma, o sucesso do Flamengos, campeão da Libertadores e do Brasileirão, pressiona todos os seus rivais nacionais. Abaixo, veja como essa pressão funciona com os quatro grandes de São Paulo, na análise deste blogueiro.

Palmeiras

É o principal atingido. Isso porque, apoiado pela Crefisa, é o único clube brasileiro com poderio financeiro para trazer reforços do mesmo peso que os buscados pelo Flamengo.

O sucesso rubro-negro aumenta a pressão de conselheiros e até de parte da diretoria sobre Mattos. Faz tempo que o diretor executivo de futebol é criticado por supostamente montar times que não justificam os altos investimentos, apesar dos títulos recentes.

Agora, o Flamengo serve como comparação. Carlos Eduardo foi trazido por cerca de R$ 23 milhões. Por sua vez, Bruno Henrique custou R$ 23.620.000, de acordo com documento oficial do clube da Gávea. Bruno Henrique é um dos protagonistas do Flamengo, e Carlos Eduardo é pouco aproveitado no Palmeiras.

A cobrança de conselheiros e torcedores é para que o alviverde contrate no mesmo nível do Flamengo.

Outro ponto que mostra a pressão direta sobre o Palmeiras é a brincadeira feita por Gabigol com o time paulista durante o festejo pela conquista da Libertadores. Rolou a famosa música que entoa: “o Palmeiras não tem mundial”. A disputa por títulos recentes entre os times fez a rivalidade aumentar.

Santos

A oposição santista usa o sucesso do Flamengo com os sex-antistas Bruno Henrique e Gabigol para ferir o presidente José Carlos Peres. Opositores argumentam que contratar Cueva, já fora dos planos de Sampaoli, pagando mais do que o clube recebeu por Bruno Henrique é prova de má gestão. O peruano foi trazido por cerca de R$ 26 milhões e só vai começar a ser pago no ano que vem.

Também é forte a cobrança para que  o presidente acalme Jorge Sampaoli, que dá sinais de irritação  com a diretoria. Manter o treinador é visto no clube como única opção para que o Santos tente encarar o Flamengo de Jorge Jesus de maneira digna.

Corinthians

Tradicionalmente, Andrés Sanchez coloca o Flamengo como principal concorrente do alvinegro no mercado. Principalmente por causa do tamanho das duas torcidas que turbinam suas capacidades de gerar receitas.

Porém, o triunfo do rubro-negro transformou o presidente corintiano em refém de suas palavras sobre o rival.

O Corinthians tem visto o Fla aumentar sua vantagem em relação as receitas geradas. E, neste ano, a diferença técnica entre os dois times é gigantesca.

Nesse cenário, a direção corintiana é pressionada dentro e fora do clube para colocar um ponto final na política de contratar muitos jogadores medianos. Ainda que essa filosofia já tenha ajudado o alvinegro. O desejo é ver nomes tão bons quanto os encontrados pelos flamenguistas chegando.

O problema é que falta dinheiro no alvinegro para concorrer com o Flamengo em termos de contratações.

São Paulo

Dos quatro grandes paulistas, o clube do Morumbi é o mais pressionado pela torcida para conquistar títulos.  Isso justamente por causa do jejum de canecos minimamente relevantes. O último foi a Sul-Americana de 2012.

Mesmo sem dinheiro em caixa e precisando recorrer constantemente a empréstimos, o presidente Leco tentou reverter a situação com reforços de peso. Trouxe nomes com Pablo, Pato, Juanfran e Daniel Alves.

Tudo que o dirigente conseguiu foi assistir ao sucesso do Flamengo, além de brigar por uma vaga na Libertadores.

A distância do São Paulo em relação ao time de Jesus aumenta as críticas de conselheiros em relação aos gastos feitos pela atual gestão.