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5 razões para acreditar em Abel Ferreira no Palmeiras

Leia o post original por Michelle Giannella

O desconhecido Abel Ferreira pode ser o futuro treinador palmeirense. Apesar de toda incompetência da diretoria na condução da demissão de Luxemburgo e do desespero para trazer um novo treinador estrangeiro, acredito que o português tem 5 bons motivos para dar certo com o elenco alviverde.

TEM PERSONALIDADE – Abel Ferreira é jovem e tem personalidade forte. Vai colocar todo mundo do elenco palmeirense em seu devido lugar. Jogador chinelinho ou vai ser mandado embora ou vai parar do outro lado do oceano emprestado, podem apostar.

FALA PORTUGUÊS – A barreira na comunicação não será um problema entre o treinador e seus comandados. O técnico fala português e quando quer se fazer entender, fala alto e forte. Grita, se for preciso. .

É JOVEM – Realmente Abel não tem a experiência e a bagagem de treinadores mais experientes, mas por isso mesmo ele pode surpreender tanto os torcedores como os times adversários. O cara é uma incógnita.

GOSTA DE DAR OPORTUNIDADE AOS GAROTOS E JOGAR PRA FRENTE FAZENDO GOLS- Sabe aquele treinador que não tem medo de tirar medalhão do time e colocar um garoto da base pra assumir a bronca? Esse é Abel Ferreira. Outra coisa bacana, Abel gosta de jogo com gols. Vai colocar o time pra ir pra cima.

Claro que o português precisará de tempo. Pra conhecer as peças que tem, uns 15 dias. Pra entender os adversários, mais uns 15. Pra se adaptar ao Brasil, uns 30 dias. Então, os primeiros dois meses poderão ser difíceis, mas o treinador tem força, fôlego e personalidade para fazer esse Verdão jogar o que merece.

CBF: jogo na TV Brasil foi por viabilidade, não para agradar ao governo

Leia o post original por Perrone

Nesta quarta (14), o blog publicou post opinativo comentando sobre a exibição do jogo contra o Peru na TV Brasil mostrar como a seleção  brasileira pode ser usada para empoderar cartolas da CBF. Isso porque o Governo Federal pediu que a partida passasse em TV aberta, e a entidade comprou os direitos cedendo-os à emissora pública. Apesar de ser uma opinião, este blogueiro recebeu à noite telefonema de integrante da confederação refutando argumentos apresentados no artigo.

A versão relatada é de que a CBF não negociou com o Governo Federal pela exibição do jogo e que o principal interesse da cúpula da entidade foi permitir que as pessoas pudessem assistir à seleção sem custos. Também foi negado que os dirigentes vão pedir favores ao governo em troca da transmissão da partida.

O blog não afirmou que isso vai acontecer, mas argumentou que dirigentes de clubes com dificuldades para serem ouvidos em Brasília podem recorrer a Rogério Caboclo, presidente da CBF, que recebeu abraços e agradecimentos do governo durante a transmissão.

A versão informada por membro da confederação dá conta de que a entidade tinha a informação, ainda na terça, de que Globo e SBT tentariam transmitir o jogo. Por volta das 17h, vendo que nenhuma negociação avançou, Caboclo acionou Edu Zebini, diretor de mídia da CBF, e pediu que ele tentasse negociar com a Mediapro, que comprou os direitos da partida junto à federação peruana.

A avaliação na CBF foi de que havia clima para negociar porque a empresa já realizou ação relacionada ao “Museu Seleção Brasileira” e tem interesse em direitos de transmissão de partidas da seleção.

Segundo a mesma fonte, a Mediapro disse que não venderia os direitos do jogo com o Peru se a CBF fizesse uma revenda ou os repassasse para uma emissora que comercializasse cotas de patrocínio, informações anteriormente publicadas pelo “Blog do Marcel Rizzo”. A explicação foi de que a empresa perderia credibilidade no mercado, se isso acontecesse.

Nesse ponto, a confederação entendeu que só a TV Brasil teria condições de cumprir essas exigências. Ela não vende cotas de patrocínio e poderia transmitir o jogo para todo o território nacional, pois já transmite a Série D do Brasileiro.

Zebini, então, ligou para representante da emissora pública, ligada ao poder executivo, para se certificar de que ela poderia viabilizar a transmissão. Com a resposta afirmativa, ele concluiu a negociação com a Mediapro.

A CBF não revela quanto pagou pelos direitos de transmissão do jogo, mas o comentário na entidade dá conta de que “não foi barato”. O relato ouvido pelo blog é de que o interesse em que o público tivesse uma alternativa para ver a partida sem ter que pagar para assistir pelo canal EI Plus e dar visibilidade a seus patrocinadores, especialmente a Nike, motivaram o investimento feito pela CBF.

Em relação ao comentário deste blogueiro sobre existirem interesses em jogo no futebol brasileiro que passam por Brasília, como MP do Mandante e repactuação das dívidas fiscais dos clubes, o mesmo integrante da confederação afirmou que são questões que não estão ligadas diretamente à CBF e que estão no Congresso Nacional, não nas mãos do executivo. E que não existe a possibilidade de a entidade pedir favores ao governo.

Outro ponto negado foi que a CBF possa usar eventual proximidade com o governo federal para manter uma relação de clientelismo junto aos clubes.

Após ouvir todos os argumentos, o blog entendeu ser justo publicá-los. Porém, mantém sua opinião de que a transmissão do jogo pela TV Brasil reforçou que a seleção pode ser usada para aumentar o cacife político  de dirigentes. Não é, no entanto, uma afirmação de que,  necessariamente, cartolas e governantes irão trocar favores.

 

Coritiba perde a chance de golear o Palmeiras, bagunçado na defesa

Leia o post original por Perrone

O Coritiba perdeu a chance de aplicar uma goleada no Palmeiras em pleno Allianz Parque nesta quarta (14). Para isso, bastaria ter um pouco mais de apetite ofensivo. Porém, o organizado time de Jorginho foi eficiente para aproveitar os erros defensivos do adversário e vencer por 3 a 1.

A defesa palmeirense nesta noite tinha mais buracos do que estrada de terra. Ninguém sabia quem marcar. Sempre aparecia um jogador do Coxa livre. Foram nove finalizações certas da equipe paranaense em 12 tentativas, segundo o site SofaScore. O time Paulista acertou cinco de 16 arremates.

Na parte ofensiva, ficou praticamente tudo nas costas de Gabriel Veron. Inclusive a liderança do alviverde em campo. Inaceitável que num time caro como o do Palmeiras um jovem, ótimo, diga-se de passagem, fique com toda essa responsabilidade.

Incrível também como o calejado Vanderlei Luxemburgo não conseguiu corrigir erros básicos. Sou levado a acreditar que a pressão mexeu com a cabeça de Luxa e da maioria de seus jogadores.

Jogo na TV Brasil reforça como seleção pode ajudar a empoderar cartolas

Leia o post original por Perrone

A transmissão da vitória da seleção  brasileira por 4 a 2 sobre o Peru nesta terça (13) pela TV Brasil é o exemplo mais bem acabado de como o time pentacampeão mundial pode ser usado para dar cacife político aos comandantes da CBF.

Depois de pedido do Governo Federal pela exibição do jogo em TV pública, a confederação  comprou os direitos da partida e cedeu para a TV Brasil, que já transmite a Série D.

O investimento feito por Rogério Caboclo, presidente da CBF, certamente valeu pela gratidão do governo e consequente aproximacão com os governantes. Tanto que o dirigente e cartolas da CBF receberam abraços e agradecimentos da Secretaria de Comunicação do governo pela cessão dos direitos.

Num país em que cartolas vivem pedindo favores, especialmente repactuações  de dívidas fiscais ao Governo Federal,  o uso da seleção  para essa aproximação entre CBF e governantes é preocupante.

É natural imaginar que, depois dessa, cartolas com dificuldades para terem pedidos atendidos em Brasília recorram a Caboclo, aumentando seu poder político e, talvez, tornando clubes mais vulneráveis às vontades da CBF.

Há muitas questões  em jogo no futebol brasileiro neste momento tendo Brasília na rota. MP do Mandante, dívidas fiscais dos clubes e questões trabalhistas relacionadas a jogadores e agremiações. Isso deixa evidente como o gesto por meio da seleção foi importante para a CBF.

Há também o lado do governo, que ganhou o time de Tite para fazer a velha e má política do pão e circo, igualzinho aos tempos da ditadura militar.

Pelo meio do caminho, ficou o canal por assinatura  EI Plus, único  que tinha os direitos de transmissão da partida. Ou seja, o governo acabou, indiretamente, interferindo em questões comerciais privadas.

O movimento da CBF pode ter reflexos em diversas áreas do futebol brasileiro, por isso o favor feito por Caboclo para o governo merece atenção. Personagens que estejam do lado oposto da CBF em eventuais questões  que passem pelo executivo não terão a seleção nas mãos para se aproximar dos governantes. A isonomia pode ser ameaçada.

 

 

Duílio, Augusto e Gobbi registram candidaturas à presidência do Corinthians

Leia o post original por Perrone

Depois de muitas conversas entre opositores nas últimas horas, o prazo para inscrição  de chapas na eleição  corintiana se encerrou às 17h desta terça (13) com três candidatos.

Pela situação, concorrerá Duílio Monteiro Alves, ex-diretor de futebol. Serão duas chapas de oposição. Uma liderada pelo ex-presidente Mário Gobbi Filho e outra por Augusto Melo.

Agora a comissão eleitoral trabalha na verificação da documentação apresentada pelas chapas para cargos na diretoria e para as vagas no Conselho Deliberativo. O pleito está marcado para o dia 28 de novembro  com voto dos associados.

As últimas horas foram agitadas na oposição. Na noite de segunda (12), Paulo Garcia explicou aos demais opositores que não concorreria por estar envolvido no processo de abertura de capital da Kalunga, empresa da qual é um dos donos, na bolsa de valores.

Em seguida, ele lançou Emerson Piovezan como candidato. Ricardo Maritan, que mantinha pré-candidatura, entrou na chapa como vice. Na manhã seguinte, porém, Piovezan desistiu. Maritan também decidiu não mais participar.

Campanha eleitoral oposicionista tem nova reviravolta no Corinthians

Leia o post original por Perrone

Nova reviravolta no quadro eleitoral corintiano. Emerson Piovezan, que seria candidato no lugar de Paulo Garcia, desistiu de participar da disputa. A informação  foi publicada inicialmente pelo “Meu Timão” e confirmada pelo blog.

Diretor financeiro na gestão de Roberto de Andrade, Piovezan teve sua candidatura lançada na noite da última segunda em reunião na sede da Kalunga, empresa de Garcia. O empresário lançou Piovezan a candidato a presidência com Ricardo Maritan e Jorge Rachid Júnior de vices. Garcia resolveu não entrar na disputa por estar envolvido na abertura de capital da Kalunga, da qual é um dos sócios na Bolsa de Valores.

Maritan desistiu de sua candidatura, de oposição, para formar a nova chapa oposicionista. Ele disse ao blog que na manhã desta terça recebeu telefonema de Piovizan que o avisou sobre a desistência. O blog não localizou Piovezan  para falar sobre o assunto. As inscrições  para a eleição de 28 de novembro podem ser feitas até as 17h desta terça.

Pela situação, o candidato será Duílio Monteiro Alves, ex-diretor de futebol. Ele deverá concorrer contra pelo menos duas chapas de oposição. Uma liderada pelo ex-presidente Mário Gobi Filho e outra encabeçada por Augusto Melo.

 

Sem Paulo Garcia, nova chapa na eleição corintiana tem Piovezan e Maritan

Leia o post original por Perrone

Emerson Piovezan, ex-diretor financeiro de Roberto de Andrade, decidiu ser candidato à presidência  do Corinthians. A ideia é ter Ricardo Maritan e Jorge Rachid Júnior como candidatos a vice.

Piovezan entra no lugar de Paulo Garcia, que seria candidato, mas desistiu da disputa por estar envolvido na abertura de capital de sua empresa, a Kalunga, na Bolsa de Valores.

Maritan tinha lançado  sua pré-candidatura à presidência. “Houve esse convite ontem e fiquei de consultar os membros do Resgata Corinthians para encaminhar o registro da chapa hoje”, disse Maritan ao blog. Ele confirmou que a tendência é de se tornar candidato a vice.

Rachid Júnior é o braço direito de Garcia no clube e foi secretário-geral na administração  de Roberto de Andrade.

O convite de Piovezan a Maritan foi feito durante reunião na sede da Kalunga na noite desta segunda (12) com membros da oposição. Não houve acordo para o lançamento de uma chapa única, mas existe a possibilidade de novas composições serem feitas  antes do pleito de 28 de novembro.

O prazo para registro de chapas termina a nesta terça, às 17 horas. Pela situação, Duílio Monteiro Alves, ex-diretor de futebol, será candidato. Pela oposição, também registrarão chapas o ex-presidente Mário Gobbi Filho e Augusto Melo.

Quatro fatores que ajudaram a afundar o projeto corintiano para 2020

Leia o post original por Perrone

Veja abaixo quatro fatores que, na opinião deste blogueiro, colaboraram para o projeto do Corinthians em 2020 virar luta contra o rebaixamento no Brasileirão.

1- Apresentação de Tiago Nunes atrasada

O projeto corintiano para a atual temporada nasceu torto no momento em que a diretoria aceitou o pedido de Tiago Nunes para que ele começasse a treinar o time só em 2020, apesar de ter sido contratado no final de 2019.

Dessa forma, o treinador desperdiçou tempo precioso para conhecer o elenco. Se tivesse chegado antes, na opinião deste blogueiro, saberia melhor do que a equipe precisava e teria mais conhecimento do elenco. O tempo para implantar a mudança tática planejada por ele seria maior. Ironicamente, o técnico caiu pedindo tempo, algo que ele desprezou lá atrás, para a transformação dar certo.

2 – Falhas na montagem do elenco

Várias das dificuldades do Corinthians passam pela falta de um elenco equilibrado. Não há um armador e sobram volantes, o que causa uma anemia no setor de armaçāo.

O time foi montado praticamente sem jogadores rápidos, seja para fazer as transições com rapidez ou para quebrar as linhas defensivas adversárias.

Também faltam atletas com mobilidade e poder de marcação para pressionar a saída bola dos oponentes. Coelho tentou fazer isso com Luan e Jô, mas ambos têm dificuldades para exercer a função.

Venda de jogadores que fazem falta também entram no pacote. É o caso do zagueiro Pedro Henrique, negociado com o Athletico e que virou ausência sentida devido à  contusão de Danilo Avelar.

Na lateral esquerda, Tiago Nunes custou a encontrar um jogador que o agradasse. Quando Carlos Augusto se firmou na posição foi vendido para o Monza, da Itália.

O alvinegro também apostou em vários reforços que não deram certo. A maioria não dava sinais de que poderia funcionar.

Nessa lista merecem estar Sidcley, Yony González e Davó. Luan, na opinião deste blogueiro, foi uma tentativa válida porque, diferentemente dos outros, já jogou em alto nível. No entanto, até agora não vingou.

3 – Dificuldades financeiras

Os atrasos salariais têm sido frequentes no clube do Parque São Jorge neste ano. Os jogadores tiveram até que, em dia de jogo, desviar a atenção da partida para gravar um vídeo no qual negavam estarem articulando greve.

Uma manobra da direção para resolver o problema trouxe mais dor de cabeça. Na tentativa de ganhar tempo e agilizar a antecipação do dinheiro da venda de Pedrinho para o Benfica, a diretoria aceitou diminuir o preço de 20 milhões de euros para 18 milhões de euros.

Além disso, o alvinegro topou adiar o pagamento da primeira prestação de agosto de 2020 para o mesmo mês de 2021.

Só que até a semana passada a antecipação do valor total da venda não havia sido feita junto a uma instituição financeira estrangeira.

Conclusão, o time ficou sem Pedrinho, uma opção para armação, e ainda não aliviou sua situação financeira. Os portugueses bateram o pé pelo desconto porque o Corinthians desistiu de comprar Yony. Da quantia total, Will Dantas, empresário do jogador, tem direito a 30%.

3 –  Insistência com Coelho

Desde que demitiu Tiago Nunes, a diretoria corintiana decidiu apostar em Coelho, mesmo sem anunciar sua efetivação.

A cada rodada sob o comando do ex-lateral o time não mostrava evolução. E Andrés Sanchez, presidente do clube e antigo amigo de Coelho, seguia inerte,s contratar um substituto.

Depois de 7 jogos (três derrotas, uma vitória e três empates), o Corinthians anunciou Vágner Mancini. O anúncio da contratação foi feito horas depois de o alvinegro sacramentar sua entrada na zona de rebaixamento do Brasileirão, um marco nessa crise rascunhada meses antes com decisões que não sugeriam resultados animadores.

 

‘Não tenho nada contra homem. Não preciso de cota’, diz advogada de Robinho

Leia o post original por Perrone

Entrevista com Marisa Alija, advogada de Robinho, contratado pelo Santos e que contesta condenação por estupro na Itália.

Como está o processo de Robinho na Itália? A condenação a nove anos de prisão foi em primeira instância? Cabe recurso? Vocês já recorreram?

Primeira instância, sim. Cabem recursos, até para se verificar se não houve injustiça e irregularidade na decisāo, como deve ser em todo caso. Sim, (o recurso) está  em tramitação.

Pelas leis da Itália em que fase do processo pode ser pedida a prisão do Robinho?

Só com a condenação definitiva ou se tiver algum perigo (fuga, interferir no caso, provas contundentes, etc.).

Existe no contrato com Santos alguma cláusula de rescisão no caso de o Robinho ser condenado em última instância ou de ser preso antes disso?

Não, mas, se isso acontecer, eles podem (rescindir) pela lei trabalhista.

Ele precisa avisar a Justiça italiana quando viaja?

Não, ele viaja para onde quiser, quando quiser, é um homem livre. Não existe qualquer medida restritiva e nem prisão pedida. As pessoas estão mal informadas ou mal intencionadas.

O que acha dos comentários que consideram a contratação de Robinho pelo Santos um desrespeito com as mulheres?

Acho que se tivesse provas no processo contra ele, se tivesse uma confissão, etc., ok, mas não é o caso. A juíza julgou com base em uma conversa de terceiros (telefônica) e porque achou “inadequado” o vocabulário dele. Não há uma prova, uma única. E me questionam como eu, mulher, defendo um homem. Eu não tenho nada contra homens, sou superbem resolvida. Estou em uma profissão dominada por homens e me destaco por pura competência, não preciso de cota para me destacar. Acho que o maior feminismo que se pode ter é esse, você competir de igual para igual com um homem e se destacar por competência, e não por ódio, cota, mostrando peitos, etc. Eu defendo Robinho porque o conheço, conheço o processo. Se eu tivesse a menor dúvida de que é inocente, eu, como mulher, jamais o defenderia.

E tem recebido críticas diretas ou ameaças por ser mulher e defender um acusado e condenado em primeira instância por estupro?

Ameaças não, mas insultos, críticas, e sempre de quem não tem nenhum conhecimento de causa. E mesmo você explicando, não querem entender. Vivemos essa cultura burra, né? As pessoas não estão abertas para debates construtivos e aprenderem, mudar de posicionamento com a verdade. Eles defendem uma ideia até o fim, mesmo demonstrando-se que existe outro lado. Parece que vão ser menos por admitirem um equívoco.

É hora de contemplar Hamilton. Não de fazer comparações com Schumacher

Leia o post original por Perrone

Lewis Hamilton se tornou o maior vencedor da Fórmula 1 ao lado de Michael Schumacher ao vencer o GP de Eifel, na Alemanha, neste domingo (11). O empate em 91 triunfos para cada um nos provoca a pensar: o britânico é melhor do que o alemão foi?

Luto para evitar esse exercício agora. Na minha opinião não é o momento de gastar energia tentando responder algo tão difícil.

Mais prazeroso do que encarar a árdua missão de comparar pilotos de épocas diferentes, com carros e regulamentos diferentes, é desfrutar do talento de um dos maiores esportistas de todos os tempos.

Hamilton é uma lenda em atividade. Um hexacampeão mundial que caminha a passos largos para conquistar o hepta e, de novo, se igualar a Schumacher. O recorde de poles (96) já é do piloto da Mercedes.

Olhando apenas para o britânico, sem comparações, vemos um piloto cerebral, extremamente técnico, capaz de se adaptar a todos os tipos e condições de pista, forte emocionalmente e rápido. Muito rápido.

Já são motivos suficientes para você ligar a TV e contemplá-lo a cada GP. Porém, tem mais. Hamilton não é só pra ser visto dentro da pista. É para ser ouvido fora dela.

O hexacampeão amadureceu com o passar do tempo e aprendeu a usar sua voz. Ele impôs à Fórmula 1 nesta temporada a discussão sobre combate ao racismo. E o fez com a mesma habilidade com que conduz sua Mercedes, agora, não por acaso, preta.

Diante de tudo isso, recomendo que você não pense neste momento em comparar Hamilton com Schumacher, Senna, Fangio… Apenas aproveite a oportunidade de assistir a um mito escrever sua história. Deixe para fazer as comparações depois que ela estiver escrita.