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Copa América ficou longe de empolgar

Leia o post original por Craque Neto 10

Como disse no post anterior existe o fato concreto que a Seleção Brasileira com o Tite no comando tem um estilo tático bem ajustado. Mas gostaria de esclarecer algo que talvez tenha ficado mal explicado: esse título da Copa América está longe de empolgar! Muito longe. Poxa vida, como querer falar que o Brasil finalmente se ajustou se pegamos adversários fracos como Bolívia, Venezuela, Peru e Paraguai? Pelo amor de Deus! Até a Argentina, que sempre é um rival complicado, já não é lá essas coisas. E olha que tomamos sufoco dos caras, hein? Na minha visão essa Copa América […]

Caboclo se descola de falhas de copa e ganha com Bolsonaro e beijo em Tite

Leia o post original por Perrone

Perto dos integrantes da seleção brasileira e de Jair Bolsonaro, porém, mantendo distância regulamentar dos muitos problemas de organização da Copa América. Com essa fórmula, Rogério Caboclo aproveitou a competição vencida pelo Brasil para transformar pontos fracos em fortes.

O cartola terminou o torneio com uma coleção de fotos ao lado do presidente brasileiro, de Tite e dos jogadores, incluindo a comemoração da conquista do título. Contudo, mesmo sendo o CEO do COL (Comitê Organizador Local) da Copa América, ele praticamente não teve seu nome ligado às falhas de organização. Caboclo foi discreto na função, mas ativo como presidente da Confederação Brasileira. Pouco se viu o cartola no papel de explicar problemas de logísticas e gramados ruins, por exemplo.

Já a aproximação com Bolsonaro poderá facilmente ser usada por ele como uma conquista de sua gestão. Mesmo organizando uma Copa do Mundo, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, seus antecessores, não conseguiram se aproximar de Lula e Dilma Rousseff, enquanto os petistas estavam no poder. Quando Caboclo sentou na cadeira mais cobiçada da CBF, em abril deste ano, a entidade era criticada por dirigentes de clubes e federações por estar distante do governo federal. A realidade parece ser diferente agora.

Assim que o atual presidente foi eleito, antes da Copa da Rússia, para assumir em 2019, uma de suas claras fragilidades era não ser boleiro. Por outros cartolas era descrito como alguém que pouco falava sobre jogos e que não tinha intimidade com atletas.

Caboclo começou a trabalhar contra essa imagem na Copa da Rússia. Apesar de não ficar em período integral com a seleção como chefe da delegação, ele assistiu a treinos e começou a conhecer os atletas. Neste domingo (7), durante a premiação dos campeões, exibiu sua nova versão. Ficou à vontade com jogadores e comissão técnica. Cumprimentou Tite trocando beijinhos e deu até tapinhas nas mãos de atleta parecendo um “parça”.

Mas havia outro ponto a ser atacado. A ausência de Del Nero em reuniões da Conmebol e da Fifa desde que cartolas começaram a ser presos fora do país sob a acusação de corrupção, fizeram o Brasil perder força nos bastidores. Dirigentes de clubes brasileiros reclamavam principalmente de falta de prestígio na entidade sul-americana dizendo-se constantemente prejudicados nas competições continentais.

Hoje, não dá pra saber exatamente quanto Caboclo progrediu nos gabinetes da Conmebol. No entanto, a reclamação da associação argentina para a entidade de suposto favorecimento ao Brasil pode ser usada pelo dirigente brasileiro como demonstração de que pelo menos o Brasil teria anulado uma suposta desvantagem nos bastidores. Mas, claro, o episódio também pode ser interpretado como vergonhoso, como fazem os argentinos.

Nesse cenário, assim como Tite fez levantando a taça, Caboclo sai da Copa América fortalecido nos bastidores. Entretanto, parece longe de conquistar algo que foi impossível para os outros que ocuparam sua posição: a simpatia do torcedor.

Tite campeão é melhor do que o de 2018, mas Brasil precisa evoluir muito

Leia o post original por Perrone

O título da Copa América foi conquistado pela seleção brasileira de maneira justa na opinião deste blogueiro. A equipe comandada por Tite foi a melhor do torneio continental.

Evolução é a palavra que resume a campanha brasileira. O time que bateu o Peru por 3 a 1 na final é muito mais maduro, inteligente e objetivo do que aquele que venceu a Bolívia na estreia.

Na decisão, os jogadores brasileiros tiveram mais ousadia para furar a defesa com dribles, além de  inteligência e visão de jogo para aproveitar os espaços. São virtudes que fizeram falta durante parte da competição.

Essa melhora aconteceu porque o treinador entendeu as necessidades da seleção,  não se abraçou aos titulares iniciais e mudou o que foi preciso mudar.

Ou seja, o Tite campeão da Copa América evoluiu e é melhor do que o Tite eliminado na Copa da Rússia. No Mundial de 2018, o treinador carregou a tendência que tinha nos clubes de morrer abraçado aos seus titulares.

Foi uma evolução significativa do técnico. Mas se olharmos para a seleção, ela ainda precisa evoluir muito para pensar em título na Copa de 2022.

Então, Galvão…

Leia o post original por Rica Perrone

Ídolo. Assim me refiro a Galvão Bueno e portanto aqui não vai uma linha irônica ou maldosa sobre o maior narrador que esse país já teve. Dono dos bordões mais notáveis do nosso esporte e voz oficial das maiores alegrias da minha vida. Hoje ao final do jogo ele e o Casagrande reclamaram da distância…

E olha que eu nem gostava muito de você…

Leia o post original por Rica Perrone

Nunca fui um puta fã do Daniel Alves.  Sempre achei que como defensor ele deixava muito a desejar e, tal qual o Marcelo, era um ótimo jogador mas que acabava dando “trabalho” lá atrás. Enfim. Tem dias que o processo de analisar futebol deixa de ter importância. Esse dia determina a troca de categoria entre…

Evidências

Leia o post original por Rica Perrone

A gente se engana mas no final tudo volta a ficar claro. Nossa relação é intensa, covarde, abusiva. Queremos tudo de ti, damos nada em troca. Sendo você “a” seleção, diria até que somos machistas opressores. Afinal, somos “o” torcedor. Sendo essa gangorra de amor e ódio onde a você só vale a conquista e…

Brasil 3 x 1 Peru

Leia o post original por André Kfouri

1 – As intenções peruanas logo ficaram evidentes no Maracanã: incomodar o Brasil em seu campo e vigiar os corredores laterais. Como a comissão técnica da seleção esperava, imaginando um jogo de paciência e controle.

2 – Por curtos trechos no início, o jogo passou a impressão de domínio territorial do Peru, pois a postura efetivamente conteve o jogo brasileiro.

3 – Até Gabriel Jesus aplicar uma finta de corpo em Trauco, criando a separação para receber o lançamento de Dani Alves. A segunda finta no lateral do Flamengo foi bonita, mas nada aconteceria se a bola não chegasse. Cruzamento para a área e gol de Everton, o terceiro dele na Copa.

4 – Era tudo o que o Brasil precisava e o que o Peru não podia permitir. Um gol para modificar os planos e os objetivos em campo. À seleção peruana, a pressão do relógio como inimigo e a obrigação de correr riscos; à brasileira, espaço para jogar e ocasiões para aproveitar.

5 – Depois do que se viu em Itaquera, Everton/Advíncula se apresentava como um dos caminhos até o gol defendido por Gallese. A falha defensiva do peruano, que abandonou o atacante do Grêmio na área, o perseguiria por toda a tarde.

6 – Pênalti marcado para o Peru, aos 40 minutos de um primeiro tempo em que Alisson foi um observador a mais. A bola bateu no braço de Thiago Silva, ao se apoiar no gramado num carrinho. A regra diz que não é pênalti, e a única coisa que o justifica é o VAR notar que a mão do zagueiro brasileiro ainda não estava no solo no momento do toque. Guerreiro: 1 x 1.

7 – O placar não era condizente com o jogo, mas o futebol não considera esse tipo de análise. Ainda no final da primeira parte, Firmino se esforçou para fazer um desarme no campo peruano. Do avanço de Arthur para o movimento de Gabriel Jesus da direita para o centro, e para a rede. Brasil novamente na frente.

8 – Dúvida zero sobre a dinâmica da segunda parte: Peru em busca do empate, oferecendo ao Brasil o necessário para um terceiro gol. A questão era como a seleção se posicionaria, com posse e agressividade ou dando um passo atrás, convidando o adversário a seu campo.

9 – Na metade da etapa final, a iniciativa e o momento eram peruanos em pleno Maracanã. Não faltava ao Brasil apenas a ameaça do contragolpe, mas a clareza para impor ao jogo o próprio desejo.

10 – E entre todos os jogadores brasileiros em campo, Philippe Coutinho era quem parecia não identificar as oportunidades para uma jogada decisiva.

11 – Gabriel Jesus expulso pelo segundo cartão amarelo, aos 24 minutos. Erro grave da arbitragem, que julgou ter visto agressão num lance duro, mas não desleal. Ocasião apropriada para lembrar que a Copa América estava “armada para o Brasil” ganhar.

12 – Assistência, gol e expulsão. A noite de Gabriel Jesus.

13- Em desvantagem numérica, o jogo era obviamente outro para o Brasil. Após trocar Firmino por Richarlison, Tite colocou Militão na lateral, trazendo Dani Alves para o meio, de modo a conter a insistência peruana pelo lado direito da defesa do Brasil.

14 – E Gareca mexeu para a frente, óbvio. Todos os atacantes em campo na procura do empate e de uma hipotética prorrogação com um homem a mais.

15 – Pênalti para o Brasil. Zambrano em Everton. Pela televisão, disputa normal de ombro com ombro, mas o árbitro foi ao monitor e confirmou a marcação. Richarlison, curado de caxumba: gol.

16 – A final que se iniciou em silêncio, como homenagem ao gênio João Gilberto, terminou ao som de “o campeão voltou”.

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Falta ‘beleza’ ao futebol da Seleção… mas sobra competitividade. E agora Tite?

Leia o post original por Craque Neto 10

É fato que todo sucesso alcançado pelo Tite nos tempos de Corinthians aconteceu muito em função de um trabalho mais tático que o treinador exercia na equipe. Seus times sempre sofreram poucos gols e também faziam poucos gols. Um estilo de jogar que muitas vezes lhe rendia  o apelido de ‘Empatite’ pelo excesso de resultados iguais do Timão. Desde que assumiu a Seleção Brasileira, por mais que tenha os melhores jogadores do País nas mãos (ou pelo menos a possibilidade de ter os melhores), o estilo tático de marcação forte não o abandonou. Com a vitória contra o Peru e […]

Análise: para ser campeão, Brasil depende de Daniel Alves estar num bom dia

Leia o post original por Perrone

Quando começar a decisão da Copa América entre Brasil e Peru, neste domingo, às 17h, fique de olho em Daniel Alves. Se ele mandar bem nas suas primeiras jogadas, relaxe. É um bom sinal, caso você torça pela seleção brasileira. Agora, se o capitão começar errando, pode coçar a cabeça. O desempenho do lateral-direito tem sido um termômetro para a equipe de Tite. As melhores apresentações foram quando ele jogou o fino da bola. Quando o amigo de Neymar não se destacou, os jogos foram mais complicados.

Para ter noção de como o Brasil cresce com Dani bem na partida basta lembrar do chapéu e do drible dados por ele na jogada do primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre a Argentina nas semifinais, no que provavelmente foi o melhor desempenho canarinho no torneio até aqui.

No duelo do Mineirão, o lateral foi quem mais ficou com a bola durante o jogo, segundo o site “Footstats”. Ela esteve sob seu domínio em 11,6% do tempo. Ele foi perfeito nos passes acertando 73 e sem errar um. Entre os brasileiros, ninguém acertou mais nas trocas de bola.

E na hora de destruir os lances argentinos? Daniel também trabalhou direito? Positivo. Saiu do jogo como o maior responsável por desarmes: 5.

Outra grande atuação do Brasil aconteceu na vitória por 5 a 0 sobre o Peru pela primeira fase. Advinha qual foi o jogador que ficou mais com a bola? Daniel Alves, que teve a posse em 8,13% do tempo. De novo, ele foi o melhor brasileiro nos desarmes (4). Acertou 62 passes, ficando atrás apenas de Arthur, que passou 76 bolas com precisão. E, claro, marcou um dos gols da goleada.

Agora vamos dar uma olhada nas estatísticas do 0 a 0 com a Bolívia, uma das piores apresentações dos comandados de Tite na competição. O capitão brasileiro foi o terceiro melhor passador do time (82), atrás de Arthur (99) e Marquinhos (86). Dessa vez, o lateral não repetiu sua excelência nas trocas de bola. Foi o segundo brasileiro que mais errou passes (5), ao lado de Arthur e Casemiro. Firmino desperdiçou um a mais.

Diante dos bolivianos, o lateral também errou as duas finalizações que tentou. Ao contrário do que aconteceu contra Argentina e Peru, não foi o jogador da seleção que mais ficou com a bola. Mas ocupou o segundo lugar nessa lista tendo a posse em 9,5% do tempo, pouco atrás de Arthur (9,95%). No apoio à defesa, Daniel Alves acertou apenas um desarme.

No empate sem gols com o Paraguai pelas quartas de final, Daniel foi o terceiro jogador da seleção a ficar mais com a bola (7,67%). Marquinhos (10,24%), foi quem mais teve a posse. O beque também foi o melhor passador de bola do Brasil, com 80 acertos. Daniel Alves ficou em terceiro na lista (67). O fato de um zagueiro se destacar nesses quesitos ajuda a explicar as dificuldades ofensivas brasileiras naquele confronto.

Contra os paraguaios, Daniel Alves errou os três cruzamentos que tentou e fez dois desarmes, abaixo de suas melhores marcas durante a Copa América.

Digerindo os números, entendemos a importância do lateral-direito no esquema de Tite. Ele costuma ser a principal opção de passes para os zagueiros quando o adversário pressiona a saída de bola brasileira. Uma vez com a redonda nos pés, tem a importante missão de iniciar a transição para o ataque. No campo de defesa do rival, ele também é fundamental para triangulações e tabelas que ajudam o Brasil a furar zagas. Assim, a tendência é que na decisão a seleção mais uma vez dependa muito dele para brilhar.