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SPFC rejeitou 20% dos direitos de atacante para atrapalhar Corinthians

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Para desestimular outros jogadores a tentarem sair do clube de graça, o São Paulo recusou oferta do Corinthians para ficar com 20% dos direitos econômicos de Léo Natel. A decisão também teve como objetivo dificultar a montagem do elenco corintiano.

O presidente do alvinegro, Andrés Sanchez, não ofereceu dinheiro para obter a liberação imediata do atacante. Porém, pretendia deixar essa porcentagem com o São Paulo para poder contar com o atleta imediatamente.

De acordo com duas fontes ouvidas pelo blog, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente são-paulino, afirmou que quem cuidaria do caso seria Alexandre Pássaro, seu gerente executivo de futebol. Mas o Corinthians não chegou a receber a resposta.

No São Paulo a versão é diferente. O relato é de que a decisão foi tomada por Leco e comunicada ao Corinthians.

Na avaliação da direção do São Paulo, Natel e seu empresário articulam há tempos a ida para o Corinthians com o menor gasto possível. A estratégia seria esperar o fim do contrato e sair de graça. Nesses casos os atletas costumam conseguir luvas maiores.

Assim, os cartolas tricolores entenderam que a melhor opção seria manter o jogador até o final de seu contrato. O compromisso termina no fim de junho. Dessa forma, concretizando a contratação, o alvinegro não poderia usar o atacante no Campeonato Paulista e nas fases preliminares da Libertadores. Pesou para a decisão o fato de os corintianos estarem em busca de um atacante de beirada característica ostentada por Natel.

Ao mesmo tempo, a diretoria do São Paulo entendeu que aceitar uma porcentagem dos direitos econômicos para antecipar a saída do jogador sem dinheiro na operação seria premiar quem não quer prejudicar o clube saindo de graça.

Seguindo essa linha de raciocínio, os cartolas entendem que a não liberação imediata de Natel serve como exemplo para desencorajar outros atletas que pensem em tomar atitude semelhante.

O São Paulo calcula que gastará entre R$ 30 mil e R$ 40 mil para manter Natel até o fim de seu contrato sem utilizá-lo.

A avaliação é de que vale o gasto para dificultar os planos de um rival e enviar recado a seus demais jogadores.

Outro ponto é de que é uma incógnita quanto valerão os 20% do jogador no futuro.

No entorno do atacante porém, a teoria de uma conspiração de longa data para que ele se transferisse para o Corinthians de graça é refutada.

O discurso é de que, em maio do ano passado, o São Paulo chegou a aceitar vendê-lo para o Apoel, time do Chipre que o atleta defendeu por empréstimo, por 900 mil euros (cerca de R$ 4,1 milhōes em valores atuais) e 20% do valor de uma futura negociação, mas desistiu do negócio. Já a diretoria tricolor alega que topou a venda e que o atleta não aceitou a transferência.

De acordo com o stafe de Natel, o São Paulo também recusou uma oferta do Ludogorets, da Bulgária, de 1,2 milhão de euros (aproximadamente R$ 5,5 milhōes) por 90% dos direitos econômicos. Seriam 800 mil euros à vista e 400 mil euros pagos em um ano.

No Morumbi, no entanto, a explicação é de que esa oferta nunca chegou oficialmente. E que, se chegasse, seria inferior à proposta feita pelo Apoel.

Isso porque o Benfica tem 30%.dos direitos econômicos do jogador, segundo o clube tricolor. Os 70% relativos à parte do São Paulo significariam 840 mil euros, além de uma porcentagem menor numa futura venda em relação à oferta do clube do Chipre.

Já o Videoton, da Hungria, ofereceu 1,2 milhão de euros por Natel, mas a negociação também não vingou. Não houve acerto entre Benfica, São Paulo, jogador e seu empresário.

SPFC sofre crítica interna por recusar oferta por Walce antes de lesão

Leia o post original por Perrone

A decisão do São Paulo de rejeitar oferta do Red Bull Bragantino pelo zagueiro Walce é criticada internamente por parte da própria diretoria tricolor.

A queixa é de que o departamento de futebol teria exagerado na pedida e viu a chance de fazer dinheiro com o zagueiro neste momento virar pó por conta de sua contusão durante a fase de preparação da seleção brasileira pré-olímpica.

Walce sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e deverá ficar entre seis e oito meses afastado dos gramados.

Agravidade  da lesão fez o Red Bull Bragantino abortar a tentativa de contratá-lo agora. Ainda havia a expectativa nas duas agremiações de o martelo ser batido. Apesar da desistência imediata, o clube do interior seguirá monitorando o jogador.

A insatisfação com a não realização do negócio acontece devido à necessidade de o São Paulo vender jogadores para equilibrar suas finanças.

O orçamento do clube para 2020 prevê a arrecadação de R$ 160.150.000 com a venda de direitos econômicos de atletas.

Alcançar essa meta faz parte da estratégia para que a agremiação termine o ano com superávit de R$ 68.512.268, conforme projetado na previsão orçamentária.

O Red Bull Bragantino chegou a oferecer 6 milhões de euros (cerca de R$ 27,8 milhōes) mais 20% do valor obtido numa futura revenda por Walce, mas o São Paulo considerou o valor baixo.

Na contramão da crítica interna por não ter feito a venda, o departamento de futebol entende que agiu da melhor maneira possível para defender o interesse do clube. O entendimento é de que, por seu potencial, Walce vale mais do que a equipe de Bragança Paulista ofereceu.

Suposto hacker reaparece e desdenha de “armadilha” do São Paulo

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Após o blog revelar as nove pegadinhas que a diretoria do São Paulo fez e registrou em cartório para tentar identificar a origem de vazamentos, Edward Lorenz, suposto hacker, reapareceu.

E-mail em nome do autor de chantagens contra cartolas tricolores foi enviado para a advogada do clube Érica Duarte Pinto Alves, entre outros destinatários.

O conteúdo desdenha da “armadilha” e defende o vice-presidente são-paulino Roberto Natel, também copiado no e-mail. A operação preparada pelo clube deixou o dirigente sob suspeita de vazar arquivo para Lorenz.

Natel nega o vazamento e  manter relacionamento com o suposto hacker. Desafeto de Leco, presidente do São Paulo, ele desconfia de perseguição política.

Também como mostrou o blog, em atas notariais registradas em cartório, os responsáveis pela estratégia alegam que Lorenz mostrou estar de posse da mesma cópia de documento enviada para Natel.

Em seu novo e-mail, Lorenz diz que o vice-presidente é inocente e que teve sua honra manchada. Ele também afirma ter recebido as oito versões do mesmo documento enviadas para outros destinatários. Ou seja, não haveria prova de que Natel é o responsável pelo vazamento.

Abaixo, leia a mensagem enviada pelo suposto hacker. Entre os endereços copiados estava um antigo e-mail do blog que não chegou a receber o texto diretamente de Lorenz.

“PREZADA ÉRICA,

O QUE VOCÊ AJUDOU A FAZER COM O SEU VICE FOI DE UMA COVARDIA NUNCA ANTES VISTA POR ESTE AQUI QUE LHE DIGITA…
AJUDAR A MANCHAR A HONRA DE UM HOMEM DE BEM, TRABALHADOR, FOI A COISA MAIS ABSURDA QUE JÁ VI ALGUÉM FAZER E OLHA QUE DIZEM QUE EU SOU O TAL “VILÃO”…

VOU ESPERAR AS COISAS ACONTECEREM, PARA EU ME POSICIONAR.

A IDEIA ORIGINAL: MANDAR UM DOCUMENTO COM PEGADINHAS, SE VIER À TONA, IDENTIFICAR ESSES ERROS E ACHAR O CÚMPLICE DO HACKER.
REALIDADE: MANDARAM O MESMO DOCUMENTO, PARA TODOS E COM ERROS DIFERENTES….
RESULTADO: O HACKER TEM TODOS OS DOCUMENTOS | CULPARAM UM INOCENTE | SPFC COM RISCO DE SER PROCESSADO | ADVOGADA DEMITIDA.

ESSA FOI A PIOR ESTRATÉGIA QUE EU JÁ VI NA MINHA VIDA…

E SE EU TE PROVAR QUE TENHO TODOS ESSES DOCUMENTOS?
A SUA ESTRATÉGIA, CAIRÁ POR TERRA…
ESTRATÉGIA SUICIDA.

NUMA TACADA SÓ VOCÊ:

1) DESTRUIU A IMAGEM PÚBLICA DO SEU VICE-PRESIDENTE.

2) COLOCOU A INSTITUIÇÃO SPFC EM RISCO DE RECEBER UM PROCESSO POR DANOS MORAIS, QUE PROVAVELMENTE SERÁ MOVIDO PELO SR. NATEL.

3) COLOCOU O SEU CARGO EM RISCO…
VOCÊ AJUDOU A MANCHAR A IMAGEM DO SEU VICE-PRESIDENTE, DE GRAÇA, SEM CERTEZA DO ENVOLVIMENTO DELE E DE OUTROS…

QUANDO EU LI, OUVI, ASSISTI AS PESSOAS FALANDO SOBRE ISSO E ATÉ O PRÓPRIO NATEL, SE DEFENDENDO EM ENTREVISTAS, ISSO ME REVOLTOU…

COMO PODEM PUNIREM PUBLICAMENTE UM DOS SEUS?????
ISSO FOI UM ATO COVARDE DEMAIS…

SOBRE OS CONTRATOS QUE TENHO, SERÃO EXPOSTOS….
FINALIZANDO E RESUMINDO:

VOCÊ COLOCOU O SPFC EM RISCO E O SEU CARGO TAMBÉM…
SE EU ESTIVER CORRETO….

EM MENOS DE 15 (QUINZE) DIAS VOCÊ SERÁ DEMITIDA, NÃO SÓ VOCÊ, MAS TAMBÉM TODOS OS ENVOLVIDOS NESSA ESTRATÉGIA SUICIDA.
ABS

EDWARD LORENZ”

 

 

Conheça as nove ‘pegadinhas’ que o SPFC fez contra vazamentos

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Para tentar identificar responsáveis por vazamentos de informações no clube, como mostrou o  blog, o São Paulo preparou uma armadilha. Foi adulterado o documento intitulado “Versão Final Orçamento 2020”. Nove cartolas receberam o arquivo enviado por Sérgio Augusto Fonseca Pimenta, executivo do departamento financeiro.  Cada mensagem tinha uma “pegadinha”. Tudo foi registrado em cartório. O discurso interno é de que os destinatários tinham motivos para receber as mensagens por conta de suas funções. Abaixo conheça as nove armadilhas e quem recebeu cada uma.

1 – Roberto Natel, vice-presidente

O trecho “Prêmios Camp. Paulista” foi escrito sem acento (premios).  O mesmo erro apareceu em e-mail que a advogada do São Paulo, Érica Duarte Pinto Alves, apresentou para representante do cartório como tendo sido enviado a ela pelo suposto hacker, Edward Lorenz. Ele chantageou dirigentes ameaçando tornar públicos documentos internos. Os erros iguais deixaram o vice sob suspeita de vazar o documento. Ele nega o vazamento.

2 – Rodrigo Gaspar, diretor executivo administrativo

A palavra “estádio” foi escrita sem acento.

3 – Elias Barquete Albarello, diretor executivo financeiro

O item Jogos/Federações foi acompanhado de ponto final (Jogos/Federaçōes.), diferentemente dos demais e-mails.

4 – Adilson Alves Martins, membro do Conselho de Administração

“Patrocínios” foi escrito sem acento.

5 – Júlio Casaresmembro do Conselho de Administração

O item “Prêmios Camp. Brasileiro” foi digitado sem acento em “prêmios”.

6 – Sílvio Médici, membro do Conselho de Administração

“Sócio” foi escrito sem acento.

7 –  Alexandre Pássaro, gerente executivo de futebol

A sigla “PDD”  foi acompanhada de ponto final (PDD.), diferentemente das outras mensagens.

8 – João Fernando Rossi, diretor executivo de marketing

No item Jogos/Federações/Patrocínios, a palavra “patrocínio” apareceu sem acento.

9 – José Eduardo Mesquita Pimenta, ex-presidente e membro do Conselho de Administração

A sigla “CET” (Companhia de Engenharia de Tráfego) não aparece em negrito, ao contrário do que ocorreu nas demais mensagens.

 

Lesão faz Red Bull Bragantino descartar Walce

Leia o post original por Perrone

Com Bruno Grossi, do UOL, em São Paulo

O Red Bull Bragantino avaliou que a contusão sofrida por Walce em jogo-treino da seleção brasileira pré-olímpica inviabiliza a contratação do zagueiro do São Paulo. Ele não seria aprovado nos exames médicos.

A negociação estava travada por falta de acerto no valor dos direitos econômicos. O time do interior paulista não tem mais interesse em tentar concluir a operação agora. No entanto, continuará monitorando o atleta tricolor.

Walce sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e, de acordo com a previsão inicial, ficará entre seis e oito meses sem jogar.

Diante da dificuldade em negociar com o São Paulo, o Red Bull já trabalhava com Ibañez, do Atalanta, revelado pelo Fluminense como opção.

O clube de Bragança Paulista ofereceu 6 milhões de euros (cerca de R$ 27,2 milhōes) e 20% do montante de uma eventual revenda. O São Paulo não aceitou, mas o Red Bull ainda tinha esperança de acontecer uma reviravolta.

A contusão também pode fazer o clube do Morumbi ir ao mercado em busca de um zagueiro.

Chantagem no SPFC teve arquivo sigiloso, zoeira com hino e e-mail para Leco

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Um chantagista debochado, ousado e municiado por documentos. Esse é o perfil de um suposto hacker revelado por documentos registrados em cartório pelo São Paulo para tentar identificar a origem de vazamentos de informações no clube.

Como mostrou o blog, armadilha preparada pela diretoria tricolor deixou o vice-presidente Roberto Natel sob suspeita de colaborar com Edward Lorenz. Esse é o nome usado pelo autor das tentativas de extorsão.

A ousadia do suposto hacker fez com que ele enviasse e-mails diretamente para o presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

“Fiz download de outras documentações e só vou parar com isso quando receber a quantia solicitada. Sou persistente e muito insistente. Eu deixo um dia para decidirem, após isso, eu começo a divulgar os documentos para todos, inclusive para os conselheiros.  Que, pelo que li, muitos estão loucos para derrubar o Leco”. Esse é um trecho de e-mail que tem o presidente são-paulino entre os destinatários.

Nos textos endereçados a conselheiros e dirigentes, entre outros, Lorenz chega a debochar do hino do São Paulo e de música entoada pela torcida. É o que acontece na mensagem descrita a seguir:

“Oh, Tricolor, clube bem amado

As tuas glórias vêm do passado

E as corrupções também

Vai lá, vai lá, vai lá

Vai lá de coração

Vamo, São Paulo

Vamo, São Paulo

Vamo pagar meu milhão”.

Reprodução de mensagem enviada por suposto hacker para Leco, entre outros

Em outra correspondência eletrônica, Lorenz detalha seus métodos de extorsão.

“Faço coleta de informações ‘sigilosas’. Em seguida, faço primeiro contato apresentando todo conteúdo que tenho e tento desenvolver de forma tranquila, pacífica uma negociação. De forma sigilosa. Quando não tenho êxito, eu vou em busca de provas mais robustas, importantes graves, etc. E entro novamente em contato. Esse foi o motivo de retornar à essa negociação agora em 2019” escreveu o suposto hacker.

Uma série de documentos postados pelo  chantagista também faz parte do material registrado pelo departamento tricolor no 22° Tabelião de Notas de São Paulo.

As atas notariais obtidas pelo blog não mostram que Lorenz tenha documentos altamente comprometedores para dirigentes tricolores.

Porém, alguns dos papéis ferem regras de sigilo estipuladas pelo clube e seus parceiros.

É o que mostra ata notarial registrada em 10 de dezembro. Nela consta que Érica Duarte Pino Alves, advogada do São Paulo, solicitou, por questão de sigilo, que não fosse reproduzida na íntegra imagem de um contrato enviado por Lorenz ao departamento jurídico tricolor.

Trata-se de um comoronisso de cessão onerosa de uso de espaço entre a agremiação e a Phoenix Tower do Brasil.

O suposto hacker enviava esses arquivos com o objetivo de convencer a diretoria a pagar para que ele não tornasse a papelada pública.

Lorenz enviou uma série de relatórios financeiros internos, planilha de aluguel de camarotes e até cópia de trecho de negociação de direitos de transmissão de TV.

Numa das mensagens, com o título “fim”, o suposto hacker elogia os cartolas tricolores ao relatar sua experiência na “negociação”. Abaixo, leia a curiosa mensagem na íntegra.

“Olá todos os membros da diretoria e conselho do São Paulo Futebol Clube. Venho por meio deste e-mail expor como tem sido a minha experiência nesses três dias de negociação com vocês. Primeiramente gostaria de dizer que os senhores são profissionais excepcionais, pois buscam sempre a melhor solução até encontrar algo que possa ajudar a instituição SPFC. Buscam sempre o conhecimento e estão envolvidos em coisas muito importantes como ética, disciplina e administração do clube. Esses três dias têm sido muito importantes para a minha caminhada como profissional de tecnologia. Tenho aprendido muito e colocado em prática diversas coisas que agora estão se tornando mais claras”.

Vale lembrar que a diretoria do São Paulo nega ter dado dinheiro ou negociado com o chantagista assumido.

‘Armadilha’ do SPFC aponta vice como suspeito de vazar documentos

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

A diretoria do São Paulo registrou em cartório apuração que deixa o vice-presidente Roberto Natel sob suspeita de vazar informações para um suposto hacker que chantageava dirigentes e conselheiros. Natel nega ter vazado arquivos do clube.

O blog teve acesso às atas notariais que revelam uma operação digna de filme de investigação policial para tentar descobrir a origem de vazamentos de documentos da agremiação.

Nove pessoas, entre conselheiros e diretores, receberam do departamento financeiro, por e-mail, o documento “Versão Final Orçamento 2020”. Conforme apresentado para uma representante do 22° Tabelião de Notas de São Paulo, havia uma armadilha em cada e-mail. Erros de acentuação, diferenças de pontuação e outras particularidades personalizaram os relatórios.

Também diante da funcionária do cartório, representantes do clube compararam a cópia enviada pelo suposto hacker e constataram que a palavra prêmios (referentes ao Paulista) estava escrita sem acento. Esse erro foi cometido propositalmente na versão enviada para Natel.

 

Ao menos una das imagens registradas na ata notarial mostra o e-mail contaminado obtido pelo chantagista enviado para o presidente tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

“Estou absolutamente tranquilo. Não repassei nenhum documento do São Paulo para ninguém. Tenho todo interesse que investiguem isso até o fim”, afirmou Natel ao blog.

O vice se tornou desafeto do presidente. “Se eu tiver que bater no Leco, bato na frente dele. Não preciso vazar algo e não assumir. Vejo mais alguém querendo fabricar algo para me expulsar do clube do que outra coisa”, declarou Natel.

Ele afirmou que deve ter recebido a cópia do documento usado como armadilha por e-mail, mas que provavelmente não abriu o arquivo.

O dirigente disse não descartar a possibilidade de ter sido hackeado. “Se o hacker pode entrar no computador dos outros para pegar documentos do São Paulo, por que não pode entrar no meu?”, afirmou.

Porém, conforme o blog apurou, a diretoria do São Paulo se baseia em um levantamento técnico para apontar que sua rede não foi invadida.
A operação
A partir daí, com a ajuda de especialistas na área, a direção elaborou a pegadinha para tentar identificar a natureza dos vazamentos e seus responsáveis.
Internamente, o discurso é de que a diretoria cumpriu seu dever de proteger a instituição, sem interesse político e perseguição.
Os passos para tentar elucidar o caso do suposto hacker, alvo também de inquérito policial, foram meticulosamente estudados.
Em 26 de novembro do ano passado, Érica Duarte Pinto Alves, advogada do São Paulo, requereu que Thays Silva dos Santos, escrevente do 22° Tabelião de Notas, fosse até a sede do clube.
No Morumbi, foram apresentados para a funcionária do cartório e-mails enviados para diretores do clube por Edward Lorenz, o suposto hacker. Até Leco estava entre os destinatários.
Nas mensagens, ele exibia documentos do clube e cobrava R$ 1 milhão para não vazar o material.
Em 3 de dezembro, a advogada do São Paulo foi ao cartório e pediu que a mesma funcionária acessasse perfil no Twitter associado ao suposto invasor digital.
As imagens registradas em ata notarial do dia 10 de dezembro mostram documentos internos do São Paulo.
A ideia aqui era reforçar que alguém usando o nome Edward Lorenz de fato o tinha arquivos do São Paulo.
Em 5 de dezembro, a escrevente foi chamada de novo ao Morumbi. Dessa vez para registrar a engenhosa pegadinha preparada pela diretoria tricolor.
A escrevente, então, verificou que Sérgio Augusto Fonseca Pimenta, executivo do departamento financeiro tricolor, havia enviado o e-mail com o título “Versão Final Orçamento 2020” para oito pessoas, além de Natel.
São conselheiros, diretores executivos e outros funcionários com atribuições que justificam o recebimento do relatório.
Na lista estão Júlio Casares, Rodrigo Gaspar,  Alexandre Pássaro, José Eduardo Mesquita Pimenta, Elias Albarello, Adilson Martins, João Fernando Rossi e Sílvio Médici.
Na ata notarial, a escrevente descreve a particularidade de cada e-mail. Ela cita que o endereço identificado pela advogada do clube como sendo o de Natel recebeu texto com a inscrição “Premios Camp. Paulista” sem acento em “prêmios”.
A escrevente relata que, a pedido da advogada do São Paulo, constatou que arquivos recebidos do suposto hacker tem a mesma particularidade do e-mail enviado para o endereço que, segundo ela, pertence a Natel.
A afirmação é sustentada por imagens registradas pela escrevente. Pelo menos uma delas aparece como sendo enviada para Leco pelo chantagista.
Até a publicação deste post, o departamento de comunicação do São Paulo não havia respondido a questionamentos do blog sobre o tema.

 

MP cobra R$ 12,3 milhões do Corinthians por falha em venda de meia-entrada

Leia o post original por Perrone

O Ministério Público de São Paulo entrou com ação na Justiça para cobrar R$ 12.359.532,97 do Corinthians. O processo foi distribuído no último dia 2 para a 42ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo.

A cobrança se refere a multas por suposto descumprimento de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta para regularizar a venda de ingressos pela internet. A falha apontada é em relação à não comercialização de meia-entrada por meio de site.

De acordo com o MP, Palmeiras, São Paulo e Santos assinaram o mesmo termo, mas só clube de Itaquera vinha desrespeitando o compromisso.

Procurada a assessoria de imprensa do Corinthians disse que o clube não foi notificado e que por isso não se manifestará.

Na ação o MP relata que, em abril de 2012 os quatro clubes assinaram o termo se comprometendo a cumprir regras previstas no Estatuto do Torcedor e no Código de Defesa do Consumidor referentes à venda de ingressos.

Basicamente, as agremiações se comprometeram a manter sites para disponibilizar ingressos a todos os torcedores, sem vetos. Ou seja, a venda eletrônica deveria contemplar a meia-entrada.

Ficou estabelecida multa de R$ 50 mil por jogo mais juros de 1% ao mês e correção em caso de não cumprimento de pelo menos um dos muitos pontos do acordo.

No processo, o MP narra que meses antes de o documento ser assinado o Corinthians havia informado que enfrentava dificuldades para fazer venda de meia-entrada na internet por conta da necessidade de conferência dos documentos que garantem tal direito.

O órgão alega que desde 2012 deu vários prazos para o alvinegro solucionar o problema ou simplesmente explicar o que havia feito em relação ao tema. E que na maioria das vezes não obteve respostas.

Para o MP, o silêncio corintiano já sugere que o alvinegro não vende meia-entrada em seu site. Mas o órgão cita também casos pontuais.

Entre eles estão uma pesquisa feita pelo Procon no site de venda de ingressos do clube em 2018 . Ela não localizou meia-entrada.

Também aparece a queixa de um torcedor que não conseguiu comprar o bilhete pela metade do preço na final da Copa do Brasil de 2018. É citada ainda uma queixa de maio do ano passado.

O Ministério Público registra ainda uma multa aplicada pelo Procon ao Corinthians em 2019 no valor de R$ 97.053,33 pela não disponibilização de meia-entrada em seu site.

Por fim, observando critérios de prescrição, o MP pede a aplicação da multa em todos os jogos do Corinthians entre 2015 e 2019. E que o clube faça o pagamento em até três dias após a notificação. Caso a quitação não seja realizada, o órgão pede a penhora do valor cobrado.

Se o pagamento for realizado, a quantia deve ir para o Fundo Especial de Despesas de Reparação de Interesses Difusos, administrado pela Secretaria de Justiça do Estado.

 

Por que Red Bull não aumentou oferta por Walce?

Leia o post original por Perrone

Segue travada a tentativa do Red Bull Bragantino de contratar o zagueiro Walce, do São Paulo. O clube do Morumbi recusou a oferta de 6 milhões de euros (cerca de R$ 27,2 milhões), mais 20% do valor de uma futura revenda. Abaixo, veja os argumentos da equipe de Bragança para não ter subido a proposta.

Comparação com Morato

O Red Bull considera que sua proposta já é uma das mais altas feitas no mercado interno brasileiro em todos os tempos.

Além disso, lembra que o clube do Morumbi vendeu o zagueiro Morato para o Benfica por cerca de 6 milhões de euros, sem contar eventuais, bônus, e 15% do valor referente a uma possível revenda.

Para o Red Bull, Walce e Morato estão em níveis semelhantes na carreira. Raciocina que, então, sua oferta é justa

Opções

O Cruzeiro encaminhou a venda do zagueiro Fabrício Bruno para o Red Bull. A equipe de Bragança tem ainda na mira o beque Ibañez, do Atalanta. Essas opções permitem que o RB Bragantino seja mais firme na negociação com o São Paulo.

Necessidade de venda

Não é segredo para o Red Bull que o São Paulo precisa vender jogadores para minimizar suas dificuldades financeiras.

O clube do Morumbi precisava fazer uma boa venda até o fim de 2019 para evitar déficit de R$ 180 milhões. A operação não foi feita e a alternativa é compensar negociando jogadores em 2020. A situação é favorável ao Bragantino nas tratativas.

Janela fraca

A avaliação no Red Bull é de que o São Paulo tenta conseguir uma oferta melhor por Walce no mercado europeu.

Como a janela europeia de transferências no começo do ano é tradicionalmente mais fraca, a equipe de Bragança crê que o São Paulo não conseguirá algo melhor.

Opinião: ocupado com erros antigos, Trio de Ferro não reduz vantagem do Fla

Leia o post original por Perrone

Enquanto o Flamengo faz ajustes num elenco vencedor, seus rivais paulistanos  gastam energia para minimizar erros do passado. Tal retrato atual do mercado da bola  indica como tendência a equipe do Rio de Janeiro no mínimo manter sua vantagem técnica sobre Palmeiras, São Paulo e Corinthians.

O Flamengo tem suas indefinições, como a permanência de Gabigol. Mas já deu passos animadores para sua torcida rumo a 2020. Assegurou dois bons reforços na opinião deste blogueiro: o atacante Pedro Rocha e o zagueiro Gustavo Henrique. Os flamenguistas seguem tentando qualificar o elenco com nomes como Pedro, da Fiorentina.

Ao mesmo tempo, o Palmeiras, clube com maior poderio financeiro no país para encarar o Flamengo, demonstra estar mais preocupado em se livrar de jogadores que não rendiam o esperado do que em contratar.

A direção alviverde se esforça para diminuir a folha salarial do time vendendo ou não renovando com jogadores.

Antes de ser demitido, Alexandre Mattos era duramente criticado por contratar, com o aval de Galiotte, atletas caros e com altos salários, mas que não renderam o esperado. A nova diretoria colocou como meta corrigir a rota.

Borja tem acerto encaminhado com o Junior Barranquilla e Artur, que estava emprestado ao Bahia, com o Red Bull Bragantino. Gustavo Scarpa tem proposta do Almería, da Espanha.

Por sua vez, o São Paulo prioriza uma grande venda ainda antes do final do ano para diminuir déficit  de R$ 180 milhões previsto para 2019.

A direção sabe que tal negociação pode enfraquecer o elenco, mas está encurralada. O Conselho de Administração do clube entende que a diretoria gastou mais do que deveria neste ano para reforçar o time. Por isso, pressiona o presidente Leco a fazer cortes e mudar a política de contratações.

O Corinthians já anunciou Luan como reforço de peso e está perto de anunciar o volante Cantillo. Porém, com previsão de déficit de R$ 145,8 milhões em 2019, a diretoria trabalha incessantemente pra arrumar interessados em jogadores com bons salários mas que não resolveram os problemas da equipe.

Júnior Urso foi para o Orlando City. Clayson tem acerto com o Bahia. E Sornoza puxa a lista dos que ainda devem sair.

Assim como o Palmeiras, o alvinegro tem outro problema que o Flamengo não tem: fazer com que seu novo treinador dê rapidamente padrão de jogo ao time. Essa é a missão do corintiano Tiago Nunes e do palmeirense Vanderlei Luxemburgo. Na Gávea, Jorge Jesus já tem a equipe na mão.

Esse conjunto de fatores não sugere que o Trio de Ferro comece 2020 menos distante do Flamengo do que terminou a última temporada