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Eusébio “pantera negra” ameaçou o reinado de Pelé

Leia o post original por Mion

Jornal inglês da época anunciava o duelo de Eusébio contra Pelé. O "Pantera" era o maior rival do Rei.

Jornal inglês da época anunciava o duelo de Eusébio contra Pelé. O “Pantera” era o maior rival do Rei.

A memória do esporte em muitos casos é curta. Neste final de semana morreu o craque Eusébio, com certeza o melhor jogador de Portugal de todos os tempos. Cristiano Ronaldo no final de sua carreira talvez consiga equiparar as suas marcas. Sem marketing de hoje, na época o futebol português simplesmente não existia, Eusébio conseguiu maravilhar toda a Europa, recebendo o apelido de “pantera negra” e por muitos, considerado o maior concorrente de Pelé quando estava em atividade. Lógico um exagero, mas poucos conseguiram tal status de chegar perto do maior de todos os tempos.

Depois da Copa de 70, quando comecei a me interessar por futebol, recente a Copa de 66 ainda estava bem viva. Assisti vídeos de vários lances de Eusébio, principalmente na Copa da Inglaterra quando terminou como artilheiro do torneio com 9 gols. O azar de Portugal foi enfrentar exatamente a Inglaterra, promotora do evento, sendo eliminado nas semifinais. O “Pantera” não era apenas artilheiro, tinha técnica, habilidade e muita velocidade. Todas estas qualidades somadas aos 638 gols marcados em 614 jogos (média de 1,03 gol por jogo) pelo Benfica, clube que defendeu por 15 anos. Na seleção realizou 64 jogos e deixou 41 gols nas redes adversárias (média de 0,65).

Na década de 60, Eusébio conquistou a condição de maior craque da Europa, não mereceu a devida valorização por ser português, se tivesse nascido na Alemanha, Inglaterra, Itália ou França seria bem diferente. Um mérito ninguém tira do “Pantera Negra”, conseguiu rivalizar Pelé, o que na época e até hoje vale por muitos títulos.

 

Abaixo as conquistas individuais e títulos de Eusébio:

 Prêmios individuais

• Futebolista Europeu do Ano (1): 1965

• Futebolista Europeu do Ano de Prata (2): 1962, 1966

• Bota de Ouro (2): 1968, 1973

• Bota de Prata (7): 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970, 1973

• Maior goleador dos Clubes Campeões Europeus (3): 1965, 1966, 1968

• Goleador da Copa do Mundo (1): 1966

• Bola de Bronze da Copa do Mundo (1): 1966

• All-Star Team da Copa do Mundo (1): 1966

• Futebolista Português do Ano (2): 1970, 1973

• BBC Overseas Sports Personality of the Year (1): 1966

Prêmios especiais

• Prêmio de carreira Bola de Ouro Portuguesa

• Salão Internacional de Futebol dos Campeões da FIFA

• PFA Merit Awards

• FIFA 100

• UEFA Jubilee Awards

• Prêmio de Presidente da UEFA

• Top-100 dos Campeonatos do Mundo da France Football

• Planète Foot 50 Meilleurs Joueurs du Monde

• Voetbal International Wereldsterren

• 50 Grandi del Secolo da Guerin Sportivo

• World Soccer’s Selection of the 100 Greatest Footballers of All Time

• 100 Craques do Século da Revista Placar

• Venerdi de 100 Magnifici

• Top-10 dos melhores jogadores do mundo da IFFHS

• Os Melhores dos Melhores – Jogadores do século: Top 10

• 9º melhor jogador de futebol do século XX da IFFHS

• 50 melhores jogadores de todos os tempos do Planète Foot

• 8º lugar da lista “Os melhores do século XX” elaborada pela revista Placar

• 10º melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela revista World Soccer

Jogando pelo Benfica e seleção portuguesa:

• Campeonato Português (11): 1960-61, 1962-63, 1963-64, 1964-65, 1966-67, 1967-68, 1968-69, 1970-71, 1971-72, 1972-73 , 1974-1975

• Taça de Portugal (5): 1961-62, 1963-64, 1968-69, 1969-70, 1971-72

• Taça dos Clubes Campeões Europeus – (1): 1961-1962

• Taça Ribeiro dos Reis (3): 1963-64, 1965-66, 1970-71

• Taça de Honra (9): 1962-63, 1964-65, 1966-67, 1967-68, 1968-69, 1971-72, 1972-73, 1973-74, 1974-75

Seleção nacional

• Copa do Mundo: terceiro lugar em 1966

 

Acabou! Zico, o último ‘craque autêntico do Brasil’ dá adeus

Leia o post original por Mion

Quem viu, viu. A partir de agora é só história e lembranças. Zico realizou no último sábado a derradeira aparição pública jogando bola, no Encontro das Estrelas, promovido por ele todo mês de dezembro para ajudar entidades beneficentes. Aos 60 anos, os joelhos não permitem mais extravagâncias como bater uma bolinha ou em seu caso um bolão, pois tem mais haver com talento e genialidade. Nas últimas décadas o Brasil identificou-se com novos craques muito mais pelo marketing e badalação internacional de que por afeição, reconhecimento e admiração. Não é saudosismo, mas quem conhece futebol não pode fugir da verdade: Zico foi o último craque brasileiro na expressão da palavra.

            Desde o final da carreira do Galinho em 1994, o Brasil atrofiou sua qualidade lentamente. Substituiu o talento por gols. Quem fazia gols era considerado craque. Desesperado e arrogante por não perder o status de país do futebol, o brasileiro nomeou jogadores como Ronaldo Fenômeno (?), Ronaldinho Gaúcho, Robinho e outros menos votados, na categoria de craques. Chegou-se ao absurdo de considerar Ronaldo o melhor jogador do mundo de todos os tempos superado apenas por Pelé e Maradona, numa época em que os torcedores se curvavam diante da genialidade do francês Zidane. Jairzinho foi artilheiro da Copa de 70, entretanto na escala de craques ficou atrás de Pelé, Tostão, Gerson e Rivelino. Não havia comparação em termos de talento. Não estou desfazendo de Jair, o Furacão da Copa, mas não atingiu o patamar de craque.

            Numa comparação entre Zico e o último craque contemporâneo, o idolatrado Ronaldo, a diferença já começa no número de gols. O Galinho marcou mais de 800 gols em sua carreira (Ronaldo mal chegou aos 400). Falar na contusão que atrapalhou o Fenômeno, o Galinho também teve boa parte de sua carreira atrapalhada em virtude de uma entrada criminosa do zagueiro Márcio Nunes do Bangu, passou por 3 cirurgias, apesar de não ser o mesmo, a genialidade permitiu inclusive, que disputasse a Copa de 86. Não ganhou nenhuma Copa do Mundo e daí? As chances de Messi ganhar pela Argentina são poucas, e Cristiano Ronaldo por Portugal, praticamente nulas. Daqui 10 anos deixarão de ser os maiores craques desta década? É claro que não! Continuando o comparativo e finalizando, pois a seleção brasileira é o grande marco na vida de Ronaldo, Zico sem ser centroavante é o terceiro maior artilheiro da seleção em média de gols. Vale o número de gols marcados por jogos. Pelé ganha em número (95) e média (0,83), afinal é o Rei. Zico jogou 94 partidas e marcou 68, média de 0,72, só superado por Romário com uma média de 0,79. Ronaldo atuou em 112 jogos e fez 75, média de 0,67. O Fenômeno só sabia fazer gols e nem neste quesito bateu o Galinho. Por isso não há comparação. Quero fazer justiça o marketing de Ronaldo “roubou” a vitrine do jogador que chegou mais próximo da definição de craque: Rivaldo, o verdadeiro talento da conquista de 2002. Pagou caro por não ter carisma e principalmente “afeição” da FIFA e de patrocinadores.

            O último jogo de Zico sepultou a Era dos Craques Dourados. E Neymar? Nele estão depositadas as esperanças de ressurreição, entretanto aos 21 anos ainda terá muito a caminhar. Não precisa nem ganhar Copa, apenas mostrar algo próximo da genialidade e talento de Zico. Se chegar a este patamar, o futebol brasileiro ainda pode ter esperança no futuro de ter novamente um craque de fato.

Blog do Mion 2013-12-01 13:25:46

Leia o post original por Mion

Pelé-bicicleta

O fotógrafo Alberto Ferreira imortalizou a bicicleta de Pelé em 1965, no Maracanã lotado,quando o Brasil enfrentou a Bélgica.

Este blog estreou no dia 5 de junho de 2010. Após mais de três anos, escrevi perto de dois mil comentários, um tema é especial e enigmático: o Rei Pelé. Tentar escrever sobre Pelé, o maior jogador de todos os tempos. Acho que não poderia existir um tema mais valorizado para o post 1.000.

É uma missão difícil, ou melhor, uma pretensão para qualquer jornalista ou escritor querer contar tudo ou definir o que significa Pelé para o futebol e para o mundo, mas dá para tentar. Em pesquisa realizada na década de 80, por uma empresa de publicidade norte-americana, sobre a dimensão da marca Coca-Cola nos 100 principais países, o resultado surpreendeu: Os três nomes mais conhecidos e lembrados de ponta a ponta do planeta: 1 – Jesus Cristo, 2 – Coca-Cola 3 – Pelé. Este é um pequeno exemplo do que significa Pelé. Não vou me estender pois como disse, falar do Rei é repetir o que milhares de pessoas já disseram e escreveram. Eu quero abordar apenas 3 aspectos que acho fundamentais e dignos de reflexão:

1) Os lances de Pelé reprisados pelas Tvs não causam tanto espanto nos dias de hoje para os mais jovens, porque com o tempo se tornaram comuns em nossos campos. Quero lembrar que estes lances, Pelé fez há mais de 40 anos, quando ninguém tinha a menor noção do que estava vendo. Ele criava no momento e celebrizou grandes jogadas como o “chapéu” e a “bicicleta” (esta última inventada por Leônidas da Silva, mas foi celebrizada pelo Rei)

2) Pelé surgiu exatamente no momento em que a raça negra sofria pressões terríveis. Ele venceu o preconceito e a má vontade, não das pessoas do Brasil, mas do mundo. Pelé é do tempo em que negros e brancos andavam em lados diferentes nas ruas e não frequentavam os mesmos lugares. Com genialidade, Pelé também driblou a discriminação racial. Como diria Zagalo, “tiveram que engolir o fenômeno Pelé”.

3)Pelé encantou o mundo sem o marketing e sem a mídia que existem hoje. Ele apenas enfeitiçou os seres humanos com a sua arte sobrenatural. Correu o mundo com o Santos e seleção brasileira para conseguir a posição de celebridade. Foi puro reconhecimento de sua arte.
Para encerrar este post, algumas curiosidades do Rei, apenas detalhes que somados, construíram a sua realeza:

ALGUNS NÚMEROS DO REI

• 1.279 gols. Só perde para Friendenreich
com 1.329 gols reconhecidos pela FIFA,
apesar de não documentados

• 11 vezes artilheiro do Campeonato Paulista
(de 1957 a 1965, 1969 a 1973). Quem mais se
aproximou foi Friendenreich, com 9 artilharias
no tempo do futebol amador

• 58 gols em um único campeonato, o Paulista
de 1958. Abaixo só aparece ele próprio, com 49
gols em 1945

• 1.091 gols por um único clube, o Santos
95 gols pela Seleção Brasileira. O segundo
lugar cabe a Zico, com 67 gols

• 49 gols marcados em um único clube,
o Corinthiansm entre 1957 e 1974

• 65 gols entre 1975 e 1977, nas 111 partidas
que disputou pelo Cosmos de Nova York

• 32 títulos de campeão, uma média de 1,5 por ano
• Disputou 4 Copas do Mundo sendo campeão em 3,
Disputou 14 jogos com 12 vitórias, 1 empate e 1
Derrota. Marcou 12 gols, média 0,8 por jogo.

• 23 outros títulos de campeão em torneios
não-oficiais, o que sobe a média total para 2,6 por ano

CAMISA 10

Muita gente não sabe, mas Pelé usou a camisa 10 na Copa do Mundo de 58 por puro acaso – houve um sorteio no vestiário entre os jogadores da seleção brasileira. Depois daquela Copa do Mundo a camisa 10 nunca mais foi a mesma, ela pertencia ao maior jogador de futebol do mundo. Pelé imortalizou a camisa 10 no futebol, e sempre será sinônimo de craque.

O QUE OS ILUSTRES FALARAM DE PELÉ

“Prazer em conhecê-lo. Eu sou o presidente dos Estados Unidos.Você não precisa me dizer quem é”.

(Do presidente norte-americano Ronald Reagan ao receber Pelé na Casa Branca)

“O maior jogador de futebol do mundo
foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé
como jogador. Ele está acima de tudo”

(PUSKAS, craque do escrete húngaro
que dominou o futebol no início dos anos 50)

“Se Pelé não tivesse nascido homem
teria nascido bola”

(ARMANDO NOGUEIRA, jornalista)

“Pensei: ele é de carne e osso como eu. Me enganei”

(TARCISIO BURGNICH, defensor italiano na Copa de 70)

“Pelé é o único que ultrapassa os limites da lógica”

(CRUIJFF, comandante do Carrossel Holandês
na Copa de 74)

“Senti medo, um terrível medo quando vi
aqueles olhos. Pareciam olhos de um animal
selvagem, olhos que soltavam fogo”

(OVERATH, jogador alemão nas Copas de 66 a 74)

“Pelé desequilibrou o mundo”

(GILMAR, goleiro do Santos e da Seleção)

Obs. Apesar de tudo isso, o Brasil não idolatra o “Rei” como deveria. Eu sempre digo: ” ah se ele fosse norte-americano, ou mesmo argentino!”

Aloísio, esse “boi” não é grosso e muito menos bandido

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Aloísio tem técnica e merece a definição de guerreiro. Muricy faz justiça ao seu valor.

Aloísio tem técnica e merece a definição de guerreiro. Muricy faz justiça ao seu valor.

Ao acompanhar o programa “Redação” da Sportv do brilhante âncora André Rizeck, ouvi o comentário do não menos brilhante Lédio Carmona (um dos três comentaristas de minha predileção, os outros dois Raphael Rezende também da Sportv e Paulo Calçade da ESPN) quando analisou o centroavante Aloísio do São Paulo. E sua leitura sobre o atacante é exatamente a mesma que a minha: não é craque, porém não tão tosco como a maioria dos comentaristas dizem.

Não ostenta o apelo popular e badalação da imprensa, mas Aloísio está entre os cinco melhores centroavantes do futebol brasileiro. Talvez atrapalhe a sombra do consagrado Luis Fabiano, de Fabuloso não tem mais nada. Aloísio poucas vezes jogou em sua verdadeira posição porque Fabiano tem vaga cativa. Por isso não conseguiu render todo o seu potencial.

A chegada de Muricy colocou muitos jogadores nos devidos lugadores. Era lógica a dificuldade de jogar com Ganso e Jadson na meia-cancha. Fica lento demais, assim como Tite precisa rever a opção de utilizar Douglas e Danilo juntos. Os quatro são fundamentais na armação de jogadas de seus times, entretanto matam o setor se jogarem juntos. Até nas décadas de 70 e 80, ápice do futebol brasileiro, qualquer time vencedor tinha apenas um armador que pensava o jogo, o outro meia se aproximava mais do centroavante e entrava na área.

Com Muricy, Aloísio recebeu a chance que tanto esperava. Como Lédio falou, além de qualidade, faz jus ao salário que ganha. Luta o tempo todo, se dedica de corpo e alma à camisa tricolor, merece respeito e valorização, além de servir de exemplo para muitos que ganham salários astronômicos e não têm o menor comprometimento com quem lhe paga… será que Alexandre Pato entende o que estou escrevendo?

Seguindo esta linha de pensamento, Aloísio é forte como um boi, mas de bandido não tem nada, ao contrário é o maior mocinho da saga atual do São Paulo.

Raposa a galope passa por cima das “galinhas mortas”

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Marcelo montou um Cruzeiro vencedor em poucos meses. Dagoberto desacreditado no Inter mostra que ainda é  diferenciado.

Marcelo montou um Cruzeiro vencedor em poucos meses. Dagoberto desacreditado no Inter mostra que ainda é diferenciado.

       O Cruzeiro arrebenta no Brasileirão porque é um timaço ou os adversários não têm qualidade? Este é o tema atual de muitos programas e artigos da imprensa nacional. Uns defendem a primeira hipótese, outros a segunda. Em minha opinião prevalecem as duas opções: o Cruzeiro tem um belo time e realmente os adversários estão bem abaixo do representante mineiro. Por isso mesmo a Raposa já está 11 pontos à frente do vice Grêmio, a tendência segue no sentido de aumentar ainda mais nas próximas rodadas.

Se analisarmos criteriosamente a campanha do líder, observamos certas características que contrariam o normal. Começa por seu técnico: Marcelo Oliveira assumiu em janeiro o comando de um time desmontado que em 2012 lutou barbaridade para terminar em 9º lugar na Série A. No decorrer do certame Mineiro a diretoria contratou reforços e Marcelo conseguiu em pouco mais de três meses dar padrão de jogo e em seis tornar o grupo entrosado e vencedor. Fato que merece registro, poucos atingem esta excelência em tão pouco tempo.

Outro fator a ser analisado, assim como Atlético Mineiro o elenco conta com jogadores desprezados em outros mercados e até ironizados. Como exemplo Nilton e Egídio, quando saíram de Vasco e Flamengo respectivamente, não deixaram nenhuma saudade, ao contrário as duas torcidas cansaram de vaia-los. O mesmo aconteceu com Dagoberto no Inter, sem esquecer de Ceará e Borges considerados em final de carreira. Todos eles estão próximos de conquistar o Brasileirão. Quem diria?

Não há como negar a fragilidade técnica e tática dos demais adversários mais próximos, entretanto contestar a competência e qualidade do time que conquista em 25 rodadas, 17 vitórias, somente 3 derrotas, marca 55 gols (média superior a 2 gols por jogo) e sofre apenas 20, é má vontade ou pura inveja de torcedor adversário.

“Sangue Bom”, programa classe A na Banda B

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Dionísio (centro) comanda o seu "Sangue Bom" na Rádio Banda B.

Dionísio (centro) comanda o seu “Sangue Bom” na Rádio Banda B.

   Nos últimos meses tenho pensado em voltar ao rádio. Aos 16 anos iniciei a carreira de jornalista esportivo na rádio Cultura de Curitiba. A minha paixão pelo rádio foi imediata, virou amor eterno. Na semana passada, recebi um sinal de que realmente chegou a hora de voltar após 12 anos afastado por questões alheias ao meu desejo: recebi o convite do comentarista e apresentador Dionísio Filho da Rádio Banda B AM 550 para participar de seu programa líder de audiência “Sangue Bom”. Dionísio me dará oportunidade de no próximo sábado (dia 14) às 14 horas manter contato com os ouvintes e matar saudades de conversar diretamente com o torcedor. Como é bom!

Fiquei sensibilizado pela lembrança de meu nome e mais feliz ainda por se tratar de um camarada sangue bom na expressão da palavra. Dionísio, ou Djonga para os amigos, foi um dos grandes laterais do futebol paranaense e brasileiro. A sua carreira dispensa maiores comentários atuou no Internacional, Atlético Mineiro, Coritiba, Atlético, Pinheiros entre outros clubes. Fixou residência em Curitiba por gostar da cidade, apesar de receber diversas propostas de seguir outros caminhos, inclusive clubes do Rio e São Paulo. Desde 1991 trabalha na imprensa esportiva como comentarista.

Vou participar do programa com o maior prazer, será uma honra ter a oportunidade de tecer comentários, falar de minha carreira no microfone poderoso da Banda B, líder de audiência sob a batuta do comunicador e deputado estadual Luis Carlos Martins, outro que dispensa comentários por sua competência e capacidade de sensibilizar a multidão de ouvintes que acompanham o seu programa há décadas. Então o convite está feito: sábado 14 horas na Rádio Banda B AM 550 temos encontro marcado. Também pela internet no www.bandab.com.br. Até lá!

Maicon, Ramirez e Bernard botam “minhoca” no Felipão

Leia o post original por Mion

      A vitória de meia dúzia de gols sobre a Austrália agradou todo mundo. Ninguém pode reclamar de uma goleada tão acachapante, entretanto o principal de tudo foi a ótima atuação da seleção. Não ganhou apenas por enfrentar um time limitado tecnicamente, mostrou bola para construir o placar dilatado. Quando o árbitro apitou final de partida, Felipão deixou o gramado certo de que terá pela frente muitas dúvidas. Maicon, Bernard e Ramirez tomaram conta do lado direito brasileiro. Jogaram demais, dando novas perspectivas porque existia a tendência de atacar mais pelo lado esquerdo com Neymar e Marcelo. Os três colocaram “minhoca” na cabeça de Felipão. Pelo jogo de ontem a seleção tem novos titulares.

Daniel Alves andava acomodado, longe daquele lateral do Barcelona. Particularmente gosto mais de Maicon. Em forma é mais completo em comparação a Dani, marca melhor e apoia com qualidade. Na meia-cancha Paulinho também precisa se cuidar. Não acredito que Felipão irá sacar Oscar, assim Ramirez disputa mais a vaga do ex-corinthiano. Caso Oscar não volte a render o esperado, como aconteceu na Copa das Confederações, aí sim corre o risco de sentar no banco. O retorno de Ramirez mexe tanto com Paulinho quanto Oscar. Os dois terão que suar a camisa e jogar muita bola para continuarem titulares.

No ataque, Bernard o garoto xodó de Felipão deu as caras e avisou: quero uma vaga. Hulk é outro que deve se cuidar. O contundido Fred também. Jô não perde chance para mostrar serviço e ao médio prazo pode superar as expectativas, engolir o veterano desgastado atacante tricolor. De tudo isso, a principal lição é a seguinte: Felipão não deve mais falar em grupo fechado. Ainda falta muito para a Copa e como não temos craques incontestáveis, valerá mesmo a fase de cada um quando faltar alguns meses para a Copa. Por enquanto deixa a bola rolar e decidir quem poderá vestir a canarinha em 2014.

Oito quilos separam Walter da seleção

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Bem magrinho, Walter brilhou na seleção sub-20, foi artilheiro e campeão Sul-Americano.

Bem magrinho, Walter brilhou na seleção sub-20, foi artilheiro e campeão Sul-Americano.

     Depois de Romário e Ronaldo o Brasil procura um novo talento para vestir a consagrada camisa 9 da seleção. Luis Fabiano não fez feio, entretanto não chegou a preencher completamente a lacuna, faltou aquele algo mais, além da cabeça não ser das melhores. Após a Copa de 2010 o futebol brasileiro empobreceu ainda mais. Não surgiu ninguém e a solução foi recorrer ao veterano Fred. Faro de gol não falta ao atacante, mas está longe de ser o centroavante dos sonhos. A menos de um ano para a Copa do Mundo,  Walter ressurge no Goiás após deixar o Inter atuar na Europa e passar pelo Cruzeiro. Fora de forma (muito mesmo) comprova a cada jogo ter talento e qualidade técnica acima da média. Chegou a jogar com mais de 10 quilos acima do peso e mesmo assim marcou gols e comprovou qualidade técnica.

O jogador diferenciado é assim. Gordo, magro, machucado, velho não existe barreira que impeça mostrar talento. O seu pouco é muito em comparação à grande maioria. Walter pode ser o goleador que a torcida brasileira tanto sonha, para isso primeiro precisa se convencer disso. Se Walter encarar com seriedade e perder mais oito quilos – já foram quatro em agosto- estará em forma e pronto para receber uma oportunidade no time de Felipão.

Falar em Walter na seleção não é nenhuma empolgação momentânea em virtude de uma fase passageira. O atacante já defendeu a cores brasileiras pelo selecionado sub-20 e se deu bem: 9 jogos, 5 gols, artilheiro e campeão Sul-Americano da categoria em 2009. Antes de voltar ao Brasil, jogou pelo Porto atuou em 33 jogos e marcou 16 tentos. Atualmente no Goiás realizou 62 partidas e deixou 41 marcas nas redes adversárias. Os números também ajudam Walter. O único desafio é perder estes “malditos” oito quilos, e este obstáculo é bem mais fácil de ser superado em comparação a outros atacantes que nem magrinhos conseguem fazer tanto quanto Walter faz bem gordinho.

Finalmente Coxa tira o “pijama”. Furacão pega força

Leia o post original por Mion

A realidade com ou sem dor

A realidade com ou sem dor

    O futebol paranaense não pode reclamar do segundo semestre. Os três clubes brigam por conquistas: Coxa pela liderança, Atlético próximo do G-4 e Paraná ensaia sua volta à Série A. O Coritiba venceu o Grêmio em Porto Alegre e está grudado nos líderes Cruzeiro e Botafogo. O triunfo tem um gostinho especial por três razões. Primeiro porque continua na luta pela liderança, venceu a primeira partida fora de casa e para completar venceu um clube difícil de ser batido em sua casa sem Alex, afastou aquele conceito de só conseguir resultados positivos quando o craque está em campo.

Já o Atlético demonstrou nas 10 primeiras rodadas falta de capacidade de reagir, acumulou péssimos resultados. Na Baixada rondava o receio de cair novamente à segunda divisão. Vagner Mancini assumiu e deu uma nova cara. São quatro vitórias consecutivas que trouxeram confiança ao torcedor e respeito dos adversários. Resta saber se manterá este crescimento ou foi apenas um lampejo de força.

No jogo de ontem o técnico Marquinhos engoliu taticamente Renato Gaúcho, em campo, o Coxa fez o mesmo. Os gaúchos pouco ameaçaram e quando chegaram ao gol adversário perderam chances em virtude do excesso de ansiedade. Renato terá muito trabalho para manter o tricolor pelo menos entre os 10 primeiros colocados. A experiência de Marquinhos com 3 zagueiros certamente deixará dúvidas para o jogo diante do Vasco. Os laterais Victor Ferraz e Diogo puderam apoiar, aliás a maior virtude dos dois. Com 12 rodadas concluídas o panorama não mudou: Cruzeiro, Botafogo e Coritiba continuam por cima e agora o Atlético chega com força. Para aqueles que apostavam em uma mudança radical no decorrer das rodadas, é melhor rever os seus conceitos e admitir que o Brasileirão não tem favorito e as surpresas vieram para ficar. Vão incomodar até o final.

Alex abusa do talento. Será que Felipão está vendo?

Leia o post original por Mion

Alex adicionaria mais talento e brilho ao meio-de-campo do Brasil.

Alex adicionaria mais talento e brilho ao meio-de-campo do Brasil.

     Há mais de 10 anos o futebol brasileiro procura aquele meia talentoso com capacidade de armar e fazer gols. Paulo Henrique Ganso foi a última esperança. As lesões o tornaram um jogador comum, só o tempo mostrará se ainda podemos esperar alguma coisa. Depois de quase uma década de futebol turco, Alex retorna ao Brasil para encerrar a carreira no Coritiba, clube de seu coração. Em poucos meses comprovou estar em plena forma além de mais brilhante. Não tenho dúvida em apontar Alex como o grande destaque do Brasileirão. E vou mais longe: o técnico Felipão consegue perceber a importância de Alex na fase atual do futebol brasileiro?

Faltando menos de um ano para a Copa só vejo duas justificativas para o técnico da seleção pelo menos não tentar a utilização de Alex: discriminação por ter 35 anos e o fato de jogar no Coritiba. Com certeza se estivesse jogando no Flamengo ou Corinthians, a imprensa paulista ou carioca começaria uma campanha infernal. Entendo que a seleção brasileira tem 11, no máximo 15 jogadores intocáveis já definidos para a Copa. Os demais devem ser avaliados conforme a fase que estão vivendo. Se houver coerência Felipão não pode fugir da realidade: Alex tem vaga entre os convocados. A questão de titularidade dependerá do esquema tático e treinamentos. Quem estiver melhor jogará.

Oscar não fez uma grande Copa das Confederações, passa por uma fase neutra. Não joga mal, mas também não consegue brilhar, fazer a diferença. Talvez o ano com excesso de jogos o prejudicou fisicamente. Se o Brasil jogasse hoje, Alex estaria em melhores condições, seria titular e Oscar ficaria no banco. Em minha opinião o meia do Coxa é imprescindível para a seleção por três razões: tem experiência, possui o estilo extinto no futebol brasileiro e é genial. Tudo que está faltando ao grupo de Felipão.