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Ricardo Goulart no Palmeiras

Leia o post original por Mauro Beting

Ricardo Goulart pode ser o 9. Mas Felipão prefere um como Borja. Ou Deyverson. Ou Arthur Cabral.

Ricardo Goulart pode ser o que é Dudu, aberto pela esquerda e cortando pelo meio. Mas não deve ser, desde que Dudu permaneça.

Ricardo Goulart é o meia-atacante atrás do centroavante. O que faz gols como tal. Prepara como tal. Pisa na área como tal.

Chuta muito bem de direita. Não teme e finaliza bem de esquerda. Ótimo cabeceador. Batedor de pênaltis frio. Sabe sair da área e criar espaços além de enfiar e enfileirar lances. Ajuda no combate e nas interceptações.

Só deverá estar treinando em fevereiro. Possível que só jogue em março. Não é barato. Mas vale todo o investimento do clube para quem já está se tratando da operação no joelho desde outubro. Para quem desde 2017 está apalavrado com Mattos. Desde a China é adorado por Felipão.

Megacontratação palmeirense.

É mais feliz quem joga sério

Leia o post original por Mauro Beting

Rubens Minelli chegou de muleta com o neto Brunno ao vestiário do Allianz Parque para a despedida de Zé Roberto. Aos 90 anos, 50 depois de ser campeão pelo Verdão do Robertão-69.

Na preleção, deu a letra ao Palmeiras de todos os tempos que dirigiu ao lado do velho Dudu: muitos que estavam no estádio não os tinham visto em campo pelo clube. E os que tinham sido felizes por tudo que viram esses senhores fazendo, queriam algo mais desses campeões. Ou ao menos a mesma disposição de sempre.

Minelli quis descontrair. E fez isso mesmo, brincalhão que sempre foi. Mas foi além. E aí tocou os que jogaram e pelo menos um título conquistaram pelo Palmeiras: “Todos que vieram aqui querem nos ver como fomos um dia. Vamos tentar ser hoje o que fomos sempre. Sou vencedor. Todos aqui somos. Quero ganhar. Com a bola vamos jogar. Sem, vamos tentar roubá-la. Mas sempre na bola. Com lealdade. Sem pancada”. Ademir da Guia disse que no intervalo trocariam todos os jogadores. Até o treinador. “Tenho que ganhar o primeiro tempo se não perco o emprego”, brincou Minelli. Todos riram. Um dos ídolos comentou com o outro. “Ele quer jogo. Não tem festa e nem brincadeira hoje”. E foi isso que se viu em campo. Rivaldo correndo como se fosse Rivaldo. Edmundo marcando golaço e fazendo o mesmo. Alex, a mesma história. E que história dele e de todos. E de Minelli orientando aos 90 como se fosse há 50 anos.

Não por acaso ganharam tanto. Porque respeitam o futebol. Porque não tem festa. Tem jogo. Porque brincadeira tem hora. Pra ser feliz é preciso jogar sério.

Um treinador com o espírito e a história de Minelli faz a diferença. Como do outro lado, o dos Amigos do Zé, Luxemburgo fez o mesmo com todos. Com Seedorf que ainda jogaria e correria fácil. Quatro vezes campeão da Europa, correu no sol da manhã de verão como se fosse o menino que é. Com a seriedade profissional que faz diferença. Como Túlio Maravilha que no sábado vai jogar A-3 pelo Taboão, aos 49. Porque há anos virou mais atleta. Ainda alegre, mas fazendo sério.

Esse é o jogo.

Santos já esperava por cobranças de Sampaoli e justifica demora no mercado

Leia o post original por Perrone

O discurso na diretoria do Santos é de que as cobranças públicas de Jorge Sampaoli por reforços já eram esperadas. Ao contratar o argentino, a direção conhecia seu perfil exigente e inquieto. Assim, entende que agora não pode reclamar.

Administrar a situação explicando as dificuldades encontradas pelo clube para atender imediatamente aos pedidos feitos pelo treinador é o caminho escolhido pelos santistas. Uma das justificativas é de que até agremiações que estão com boa saúde financeira demoram para conseguir alguns dos reforços almejados. Principal exemplo é o Flamengo, que sofreu para tirar Arrascaeta do Cruzeiro e não foi capaz de fazer o mesmo com Dedé.

Conhecido no clube por ter temperamento difícil como o de Sampaoli, o presidente José Carlos Peres tem conversado com o técnico e explicado a situação. Ele também assegura ao treinador que os reforços chegarão.

O argentino falou a respeito do tema depois do empate em um gol com o Corinthians no último domingo. “Sobre a insatisfação (pela demora nas contratações), quando eu vim, vim para uma equipe com muita história. Temos que estar à altura dessa história, Neymar, Pelé. Expressamos nosso desejo de manter esse alto nível e pedimos ao presidente para que nos ajude nisso. No curto prazo, esperamos que ele possa cumprir esse compromisso, até para que o Santos tenha a chance de competir com outros times já formados. Queremos um time competitivo para fazer jus à história. Tomara que o Santos tenha o que merece em breve”, disse ele em entrevista coletiva.

Internamente, a avaliação santista é de que o treinador não conhece o mercado brasileiro. Suas referências são atletas sul-americanos, especialmente os argentinos e jogadores do continente que atuaram na Europa. Nesse universo, o clube crê que as contratações são mais caras e difíceis. É o caso de Pablo Pérez, volante e capitão do Boca Juniors indicado por Sampaoli.

Há também o entendimento na direção do Santos que outros pedidos foram atendidos com rapidez. Foi assim com a demissão do gerente Sérgio Dimas e a substituição dele por Gabriel Andreata, brasileiro que trabalhou com Sampaoli no peruano Coronel Bolognesi.

Em relação ao trabalho do treinador, o amistoso com o Corinthians deixou boa impressão na cúpula santista. A análise é de que já foi possível identificar o estilo do técnico na equipe e que, com os futuros reforços, a tendência é brigar por títulos na temporada.

Por Cruzeiro, Rodriguinho rejeitou interesse árabe

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Além do Cruzeiro, Rodriguinho foi procurado por outra equipe brasileira e uma do futebol árabe. As duas têm seus nomes mantidos em sigilo pelo estafe do meia, que descartou ambas possibilidades.

Fora da lista de inscritos pelo Pyramids para o campeonato do Egito, o meia passou a analisar as opções que tinha em mãos. Gostou do que ouviu do Cruzeiro e avaliou que o melhor para sua carreira neste momento seria o retorno ao futebol brasileiro. Assim, rejeitou o interesse do futebol árabe. A outra equipe do Brasil também ficou para atrás. Logo o atleta informou ao Pyramids que seu desejo é se transferir para o Cruzeiro.

O estafe do jogador esperava que o acerto entre cruzeirenses e cartolas do Egito acontecessem no último fim de semana. O acordo não ocorreu no prazo esperado, mas o otimismo em relação ao acerto continua. E expectativa é de que nas próximas horas o martelo seja batido.

Troféu Gilmar: Corinthians 1 x 1 Santos

Leia o post original por Mauro Beting

Gilmar dos Santos Neves foi bicampeão mundial pelo Brasil, bicampeão mundial pelo Santos. O melhor goleiro dos dois clubes antes dos anos 80, quando a altura e os treinadores de goleiros mudaram os patamares da posição.

Nome justíssimo para o troféu em disputa em Itaquera, decidido a favor do dono da casa pelo número de cartões. Preferia pênaltis que poderiam consagrar ainda mais outros goleiros históricos como Cássio e Vanderlei, que usou bem os pés reclamados por Sampaoli, e evitou com sensacional defesa outro gol certo corintiano, depois do primeiro de Gustavo, no cruzamento de André Luís que entrou bem pela direita. Ou bem melhor que Sornoza do outro lado que só teve centelhas quando Gustavo Silva criou alguma coisa a partir dos 16 da segunda etapa, quando Carille mudou os 11 do Corinthians.

Timão já mudado de cara. Ou de novo e de velho com o treinador. Sem a bola, que ficou quase 70% com o time de Sampaoli, duas linhas fechadinhas de quatro pouco concederam ao Santos. Exceção ao empate que Pedro Henrique fez contra, no cruzamento de Jean Mota melhor do que a atuação do meia santista – mais uma vez.

Com a bola, faltou mais coordenação e contundência. Algo natural para as duas equipes em 10 dias de trabalho. Ramiro como segundo volante é ótimo como também seria mais à frente. Ainda mais com dificuldade para a bola chegar lá.

Sampaoli terá mais trabalho e menos gente qualificada para realizá-lo. Já fez das dele em pouco tempo: saída lavolpiana com o volante entre os zagueiros para começar o jogo. Linhas de quarto para armar e se defender. Testes e mais testes.

Tudo normal. Tudo sem muitas cobranças para os dois lados. Apenas a torcida para Bruno Henrique recuperar o nível que tem e ficou em 2017, também pelos problemas que teve em 2018.

‘Descobridor’ de Jardine pede paciência da torcida e respaldo da diretoria

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Aos 39 anos, efetivado no cargo de técnico do São Paulo, André Jardine tem nesta temporada sua maior chance de fazer a carreira decolar. Como acontece normalmente com treinadores novatos, ele é rodeado por dúvidas a respeito de seu desempenho. São questões como se ele conquistará a confiança dos atletas, controlará um vestiário que foi turbulento em 2018 e conseguirá impor sua filosofia de jogo.

Para Júnior Chávare, ex-coordenador das categorias de base são-paulinas e responsável pelo desembarque de Jardine no Morumbi, em 2015, essas respostas dependem também da diretoria do clube e até da torcida. “Ele é obcecado por trabalho, por qualidade, está preparado para os desafios. Mas quando um treinador chega no profissional, demanda muita confiança e paciência da torcida e da diretoria”, afirmou o ex-dirigente tricolor.

Atualmente diretor da K2 Soccer, parceira do Tubarão-SC, Chávare já havia levado Jardine para o Grêmio, antes da indicação ao São Paulo.  “Ele estuda muito o que fazer, analisa muito o adversário e tem uma bela gestão de grupo”, afirmou o dirigente sobre as características do comandante são-paulino.

Sobre a capacidade de o treinador arrebatar a confiança de seus comandados e manter o vestiário sob controle, ele acredita num estilo franco a ser adotado pelo técnico. “Jardine tem um estilo de olho no olho, de meritocracia, jogador respeita isso. Se o atleta percebe que alguém está agregando algo pra carreira dele, ele aceita. Não tenho um pingo de dúvida de que (o técnico) vai agregar valores para os jogadores. Ele tem capacidade (para conquistar o vestiário). Mas vai precisar de respaldo da diretoria, em algum momento (em algum caso específico), ela vai precisar se posicionar. Com a diretoria dando suporte, pela gestão de pessoas que ele faz, tem toda a condição”, afirmou.

Sobre o estilo de jogo do São Paulo com seu técnico atual, Chávare aposta numa equipe que valoriza a posse de bola, não dá chutões e consegue se proteger com eficiência dos contra-ataques por fazer rápidas transições da defesa para o ataque.

 

Não para, Zé

Leia o post original por Mauro Beting

Neste domingo, a partir das 9h30, terei a honra tripla na despedida do Zé pelo Palmeiras de todos os tempos x Amigos dele: assistir a ele e a todos em campo. Ser o mestre de cerimônia da despedida. Comentar o jogo pela TNT. O Zé Roberto para amanhã. Mas para gente como ele, o aplauso não para. Um cara que jogou pra gente aos 40 como se nós e ele fôssemos crianças. Um vovô-garoto que nos tratou como netos e não tretou com ninguém.

O Zé pendura amanhã as chuteiras que perdurou sem perder força e luz. Poderia pendurar como dois outros ex-Portuguesa de história no Palmeiras. Há 52 anos, quando deixou a camisa sete perpetuada como melhor ponta do clube, Julinho Botelho deixou o gramado do Palestra descalço. Com a chuteira desamarrada por Djalma Santos nos últimos chutes contra o Náutico. Deu a volta olímpica assim. Uma chuteira jogou pra torcida. A outra está com a querida família Botelho.

Julinho, outro exemplo de saber e suor, graça e raça, humildade e respeito, deixou o futebol para entrar na história descalço.

Torço para que Zé tenha hoje as chuteiras da humildade desamarradas no gramado do Allianz Parque. Para que ele possa pisar pela última vez como atleta. Para que a gente sinta pela última vez quem honrou cada passo e cada palmo do campo do Palmeiras.

O Zé. Um palmeirense depois dos 40 anos. Como se fosse do berço.

Pra sempre, Zé.

Obrigado por tudo.

Quando eu crescer, quero ser um jovem como você.

Futuro de F. Melo tem Fla sumido, contradição com Boca e renovação parada

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Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Flamengo sumiu, o Boca segue no radar, apesar de recente negativa, e o Palmeiras ainda não o procurou para renovar contrato. Assim está a situação de Felipe Melo neste momento.

Depois de contatos com o estafe do volante e da reação negativa do alviverde, os flamenguistas não voltaram a conversar sobre a possibilidade de levá-lo para a Gávea. No entorno do jogador, a possibilidade de o negócio acontecer é dada como praticamente nula.

Já em relação ao Boca, o estafe de Felipe Melo trabalha com a informação de que os argentinos buscam alternativas para conseguir viabilizar uma proposta. Quem convive com o atleta diz que gente ligada ao clube de Buenos Aires tem feito contatos telefônicos mantendo o interesse vivo. No entanto, a informação contradiz à declaração dada pelo presidente do Boca, Daniel Angelici, de que não tem interesse no brasileiro.

No Palmeiras, o relato é de que ninguém procurou a diretoria para tentar levar o volante. Por sua vez, o alviverde ainda não se movimentou para impedir que o ex-jogador da seleção brasileira fique livre no meio do ano para assinar pré-contrato com outra equipe. Seu compromisso atual termina em dezembro de 2019. Até agora, o jogador não foi procurado para discutir a renovação. O discurso da direção palmeirense é de que a conversa será iniciada na hora certa. Mas não há sinal de quando é o momento ideal.

Opinião: Corinthians diz não priorizar novo zagueiro, mas deveria

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O discurso da diretoria do Corinthians depois de interromper as negociações por  Manoel, do Cruzeiro, é de que o clube não tem outro zagueiro na mira. E que trazer alguém para a posição não é prioridade. Só virá um reforço para a defesa ou outro setor do time se aparecer uma oportunidade no mercado.

Pode ser apenas estratégia para tentar manter em sigilo negociações em andamento. Mas, se for verdade, a direção alvinegra deveria repensar sua posição. Trazer um zagueiro deveria estar entre as prioridades do alvinegro na opinião deste blogueiro. Só há mais urgência na lateral esquerda.

Carille não tem hoje à disposição um zagueiro de primeira linha, capaz de ser referência para os demais. Alguém como foi Balbuena num passado recente.

Não significa que as opções atuais sejam todas ruins. Mas falta alguém que passe segurança ao time incontestavelmente, o que não seria o caso de Manoel. Se não der para buscar um beque desse nível, é necessário pelo menos contar com mais um bom reserva.

Dos que fazem parte do elenco atual, Henrique é experiente, tem condições de ser titular, não é inferior em relação a Manoel, mas está longe da eficiência de Balbuena. Léo Santos é uma boa promessa, merece a titularidade, porém evoluiria mais rapidamente com um parceiro de primeira linha. Pedro Henrique é irregular e Marllon ainda não provou poder ser titular. Tal cenário não deveria deixar os dirigentes corintianos se sentirem confortáveis em relação à zaga.

 

Estafe de Ferraz vê ida para SPFC como improvável e se irrita com Peres

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A transferência de Victor Ferraz para o São Paulo passou a ser considerada praticamente inviável pelo estafe do lateral por conta de uma suposta demora do Santos em responder à última oferta feita pelo São Paulo. A interpretação é de que José Carlos Peres não quer a negociação. Mas o presidente santista negou ao blog, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tenha respondido ao clube paulistano. Só não revelou qual foi a resposta e ainda disse que a oferta são-paulina não foi enviada de maneira oficial, e sim por meio de uma carta proposta.

De acordo com um dos envolvidos no negócio, a mais recente tentativa tricolor foi de pagar 1 milhão de euros (cerca de R$ 4,2 milhões) pelos 40% dos direitos do atleta pertencentes ao alvinegro. O Coritiba possui outros 40% e o jogador 20%.

Inicialmente, foi avaliada a troca entre Ferraz e o são-paulino Trellez. Segundo Peres, a sugestão foi do São Paulo, já uma pessoa ligada ao lateral diz que o presidente do Santos teve a ideia e depois recuou.

O desenrolar das tratativas deixou o estafe do atleta irritado com o principal cartola santista. Um dos motivos de  insatisfação está relacionado a declarações dadas por Peres sobre o jogador pensar em “seu “futuro financeiro” ao estudar a transferência. A queixa é de que o dirigente estaria jogando Ferraz contra a torcida. E ainda de que esse cenário desvaloriza o lateral-direito, que terminou o ano como capitão santista.

Apesar do imbróglio em que se transformou a possibilidade de ida do atleta ao Morumbi, quem convive com Ferraz afirma que ele está motivado, principalmente por conta do pedido de Jorge Sampaoli para que ele permaneça na Vila Belmiro. O ex-volante Renato, agora dirigente santista, também tem tido papel fundamental conversando constantemente com o atleta.

O blog não conseguiu ouvir representantes do São Paulo sobre o tema nesta quarta (10) pouco antes da estreia do time na Flórida Cup.