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O filho que se liga com o pai pelo Palmeiras e pela Jovem Pan

Leia o post original por Mauro Beting

Neste 16 de março de 2019 não teve como palmeirense entrar no Pacaembu para ver mais uma grande vitória no Choque-Rei porque sobrevivemos em dias de “torcida única”. Essa intolerável intolerância bastarda dos anos 1990 da praga de porradaria em todas as plagas.

Rodrigo Lombardi foi por aqueles tempos com o pai Gilberto, o tio Luiz e o primo Marcelo ao Pacaembu, em cima da hora, pra ver um clássico com o São Paulo, em 1988. Estava cheio. Não teve ingresso. Mas ele tentou de tudo que é jeito. Não rolou. Rodrigo tinha menos de 10 anos e ficou frustrado por não ver o Palmeiras que ele nem gostava tanto como hoje, aos 39.

Mas ele amava ainda mais por ser o melhor jeito de ficar com o pai separado da mãe Iraci.

“A nossa relação era o Palmeiras. O maior legado que meu pai me deixou foi o nosso time. Ir ao jogo não era só ir ver o nosso Verdão. Pra mim era o melhor jeito de ficar com meu pai”.

José Gilberto Lombardi era de Sorocaba, terra onde o Palestra jogou pela primeira vez, em 1915. De Ibiúna veio moço pra São Paulo. Casou com Iraci que era corintiana, mas tinha que ir ao estádio e ver e ouvir juntos os jogos do Palmeiras. Tiveram Rodrigo. Tiveram o Palmeiras a uni-los.

“Meus pais se separaram cedo. Mas conviveram bastante. Por isso pude ver tantos jogos com ele. Não passavam muitos na TV nos anos 80. Mas tinha o radinho a pilha preto dele ligado na Jovem Pan”.

“É gol, que felicidade! O meu time é a alegria da cidade”. O tema da Pan pros gols liga Rodrigo a Gilberto instantaneamente. Via Palmeiras que tudo ouvia.

“E como era felicidade quando saía gol nosso pelo rádio! Pena que não celebrei títulos nos primeiros anos. Nasci em 1981. Estávamos na Taça de Prata. Não ganhávamos nada!”

Mas ganhavam pai e filho a relação que a separação dos pais impedia.

“Eu sempre queria ir aos jogos desde pequeno. Mas no final dos anos 80 já tinha muita violência nos estádios. Meu pai por isso não usava camisa do Palmeiras e nem me deixava usar. Nem bandeira. Ele tinha medo. E tinha razão. Mas eu queria ir aos estádios. Não pra ver nosso time. Mas pra ficar perto do meu pai. Eu queria estar junto dele mais do que do Palmeiras”.

É isso.

Em 24 de novembro de 1991, Rodrigo tinha 10 anos. Pela primeira vez foi ao Palestra com o pai. Gol de pênalti de Evair no quadrangular semifinal do SP-91. Vitória contra o Botafogo. Mas o empate depois com o São Paulo impediria o título que desde 1976 não ganhávamos. Nem pra final fomos.

Naquela tarde de sol de domingo e de vitória contra o Tricolor de

Ribeirão Preto, Rodrigo ganhou o maior título com o pai Gilberto. “Descemos pela rua Clélia e estava tudo cheio. Entramos pelo gol do placar, hoje o Gol Norte. Meu pai então me botou no cangote. Subiu as arquibancadas assim. Ele de bermuda, sem camisa, boné. Depois foi tomar uma cerveja, eu um lanche e um refrigerante. Ele falava comigo como se fosse adulto, como se fosse com meu tio Miguel”.

Eram dois adultos palmeirenses. Embora não tenha nada mais maravilhosamente infantil do que ser torcedor.

“Meu pai tinha que sentar do mesmo lado do sofá nos jogos. Só queria eu e minha mãe juntos nos jogos. Fazia figos com os dedos da mão e até com os dos pés! Falando alto como italianão. Berrando como palmeirense que ele se tornou quando veio pra São Paulo. Quando se apaixonou pela Academia de Ademir da Guia. Ela que o fez palmeirense mesmo sendo filho de corintiano”.

A primeira vez no Palestra em 1991 seria a última. Em 8 de março de 1992, o Palmeiras goleou o São Paulo no Morumbi por 4 a 0. Festa pelo telefone, já que o pai já não morava mais em casa com o filho. Na quinta se falaram ao telefone antes da derrota pro Guarani, em Campinas. Iriam no sábado ao clube. O pai falou que compraria uma sunga pro Rodrigo na sexta-feira 13, no Shopping Continental, em Osasco.

Quando atravessou a rua foi atropelado. O motorista fugiu. Estava em coma na derrota para o Vasco no Palestra por 2 a 1. Morreu no dia seguinte. Dez dias antes do Palmeiras assinar contrato com a Parmalat.

“Ele tinha só 36 anos… Eu perdi minha ligação com o Palmeiras”.

Mas não o amor. Em 12 de junho de 1993 ganhava o primeiro título. O que nunca pôde celebrar com o pai. Mas o Palmeiras o fazia sentir perto dele.

“Nunca pudemos celebrar juntos. Mas sempre ganhamos tudo na vida só por sermos Palmeiras. Nosso time nos aproximou demais. Até hoje”.

A partir de 2011, Rodrigo passou a se conectar ainda mais com o pai e com a saudade dele ao decidir ir em todos os jogos possíveis.

“Toda vez que eu vejo o Palmeiras eu revejo o meu pai. O time é que me faz lembrá-lo melhor. Minha namorada que hoje vive comigo começou a achar estranho. Eu não ia tanto em jogos como eu vou agora. Aos hotéis do Palmeiras. Concentrações. Para receber o Borja no aeroporto. Hoje a Thais entende melhor”.

Porque Rodrigo se entende melhor como gente com o Palmeiras. E como filho do José Gilberto Lombardi ainda mais nos jogos. Desde 2011 ele segue o nosso Verdão para se encontrar com o pai.

“Minha mãe se emociona com essa minha paixão porque ela também enxerga meu pai nessa história. Mesmo ela sendo corintiana, sabe o que representa o Palmeiras pra nós. E também pra ela. Minha mãe revê o meu pai em mim por causa do nosso time”.

Thaís também e corintiana. Também vai com o Rodrigo aos jogos. Todas as camisas que não usou de menino agora ele usa sempre. Na rua, na casa de amigos. E, no estádio, quando é jogo importante, ele veste a camisa com o nome do pai nas costas. Gilberto que o levou nos ombros em 1991 ao único jogo no Palestra. Gilberto que há exatos e errados 27 anos partiu. No mesmo dia em que o Palmeiras venceu mais uma vez o São Paulo, em 2019, no mesmo Pacaembu onde não puderam entrar em 1988, e onde ninguém pode entrar em 2019. Em 1992, o São Paulo venceu tudo. Da América e no mundo. E até ganhou do Palmeiras, nos deixando mais um ano na fila. Até 1993 virar o jogo e história.

Muita coisa mudou nesses 27 anos. São Paulo não é mais aquele. O Palmeiras é o de sempre. Mas será ainda mais Verdão se souber que tudo pode virar, como o São Paulo vai se revirar um dia.

O que permanece é o que nos faltou na fila e nos dias difíceis como os que vivem os rivais. Amor incondicional pela camisa que Rodrigo não podia usar então. E agora não tira nunca para o cornetar com quem não está mais aqui.

Mas o fez homem. E Palmeiras.

Boi, boi, boi enterrado no Morumbi deixa o São Paulo desse jeito aí

Leia o post original por Mauro Beting

Parece um torcedor segurando o outro pra não xingar o presidente remunerado (profissional é outra coisa), a diretoria, o conselho, a comissão técnica, o ex-treinador derrubado, o ex-treinador afastado, o atual interino, o futuro técnico, o elenco, o time, o futebolixo, o Talleres, as derrotas nos clássicos.

Mas o boi, boi, boi enterrado no Morumbi é ainda pior.

Foi um companheiro de equipe lamentando um chute sofrível de um time que só chegou na segunda etapa em arremessos laterais e na primeira etapa só teve a melhor chance em um lance anulado pela mão na bola. Arremedo de time. De dar medo e raiva.

Trocando os pés pelas mãos. Trocando de comando como quem troca de camisa. E quem tinha que ser trocado não se toca.

Não é pedido de impeachment, até porque já impedido pela incapacidade. Mas é súplica porque não é possível só isso. Ainda mais para um presidente profissional.

#NuncaCritiquei. São Paulo 0 x 1 Palmeiras.

Leia o post original por Mauro Beting

Nunca critiquei. Jamais. Sempre achei que valia o investimento. Que não era caro pagar 6 milhões de dólares…

Mas tem coisas que só o futebol. E que só o São Paulo de hoje e destes anos pra levar o golaço que sofreu de Carlos Eduardo. Bela tabelinha com Dudu que originou o foguete que bateu no travessão no chão e em tudo que é lugar na vitória verde justa pelo segundo tempo em que Felipão fez o time jogar um pouco mais. Ou muito mais do que aquela troca de bola inerme e inerte que irritava quase tanto quanto o São Paulo de Leco. Presidente que teve o nome lembrado quando o caríssimo Everton Felipe foi a campo para tentar algo que o Tricolor só chegou na segunda etapa nos arremessos laterais de Reinaldo e depois Leo.

Mais nada. Na primeira etapa o time de Mancini ainda quis jogo. Anthony atento à direita, Gonzalo contando mais do que carneirinhos à esquerda, e criando o melhor lance da sonífera primeira parte, só parando na defesa espetacular de Weverton. Mas já com o jogo parado pela única boa jogada de Pablo. Uma bola na mão.

Nos pés, ainda que mais perigoso nos longos 45 iniciais, o São Paulo de novo teve pouco de Hernanes. Quase nada de aproximação de Hudson. Pouco de Luan. Não fosse Arboleda marcar e jogar por todos, pouco seria elogiável no primeiro tempo pobre e irritante pela limitação e falta de ousadia e confiança do São Paulo, e pela falta de interesse e intensidade do Palmeiras.

Na segunda etapa, Mancini manteve o 4-1-4-1. Mas pareceu 4-0-0-0. Pouco se fez. Muito se deixou jogar o Palmeiras mais atento. O que não era difícil. Com Borja enfim sacado no intervalo depois de irritar até Felipão pelas paredes descascadas e até por algo que parece descaso quando sai da área, Carlos Eduardo começou de centroavante. A linha Scarpa-Goulart-Dudu se manteve, embora longe do brilho usual. Mayke e Victor Luís foram bem e o Palmeiras enfim foi se acertando, Felipe Melo limpando a área na bola (e com faltas que mereciam o amarelo que não recebeu), e aproveitando certo nervosismo tricolor, e incerta apatia do São Paulo que não vence pelo Paulista um Choque-Rei desde 2009. E gol não faz desde 2012!

Quando Carlos Eduardo foi pra esquerda, Dudu centralizado e Goulart adiantado (mas trocando bastante de posição), o Palmeiras cresceu e chegou ao golaço aos 34. Tão inesperado que o repórter Marco Aurélio Souza flagrou a pilha do banco pro autor da proeza: “você errou o chute, né?”

Pode ser. O que não pode é o São Paulo seguir tão mal e até com risco de não se classificar. O que não pode é apesar da ótima vitória no Pacaembu com torcida única do São Paulo e contra Leco o Palmeiras ainda passar essa impressão de sempre pode jogar mais. E muito mais do que não quis jogo na sofrível primeira etapa.

Agora são 108 vitórias palmeirenses e 108 tricolores. Contando o Choque-Rei desde a fundação do São Paulo em 1930.

Mundial a cada 4 anos? Tem certeza?

Leia o post original por Mauro Beting

Não tem mais como seguir com a fórmula atual do Mundial de Clubes. O campeão da UEFA quase sempre joga o torneio como se fosse jogo beneficente de Amigos do Cristiano Ronaldo x Inimigos da Imprensa e vence fácil o campeão da Libertadores, opa, o campeão african, epa, pode até ser o asiático campeão do país-sede…

Enfim, desde a proeza corintiana em 2012, e antes mesmo dela, não é mais garantia que o campeão da Libertadores ainda jogue a vida contra o campeão europeu que, por vezes, ganha o Mundial e demite o treinador campeão CINCO DEPOIS DIAS, como Rafa Bemítez, na Inter de 2010.

Não é culpa do torneio ou da fórmula em si. É da cada vez mais oceânica distância entre o primeiro e quase único mundo da bola e os fornecedores de pé de obra que não tem como se defender do assédio e nem como atacar os donos da bola e das boladas.

Algo precisava ser feito.

Mas Mundial de Clubes com 24 equipes e cada quatro anos?

Não.

A pergunta já se responde.

O torneio deve ficar muito interessante. Não se duvida. Mas e os outros anos? E os outros campeões? Um clube ganha uma Libertadores em 2022 e só vai ter a chance de conquistar o mundo em 2025?

Não é mesmo o melhor dos mundos.

O que fazer? Modestamente, deste cantinho aqui, e sem resolver “em definitivo”, colocaria mais um europeu e mais um sul-americano na parada. Mais ou menos como o Mundial de 2000. E ainda o campeão mundial do ano anterior, tendo a chance de defender o título (caso ele já esteja como campeão continental, entra o vice; caso ele também já esteja como campeão continental, entra o terceiro colocado, e assim até se chegar a um clube que não tenha vaga adquirida)

Quais seriam os clubes a mais dos continentes mais importantes: além dos campeões da Champions e da Libertadores, os vencedores da Europa League e da Sul-Americana. O campeão mundial do torneio anterior entraria direto nas quartas. Enfrentando o vencedor da Sula OU da Europa League (um clube do mesmo continente; se o detentor do título mundo for de outra confederação sem ser Europa e América do Sul, seria por sorteio a chave).

Como acontece agora, os campeões da Champions e da Libertadores estreiam na semifinal.

Não é o ideal. Mas ainda é melhor do que um só torneio a cada 4 anos.

Areia, lama e grama rala ‘enterram’ fama do gramado da Arena Corinthians

Leia o post original por Perrone

Em pouco menos de cinco anos, o gramado da Arena Corinthians foi de exemplar a motivo de críticas de jogador do próprio clube e de adversários. A decadência do campo, até então, motivo de orgulho dos alvinegros, é pontuada por queixas de grama rala e excesso de terra para cobrir supostas falhas.

No último domingo, o goleiro Cássio e o atacante santista, Rodrygo, reclamaram publicamente da situação da grama, após o clássico entres as esquipes pelo Campeonato Paulista. No entanto, o blog apurou que comentários sobre problemas com o campo também foram feitos internamente por jogadores do São Paulo após a derrota por 2 a 1 para o rival pelo Estadual, no mês passado.

Entre os são-paulinos, ainda conforme apuração do blog, o comentário interno foi de que o gramado estava duro, ralo e que as falhas estavam cobertas com areia e algo similar a um corante verde.

Cássio, por sua vez, “jogou areia” publicamente na fama do gramado alvinegro. “Até nos próprios gols tem muita areia, difícil, tento pegar na bola mas a bola não sai bem”, disse o ídolo corintiano ao explicar uma falha no clássico com o Santos.

Também depois do empate sem gols entre os rivais alvinegros, o santista Rodrygo se queixou. “O gramado está muito diferente do que (aquele em) que jogamos no ano passado, cheio de lama, meio estranho ali no meio”, afirmou o jogador do Santos ao SporTV.

O blog procurou a World Sports, empresa responsável pelo gramado do estádio corintiano, mas foi informado de que, por conta de cláusula contratual, a empresa só poderia se manifestar por intermédio do clube. Já a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que não comentaria o assunto.

No final de janeiro, Andrés Sanchez, presidente alvinegro, declarou que o gramado estava prejudicado por um fungo que o atacou. O discurso interno da diretoria atualmente é de que a situação do campo melhorou e que ele estará bom para os mata-matas do Campeonato Paulista.

Opinião: mudar formato aumenta crise de identidade do Mundial de Clubes

Leia o post original por Perrone

Desde sempre a disputa pelo título de campeão mundial de clubes sofre uma crise de identidade. Os diferentes formatos e nomenclaturas geram desnecessárias polêmicas entre torcedores sobre quem é legítimo detentor do título e desvaloriza o produto.

Tudo que a competição não precisava é de mudança, como a anunciada agora pela Fifa. De cara, a decisão de realizar o torneio a cada quatro anos cria o incômodo de quebrar a tradição de se definir quem é o melhor de cada ano.

Os critérios para a escolha dos participantes, ainda não definidos oficialmente, têm potencial problemático. A Conmebol, por exemplo, pretende enviar como seus representantes os campeões das quatro Libertadores anteriores à edição do Mundial a ser disputada. Como a qualidade dos times no continente sofre brutais mudanças rapidamente, é possível ver equipes absurdamente enfraquecidas entrando em campo.

Os europeus sofrem menos com a irregularidade de seus clubes. Um modelo assim, em tese, reduziria ainda mais as chances de representantes de outros continentes levantarem a taça. A tendência é que os times da Europa dominem as fases mais agudas da competição. Será que faz sentido um torneio assim diante do sucesso que é a Champions?

Com tantas incertezas, a Fifa deveria se preocupar mais em ouvir jogadores e torcedores antes de escolher um caminho. É preciso saber o que mais motiva atletas e fãs para que o Mundial seja, enfim, um sucesso. Também é necessário que o novo formato tenha vida longa. Cada vez que uma fórmula é testada e abandona, menos credibilidade tem a competição. E mais discussões pouco produtivas acontecem.

Gustagol ainda sente dores no joelho ao simular movimentos de jogo

Leia o post original por Perrone

Apesar de já andar sem mancar, o atacante Gustavo ainda sente dores no joelho esquerdo ao simular movimentos de jogo, de acordo com seu estafe. A expectativa no entorno de Gustagol é de que ele só volte a treinar sem limitações na próxima semana. Confirmando-se essa projeção, ele perderá a partida do Corinthians contra o Oeste, neste domingo, pelo Campeonato Paulista. Porém, vale lembrar que a palavra final é dos médicos e da comissão técnica alvinegra.

O centroavante, artilheiro do time na temporada, torceu o joelho na partida contra o São Bento pelo Campeonato Paulista e desde então desfalca a equipe de Fábio Carille.

Quem convive com o jogador relata que ele ficou abalado logo após a contusão, principalmente pelo fato de ela ter acontecido em seu melhor momento no clube paulista, mas que rapidamente o atleta se recuperou emocionalmente.

Desde o início da fase de tratamento, a meta do jogador e da comissão técnica é ter cuidados para não precipitar o retorno do atacante. A última atuação corintiana, com vitória por 3 a 1 sobre o Ceará, pela Copa do Brasil, sem que o time sentisse a ausência de Gustagol, reforçou nas duas partes o sentimento de que a recuperação do atacante deve ser feita sem pressa.

 

Barcelona, Manchester City, Juventus e Liverpool?

Leia o post original por Mauro Beting

LIVERPOOL 65% x 35% PORTO – Sete títulos em campo, os campeões de 2005 e 2004 se enfrentando. Porto luta pelo título nacional como o Liverpool também. Os Reds não o conquistam desde 1990. Possível dizer que até, se pudessem optar, trocariam o hexa continental pelo primeiro na Era Premier League… Porto passou bem pela instável Roma na prorrogação, e fez a melhor campanha na fase de grupos. Merece muito respeito pela história e atenção pela capacidade. Ninguém está de graça em quartas de Liga. Liverpool muito bem superou o Bayern em Munique. Equipe mais sólida que a da temporada vice em 2018, quando fez o que quis contra o Porto nas oitavas. Com mais banco agora. Bem favorito o Liverpool.

AJAX 45% x 55% JUVENTUS – o tri europeu em 1973 do clube holandês foi contra a Juve. O bi italiano foi em 1996 contra o ótimo Ajax. O atual é muito bom, muito jovem, acabou com o Madrid no Bernabéu, e também sonha com o Holandesão com pelo menos dois jovens que serão históricos como De Ligt e De Jong. Tem o dobro de europeus que a Juve. Tadic jogando demais. Time acertado. Mas a Juve foi duas vezes vice europeia desde 2015. Joga de braçada na Itália em busca do octa. Decide em Turim. E decide com CR7.

TOTTENHAM 40% X 60% MANCHESTER CITY – Os Spurs já mereciam quartas de Champions desde a temporada passada. Mantiveram a base e melhoram o elenco. Duas vitórias contra o Dortmund. Futebol vistoso e competitivo. Mas… Enfrentam o City rumo ao bi na EPL. Rumo àquilo desejado, planejado e aguardado quando chegou Guardiola. Time que faz e sofre poucos gols. Pode não ter jogadores tão desequilibrantes. Mas parece pronto para o sonho europeu.

MANCHESTER UNITED 40% x 60% BARCELONA – Tem que respeitar os Red Devils e o que fizeram em Paris sem 9 atletas. Camisa pesada. Ótimos jogadores. Solskjaer iluminado. Pesa. E muito. Mas é o Barcelona confortável na Liga Espanhola, louco pra reconquistar a Europa, defesa mais confiável. E Messi.

Fácil. Flamengo 3 x 1 LDU

Leia o post original por Mauro Beting

100% de aproveitamento em dois jogos, um na proibitiva altitude de Oruro, outro com 62 mil enchendo o Maracanã para ótima vitória contra a frágil LDU. Melhor que o próprio desempenho.

Ainda passa a sensação de que não é a melhor versão possível do Flamengo. Começando pelo princípio. Já na escalação se vaia Arão e Abelão. Pra quê? É torcedor, tem resquícios e rescaldos e recuerdos. Mas é pra tanto?

Diego também. Não é ainda o que pode ser. Não sei se ainda será. Mas é pra tanta corneta?

O Flamengo não precisava falhar tanto atrás. Ainda que dando mais nome e moral a Diego Alves. Essencial contra o San José, bem contra o time que só chegou nos pênaltis.

O Rubro-negro foi enfileirando gols com facilidade. Mas ainda deve aquele jogo ou uma sequência de atuações que sustentem o otimismo natural e o investimento sobrenatural.

O ótimo é que está 100%. O melhor é quem tem como e com quem evoluir.