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Casos de Covid-19 quase dobraram em Porto Alegre desde que times voltaram

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Desde que Grêmio e Internacional voltaram aos treinos físicos, com permissão da prefeitura, os casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Porto Alegre quase dobraram. O mesmo aconteceu com o número de óbitos por Covid-19 registrados na cidade.

O retorno das equipes de futebol ao trabalho, com restrição e medidas sanitárias, junto com a retomada de outras atividades, por meio de decreto municipal, foi um marco no relaxamento do distanciamento social para combater a pandemia no município.

Atletas dos dois clubes retornaram ao trabalho no último dia 5, quando tinham sido registrados 537 casos de pessoas contaminadas pela Covid-19 em Porto Alegre, de acordo com gráfico disponível em boletim produzido pela Secretaria Municipal de Saúde. O mesmo documento apontava que até as 17h desta terça o número de infectados havia subido para 1049.

Nesta terça, o gráfico apontava que desde a volta dos rivais aos treinos o número de óbitos por Covid-19 na cidade passou de 17 para 32.

Especialistas na área da saúde demonstram preocupação com o aumento de casos e atribuem o crescimento principalmente ao relaxamento das medidas de distanciamento social. No último dia 19, novo decreto municipal autorizou outros estabelecimentos a funcionarem com restrições, como shoppings e restaurantes.

De acordo com o site da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, a taxa de ocupação em leitos de UTI para adultos na capital era de 75% até as 8h05 desta quarta (27). Já a taxa de ocupação de leitos fora de UTI para adultos infectados pelo novo coronavírus era de apenas 10,6%.

Em site, Ministério da Saúde agora destaca mais recuperação do que mortes

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Reprodução do painel sobre covid-19 do Ministério da Saúde

 

ESPECIAL NOVO CORONVÍRUS

O Ministério da Saúde mudou a importância que dá aos dados referentes à pandemia em sua página que traz um painel sobre a Covid-19, a “covid.saude.gov.br”. O número de doentes recuperados passou a ser o primeiro dado a aparecer na página. Suas letras e números estão em tamanho maior do que os referentes à quantidade de óbitos, como mostra a reprodução acima, feita nesta terça (26). Vale lembrar que atualmente a pasta está sob o comando interino do general Eduardo Pazuello, afinado com o presidente Jair Bolsonaro, que várias vezes minimizou a pandemia.

Quando o painel foi criado, ainda sob a gestão de Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da saúde, as quantidades de casos confirmados e de óbitos, além do índice de letalidade da doença apareciam em letras e números do mesmo tamanho. Nesse espaço do site, o principal, não havia informações sobre pacientes recuperados. A prioridade era para o número de casos, como é possível ver na imagem abaixo, de março.

Reprodução

Indagada pelo blog sobre agora sobre os dados a respeito dos óbitos aparecerem em letras e números menores, a assessoria de comunicação do Ministério da Saúde respondeu apenas: “todas as informações referentes ao coronavírus estão sendo divulgadas nos diversos canais da pasta.”

Ficaram sem respostas as seguintes perguntas:

1 – Quais os motivos para a mudança?

2 – Há uma estratégia para dar mais destaque ao número de recuperados? Quem elaborou essa estratégia? Houve pedido da presidência para isso?

3 – Há uma estratégia para destacar mais investimentos da pasta do que dados sobre os afetados pela pandemia? 

 

14 palavras para descrever o plano para a volta do futebol no Rio

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Alienado.

Ignorante.

Desrespeitoso.

Desumano.

Perigoso.

Egoísta.

Ganancioso.

Desesperado.

Ofensivo.

Descabido.

Indefensável.

Conspiratório.

Insano.

Ridículo.

Qualquer uma dessas palavras serve para definir o movimento de clubes, federação e prefeitura do Rio para permitir a volta dos times locais aos treinos nesta terça 26) com o objetivo de retomar o Campeonato Carioca em meados de junho.

Parabéns aos dirigentes de Botafogo e Fluminense, que não concordam com o plano … (complete com uma ou todas as palavras da lista acima).

Com o caos no sistema público de saúde da capital do estado por conta da Covid-19, não é hora de se pensar em retomar o futebol. Tem cartola brincando com fogo.

 

Antecipar feriado para combater vírus é como adotar torcida única em jogos

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ESPECIAL NOVO CORONVÍRUS

A antecipação de feriados em São Paulo Paulo como tentativa de combate à transmissão do novo coronavírus tem lógica semelhante à adoção da torcida única em clássicos do futebol paulista e em outros locais.

As duas medidas atestam a incompetência do estado para resolver determinados problemas. Diante dessa ineficiência, são tomadas decisões esdrúxulas e paliativas. O foco principal não é atacado com eficácia.

No caso da antecipação dos feriados, é óbvio que o melhor e mais amargo remédio seria a decretação do lockdown. Mas, por algum motivo, prefeitura e governo estadual ainda não levaram a ideia adiante. Parecem adiar o inevitável enquanto o número de mortes por covid-19 avança no estado.

É impossível não  comparar com o veto a duas torcidas nos clássicos. A alternativa alivia o problema, mas não significa um passo importante para o controle da situação. Esse avanço só viria com penas mais duras para os brigões, serviço de inteligência melhor equipado para monitorar os encrenqueiros e um pacote de ações envolvendo várias esferas, estados e união. Ou seja, dá menos trabalho e requer menos investimento adotar a torcida única.

Enfrentar os criminosos disfarçados de torcedores exige coragem, também necessária para um político apontar o lockdown como estratégia para tentar conter o avanço do vírus. Afinal, quem quer assinar uma medida impopular e comprar briga com diferentes setores da sociedade?

É triste imaginar isso, mas a dificuldade de alguns prefeitos e governadores em optarem por medidas mais duras de isolamento dá margem para imaginarmos que tem gente preocupada em salvar votos, não apenas vidas.

 

Qual a responsabilidade de Alexandre Kalil na dívida do Atlético-MG?

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Com Thiago Fernandes, do UOL em Belo Horizonte

Alexandre Kalil é herói ou vilão na história do Atlético-MG? Ou um pouco de cada? À medida que a atual diretoria, comandada pelo presidente Sérgio Sette Câmara, se queixa de dívidas feitas por outras gestão e que precisa pagar, esse  assunto ferve no clube. Na esteira dessa discussão, o blog mergulhou em números oficiais e balanços da agremiação. Também entrevistou o ex-presidente, campeão da Libertadores em 2013, e atual prefeito de Belo Horizonte (a íntegra da entrevista está no final do post). Ele presidiu o Galo de 2008 a 2014.

A apuração começou com a obtenção de um documento produzido pela área financeira do Atlético e que mostra que Kalil foi responsável por 48% da dívida do clube com impostos parcelada pelo Profut. Um gráfico em formato de pizza registra que a maior fatia da dívida corresponde à administração de seis anos do atual prefeito, entre 2008 e 2014. A era Ricardo Guimarães, de 2001 a 2006, aparece em segundo lugar com 28%. Daniel Nepomuceno, sucessor de Kalil entre 2015 e 2017, é apontado como responsável por 4% da dívida. São atribuídos 3% desse débito a Ziza Valadares, que ficou no poder entre 2007 e 2008, e 17% a presidentes anteriores.

Também de acordo com relatório da área de finanças do Atlético, a dívida do Galo referente a impostos parcelada no Profut é de R$ 228. 209.769,13. Desse montante, débitos no valor de R$ 110.667.150 foram contraídos enquanto Kalil era o presidente. Esses valores levam em conta os descontos aplicados pelo programa já que o débito inicial era de R$ 340.418.627,66, de acordo com o mesmo documento. Críticos do ex-dirigente afirmam que o fato de ele ser hoje prefeito de Belo Horizonte torna o não pagamento de impostos ainda mais grave.

Kalil não contesta sua fatia na dívida, mas reclama de vazamentos de documentos e diz que, graças a dinheiro gerado em sua gestão, foram pagas antecipadamente parcelas do Profut até 2021. “Essa porcentagem (48% das dívidas no Profut feitas em sua gestão), é o seguinte, se você pegar o Profut, eu deixei pago (esse percentual). Eu deixei a dívida e deixei o pagamento. Deixei o meu imposto pago”.

O ex-presidente se refere à receita gerada pela venda de Bernard para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, em 2013. Na ocasião, cerca de R$ 40 milhões, em valores da época, referentes à venda foram bloqueados pela Justiça Federal por causa de dívidas tributárias do Galo. Em 2014, o clube conseguiu aderir ao programa de refinanciamento Refis e pôde usar a receita bloqueada na transferência de Bernard para quitar parte do parcelamento. Em 2017, o Atlético aderiu ao Profut, transferindo esse crédito para lá.

Pessoas ligadas à atual administração afirmam que o que aconteceu é diferente de Kalil pagar as dívidas que deixou. Sustentam que o pagamento só foi feito porque o dinheiro foi bloqueado. Além disso, de acordo com o relatório do clube sobre as dívidas parceladas pelo Profut, a fatia referente à era Kalil supera a quantia usada para antecipar parcelas do Profut. Foram transferidos para o Profut cerca de R$ 59 milhões.

“Ah, eu fui obrigado (a entregar o dinheiro da venda de Bernard por conta do bloqueio). Tá bom, claro que eu fui obrigado. Se eu recebesse o dinheiro, eu iria pagar (parte dos impostos devidos)” afirmou Kalil.

Relatório sobre o parcelamento feito pelo Atlético no Profut tinha em 31 de março deste ano cerca de R$ 86,4 milhões para serem pagos até o final do programa.

Herança

O prefeito de Belo Horizonte diz que quando sentou na cadeira presidencial do Galo também havia dívidas antigas. Então, argumenta ele, optou por pagar débitos de outras gestões para recuperar o crédito do clube e deixar para depois a quitação de contas de sua gestão.

Outro ponto sensível na discussão é a quantidade de dívidas pagas pela atual gestão referentes a jogadores comprados por outros presidentes e que acabaram gerando ações de cobrança, inclusive na Fifa.

Planilha elaborada pelo setor financeiro do clube e obtida pela reportagem aponta que a atual gestão, de acordo com suas contas, já quitou  R$ 86.503.126,12 milhões relativos a débitos relacionados a jogadores contratados por outras diretorias e que estavam em litígio.

A planilha traz dívidas relacionadas às contratações dos seguintes jogadores na gestão de Kalil:

Danilinho – US$ 60 mil.
Maicosuel – 450 mil euros e R$ 13.172.718,48.
André –  200 mil euros.
Réver – 1 milhão de euros.
André –  300 mil euros e 2,1 milhões de euros.
Leonardo Silva – R$ 796,5 mil.
Maicosuel – 825 mil euros.
Cáceres – US$ 1,6 milhão
Tardelli – R$ 859,4 mil e  US$ 3,04 milhões.
Nessa lista, porém, não estão computados juros, multas e correções.

No documento também há negociações feitas Daniel Nepomuceno e que geraram dívidas pagas pela diretoria atual para acabar com litígios. Aparecem as seguintes operações:

Elias – 266,6 mil euros, 900 mil euros e 333,3 mil euros.

Douglas Santos – 591,8 mil euros.

Rafael Carioca – 1,1 milhão de euros.

Otero – 654 mil euros e R$ 574,5 mil.

Prejuízo?

Os críticos de Kalil afirmam que ele trouxe muitos jogadores que saíram do clube sem dar lucro. O ex-cartola reabate afirmando que a culpa é de seus sucessores que venderam atletas e não pagaram as dívidas geradas por suas aquisições.

Essa relação de jogadores, isso é ridículo, né? Todo mundo aqui foi vendido. Não fui eu que vendi. Tirando o Danilinho, que eu mandei embora por indisciplina, todos esses jogadores foram (vendidos). O Tardelli, ele foi vendido, sô. Não fui eu que vendi, não. Por que não pagaram o Tardelli? Por que não pagaram o Tardelli lá na Fifa? Por que eu não tive nenhum caso na Fifa? Porque, quando eu vendia o jogador, eu pagava. Eu comprei o Maicosuel por 3,3 milhões de euros. O Daniel emprestou o Maicosuel por 2 milhões de euros. Depois vendeu para o São Paulo por mais 1 milhão de euros. Por que isso tá na minha conta? Nessa lista, os meus sucessores venderam esses jogadores todos. Mas optaram, aí tem que perguntar para eles, pôr no custeio, pagar a folha”, declarou Kalil.

O ex-presidente afirma que deixou uma “máquina” para seu sucessor, Nepomuceno. O argumento não convence os integrantes da atual diretoria, que listam jogadores que não deram retorno financeiro. Na relação apontada por eles, aparece, por exemplo, o meia-atacante Guilherme, contratado por 8,6 milhões de euros e que deixou o clube após rescindir seu contrato amigavelmente, sem gerar receitas. Na relação também está André Bebezão, adquirido por 8 milhões de euros e que, em sua saída, gerou receita de aproximadamente 2,9 milhões de euros. Dudu Cearense entra na relação, que ainda tem outros atletas, com investimento de 1 milhão de euros e nenhum retorno financeiro.

Bom negociador?

“Eu comprava bem e vendia bem. Claro que tem mal negócio no futebol. Deve ter mal negócio. Em seis anos deve ter um monte de mal negócio no Atlético. Isso é do futebol, é da bola. Agora não tem nada mal intencionado, não fui perdulário”, defende-se Kalil.

O blog também teve acesso a um levantamento feito por membros da atual gestão com base nos balanços financeiros do Atlético-MG. A pesquisa feita pela equipe de Sette Câmara aponta que nos seis anos de administração de Kalil foi gerada uma receita bruta com a venda de jogadores no valor de R$ 119.328.123,00 e que em dois anos a atual gestão arrecadou com a negociação de atletas R$ 186.823.867.00.

O prejuízo apurado nos balanços publicados nos seis anos de administração do ex-presidente, segundo o mesmo levantamento, foi de R$ 183.541.527,00.

Por sua vez, Kalil exalta a venda de Bernard para o Shakhtar Donetsk, em 2013. “A venda do Bernard foi a maior da história do Atlético. Na época eram R$ 84 milhões. É só você pegar 25 milhões de euros e multiplicar por 6,5 e você tem por quanto eu vendi o Bernard. Foram 25 milhões de euros à vista”, disse o ex-presidente.

O prefeito de Belo Horizonte crítica a atual diretoria por ainda não ter publicado o balanço de 2019, o que deveria ter ocorrido até o final de abril.

A direção atleticana diz que não cometeu irregularidade. Alega que as regras de distanciamento social para combater a Covid-19 e análise da venda de um shopping feita pelo clube em janeiro geraram atrasos e impediram reunião do Conselho Deliberativo para aprovar o balanço.

Procurado para falar sobre as dívidas feitas na gestão de Kalil, o atual presidente disse que não iria se manifestar. Porém, em recente entrevista ao blog, ao comentar sobre dívidas deixadas por outras gestões, sem citar nomes, ele afirmou: “não tem mais lugar para irresponsabilidade de sair comprando jogador e achar que não vai dar em nada. Não é só ficar levantando caneco e deixar a herança maldita para os outros presidentes. A conta chegou. E caiu no meu colo”.

Guimarães não quis comentar a respeito das dívidas em seu mandato. Nepomuceno não foi encontrado pela reportagem após o envio de mensagens e telefonemas.

A seguir  leia na íntegra o que disse Kalil ao blog sobre o tema.

“Quando eu entrei no Atlético, estou te dando valores de 2012 e 2013, precisa trazer esses valores para hoje. O Atlético devia R$ 30 milhões de fundo de garantia que não eram pagos desde 1994. Tributos municipais executados, R$ 10 milhões, 250 ações em curso. Tudo quitado, tá? Eu quitei. Fornecedores, a gente tinha 180 protestos, de R$ 16 milhões. Foi tudo quitado. Está nos meus balanços. Passivos trabalhistas quitados no meu mandato foram em R$ 80 milhões. Mais salários e 13º, que naquela época eram baixos, não eram como hoje, eu tinha R$ 5 milhões.

Então, o que que eu fiz? Eu priorizei o pagamento do que estava para trás porque eu tinha que viabilizar o crédito do Atlético. Eu tinha que voltar, porque o Atlético estava bloqueado. Entendeu?

Então, o que aconteceu? Eu paguei… O Atlético deve imposto desde 1986, estou falando dos que eu quitei. Então, eu paguei os que inviabilizavam o Atlético, e deixei de pagar os meus (de sua gestão). Se eu pago o meu, estou inviabilizado do mesmo jeito. Não teria dinheiro para pagar nem o meu. Aí aconteceu o seguinte: com a venda do Bernard, que foram dívidas realmente… Por que o que acontece? Priorizei o pagamento para trás. Se você somar, vai dar, em valor de hoje, R$ 170 milhões. Aí, quando veio o negócio do Bernard, que pegaram (bloquearam) o dinheiro, além de eu colocar o Atlético lá (no Refis), eu falei: ‘o negócio é o seguinte, vamos fazer o que com o dinheiro?

Aí deu uma briga danada. Tive dez reuniões com o (Luís Inácio Lucena) Adams, que na época era o chefe da AGU no governo da Dilma. Ele falou; ‘Kalil, já desbloqueamos parte do dinheiro, paga o imposto, entra no Refis’. Fui o único clube do Brasil que entrou no Refis. Aí, logicamente… Aí não sou eu mais. Aí já foi o meu sucessor (Daniel Nepomuceno). Só pra você ter ideia, eu deixei o Refis pago para o Atlético no acordo até 2021. De 2014 a 2021, nenhum dos dois presidentes pagaram o Profut (para o qual dívidas do Refis migraram). Tá pago (até 2021).

Quem bloqueou o dinheiro (da venda de Bernard), eles sabem (atuais dirigentes), porque eles participaram, eles estavam dentro do Atlético, foi coisa pessoal. Não comigo, inclusive, com conselheiros aliados. O juiz foi afastado do caso. Ele teve suspeição no caso, só pra você ter uma ideia da gravidade do que ele fez (bloquear a verba). Isso está tudo documentado, só você ir na internet que você vai achar. Entendeu?

Essa porcentagem (48% das dívidas no Profut feitas em sua gestão), é o seguinte, se você pegar o Profut, eu deixei pago (esse percentual). Eu deixei a dívida e deixei o pagamento. Deixei o meu imposto pago. Ah, eu fui obrigado. Claro, Tá bom, claro que eu fui obrigado. Se eu recebesse o dinheiro, eu iria pagar. O Atlético era uma máquina de dinheiro. Atlético x Olimpia (pela Libertadores) ,se você corrigir a renda, deu R$ 20 milhões, é a maior renda de todos os tempos (no Brasil), inclusive de seleção brasileira.

Fui obrigado a pagar, mas eu iria pagar mesmo. A venda do Bernard foi a maior da história do Atlético. Na época eram R$ 84 milhões. É só você pegar 25 milhões de euros e multiplicar por 6,5 e você tem por quanto eu vendi o Bernard. Foram 25 milhões de euros à vista.

Protesto zero, dívida trabalhista zero, tudo zero.

Essa relação de jogadores, isso é ridículo, né? Todo mundo aqui foi vendido. Não fui que vendi. Tirando o Danilinho, que eu mandei embora por indisciplina, todos esses jogadores foram. Vou te dar um exemplo que é típico aqui. O Tardelli, ele foi vendido, sô. Não fui eu que vendi, não. Por que não pagaram o Tardelli? Por que não pagaram o Tardelli lá na Fifa? Por que eu não tive nenhum caso na Fifa? Porque, quando eu vendia o jogador, eu pagava.

Maicosuel, vou te dar o exemplo do Maicosuel. Eu comprei o Maicosuel por 3,3 milhões de euros. O Daniel empresou o Maicosuel por 2 milhões de euros. Depois, vendeu para o São Paulo por mais 1 milhão de euros. Por que isso tá na minha conta? Nessa lista, os meus sucessores venderam esses jogadores todos. Mas optaram, aí tem que pergunatar para eles, pôr no custeio, pagar a folha, fazer não sei o que”.

Sobre críticas de contratar jogadores que teriam custado caro e não teriam se valorizado

“O Maicosuel custou para o Atlético 300 mil euros. Sabe quanto títulos ele tem no Atlético? Quatro. Isso é só um exemplo. Tardelli foi vendido por mais de três milhões. Porque não pagaram o Tardelli? Pergunta para o outro presidente, ué. Então, quando nós chegamos no Atlético, encontramos dívidas com clube, atleta, e liquidamos. Sem preocupação de qual gestão que era (a origem do débito). Nunca. Todos os nossos dinheiros foram dentro do nossos mandatos, com contrato da Globo, garantia da Globo, e a gente tinha crédito no banco porque a gente tinha feito esse negócio com os impostos, que pagamos depois. E, para encerrar as suas questões, são 29 títulos (contando categorias desde base) em seis anos (de gestão).

Isso que aconteceu no Atlético, eu parabenizo o jornalista, mas fico muito triste. Documentos de contabilidades, que foram aprovados. Veja bem, todas as minhas contas foram aprovadas. Inclusive, esses que vazaram essa documentação para vocês estavam na reunião, por unanimidade. Em seis anos, as contas foram aprovadas por unanimidade. Enquanto eles, que estão vazando documentos (nota do blog: não foi dito para Kalil como foi obtida a documentação), talvez por isso que eles não publicaram o balanço (de 2019) até hoje, burlando a lei, porque eles estão mexendo em documento de seis anos, sete anos atrás.

Então, desconstruir a história que eu construí no Atlético é muito difícil. Porque balanço meu era enviado para o conselho na data certa, tinha o tempo certo para o conselho avaliar, ia para o conselho fiscal antes, era distribuído para o conselho e nunca um conselheiro do Atlético levantou a mão para questionar ‘a’,’b’ ou ‘c’. Nunca eu tive um voto contra.

Sobre levantar caneco e deixar contas

Não tenho relação com esse presidente do Atlético. Não converso com ele há dois anos. Não tenho que responder para ele. Atlético, não tenho que responder a ninguém. Desculpa por minha modéstia, Clube Atlético Mineiro, eu não tenho que responder a ninguém. Eu me nego a responder sobre Atlético. Os que poderiam debater comigo estão debaixo da terra. São Nélson Campos e Elias Kalil. São os que podiam conversar em Atlético comigo, já morreram há muitos anos, por sinal.

Vitorioso em campo, mas e nas finanças?

Tá no balanço, acabei de explicar tudo. Essa consulta, que você está fazendo como bom jornalista, porque eles vazaram documento de dentro do Atlético, é infantil, sô! Por isso que tem que ter prioridade. Eu peguei o Atlético com R$ 19 mil em caixa, quatro meses de salário atrasado e R$ 2 milhões em cheques sem fundos na rua. Tá no balanço. Eu apresentava balanço. Já era obrigado apresentar balanço na minha época. E balanço fraudulento é crime. Levantar coisa de seis, sete anos atrás para me agredir no Atlético? No Atlético não tem jeito de me agredir, sô. Eu larguei uma máquina, larguei isso tudo para eles venderem. Larguei o Atlético campeão da Copa do Brasil, eles venderam todo mundo. Meu sucessor vendeu todo mundo. São dois presidentes depois de mim. Porque o outro presidente (Nepomuceno) não falou nada, ficou calado?

A minha indignação é soltar documento que está prescrito, prescreve em cinco anos, e que foi aprovado por unanimidade, com duas auditorias, com insinuações, entendeu? Eles sabem perfeitamente, essa atual diretoria sabe que o Tardelli foi vendido, que o Maicosuel foi vendido, que o Réver foi vendido, que todo mundo foi vendido e não foi pago. O Maicosuel tinha uma parcela na minha gestão, foi paga. As outras eram para dois anos depois.

Leonardo Silva veio de graça. Você quer que eu escale o time do Atlético campeão da Libertadores? Eu escalo.

Dívidas feitas

Eu larguei dívida, larguei dois meses de salários atrasados, avisei para o presidente do Atlético. Peguei dívida e deixei dívida. Com planejamento. Você conhece algum clube em que o presidente sai e não deixa dívida? Só que eu saí e falei: ‘tá aqui. você tá com uma máquina na mão. Tá com um timaço na mão’. Foi aparecendo proposta, foi vendendo.

Ações

O que aconteceu foi o seguinte, antes de ter que pagar o Tardelli, eles venderam o Tardelli. Maicosuel foi a mesma coisa. Eles venderam o Tardelli. Por que eles não pagaram o Tardelli? Por que não pagaram o Maicosuel? Cáceres eu acho que nem é do meu tempo. Eu acho, porque já tem tanto tempo. Agora, ficar futricando papel e dando na mão da imprensa. Essa baixeza nunca teve no Atlético. O Atlético só teve gente séria lá dentro. Cada um agasalhou e foi tocar, tentar ser vencedor. Porque constuir é muito difícil. Agora, vou te pedir um único favor: colocar a minha indignação do vazamento de documentação legítima, contabilizada e aprovada por unanimidade no conselho do Atlético. Não tem anda aí que não está no balanço do Atlético. As dívidas nunca foram escondidas, as receitas nunca foram escondidas.

Entreguei o Atlético com quase R$ 300 milhões de faturamento. Recebi (o clube) com R$ 33 milhões. Fiz a revolução no Clube dos 13, que nos passamos o futebol brasileiro para R$ 1,1 bilhão. Encabecei aquilo com o doutor Fábio Koff, cê esqueceu? Agora, vou discutir com essa diretoria Atlético? Vocês estão brincando comigo.

A situação atual do Atlético

Não conheço, não sei, o balanço não saiu. Chegou uma carta do conselho dizendo que o balanço não saiu. Tá com problema. Eu não, todos os números que você veio me questionar estão no balanço do Atlético. Repito, aprovado pelo Conselho Deliberativo por unanimidade. Qualquer ano da minha gestão, pode escolher. Todos. Será que eu sou tão poderoso assim dentro do Atlético que não teve um dedinho para levantar e falar: ‘opa, isso aqui tá errado’?

Eu não tomava conhecimento. Entregava para os técnicos fazerem. Só não podia fantasiar nada. Eu quero é saber onde está o dinheiro de todos esses jogadores que foram vendidos e quem vendeu. É só isso. Eu quero saber onde eles enfiaram o dinheiro da venda desses jogadores. Tem que ir no balanço depois de mim e ver quem vendeu o jogador. Onde é que foi parar? Eles deram o Tardelli para os outros? Eles deram o Maicosuel? Deram o Réver? Se deram eu não tenho culpa. Eu compra e vendia. Comprava bem e vendia bem. Claro que tem mal negócio no futebol. Deve ter (mal negócio na lista). Em seis anos deve ter um monte de mal negócio no Atlético. Isso é do futebol, é da bola. Agora não tem nada mal intencionado, não fui perdulário.  Atlético eu discuto com Valmir Pereira, Nelson e Kalil. Com o resto eu não discuto. Não tem jeito de discutir comigo. São 29 títulos de todas as categorias. Eu fico profundamente decepcionado de, enquanto não entregam o balanço do ano, estão futricando balanços oficiais do clube, aprovados pelo conselho deliberativo em todos os anos por unanimidade. Só isso que eu fico triste. Coisa inédita no Atlético.

O meu sucessor, o Daniel, contratou Pratto, Robinho, como eu deixei o Atlético quebrado? Fred, que isso? Tá doido?”

 

SPFC reduz salários de mais funcionários ligados ao time de futebol

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A direção de futebol do São Paulo determinou nesta quinta (21) que funcionários ligados ao time profissional que ainda não tinham sofrido redução salarial tenham corte de 25% em suas remunerações a partir do próximo  pagamento.

Conforme apurou o blog, Alexandre Pássaro, gerente-executivo de futebol, encaminhou ontem e-mail para o departamento de RH solicitando a redução para todos os funcionários do CT da Barra Funda. O corte é o mesmo aplicado aos salários de empregados que trabalham no Morumbi.

Como havia a possibilidade de os clubes voltarem a treinar em maio para a retomada do Campeonato Paulista, alguns funcionários ligados à comissão técnica, como fisioterapeutas, ainda estavam recebendo o salário integral.

O argumento para isso era de que uma eventual volta teria 15 dias seguidos de concentração como estratégia de combate à transmissão do novo coronavírus. Se isso ocorresse, esses funcionários teriam um aumento significativo na carga horária de trabalho.

A diretoria, então, optou por pagar integralmente esses salários e aplicar eventuais descontos dependendo da data de retorno.

Como já se sabe que a volta não acontecerá em maio, a redução será aplicada. Jogadores, Fernando Diniz, Pássaro e Raí, diretor-executivo, já tinham sofrido cortes de 50% salários. O clube estuda a possibilidade de “devolver” parte dessa porcentagem após o retorno.

Ministério não cumpriu promessa de mostrar assinaturas sobre cloroquina

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ESPECIAL NOVO CORONVÍRUS

Até a publicação deste post, o Ministério da Saúde não havia cumprido a promessa de divulgar em seu site as recomendações para o tratamento de pacientes de Covid-19 com cloroquina assinado.

Nesta quarta (20), a pasta divulgou orientações indicando que o remédio seja receitado até para pacientes com sintomas leves e que não estão hospitalizados. A medida atende a antigo desejo do presidente Jair Bolsonaro.

Na última tarde, em entrevista coletiva, o secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Élcio Franco, chegou a dizer que o texto já estava assinado. Em seguida, afirmou que se não estivesse, seria assinado por todos os secretários da pasta e publicado no site do ministério.

No entanto, a versão divulgada no site até as 10h02 desta quinta seguia sem assinatura. A assessoria de imprensa da pasta não respondeu aos e-mails enviados pelo blog sobre a prometida divulgação da versão assinada até a conclusão deste post.

Para médicos ouvidos pelo blog, a falta de assinatura tira peso do documento e impede que responsáveis sejam cobrados em caso de problemas.

Como diz a própria orientação ministerial, a cloroquina pode provocar uma série de efeitos colaterais, incluindo arritmia cardíaca, além de ainda não ter estudos que comprovem sua eficiência. Para terem acesso ao medicamento, pacientes precisam assinar um termo afirmando que foram informados sobre os riscos e aceitam o tratamento.

Os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich se recusaram a referendar o uso da cloroquina até para pacientes em estado leve, como queria Bolsonaro.

O site do Ministério da Saúde traz uma série de PCDTs (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) assinados por secretários da pasta.  Eles versam sobre o uso de diversos medicamentos em tratamentos para uma série de doenças, mas, ao contrário da orientação sobre cloroquina até agora, foram publicados em portaria.

Conforme explicado no site, esses protocolos “devem ser baseados em evidência científica e considerar critérios de eficácia, segurança, efetividade e custo-efetividade das tecnologias recomendadas”.

 

 

 

 

MP de contas vê risco para sistema que cuida de vaga na saúde pública em SP

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ESPECIAL NOVO CORONAVÍRUS

Em meio ao combate ao novo coronavírus, o Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC-SP) entrou na última segunda (18) com uma representação contra a Secretaria da Saúde do estado no Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) para tentar suspender convocação pública com o objetivo de contratar entidade sem fins lucrativos  para gerenciar o sistema que verifica vagas disponíveis em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde), além de outros serviços na área.

Rafael Antonio Baldo, procurador do MPC, argumenta em seu pedido que a secretaria “falhou em comprovar a vantajosidade em recorrer ao vínculo de cooperação com o terceiro setor” ao fazer a convocação “em detrimento da própria administração direta dos serviços de saúde”. Ele também escreveu que “tal omissão é falha grave, pois impede a demonstração da eficiência e da efetividade do contrato com o terceiro setor em concretizar os programas constantes do PPA (Plano Plurianual), principalmente por se tratar de serviço de execução continuada que pode alcançar até 60 meses”.

No último dia 12, foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo convocação aberta pela Secretaria da Saúde para entidades sem fins lucrativos para gerenciar a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS). Foi dado prazo de dez dias úteis para os interessados se manifestarem. O contrato a ser assinado valerá por cinco anos.

Procurada, a assessoria de comunicação da Secretaria da Saúde não respondeu aos questionamentos feitos pelo blog até a publicação deste post, que será atualizado caso as respostas sejam dadas.

No site da CROSS, a central é definida como sistema que congrega ações voltadas para o acesso nas áreas hospitalar e ambulatorial, contribuindo para a integralidade da assistência, propiciando o ajuste da oferta assistencial disponível às necessidades imediatas do cidadão.

A representação, pede, além da suspensão imediata da convocação, uma apuração, na qual a secretaria seria ouvida, e a anulação definitiva da convocação, caso os argumentos do procurador não sejam derrubados.

Em outra frente, Baldo aponta supostas irregularidades no contrato de gerenciamento do CROSS válido há cinco anos. Nesse caso, o processo pode gerar condenação para que valores sejam devolvidos aos cofres públicos.

 

Oposição do Palmeiras cobra transparência e explicação sobre gastos

Leia o post original por Perrone

Um grupo de 36 conselheiros do Palmeiras protocolou no Conselho Deliberativo, na última segunda (18), documento cobrando transparência da diretoria nas contas do clube. Eles também questionam gastos feitos pela gestão de Maurício Galiotte os últimos anos. A maioria dos signatários íntegra a oposição.

O requerimento pede que Seraphim Del Grande, presidente do conselho, cobre a diretoria para que os balancetes financeiros voltem a ser publicados no site do clube, como ocorria até março de 2019. Também é solicitada a criação do “espaço contas abertas” na página alviverde.

A troca da empresa que audita as contas do clube por uma maior, a criação de normas que facilitem os questionamentos de conselheiros para a  diretoria e o fortalecimento dos mecanismos internos de controle também estão entre as solicitações.

“O Palmeiras sempre foi um clube de vanguarda, mas tem retrocedido em
termos de transparência, seja no que diz respeito às nossas finanças ou aos nossos
processos de governança. Estamos bem atrás de outros clubes brasileiros, que já
disponibilizam todo conteúdo para seus torcedores, investidores, parceiros e
sociedade, de forma ampla e didática”, diz trecho do documento.

Os conselheiros querem novos mecanismos de controle que tentem impedir despesas superiores às previstas, como aconteceu em 2019.

“O total das despesas aprovado para o exercício (de 2019) foi de R$ 547 milhões, mas o clube gastou efetivamente R$ 663 milhões, o que representa uma variação
de mais de 21%. Quais os mecanismos de controle orçamentário que o Conselho Deliberativo pode propor para a diretoria executiva?”, indagam os conselheiros no requerimento.

Eles também atacam a diferença entre a previsão superavitária para 2019 e o resultado obtido.

“O superávit previsto no mesmo orçamento era de R$ 15,3 milhões, mas ficou em apenas R$ 1,7 milhão. Ressalte-se que o orçamento apresentado foi classificado pela diretoria executiva como “conservador” e não incluía os direitos de transmissão com a Rede Globo. Ou seja, sem os R$ 55 milhões a mais recebidos nesta linha de receitas (que, aparentemente, não trazem novas despesas consigo), entende-se que a SEP teria encerrado o ano com prejuízo. Quais foram as rubricas responsáveis por essa diferença tão grande?”, escreveram os conselheiros.

Eles atacam o crescimento dos gastos do Palmeiras nós últimos anos.

Para ilustrar seus questionamentos sobre os gastos da agremiação, os conselheiros adicionaram gráficos ao documento. Segundo um deles, o superávit do clube caiu de R$ 90 milhões em 2016 para R$ 1,7 milhão em 2019.

Em outro gráfico, usando a Pluri Consultoria como fonte, os conselheiros apontam que a dívida líquida do Palmerias teria subido de R$ 395 milhões em 2016, com Paulo Nobre na presidência, para R$ 501 milhões no ano passado.

Os signatários afirmam que os efeitos da pandemia de Covid-19 aumentam a necessidade de um controle melhor das finanças. Eles pedem uma resposta para suas colocações em até 15 dias.

 

BH está mais perto de reabertura gradual do que de lockdown, diz prefeito

Leia o post original por Perrone

ESPECIAL NOVO CORONAVÍRUS

Em entrevista ao blog, Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte, afirmou que neste momento é mais provável uma retomada gradual das atividades rotineiras na cidade do que a imposição de um lockdown ou de um simples endurecimento nas regras de distanciamento social. A decisão, segundo ele, será anunciada na próxima sexta (22) com base nas recomendações do grupo de quatro médicos que trabalha no combate à pandemia de covid-19 para a prefeitura da capital mineira.

“O lockdown é uma possibilidade distante, como abrir é uma possibilidade melhor. Mas se precisar fazer (o lockdown), nós vamos fazer, baseados no comitê de cientistas que orienta a prefeitura no combate à pandemia. Aqui nada é feito no ‘eu acho isso, eu acho aquilo’. Eles é que falam o que deve ser feito, se pode abrir alguma coisa ou se não vai abrir nada. Eles vão decidir, na sexta-feira eu anuncio”, afirmou o  ex-presidente do Atlético-MG.

Inicialmente a reabertura gradual do comércio em Belo Horizonte está prevista para o próximo dia 25. Nesta segunda (18), começaram a funcionar barreiras sanitárias para controlar a entrada de veículos na cidade. “A situação do Brasil, de maneira geral, preocupa. Temos gente de outros estados, está vindo gente de fora, isso nos preocupa”, disse Kalil.