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Entenda crise na oposição do SPFC após anúncio de filho de ex-presidente

Leia o post original por Perrone

O movimento que pode colocar o filho do ex-presidente do São Paulo Marcelo Portugal Gouvêa na presidência do Conselho Deliberativo do clube gerou estresse na oposição e esvaziou a convenção do grupo para escolher o candidato à presidência do órgão na eleição de dezembro. O processo que culminou com a candidatura de Marcelinho Portugal Gouvêa foi visto como uma virada de mesa por parte dos opositores e provocou a saída dos outros dois pré-candidatos.

Inicialmente, José Carlos Ferreira Alves, José Roberto Ópice Blum e Homero Bellintani Filho, o Homerinho participariam da convenção. A crise começou depois de Alves retirar seu nome da disputa alegando que teria dificuldades para conciliar o eventual cargo com seu trabalho como desembargador. Os outros dois candidatos entenderam que a disputa estava fechada entre eles. Mas foram surpreendidos com o anúncio de que o filho do ex-presidente decidiu participar da convenção, ainda sem data marcada. O evento também vai definir quem será o candidato da oposição. Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel e Sylvio de Barros estão no páreo. Júlio Casares é o candidato que tem o apoio do presidente Leco.

O blog apurou que Homerinho entendeu não ser justo o lançamento da candidatura de Marcelinho aos “45 minutos do segundo tempo”, se sentiu sem respaldo da coordenação da coligação de oposição e se retirou da disputa. Na última quinta (25), foi a vez de Blum fazer o mesmo por, segundo apuração da reportagem, não ter concordado com a forma com que foi conduzido o processo que alçou o filho do ex-presidente à condição de pré-candidato.

Homerinho acreditava que teria o apoio de Alves na convenção. Já Marcelinho diz que decidiu se candidatar depois de o desembargador desistir e perguntar se ele teria interesse em tentar o posto.

“Retirei minha candidatura para não rachar o grupo. Penso que seriam muitos nomes concorrendo na convenção, talvez não fosse escolhido o melhor nome para ganhar a eleição. Posso garantir que a eleição para a presidência do conselho (antes da entrada de Marcelinho na disputa) estava ganha. Agora não sei mais”, disse Homerinho, antes de saber da desistência de Blum. “Estou magoado”, completou ele, referindo-se ao que entende ter sido de falta de respaldo de parte da coalisão. O ex-pré-candidato diz que agora se considera neutro na política tricolor, como antes de entrar na coalizão oposicionista. “Vou votar em que eu achar melhor para o São Paulo”, declarou.

Marcelinho afirmou ao blog não ver problemas em relação à sua pré-candidatura. “O processo de convenção é muito democrático. Acho que todo mundo que tem a intenção de se tornar candidato da oposição deve concorrer. Se a pessoa não tem a intenção de concorrer e retira seu nome da disputa, claro, cada um tem seus motivos particulares, mas eu estou num sistema democrático, disputando a convenção e há a disposição de disputar com qualquer nome que surja”, afirmou o filho do ex-presidente tricolor.

Antes de ser pré-candidato, ele apoiava Alves na candidatura, mas que quando sua possível pré-candidatura foi colocada em pauta passou a ter incentivo de vários conselheiros e entendeu ser natural sua entrada na convenção. Ele também afirmou ter procurado Homerinho antes de lançar sua pré-candidatura. “Liguei para ele antes de decidir pela minha candidatura. Liguei quando começaram a surgir as primeira conversas. Perguntei o que ele achava, falei com ele por duas vezes de uma forma são-paulina. Ele é um excelente nome, já prestou muitos serviços para a instituição, continua prestando até hoje. Um cara que respeito muito, então o Homero foi um dos primeiros a saber que eu teria a intenção de concorrer. Conversamos duas vezes. Na segunda, ele deu a entender que, eu concorrendo, ele desistiria. Eu o incentivei a concorrer, mas ele optou por desistir. Com o Blum não falei ainda, mas estou aberto a falar com qualquer conselheiro do São Paulo, de qualquer lado político”, disse Marcelinho na última sexta (26).

Por mensagem pelo celular, Blum afirmou que não daria entrevista. O conselheiro apenas confirmou que havia retirado seu nome da convenção para definir o candidato oposicionista à presidência do conselho. A situação lançou o nome de Olten Ayres de Abreu Júnior.

Dois opositores ouvidos pelo blog acreditam que a crise deve ter mais desdobramentos na oposição. Situacionistas comemoram o episódio como uma fratura precoce no time adversário. Historicamente, é importante nos clubes o presidente da agremiação ter no comando do Conselho Deliberativo um aliado político.

Empresa cobra São Paulo por operação com Luis Fabiano

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A empresa Kirin Soccer, do agente Joseph Lee, entrou com ação na Justiça para cobrar R$ 206.271,22 do São Paulo por uma operação envolvendo Luís Fabiano.

A empresa alega que, em 2015, durante a gestão de Carlos Miguel Aidar no clube do Morumbi, negociou a cessão do direito de preferência de compra de Luis Fabiano com o Fenerbahçe. Seus advogados alegam que a agremiação tricolor ficou de pagar 35 mil euros de comissão pelo serviço.

O valor corresponde a 10% dos 350 mil euros que o clube turco se comprometeu a pagar para ser prioritário numa eventual negociação do atacante.

Pelo trato, o São Paulo ficava obrigado a informar os turcos se recebesse uma oferta por Luis Fabiano. Por sua vez, o Fenerbahçe poderia fazer a contratação nas mesmas condições da proposta apresentada por outro time.

Na inicial, datada de 22 de junho, os advogados da empresa convertem os 35 mil euros para R$ 206,2 mil.

A Kirin alega que o São Paulo não pagou nem parte do valor combinado. Luis Fabiano não foi comprado pela equipe turca, mas a empresa sustenta que realizou o seu trabalho de negociar a preferência.

“Pois bem, passando por severa crise financeira e política, o SPFC buscou a requerente (Kirin) para que, em seu benefício, prospectasse oportunidades de negócios no mercado global,
preferencialmente, à época, envolvendo a transferência do atleta Luis Fabiano Clemente para alguma entidade de prática desportiva com sede no exterior, visto que seu contrato especial de trabalho desportivo estava prestes a expirar”, escreveram os advogados da empresa na ação.

O blog tentou ouvir o departamento jurídico são-paulino por meio da assessoria de imprensa do clube, mas não obteve resposta até a conclusão deste post.

Até ontem, a Justiça não havia analisado o pedido de cobrança, que inclui juros e correção monetária.

Corinthians pede para prefeitura autorizar reunião presencial do conselho

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Antonio Goulart dos Reis, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, enviou na última segunda (22) pedido para o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, autorizar reunião presencial do órgão. Isso, apesar das medidas de distanciamento social impostas como combate à transmissão do novo coronavírus.

“Ainda não (recebemos resposta). Estamos tratando com o comitê de combate à covid”, disse Goulart ao blog no final da manhã desta quinta (25).

No pedido, o presidente do conselho diz que a reunião aconteceria no ginásio Wlamir Marques, local com capacidade para 10 mil pessoas sentadas, segundo o dirigente. Ele afirma que o órgão é composto por 320 pessoas e que seria possível oferecer assentos previamente marcados com distância mínima de quatro metros entre eles.

O ofício também aponta que a reunião será para a apreciação das contas referentes ao exercício de 2019 e que deve ser presencial para atender ao estatuto alvinegro. Goulart diz que a quarentena impediu o encontro de acontecer antes e que o prazo legal está perto de se encerrar, o que traria problemas ao Corinthians.

O dirigente assegura que todas as medidas sanitárias exigidas pela prefeitura serão respeitadas. Vale lembrar que, em grande parte, o conselho é formado por idosos, que pertencem ao grupo de risco da covid-19. A data será marcada após eventual autorização da prefeitura. Uma cópia do ofício foi endereçada ao governador João Doria

 

 

Justiça manda Corinthians pagar R$ 19,6 mi por usar rua como estacionamento

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Em decisão publicada no Diário da Justiça de São Paulo nesta quinta (25), a Justiça determina que o Corinthians pague cerca de R$ 19,6 milhões para a prefeitura da capital paulista por ter usado durante décadas uma avenida como estacionamento do Parque São Jorge, sua sede. O clube deve recorrer.

A juíza Luiza Barros Rozas Verotti  homologou laudo pericial que avaliou quanto o alvinegro deveria pagar pela utilização da área.

São R$ 265.876,88 de valores locatícios pelo uso em outubro de 2019 e R$ 19.405.289,96 para o período entre 07/05/2009 e 05/06/2015. O clube ainda terá que pagar sucumbências e honorários. A quantia total deve superar os R$ 20 milhões.

Em 2010, a Justiça já havia condenado a agremiação a devolver a área e a indenizar a prefeitura, deixando a definição do valor para a fase de execução, iniciada em 2017.

A prefeitura entrou com a ação de reintegração de posse em 2010, contestando lei municipal de 1996 que outorgou ao Corinthians o uso gratuito da área por 99 anos. Os advogados do município alegaram irregularidades como falta de interesse público e de concorrência para conceder o uso da avenida, além de configurar restrição ao direito público de livre fruição.

Em sua defesa, o alvinegro negou haver uso irregular da área por existir lei municipal que autorizou a utilização como estacionamento. Disse também que as instalações do clube estão à disposição de diversos órgãos públicos e entidades  governamentais e que instituições de ensino da região usam o local como estacionamento.

Ação da Globo reforça queixas sobre falta de debate antes de ‘MP do Fla’

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Com seu pedido de liminar para tentar impedir que o Flamengo transmita ou  negocie a transmissão de jogos como mandante no Campeonato Carioca, a Globo engrossa o coro de parte dos dirigentes de clubes e de parlamentares. Eles afirmam ter faltado ao presidente Jair Bolsonaro ouvir outros interessados no assunto antes de publicar a Medida Provisória 984.

Os argumentos da emissora na ação na Justiça coincidem com a tese de cartolas e congressistas de que o presidente da República agiu para atender à vontade do rubro-negro e, ao mesmo tempo, alfinetar o grupo de comunicação, que tem como desafeto. Esse sentimento fez a medida ficar conhecida no Congresso Nacional como “MP do Flamengo”.

“Conforme declarado à imprensa pelas partes envolvidas, a MP foi editada para atender a um pedido específico do Clube de Regatas do Flamengo, que pretende, com a polêmica retomada do Campeonato Carioca, poder transmitir e televisionar seus próprios jogos”, escreveram os advogados da Globo no pedido de liminar.

Antes da Medida Provisória, um jogo só poderia ser televisionado com a concordância das duas equipes envolvidas. Nesse cenário, a maior rede de televisão do país, que comprou os direitos do Estadual do Rio, não poderia exibir os jogos do rubro-negro na competição, pois não entrou em acordo com ele. Por outro lado, o clube da Gávea também não poderia negociar separadamente suas partidas.

Agora, a emissora alega que a MP não pode ter valor retroativo afetando contratos assinados antes dela. Por isso pede que o Flamengo já não possa exibir seus jogos ou negociá-los enquanto a ação se desenrola. A Medida Provisória ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas está em vigor até que isso aconteça.

Como mostrou o “Blog do Rodrigo Mattos“, no pedido de liminar, os advogados da Globo deixam explicito o entendimento de que faltou debate, o que coincide com o pensamento de cartolas como Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG.

“Note-se bem: a discussão sobre a melhor forma de alocar os direitos de transmissão de um evento esportivo é legítima e precisa ser feita. O que não se pode admitir em ordenamentos jurídicos sérios é que isso se dê numa canetada para beneficiar aliados, sem qualquer debate sobre o tema”, escreveram os representantes da rede de TV na ação.

No último domingo, 21, o principal dirigente do Galo havia se queixado da falta de diálogo antes de a Medida Provisória ser assinada.

“Foi um voo solo do Landim. Acho que a forma como foi feita pegou todo mundo de surpresa, e isso incomodou os presidentes”, havia dito Sette Câmara.

Na ação, a Globo anexou entrevistas de cartolas criticando a falta de debate, como esse trecho atribuído a Mário Bittencourt, presidente do Fluminense: “o que nos preocupa inicialmente na publicação dessa Medida Provisória é ela ter sido feita num momento de pandemia quando tem tantos outros assuntos mais
emergenciais no país. Em segundo lugar, ter sido elaborada sem uma discussão ampla e profunda com os
maiores interessados, que são os clubes de futebol. Não houve um grande debate, não houve o esgotamento do tema.
Um tema que pode trazer muitos impactos econômicos e comerciais aos clubes”.

Também pela ausência de debate congressistas falam em modificações na MP, como mostrou o blog.

No pedido de liminar, a Globo diz que, incomodado com a situação atual, o Flamengo buscou ajuda de Bolsonaro para mudar a antiga regra relativa aos direitos de transmissão.

“Conforme amplamente noticiado
por inúmeros veículos de imprensa e relatado, em primeira pessoa,
pelo presidente do Flamengo em entrevista ao vivo para a TV Band,
em almoço com o presidente da República no último dia 17,
o Flamengo expôs a sua insatisfação e solicitou a mudança da regra que o impedia de dispor dos direitos de transmissão de uma partida sem a anuência da equipe contrária, no que foi prontamente atendido com a edição da MP”, escreveram os advogados da Globo na ação.

Eles também reproduziram no pedido de liminar trecho de entrevista televisiva dada por Rodolfo Landim, presidente do Flamengo para a Band.

Na conversa, de acordo com a reprodução feita pelos advogados da Globo, Landim diz o seguinte:

“Como vocês sabem o Flamengo, diferente dos demais clubes, não assinou o contrato de cessão dos direitos de transmissão com a rede de televisão que detém de todos os outros. Por causa disso, os jogos do Flamengo não vinham sendo transmitidos. Quando nós tivemos o problema de público, nós entramos em contato com eles para poder abrir para o público. Nós negociamos fazer isso com a abertura da mídia digital. […] A gente ficou conversando com o presidente ontem, teve essa posse do Ministro de Comunicações. Ele convidou a mim, ao Felipe Melo e ao próprio Ministro. Nós estávamos conversando e o presidente perguntou: ‘Vai voltar mesmo o futebol no Rio? E o televisionamento?’ Eu expliquei para ele em detalhes que a gente tem um problema na legislação que diz o seguinte: os dois clubes precisam aprovar para que um jogo possa ser passado. […] Dito isto, eu expliquei isso para o presidente, falei como ocorre em vários outros países, diversas outras ligas, onde o mandante tem direito sobre seus jogos. […] O Presidente entendeu isso,  disse que ia agir rapidamente, e eu recebi a notícia aqui de que ele acabou de publicar no Diário Oficial uma medida dizendo que o direito de imagem do clube é do mandante do jogo”.

Após reproduzirem as palavras do presidente flamenguista, os representantes da emissora concluem que “assim, sem que o tema tenha sido tratado com os demais clubes do país, com as federações de futebol, com veículos de mídia,
potenciais cessionários dos direitos, atletas e sindicatos ou
quaisquer das outras diversas entidades e pessoas impactadas direta
e indiretamente, mudou-se a norma que regia os Direitos de Arena
consagrada na Lei Pelé e em legislações anteriores desde 1973”.

Por sua vez, Landim chegou a dar e entrevista afirmando que a MP é boa para todos os clubes. A direção rubro-negra mantém o entendimento de que, enquanto o Congresso Nacional decide se aprova ou não a MP, a agremiação tem o direito de exibir ou negociar seus jogos como mandante.

Nesta quarta (24), o site do Flamengo publicou declaração do vice-presidente de relações externas, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, exaltando a Medida Provisória.

“Entendemos que a MP para gente é uma carta de alforria, uma lei áurea. No estatuto do torcedor, o mandante tem que cumprir com suas responsabilidades e obrigações. A MP assinada é um sopro de esperança, e tomara que seja aprovada no Congresso Nacional. Essa é a nossa opinião”, disse o cartola.

Justiça manda blogueiro indenizar Leila Pereira. Jornalista vai recorrer

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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Leila Pereira, presidente da Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, obteve decisão em primeira instância que obriga Paulo Cezar de Andrade Prado, autor do “Blog do Paulinho” a pagar a ela indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil. A sentença também torna definitiva a retirada de postagens contestadas pela empresária na ação e impede que o jornalista use sem causa concreta o nome e a imagem dela, sob pena de multa.

No entanto, o pedido de Leila para que o “Blog do Paulinho” fosse proibido de se referir aos contratos das empresas dela com o Palmeiras foi negado . “A personalidade jurídica das empresas das quais a autora é sócia não se confundem com a pessoa de seus sócios e a autora não pode litigar em nome próprio direito alheio”,  escreveu o juiz Alberto Gibin Villela.

Segundo o magistrado, no processo a empresária declarou que  o jornalista “de forma não fundamentada, acusou a autora de prometer investimentos”  milionários no Palmeiras se os conselheiros aprovassem a extensão do mandato de presidente do clube de dois para três anos, além bem de acusar a autora da prática de crimes ligados ao sistema financeiro”.

Paulino vai recorrer da decisão. “Discordo da decisão judicial e assim que intimado vou recorrer… a madame que quer ser presidente do Palmeiras tem o hábito de intimidar jornalistas através da Justiça… em regra sai derrotada, conforme demonstram os links de ações que te enviei, das quais venci sem me defender… mas, noutras, consegue encontrar juízes que desconhecem o princípio básico da liberdade de imprensa e de expressão, daí se dá bem… esse parece ser o objetivo: mover um monte de processos, precisando ganhar um ou dois, suficientes para intimidar a maioria dos jornalistas… o Blog do Paulinho não se intimida e seguirá trabalhando”, afirmou ele em nota enviada por aplicativo de mensagem. Ele enviou uma série de links com decisões judicias favoráveis a ele.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leila afirmou: “não comento decisão judicial. Mas quero fazer uma observação, as pessoas não podem se utilizar da liberdade de imprensa para atacar a honra dos outros e cometer crimes”.

Ex-diretor acusa Andrés de praticar crimes de injúria e difamação 5 vezes

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Com Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

Em queixa que apresentou à Justiça contra Andrés Sanchez, Felipe Ezabella, ex-diretor de esportes terrestres, afirma que o atual presidente do Corinthians incorreu em crime cinco vezes ao citá-lo em duas entrevistas. Ele pede para que o cartola seja processado pela prática dos delitos de difamação (duas vezes) e de injúria (três vezes). Sanchez não pôde ser ouvido porque não fala com o blog.

A queixa-crime foi apresentada após Andrés dizer em entrevistas que Ezabella, diretor em sua primeira gestão no alvinegro, precisa provar como ganhou R$ 500 mil reais entre Sporting, Corinthians e o ex-volante Elias. O dirigente também chamou o desafeto de covarde e afirmou que ele chamava Mario Gobbi de ladrão e agora apoia o ex-presidente, possível candidato à presidência da agremiação no final do ano.

Ezabella diz na representação que nenhuma das afirmações de Andrés é verdadeira.

Ele declara que chegou a ser contratado pelo volante para atuar como advogado em algumas ações. Mas assegura que “nunca recebeu honorários, comissão de agenciamento ou qualquer
quantia do clube, por conseguinte, não recebeu qualquer valor pela transferência do atleta”.

O ex-diretor e ex-candidato à presidência derrotado na última votação ocupava os cargos de  conselheiro e membro do Cori (Conselho de Orientação) quando Elias foi contratado junto ao time português, em 2014. O estatuto corintiano impede que conselheiros sejam remunerados pela agremiação.

Por meio de seus advogados, Ezabella pede ainda que eventuais penas aplicadas sem acrescidas em um terço pelo fato de as supostas injúrias e difamações terem sido feitas em entrevistas, o que, em tese, facilita a propagação delas.

O crime de difamação prevê de três meses a um ano de prisão e multa. A injúria pode render de um mês a seis meses de detenção.

No documento enviado à Justiça, os advogados do ex-aliado de Andrés afirmam que o presidente alvinegro demonstra “o que parece ser uma espécie mal resolvida de admiração (por Ezabella), o querelado não resiste a, sempre que possível, atacar o
querelante. Agora, porém, o ataque foi criminoso”.

De a ordo com a queixa-crime, Andrés começou a citar o nome do opositor quando não tinha sido Indagado sobre ele. Ezabella listou cinco testemunhas. Gobbi é uma dekas.

‘MP do Flamengo’ recoloca discussão sobre Liga Nacional em pauta

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O deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), autor do projeto de lei que cria o clube-empresa, trabalha para aproveitar a análise da MP 984, que altera a venda de direitos de transmissão de jogos de futebol no Brasil, para tentar alavancar a criação de uma Liga de clubes.

Na última quinta (18), dia da publicação da Medida Provisória, ele conversou com representantes de agremiações sobre incluir a formatação da Liga na pauta. Porém, há entre pelo menos parte dos cartolas rejeição à ideia de discutir o tema no Congresso Nacional, mesmo sendo favoráveis a uma nova associação.

A Medida Provisória, conhecida como “MP do Flamengo”, dá ao mandante o poder de vender os direitos de transmissão referentes à partida. Antes, a comercialização precisava de autorização das duas partes.

Pedro Paulo vê um avanço no modelo definido por Jair Bolsonaro e que depende de aprovação do Congresso, mas entende que ele deve evoluir para uma negociação coletiva dos clubes com as emissoras de TV. É aí que entra a Liga.

“Acho que a gente tinha o pior modelo, com essa história de acordo entre mandante e adversário. Isso prejudicava muito o produto, dificuldades de distribuição, não dava segurança para o investidor. Com a MP a gente passou para um mundo melhor do que o anterior, que é o direito pertencer ao mandante. Só que é um mundo muito arriscado, porque você poder ter grandes ganhadores e grandes perdedores e você pode caminhar para um individualismo que pode, em longo prazo, reduzir a competitividade do Campeonato Brasileiro, que é um dos grandes diferenciais que a gente tem. Acho que o caminho que a gente tem que seguir é que esses direitos, ainda que pertençam ao mandante, sejam negociados coletivamente pelo clubes. Que o produto TV seja negociado por eles. Os clubes decidem como dividir”, disse Pedro Paulo.

O parlamentar explica o espaço que enxerga para a articulação de uma Liga. “Devemos aproveitar a MP e rediscutir os direitos de transmissão, dar um passo além do que foi dado. E pode ser uma oportunidade para provocar essa organização dos clubes em Liga. Acho que a Liga deveria ser uma discussão anterior aos direitos de transmissão, mas como essa MP atropelou, a gente pode fazer a partir dela a discussão, que inclui  os direitos de transmissão a partir dos interesses de uma Liga”, declarou o parlamentar.

Apesar de a criação de uma Liga Nacional ter sido discussão infrutífera durante décadas no país, o parlamentar entende que o debate nāo seria longo a ponto de nāo acompanhar o ritmo da tramitação da MP.

“Não acho uma discussão mais longa. É só você conversar com cada presidente de clube, todos eles querem a Liga. A questão é a CBF. Acho que ela deveria sair na frente e organizar isso, como fazem, por exemplo, os franceses. A Federação Francesa organizou a Liga profissional. E a Liga Profissional é parte da estrutura da Federação Francesa. Ou o modelo brasileiro pode seguir o modelo espanhol. Na minha opinião, em algum momento, isso (o sistema atual de relação entre clubes e CBF) vai se romper. Eu costumo dizer que vai ser no amor ou vai ser na dor. Ou a CBF organiza a Liga dos clubes e participa dela, ou isso vai acontecer como já foi o movimento do Clube dos 13” afirmou Pedro Paulo.

Ele ainda sugere que o Flamengo assuma a liderança da discussão sobre a fundação de uma nova associação de clubes. Isso por conta da vantagem financeira e esportiva que o clube abriu sobre os rivais e pela força demonstrada pelo rubro-negro com a MP. Um dia antes da publicação dela, Rodolfo Landim, presidente flamenguista, se reuniu com Bolsonaro.

O blog tentou falar com Landim por meio da assessoria de imprensa do Flamengo, mas não obteve resposta até a conclusão deste post.

Pelo menos parte dos dirigentes defende que a discussão sobre uma eventual Liga seja feita sem a participação de parlamentares.

“Acho que criação de Liga não é tema de deputado. É tema dos clubes. Não vejo sentido uma lei obrigar união de clubes, seria uma união forçada e não orgânica. Mas sou absolutamente favorável à união dos clubes, mesmo que nem todos estejam presentes no primeiro momento”, declarou Guilherme Bellintani, presidente do Bahia.

Segundo o dirigente baiano , a discussão sobre a formação de uma Liga sempre acontece entre os clubes. Vale lembrar que o modelo já é previsto na legislação brasileira.

Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG defende que e os clubes se reúnam numa entidade só deles e crítica a forma como a MP foi feita.

“Nem dirigente e nem parlamentar havia falado comigo sobre o tema (relativo à MP). Foi um voo solo do Landim. Acho que a forma como foi feita pegou todo mundo de surpresa, e isso incomodou os presidentes. Mas como negócio, parece ser muito bom para os clubes grandes, e péssimo para os pequenos. Como penso no futebol como um todo, e não apenas olhando para o meu próprio umbigo, quero crer que o assunto precisa ser melhor debatido, embora esse parece ser um caminho sem volta, como já acontece em toda a Europa. Contudo, passa a ser muito mais importante agora que os clubes da Série A, a exemplo do que acaba de ocorrer na Série B, se unam através de uma associação, para que tenham muito mais força em negociações de todo tipo em favor dos clubes”,  afirmou o presidente do Galo.

Cartolas e parlamentares entendem que as discussões sobre a MP e a eventual criação da Liga vão esquentar nessa semana.

Medo de ficar longe dos filhos e grana a receber: Jô se defende do Nagoya

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O receio de Jô de ficar longe dos filhos durante a pandemia de Covid-19 e uma disputa financeira que pode chegar a por volta de US$ 2 milhões (R$ 10,69 milhões) estão o no centro da disputa que o Nagoya Grampus iniciou com o atacante na Fifa. Em nota, o clube japonês afirmou neste domingo (21) que a rescisão do contrato do jogador foi por “razões justificáveis” e que levará o caso para a Câmara de Resoluções de Disputas da federação internacional.

Segundo Breno Tannuri, advogado do atacante apresentado como reforço do Corinthians, os japoneses já acionaram a Fifa cobrando uma multa de aproximadamente US$ 2 milhões. Além de se defender, o brasileiro vai cobrar quantia que deveria ter recebido no final de abril como última parcela de seu salário, que era pago em montantes anuais. O compromisso terminaria em dezembro. A quantia original é de aproximadamente US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões). Porém, desse valor será descontado o montante que o atacante receberá até dezembro de 2020 em seu novo acordo com o alvinegro, válido por três anos. Ainda segundo o defensor do atleta, o Corinthians não é parte do processo e não deve ter problemas para registrar o jogador quando a janela para inscrições internacionais for aberta.

De acordo com o advogado, o Nagoya alega que Jô desrespeitou ordem verbal do clube para ficar no Japão durante a pandemia de Covid-19 e que, pelo fato de ele ser reincidente, na versão dos dirigentes, rescindiu o contrato unilateralmente, por justa causa.

Tannuri diz que seu cliente voltou para o Brasil com medo de ter dificuldades para rever os filhos por conta da crise sanitária mundial. “O campeonato estava suspenso, o clube disse que não haveria treinos por pelo menos 15 dias e pediu para todos ficarem no Japão. Jô explicou que ele e sua mulher tinham deixado os (dois) filhos no Brasil. Existia a expectativa de a fronteira ser fechada. Já não tinha voo direto para o Brasil. Eles tiveram medo de ficar muito tempo longe dos filhos e vieram para o Brasil. Compraram uma passagem primeiro para Holanda”, afirmou o advogado.

Segundo ele, no final de abril, o clube enviou uma notificação ao jogador afirmando que Jô deveria estar no Japão. O atleta, então, segundo essa versão, informou ao Nagoya que tinha comprado passagem e que em poucos dias estaria no país asiático. “Ele chegaria numa segunda-feira, no sábado, o clube rescindiu o contrato dele, mesmo sabendo que ele estava preparando a volta”, declarou Tannuri.

Em sua nota, o clube japonês não explicou os motivos da rescisão. De acordo com o advogado do brasileiro, o atleta deveria receber, assim que chegasse ao Japão, a parcela de aproximadamente US$ 1 milhão. Com o contrato desfeito por vontade da agremiação, não houve pagamento.

“Vamos explicar (na ação) que ele voltou ao Brasil por causa dos filhos. Era uma situação difícil, de pandemia, ninguém sabia o que aconteceria. E também vamos mostrar que o clube não teve prejuízo já que não houve jogos nesse período. Vamos entrar com uma ação para cobrar o dinheiro que ele não recebeu, descontando a quantia que ele vai receber (até a data em que valeria o trato com os japoneses) no contrato com o Corinthians”, declarou. O blog apurou que o acordo de Jô previa, no total, o pagamento de aproximadamente US$ 4 milhões (R$ 21,38 milhões), dos quais foram pagos cerca de US$ 3 milhões ( por volta de R$ 16 milhões).

Jô é considerado reincidente pelo Nagoya porque, no final de janeiro, ele foi para o Rio de Janeiro fazer tratamento para se recuperar de uma contusão. “Ele sofreu uma lesão, e o treinador disse que Jô não viajaria com o time para pré-temporada. Jô respondeu que o clube estava levando na viagem o fisioterapeuta que antes era pessoal dele (o atleta levou o profissional para o Japão, e ele acabou integrado ao clube). Jô disse: ‘vocês vão levar o meu fisioterapeuta, e eu vou ficar com o estagiário? Não’. Então, ele foi para o Brasil trabalhar com o melhor. O que ele fez foi o melhor também para o clube. Não houve dano para o Nagoya”, disse o advogado.

No Rio, o atacante ficou sob os cuidados de Márcio Tannure, chefe do departamento médico do Flamengo. No  retorno ao Japão, ele perdeu dois jogos porque, de acordo com seu advogado, não estava totalmente recuperado. A defesa de Jô está sendo elaborada e deve ser apresentada à Fifa em julho.

 

Criticada por falta de debate, ‘MP do Flamengo’ deve sofrer alterações

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Criticada por parte do Congresso Nacional pela falta de debate sobre o tema, a Medida Provisória 984 assinada na última quinta pelo presidente Jair Bolsonaro para dar o poder de os clubes mandantes negociarem os direitos de TV deve ser alvo de alterações, segundo congressistas ouvidos pelo blog.

As mudanças seriam fruto de intensas discussões que os parlamentares mais interessados no assunto pretendem fazer. No entanto, ainda não é possível identificar as modificações mais prováveis na MP, que também trata de outros assuntos. Um deles é o fim do repasse da parte dos jogadores no dinheiro da TV para entidade de classe. O dinheiro passa a ser direcionando diretamente aos atletas participantes dos jogos.

Leia também:

Há deputados federais e senadores que reclamam de o Governo Federal não ter promovido uma discussão sobre o tema antes de tomar a decisão.

O cheiro político no Congresso é de que a medida foi tomada por Bolsonaro para  tentar prejudicar a Globo e tendo o Flamengo como única fonte de inspiração entre os clubes. O presidente rubro-negro, Rodolfo Landim, se encontrou com Bolsonaro na véspera de a MP ser assinada e não entrou em acordo com a Globo em relação aos direitos do Estadual do Rio de Janeiro.

Pelo menos parte dos parlamentares quer aproveitar o período de análise da MP para realizar o debate que acreditam ter faltado e sugerir mudanças.

“Acho que essa MP sofrerá algumas modificações no Congresso. Difícil passar algo no Congresso sem ouvir as partes interessadas. Precisamos ouvir os clubes, as Federações, a própria CBF, afinal são eles que organizam as competições”, afirmou ao blog o senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

“Temos que aproveitar a MP e rediscutir os direitos de transmissão, dar um passo além do que foi dado”, disse o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ).

Autor do projeto que regulamenta o clube empresa e tramita no Senado, ele entende que é um avanço definir o mandante como dono dos direitos. Até então, cada jogo só poderia ser transmitido com a anuência dos dois clubes envolvidos. No entanto, o deputado defende que os direitos de transmissão das competições sejam negociados coletivamente pelos times participantes.

A MP entrou em vigor na última quinta, mas precisa ser aprovada em plenário na Câmara e no Senado, além de poder ser alterada por meio de emendas. Caso seja aprovada com alteração, o presidente tem poder de vetar parcialmente ou integralmente o texto final.