Arquivo da categoria: Seedorf

Podolski não é Seedorf

Leia o post original por Rica Perrone

Simpático, carismático, marketeiro, bom jogador e ponto final.  Podolski especulado no Flamengo pela mídia turca e imediatamente endeusado por parte de alguns mais eufóricos, passa longe de ser o jogador que estão pintando. Aos 31 anos tem status de promessa que não vingou e não de um grande craque. Por ser europeu, sabemos, a midia …

Seedorf já foi demitido do Milan? Ué, mas não era o futebol europeu que dava exemplo e segurava os seus técnicos?

Leia o post original por Milton Neves

500x500

Acordamos hoje com a notícia que o Milan demitiu o maravilhoso Clarence Seedorf.

Ué, não havia um “surto” pró-Europa sobre a organização e paciência no trabalho técnico e tático?

Sim, eles estão adiantados em muitos quesitos, mas em outros são tão vulneráveis quantos nós, latinos.

A luta por resultados e a “corda” sempre romperá para o lado mais fraco, é uma prática mundial.

E veja a situação do bom holandês, que se aposentou no Botafogo, apenas para comandar o time rossonero.

Nelson Rodrigues dizia “No Brasil, cochicha-se o elogio e berra-se o insulto”.

Eu escrevi na última sexta-feira que ando orgulhoso de ver na TV o rosto de TODOS os jogadores e membros de comissões técnicas de tantos países, que já desembarcaram em nosso país para o mundial, um ar de admiração, tranquilidade, felicidade e até de surpresa pelo que já encontraram.

E olha que não viram nem 5% do que os espera.

Belos CTs, comida sem igual no mundo, hospitalidade de primeiro nível, shoppings monumentais, arquitetura ímpar, cidades verticais como nos EUA, nossos estádios lindos, mesmo que com saltos orçamentais, paisagens deslumbrantes e um povo bonito e acolhedor.

Gente, já ganhamos a Copa só no bom susto que nossos visitantes levaram no primeiro piscar de olhos.

Eles sacaram que estão no melhor lugar do mundo e voltarão para seus países tendo descoberto o Brasil como nossos novos Pedro Álvares Cabral e nunca mais falarão mal da gente.

Portanto sem esta de que vamos passar vergonha.

O maravilhoso jornalista Eduardo Castro, da EBC, escreveu excelentes linhas a respeito do tal “Fracasso” que transcrevo abaixo e vale pena uma reflexão:


“Fracasso é sheik entrar em campo e fazer juiz anular gol – e teve na Espanha.

Fracasso é torcedor agarrar atleta pelo pescoço e mudar resultado de competição – teve na Grécia.

Fracasso é a bola bater um metro fora e juiz validar gol do time da casa na final – teve na Inglaterra.

Fracasso é explodir bomba dentro do parque olímpico – teve em Atlanta.

Fracasso é sequestrarem metade de uma delegação e matarem um monte de gente – teve na Alemanha.

Se rolar um troço assim, ou algo parecido, daí sim terá sido um fracasso. Mas, como se percebe, superável. Vai dizer que você lembrava disso tudo? Atrasar vôo ou obra não ficar pronta não tem nada a ver com sucesso do evento. É problema de outra ordem, e mereceria uma atenção maior do que disputa política.

Copa é um troço supervalorizado pelas partes interessadas; e há gente interessadíssima, tanto a favor quanto contra. Não é a origem de todas as mazelas, nem a culpa da sua perpetuação. Também não é manifestação cultural, patrimônio do povo ou a solução para o caos urbano. É um evento – e
privado. Fazendo cinco ou seis contas isso fica claríssimo.

Greve é parte da coisa e direito de quem quiser fazer – desde resguardadas as regras de civilidade. Sempre tem: teve greve de metrô em Londres, teve greve do Louvre em Paris, teve greve da companhia de energia na África do Sul. Lá, aliás, teve greve até de segurança privada que atuava dentro de estádio, resolvida duas horas antes de jogo do Brasil, com dinheiro vivo na mão dos caras.

Sempre tem suspeita. Em todas. E vi de perto, em três copas e uma olimpíada, que “legado”, mesmo, nesses eventões, é só de imagem. De quem faz – para o bem ou para o mal. Mas fundamentalmente na imagem do lugar e de seu povo, tanto pra fora quanto pra dentro. Na Coréia e na África do Sul, por exemplos, foi um banho de auto-estima.

Aqui não vai ter isso. Somos craques em nos auto-sabotar. Nisso não fracassamos nunca.”

E aí, torcedor? Vamos parar com essa síndrome de “vira-lata” ou vamos continuar nos boicotando no maior evento esportivo do planeta?

Brasileiros têm missão difícil nas oitavas da Libertadores

Leia o post original por Quartarollo

Os paulistas não podem falar nada sobre a eliminação dos cariocas Flamengo e Botafogo na primeira fase da Libertadores pois nem até lá conseguiram chegar nesta temporada. Foi a pior classificação dos paulistas em muitos anos no Brasileiro do ano … Continuar lendo

Não é pra tanto

Leia o post original por RicaPerrone

jorgewagner-alexandrecassiano-glo

Eu cheguei a embarcar na frase “desmanche” quando li que Lodeiro deixaria o clube.  Mas após breve conversa com o presidente, que me disse que Lodeiro fica, e assistindo ao jogo de ontem, de fato não é bem assim.

Eu sei que todo botafoguense esperava o maior investimento dos últimos anos. Afinal, em 1 semana o time joga a vaga no torneio onde sonha estar há mais de 1 década.  É realmente frustrante ver perdas ao invés de reforços. E sim, eu também esperava um Botafogo muito mais forte e não mais fraco.

Seedorf parou de jogar. Não tem o que fazer.  Rafael Marques, que até agosto era uma piada, virou perda fundamental. Mas veio Jorge Wagner, que é melhor que o Rafal Marques, diga-se.

Não dá pra repor o Seedorf. Esqueçam.

E então, perdendo esse fator determinante de liderança, técnica e profissionalismo, o torcedor esperava repor com 2 ou 3 peças. Não chegou nenhuma. E mesmo que chegue, é um claro erro de planejamento que cheguem a 2 dias de um jogo decisivo que pode determinar um vexame ou 6 jogos e 3 meses de enorme mídia e expectativa.

Mas não, o time não é uma porcaria. Nem houve desmanche.  Sairam 2 titulares, chegou um. O Bollati? Não acho nada demais. Mas fica como opção na vaga do Hyuri, talvez.

O ponto não é o quanto enfraqueceu o time de 2013. A questão é que o torcedor esperava, no mínimo, um time ainda mais forte para 2014. O que até aqui, não tem sinais que vá acontecer.

O que também não quer dizer que houve um desmanche e que o time é uma merda. Não é.  É suficiente pra ganhar em Quito, diga-se.

Mas talvez não pra criar qualquer expectativa muito além disso. E é isso que está deixando o torcedor frustrado.

Ele pensou ser “o grande ano do Botafogo”, e não “mais um ano no Botafogo”.

abs,
RicaPerrone

O legado holandês de Seedorf

Leia o post original por Pedro Ernesto

ZÉ ALBERTO ANDRADE – interino
ze.alberto@rdgaucha.com.br

A passagem de Seedorf pelo futebol brasileiro merece todo o tipo de elogios. O holandês multicampeão chegou ao Botafogo e cumpriu todas as obrigações. Mostrou qualidade técnica, conduziu o time a um título carioca por antecipação e à grande campanha no Brasileirão, garantindo vaga na Libertadores. Profissionalmente, também foi exemplo, convivendo com a realidade de um clube com salários atrasados e que até sem estádio ficou. Não deixou por isso, tomou posições fortes e contestadoras. Sempre em alto nível.

Nas entrevistas e conversas falou sempre um português melhor do que muitos brasileiros. Isso também mostra respeito e grandeza. Foi assim, como cidadão, que anunciou o fim da carreira de jogador para ser técnico do Milan. Que tenha todo o sucesso e que, por aqui, sejam aproveitados por todos os muitos ensinamentos do craque que pagou-se inteiramente e deixou baita herança.

Campeão

O futebol gaúcho começou 2014 como terminou 2013, com festa do Pelotas. Mesmo sob muita chuva, a Boca do Lobo recebeu bom público, que já havia festejado a Copa Sul-Fronteira e a Supercopa. Com um jogador a menos, de virada, no meio do barro e com a força da galera, foi contagiante a superação do “El Lobo Copero”.

O Pelotas entra cheio de moral no Gauchão, contando com a competência e a estrela do técnico Paulo Porto, o de melhores resultados no Interior nos últimos anos.

Hábil

Não há nenhum problema de o zagueiro Pedro Geromel ser perguntado e responder sobre a derrota do Inter na Recopa Gaúcha. Ao dizer que ficou “feliz” nada mais fez do que ter a reação óbvia para um gremista diante do fracasso do rival. Seria natural a situação inversa. O questionamento serviu para, mais uma vez, mostrar que é um cara esclarecido, bem informado sobre o ambiente que o cerca e respeitoso pela rivalidade.

Se dentro do campo mostrar a mesma habilidade que tem com as palavras, poderá ser considerado a descoberta do ano da diretoria tricolor.

Otávio foi a uma das melhores notícias, se não a melhor, do Inter em 2013. A empolgação do guri, após os primeiros dias com Abelão, dá a ideia de que recebeu sinalização de força e confiança do técnico. Seja para qualificar a equipe ou para, no futuro, ser gordo o cheque nos cofres.

É bom o jovem receber as chances necessárias para afirmação. E normal que venha a ter momentos irregulares. O que não pode é perder a hora de lançá-lo.

Fogão perde meio time para o Milan

Leia o post original por Neto

Seedorf fez 81 jogos pelo Botafogo e marcou 24 gols

Seedorf fez 81 jogos pelo Botafogo e marcou 24 gols

O Botafogo não disputava uma edição da Libertadores desde 1996. Desde quando o Túlio, Donizete e companhia deram ao clube da Estrela Solitária seu primeiro e único título do Brasileirão. E não é que depois de uma campanha extremamente regular, com a honesta e honrosa quarta colocação, o Fogão volta à disputa? Mas sinceramente achei o elenco bem mais ou menos. Tirando o excelente goleiro Jefferson, a revelação Dória e mais dois ou três, o restante deixa muito a desejar.

Não fosse a qualidade técnica e o poder de liderança do holandês Seedorf certamente o desempenho do Fogão não seria o mesmo ao final de 2013. Na minha visão esse cara era meio time. Não à toa a pior fase da equipe na competição foi justamente quando o jogador ficou lesionado. Mas ele anunciou que deixará o time para assumir o comando do Milan. Isso mesmo! A proposta italiana para ser técnico foi tão boa que o ‘forçou’ anunciar a aposentadoria dos gramados.

Independente do legado que o gringo deixou por lá, a tal mentalidade europeia de trabalho, a direção do clube precisa trabalhar firme para substituí-lo. Rodrigo Souto e Bolatti já chegaram. O uruguaio Forlán ainda negocia. Seedorf foi profissional ao extremo no período em que jogou no Brasil. E isso fez um bem tremendo ao Botafogo. Precisa ser substituído a altura, sobretudo para os cariocas não passarem vergonha na Libertadores.

Fim

Leia o post original por RicaPerrone

Captura-de-Tela-2014-01-14-às-13.37.59

Seedorf foi um craque. É difícil usar o verbo no passado para alguém que até ontem fazia parte dos meus planos quando avaliava os times e suas chances em 2014.

Do Suriname a Holanda, da Holanda aos maiores clubes do mundo e, enfim, de “Seedorf” a “Negão”.

Não há carreira mais completa.

O homem que liderava equipes na badalada Europa veio comemorar título no Raulino de Oliveira. E chorando.

Veio vestir o manto alvi-negro que muitos já vestiram, mas que poucos mereceram. Seedorf mereceu.

Cada centavo, cada ato de idolatria e cada aplauso. Cada um dos seus 24 gols, fazendo do Bota o segundo clube onde mais marcou gols na carreira.

Deu ao Botafogo uma dose cavalar de auto-estima, confiança e fé. Aquele que perdia de véspera chegou até a acreditar em título.

Em troca, o direito de ser ídolo ao lado de nomes como Garrincha, Zagallo e Nilton Santos.  Ou, de ser aplaudido no Maracanã.

Um lúcido que veio continuar o tratamento de choque iniciado por um “Loco”.

Vai lá,  ”Negão”!  Volte a ser “Clarence” e seja muito feliz.

abs,
RicaPerrone

Seedorf pensa, mas não fala: o que vim fazer nesta “selva”?

Leia o post original por Mion

Ao desembarcar no aeroporto do Rio, Seedorf projetou um final de carreira glamoroso: vestir a camisa do Botafogo, a mesma de Garrincha, Gerson, Jairzinho, Nilton Santos além de outros expoentes mundiais, viver na “cidade maravilhosa” e como palco para desfilar seu talento, Maracanã, templo da bola. Quase dois anos depois, o sonho virou pesadelo e mais uma vez o Brasil decepciona aqueles que vêm para cá pensando em usufruir de um paraíso.

         No século XXI o Botafogo viveu duas Eras distintas: AS e DS, ou melhor, Antes de Seedorf e Depois de Seedorf. Não foi diferente para o cidadão, ser humano e profissional Seedorf: holandês, dotado da capacidade de se expressar em quatro ou cinco idiomas, inclusive o português, um dos principais jogadores de seu país e da Europa nos últimos 15 anos, pautou a carreira com responsabilidade, dignidade e reconhecimento.

         Em sua passagem no Brasil, Seedorf enfrentou desafios inimagináveis em sua formação europeia: falta de estrutura, desorganização,  salários atrasados, falta de profissionalismo de jogadores e clubes, calendário estafante, politicagem, violência constante, torcedores com capacidade de jogar ovos e agredir em aeroportos, sem contar com as vergonhas que cercam os estádios da Copa do Mundo. Enfim, para ele, uma verdadeira selva.

         Acredito que Seedorf não vê a hora de se mandar. As investidas do Milan para ser treinador são bem vistas, não foi ainda porque seu caráter não permite abandonar o barco no final da viagem, esperou pelo menos o final de 2013. Quando Seedorf deixar o Botafogo e o Brasil dizendo que sobreviveu à selva ninguém poderá contrariar ou criticar sua opinião, porque realmente sobreviveu a um meio rude e inculto.

                 

Toda desorganização tem limite!

Leia o post original por Neto

Holandês Seedorf está em má fase no Fogão

O Botafogo é o exemplo claro de que falta de planejamento em algum momento pesa negativamente. O time até vem fazendo uma boa campanha nesse Brasileirão, onde é o terceiro colocado. Mas será que não podia ser melhor se tivesse tudo em dia por lá? Me falaram que a grana do clube está tão atrasada que até as concentrações estavam sendo, digamos, economizadas. É brincadeira?

E o Seedorf? A grande estrela da equipe, que de fato vinha mantendo uma boa sequencia de jogos, de repente encontrou uma má fase técnica. Com ele caiu também o rendimento da equipe. E convenhamos, buscar o título com um trio ofensivo formado por Rafael Marques, Hyuri e Elias fica bem difícil, hein?

A Lusa é a mesma coisa. Poxa vida! Até outro dia estava na zona do rebaixamento. A explicação me bateram por telefone. O clube estava com três meses de direitos de imagens atrasados. Ou seja, tá feia a coisa. Aí os caras começaram a vencer, deixaram a zona de rebaixamento, golearam o Corinthians e todo mundo acha que o Canindé está a “mil maravilhas”. Nada disso! Espera pra ver. Torço para a Portuguesa, mas se não tiver organização, não tem jeito.

Aliás, isso vale para qualquer clube do futebol brasileiro e mundial. Com o potencial que temos por aqui é só arrumar um pouco a casa que os clubes crescem radicalmente. Exemplos caros disso são o Corinthians na última temporada e o próprio Palmeiras de agora com o Paulo Nobre. Ah, isso sem contar a dupla Cruzeiro e Galo e os gaúchos Inter e Grêmio.

O Cruzeiro e a competência premiada

Leia o post original por Antero Greco

Um papo que sempre ouvi no Bom Retiro, bairro em que nasci e no qual me criei, que “quem tem competência se estabelece”. Pois o Cruzeiro tem, e muita. Não é por acaso, nem por acidente, que lidera o Brasileiro, cada vez com mais folga. Agora, com 7 pontos de vantagem sobre o vice-líder Botafogo (49 a 42), depois dos 3 a 0 desta quarta-feira em Belo Horizonte.

Vitória sem contestação, sem nuances, sem mutretas. Não procede nem a reclamação de Osvaldo de Oliveira de que não houve pênalti em Everton Ribeiro, que resultou no segundo gol. O placar final mostrou a capacidade cruzeirense de superar desafios, como havia feito na rodada anterior, ao passar pelo Atlético-PR, no sábado, por 1 a 0. E o Furacão era outro candidato ao título, outra sombra afastada do caminho.

A consistência continua a ser característica marcante do Cruzeiro. O time tem harmonia, cria jogadas de ataque com regularidade, ao longo dos jogos. E, o mais importante, tem vários goleadores, não se concentra em torno de um jogador apenas. A confirmação da tese veio com os dois gols de Julio Baptista, que entrou no segundo tempo e garantiu o marcador.

O Cruzeiro dá passos firmes para mais um título nacional. Mas têm razão os técnicos Marcelo Oliveira e Osvaldo Oliveira, ao advertirem que falta muito. Mais do que lugar-comum, é constatação. São 48 pontos pela frente e turbulências, escorregadas, vaciladas devem entrar na conta de todos. A toada do Cruzeiro é que torna mais complicada a vida dos adversários.

O Botafogo não acabou, como se pode imaginar. Já deu provas de superação em diversas oportunidades no ano. Isso vale, não se deve desprezar. Como não se deve subestimar a capacidade de Seedorf. O holandês perdeu pênalti, quando estava só 1 a 0, e não teve desempenho brilhante. Mas é, de longo, o melhor do time, o regente da orquestra.