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Que não falte combustível

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos e minhas amigas, todo mundo sabe que está faltando combustível. Não falo do Brasil, falo do Santos. Pois todo mundo também sabe que o combustível de um time vem da arquibancada. É de lá que, como e onde estivesse, partiu o gás que embalou o querido Alvinegro Praiano para vitórias às vezes improváveis. Espero que nesse domingo, a partir das 16 horas, assistamos outro fenômeno igual.

Vi um Santos com meia equipe de reservas bater o São Paulo, campeão brasileiro de 1977, em pleno Morumbi, e levantar o título paulista de 1978; vi Giovanni & Cia enfiarem 5 a 2 no Fluminense, até então a defesa menos vazada do Brasileiro, em um Pacaembu enlouquecido; vi um bando de Meninos derrotar duas vezes o Corinthians, no Morumbi, e levantar o caneco de 2002.

Aos santistas que dizem que só voltarão aos estádios quando o Santos tiver um time forte, repleto de craques consagrados, que jogue bonito e vença quase todos os jogos, eu só posso dizer: “Aí é fácil”, ou, como diria o português em uma piada que não posso contar, “aí até eu”. Pois o momento que separa os homens dos meninos é agora.

Digo, com convicção, que esse jovem Santos joga melhor, com mais amor e empolgação, quando tem um bom público a animá-lo. Foi assim contra o Corinthians, o Palmeiras e o Nacional do Uruguai. Será assim contra o Cruzeiro, eu boto fé e espero que muitos outros santistas tenham a mesma confiança.

Com a volta de Bruno Henrique, tudo indica que o Santos jogará com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Yuri (ou Pituca), Jean Mota (ou Léo Cittadini) e Rodrygo; Gabriel, Bruno Henrique e Eduardo Sasha.

O Cruzeiro, também com desfalques, deverá começar a partida com Fábio; Lucas Romero (ou Edílson), Léo, Dedé e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Robinho, Thiago Neves e Rafael Sobis (ou Bruno Silva); Sassá.

Já falei que o primeiro jogo que assisti em estádio, no caso o Morumbi, foi um Santos 2, Cruzeiro 0, em 13 de outubro de 1968. De um lado, Pelé, Carlos Alberto, Clodoaldo, Edu, Toninho; do outro, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Natal… Cerca de 29.500 torcedores foram ver aquela partida dos tempos em que o futebol praticado pelos times brasileiros era mesmo o melhor do mundo.
Não podemos esperar a mesma qualidade de outrora no clássico desse domingo, mas podemos fazer a nossa parte e incentivar nossos Meninos, alguns deles de grande técnica e enorme potencial.

Que os adversários torçam pelo insucesso do Glorioso Alvinegro Praiano é compreensível, pois a cada vez que entra em campo o Santos os faz lembrar de longos períodos de vexames e coadjuvância. Porém, ao menos nós, santistas, temos de estar ao lado do nosso time nessa penosa batalha para voltar a reinar no futebol. Nos vemos no Pacaembu.

E você, o que acha disso?


Prioridades

Leia o post original por Odir Cunha

Na campanha que o levou ao vice-campeonato brasileiro de 2007, o Santos fez um jogo emocionante contra o Paraná, em Curitiba. Reveja os melhores lances:

Uma bela surpresa aos jogadores e ao técnico do Santos

Na festa de lançamento da Embaixada do Santos na área metropolitana de Campinas, ontem, em conversa com alguns santistas falei da necessidade urgente de o clube quitar nova dívida de 2,5 milhões de euros, ou 10 milhões de reais, desta vez pelo passe do zagueiro Cléber, que já veio do Hamburgo com problemas no joelho, e comentei que para o torcedor mais vale uma vitória contra um rival do que saldar uma dívida de 10, 20 milhões de reais. Todos concordaram.

Essa ansiedade de ver o time vencer, sempre, é que faz o torcedor pressionar a direção do clube para contratar jogadores às pressas. Essa é uma fórmula que aumenta enormemente as despesas e raramente melhora a eficácia. Nas histórias das grandes crises do futebol brasileiro há sempre um número imenso de contratações. Digo isso para aconselhar que saibamos esperar até julho, quando a janela estrangeira se abrirá e o Santos poderá contratar, no mínimo, três bons reforços.

“É claro que adoro contratar e como gostaria de sair por aí trazendo grandes jogadores”, disse o presidente a mim e a outros colegas de diretoria em uma conversa informal, na sexta-feira. Porém, os papagaios da gestão anterior continuam a ser revelados pela auditoria e alguns deles, como a dívida com o Hamburgo, não podem esperar. Por enquanto, teremos de lutar em campo com o que temos.

Porém, mesmo sem esses reforços, não se pode dizer que o Santos seja um time fraco. A defesa é a mesma dos últimos anos; o ataque perdeu Ricardo Oliveira, mas ganhou novos valores, como Sasha e Rodrygo, além da volta de Gabriel. No meio, Lucas Lima era uma referência, mas já não estava se esforçando devidamente. Assim, a equipe deve ser considerada favorita no jogo deste domingo, às 19 horas, contra o Paraná, na Vila Belmiro. Mas não acredito em uma partida tão fácil como sugerem alguns santistas.

O Paraná foi valente contra a Chapecoense, fora de casa, e seu gol de empate acabou livrando o Santos de entrar na zona de rebaixamento. Hoje ele tem bons motivos de lutar pela vitória, pois este resultado o faria ultrapassar o Santos, pulando para quatro pontos ganhos. É importante que o Santos entre motivado, mas ao mesmo tempo precavido.

Acredito em uma boa vitória do Santos, pois o ataque é muito bom e em casa o Alvinegro toma a iniciativa dos jogos, pressionando o adversário, que recua naturalmente. Enfim, creio que teremos uma noite de Dia das Mães (parabéns mamães!) alegre e tranquila. Porém, nossas maiores vitórias, nesse início de gestão, estão sendo no decantado fluxo de caixa.

E você, o que acha disso?


Obrigado Vanderlei!

Leia o post original por Odir Cunha

Com quatro defesas difíceis à queima-roupa, Vanderlei segurou a vitória sobre o Estudiantes, na Argentina, e colocou o Santos na liderança de seu grupo na Libertadores. Arthur Gomes marcou o único gol do jogo aos 18 minutos do primeiro tempo, após correr por 88 metros e pegar o rebote de um arremate de Sasha que bateu no pé da trave.

Com exceção do inspirado Vanderlei, não foi uma partida primorosa do Santos no aspecto técnico, já que a equipe perdeu inúmeros contra-ataques e sua defesa também não marcou tão bem o pouco criativo ataque argentino, mas o time merece nota 10 pelo espírito de luta, cujo exemplo foi, novamente, o volante Alison. Além dele, os destaques foram Lucas Veríssimo, Dodô e Sasha.

Com o resultado o Santos tem seis pontos e duas vitórias no grupo 6 e estará classificado se vencer os jogos em casa contra o próprio Estudiantes e o Real Garcilaso, do Peru. No segundo turno, sua única partida no campo do adversário será em Montevidéu, contra o Nacional.

O técnico Jair Ventura escalou o time com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Renato (depois Gustavo Henrique) e Jean Mota; Rodrygo (Diogo Vitor), Arthur Gomes (Léo Cittadini) e Eduardo Sasha.

O Estudiantes, do técnico Lucas Bernardi, jogou Andújar, Facundo Sanchéz, Schunke, Desábato e Campi; Iván Gomez, Gastón Giménez (Pavone), Lucas Rodríguez e Lattanzio (Cascini); Melano e Otero.

Prepare-se para comemorar a 1ª Semana Santos

A partir da próxima segunda-feira, dia 9, o Santos Futebol Clube comemorará o seu aniversário de 106 anos com uma série de eventos que prosseguirão até sábado, dia 14, com a estreia do time no Campeonato Brasileiro.

Esses eventos formarão a 1ª Semana Santos, que a partir desta data deverá ser realizada todos os anos. Em 2018 o calendário da semana é o seguinte:

Segunda-feira (09)
Horário: 18 horas
Local: Memorial das Conquistas (rua Princesa Isabel, s/n – Vila Belmiro)
Evento: Vernissage – Exposição Osmar Santos.
Aberto ao público e gratuito.

Terça-feira (10)
Horário: 19 horas
Local: Câmara Municipal de Santos (Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1 – Vila Nova)
Evento: Entrega do título de cidadão emérito de Santos ao presidente do Santos FC José Carlos Peres.
Aberto ao público.

Quarta-feira (11)
Horário: 20 horas
Local: Restaurante Tasca do Porto (rua Quinze de Novembro, 112 – Centro de Santos)
Evento: Sabores do Mundial: comemoração do 1º título mundial do Santos FC x Benfica com jantar, estreia da ‘Resenha dos ídolos’ e exposição do acervo do jogo.
Mediante apresentação de convite. Informações sobre a venda serão divulgadas em breve.

Quinta-feira (12)
Horário: 19h30 / 20h30
Local: Business Center
Evento: Inauguração do Business Center em São Paulo e lançamento da nova coleção de uniformes Umbro.
Evento exclusivo para convidados.

Sábado (14)
Horário: 11 horas
Local: Pacaembu
Evento: Jogo Sereias da Vila x Portuguesa
Horário: 15 horas
Local: praça Charles Miller em frente ao Estádio do Pacaembu
Evento: Santos Day – Super Match Day com diversas atrações.
Horário: 21 horas
Local: Pacaembu
Evento: Jogo Santos FC x Ceará

E você, o que acha disso?


O Santos foi valente

Leia o post original por Odir Cunha

Sim, é verdade que o Palmeiras dominou a primeira meia hora de jogo, aproveitou-se da velocidade de Keno contra Daniel Guedes e abriu caminho para o único gol do jogo, marcado por Willian aos cinco minutos. Porém, não é menos verdade que a partir daí, e durante todo o segundo tempo, o Santos tomou a iniciativa, atacou mais e obrigou Jailson a umas cinco defesas difíceis e decisivas. Então, o empate seria o resultado justo? Sim, sem dúvida.

Os novos Meninos da Vila mostraram vontade, coragem e mereciam ao menos um gol para brindar os 19.500 santistas que compareceram ao Pacaembu.

Dessa vez gostei mais de Arthur Gomes, sem contar, é claro, a garra de Alison e a mobilidade de Sasha. Diogo Vitor não me parece ser um meia distribuidor de jogo, mas um atacante que deve jogar mais próximo da meta adversária, pois adora bater a gol.

Gabriel precisa ser mais solidário. No final do primeiro tempo tinha Diogo Vitor livre e, mesmo sem ângulo, resolveu chutar a gol, desperdiçando ótima chance. É o tipo de jogada difícil de se ver em um time europeu, pois lá os atacantes jogam mais para o time e menos para seus egos. Se Gabriel pretende voltar por cima para a Europa, tem de começar desde já a praticar um futebol menos individualista.

Quanto ao Palmeiras, para um time formado com a força da grana da Crefisa, seu futebol deixa muito a desejar. Parece que joga só o suficiente para abrir uma vantagem, mesmo pequena, e depois usa de todos os recursos, até a abominável cera, para retardar o jogo e fazer o tempo passar. Aliás, se o árbitro Flávio Rodrigues de Souza fosse mais rigoroso contra a cera e contra as faltas seguidas dos palmeirenses, a sorte santista talvez fosse outra.

Jogar-se ao gramado pedindo atendimento médico foi um artifício usado algumas vezes pelos palmeirenses, principalmente pelo goleiro Jailson, sem o árbitro demonstrasse a mínima intenção de fazer o jogo correr. Houve um lance claro de lei de vantagem em que ele parou o ataque do Santos, mas por outro lado, permitiu que o Palmeiras batesse uma falta sem sua autorização que pegou a defesa santista totalmente desprevenida. Enfim, não fez uma arbitragem imparcial o senhor Flávio, que também permitiu ao trombador Felipe Melo distribuir trompaços a torto e a direito.

De qualquer forma, o jogo foi bom e mesmo com uma folha de pagamentos que é um quarto da do rival, o Santos merecia melhor sorte. Agora, o jeito é ganhar o jogo de volta, terça-feira, às 20h30, no mesmo Pacaembu. Nossos Meninos jogarão diante de um público só de palmeirenses, mas agora já sabem que o adversário não é um bicho tão feio quanto parecia.

O goleiro Jailson, suspenso por três jogos, não deveria enfrentar o Santos, mas o departamento jurídico do Palmeiras conseguiu um efeito suspensivo. O que é isso? Como o nome diz, trata-se de uma suspensão da pena. É mais ou menos como o habeas corpus para um réu condenado.

E você, o que achou do Santos contra o Palmeiras?


O Santos é só futebol

Leia o post original por Odir Cunha


Em 2012 o jogo em Ribeirão foi assim...

Espero que não pareça pedante, mas o que é o Santos se não o futebol, o puro e melhor futebol brasileiro? Não sei se você me entende. Nem sempre é o melhor, nem sempre é o mais puro, mas a imagem que nos vem à cabeça quando pensamos no Santos é apenas essa: o futebol, com seus gols, seus ídolos imberbes, suas conquistas redentoras e também seus dramas.

Já definiram o Santos como apenas onze camisas. Um clube sem quadras de tênis, sem piscinas, sem cinema, restaurantes e lanchonetes. Um clube restrito a um time. Hoje temos também o time feminino, é verdade, e teremos outros esportes, mas a imagem que vem, quando pensamos no Glorioso Alvinegro Praiano, é a de craques, muitos deles meninos, seduzindo a bola com carinho e a levando até o fundo das redes adversárias.

Digo isso agora porque estamos entrando na fase final do Campeonato Paulista e acabei de fazer o exercício mental de me concentrar também nos nossos maiores adversários e no que eles representam.

Bem, que me desculpem os são-paulinos, mas penso no São Paulo e vejo um estádio imenso, cercado por muralhas circulares de concreto. Sei que o São Paulo tem um currículo invejável e também já contou com grandes jogadores, mas não há jeito: talvez de tanto propagarem que tinham o maior estádio particular do mundo, penso no São Paulo e vejo o imponente Morumbi.

Quanto ao Palmeiras, sempre o associei com a macarronada da mama, o jeito alegre dos italianos da Capital e também o futebol clássico dos tempos de Ademir da Guia. Mas, de uns tempos para cá, influenciado pelas eras Parmalat, Paulo Nobre e agora pela Crefisa de Leila Pereira, penso no Palmeiras e imagino caminhões de dinheiro estacionando no Parque Antártica. É o clube que contrata quem quer e se dá ao luxo de contratar um jogador apenas para impedir que um adversário o faça.

Sobre o Corinthians, concordo com o que muitos já disseram: trata-se de uma torcida que tem um time. Pode-se colocar a camisa de um time pequeno no Alvinegro de Itaquera e os jogadores se transformação com o apoio de seus fanáticos torcedores. Grande torcida! O maior espetáculo dessa equipe não costuma ser no campo, mas nas arquibancadas.

Assim, ao menos para minha pouco criativa, e talvez cansada, cabeça de jornalista veterano, o São Paulo é o gigantesco Morumbi, o Corinthians é sua tresloucada torcida e o Palmeiras, bem, o Palmeiras, agora, é um banco de crédito ilimitado, com pilhas e pilhas de notas verdinhas como dólares.

Por fim, ao pensar no Santos, só vejo lances de um jogo eterno, moleques atrevidos estendendo sua infância para os sizudos campos do profissionalismo, rompendo barreiras e estruturas, como sempre. Enfim, só vejo futebol.

Não sei se verei, se veremos, isso neste domingo, a partir das 19h30, em Ribeirão Preto, quando o Santos fará sua primeira partida pelas quartas diante do Botafogo. Meninos costumam se inibir fora de casa, longe de sua torcida. De qualquer forma, a proximidade de um jogo do Santos gera uma expectiva boa e nervosa em quem gosta de futebol. Pois isso é a única coisa que o Santos pode oferecer.

E você, o que acha disso?


Garra, Ousadia, Sonho!

Leia o post original por Odir Cunha

Também houve muita técnica. Só faltou um pouco mais de disciplina de Gabigol – expulso no primeiro tempo após levar dois cartões amarelos – para este jovem e corajoso Santos ganhar um 10 na excelente vitória sobre o Nacional por 3 a 1.

Quem foi ver Gabigol, viu o artilheiro cerebral Sasha e o novo talento Rodrygo, de apenas 17 anos, que como Giggia em 50 passou pelos Juvenal e Bigode do Nacional e marcou um golaço.

O incrível é que mesmo com um jogador a menos e diante de um time copeiro como este Nacional, três vezes campeão do mundo, o Santos dominou a partida, criou mais oportunidades e deu uma noite de sonho aos 21 mil santistas que foram ao Pacaembu.

E você, o que acha agora deste Santos?


Gabigol quase estraga a noite do Santos

Leia o post original por Antero Greco

Gabigol é bom jogador. Não deu certo a aventura na Europa, não aproveitou passagem pela Inter e pelo Benfica e voltou pra casa. Tem sido útil ao Santos, mas precisa amadurecer um bocado. Já andou levando amarelos por vacilos no Paulistão e na noite desta quinta-feira por pouco não complica a vida do time, no jogo com o Nacional, pela Taça Libertadores.

Os santistas estavam em vantagem por 1 a 0, enfrentavam adversário complicado no Pacaembu e Gabigol tentava contribuir para a vitória. Só que teve dois momentos de impertinência: o primeiro ao levar cartão amarelo por reclamação, nos minutos iniciais, em lance que não tinha nada a ver com ele. Depois, aos 44, dividiu forte, de maneira imprudente e desnecessária, no campo do rival. Tomou o segundo amarelo e o vermelho.

Saiu de campo a perguntar: “O que eu fiz? O que eu fiz?” Fez bobagem. E por pouco não enrosca a vida da equipe no segundo tempo. Desfalque certo para o próximo jogo.

A compensação esteve nos pés de outros dois companheiros dele: Sasha, autor do primeiro e do terceiro gols, e de Rodrygo, que fez o segundo. Esse foi um golaço: o rapaz, de 17 anos, arrancou do meio-campo feito Fórmula 1 e só parou quando viu a bola na rede dos uruguaios. Valeu o ingresso para os 20 mil torcedores que estiveram no Estádio (ainda) Municipal.

O Santos esteve perto de resultado melhor, se Artur Gomes tivesse marcado o pênalti que sofreu e cobrou. O rapaz, 19 anos e outra cria da base, acabara de entrar no lugar de Rodrygo e só não fez a farra porque a bola ficou nas mãos do goleiro Conde. Porém, mostrou personalidade ao ir para cima do zagueiro, no lance da falta na área, e foi participativo até o fim.

O resultado em casa compensa a derrapada na estreia e mostra que, aos poucos, Jair Ventura dá cara boa ao Santos. De novo, jovens de talento despontam, encorpam e fazem o torcedor esquecer que, entre o fim de 2017 e começo deste ano, foram embora Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Zeca.

É o Santos a se reconstruir.

Mas fica o alerta: Gabigol precisa botar na cabeça que não é o astro da companhia. Nem se achar que pode bancar o xerife. Assim vai quebrar a cara outras vezes.

 

O lado cheio do copo

Leia o post original por Odir Cunha

Veja que não fosse o erro clamoroso do árbitro Flávio de Oliveira, não marcando o pênalti a favor do Santos aos 45 minutos do segundo tempo do clássico alvinegro, e hoje uma equipe improvisada, um time de meninos orientado por um técnico ainda muito criticado por alguns santistas, seria o líder do Campeonato Paulista, à frente de um clube que joga dinheiro pela janela, como o Palmeiras. Isso só para ver como às vezes podemos ser precipitados em nossas críticas.

Perceba que mesmo sem dinheiro para contratar, já que encontrou o cofre vazio e furado, a nova gestão trouxe Sasha, Fabigol e Dodô, três jogadores potencialmente titulares, ao contrário do que ocorreu em 2017, quando jogadores foram contratados às baciadas e apenas Bruno Henrique se tornou titular.

Note que as despesas mensais estão sendo drasticamente reduzidas, pois havia empregados demais e trabalho de menos. Se um clube moderno e eficiente como o Bayern de Munique tem menos de 400 funcionários, é óbvio que o nosso Santos não precisava de tanta gente para faturar um décimo do clube alemão. Alguém teria de ter coragem para desgazer o cabidaço de empregos.

Enfim, o tempo mostrará que os 11 compromissos de campanha da chapa Somos todos Santos serão cumpridos, entre eles a tão esperada – e temida, por alguns – auditoria, que passará o clube a limpo nos seus últimos anos. A partir desta gestão o Santos será mais eficaz e transparente. Quem viver, verá.

Fique sócio. Já!

Nessa corrida para levar o Santos novamente ao lugar que ele merece, sabemos que só podemos contar com o nosso torcedor. Por isso, independentemente da situação do time, vá aos jogos e se torne sócio, associando também mulher e filhos. Juntos, tornaremos o nosso time e o nosso clube poderosos, a ponto de lutar por todas as vitórias e títulos possíveis.

Somos todos santistas e por isso somos diferentes e predestinados. Qualquer garoto que veste esta camisa se torna imenso. Mas não somos apenas grandes. Somos os maiores que já pisaram um campo de futebol e, como a história é cíclica, um dia voltaremos a ser. Acredite nisso e jogue com a gente!

Clique aqui para ficar sócio do Santos

Faço um convite para você:

Em homenagem as mulheres, Memorial das Conquistas realizará “Uma Noite Memorável”

Vamos lotar a Vila: venda de ingressos para a partida contra o São Bento

E você, o que acha disso?


Últimas do Santos

Leia o post original por Odir Cunha

William Machado – É gente boa, sóbrio, entende muito de futebol e formará um belo trio com Jair Ventura e Gustavo Vieira no comando do futebol profissional do Santos. Conversei com ele no CT, presenteei-o com um exemplar do Time dos Sonhos e creio que já recebeu um sinal do que é trabalhar com o futebol do Santos, um time bem maior do que parte da mídia faz crer.

O prefeito de Santos – Paulo Alexandre Barbosa, recebeu a mim e ao vice-presidente Orlando Rollo e prometeu estreitar os laços entre a prefeitura e o Santos Futebol Clube. Faremos ações conjuntas no projeto A Cidade do Futebol, teremos eventos na Semana Santos e, o que é mais urgente, a Prefeitura apoiará as obras de revitalização no entorno da Vila Belmiro. Creio que finalmente prefeitura e Santos andarão juntos.

Endomarketing – Segunda-feira, às 9h15, como parte do trabalho prometido de endomarketing, iniciaremos as visitas guiadas dos funcionários do Santos ao Memorial das Conquistas. O primeiro grupo será o dos funcionários da limpeza. Alguns deles jamais pisaram no Memorial e nesse dia poderão conhecer um pouco mais da história a das glórias do clube em que trabalham. As visitas se estenderão a todos os funcionários do Santos, incluindo jogadores profissionais e da base.

Onde nasceu o Santos – Uma placa será colocada no imóvel da Rua João Pessoa, número 10, onde ficava o Clube Concórdia, que sediou a assembleia de 39 jovens estudantes e comerciários que no dia 14 de abril de 1912 fundaram o Santos. Será o marco inicial de muitas ações que envolverão o turismo cultural em torno do Santos e de Pelé.

Semana Santos – De 9 a 15 de abril comemoraremos o 106º aniversário do nosso Santos Futebol Clube. Serão organizados eventos culturais e esportivos, envolvendo música, artes plásticas, poesia, literatura, fotografia, jogos e vídeos. Os interessados em criar e produzir um evento em homenagem ao Santos devem entrar em contato comigo. O calendário da Semana Santos será definido em meados de março.

Assophis – A Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos, presidida por Wesley Miranda, trabalhará em sintonia com o Departamento de Memória e Estatística do Clube. Para começar, o Santos chancelará um trabalho produzido pelo assophista Léo Devezas, trabalho que será apresentado à Federação Paulista de Futebol e corrigirá algumas informações históricas sobre o Campeonato Paulista.

Quem comanda o Santos – Eu brinco que José Carlos Peres é o pai, Orlando Rollo o filho e eu o Espírito Santo. Enfim, nós três continuamos unidos e trabalhando para cumprir as metas da campanha. Há ainda os ótimos profissionais responsáveis pelas diversas áreas do clube, todos com autonomia para tomar decisões baseadas no profissionalismo, na ética e na democracia. Por mais que ex-presidentes sejam respeitados, hoje não exercem mais nenhuma autoridade na instituição e nem devem querer influenciar os rumos que o Santos tomará sob sua nova e oxigenada gestão.
A verdade é que a última diretoria, após uma gestão temerária, perdeu nas urnas e deve, assim como aos que a apoiaram, abster-se de palpitar sobre os destinos do Santos. Deveriam, aliás, nem dar entrevistas sobre isso. Essa atitude não é ética. Tiveram a sua chance de servir ao Santos e serviram-se dele, essa é a verdade.

Livraria Fechada – A Livraria deste Blog não venderá mais livros físicos. Percebo que não me sobra mais tempo para atender pessoalmente aos compradores. Enquanto eu estiver trabalhando no Santos a venda de livros físicos estará suspensa. Usarei os exemplares de Time dos Sonhos e do Dossiê para presentear os jogadores e componentes da comissão técnica contratados pelo clube, como parte do nosso trabalho de endomarketing.

Reforços – Romário, Sasha… Creio que devemos receber os novos contratados com alegria e confiança. Futebol depende muito de motivação, de um bom ambiente, e isso podemos oferecer a esses bravos rapazes que chegam para ajudar o clube a cumprir uma boa temporada em 2018. Um jogador com vontade e bem preparado fisicamente pode render até mais do que outro com melhor técnica, mas sem motivação para lutar pela vitória – como, aliás, cansamos de ver em 2017. Acreditemos, portanto!

E você, o que acha disso?


Inter toma fôlego também na Copa

Leia o post original por Antero Greco

A torcida colorada anda apreensiva. Os resultados no Campeonato Brasileiro amedrontam e deixam o Inter perto da zona de descenso. A Série B é fantasma que assusta.

Mas em quatro dias houve dois motivos para alegria. E que motivos! No domingo, a vitória suada por 2 a 1 sobre o Flamengo, que tirou a equipe do Z-4. Nesta quarta-feira, os 2 a 0 sobre o Santos na Copa do Brasil.

Dois momentos excepcionais em competições distintas e que carregam indícios de reação em final de temporada. Na Série A, agora passa a depender apenas de si para não sofrer a humilhação da queda. Na Copa, a vaga na semifinal (os duelos serão com o Atlético-MG) e a perspectiva de terminar o ano com um título. Nada mal.

Celso Roth colocou muitos reservas em campo, no duelo no Beira-Rio, pois a intenção era a de preservar o que tem de melhor no Brasileiro. Se viesse a reviravolta na Copa, tudo bem. Como a vantagem era do Santos (2 a 1 na Vila), não valia a pena queimar todos os cartuchos.

E não é que deu certo a opção do “professor”? O Inter jogou sem a responsabilidade do placar. Antes, transferiu a pressão para o Santos. Mais leve, menos tenso, o time gaúcho jogou à vontade e aproveitou da sonolência do adversário.

Consequência das posturas diferentes? Os gols. Um em cada tempo. Aylan aos 9 minutos do primeiro tempo colocava o Inter na fase seguinte do torneio. Classificação carimbada de vez com Sasha aos 44 da segunda etapa.

Inter renasce em duas frentes. Ao Santos, vice-campeão da Copa em 2015, resta o consolo de brigar por vaga na Libertadores via Brasileirão. Missão que, no momento, está a seu alcance.