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Já que é seguro, Feldman e Caboclo topariam viajar com times no Brasileiro?

Leia o post original por Perrone

O mais importante é que nenhuma vida de atleta foi colocada em risco”. A frase traiçoeira foi dita ao UOL Esporte por Walter Feldman, secretario-geral da CBF a respeito do protocolo contra a Covid-19 elaborado pela entidade. Isso apesar de nas séries A, B e C jogadores conviverem  com companheiros contaminados por conta de atrasos nas entregas dos testes.

Pelo Brasileirão, Goiás x São Paulo foi adiado depois de o time da casa saber que 10 de seus atletas têm covid-19 e acionar o STJD para a partida não acontecer neste domingo (9).

Apesar de toda essa perigosa lambança, Feldman disse que “o balanço é positivo. Tivemos sucessos em todas as outras operações”.

Diante da segurança das palavras de Feldman, uma pergunta é inevitável: o secretário-geral da CBF e seu presidente, Rogério Caboclo, topariam viajar e se concentrar com um time das três divisões do Campeonato Brasileiro a cada rodada?

Pensar nessa pergunta talvez ajudasse a dupla a enxergar como a confederação está sendo arrogante e alienada. Tal postura expôs jogadores a riscos desnecessários.  Confederação e clubes subestimaram a  pandemia.

Incrível terem feito isso depois de o novo coronavírus já ter mostrado ao mundo do que é capaz.

Ao contrário dos chineses, primeiros a enfrentar o problema, os cartolas brasileiros não estão pisando num solo totalmente desconhecido, apesar das inúmeras perguntas ainda sem resposta na pandemia.

Dava para desconfiar que laboratórios em locais mais sobrecarregados tivessem dificuldade para entregar os exames. Se a testagem em massa é um gargalo no Brasil desde o começo da pandemia, porque não seria para o futebol? Não seria mais humano deixar esses testes pra quem divide um cômodo com vários parentes e não tem como se proteger?

Não é egoísmo inventar testes periódicos para times de três divisões enquanto o país ainda não se livrou da macabra marca de mais de mil óbitos por covid-19 registrados por dia?

O confiante Feldman diz que “não há risco zero”. Nesse caso há, sim. Se não houver campeonato e nem treino, não tem como jogador se contaminar no exercício da profissão.

Forçar a volta do futebol antes de uma melhora média radical da situação no país é pensar que podemos controlar o vírus quando quisermos. As incontáveis mortes pelo mundo mostram dolorosamente que não funciona assim.

Não bastasse a arrogância de desafiar o vírus, os cartolas responsáveis pela volta do Brasileirão não tiveram nem a humildade de tentar aprender com a NBA. Num país que lidou mal com a doença como o nosso, a liga norte-americana de basquete enxergou o óbvio: não dá pra ficar colocando jogador em aeroporto com um vírus tão severo à solta.

Os responsáveis por um dos campeonatos mais famosos do mundo entre todas as modalidades se adaptaram, adotaram novo formato com  sede única na tentativa de diminuir os riscos.

Pessoalmente, também acredito que a NBA ainda não deveria ter voltado, e que sua bolha não é infalível, mas pelo menos houve um reconhecimento de que era preciso mudar.

No futebol brasileiro prevalece o “temos que entregar todos os jogos para a TV, senão ficamos sem parte do dinheiro”.

Preferiram colocar a saúde de atletas e demais profissionais em risco e passar vergonha a ter bom senso e enfrentar efeitos financeiros mais agudos da pandemia. A primeira rodada do Brasileiro deixou isso claro.

Porém, pelas palavras de Feldman, não teremos uma mudança radical em nome  da saúde. Pelo jeito, ele aposta numa velha máxima da cartolagem: “vamos acertando as coisas com o tempo. Quando os gols começarem a sair, esquecem os problemas”.

 

 

 

Opinião: Brasileirão ajuda país a fingir que pandemia está controlada

Leia o post original por Perrone

É emblemático que o Brasileirão tenha começado no sábado (8) em que o país atingiu a marca, já superada, de 100 mil mortes oficiais por covid-19.

O número mostra o óbvio: a pandemia não está controlada, por mais que o presidente da República menospreze o potencial letal da doença. E por mais que os governos estaduais relaxem medidas de distânciamento social.

Lembra lá no começo quando Jair Bolsonaro dizia que o país não podia parar e que o futebol ajudaria a melhorar o ânimo das pessoas?

Então, a melhora emocional por meio do futebol projetada pelo presidente só pode ser alcançada com desvio de atenção. No lugar de nos voltarmos para os números da covid-19, olhamos os do Brasileirão e dos Estaduais.

Enquanto mais de 100 mil famílias choram as mortes de seus entes queridos, tratamos como drama uma disputa de pênaltis em final de Estadual.

Assim, mais uma, vez o futebol cumpre seu ridículo papel de ser o circo de um povo sob ameaça.

A sociedade não poderia desviar sua atenção da pandemia. Seja para se proteger ou para cobrar os governantes a respeito de como lidam com a saúde pública.

Em vez das entrevistas coletivas diárias de membros do Ministério da Saúde, que tanto incomodavam Bolsonaro, agora assistimos a mesas redondas e, a partir deste domingo, os gols da rodada do Brasileirão.

Enquanto isso,  pessoas morrem de covid-19. Dinheiro que veria ser usado para tratar doentes é desviado. Porém, provavelmente, teremos mais cobrança em técnicos que não arrumam o time, em goleiros frangueiros ou em atacantes de pé torto do que em gestores corruptos.

Jogadores e comissões técnicas farão testes aos montes, enquanto falta testagem para a população em geral.

Apesar dos testes, atletas e demais envolvidos nas partidas são expostos desnecessariamente ao risco de se contaminar.

E quem os assiste jogando muitas vezes acha que está tudo bem e relaxa nas medidas de prevenção. É só ver quantas pessoas que você conhece que se reuniram pra assistir às finais dos Estaduais fazendo churrasco ou simplesmente se juntando para torcer. E sem máscara e se abraçando para comemorar.

Não sabemos mais de cabeça como anda o fornecimento de equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde e quais os locais em situação mais grave.

Porém, sabemos quem treina qual time, quais são as promessas do Brasileiro e os favoritos da competição. É uma trágica inversão de prioridades simbolizada pela imagem postada por Bolsonaro parabenizando o Palmeiras pela conquista do Estadual no dia em que o Brasil chegou aos 100 mil mortos oficiais.

Com todo respeito ao merecido título alviverde, o presidente tinha a obrigação estar concentrado no combate da pandemia.

Ele deveria ter desconfiado de que publicar uma imagem que soa como  comemoração num dia tão trágico poderia ser interpretado como desrespeito às famílias dos mortos. Definitivamente, não é hora de futebol.

O que falta para Ronaldinho poder deixar prisão em hotel e voltar ao Brasil

Leia o post original por Perrone

Após o Ministério Público do Paraguai pedir que Ronaldinho Gaúcho e Assis fiquem em liberdade condicional no Brasil, a defesa dos irmãos entrou em compasso de espera.

Os advogados da dupla, que está em prisão domiciliar em um hotel em Assunção, espera que a Justiça local marque uma audiência para decidir se homologa o pedido do MP. Não há uma data marcada. Porém, existe a possibilidade de a sessão acontecer na próxima semana.

“O juiz homologando, estarão liberados (para voltar ao Brasil). Espero que não haja burocracia”, afirmou ao blog Sérgio Queiroz, advogado dos ex-jogadores. No final do post, leia a entrevista completa com o defensor. Ele considera que seus clientes ficaram presos injustamente no Paraguai desde março.

A possibilidade de a Justiça não aceitar a posição do Ministério Público é considerada remota pela defesa de Ronaldinho.

Apesar de Queiroz esperar a liberação rápida dos dois em caso de homologação, os promotores ressaltaram em sua decisão que é preciso haver cooperação da Justiça brasileira para que a medida sugerida funcione.

A proposta é para que ocorra a suspensão condicional do processo por um ano para Ronaldinho e por dois anos no caso de Assis. O ex-jogador do Barcelona pagaria multa de US$ 90 mil por danos sociais. Seu irmão teria que desembolsar US$ 110 mil.

Durante o período estipulado para cada um, eles teriam que se apresentar à Justiça brasileira trimestralmente. Se tudo for cumprido, ambos se livram do processo no final do prazo.

As condições estipuladas para Assis são mais duras porque os promotores entendem que a perícia em seu celular mostrou que ele sabia que os documentos paraguaios usados pelos dois para entrar no país tinham conteúdo falso. Isso antes mesmo de chegar ao país. Eles afirmam que não ficou comprovado que Ronaldinho participou da confecção dos passaportes e cédulas de identidades com conteúdo falso.

No momento, ambos aguardam a marcação da audiência no hotel em que cumprem prisão domiciliar em Assunção.

O juiz, vai decidir se convoca os ex-jogadores para a audiência ou apenas seus representantes no processo.

Abaixo, leia a entrevista com Sérgio Queiroz, advogado brasileiro de Ronaldinho e Assis, presos após entrarem no Paraguai em março com documentos paraguaios falsos.

Acredita que a posição do MP é justa com seus clientes?

Trata-se do mesmo posicionamento do dia 06/03. O juiz havia reconhecido que a utilização do passaporte com conteúdo adulterado não foi dolosa. De que não havia prévia ciência da mácula no documento público.

Portanto, aquela medida cautelar, que revogou a liberação dos defendidos, em sede de plantão, para investigar supostos outros crimes, se mostrou abusiva, arbitrária e ilegal. Justiça tardia nunca é a melhor justiça. A presunção de inocência não foi respeitada.

Importante destacar que eles ficaram presos por um suposto crime (lavagem de dinheiro), o qual, ao final, não foi comprovado. Aliás, nunca houve sequer indício de tal crime.

A utilização do passaporte sempre foi incontroversa.  Ou seja  ficaram presos injustamente. (Nota do blog: os promotores usaram como um dos argumentos para manter os brasileiros presos a necessidade de investigar se eles cometeram outros crimes. Lavagem de dinheiro era uma suspeita. Nada foi provado).

Qual a sensação de ver a volta dos dois ao Brasil tão próxima depois de tanto tempo?

O processo ainda não finalizou. Vamos aguardar a audiência com o magistrado.

O que foi mais difícil nesse período?

Vamos aguardar o desfecho do processo para fazermos um balanço. Mas, é certo que a privação ilegal da liberdade é um dano sem precedentes.

Pensa em recorrer para tentar a absolvição sem a liberdade condicional?

Passo a passo. Durante todo o processo sustentamos que não houve má-fé. Vamos aguardar que a audiência seja aprazada. A utilização do passaporte é incontroversa. Portanto, não é caso de absolvição direta. Como não houve dolo, não houve má-fé, o instituto é a suspensão, com posterior decretação de absolvição.

MP do Paraguai abre caminho para Ronaldinho pagar multa e voltar ao Brasil

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O Ministério Público do Paraguai concluiu sua apuração a respeito da denúncia contra Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, pelo porte e uso de documentos paraguaios falsos.

Os promotores indicam que Ronaldinho cometeu um crime que tem pena prevista de dois anos de prisão. Mas consideram que como o ex-jogador não tem antecedentes criminais e não foi provada sua participação direta na produção dos passaportes falsos, ele tem direito ao benefício da suspensão condicional do processo por um ano.

Para isso ele terá que cumprir obrigações como pagar multa de US$ 90 mil por dano social, indicar residência fixa e se apresentar trimestralmente à Justiça brasileira. O procedimento é equivalente à liberdade condicional.

Se tudo for cumprido por Ronaldinho, ele se livra do processo ao final do prazo de um ano.

Antes , porém, um juiz paraguaio precisa homologar o pedido do MP. Existe a possibilidade de o magistrado ser contrário, mas a chance é considerada remota pela defesa do brasileiro.

No caso de Assis o período de suspensão condicional do processo seria de dois anos com multa de US$ 110 mil.

As condições são mais duras porque o MP entende ter ficado provado após perícia em telefones celulares que, antes de chegar ao Paraguai, Assis sabia que seriam confeccionados documentos falsos para ele e seu irmão. Sua defesa, no entanto, diz que Assis acreditava que os passaportes e cédulas de identidade eram autênticas.

Os promotores afirmam que o crime cometido pelo irmão de Ronaldinho tem previsão de até cinco anos de prisão, mas entendem que sua liberdade condicionada a regras não coloca a sociedade em risco.

“Foi reconhecido pelo Ministério Público que inexiste crime de natureza financeira ou corretado em relação ao Ronaldo e ao Roberto. Após cinco longos meses, restou demonstrado exatamente o que se defendeu desde início: a utilização de documentos públicos adulterados sem o conhecimento dos defendidos”, disse Sérgio Queiroz, advogado dos brasileiros.

O MP manteve ambos presos no Paraguai sob o argumento de que era necessário identificar se eles cometeram outros crimes, além do uso dos documentos falsificados. Nada foi encontrado durante as investigações.

“Resumindo: o processo ficará suspenso. Será fixado um prazo. Após, é declarada a absolvição do Ronaldo. Na verdade, tudo que aconteceu no dia 6 de março está acontecendo agora. Utilizou  documento adulterado, sem saber que estava adulterado. Não houve má-fé”, completou Queiroz.

Ele se referiu à primeira decisão que dava à dupla o benefício de retornar ao Brasil apenas pagando indenização por não ter antecedentes criminais. Os dois foram presos em março e ficaram parte do período em um quartel usado também como prisão.

Os irmãos aguardam a posição da Justiça no hotel em Assunção no qual cumprem prisão domiciliar.

 

Gastos com demissão de Jesualdo viram munição contra Peres no Santos

Leia o post original por Perrone

A demissão de Jesualdo Ferreira virou munição para ao menos parte dos conselheiros que defendem o rápido afastamento de José Carlos Peres da presidência do Santos após a reprovação das contas de 2019.

De acordo com membros do Conselho Deliberativo, o clube vai gastar com a rescisão contratual do treinador e seus assistentes cerca de R$ 7,3 milhões. Só a multa referente ao contrato do português é de R$ 5 milhões.

O argumento é de que a demissão de Jesualdo mostra que, se não for afastado logo, Peres irá agravar ainda mais a situação financeira do clube. Salários atrasam com frequência e clubes credores cobram dívidas do alvinegro litorâneo na Fifa.

Quem defende essa tese diz que o correto seria dar mais tempo para Jesualdo. Se o time não rendesse, seria possível gastar menos com a demissão já que o valor da multa ficaria menor no decorrer do contrato.

Porém, prevaleceu no Comitê de Gestão o pensamento de que o clube correria o risco de se complicar no Brasileirão caso não demitisse o português antes de a competição começar. Essa ideia também era defendida por parte dos conselheiros.

A reprovação das contas pelo Conselho Deliberativo, consumada na última segunda (5), abre caminho estatutário para um processo de afastamento do presidente em sintonia com o Profut, programa que refinanciou dívidas fiscais dos clubes.

Nesse momento, a Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), responsável por analisar o caso e indicar ao conselho eventuais punições a Peres, é cobrada para agir com rapidez, sem atropelar os prazos para a defesa do dirigente.

O presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, também é pressionado para dar celeridade ao processo.

Os que têm mais pressa esperam que ainda em agosto a CIS apresente seu relatório. Ele acreditam num pedido de abertura do processo e do afastamento temporário do cartola enquanto ele se defende.

Os números dos gastos provocados pela saída Jesualdo são martelados para pedir  uma definição rápida, antes que a dívida do Santos aumente ainda mais graças a outras atitudes do presidente.

O eventual afastamento de Peres, se aprovado pelo conselho, teria que passar também pelo crivo dos sócios. Na versão considerada rápida, o processo terminaria só em novembro. As regras de flexibilização de distanciamento social por conta da pandemia de covid-19 podem gerar contratempos. Porém, no cenário planejado pelos principais críticos do presidente, ele ficaria suspenso durante todo esse período.

Indagado sobre os gastos com a demissão de Jesualdo serem usados por conselheiros para pedir seu afastamento de maneira rápida, Peres não respondeu até a conclusão deste post. Ele também não comentou os valores.

O dirigente diz que não cometeu irregularidades e contesta a rejeição de suas contas.

Apesar de erro com Red Bull, FPF mantém testes para final no Einstein

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Apesar das falhas em 26 testes feitos pelo Red Bull Bragantino, a Federação Paulista decidiu manter a bateria de exames para covid-19 antes do segundo jogo da final do Estadual sob os cuidados do Albert Einstein.

Os testes em jogadores de Corinthians e Palmeiras foram marcados para esta quinta (6). A partida decisiva acontece sábado no Allianz Parque.

A FPF entendeu que a falha com os testes do time de Bragança Paulista foi pontual e provocada por um fator alheio ao renomado hospital.

Antes do confronto com Corinthians, 26 testes do Red Bull Bragantino deram positivo para covid-19. Jogadores e funcionários foram afastados das atividades do clube. Porém, desconfiada, a direção resolveu fazer novos exames e os resultados foram negativos. Então, novos testes foram feitos no Einstein, no dia da partida, e confirmaram que as 26 pessoas não estavam contaminadas.

Em nota, em conjunto com a FPF e o Red Bull, o Einstein afirmou que o problema foi causado por um reagente importado.

“Na análise dos processos internos, identificaram-se dois lotes específicos de reagentes importados (“primers”) com instabilidade de funcionamento, que foram provavelmente os responsáveis pelos resultados divergentes”, diz trecho do comunicado.

O Procon pediu explicação ao Einstein sobre a falha. O erro atingiu também exames de outros clientes. Por sua vez, a FPF ficou satisfeita com o que ouviu em reunião com o hospital e não viu motivos para fazer os testes em outro local.

Entenda como Corinthians foi parar em caso de juiz acusado de corrupção

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Na última segunda (5), o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra o juiz Federal Leonardo Safi de Melo e outros acusados por supostos atos de corrupção. Parte da denúncia está identificada como “Caso Corinthians”. A informação foi divulgada primeiro pelo “Blog do Paulinho”.

As investigações a respeito de Melo ganharam notoriedade com a acusação de que ele jogou dois celulares na privada durante ação da Polícia Federal.

O documento do MPF diz que o presidente do clube, Andrés Sanchez, o diretor jurídico, Fábio Trubilhano, e o advogado da agremiação, Juliano Di Pietro, confirmaram terem recebido  pedido de pagamento de propina num processo, mas negam terem aceitado a proposta (veja no final do post nota oficial em que o clube confirma essa versão).

Na mesma parte do documento, o MPF afirma que  Alexandre Husni, vice-presidente do Corinthians, admitiu der feito pagamento de propina para Melo em outro processo.

Ao blog, Husni confirmou a versão e explicou que se tratava de uma ação de um cliente seu, sem ligação com o clube.

“Vou falar a verdade. É um processo da década de 90. Meu cliente cobrava aluguel dos Correios. Ganhamos em todas as instâncias. O dinheiro, cerca de R$ 560 mil, foi depositado numa conta judicial. Mas a gente não recebia. O juiz pediu uma quantia para liberar o que já era nosso. Era pagar ou deixar meu cliente de 88 anos sem receber o que é dele. Paguei R$ 17 mil para liberar o dinheiro ao qual meu cliente já tinha direito, não comprei sentença nenhuma. Sofremos uma extorsão”, afirmou o vice-presidente corintiano.

O blog não conseguiu localizar Melo para ouvir o juiz sobre as acusações.

Averiguando casos importantes com a participação do mesmo magistrado, a polícia chegou a um processo no qual o Corinthians pedia liminar referente a tema tributário.

A versão dos corintianos é a de que Melo pediu para  propina para manter uma liminar concedida anteriormente. Andrés, o diretor jurídico e o advogado tributarista do clube afirmam que rejeitaram o pedido. O caso acabou tendo desfecho desfavorável ao Corinthians.

O MPF aguarda dados de quebras de sigilo bancários de acusados de pertencerem a uma organização criminosa para avançar na apuração.

Abaixo, leia trecho da denúncia que cita o alvinegro.

“Ministério Público Federal
Procuradoria Regional da República da 3ª Região

e) Caso “CORINTHIANS”, Sport Club Corinthians Paulista, Autos de Mandado de Segurança nº 5005566-23.2018.4.03.6100 e Autos de Execução Fiscal nº 5014599-48.2019.4.03.6182; “Luiz Phelipe Rezende Cintra”, Autos de Cumprimento de Sentença contra a Fazenda Pública nº 0025295-97.1993.4.03.6100.

Juliano Di Pietro, advogado contratado pelo clube, Fábio Souza Trubilhano, diretor jurídico do clube, Andrés Navarro Sanchez, presidente do clube, e Alexandre Husni, seu vice-presidente, ouvidos no inquérito, confirmaram a solicitação de vantagem, mas não o seu pagamento.

Alexandre Husni, por sua vez (fls. 2080/2081), confirmou o pagamento de vantagem indevida para o levantamento do alvará nº 3848098, expedido pelo Juiz Federal Leonardo Safi de Melo, em 27/06/2018, no valor de R$ 566.638,05 (quinhentos e sessenta e seis mil seiscentos e trinta e oito reais e cinco centavos), nos autos nº 0025295-97.1993.4.03.6100 (fl. 2083).

Aguarda-se a juntada da totalidade dos dados correspondentes à quebra do
sigilo bancário obtidos via sistema SIMBA, relacionados aos membros da organização criminosa e às interpostas pessoas por eles utilizadas para a dissimulação da movimentação financeira dos valores ilícitos obtidos, com as respectivas análises, bem
como de cópia dos Procedimentos Administrativos Fiscais (PAF) nº 10803.720024/2011-
58; nº 10803.720091/2011-72, nº 10803.720092/2011-17, 10803.720007/2012-00 e nº
10803.720008/2012-46, em tramitação junto ao CARF, e a oitiva de Luiz Phelipe Rezende Cintra”.

Abaixo, nota divulgada pelo Corinthians.

“O Sport Club Corinthians Paulista esclarece que sobre os fatos veiculados e que envolvem a Denúncia do MPF contra o juiz federal Leonardo Safi de Melo, que todos os esclarecimentos foram prestados perante a Policia Federal, confirmando a solicitação de vantagem indevida . Ademais, jamais se aceitou ou anuiu com essa solicitação, diferentemente. Esclareça-se , ainda, que o processo que tramitava sob a jurisdição desse Magistrado teve desfecho desfavorável ao pretendido pelo clube, o que foi alvo de recurso. O Corinthians ou seus representantes jamais cometeram qualquer ilicitude e não compactuam com qualquer ato de corrupção. Por fim, esclareça-se que o depoimento do vice-presidente, Alexandre Husni, de que valores foram entregues aos servidores públicos investigados, refere-se a processo de seu escritório particular movido contra os correios, sendo importante destacar que tal processo não tem relação alguma com o clube. O SCCP reafirma seu repúdio à conduta dos servidores públicos envolvidos nesses crimes e se colocou inteiramente à disposição das autoridades para a efetiva apuração do ocorrido”.

Quarteto de reservas custou R$ 85,9 mi a finalistas do Paulista

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Juntos eles custaram para Corinthians e Palmeiras cerca de R$ 85,9 milhōes. Porém, apesar do alto investimento feito por seus times, Araos, Bruno Méndez, Gustavo Scarpa e Lucas Lima devem começar a primeira partida da final do Campeonato Paulista na reserva. No caso dos palmeirenses, o valor se refere a luvas e comissões, já que ambos estavam livres. O jogo acontece nesta quarta, às 21h30 na arena alvinegra.

Do lado corintiano, Araos é quem mais chama atenção. O chileno aparece como o jogador de maior custo entre 40 atletas que tiveram listados os valores investidos pelo clube nas aquisições de seus direitos no balanço referente a 2019. Ou seja, reforços contratados depois de dezembro do ano passado não estão no relatório. Luvas e comissões não são citadas na lista.

Araos é mencionado com custo de R$  23,9 milhões e 100% dos direitos pertencentes ao alvinegro. A quantia de refere à compra dos direitos.

Em termos comparativos, o Grêmio anunciou no final do ano passado que vendeu 50% dos direitos de Luan para o Corinthians por 5 milhões de euros (cerca de R$ 22,8 milhões na cotação da época) mais o perdão da dívida pela compra do lateral Juninho Capixaba.

Araos foi contratado em julho de 2018 junto à Universidad de Chile. Mas, apesar de estar no topo da lista de investimentos do alvinegro até 2019, nunca se firmou como titular. No ano passado, ele foi emprestado para a Ponte Preta.

Nas quartas de final do Estadual deste ano, contra o Red Bull Bragantino, e na semifinal diante do Mirassol, o chileno entrou durante o jogo no lugar de Luan.

As duas últimas partidas mostram que Araos ganhou mais espaço com Tiago Nunes, algo que o uruguaio Bruno Méndez ainda busca. Na mesma lista publicada no balanço corintiano de 2019, o zagueiro e lateral aparece com o segundo maior custo. São  R$ 18.566.000 e 70% dos direitos vinculados ao Corinthians.

O uruguaio foi contratado em fevereiro do ano passado junto ao Montevideo Wanderes. A falta de prestígio dele com Nunes pode ser medida pelo fato de o treinador ter preferido transformar o lateral Danilo Avelar em zagueiro a apostar nele como titular da zaga.

Por sua vez, o banco palmeirense na abertura da decisão deve ter a ilustre presença de Lucas Lima. Apesar de estar livre de contrato com o Santos quando foi fisgado pelo Palmeiras, exigiu investimento considerável.

Como mostrou o UOL Esporte, o alviverde se comprometeu a pagar R$ 15 milhōes de luvas ao jogador (diluídas durante o contrato) e R$ 5 milhões em comissões para empresários.

Luvas gordas são comuns em casos que os jogadores são contratados quando estão sem vínculo com um clube. Tanto que o mesmo aconteceu com outro jogador cotado para fazer companhia a Lucas Lima no banco de reservas no primeiro jogo da final: Gustavo Scarpa.

Para ter o meia, no início de 2018, o Palmeiras topou pagar, entre luvas para o atleta e comissões a agentes 5 milhōes de euros (R$ 23,5 milhões na ocasião).

Lima e Scarpa têm suas atuações contestadas pela torcida faz tempo. Sem citar nomes, o técnico Vanderlei Luxemburgo tem dito que deu todas as chances para os jogadores experientes do elenco e que agora chegou a vez dos jovens revelados na base, como Patrick de Paula e Gabriel Menino. Na semifinal contra a Ponte, Scarpa entrou durante o jogo justamente no lugar de Menino. Nas quartas de final, no duelo com o Santo André, foi Lima quem substituiu o novato no segundo tempo.

Palmeiras entende que melhorou protocolo da FPF contra covid-19

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A diretoria do Palmeiras entende que aprimorou o protocolo de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus elaborado pela FPF ao liberar seus jogadores da concentração e fazer a testagem no retorno. Isso apesar de avaliar que as práticas estipuladas já eram boas.

O argumento é de que seu sistema é mais seguro do que o confinamento integral feito pelo Corinthians, que segue o guia elaborado pela federação.

A tese palmeirense é de que confinar todos os funcionários que trabalham na concentração é praticamente impossível. Ao ir para cassa e voltarem esses trabalhadores podem se infectar e contaminar os atletas, que fazem testes periódicos, mas não diários.

O departamento médico alviverde também enxerga como problema a relação entre período de incubação do vírus e demora para fazer os testes no caso de jogadores concentrados.

A rotina escolhida pelo Palmeiras, não recomendada pela FPF, foi a de permitir a saída de jogadores e comissão técnica intensificando a testagem. Assim, o clube acredita ter uma fotografia mais atualizada. Segundo o Palmeiras, seus jogadores já fizeram 17 testes desde a volta do Campeonato Paulista.

Por sua vez, o Corinthians emitiu nota afirmando que realizou duas baterias de testes durante o confinamento e que todos funcionários envolvidos nas atividades diárias do centro de treinamento do clube estão confinados. O alvinegro ainda diz que seu adversário na final do Paulista quebrou o protocolo elaborado pela FPF.

Como mostrou o blog, o diretor médico da federação, Moisés Cohen, declarou que todas as agremiações participaram da confecção do documento e que nenhuma delas disse que dispensaria seus jogadores da concentração integral, como fez o Palmeiras. Cohen afirmou também que o protocolo recomenda, mas que não obriga os clubes a seguirem a orientação. Assim, não há punição para casos como o do alviverde.

Os testes geraram polêmica porque o Palmeiras pediu para que os dois times passassem por testagem antes do jogo desta quarta (5), mas o Corinthians se recusou alegando que seus atletas estão confinados e já passaram por testes.

A Federação Paulista emitiu nota informando que os dois clubes farão a testagem antes da segunda partida, marcada para o próximo sábado (8).

‘Ninguém falou em sair da concentração’, diz médico da FPF sobre Palmeiras

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Moisés Cohen, presidente da comissão médica da Federação Paulista, disse em entrevista ao blog que o protocolo da entidade recomenda, mas não obriga os clubes a ficarem concentrados desde a retomada do Paulista até a final.

Sendo assim, segundo ele, o Palmeiras não descumpriu uma ordem da entidade ao liberar seus jogadores da concentração. De fato, não há punição para quem quebre o isolamento previsto no protocolo.

Por outro lado, Cohen disse que esperava que todos os times permanecessem concentrados, já que ninguém contestou a orientação.

O caso gera polêmica porque, em reunião nesta segunda (3) sobre a final do Estadual, o presidente do Palmeiras perguntou quando os times fariam testes de covid-19 para o primeiro jogo, na quarta. Após ouvir a pergunta de Maurício Galiotte, o presidente corintiano, Andrés Sanchez, afirmou que seu time não fará o teste porque não deixou a concentração. Em nota, a FPF diz que as duas equipes concordaram em fazer a testagem após a primeira partida e antes da segunda, marcada para o sábado.

“A federação é democrática, todos os departamentos médicos foram ouvidos e ajudaram a fazer o protocolo. No final das reuniōes, sempre perguntamos se alguém não estava de acordo com algo e ninguém falou nada. Não fico decepcionado, mas esperava que todos ficassem concentrados porque ninguém disse que sairia”, declarou Cohen.

O médico, no entanto, afirmou não estar preocupado porque o Palmeiras tem testado seus jogadores no retorno à concentração.

Ele também não vê problemas no fato de o Corinthians se recusar a fazer a testagem antes do primeiro jogo. “Não me preocupo porque o Corinthians está testando sempre seus jogadores. Eles já fizeram uns cinco testes. O último foi antes do jogo com o Mirassol. E os sintomas são importantes. Independentemente de teste, você monitora os jogadores para ver se alguém apresenta os sintomas”, disse ele.

Cohen afirmou que o protocolo com concentração integral foi planejado pensando nos times  menores, que não teriam dinheiro para bancar seguidos testes.

Ele também falou sobre não haver punição definida para quem não fique concentrado. “Não cabe a mim, como médico, estipular punição. E como a federação vai fiscalizar quem saiu da concentração? Vai colocar polícia para não deixar sair?” afirmou.

O médico também disse ter sofrido ataques em redes sociais que associam sua imagem ao Corinthians pelo fato de a federação não obrigar o alvinegro a fazer o teste pedido pelo Palmeiras.

“Fico chateado. Publicaram até uma foto do dia em que levei meu neto para conhecer o Cássio. Não teria a carreira que eu tenho se fosse irresponsável”, desabafou.