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O maior do Morumbi

Leia o post original por Rica Perrone

A polêmica surgiu quando um dirigente disse que Raí era o maior. Os mais novos contestaram, o próprio Ceni respondeu lá do Ceará. E então criou-se uma discussão meio boba mas natural de qual dos dois foi o maior jogador da história do SPFC.

Hoje Raí faz aniversário e escolhe esse dia pra dizer, sem qualquer medo de errar, que trata-se do maior jogador  da história do clube. E que isso não diminui nosso capitão Ceni em 1% sequer.

Raí foi a cara de um SPFC que era muito mais São Paulo do que os últimos. Um time que jogava muito mais bola do que corria, que tinha por princípios a postura, ética e grandeza.

Por mais que glórias continuassem a chegar, é muito difícil pra quem viu o SPFC de 80 pra cá enxergar nos mais recentes um time tão identificado com o que de fato somos.

Talvez falte ao novo saopaulino exatamente isso. Noção do que de fato somos. Ou éramos pra ser. Ou fomos um dia. Não sei mais.

O São Paulo “vermelho cor da raça” não existe. Criaram pra você comprar camisa.

De todos os times que tivemos, nenhum jamais nos representou melhor do que o de 92/93. Era elegante, não batia, não arrumava problemas, vencia sem a menor contestação e jogava um futebol ofensivo e técnico.  Era o reflexo do clube.  Eramos nós.

Esses dos pontos corridos, da era 1×0 de bola parada tem seu valor. Mas é infinitamente inferior à importância do clube do que o da década de 90 que de fato nos colocou no mapa.

Raí decidiu todas as finais que participou. Talvez o Pelé não tenha feito isso. O dom do Raí era ser a cara do São Paulo e em momentos de decisão assumir de forma assustadora o protagonismo.

Ganhávamos com uma certeza que nem ouvíamos blá blá blá de arbitragem pra justificar. Era um bullying mudo andar com a camisa do São Paulo.

Raí representava tudo isso. Era o capitão, nosso craque, nosso super herói. O líder do time, da torcida, do clube e sem ter que se meter em uma polêmica sequer. Ele fazia tudo pensado, calmamente, brilhantemente.

Diria eu que Raí e Socrates tiveram as mais perfeitas carreiras para um saopaulino e um corintiano. Enquanto um ostentava o que era, o outro ostentava o que fez.  Raí tinha muito menos talento, e jogou  e ganhou muito mais do que o irmão.

O São Paulo tem menos gente, menos mídia e em 1990 menos tudo. Mas foi maior do que todos. O mais novo dos grandes chegou onde ninguém chegou. E foi pelos pés desse cara, o nosso “Zico”. o nosso “Pele”, que vimos o clube nacional ganhar o mundo.

Tenho 39 anos. Eu não li sobre o Raí. Eu vi, pedi autografo, conheci, entrevistei, chorei na sua venda, também na sua volta. Raí se veste, fala, anda e se porta como o São Paulo que se perdeu no tempo.

Fossemos mais “Raí” até hoje, não viveríamos o cenário que vivemos ao ponto de ter que chama-lo de volta pra resgatar alma e identidade.

Já devemos a ele a despedida que jamais aconteceu. Não podemos dever os créditos pelo que nos deu.

Parabéns, Raí! O maior do Morumbi.

abs,
RicaPerrone

“Mato um, mato cem!”

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Ó, que surpresa! Torcedores organizados foram ao CT sábado de manhã e quebraram, roubaram, agrediram e invadiram.  Quem diria? A camisa de uma torcida organizada no Brasil representa o direito a ser julgado coletivamente e, portanto, livrar-se de qualquer punição por suas atitudes enquanto cidadão. Você se veste de organizada e vira “a torcida do”. …

A “quase” tragédia

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Não me diga que não pensou.  Todo saopaulino vivo olhou pro cronômetro da TV aos 35 do segundo tempo e pensou: “Puta que pariu, eles vão achar um gol no contra-ataque…”. E não há nada de errado em pensar isso. Errado estava eu quando há uma semana ignorei o fato de ser uma Libertadores e …

Classificação Planejada 2015

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Todo começo de temporada os treinadores fazem um planejamento. Aí você pode perguntar: “Que diabos de planejamento é esse? Ele planeja perder? Não era pra tentar ganhar todas?”. Sim, era. Mas nem treinador é tão apaixonado e maluco de imaginar que vencerá todos os jogos de um campeonato como o Brasileirão. Assim sendo, eles planejam […]

Frígidos!

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O conceito adotado pelo SPFC de Muricy para ser o grande time dos pontos corridos passa também pela dificuldade que o time encontra em torneios mata-mata. Quando planeja um time campeão e regular, Muricy busca um equilibrio de uma equipe fria que entra e sai de todas as partidas igual. Para eles todos os jogos […]

Ainda não!

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Por mais teimosa que seja a matemática, neste caso ela ainda sobrevive sobre a praticidade dos fatos. O São Paulo venceu o Palmeiras e negou ao Cruzeiro o título, ao Verdão o alívio. Uma atuação de força e oportunismo. Sendo pressionado no segundo tempo mas com uma diferença de qualidade técnica entre os dois times que […]

Sí, se puede!

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O final do Brasileirão 2015 parecia ser mais um daqueles para cumprir tabela com o campeão já consagrado antes da hora.

Mas não será.

E não porque esse ano não haverá entrega-entrega, pois haverá. Mas porque a decisão da Copa do Brasil mudou o rumo do Brasileirão.

Veja você, que ironia. O São Paulo “pode” perder a Sul-americana. O Cruzeiro não pode perder a Copa do Brasil.

Perdê-la significa ser coadjuvante na própria festa em caso de título brasileiro. Terão perdido o maior clássico e a maior final da história entre ele e seu rival. Dezembro será alvinegro mesmo que o Brasileirão termine azul.

Por mais que alguns digam que “não, prefiro o Brasileirão”, é apenas uma mentira daquelas que contamos com medo de assumir o tamanho de nosso desejo. O famoso “nem queria mesmo”.

Se fizerem uma votação secreta entre cruzeirenses mandando eles escolherem entre ganhar um dos dois campeonatos, 94% deles escolherá a Copa do Brasil.

Se a votação for aberta, 94% dirá que o Brasileiro, já arrumando álibi para uma eventual derrota na final.

O São Paulo pode perder. O Boca e o River não são zebras e nem rivais diretos. Será só “mais uma derrota”.

O Cruzeiro joga as últimas rodadas do Brasileirão pensando na Copa do Brasil. O que não significa que vá perdê-lo, é claro.

Mas significa que não é mais sua prioridade desde as 23h51 de quarta-feira, quando soube que enfrentaria o maior clássico de sua história.

E portanto, se “tirar a diferença” era um sonho distante e pra muita gente “impossível”, hoje não é mais.

Temos uma briga pelo título sim! Em virtude de outro, é verdade. Mas temos.

abs,
RicaPerrone