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Pelé x rapa

Leia o post original por Mauro Beting

Pelé, o Pelé do futebol, começou Pelé com 17 anos, campeão do mundo na Suécia. Em 1962, quando bicampeão no Chile (mas só tendo atuado uma partida e meia pra valer), já era Rei. Contestado e contrastado por Eusébio em 1966 também pela péssima campanha brasileira, e por lesões que só o deixaram jogar uma partida mesmo a valer. Jurou que não jogaria 1970. Estava jurado por má parte da imprensa em março de 1970 e questionado até pelo treinador Saldanha antes de ser tricampeão com Zagallo no melhor Brasil do mundo, no México. Pouco depois de ter feito o milésimo gol. Contando sim até jogos pela Seleção do Exército. Alguns amistosos caça-niqueis e de caça ao Pelé.

A Fera não se enjaula. É caso pra Roswelll. Pelé é ET. PELÉT! Mas pode se discutir.

Era um futebol com mais gols no final dos 50 e quase toda a década de 60. Em 70 os gols pelo planeta bola rarearam. Como se despedindo de Pelé que parou mesmo nos EUA, em outubro de 1977. Nem antes e nem depois apareceu alguém melhor ou maior.

Mas…

Maradona foi quem chegou mais perto. Segundo Zito, o volante que mais jogou ao lado de Pelé, quem mais deu bronca Nele, Diego jogou só “2%” a menos que Pelé. Ponto final.

Mas tem uns caras que desde 2007 pedem passagem. Cristiano Ronaldo ganhou a primeira Bola de Ouro dele em 2008. Já são cinco. E desde 2009 é ainda mais absurdo muito além do excelente ponta que já era no Manchester United. Fez mais de um gol por partida pelo Real Madrid até maio de 2018. Fez mais gols que Di Stéfano (outro comparável ao incomparável Pelé).

Outra época. Sempre comparação incomparável. Mas que sempre merece discussão. Inclusive quando se fala que Pelé jogava amistosos demais. E jogava demais também neles. Porque era o calendário da época. Não era culpa dele. Apenas responsabilidade. Ele e o Santos ganhavam mais dinheiro com Ele em campo. Complexo assim. Eram menos torneios, maiores distâncias. Menos jogos oficiais onde se jogava – ou se corria – menos.

Outros tempos. Se Rodrygo já está no Real Madrid antes dos 18 por 50 milhões de euros, por quanto sairia Pelé que não quis sair de 1956 a 1974?

Claro que o mundo o quis. A Itália não podia mais por fechar portas a estrangeiros entre 1966 e 1980. Mas quis antes. Espanha sempre quis. Leis britânicas proibiam. E o dinheiro não jorrava tanto no jogo. Talvez hoje a cabeça de Pelé fosse outra. Quem sabe Ele aceitasse as propostas irrecusáveis de agora como disse não às irrecusáveis de então.

Não sabemos. Mas Pelé também queria jogar com os bambas. Na média, os melhores jogadores do mundo atuavam aqui. O Brasil tricampeão de 1958 a 1970 inteiro jogava Taça Brasil e Robertão. Não La Liga ou Premier ou Série A que tinham outros nomes. E outros craques.

Mas é muito provável também que Pelé seria ainda mais Pelé hoje. Mais atleta ainda pela condição natural e aplicação invejável. Mais alto e forte e ágil e resistente pela natural evolução humana. Mais protegido pela arbitragem e pelas câmeras (o que evitaria os revides dele que também quebraram perna e joelho de rivais).

Todas as marcas individuais atléticas evoluem. Imagine Pelé nascido em 1990. No ano em que de fato fez 50 e ainda jogou pelo Brasil em Milão. Pelé hoje com quase 29 anos como teve de fato em 1970.

Onde jogaria? Com quem? Com quantos gols estaria?

Messi (que vem de um satélite do planeta onde planejaram Pelé) e Cristiano Ronaldo (o mais focado e objetivo atleta que já jogou futebol a ponto de se discutir seu tamanho com indiscutíveis) são absurdos e espetaculares desde 2007. As temporadas menos brilhantes deles são geniais. De um nível sensacional e de de uma regularidade espantosa.

São melhores e maiores do que Ele? Não.

Questão de gosto. Mas desgosto quem os minimiza por isso. Ou os desvaloriza pela comparação com cada vez mais cabimento. Não é sacrilégio colocá-los na mesma pista de dança.

Messi também nasceu Messi desde que chegou em 2000 a Barcelona. Cristiano tem imenso mérito porque não era Ronaldo nem no Sporting e até mesmo no início no United. Virou mesmo esse absurdo na

última temporada por lá, há 11 anos. E não parou mais.

Pelé sempre teve times históricos ao lado e em torno. Cresceu no Santos bicampeão paulista de 1955-56. Fez 58 gols no SP-58. Jogou.com Pagão, Pepe, Zito, Coutinho, Mengálvio, Mauro, Gilmar, Dorval, Calvet, Aírton, Carlos Alberto, Edu, Toninho Guerreiro, Clodoaldo, Djalma Dias, Ramos Delgado, Rildo, Cláudio, Joel Camargo, Cejas, Manoel Maria, Jair da Costa, Cláudio Adão. Na Seleção, também foi tudo porque tabelava com Garrincha, Didi, Nilton Santos, Djalma Santos, Mauro, Gilmar, Mauro, Zito, Dino Sani, Dida, Coutinho, Vavá, Pepe, Zagallo, Amarildo, Julinho, Gerson, Jairzinho, Tostão, Dirceu Lopes, Ademir da Guia, Rivellino, Caju. Talento e entrosamento.

Messi cresceu no melhor Barcelona e o maior time que vi desde que vejo futebol a partir de 1972. Cristiano desde o United tem equipes de excelência como ele.

Ambos, dever dizer, também têm rivais de ótimo nível. Na média, provavelmente, adversários de maior qualidade que os enfrentados por Pelé.

Mas jamais subestimem os rivais do interior de São Paulo que Pelé enfrentou de 1956 a 1974. E zagueiros e volantes a marcá-lo pelo Brasil como Mauro, Bellini, Orlando, Zózimo, Jurandir, Aldemar, Aírton, Jadir, Formiga, Calvet, Altair, Djalma Dias, Ditão, Leônidas, Brito, Carabina, Procópio, Fontana, Baldochi, Scala, Luís Carlos, Luís Pereira, Perfumo, Ancheta, Reyes, Marinho Perez, Alfredo Mostarda, Vantuir, Amaral, Oscar, Abel, Figueroa, Roberto Belangero, Dino Sani, Dudu, Carlinhos, Zequinha, Denilson, Piazza, Roberto Dias, Carlos Roberto, Edson, Zé Carlos, Carbone, Tovar, Carpegiani.

Gente ótima. Alguns que seriam ainda melhores hoje. Maiores. Outros não. Porque futebol também depende do tempo e do timing e do time.

Pelé, Messi e Cristiano e poucos mais, não dependem. Criam dependência. Não como drogas. Como Pelé, Messi e Cristiano. Sem contraindicações e efeitos colaterais. Apenas efeitos especialíssimos.

O gênio do jogo

Leia o post original por Mauro Beting

Maurício Noriega acabou de postar algo que este ignaro que vos Instagra não sabia. João Carlos Marinho nos deixou. E como eu não sabia? GÊNIO DO CRIME, como escreveu o Cabeza, era para aprender a gostar de ler. Não só porque misturava ação, suspense e futebol. Mas porque ensinava a ter prazer com a leitura para jovens. Uma aula de simplicidade e identificação. Genial não pro crime. Mas pra impedir o crime que é não gostar de ler. Já são 50 anos desse clássico que tem que ser lido ao lado de Machado. Não pra substituir. Mas pra fazer a gente gostar mais de quem sabe contar história.

Tinha me prometido a escrever sobre ele nestes 50 anos do lançamento da obra que tem mais de um milhão de livros em 62 edições. Não deu. Mas dona lembrança vale como figurinha carimbada. E valeu cada noite que li pros meus filhos o livro inteiro depois de OS MENINOS DA RUA PAULO. Não sei se eles lembram deles. Mas eu jamais esqueço aquelas noites antes de dormir com os meus Luca e Gabriel.

Ou melhor: antes de sonhar com eles.

PS: Leia também CANECO DE PRATA. Bela e engraçada aventura da mesma Turma do Gordo.

Como o Corinthians tenta evitar a penhora da taça do Mundial de 2012

Leia o post original por Perrone

Evitar a penhora da taça do Mundial de Clubes conquistada pelo Corinthians em 2012 é um ato de interesse público, de acordo com o recurso movido pelo departamento jurídico do clube. Isso por conta dos milhões de fãs do time. Na argumentação, os advogados falam da possibilidade de a torcida alvinegra ser a maior do país, superando a do Flamengo.

O recurso do alvinegro contra o pedido de penhora feito pelo Instituto Santanense de Ensino Superior será julgado definitivamente nesta quarta (20), após o clube conseguir a suspensão da penhora liminarmente. Não houve acordo entre as partes para acabar com o processo no qual a universidade cobra uma dívida de cerca de R$ 2,48 milhões.

“É até ridículo imaginar que a taça realmente pudesse ser levada para um depósito judicial, depois a leilão e arrematada por qualquer um, a ser colocada em qualquer canto de um particular, sem que os milhões de corintianos possam ter acesso para reverenciá-la e se alegrarem ao vê-la. O cancelamento imediato da penhora da taça constitui interesse público, inclusive!”, diz trecho da petição que conseguiu a liminar suspendendo o “bloqueio” do troféu. O mesmo documento será analisado para a decisão definitiva da Justiça sobre a penhora.

Os advogados alvinegros sustentam que o valor da taça é mais sentimental do que material, por isso ela não deve ser objeto de penhora. “Sentimental não só à instituição agravante (clube), mas à nação, à torcida, às dezenas de milhões de corintianos – que vale mencionar é uma das maiores torcidas do Brasil, senão a maior, conforme as pesquisas que se fazem e se publicam na mídia”.

O caneco conquistado em 2012 é definido na petição como a maior conquista do clube. Para dimensionar o feito e reforçar o valor sentimental do troféu, a defesa corintiana traz uma lista de campeões mundiais. “Vejam, excelências, que, segundo a página oficial da Fifa, somente nove clubes em todo o mundo detêm tal título, dentre esses, apenas três são times brasileiros, a saber: Sport Club Corinthians Paulista, São Paulo FC e Internacional. Ressalte-se ainda, que o Corinthians, ora agravante, é o único time bicampeão do torneio sub examine”. A petição não leva em consideração a era intercontinental de disputas na qual se enfrentavam apenas os campeões da Europa e da América do Sul.

Qualquer que seja a decisão sobe a penhora, a ação de execução irá continuar, a menos que as partes cheguem um acordo. O Corinthians alega que também tem um crédito a receber do instituto. No entanto, ele é inferior à dívida.

 

Quem gasta mais não ganha mais. A Europa compra e comprova.

Leia o post original por Mauro Beting

BetGOAT fez levantamento interessante. Listou desde 1992 os investimentos feitos pelos clubes europeus ano a ano. Os 10 que mais gastaram em contratações, e o acumulado desde então.

Batata. Para quem analisa futebol como se fosse Banco Imobiliário, a decepção. A equação investimento = título não fecha. Não é teorema CQD. É a realidade do mata-mata. E de muitas coisas mais.

Até porque, nesse período todo, o maior time que vi não foi “caro”. Ele foi feito em La Masia, o Barcelona de 2008 a 2012. Veio da base, não de la plata.

Mas pra ficar mais claro aos que insistem na burrice de que gastou mais vai ganhar mais, um dado raso. Mas que evita discussões mais tolas.

Pelo levantamento iniciado em 1991, apenas quatro vezes o clube que mais investiu até o final de cada temporada conquistou a Europa. O Barcelona de Cruyff em 1992 (vencendo a Sampdoria que não estava entre os 10 clubes de maior investimento); o Milan de 1994 (superando o Barça que era o segundo que mais investia); o Real Madrid de 2014 (contra o Atlético de Madrid que também não estava no Top-10) e novamente o time de Cristiano em 2016 (novamente superando os rivais madrilenos, que também não gastavam tanto).

No mais, tivemos equipes espetaculares campeãs feitas em casa ou com baixo custo, como o Ajax de Van Gaal, em 1995, que não estava entre as dez mais e ganhou do Milan que mais investia na Europa. Outros campeões que não estavam no Top-10 foram o Borussia Dortmund de 1997 (contra a Juventus que era a quinta que mais investia), Bayern de 2001 (nem ele e nem o vice Valencia gastavam pra estar entre os 10) e Porto em 2004 (também fora da lista como o vice Monaco).

Se desde 2008 não há um campeão que tenha gastado menos do que o vice (o Chelsea que perdeu nos pênaltis para o Manchester United investiu mais), a correlação simplória de gastos com vitórias termina por aqui.

No frigir das bolas: cobre mais desempenho dos clubes com maior investimento. Sobretudo em pontos corridos. Mas exigir mais títulos de mata-mata é atestado de burrice

Leandro, 60

Leia o post original por Mauro Beting

Tem cantor que é o preferido dos outros cantores. Guitarrista dileto dos outros instrumentistas. Cineasta que é o diretor dos seus colegas. Chefe de cozinha que é o master dos outros.

E tem o Leandro que é o lateral dos laterais. E de muitos pontas, zagueiros, meias, goleiros, treinadores. Rubro-negros ou não. Feliz o Brasil que tem muitos laterais históricos. Poucos com mais títulos. Raros com mais técnica. Uns quatro camisas dois (ou quatro) para jogar nesse time dos sonhos.

Mas nenhum deles só jogou com a mesma camisa. A mesma da infância em Cabo Frio. A vermelha e preta que foi campeã de tudo. Nação que o levou a ser o camisa 2 do melhor Brasil que não se viu campeão da Copa. Mas que conquistou o mundo tanto ou mais que futuros campeões.

Leandro não foi o que melhor defendia. Atacava. Chutava. Cruzava. Driblava. Passava. Corria. Mas ele fazia tudo tão bem e tão fácil que provavelmente foi quem mais se divertia. Como se fazendo do seu campinho o Maracanã. Como fez do Maraca o seu quintal.

Um monstro que conhecia os meandros da cancha. Um mestre que conhece os Leandros de dentro e fora de campo.

Opinião: problema maior do São Paulo é perder tempo esperando Cuca

Leia o post original por Perrone

A derrota para o Palmeiras, por 1 a 0, fez a torcida do São Paulo explodir de novo contra a diretoria do clube. Foi mais um clássico perdido, porém, perder para um grande rival ou para qualquer outro time não é o principal problema da equipe do Morumbi neste momento. O grande drama é que o trabalho de Cuca, efetivamente, ainda nem começou. Aconteça o que acontecer na provisória era Vágner Mancini, ainda haverá uma reconstrução. Ou seja, enquanto os adversários tem um rumo definido e tendem a evoluir, os tricolores, em tese, vão voltar à estaca zero quando o novo treinador chegar.

É desesperador para a torcida saber que o time vai mal e a reorganização ainda nem começou. Por mais que Cuca passe diretrizes para Mancini, muita coisa vai mudar quando ele começar a ficar à beira do gramado.

Nesse cenário, é justo o são-paulino se voltar contra Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O presidente voltou a ser xingado logo depois do gol do Palmeiras no Pacaembu. Parte da torcida também critica Raí, outro que merece ser cobrado.

A dupla é, na opinião deste blogueiro, é a principal responsável pela dramática situação atual. Claro que a gestão tem seus acertos. Raí por exemplo faz um importante trabalho de reestruturação de rotina no CT da Barra Funda com mentalidade profissional. Contratar Pablo foi outra decisão acertada, depois da ótima temporada feita por ele em 2018. A diretoria não tem culpa se o atacante ainda não rendeu da mesma forma em 2019.

Só que os dois dirigentes cometeram três erros graves e em sequência, na minha opinião. O primeiro foi demitir Aguirre na reta final do último Brasileirão. No geral, seu trabalho não foi tão ruim para justificar a queda naquele momento. Mais sensato seria esperar o final do campeonato, fazer uma avaliação e decidir o rumo a ser tomado.

A segunda falha foi efetivar Jardine como técnico. Era uma aposta de risco e que em caso de fracasso obrigaria o time a fazer mudanças com a temporada seguinte já em andamento. Deu errado. A falha custou a Libertadores e um atraso no planejamento.

Para completar, a diretoria optou por uma solução nada convencional aceitando esperar por Cuca e escalando Mancini como técnico interino. Um clube profissional não pode perder tempo. Sem dúvida Cuca é uma boa contratação, mas Leco e Raí parecem não terem calculado o quanto a espera por ele poderia prejudicar o time. Em qual momento do ano o novo treinador vai ter o time na mão, jogando como ele gosta? A temporada toda já não estará comprometida? Não seria melhor escolher outro técnico, mas que fosse uma solução imediata?

Não era difícil de prever o cenário pessimista. Por isso, é impossível não responsabilizar Leco e Raí pelo estágio atual da equipe. Pior para os são-paulinos é que não há o que a diretoria possa fazer, além de torcer para que Cuca chegue logo e como salvador da pátria, dando resultados imediatamente.

 

Quem é o melhor? Melhor é desfrutar de Messi e CR7

Leia o post original por Mauro Beting

Não deu dois segundos. Messi encobriu o goleiro rival com um toque de Messi e marcou um golaço de Messi. A torcida dona da casa aplaudiu mais uma genialidade de Messi em mais um jogo que ele fez um Messi-trick como ele e Cristiano brincam de superar o rival. E a eles próprios.

Não importa o rival. Quanto foi o jogo na Andaluzia. Até mesmo quantos gols Messi marcou. Como marca demais CR7.

De novo e de velho vale o registro. Vamos desfrutar como eles dizem na Espanha o que esses monstros fazem.

Quem é o melhor? O melhor é curtir e compartilhar os dois.

Quem é maior? O menor problema é discutir. A solução é aplaudir o que fazem. E desde 2007. E contando. E encantando.

Órgão que fiscaliza direção do SPFC vê demora em entrega de documentos

Leia o post original por Perrone

Membros do Conselho Fiscal (CF) do São Paulo reclamam internamente de falta de estrutura para o funcionamento do órgão e de demora da direção para a entrega de documentos. Os problemas estariam atrapalhando seu trabalho e dificultando a elaboração de outros relatórios como o que apontou a contratação e a liberação de Diego Souza como exemplos de má gestão.

Essa situação foi relatada ao blog por dois dos cinco membros efetivos do órgão. Eles, que pediram para não terem seus nomes divulgados, afirmam aguardar a entrega de uma série de documentos para poder analisar outros casos. Na fila estão contratos assinados com jogadores, prestadores de serviços e concessionários do estádio, entre outros. Por meio de sua assessoria de imprensa, a diretoria afirmou que não se manifestaria sobre o assunto.

O órgão também pediu para a direção uma secretária exclusiva, mas não foi atendido, tendo que utilizar os serviços de duas funcionárias que trabalham para três conselhos do clube. Por outro lado, o CF conseguiu junto à diretoria a reforma de sua sala e a troca de seus móveis.

No entorno de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo, o discurso é de que a direção entrega todos os documentos que entende fazerem parte do escopo do trabalho do Conselho Fiscal. E que o prazo de entrega depende da complexidade do pedido e da disponibilidade dos departamentos do clube, pois eles não podem parar suas atividades diárias para providenciar a documentação.

Já no CF há a preocupação de desvincular seu trabalho da pressão política sofrida por Leco. Os integrantes do órgão afirmam não apoiarem o movimento que pede a renúncia do presidente. Sustentam que a intenção é executar suas funções estatutárias e alertar a diretoria para corrigir eventuais erros.

Opinião: ministro espalha fake news sobre pênaltis roubados em Itaquera

Leia o post original por Perrone

O Corinthians foi ofendido de maneira gratuita e repugnante pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em pronunciamento dele na FGV (Fundação Getúlio Vargas). O problema está no fato de ele dizer que o Corinthians ganha Campeonato Brasileiro porque toda hora tem um pênalti roubado a seu favor, não por ele citar Lula com responsável pela construção da arena do clube e dizer que ninguém consegue pagar pela obra.

Guedes foi deselegante ao falar da construção da casa corintiana, mas não mentiu ao relacionar o ex-presidente à sua existência. Andrés Sanchez, presidente corintiano, já cansou de dizer publicamente que o petista foi fundamental para a obra sair do papel. Também é publica a dificuldade que o alvinegro enfrenta para pagar as pagar a dívida gerada pela construção. A direção, porém, sustenta que não há atrasos.

Mas Guedes espalhou fake news ao falar que o Corinthians ganhou títulos brasileiros porque sempre marcam pênaltis inexistentes a seu favor em Itaquera. Mentira deslavada. O time do Parque São Jorge já foi favorecido e prejudicado pela arbitragem em sua casa e nos outros estádios em que joga. Acontece com todos os clubes.

A fala do ministro é incompatível com a responsabilidade carregada por sua pasta. Mas é compatível com o governo de Jair Bolsonaro, acusado de usar fake news para ganhar a eleição e para continuar tentando desmoralizar seus detratores. Guedes faz coro com colegas de gestão, incluindo o presidente, marcados por criarem polêmicas desnecessárias.

Torcedor falar em apito amigo corintiano é do jogo. Mas esse não é o papel de um ministro durante uma palestra na qual tratava de assuntos sérios. Até parecia, mas ele não estava tomando um chopinho com amigos. Guedes só aumentou a coleção de gafes do atual governo. Desta vez, com uma dose de preconceito contra os corintianos na opinião deste blogueiro.

Boi, boi, boi do Morumbi que não se toca que precisa se trocar logo aí

Leia o post original por Mauro Beting

Parece um torcedor segurando o outro pra não xingar o presidente remunerado (profissional é outra coisa), a diretoria, o conselho, a comissão técnica, o ex-treinador derrubado, o ex-treinador afastado, o atual interino, o futuro técnico, o elenco, o time, o futebolixo, o Talleres, as derrotas nos clássicos. Mas o boi, boi, boi enterrado no Morumbi é ainda pior. Foi um companheiro de equipe lamentando um chute sofrível de um time que só chegou na segunda etapa em arremessos laterais e na primeira etapa só teve a melhor chance em um lance anulado pela mão na bola. Arremedo de time. De dar medo e raiva. Trocando os pés pelas mãos. Trocando de comando como quem troca de camisa. E quem tinha que ser trocado não se toca.