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Diego Aguirre, ex-São Paulo

Leia o post original por Mauro Beting

No BR-15, em agosto, a direção do Inter resolveu criar um “fato novo” antes do Gre-Nal: demitiu Diego Aguirre. De fato, algo novo surgiu: o primeiro 5 a 0 do século. O segundo placar assim na história. 

Mas para o rival. 

No BR-18, o “fato novo” criado pelo

São Paulo é mais velho do que jogar pra frente (embora nem sempre queira Aguirre) ou jogar pra galera julgar: depois de apenas 5 derrota no Brasileiro que liderou de forma inesperada, ainda mais inesperada é a demissão do treinador a cinco rodadas do término. 

O São Paulo vem mal. Mas é mais ou menos o que esse grupo pode produzir. Na ponta do lápis, ainda está no lucro. Não era time para liderar o BR-18 como fez muito bem depois da Copa. Também não é futebol para cair pelas tabelas como tem jogado. E com evidentes sinais de desgaste do elenco com o comando técnico. 

Não sabemos meio por cento do que se passa num clube. Mas daí jogar tudo pro alto por estar por baixo não parece o caso. 

Ainda mais com o time passando para as mãos competentes de André Jardine até o final. Ele pensa e vê o futebol de outro jeito. Mais parecido com o meu, por exemplo.  Mas um cavalo de pau agora é difícil reencontrar o rumo e o prumo. Muito difícil reverter. Ainda mais assim.

Tanto mais quando a máquina não é a que a presidência acha que é. Não é Lamborghini. Também não é Lada. Talvez um Corsa para não quebrar até o final. 

Pode até dar certo nesse futebol maluco. Mas é outro investimento caro num clube que não gasta pouco. E tem rendido muito pouco.

Diretoria acertou na demissão de Aguirre

Leia o post original por Michelle Giannella

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

A demissão do treinador Diego Aguirre pela diretoria do São Paulo tem gerado polêmica.

Muitos jornalistas não compactuam com a decisão da diretoria, acham que mandar embora a cinco rodadas do final do Campeonato é apenas uma forma de transferir a culpa de uma gestão ruim, sendo que o certo seria não renovar com ele para a próxima temporada.

Indo na contramão dos meus caros colegas, concordo com a decisão da diretoria do São Paulo.  Esperar mais para quê? O time não mostrava evolução em campo há tempos. Raí cobrou, apertou, Aguirre tentou, mas até o grupo dele se apartou. É só ver a comemoração do gol do time na partida da Arena de Itaquera… Deixaram o treinador no vácuo.

Aguirre até conseguiu fazer o time render num primeiro momento, mas no segundo semestre as lesões e, principalmente, a ausência de Éverton, pesaram. Mas não podemos considerar apenas isso. E a evolução da equipe? E a parte tática e técnica? O que pode justificar a falta de repertório do São Paulo? A falta de criatividade, de trabalho de bola, a pobreza ofensiva?

Empatar com o time do Corinthians (que não vive mau momento com Jair Ventura) e ainda jogando com um homem a mais por 45 minutos, pra mim é motivo suficiente para agradecer o treinador e tocar o barco com André Jardine. Pra que morrer abraçado com um técnico que não tirava mais nada de bom da equipe e visivelmente não possuía mais o apoio do grupo?

A diretoria acertou.

Bola pra frente.

Resumo de Diego Aguirre no comando do Tricolor:

43 jogos

19 vitórias

15 empates

9 derrotas

52 gols marcados

36 gols sofridos

Aproveitamento: 55,8%

Por Emirates, Corinthians recorre à Câmara Árabe. Empresa não se interessa

Leia o post original por Perrone

Sem patrocinador máster fixo desde abril do ano passado, o Corinthians recorreu à Câmara de Comércio Árabe-Brasileira para tentar fechar contrato com a Emirates.

Porém, conforme apuração do blog, a negociação não decolou. Procurada pela Câmara, a companhia aérea respondeu não estar interessada.

Ao blog, a assessoria de imprensa da Câmara disse que não se manifestaria sobre o assunto e nem confirmaria o episódio. A entidade costuma ter cláusula de confidencialidade nos contratos com quem a aciona.

O departamento de comunicação do Corinthians disse que não ter informações sobre o tema.

Já a Emirates, por meio de sua assessoria respondeu apenas que no momento não pensa em patrocinar nem time de futebol no Brasil.

“O boato não é verdadeiro. A Emirates não está buscando ser patrocinadora de nenhum clube de futebol brasileiro atualmente”, afirma a nota enviada pela assessoria de imprensa.

Vale lembrar que em nenhum momento o blog afirmou que a empresa estava em busca de uma equipe. Pelo contrário, a resposta está em sintonia com a apuração de que os árabes não corresponderam ao desejo corintiano.

A Emirates, no entanto, não se posicionou sobre a informação de que a Câmara Árabe tentou fazer a ponte entre ela e o Corinthians.

A companhia aérea é um antigo alvo da direção corintiana. A ideia inicial é conseguir um contrato de patrocínio para o uniforme e tentar seduzir a empresa a comprar os naming rights da Arena Corinthians.

Acionar a Câmara Árabe foi a solução encontrada pela direção de marketing do Corinthians para tentar se aproximar da empresa. A entidade tem experiência em buscar parceiros árabes para companhias brasileiras.

 

Oportunidade perdida. Fluminense 0 x 0 Sport

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Pelo volume de jogo que apresentou, especialmente nos 45 minutos iniciais, o Fluminense merecia ter deixado o gramado do Maracanã com a vitória e o alívio que os três pontos trariam em termos de tranquilidade para tentar reverter a desvantagem na semifinal da Copa Sul-Americana.

A etapa inicial foi toda do Tricolor. Abandonando o esquema com três zagueiros, os donos da casa utilizavam bem Marcos Júnior, atuando como meia no 4-3-3, para confundir a marcação. Melhor ainda. Explorando bem os lados do campo, o time criava boas chances. Mas a pontaria deixava a desejar. O time pernambucano veio ao Rio para se defender e tentar voltar para Recife com um importante ponto na luta contra o rebaixamento. E quase conseguiu muito mais do que isso (e de que merecia) quando Raul Prata fez lançamento longo para Michel Bastos cortar a marcação e bater colocado, carimbando a trave de Júlio César na melhor oportunidade do jogo. O Flu havia tido sua grande chance em jogada de Everaldo pela esquerda e que Marcos Júnior, por duas vezes, acabou perdendo. (no total, foram 10 finalizações do Flu e apenas essa do Sport).

No intervalo o técnico Milton Mendes acertou a marcação de sua equipe. E o Fluminense não chegou mais como no primeiro tempo. O jogo foi mais amarrado e cadenciado. Com o Tricolor buscando o ataque. E esbarrando hora no bom posicionamento defensivo do adversário, hora nas suas próprias limitações. Sem alternativas, o time da casa apelou para os cruzamentos. Já no fim do jogo houve um gol num desses lances muito bem anulado pela arbitragem. Danielzinho cobrou falta. Richard desviou e Luciano, impedido, mandou para as redes.

No fim, o resultado foi ruim para o Tricolor que nem se aproximou do G-6 nem se afastou do Z-4. E deixou o Sport apenas dois pontos a frente do Vitória, o décimo sétimo colocado hoje. Como se vê, foi uma baita oportunidade desperdiçada. Para ambos.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

 

Uma rodada a menos. Atlético Mineiro 1 x 1 Palmeiras.

Leia o post original por Mauro Beting

Felipão jogou pra empatar e quase perdeu no Independência onde não vence o Palmeiras. O Atlético Mineiro demorou para sair para o jogo, fez um belo gol com Elias, aos 18 da segunda etapa, e o líder ganhou um pênalti teletubbie desnecessário de Adilson, que deu no empate de Bruno Henrique, aos 31 minutos.

Jogo para empate sem gols. Apenas quatro chances para cada lado. Também pelas escolhas de Felipão. Ele preteriu Gustavo Scarpa ou Lucas Lima em nome de Guerra que perderia grande chance aos aos 25, negada por impressionante defesa de Victor. O treinador palmeirense pela primeira vez no BR-18 pôde escalar o melhor possível (embora sem o melhor do time Dudu e sem Mayke). Optou por Antonio Carlos e Dracena. E não fez muito.

Mas o Galo também não. Ricardo Oliveira fez pouco. Chará e Luan correram mas produziram pouco. Como Cazares. O primeiro tempo não foi bom. A segunda etapa era melhor para o time paulista até Felipão ser obrigado a trocar o lesionado Moisés. Mais um motivo para optar por Lucas Lima. Ou Scarpa. Não Thiago Santos.

A opção por ele aos 13 minutos seria pra trancar a área. Mas, como aconteceu na Bombonera no segundo gol de Benedetto, ela esteve aberta para o belo gol de Elias. O Palmeiras entrou em parafuso, mesmo com as tardias entradas de Scarpa por Willian (outro que bravamente voltou antes da hora) e Lucas Lima por Guerra. Cinco minutos antes do pênalti tolo que definiu o placar. E está ajudando o Palmeiras a jogar o suficiente rumo ao título. Com apenas cinco rodadas pela frente e cinco pontos a mais que o Inter.

Logo, apenas quatro.

Tosco apito. Corinthians 1 x 1 São Paulo.

Leia o post original por Mauro Beting

Meu palpite por tudo que não jogava o Corinthians e por tudo que deixara de jogar o São Paulo no returno do BR-18 era empate sem gols e sem futebol. Errei feio. Teve jogo, teve a melhor exibição corintiana no campeonato, e teve gols (e deveria ter mais do que um pra cada lado). Porque teve um árbitro promissor que foi muito pior do que o Majestoso.

Raphael Toski Marques é Fifa. É bom. Mas foi muito mal. Quase tanto quanto o São Paulo que começou mal e só não terminou pior o clássico porque teve sorte. Ainda que perdendo mais uma chance de enfim vencer em Itaquera, na sua nona vez. E com um a mais na segunda etapa, depois da justa expulsão de Araos.

O Corinthians era melhor no primeiro tempo. Mais incisivo e intenso. Lembrando o colosso que é – mas não foi – no BR-18. Criando chances. Abrindo o placar com Danilo contra o confuso e amuado São Paulo de bola longa e mais nada. Placar “aberto” aos 34, com o sempre decisivo Danilo. Jean pegou a bola – mas dentro do gol. O assistente adicional Leonardo Zanon não viu a bola que de fato entrou. Pela TV, de primeira, difícil precisar. É possível compreender a falha humana. Mas são tantas que fogem à compreensão.

Aos 43, Bruno Alves atropelou Romero. Pênalti. Fora da área, falta fácil de ser marcada. Dentro, mancada da arbitragem. Claro que é lance discutível. Como a bola no braço de Arboleda na segunda etapa que eu jamais marcaria pênalti. Mas também se pode discutir. A regra é interpretativa – embora apedeutas de todos os níveis adorem lances como esse e “prensadas da defesa” para apitar como peladas.

Indiscutível é que ao menos um amarelo (para não dizer vermelho) merecia Thiaguinho na falta que fez em Jucilei. E passou batido pela arbitragem mais perdida que Aguirre. Até melhorou a ideia são-paulina com Everton no lugar de Anderson Martins para atuar 11 x 10. Mas o Corinthians seguiu mais time com um a menos em campo. E outros 43 mil fora que pareciam milhões a empurrar o time à frente. Tocante manifestação que ajudou Ralf a completar bonito um belo lance ofensivo. 1 a 0, aos 26 minutos.

Muito merecido pela luta, bom jogo e pelos erros que castigaram o Timão até o empate tricolor, em raro lance bem trabalhado. Não por acaso com Nenê presente. Por mais que tenha caído de produção (e ainda assim menos do que Diego Souza), não pode ficar fora desse time. Brenner empatou no carrinho, aos 35, em raro lance de disposição de um São Paulo pouco confortável em campo. Parecia mais fora de órbita do que a arbitragem.

No frigir das bolas, o Corinthians saiu maior do que entrou na tabela e no ânimo. O São Paulo só pode celebrar não ter perdido um clássico que não mereceu melhor sorte.

Os cartolas do Corinthians só podem se remoer por votarem contra o VAR. E os do São Paulo desta vez tiveram razão em se abster da votação na CBF.

Opinião: piada sobre taça que mais machuca corintiano é a de Andrés

Leia o post original por Perrone

Nos últimos dias, a Fiel teve que aguentar uma avalanche de chacotas por causa do pedido de penhora da taça do Mundial de 2012, resultante de uma ação movida pelo Instituto Santanense de Ensino Superior (o clube conseguiu liminar para suspender a penhora). A pior das piadas, porém, veio de um corintiano, Andrés Sanchez, presidente alvinegro.

Ao falar sobre o tema, o deputado federal disse que pelo menos o Corinthians tem dois mundiais, duas taças para penhorarem. Clara referência ao Palmeiras, alvo de brincadeiras dos rivais por não ter conquistado o mundo.

Na opinião deste blogueiro, a infeliz tentativa de graça por parte do cartola foi a piada mais dolorida que os corintianos ouviram até agora.

Quando a gozação vem de um rival, o torcedor, na maioria das vezes, respira, pensa e devolve com outra.

Agora, se a gracinha parte do principal dirigente do seu time, as reações mais prováveis são três: revolta, incredulidade e desespero.

Revolta por ver o presidente fazendo troça com algo que machuca o torcedor. Incredulidade por observar o cartola tentar passar um pano na situação no lugar de esclarecer com seriedade a sua torcida e mostrar os caminhos para solucionar o problema. O desespero toma conta dos que não enxergam saída para o alvinegro já que nem uma situação extrema faz Andrés deixar a galhofa de lado, admitir os problemas e apresentar soluções para o torcedor.

Não é hora de espetar o Palmeiras. Além de ter muito abacaxi para descascar, a diretoria do Corinthians deveria lembrar que o rival lidera o Brasileirão enquanto seu time ainda luta para se afastar da zona de rebaixamento. Toda referência ao rival neste momento pode terminar com a comparação entre a posição dos dois times na tabela. Atualmente, algo desagradável para os corintianos.

No caso do troféu, não só a tentativa de penhora é ruim para a imagem do clube, mas outras circunstâncias que envolveram o processo. Principalmente a acusação de que o alvinegro teria se articulado com a CBF para receber o prêmio pelo vice-campeonato brasileiro antes do último jogo para evitar a penhora do bônus de R$ 20 milhões. O clube nega ter feito manobra irregular afirmando que recebeu a premiação dentro do prazo normal.

A constrangedora situação em que ficou a centenária instituição nesse episódio traz à mente uma célebre frase de Andrés em 2007, logo depois do rebaixamento para a Série B: “quem riu do Corinthians, riu. Quem não riu, não vai rir mais.

O sonho acabou. Botafogo 2 x 1 Flamengo

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

O clássico carioca disputado no Estádio Nilton Santos tinha um script traçado e desenhado. De um lado o Botafogo, precisando desesperadamente da vitória para assegurar uma “gordura” e respirar aliviado na luta contra o rebaixamento. Do outro, o Flamengo. Time forte no papel e que ainda sonhava com a conquista do título deste ano (mesmo que para que isso acontecesse fosse necessário uma improvável combinação de resultados).

Com um time inferior tecnicamente, o Alvinegro jogou no limite extremo. O tempo todo. Especialmente no primeiro tempo. Quando não quis a bola (teve 28% de posse). E disputou cada jogada como se fosse uma final de Copa do Mundo. Apático e assustado o Rubro-Negro tinha suas principais peças apagadas. E ainda viu alguns deles cometerem erros infantis. Como no lance do primeiro gol, quando Réver e Leo Duarte estavam na linha de meio de campo, dando campo para que Erik usasse sua velocidade após receber ótimo passe de Leo Valencia para fazer 1 a 0 aos 18 minutos. Ou ainda aos 31, quando o mesmo Leo Valencia cobrou falta da esquerda. César falhou e a bola entrou. O placar refletiu bem como as equipes encararam a etapa inicial. Sem alternativas, Dorival Júnior sacou o amarelado e irreconhecível Cuellar e colocou Diego em campo. A esta altura, o Botafogo já administrava a vantagem, recuando todo o time e tentando sair em velocidade. E truncava o jogo, não deixando a bola rolar.

O Flamengo não poderia voltar do intervalo pior. Se lançou a frente. Pressionou e até descontou logo aos três minutos, em gol de cabeça de Vitinho depois de cruzamento de Pará. E esteve perto do empate aos 8 em cobrança de falta do próprio Vitinho que desviou na barreira e explodiu no travessão de Gatito Fernández. Entretanto, chamava a atenção a forma desordenada como o time atacava. Melhor distribuído em campo, o Bota foi criando boas chances, aproveitando-se de mais erros Rubro-Negros. Erik perdeu uma aos 13. Pimpão, que entrou no lugar de Luiz Fernando para segurar os avanços de Rodinei, carimbou o poste de César aos 38. Já nos acréscimos, o Alvinegro só não marcou o terceiro porque Erik foi fominha.

Os últimos 25 minutos da partida foram um retrato fiel do que se viu em campo, de forma até surpreendente. O Flamengo, com jogadores tecnicamente melhores só rondava a área adversária em lances de bola parada ou na base do bumba meu boi. Enquanto isso, o time da Estrela Solitária, nítida e notoriamente mais limitado trabalhava as (poucas) jogadas ofensivas e só pecava na pontaria.

O resultado final acabou sendo merecido. Ganhou quem quis mais. Quem brigou mais para alcançar seus objetivos. O Botafogo está praticamente longe do fantasma do rebaixamento. E quanto ao Flamengo, bem, definitivamente, o sonho acabou.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

A grande final deles e do mundo todo

Leia o post original por Mauro Beting

O River tem melhor futebol, hoje. Tem mais time. Em nomes, os ótimos elencos se equivalem. Em história geral, equilíbrio como qualquer grande clássico – embora este seja dos maiores do planeta, se não o mais intenso e qualificado. 

Na Libertadores, antes de a bola rolar ou tentar rolar na Bombonera, o Boca é o dobro do River. Em títulos e intensidade – algo assim subjetivo como é absolutamente pessoal a torcida e qualquer palpite. 

Pela bola, aposto River. Pelo Boca, Boca. 

Pelo futebol, ainda que o coração sangre por não ver meu sangue disputando a final, a Libertadores sai campeã hoje e na volta não menos Monumental e literal. 

Talvez pudesse servir aos cabeças desmiolados da Conmebol para reverter a ideia genérica e de girico de final única em campo neutro. 

Imagine esse clássico todo em Lima, Rio ou Guaiaquil? Vá pra pra Conmebol que o pariu. 

Mas vamos celebrar enquanto é tempo o futebol de bairro de pés de barro que nem a bola de lama conspurca. A rivalidade local de vizinhos que se odeiam como se respeitam que conquistou a América e pode ganhar o mundo. 

A Libertadores encerra um ciclo com 9 títulos continentais em campo numa mesma cidade. A que mais clubes têm de ponta ou na ponta da tabela. A que mais conquistas possui. A que tem a metade mais um e quem tem a outra metade que se multiplica. A capital de Moreno e Mararadona. A do país de Di Stéfano que imperou em Madri e do Messi que reina em Barcelona. 

A Argentina que tem méritos que a prepotência brasileira não reconhece. Pior: é ainda mais jactante por achar que só os hermanos se acham. E nós nos perdemos ainda mais por isso. O brasileiro é mais metido por só achar que eles que são. 

Não nos vemos no espelho. Também por isso não nos vemos nas finais. 

Por isso veremos a final de maior rivalidade desde 1960. A Libertadores da Argentina.