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Lodi mostra que há vida na lateral esquerda da seleção além de Marcelo

Leia o post original por Perrone

A melhor notícia para o torcedor da seleção brasileira nesta terça (19) foi a atuação de Renan Lodi na vitória por 3 a 0 sobre a Coreia do Sul. O jogador do Atlético de Madrid sinalizou que o Brasil tem um candidato sólido a herdeiro de Marcelo na lateral esquerda. Até agora, ninguém tinha abraçado essa candidatura.

Com Danilo mais preso na marcação, apesar de ter feito o terceiro gol, o Brasil concentrou suas ações ofensivas pelo lado esquerdo, graças à habilidade e precisão de Lodi nos cruzamentos, como no primeiro gol brasileiro. Paquetá aproveitou bem a jogada. E aqui vemos outra melhora do time de Tite. Falo da maior movimentação e troca de posições entre meias e atacantes. O estilo de guardar posições implantado pelo treinador da seleção é irritante. A maior mobilidade também foi vista no terceiro gol, de novo com participação importante de Lodi pela esquerda, mas dessa vez com conclusão de Danilo pelo lado direito.

Richarlison e Gabriel Jesus não estiveram à altura de Lodi. Imagino o lateral-esquerdo com parceiros como os flamenguistas Bruno Henrique e Gabigol, pelo que estão jogando hoje, com muita movimentação. O ataque brasileiro seria mais letal.

Coutinho, por sua vez, não teve uma atuação excepcional, mas merece aplausos por fazer a torcida brasileira lembrar como é bonito um gol de falta. Esse tipo de jogada virou artigo raro na seleção e nos clubes brasileiros.

Entre os jogadores que mereciam uma observação mais detalhada, Paquetá teve uma atuação interessante. Ajudou o Brasil a fugir do engessamento tático característico da era Tite. O jogador do Milan pisou regularmente na área adversária e foi uma opção a mais para os cruzamentos de Lodi.

Fabinho também teve papel importante, melhorando a saída de bola e dando mais velocidade ao time. Outro ponto que fez o Brasil ser outro time em relação à derrota para a Argentina foi a eficiente marcação alta, que complicou a Coreia do Sul. Em termos defensivos, o Brasil praticamente só foi testado por Son, que nos duelos quase sempre levou a  mehor sobre os marcadores, mas não conseguiu balançar a rede.

Claro que o resultado ajuda a aliviar a pressão sobre Tite, por mais que muitos lembrem que o adversário não era dos mais fortes. Porém, o que interessa mesmo num amistoso nesse estágio da seleção brasileira, na opinião deste blogueiro, é a observação em relação às alternativas que o técnico busca. No geral, vi mais pontos positivos do que negativos.

Opinião: é injusto trasformar amistoso em jogo decisivo para Tite

Leia o post original por Perrone

Deveria ser apenas mais um amistoso preparatório. Porém, o jogo do Brasil contra a Coreia do Sul, nesta terça, ganhou importância para Tite conquistar tranquilidade para tocar sua vida na seleção brasileira. Os cinco jogos seguidos sem vencer geraram uma série de críticas ao treinador. Sua permanência no cargo é questionada por parte da imprensa e da torcida. Na contramão desse movimento, este blogueiro considera que seria injusto um troca no comando da seleção neste momento.

Já dizia Juvenal Juvêncio, falecido ex-presidente do São Paulo, que para demitir um treinador é preciso ter um fato. Em sua última competição oficial, a Copa América, Tite levantou o caneco. Jejum de vitórias em amistosos não é um fato que force a troca de técnico em minha opinião.

O estágio atual é de fazer testes e dar oportunidades a novos jogadores pensando não só nas próximas Eliminatórias, mas já em preparar peças para a Copa de 2022. É um trabalho que na maioria das vezes não  se faz rapidamente. Se entrar numa eventual histeria coletiva pela degola de Tite, a CBF será incoerente. Teve a oportunidade de afastá-lo depois da Copa da Rússia. Naquele ponto daria oportunidade para outro profissional iniciar um trabalho longo visando o Mundial seguinte. Mudar o rumo agora seria jogar fora quase um ano e meio de trabalho.

Ainda lembrando Juvenal, ele afirmava que também já era preciso ter o nome de um substituo ao optar pela troca. Não tenho a informação de que a CBF já tem esse nome e não acredito que ela de fato saiba quem chamar no caso de Tite não aguentar o bombardeio.

Também não vejo um nome que seja garantia de trabalho melhor do que o atual. A menos que a Confederação Brasileira esteja disposta e preparada para buscar um “professor” na elite europeia de clubes. Dos que atuam no Brasil, nem os badalados Jesus e Sampaoli dão essa segurança. O português trabalha faz pouco tempo com atletas locais e não tem histórico em seleções. Já o argentino foi bem com o Chile, mas não fez um trabalho de excelência em sua própria seleção. Ambos até seriam boas apostas, só não acho que a situação exija uma troca imediata. Tite tem cometidos erro, mas acredito que mereça um ponto final em sua história na seleção em plena entressafra.

Opinião: Tite precisa mudar. Ataque do Flamengo serve de inspiração

Leia o post original por Perrone

Tite tem suas convicções táticas, e não é de abandoná-las facilmente. Isso mesmo pressionado como agora, depois de mais um jogo ruim da seleção brasileira na derrota por 1 a 0 para a Argentina, nesta sexta (15). Na opinião deste blogueiro, pelo menos uma dessas certezas do treinador do Brasil já deveria ter sido deixada de lado antes da Copa da Rússia. Falo do sistema em que atletas guardam suas posições no campo ofensivo já se preparando para a retomada da posse de bola.

A falta de deslocamento de meias e atacantes facilita a vida dos defensores adversários. No último Mundial, por exemplo, Neymar foi desperdiçado fixo na beirada do campo, e Gabriel Jesus foi mais incentivado a marcar do que a buscar o gol.

Os maus resultados recentes empurram o treinador da seleção para repensar seu estilo de jogo. E uma boa fonte de inspiração é o ataque do Flamengo de Jorge Jesus. Meias e atacantes trocam de posições, dão opções para quem está com a bola e confundem a marcação adversária. É comum o rubro-negro invadir a área rival com quatro jogadores, por exemplo. A chance de o adversário se atrapalhar com um ataque em massa, rápido e flutuante é maior.

O técnico da seleção já rasgou elogios ao atacante flamenguista Bruno Henrique e, certamente, não o convocou mais vezes para evitar prejudicar o time de Jesus, que briga pelos títulos do Brasileirão e da Libertadores.

Mas não basta chamar Bruno Henrique e até mesmo seu parceiro Gabigol e amarrá-los à rigidez tática de Tite. É preciso explorar suas movimentações. Rodrygo também pode ser muito útil se o treinador do Brasil resolver dar outra cara para seu ataque, com mais movimentação e velocidade.

Claro que mudar radicalmente o jeitão da equipe na frente vai exigir ajustes atrás. Tite precisará revisar o seu normalmente sólido sistema defensivo. E não creio que ele se anime com a ideia. Esse é o dilema do treinador para sobreviver no cargo. Se não deixar pelo caminho alguns conceitos e perceber que tem jogadores que podem render muito com outro estilo de jogo, ele terá séria dificuldades para se manter no cargo.

Opinião: perguntas mostram como trabalho de Jesus pressiona Tite a melhorar

Leia o post original por Perrone

Tite agiu com bom senso ao não convocar jogadores do Flamengo e de outros times do Brasil para os amistosos contra Argentina e Coreia do Sul, em novembro. Porém, a ausência de rubro-negros na lista não evitou que o finalista da Libertadores e líder do Brasileirão fosse tema marcante na entrevista do técnico da seleção. A quantidade de perguntas sobre o time de Jorge Jesus durante a coletiva deixa claro que o trabalho do português pressiona o comandante do time nacional a evoluir.

Ao deixar flamenguistas e atletas das demais equipes nacionais de fora, Tite evita cobranças e críticas de dirigentes, jornalistas e torcedores num momento em que o treinador já é pressionado pelos últimos maus resultados da seleção. Foi inteligente evitar mais cobranças.

Só não deu para impedir a pressão provocada pelo bom futebol apresentado pelo Flamengo. Tite teve que analisar o time de Jesus e responder sobre comparações a respeito das duas equipes. Foi indagado até se o trabalho do português pode servir como inspiração.

Pressionado, usou números para defender seu trabalho e explicou as diferenças entre objetivos e momentos da seleção e do Flamengo. Basicamente, o conceito é o de que seu time está em fase de preparação, enquanto o de Jesus disputa títulos importantes. O comandante da equipe pentacampeã pisou em ovos para falar do trabalho do colega. Seguiu na linha de que as comparações são difíceis, as análises precisam ser mais profundas, as situações são diferentes e de que ainda é cedo para conclusões definitivas.

O microfone girou na mão dos entrevistadores, e sistematicamente vinha uma pergunta sobre o Flamengo. Tanto que no fim ele foi indagado sobre os pontos positivos da vinda de Jesus ao Brasil. De novo, o técnico da seleção se equilibrou entre elogios e o discurso de que é preciso mais tempo para comentários sólidos.

Era natural que isso acontecesse. Quando a seleção não vai bem, automaticamente fazemos comparações com o futebol mais bem jogado perto de nós. No caso, é o praticado pelo time de Jesus. Tite já provocou esse efeito, quando comandava o vencedor Corinthians e acabou substituindo Dunga na CBF.

Não estou dizendo que Jesus ameaça o cargo de Tite. Mas que o bom desempenho do Flamengo pressiona a seleção brasileira a jogar no mínimo no mesmo nível. O rubro-negro virou referência para o trabalho do treinador do Brasil, que já sua para administrar a situação.

Tite, Seleção e Neymar. Todos decepcionantes. Com esse time não ganha a Copa nem a pau, Juvenal!

Leia o post original por Nilson Cesar

Neymar pediu privilégios. Só se esquece de jogar futebol. Tite não apresenta nada de novo no comando da Seleção Brasileira. Eu se fosse dirigente da CBF mudaria comissão técnica e exigiria um grupo novo de jogadores. Essa ” panelinha” da Seleção não está funcionando. A maior decepção de todas é Neymar. Quer ser comparado ao Messi no Barcelona. Neymar é um jogador só mediano comparado…

Fonte

S. Caetano tem verba de vendas penhoradas. Novato de Tite está na lista

Leia o post original por Perrone

Com Marinho Saldanha, do UOL, em Porto Alegre

Por conta da execução de uma dívida, a Justiça de São Paulo proibiu o São Caetano de receber receitas de vendas de direitos econômicos de seus jogadores até que o valor do débito seja atingido. Nesse período, os depósitos devem ser judiciais. A medida alcança a verba referente à negociação de percentuais relativos ao volante Matheus Henrique com o Grêmio, clube pelo qual ele se destaca. O meio-campista foi convocado nesta sexta (20) como uma das novidades de Tite para os dois próximos amistosos da seleção brasileira.

Eventuais compradores de atletas do Azulão devem depositar o dinheiro em uma conta judicial até que a quantia chegue a R$ 4.113.271,33. Esse é o valor cobrado pela MS Business Solutions, empresa que entrou com a ação de execução contra o São Caetano, em abril de 2018. O  clube pode recorrer, mas não se pronunciou até a publicação deste post por meio de sua assessoria de imprensa, procurada pelo blog.

A penhora também atinge os direitos do meio-campista Nonato, emprestado pelo clube paulista ao Internacional com opção de compra. Na última quarta (18), um dia após penhorar todos os direitos econômicos que o São Caetano possui, o juiz Paulo Rogério Santos Pinheiro, da 17ª Cível de São Paulo, complementou decisão referindo-se especificamente a Matheus Henrique e Nonato. Para tanto, ele alega que a compra de direitos econômicos dos dois está sendo feita junto ao São Caetano.

Na ação, a MB Solutions alega que o clube paulista, que pode recorrer, não pagou valor combinado em distrato de parceria dos direitos econômicos de Andreson Wanderllan Moraes Rodrigues, o Pimentinha, contratado em agosto pelo Paraná Clube. Segundo a credora, o acordo, assinado em setembro de 2014, era para o pagamento de 26 parcelas mensais de cerca de R$ 46,1 mil, mas o trato não foi cumprido, segundo sua versão. A cobrança atual se refere ao valor corrigido.

Internacional e Grêmio informaram que ainda não foram notificados. O tricolor ainda afirmou que a decisão não o afeta porque os contratos de compra e venda, nesses casos, continuam valendo. Se a notificação chegar antes da data do pagamento ser feito para o São Caetano, o depósito será na conta judicial. Caso contrário, o time paulista receberá diretamente o dinheiro.

Em relação a Nonato, o Inter tem até dezembro para pagar R$ 2,3 milhões e comprar 50% dos direitos econômicos do jogador vinculados à equipe do ABC Paulista.

Entre absurdos e fatos

Leia o post original por Rica Perrone

Tite não tem se ajudado. Aliás, uma característica que muita gente na CBF meio que desistir de tentar reverter o cenário e se adaptar a ele. Infelizmente o futebol brasileiro não tem culhão pra mudar porque trata-se de um meio político e não profissional. Mas vejamos e sejamos razoáveis. Se não leva o meu melhor…

Por que brigas como a entre CBF e Fla por joia da base devem continuar?

Leia o post original por Perrone

Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

Pouco antes de o Flamengo conseguir no STJD a liberação de Reinier para jogar (e arrebentar) contra o Avaí, Branco, coordenador das categorias de base da CBF, e André Jardine, técnico da seleção sub-20, afirmaram que a entidade continuará sendo firme para negar pedidos de clubes para liberar de convocações seus jovens talentos.

As declarações foram dadas durante palestra na “Brasil Expo Futebol”, mesmo evento em São Paulo no qual sessão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva deu aval para o rubro-negro escalar sua revelação, que não atendeu à convocação do time nacional sub-17.

“Sempre fazemos questão de convocar os jogadores que consideramos os melhores no momento. Quem não se apresentar, não é um problema meu, é jurídico”, declarou Branco. O coordenador sustenta que recentes vexames dados pelas seleções de base do Brasil aconteceram porque alguns dos melhores jogadores não puderam ser convocados.

Jardine completa o raciocínio afirmando que a ideia é que nos Mundiais de 2026 e 2030 a maioria dos convocados tenha construído carreira nas seleções de jovens. Ele atribui o fracasso de alguns atletas que se destacaram em clubes mas não na equipe pentacampeã mundial ao fato de terem pouca rodagem com a camisa amarela. Essa experiência, segundo ele, deveria ter sido adquirida na base.

“O jogador pensa em si, o clube pensa em si. Está na hora de todos pensarem no melhor para o futebol brasileiro”, disse Jardine em sua apresentação. Após o evento, o blog perguntou ao técnico se há um estudo sobre como acomodar interesses de jogadores, clubes e seleções de base. “Quebramos a cabeça pensando nisso. É muito difícil, o calendário está muito cheio, são muitas competições”. Indagado se o caminho seria o diálogo, ele respondeu: “diálogo e bom senso”.