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Para estafe de Pedro, escolha pelo Flamengo foi a mais segura

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Para ficar perto de anunciar oficialmente o atacante Pedro como reforço, o Flamengo superou a concorrência de Grêmio e de outros quatro clubes europeus que tinham interesse no atacante. Passadas as tratativas, o discurso do estafe do jogador é de que o rubro-negro sempre foi a melhor opção para o atleta desde que os interessados começaram a procurar a Fiorentina.

O argumento é de que a transferência para a Gávea, por empréstimo, era a alternativa mais segura à disposição de Pedro. Isso tanto financeiramente como esportivamente.

Certamente, pesa para essa sensação de segurança o fato de o rubro-negro ter um time vencedor, acertado taticamente. Em tese, uma equipe afinada facilita adaptação de novos jogadores. Por outro lado, a briga para ser titular, teoricamente, deve ser mais difícil do que seria no Grêmio, por exemplo.

Jogar em outra equipe europeia, também em tese, poderia trazer mais problemas de adaptação ao brasileiro. E um novo insucesso na Europa seria desastroso para sua carreira.

O atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores também passa sensação de tranquilidade ao mercado por estar equilibrado financeiramente.

Apesar dessa narrativa, durante as tratativas, parte do stafe do jogador entendia que o melhor para a carreira dele era a permanência na Europa. Por essa linha de raciocínio, o retorno ao Brasil após um curto período na Itália poderia desgastar a imagem de Pedro.

Por sua vez, o atacante sempre deixou clara para seus interlocutores a preferência pela proposta flamenguista.

SPFC sofre crítica interna por recusar oferta por Walce antes de lesão

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A decisão do São Paulo de rejeitar oferta do Red Bull Bragantino pelo zagueiro Walce é criticada internamente por parte da própria diretoria tricolor.

A queixa é de que o departamento de futebol teria exagerado na pedida e viu a chance de fazer dinheiro com o zagueiro neste momento virar pó por conta de sua contusão durante a fase de preparação da seleção brasileira pré-olímpica.

Walce sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e deverá ficar entre seis e oito meses afastado dos gramados.

Agravidade  da lesão fez o Red Bull Bragantino abortar a tentativa de contratá-lo agora. Ainda havia a expectativa nas duas agremiações de o martelo ser batido. Apesar da desistência imediata, o clube do interior seguirá monitorando o jogador.

A insatisfação com a não realização do negócio acontece devido à necessidade de o São Paulo vender jogadores para equilibrar suas finanças.

O orçamento do clube para 2020 prevê a arrecadação de R$ 160.150.000 com a venda de direitos econômicos de atletas.

Alcançar essa meta faz parte da estratégia para que a agremiação termine o ano com superávit de R$ 68.512.268, conforme projetado na previsão orçamentária.

O Red Bull Bragantino chegou a oferecer 6 milhões de euros (cerca de R$ 27,8 milhōes) mais 20% do valor obtido numa futura revenda por Walce, mas o São Paulo considerou o valor baixo.

Na contramão da crítica interna por não ter feito a venda, o departamento de futebol entende que agiu da melhor maneira possível para defender o interesse do clube. O entendimento é de que, por seu potencial, Walce vale mais do que a equipe de Bragança Paulista ofereceu.

Suposto hacker reaparece e desdenha de “armadilha” do São Paulo

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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Após o blog revelar as nove pegadinhas que a diretoria do São Paulo fez e registrou em cartório para tentar identificar a origem de vazamentos, Edward Lorenz, suposto hacker, reapareceu.

E-mail em nome do autor de chantagens contra cartolas tricolores foi enviado para a advogada do clube Érica Duarte Pinto Alves, entre outros destinatários.

O conteúdo desdenha da “armadilha” e defende o vice-presidente são-paulino Roberto Natel, também copiado no e-mail. A operação preparada pelo clube deixou o dirigente sob suspeita de vazar arquivo para Lorenz.

Natel nega o vazamento e  manter relacionamento com o suposto hacker. Desafeto de Leco, presidente do São Paulo, ele desconfia de perseguição política.

Também como mostrou o blog, em atas notariais registradas em cartório, os responsáveis pela estratégia alegam que Lorenz mostrou estar de posse da mesma cópia de documento enviada para Natel.

Em seu novo e-mail, Lorenz diz que o vice-presidente é inocente e que teve sua honra manchada. Ele também afirma ter recebido as oito versões do mesmo documento enviadas para outros destinatários. Ou seja, não haveria prova de que Natel é o responsável pelo vazamento.

Abaixo, leia a mensagem enviada pelo suposto hacker. Entre os endereços copiados estava um antigo e-mail do blog que não chegou a receber o texto diretamente de Lorenz.

“PREZADA ÉRICA,

O QUE VOCÊ AJUDOU A FAZER COM O SEU VICE FOI DE UMA COVARDIA NUNCA ANTES VISTA POR ESTE AQUI QUE LHE DIGITA…
AJUDAR A MANCHAR A HONRA DE UM HOMEM DE BEM, TRABALHADOR, FOI A COISA MAIS ABSURDA QUE JÁ VI ALGUÉM FAZER E OLHA QUE DIZEM QUE EU SOU O TAL “VILÃO”…

VOU ESPERAR AS COISAS ACONTECEREM, PARA EU ME POSICIONAR.

A IDEIA ORIGINAL: MANDAR UM DOCUMENTO COM PEGADINHAS, SE VIER À TONA, IDENTIFICAR ESSES ERROS E ACHAR O CÚMPLICE DO HACKER.
REALIDADE: MANDARAM O MESMO DOCUMENTO, PARA TODOS E COM ERROS DIFERENTES….
RESULTADO: O HACKER TEM TODOS OS DOCUMENTOS | CULPARAM UM INOCENTE | SPFC COM RISCO DE SER PROCESSADO | ADVOGADA DEMITIDA.

ESSA FOI A PIOR ESTRATÉGIA QUE EU JÁ VI NA MINHA VIDA…

E SE EU TE PROVAR QUE TENHO TODOS ESSES DOCUMENTOS?
A SUA ESTRATÉGIA, CAIRÁ POR TERRA…
ESTRATÉGIA SUICIDA.

NUMA TACADA SÓ VOCÊ:

1) DESTRUIU A IMAGEM PÚBLICA DO SEU VICE-PRESIDENTE.

2) COLOCOU A INSTITUIÇÃO SPFC EM RISCO DE RECEBER UM PROCESSO POR DANOS MORAIS, QUE PROVAVELMENTE SERÁ MOVIDO PELO SR. NATEL.

3) COLOCOU O SEU CARGO EM RISCO…
VOCÊ AJUDOU A MANCHAR A IMAGEM DO SEU VICE-PRESIDENTE, DE GRAÇA, SEM CERTEZA DO ENVOLVIMENTO DELE E DE OUTROS…

QUANDO EU LI, OUVI, ASSISTI AS PESSOAS FALANDO SOBRE ISSO E ATÉ O PRÓPRIO NATEL, SE DEFENDENDO EM ENTREVISTAS, ISSO ME REVOLTOU…

COMO PODEM PUNIREM PUBLICAMENTE UM DOS SEUS?????
ISSO FOI UM ATO COVARDE DEMAIS…

SOBRE OS CONTRATOS QUE TENHO, SERÃO EXPOSTOS….
FINALIZANDO E RESUMINDO:

VOCÊ COLOCOU O SPFC EM RISCO E O SEU CARGO TAMBÉM…
SE EU ESTIVER CORRETO….

EM MENOS DE 15 (QUINZE) DIAS VOCÊ SERÁ DEMITIDA, NÃO SÓ VOCÊ, MAS TAMBÉM TODOS OS ENVOLVIDOS NESSA ESTRATÉGIA SUICIDA.
ABS

EDWARD LORENZ”

 

 

Fla e Grêmio enfrentam concorrência de quatro europeus em reunião por Pedro

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Com Pedro Ivo Almeida, do UOL, em São Paulo

Em reunião nesta quarta-feira (15), o estafe de Pedro discutirá com a Fiorentina seis propostas pelo atacante.

Flamengo e Grêmio devem enfrentar a concorrência de quatro clubes europeus que também querem o jogador brasileiro.

Apesar de os nomes das agremiações estrangeiras serem mantidos em sigilo pelos envolvidos nas negociações, o Porto, de Portugal, é um dos times que já vinham sondando o atleta.

A ideia da Fiorentina é vender o atacante. Porém, as primeiras propostas que chegaram foram por empréstimo.

Nesse momento, uma parte do stafe de Pedro entende que é melhor para o jogador voltar ao Brasil. Por esse raciocínio, aqui ele teria mais facilidade para reencontrar o bom futebol.

Ao mesmo tempo, há a no entorno do atleta quem avalie ser mais importante para sua imagen permanecer na Europa.

De acordo com gente próxima ao brasileiro, ele prefere se transferir para o Flamengo.

 

Conheça as nove ‘pegadinhas’ que o SPFC fez contra vazamentos

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Para tentar identificar responsáveis por vazamentos de informações no clube, como mostrou o  blog, o São Paulo preparou uma armadilha. Foi adulterado o documento intitulado “Versão Final Orçamento 2020”. Nove cartolas receberam o arquivo enviado por Sérgio Augusto Fonseca Pimenta, executivo do departamento financeiro.  Cada mensagem tinha uma “pegadinha”. Tudo foi registrado em cartório. O discurso interno é de que os destinatários tinham motivos para receber as mensagens por conta de suas funções. Abaixo conheça as nove armadilhas e quem recebeu cada uma.

1 – Roberto Natel, vice-presidente

O trecho “Prêmios Camp. Paulista” foi escrito sem acento (premios).  O mesmo erro apareceu em e-mail que a advogada do São Paulo, Érica Duarte Pinto Alves, apresentou para representante do cartório como tendo sido enviado a ela pelo suposto hacker, Edward Lorenz. Ele chantageou dirigentes ameaçando tornar públicos documentos internos. Os erros iguais deixaram o vice sob suspeita de vazar o documento. Ele nega o vazamento.

2 – Rodrigo Gaspar, diretor executivo administrativo

A palavra “estádio” foi escrita sem acento.

3 – Elias Barquete Albarello, diretor executivo financeiro

O item Jogos/Federações foi acompanhado de ponto final (Jogos/Federaçōes.), diferentemente dos demais e-mails.

4 – Adilson Alves Martins, membro do Conselho de Administração

“Patrocínios” foi escrito sem acento.

5 – Júlio Casaresmembro do Conselho de Administração

O item “Prêmios Camp. Brasileiro” foi digitado sem acento em “prêmios”.

6 – Sílvio Médici, membro do Conselho de Administração

“Sócio” foi escrito sem acento.

7 –  Alexandre Pássaro, gerente executivo de futebol

A sigla “PDD”  foi acompanhada de ponto final (PDD.), diferentemente das outras mensagens.

8 – João Fernando Rossi, diretor executivo de marketing

No item Jogos/Federações/Patrocínios, a palavra “patrocínio” apareceu sem acento.

9 – José Eduardo Mesquita Pimenta, ex-presidente e membro do Conselho de Administração

A sigla “CET” (Companhia de Engenharia de Tráfego) não aparece em negrito, ao contrário do que ocorreu nas demais mensagens.

 

Lesão faz Red Bull Bragantino descartar Walce

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Com Bruno Grossi, do UOL, em São Paulo

O Red Bull Bragantino avaliou que a contusão sofrida por Walce em jogo-treino da seleção brasileira pré-olímpica inviabiliza a contratação do zagueiro do São Paulo. Ele não seria aprovado nos exames médicos.

A negociação estava travada por falta de acerto no valor dos direitos econômicos. O time do interior paulista não tem mais interesse em tentar concluir a operação agora. No entanto, continuará monitorando o atleta tricolor.

Walce sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e, de acordo com a previsão inicial, ficará entre seis e oito meses sem jogar.

Diante da dificuldade em negociar com o São Paulo, o Red Bull já trabalhava com Ibañez, do Atalanta, revelado pelo Fluminense como opção.

O clube de Bragança Paulista ofereceu 6 milhões de euros (cerca de R$ 27,2 milhōes) e 20% do montante de uma eventual revenda. O São Paulo não aceitou, mas o Red Bull ainda tinha esperança de acontecer uma reviravolta.

A contusão também pode fazer o clube do Morumbi ir ao mercado em busca de um zagueiro.

Esportivamente Michael é bom negócio para Fla. Financeiramente nem tanto

Leia o post original por Perrone

Prestes a ser oficializada pelo Flamengo a contratação de Michael é, na opinião deste blogueiro, grande negócio esportivamente. Mas, financeiramente  nem tanto.

No campo esportivo, o rubro-negro reforça seu elenco com um dos destaques do Brasileirão.

Em tese, Michael deve começar o ano como reserva, o que assegura a Jorge Jesus a possibilidade de repor eventual desfalque sem perder qualidade.

Mais do que isso, o treinador ganha uma alternativa de alto nível independentemente de lesões ou contusões.

De quebra, o Flamengo se prepara para o caso de uma eventual investida do exterior em Bruno Henrique.

Outro ponto importante é impedir que um de seus adversários se fortalecesse com Michael.

Financeiramente, o risco é de o Flamengo não recuperar numa eventual venda os 7,5 milhōes de euros (cerca de R$ 34 milhōes) investidos na compra de 80% dos direitos econômicos referentes ao destaque do Goiás.

Aos 22 anos, Michael já está fora da faixa etária priorizada pela elite da Europa. Os times europeus de ponta preferem brasileiros com menos de 20 anos.

Isso provavelmente explique o fato de, mesmo após excelente temporada, ele não ter conseguido uma transferência para Europa.

Teoricamente, Michael terá mais mercado na segunda prateleira europeia. Para conseguir algo mais terá que dar um enorme salto na carreira, com vaga constante na seleção brasileira. por exemplo.

Por outro lado, está claro que lucrar com a eventual revenda do novo reforço não é essencial para a diretoria flamenguista. O clube da Gávea, neste momento, não depende disso para fazer a roda girar.

A estratégia rubro-negra é engordar seu cofre com a negociação de jogadores que estão na idade que seduz os grandes europeus, como Reinier. O plano é usar esse dinheiro para montar/manter um esquadrão.

Nesse planejamento, a contratação de Michael não é loucura. Pelo contrário, ela se encaixa no modelo de negócios do atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores.

Para o Corinthians, que brigou pelo atleta, sim, seria uma sandice. Quem não consegue pagar as prestações da casa própria precisa ser cauteloso ao ir às compras.

O Goiás mandou bem. Esticou a corda ao máximo sabendo que não conseguiria fazer uma venda melhor para a Europa.

Chantagem no SPFC teve arquivo sigiloso, zoeira com hino e e-mail para Leco

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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Um chantagista debochado, ousado e municiado por documentos. Esse é o perfil de um suposto hacker revelado por documentos registrados em cartório pelo São Paulo para tentar identificar a origem de vazamentos de informações no clube.

Como mostrou o blog, armadilha preparada pela diretoria tricolor deixou o vice-presidente Roberto Natel sob suspeita de colaborar com Edward Lorenz. Esse é o nome usado pelo autor das tentativas de extorsão.

A ousadia do suposto hacker fez com que ele enviasse e-mails diretamente para o presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

“Fiz download de outras documentações e só vou parar com isso quando receber a quantia solicitada. Sou persistente e muito insistente. Eu deixo um dia para decidirem, após isso, eu começo a divulgar os documentos para todos, inclusive para os conselheiros.  Que, pelo que li, muitos estão loucos para derrubar o Leco”. Esse é um trecho de e-mail que tem o presidente são-paulino entre os destinatários.

Nos textos endereçados a conselheiros e dirigentes, entre outros, Lorenz chega a debochar do hino do São Paulo e de música entoada pela torcida. É o que acontece na mensagem descrita a seguir:

“Oh, Tricolor, clube bem amado

As tuas glórias vêm do passado

E as corrupções também

Vai lá, vai lá, vai lá

Vai lá de coração

Vamo, São Paulo

Vamo, São Paulo

Vamo pagar meu milhão”.

Reprodução de mensagem enviada por suposto hacker para Leco, entre outros

Em outra correspondência eletrônica, Lorenz detalha seus métodos de extorsão.

“Faço coleta de informações ‘sigilosas’. Em seguida, faço primeiro contato apresentando todo conteúdo que tenho e tento desenvolver de forma tranquila, pacífica uma negociação. De forma sigilosa. Quando não tenho êxito, eu vou em busca de provas mais robustas, importantes graves, etc. E entro novamente em contato. Esse foi o motivo de retornar à essa negociação agora em 2019” escreveu o suposto hacker.

Uma série de documentos postados pelo  chantagista também faz parte do material registrado pelo departamento tricolor no 22° Tabelião de Notas de São Paulo.

As atas notariais obtidas pelo blog não mostram que Lorenz tenha documentos altamente comprometedores para dirigentes tricolores.

Porém, alguns dos papéis ferem regras de sigilo estipuladas pelo clube e seus parceiros.

É o que mostra ata notarial registrada em 10 de dezembro. Nela consta que Érica Duarte Pino Alves, advogada do São Paulo, solicitou, por questão de sigilo, que não fosse reproduzida na íntegra imagem de um contrato enviado por Lorenz ao departamento jurídico tricolor.

Trata-se de um comoronisso de cessão onerosa de uso de espaço entre a agremiação e a Phoenix Tower do Brasil.

O suposto hacker enviava esses arquivos com o objetivo de convencer a diretoria a pagar para que ele não tornasse a papelada pública.

Lorenz enviou uma série de relatórios financeiros internos, planilha de aluguel de camarotes e até cópia de trecho de negociação de direitos de transmissão de TV.

Numa das mensagens, com o título “fim”, o suposto hacker elogia os cartolas tricolores ao relatar sua experiência na “negociação”. Abaixo, leia a curiosa mensagem na íntegra.

“Olá todos os membros da diretoria e conselho do São Paulo Futebol Clube. Venho por meio deste e-mail expor como tem sido a minha experiência nesses três dias de negociação com vocês. Primeiramente gostaria de dizer que os senhores são profissionais excepcionais, pois buscam sempre a melhor solução até encontrar algo que possa ajudar a instituição SPFC. Buscam sempre o conhecimento e estão envolvidos em coisas muito importantes como ética, disciplina e administração do clube. Esses três dias têm sido muito importantes para a minha caminhada como profissional de tecnologia. Tenho aprendido muito e colocado em prática diversas coisas que agora estão se tornando mais claras”.

Vale lembrar que a diretoria do São Paulo nega ter dado dinheiro ou negociado com o chantagista assumido.

‘Armadilha’ do SPFC aponta vice como suspeito de vazar documentos

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

A diretoria do São Paulo registrou em cartório apuração que deixa o vice-presidente Roberto Natel sob suspeita de vazar informações para um suposto hacker que chantageava dirigentes e conselheiros. Natel nega ter vazado arquivos do clube.

O blog teve acesso às atas notariais que revelam uma operação digna de filme de investigação policial para tentar descobrir a origem de vazamentos de documentos da agremiação.

Nove pessoas, entre conselheiros e diretores, receberam do departamento financeiro, por e-mail, o documento “Versão Final Orçamento 2020”. Conforme apresentado para uma representante do 22° Tabelião de Notas de São Paulo, havia uma armadilha em cada e-mail. Erros de acentuação, diferenças de pontuação e outras particularidades personalizaram os relatórios.

Também diante da funcionária do cartório, representantes do clube compararam a cópia enviada pelo suposto hacker e constataram que a palavra prêmios (referentes ao Paulista) estava escrita sem acento. Esse erro foi cometido propositalmente na versão enviada para Natel.

 

Ao menos una das imagens registradas na ata notarial mostra o e-mail contaminado obtido pelo chantagista enviado para o presidente tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

“Estou absolutamente tranquilo. Não repassei nenhum documento do São Paulo para ninguém. Tenho todo interesse que investiguem isso até o fim”, afirmou Natel ao blog.

O vice se tornou desafeto do presidente. “Se eu tiver que bater no Leco, bato na frente dele. Não preciso vazar algo e não assumir. Vejo mais alguém querendo fabricar algo para me expulsar do clube do que outra coisa”, declarou Natel.

Ele afirmou que deve ter recebido a cópia do documento usado como armadilha por e-mail, mas que provavelmente não abriu o arquivo.

O dirigente disse não descartar a possibilidade de ter sido hackeado. “Se o hacker pode entrar no computador dos outros para pegar documentos do São Paulo, por que não pode entrar no meu?”, afirmou.

Porém, conforme o blog apurou, a diretoria do São Paulo se baseia em um levantamento técnico para apontar que sua rede não foi invadida.
A operação
A partir daí, com a ajuda de especialistas na área, a direção elaborou a pegadinha para tentar identificar a natureza dos vazamentos e seus responsáveis.
Internamente, o discurso é de que a diretoria cumpriu seu dever de proteger a instituição, sem interesse político e perseguição.
Os passos para tentar elucidar o caso do suposto hacker, alvo também de inquérito policial, foram meticulosamente estudados.
Em 26 de novembro do ano passado, Érica Duarte Pinto Alves, advogada do São Paulo, requereu que Thays Silva dos Santos, escrevente do 22° Tabelião de Notas, fosse até a sede do clube.
No Morumbi, foram apresentados para a funcionária do cartório e-mails enviados para diretores do clube por Edward Lorenz, o suposto hacker. Até Leco estava entre os destinatários.
Nas mensagens, ele exibia documentos do clube e cobrava R$ 1 milhão para não vazar o material.
Em 3 de dezembro, a advogada do São Paulo foi ao cartório e pediu que a mesma funcionária acessasse perfil no Twitter associado ao suposto invasor digital.
As imagens registradas em ata notarial do dia 10 de dezembro mostram documentos internos do São Paulo.
A ideia aqui era reforçar que alguém usando o nome Edward Lorenz de fato o tinha arquivos do São Paulo.
Em 5 de dezembro, a escrevente foi chamada de novo ao Morumbi. Dessa vez para registrar a engenhosa pegadinha preparada pela diretoria tricolor.
A escrevente, então, verificou que Sérgio Augusto Fonseca Pimenta, executivo do departamento financeiro tricolor, havia enviado o e-mail com o título “Versão Final Orçamento 2020” para oito pessoas, além de Natel.
São conselheiros, diretores executivos e outros funcionários com atribuições que justificam o recebimento do relatório.
Na lista estão Júlio Casares, Rodrigo Gaspar,  Alexandre Pássaro, José Eduardo Mesquita Pimenta, Elias Albarello, Adilson Martins, João Fernando Rossi e Sílvio Médici.
Na ata notarial, a escrevente descreve a particularidade de cada e-mail. Ela cita que o endereço identificado pela advogada do clube como sendo o de Natel recebeu texto com a inscrição “Premios Camp. Paulista” sem acento em “prêmios”.
A escrevente relata que, a pedido da advogada do São Paulo, constatou que arquivos recebidos do suposto hacker tem a mesma particularidade do e-mail enviado para o endereço que, segundo ela, pertence a Natel.
A afirmação é sustentada por imagens registradas pela escrevente. Pelo menos uma delas aparece como sendo enviada para Leco pelo chantagista.
Até a publicação deste post, o departamento de comunicação do São Paulo não havia respondido a questionamentos do blog sobre o tema.

 

MP cobra R$ 12,3 milhões do Corinthians por falha em venda de meia-entrada

Leia o post original por Perrone

O Ministério Público de São Paulo entrou com ação na Justiça para cobrar R$ 12.359.532,97 do Corinthians. O processo foi distribuído no último dia 2 para a 42ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo.

A cobrança se refere a multas por suposto descumprimento de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta para regularizar a venda de ingressos pela internet. A falha apontada é em relação à não comercialização de meia-entrada por meio de site.

De acordo com o MP, Palmeiras, São Paulo e Santos assinaram o mesmo termo, mas só clube de Itaquera vinha desrespeitando o compromisso.

Procurada a assessoria de imprensa do Corinthians disse que o clube não foi notificado e que por isso não se manifestará.

Na ação o MP relata que, em abril de 2012 os quatro clubes assinaram o termo se comprometendo a cumprir regras previstas no Estatuto do Torcedor e no Código de Defesa do Consumidor referentes à venda de ingressos.

Basicamente, as agremiações se comprometeram a manter sites para disponibilizar ingressos a todos os torcedores, sem vetos. Ou seja, a venda eletrônica deveria contemplar a meia-entrada.

Ficou estabelecida multa de R$ 50 mil por jogo mais juros de 1% ao mês e correção em caso de não cumprimento de pelo menos um dos muitos pontos do acordo.

No processo, o MP narra que meses antes de o documento ser assinado o Corinthians havia informado que enfrentava dificuldades para fazer venda de meia-entrada na internet por conta da necessidade de conferência dos documentos que garantem tal direito.

O órgão alega que desde 2012 deu vários prazos para o alvinegro solucionar o problema ou simplesmente explicar o que havia feito em relação ao tema. E que na maioria das vezes não obteve respostas.

Para o MP, o silêncio corintiano já sugere que o alvinegro não vende meia-entrada em seu site. Mas o órgão cita também casos pontuais.

Entre eles estão uma pesquisa feita pelo Procon no site de venda de ingressos do clube em 2018 . Ela não localizou meia-entrada.

Também aparece a queixa de um torcedor que não conseguiu comprar o bilhete pela metade do preço na final da Copa do Brasil de 2018. É citada ainda uma queixa de maio do ano passado.

O Ministério Público registra ainda uma multa aplicada pelo Procon ao Corinthians em 2019 no valor de R$ 97.053,33 pela não disponibilização de meia-entrada em seu site.

Por fim, observando critérios de prescrição, o MP pede a aplicação da multa em todos os jogos do Corinthians entre 2015 e 2019. E que o clube faça o pagamento em até três dias após a notificação. Caso a quitação não seja realizada, o órgão pede a penhora do valor cobrado.

Se o pagamento for realizado, a quantia deve ir para o Fundo Especial de Despesas de Reparação de Interesses Difusos, administrado pela Secretaria de Justiça do Estado.