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Ministério Público denuncia Najila por fraude processual

Leia o post original por Perrone

O Ministério Público apresentou nova denúncia contra Najila Trindade em desdobramento da acusação de estupro feita pela modelo contra Neymar, que teve inquérito arquivado. O promotor Luis Guilherme Gomes dos Reis Sampaio denunciou a modelo por fraude processual. Não é possível saber detalhes, pois o caso está sob sigilo.

O mesmo promotor denunciou o ex-marido de Najila, Estivens Alves, por fraude processual e por ter repassado fotos dela com conteúdo erótico sem autorização. Procurado, Estivens disse que só poderia falar duas horas mais tarde porque estava em reunião. O blog não conseguiu entrar em contato com Cosme Araújo, advogado de Najila, até a publicação deste post.

A modelo já havia sido denunciada pelo MP sob as acusações de denunciação caluniosa e extorsão. Teria ocorrido tentativa de extorquir o pai do jogador do PSG. Agora a Justiça vai decidir se aceita as denuncias.

O inebriado Nikão e o vira canecos do Athletico

Leia o post original por Mauro Beting

Parece que ele está de cara inchada de levantar Copas.

E ele está mesmo.

Nikão é quem mais vezes jogou pelo Athletico no elenco campeão da Sula e da Copa. Em 2015 ele chegou ao clube aos 22 anos com quase 10 quilos acima do peso. Para não dizer que tinha incontáveis litros de álcool sem moderação desde os 12 de idade. Quatro anos depois de ficar órfão da mãe que o criou sem pai. Quatro anos antes de perder a avó que o criou. Cinco anos antes de também perder o irmão Thiago Vinicius. O nome do filho que o amor da vida lhe deu. Junto com uma nova vida de amor e também fé.

Nikão perdeu os quilos acima e os litros que o deixaram 10 anos abaixo da expectativa de vida e carreira. Até chegar à Baixada, ele passou por 14 clubes. Por outros dois países. Sempre se perdendo na bebida. Não ganhando o que poderia conquistar.

A mulher deu o lar. A religião, o chão. O Athletico, o céu.

Nikão enfim foi o campeão que se imaginava quando chegava aos clubes que ele deixava como mais um caso perdido. Mesmo longe de ser unanimidade. Mesmo distante de ser o cara que se pensava.

Não é craque. Mas é um vencedor. Virando o jogo e fazendo história para mostrar que para estar entre os grandes é preciso se superar. Pensar positivo. Fechar a boca e driblar as tentações. Tentar dar algo mais.

Ser o que virou Nikão desde 2015. O que está fazendo o Athletico desde 1995.

Crescendo. Amadurecendo. Ganhando. E peitando quem desconfia. E desconfiando de quem não tem peito para ter coragem e para ter faixa no peito.

Nikão está inebriado e extasiado abraçando um caneco. É a melhor frase e imagem da grande final.

Serasa informa à Justiça que já incluiu Arena Itaquera S/A em seu cadastro

Leia o post original por Perrone

O SerasaJud, sistema jurídico do Serasa, informou à Justiça Federal que já cumpriu sua determinação e incluiu a Arena Itaquera S/A em seu cadastro de inadimplentes. A inclusão havia sido pedida pela Caixa na ação em que o banco executa dívida referente ao empréstimo de R$ 400 milhões que intermediou junto ao BNDES para ajudar a tocar a obra da Arena Corinthians.

A informação de que a inclusão foi concluída já foi anexada ao processo. A decisão da Justiça fora tomada no último dia 27, quando  o juiz Victorio Giuzio Neto deferiu pedido da Caixa para que a empresa fosse notificada para quitar o débito de cerca de R$ 536 milhões em até três dias e acatou o pedido de enviar o nome da Arena Itaquera S/A para o SerasaJud. A cobrança da dívida total antecipadamente foi feita porque a Caixa alega atraso no pagamento de seis parcelas em 2019.

A Arena Itaquera S/A, beneficiária do financiamento, foi criada para viabilizar o projeto do estádio corintiano. Ela é ligada ao Corinthians e à construtora Odebrecht por meio do Arena Fundo de Investimento Imboliário, que a controla.

O SerasaJud tem os mesmos efeitos do Serasa tradicional, mas foi criado para facilitar a notificações da Justiça a empresas cobradas. Conforme mostrou o Blog do Rodrigo Mattos as consequências da inclusão são mais em termos de imagem do que práticos. A empresa passa a sofrer restrições de crédito, mas quem toca a operação do estádio é o clube. Em condições normais, a Arena Itaquera S/A não precisa fazer operações de crédito.

Contrato com Caixa diz como Corinthians deve votar em assembleia de fundo

Leia o post original por Perrone

O contrato que regula o financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES por meio da Caixa Econômica Federal para ajudar a pagar as despesas com a construção da Arena Corinthians determina até como o clube deve se posicionar em alguns casos específicos nas assembleias dos cotistas do fundo criado para administrar o projeto ou em qualquer outro “instrumento decisório”.

Se houver discordância em relação a cláusulas do acordo e for feita uma votação no Arena Fundo de Investimento Imobiliário para tentar alterá-las, por exemplo, os corintianos serão obrigados a votar contra. Pelo menos é o que determina o contrato. A imposição feita pela Caixa vale também para Odebrecht Participações e Investimentos(OPI) e para a Jequitibá Patrimonial, que assim como o Corinthians aparecem como intervenientes anuentes do contrato. A obrigação também alcança a Arena Itaquera S/A, beneficiária do empréstimo e ligada ao alvinegro e à construtora por meio do fundo, que é controlado pela empresa e pela agremiação. Ou seja, uma modificação não teria como ser aprovada.

Corinthians e demais envolvidos também devem se posicionar contrariamente à mudança da regra que prevê que todos os recursos do fundo sejam investidos “exclusivamente no empreendimento imobiliário que tem por objeto a arena, ressalvados os investimentos permitidos em relação ao caixa disponível”.

Outra determinação prevista no documento é de que o clube e demais partes se posicionem de forma contrária a medidas que possam provocar o vencimento antecipado do contrato.

É justamente a execução antecipada do contrato, por meio da Justiça, o que a Caixa pretende ao acionar a Arena Itaquera S/A. Como mostrou o blog, o banco alega que seis prestações não foram pagas neste ano. Por isso, diz exercer o direito de cobrar a dívida toda de uma só vez. Apesar da ação, as partes já mantiveram contato telefônico para marcar reunião em busca de conciliação.

As exigências descritas pelo blog estão no contrato com alterações provocadas por seu terceiro aditivo assinado em 29 de setembro de 2017 e apresentado à Justiça na execução proposta pela Caixa. O então presidente do clube, Roberto de Andrade, assinou o documento.

Clube dos 13! Internacional 1 x 2 Athletico (campeão da Copa do Brasil-19)

Leia o post original por Mauro Beting

Rony trabalhava na roça de Magalhães Barata, Norte do Pará, quando foi jogar no Grêmio. De Vila Quadros, 13 km longe do dentro da cidade de menos de 10 mil habitantes. Mais do que os 2.300 rubro-negros que vibraram na cancha do Inter com o menino da terra fazendo o golaço de mais uma vitória contra o Colorado, na decisão da Copa do Brasil.

A primeira que vai pro Paraná do Athletico. O mais novo membro do Clube dos 13 gigantes do país. O que derrubou nos pênaltis os semifinalistas da Libertadores-19. O que ganhou o caneco do clube que eliminara o campeão brasileiro de 2018. O campeão que venceu as duas finais. O clube que mais cresceu no país no século XXI. Por pensar fora da caixinha. Às vezes pagando contas que não são dele. Criando até despesas e débitos desnecessários.

Mas fazendo tudo que o esporte pede: atacar. Ousar.

Ganhar.

O Furacão do Rony que veio do Pará onde passou fome pelo pai que deixou o lar cedo, com a mãe que não podia morar junto, com a avó que morreu e o avô que fazia um colchão de panos e papéis para os meninos dormirem, como contou Alexandre Alliati no GLOBO.COM. Rony chegou em 2018 ao Paraná. Quando o Athletico apostou nele o que o Corinthians não conseguiu e o Botafogo antes desistira pela disputa jurídica com o Albirex Niigata.

Do calor do Pará à neve japonesa, tudo foi lucro para Rony. Como já era para o Furacão o empate em Porto Alegre até os 51 do segundo tempo. O título estava em ótimos pés que abriram o placar na primeira chegada ao ataque bem construída pelo veloz e ágil ponta para o centroavante Ruben, e do argentino para Cittadini chegar para fazer 1 a 0 aos 23. O Inter até começara melhor a decisão, com uma chance a um minuto com Nico que Santos mais uma vez foi bem.

Sem o lesionado D’Alessandro, Odair apostou no óbvio: Nico pela direita, Wellington Silva aberto pelo outro lado, Edenilson e Patrick chegando.

Mas o Athletico respondeu precavido. Bruno Guimarães dando um pé mais atrás ao incansável Wellington, com Cittadini saindo mais para a frente. Jogo truncado até demais. Com 11 minutos, só 29% da bola tinha rolado. Ideal para o Furacão. Preocupante para o Inter que criava pouco. E levou o gol que respondeu com o empate aos 30, quando Nico aproveitou um lance chorado depois de bola parada.

O Inter teria quatro chances até o final do primeiro tempo. Praticamente não mais as teria depois. Só dois lances em bolas cruzadas. Porque as trabalhadas minguaram quando Sóbis substituiu Patrick no intervalo. O iluminado atacante abriu pela direita, deslocando Nico para atuar com o sumido Guerrero no ataque. Edenilson depois foi para a lateral fazer a do lesionado Bruno, com Nonato entrando no meio com Lindoso.

Um 4-2-4 sem meio. E sem meios. Também porque o Athletico, mais uma vez, foi um bloco só com e sem a bola. Muito bem treinado. Muito bem pensado como é o clube desde o final do século passado.

Também pouco fez o Inter porque Bambu foi uma barreira que blindou a área com o grande Léo Pereira limpando a defesa rubro-negra. Nada passou.

Tudo passaria à história aos 51, quando Rony chapou um lance que Marcelo Cirino construiu na lateral, passando por Edenilson e Sóbis como se estivesse em casa num drible espetacular, entortando depois Lindoso como se fosse fácil, e servindo Rony como se a dupla fosse o que são: campeões. Como Tiago Nunes. Um ano e 4 meses de cargo. Uma Sul-Americana e uma Copa do Brasil eternas para um jovem treinador de 39 anos de cabelos brancos que denotam sabedoria. E uma bela carreira pela frente.

A história de Rony é de cinema. Mas a do Athletico é documentário de realidade fantástica. É roteiro programado. Original, não adaptado. Com efeitos especiais como seus atores de todos os lados das câmeras. Com enredo que parece de ficção. Mas é tudo verdade. É todo do Athletico.

Mais um gigante que pensou grande. E passou de vez a ser mais um dos grandes.

Corinthians tenta brecar multa de R$ 800 mil em ação ligada à área de arena

Leia o post original por Perrone

No último dia 13, o Corinthians impetrou um mandado de segurança para tentar suspender multa de R$ 800 mil aplicada pela Justiça em processo no qual o clube é acusado de não cumprir contrapartidas exigidas em acordo com o município por exigência do Ministério Público para poder construir seu estádio em área cedida pela prefeitura.

Os advogados corintianos pedem que a Justiça determine a suspensão da execução decorrente da multa, “arbitrariamente imposta e que deverá ser cancelada”, segundo eles. Caso a suspensão não seja concedida, o clube requer que a multa seja reduzida ao “percentual mínimo previsto no CPC (Código de Processo Civil), ou seja, 1% do valor da causa, mas que jamais permaneça em 10%”. Foi atribuído à causa o valor de R$ 8 milhões. O Corinthians ainda requer que a sanção seja afastada definitivamente. Até a publicação deste post, o pedido ainda não havia sido analisado.

A multa que o Corinthians tenta cancelar foi aplicada em maio deste ano pelo juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública, depois de o clube não ter se pronunciado sobre o andamento das contrapartidas por três vezes. A multa foi aplicada por litigância de má-fé. Em seguida, foi autorizada a execução da cobrança por parte MP em favor da prefeitura.

Os defensores corintianos admitem no processo que a agremiação não se manifestou sobre como estavam sendo encaminhadas as contrapartidas. Mas, alegam que a segunda parte das contrapartidas ainda não foram definidas. Sustentam também que o prazo para a conclusão delas é dezembro de 2019.

“Não tem a menor razoabilidade a imposição de multa de R$ 800 mil pelo simples fato de a parte não se manifestar em juízo”, alega a defesa alvinegra em seu pedido à Justiça. Os advogados corintianos afirmam ainda que, mesmo se estivesse em “falta culposa”, o que consideram não ser o caso, o clube “não poderia ser punido pelo próprio silêncio”, uma vez que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo”.

Ex-diretor de Andrés diz esperar renúncia de presidente corintiano

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O tiroteio político deflagrado no Corinthians desde que a Caixa Econômica resolveu executar a Arena Itaquera S/A e que Andrés Sanchez anunciou acordo com a Odebrecht faz até um ex-diretor do atual presidente pedir a renúncia do cartola. Em troca de mensagens com o blog, Felipe Ezabella, diretor de esportes terrestres na passagem anterior de Andrés pela presidência alvinegra, falou sobre o desejo de ver o ex-aliado fora do comando do clube.

“Esperamos que ele (Sanchez) espontaneamente se afaste da direção, renuncie ou pelo menos que não cuide mais do assunto estádio”, disse Ezabella, que foi um dos candidatos derrotados por Andrés na última eleição. Ele respondia sobre o que seu grupo quis dizer ao afirmar em comunicado divulgado nesta semana que “seria muito melhor para todos que o presidente encerrasse por contra própria o seu papel nesse assunto”.

A afirmação encerrava manifesto no qual o Corinthians Grande, ala que tem Ezabella entre seus líderes e conta vários dissidentes do grupo  de Andrés, pede uma reunião do Conselho Deliberativo e acusa o mandatário de ter mentido sobre as operações com Caixa e Odebrecht, o que Andrés nega.

Em relação ao banco, as acusações são de que o ex-deputado federal afirmava que estavam em dia as prestações do financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES, por meio da Caixa, para bancar parte da obra da arena alvinegra. E que dizia que havia um acordo reduzindo o valor das parcelas em meses com menos jogos no estádio. Mas que se soube da existência de parcelas não pagas e de que o trato não chegou a ser assinado depois que a Caixa executou o contrato firmado com a Arena Itaquera, ligada ao clube e à construtora por meio do fundo que a administra.

Em relação ao trato com a Odebrecht, a reclamação é de que Andrés declarou em entrevista coletiva que só deve para a Caixa. Porém, em sua nota oficial sobre o tema, a empresa confirmou a quitação da dívida com a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) pela obra do estádio, mas alegou que no caso da Odebrecht Participações e Investimentos (OPI) foi assinado um memorando que define os termos para solucionar as dívidas do projeto da arena. Ou seja, nesta segunda parte, não há menção à quitação do débito.

Conforme o blog apurou, o acordo é para que o Corinthians pague 25% do valor que a OPI tiver que pagar para a Caixa por conta de empréstimos feitos para levantar recursos para tocar o projeto. Essa quantia depende de negociação e de aprovação da assembleia de credores da empresa, que está em recuperação judicial. A quitação com a OEC também precisa desse aval.

Andrés não fala com o blog, por isso foi impossível ouvi-lo. Mas pessoa próxima ao dirigente afirmou que ele declarou só dever para a Caixa porque o dinheiro que repassará para ajudar a OPI a quitar a dívida referente aos empréstimos irá diretamente para o banco. Ao UOL Esporte o presidente do Corinthians enviou comunicado no qual nega ter mentido, reafirma que havia um acordo com a Caixa e que não deve mais nada para a “Construtora Odebrecht”. Ele  ainda critica fortemente o grupo que o chamou de mentiroso.

Como mostrou o blog, foi marcada para o próximo dia 30 reunião do Conselho Deliberativo para discutir os temas envolvendo Caixa e Odebrecht. A convocação atente ao desejo de conselheiros de diferentes alas.

Conselho do Corinthians marca reunião sobre Caixa e Odebrecht

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Antônio Goulart dos Reis, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, marcou para o próximo dia 30 reunião do órgão com o objetivo de discutir dois assuntos que dominam o clube neste momento. Um é a execução promovida pela Caixa Econômica para antecipar o pagamento da dívida integral, incluindo multa, referente ao financiamento feito por ela junto ao BNDES para bancar parte dos gastos com a construção da arena alvinegra. O outro tema é o acordo fechado com a Odebrecht, que construiu o estádio.

A realização da sessão era pedida por diferentes grupos políticos, a maioria da oposição, que cobram explicações do presidente Andrés Sanchez. Uma das indagações é sobre nos últimos meses a direção ter afirmado que o pagamento das parcelas do financiamento estavam em dia, sendo que depois da execução o cartola admitiu atrasos.

A Caixa, executou a Arena Itaquera S/A, ligada a Odebrecht e Corinthians por meio do fundo que a administra, alegando atraso de seis meses num montante de R$ 33,78 milhões. Em entrevista coletiva na semana passada, Andrés Sanchez afirmou que apenas duas prestações estavam atrasadas, levando-se em conta modelo de pagamento previsto em acordo que ainda não havia sido assinado com a Caixa. O presidente corintiano disse que pelo trato original, a inadimplência poderia ser considerada a partir de abril.

Os conselheiros também querem detalhes do acordo com a construtora, que quitou a dívida com a Odebrecht Engenharia e Construção pelas obras do estádio e equacionou débito com a Odebrecht Participações e Investimentos. No segundo caso, o clube terá que pagar cerca 25% do valor que a empresa tiver que repassar para a Caixa referente a empréstimos feitos para viabilizar o projeto da arena.

Pelo tom adotado pela oposição nos últimos dias, a reunião promete ser quente. Pelo menos parte dos opositores alega que houve falta de transparência e que nem todas as informações corretas foram repassadas aos integrantes do conselho. Andrés não fala com o blog, porém, enviou nota ao UOL Esporte rejeitando as acusações.

Caixa aponta que Arena Itaquera S/A deixou de pagar R$ 33,78 mi em 2019

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De acordo com planilha apresentada pela Caixa na ação em que executa dívida da Arena Itaquera S/A, a empresa, vinculada a Corinthians e Odebrecht por meio de um fundo de investimentos, deixou de pagar R$ 33.786.494,81 em seis prestações entre março e agosto de 2019. A informação foi publicada primeiro pelo “Blog do Paulinho” e confirmada por este blogueiro por meio de documentos que fazem parte do processo.

O demonstrativo anexado à ação de execução do débito integral registra que neste ano foram pagos R$ 13.007.670,27 correspondentes às prestações de janeiro e fevereiro, segundo as contas do banco. A Caixa também anexou o contrato assinado entre ela e a Arena Itaquera referente ao empréstimo de R$ 400 milhões feito por seu intermédio junto ao BNDES. Os advogados da instituição financeira estatal destacaram cláusula que a permite a executar antecipadamente o compromisso. Por isso a execução é no valor de R$ 536.092.853,27.

Em entrevista coletiva na semana passada, Andrés Sanchez afirmou que apenas duas prestações estavam atrasadas, levando-se em conta modelo de pagamento previsto em acordo que ainda não havia sido assinado com a Caixa. O presidente corintiano disse que pelo trato original, a inadimplência poderia ser considerada a partir de abril.

A planilha reproduzida abaixo é a que foi juntada pela Caixa na ação. Ela mostra a situação das parcelas de janeiro a agosto, pelas contas do banco. As prestações marcadas com o número 3 na coluna “EST” são as consideradas pagas. As que aparecem com “1” foram registradas como inadimplentes.

 

 

 

Como mostrou o blog, as diretorias de Caixa e Corinthians já mantiveram contato por telefone em busca de uma solução pacífica para o caso. A ideia é realizar uma reunião até o início da próxima semana.

Corinthians e Caixa se reaproximam por acordo. Juiz defere pedido do banco

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Corinthians e Caixa Econômica Federal iniciaram uma reaproximação com o objetivo de tentarem acordo para a retirada da ação de execução na Justiça na qual o banco cobra dívida de R$ 536.092.853,27 da Arena Itaquera S/A. Conforme apurou o blog, as duas diretorias mantiveram contato por telefone e decidiram agendar uma reunião para negociar.

A data do encontro ainda não foi marcada. A ideia é que ele aconteça até o início da próxima semana. Porém, enquanto isso, a ação segue seu trâmite na Justiça. Em 27 de agosto, o juiz Victorio Giuzio Neto deferiu pedido da Caixa para que a Arena Itaquera fosse notificada para quitar o débito em até três dias. Isso, no entanto, não significa que o caso está encerrado de maneira favorável ao banco. Trata-se de procedimento natural em casos semelhantes.

O clube pode contestar a execução. É isso que vai fazer, por meio de embargos, caso as tratativas por um acordo não avancem. Porém, no Parque São Jorge o clima é de otimismo em relação a um pacto, que incluiria a renegociação da forma de pagamento acordada originalmente. A avaliação no lado alvinegro é de que a Caixa adotou um tom mais ameno, após uma postura agressiva no início do imbróglio. O banco emitiu nota oficial confirmando a execução, mas dizendo estar disposto à conciliação.

Existe também a análise interna de que o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, em sua entrevista coletiva, se controlou para não ser agressivo com a direção da Caixa e, de maneira geral, em relação ao governo de Jair Bolsonaro. Entre dirigentes corintianos existe uma ala que desconfia haver perseguição política.

O contrato executado se refere ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por intermédio da Caixa para cobrir parte dos gastos com a construção do estádio alvinegro. O compromisso foi firmado com a Arena Itaquera S/A, criada para viabilizar a engenharia financeira do projeto. O Arena Fundo de Investimentos Imobiliário, que tem como acionistas Corinthians e Odebrecht, é o dono da empresa executada. Clube e a Odebrecht Participações e Investimentos são citados na ação como intervenientes anuentes.

Como mostrou o blog, a Caixa alega que não foram pagas as prestações de março, abril, maio, junho, julho e agosto. E sustenta que o contrato prevê a antecipação do pagamento integral do débito em caso de inadimplência. Em sua entrevista coletiva na semana passada Andrés admitiu atraso em duas parcelas Isso levando-se em conta acordo que o clube entendia estar valendo, mesmo sem ter sido assinado. Mas, que pelo trato original, a falta de pagamento poderia ser contada desde abril.