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O São Paulo pirou

Leia o post original por Antero Greco

Se alguém tinha dúvida de que o São Paulo entrou para a vala comum dos clubes sem rumo, depois desta segunda-feira passa a ter certeza. A demissão de Doriva do comando do time, feita na base do vapt-vupt pela diretoria recém-empossada (ou recém-retornada, vai entender?), mostra como planejamento e coerência andam em falta no Morumbi. Chamaram o rapaz um mês atrás e o dispensam depois de sete jogos (duas vitórias, um empate e quatro derrotas). Uma esculhambação.

A alegação foi a de que Doriva não tem o perfil para dirigir o São Paulo em 2016  e, por isso, se optou por iniciar logo a reformulação. Que planejamento se faz com Milton Cruz como interino pela enésima vez e sem um nome definido para ser o “titular” da Comissão Técnica? O que bateu na diretoria foi medo de que não se consiga nem vaga para a Libertadores. Sem contar que tem aí uma ponta de vingança, pois Doriva foi chamado por Carlos Miguel Aidar.

O São Paulo agiu, neste ano, como qualquer time de segunda linha. O que seria inconcebível, tempos atrás, agora virou rotina. Se antes era modelo de gestão e modernidade, agora comete erros que rivais como Palmeiras e Corinthians abandonaram no passado. O clube é um balaio de gatos, nos bastidores e dentro de campo.

Quando se imaginaria que, numa mesma temporada, o São Paulo fosse ter quatro técnicos? Nunca. Mandou embora Muricy Ramalho, arriscou-se com Juan Carlos Osorio (que percebeu logo a furada em que tinha se metido e aceitou proposta do México), apelou para Doriva (com trabalho interessante na Ponte Preta) e termina com Milton, o bombeiro de sempre.

Não teve nem a delicadeza de deixar Doriva nos jogos restantes, pois ele herdou um elenco e um time montados (ou remendados) de seus antecessores. Não faria diferença alguma e seria uma demonstração de elegância e respeito. Quer dizer, se fosse o São Paulo de outra época…

E assim se passa mais um ano em branco. Vale lembrar que, desde o tri brasileiro de 206/07/08, o São Paulo ganhou apenas a Sul-Americana de 2012, e com uma final pra lá de esquisita, com um timeco argentino (Tigre) e interrompida no intervalo.

 

Acéfalo

Leia o post original por Rica Perrone

Houve um vencedor no Morumbi. E nem cabe muito avalia-lo além de parabenizar pelo resultado, afinal, sabemos, o time não é esse.  Mesmo com reservas o elenco do SPFC é suficiente para vencer o Flamengo. Vamos então avaliar o Flamengo, que jogou com o que tem.  E não tem time pra cair, mas tem um […]

São Paulo trava diante do Bahia

Leia o post original por Antero Greco

Complicado entender o São Paulo no Brasileiro deste ano. Toda vez que ensaia uma arrancada, dá uma topada e deixa dúvidas no ar a respeito de sua capacidade. Agora, por exemplo, vinha numa boa sequência de vitórias, poderia manter-se encostado no bloco principal, mas travou e perdeu para o Bahia, por 1 a 0, hoje à tarde, no Estádio Pituaçu. Melhor para o time baiano, que no meio da semana havia vencido o Santos e começa a fugir da zona de degola.

O mais estranho, no São Paulo, foi o desempenho. Muito diferente daquele consistente da vitória sobre o Corinthians, uma semana atrás, e muito menos do que nos 4 a 0 em cima do Botafogo. A equipe de Ney Franco foi apática, morna, relaxou com o clima ameno de Salvador. Em lugar da pegada, o toque de bola sem objetividade. Em vez da velocidade, cadência. Em vez da eficiência, uma certa indolência.

O São Paulo sem meios-termos – são 11 vitórias, 9 derrotas e 1 empate – neste domingo chutou pouco a gol, quase não incomodou Marcelo Lomba. O goleiro do Bahia só foi exigido, a rigor, em um momento, num chute de Cícero nos minutos iniciais do jogo. No mais, foram intervenções normais, consequência também da boa postura defensiva do time.

O Bahia sob nova direção (agora é com Jorginho) teve o mérito de não se mostrar afoito. Os 3 a 1 diante do Santos lhe fizeram bem, deram confiança e calma. Foi assim que construiu o placar, que veio com gol de Gabriel aos 26 minutos da etapa final. Tudo começou com saída de bola errada de Rodholfo, que o próprio Gabriel tratou de aproveitar até o chute bem colocado, rasteiro, no canto esquerdo, sem margem para a defesa de Rogério Ceni.

Ney Franco até tratou de empurrar o time para cima, primeiro com a entrada de Osvaldo no lugar de Maicon aos 11 minutos do segundo tempo. Depois, com Ademilson na vaga de Cortez, aos 31. Muitos jogadores com características mais ofensivas (lá estavam também Jadson, Lucas, Cícero), que na prática não resultou em pressão maior. Nem sempre ter muitos atacantes é sinônino de time ousado. Como o São Paulo desta rodada.