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Corinthians deseja emplacar Coelho como técnico. Conheça os motivos

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De acordo com dois dirigentes do Corinthians ouvidos pelo blog, logo após a demissão de Tiago Nunes ficou acertado entre os cartolas que nenhuma negociação seria tocada com outro treinador antes da partida deste domingo (13) contra o Fluminense, no Maracanã.

A expectativa da direção é de que o interino Dyego Coelho faça o time começar a evoluir. Isso reforçaria o desejo de dar tempo para ele tentar se firmar no cargo.

Um dos motivos para essa aposta no ex-lateral é a eleição no clube, marcada para novembro. Se Coelho segurar a onda, a atual diretoria se livra da dificuldade de contratar um treinador em período eleitoral.

Encontrar alguém que tope um acordo só até a votação é considerada uma missão praticamente impossível. E fazer um contrato longo sem saber quem será o próximo presidente geraria protestos no clube, além do risco de o sucessor de Andrés Sanchez não aceitar a escolha.

Coelho é bem visto também porque seu trabalho como interino no ano passado agradou aos dirigentes. Porém, Nunes estava contratado, o que não lhe deu chance de efetivação. Hoje não existe esse obstáculo.

Os cartolas enxergam uma série de qualidades no interino. Entre elas estão conhecimento tático, afinidade com o clube no qual foi revelado como jogador e domínio da “linguagem boleira”. O discurso é de que o comandante do time sub-20 alvinegro tem potencial para brilhar na carreira.

Mas, toda essa boa vontade com Coelho vai depender de uma rápida evolução da equipe. A pressão de conselheiros e da torcida, principalmente das organizadas, pela volta dos bons resultados é enorme. Além disso, há o receio da direção de o time demorar para se afastar das últimas posições do Brasileirão.

T. Nunes demitido e Duílio candidato à presidência é injusto e incoerente

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A demissão de Tiago Nunes no Corinthians repete uma injusta e incoerente situação vista com frequência no futebol brasileiro. O treinador fica praticamente com toda a culpa pelo fracasso. E o dirigente sai ileso.

No caso do ex-técnico corintiano, injustiça e incoerência estão ainda mais escancaradas.

Enquanto Tiago está desempregado, o ex-diretor de futebol, Duílio Monteiro Alves, é lançado candidato da situação à presidência do clube na eleição marcada para novembro.

É como se dois dos envolvidos diretamente no naufrágio de um navio fossem julgados e tivessem resultados bem diferentes. Um levou a pena máxima, no caso, a demissão. Já o outro foi premiado, ganhou a oportunidade de disputar a cadeira mais cobiçada de um dos maiores clubes do país.

É como se Duílio não tivesse participado da contratação de Tiago, que foi muito mal no cargo, e de uma série de jogadores criticados por torcida e imprensa.

Parece até que o técnico apareceu do nada no clube e saiu contratando sem ter que dar satisfação a ninguém.

Difícil entender como o trabalho de Tiago pode ser reprovado e o de seu chefe aprovado. Ou ser escolhido pelo presidente do clube, Andrés Sanchez, para tentar ser seu sucessor não significa aprovação?

Duílio foi um dos responsáveis por toda a estrutura que afundou com o técnico. “Ah, mas o trabalho dele não pode ser avaliado só pelo desempenho do time nesta temporada”, podem dizer alguns. Mas foi dado ao treinador o mesmo tempo de trabalho? Não.

É preciso ainda lembrar que o Corinthians atrasou quatro meses de salários de jogadores e comissão técnica. E Duílio fazia parte da diretoria responsável por isso. É complicado trabalhar bem sem receber.

O ex-diretor de futebol, que deixou o posto para cuidar da campanha, não deveria sair ileso do diagnóstico de que o treinador perdeu o apoio dos jogadores. Uma de suas tarefas era evitar que a situação chegasse a tal ponto.

O trabalho de Tiago Nunes foi péssimo. Seria difícil mantê-lo no cargo. Não defendia essa permanência. O que não dá para engolir é que alguém que também errou feio seja escolhido para tentar alcançar em poucos meses a presidência. Esse tipo de imunidade para cartolas não deveria existir. Todos precisam arcar com seus erros. Demitir um e promover outro não faz sentido.

Corinthians espera verba da venda de Pedrinho até para demitir funcionários

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Nesta semana o Corinthians pagou três de quatro meses de salários a transados a jogadores e membros da comissão técnica. O plano agora é quitar o restante entre terça e quarta da semana que vem com a antecipação do dinheiro da venda de Pedrinho para o Benfica.  Porém, a receita servirá também para o clube pagar custos de demissões de funcionários que ainda não foram feitas por falta de dinheiro.

A expectativa é de que a receita a ser antecipada junto a um banco estrangeiro chegue na terça-feira. Se isso acontecer, o clube coloca em prática o pacote de demissões com o objetivo de reduzir custos, conforme apurou o blog.

Por mais de uma vez, o Corinthians se viu perto de concretizar a antecipação, mas acabou tendo que adiar seus planos

O desligamento de empregados faz parte de uma estratégia elaborada em maio para enfrentar as dificuldades financeiras do alvinegro agravadas pelos efeitos da pandemia de covid-19. O corte de pessoal não deve atingir o futebol profissional.

Na ocasião, a diretoria pediu que todos os departamentos fizessem reduções de gastos em até 50%. O número variava de acordo com a área. Muitas das demissões, no entanto, ainda não puderam ser feitas porque o clube não tem como pagar custos como os referentes a verbas rescisórias.

Com as demissões somadas a outras reduções de gastos, que incluem trocas de fornecedores, por exemplo, a direção espera alcançar uma economia de R$ 2,5 milhões mensais. A quantidade de funcionários a serem demitidos é mantida em sigilo pelo clube. A diretoria não fala oficialmente sobre futuras demissões.

O Corinthians receberá na operação de antecipação menos do que os 18 milhões de euros que seriam  pagos pelo Benfica a partir de agosto de 2021. Isso porque a instituição financeira cobra taxas para antecipar a receita.

Inicialmente Pedrinho tinha sido vendido por 20 milhões de euros. No entanto, o alvinegro aceitou reduzir a quantia em 2 milhões de euros depois de os portugueses reclamarem da decisão corintiana de não exercer o direito de compra dos direitos referentes a Yony González.  O Benfica também conseguiu adiar em um ano o pagamento de primeira parcela.

Por sua vez, Will Dantas, agente de Pedrinho, já tinha aceitado receber os 30% a que tem direito só no ano que vem.

Expulsões de Fagner e Avelar mostram que problema corintiano é mais grave

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 As expulsões de Fagner e Danilo Avelar na derrota por 2 a 0 para o Palmeiras nesta quinta (10) mostram que o problema do Corinthians é mais grave do que se pensava. Vai além de falta de qualidade técnica e de força tática.

Quando dois atletas experientes são expulsos de maneira infantil deixando o time em situação dramática contra seu maior rival é porque o nível de concentração e de controle emocional está perto de zero.

E o que está provocando isso?  É trabalho da comissão técnica e da diretoria descobrir. Os dois lances que geraram cartões vermelhos indicam que algo pode estar perturbando o emocional de alguns jogadores.

Não é demais lembrar que eles chegaram a ficar quatro meses sem receber salários. Nesta semana foram acertadas três dessas remunerações. Os atrasos podem ter gerado a desconcentração de alguns? Pode, mas não é uma certeza.

Certo é que Fagner, jogador de Copa do Mundo, foi infantil. Não se trata de analisar se a bola entraria no gol. A questão é que era muito cedo para tentar evitar um gol em troca de um pênalti e uma expulsão. Qualquer jogador com a cabeça no lugar sabe que esse tipo de escolha não é vantajosa no primeiro tempo. Ainda mais num clássico.

Já no final do jogo foi a vez de Avelar perder a cabeça e fazer uma falta digna de cartão vermelho.  Fazer isso sabendo que sua equipe está levando de 2 a 0 do maior rival e que já tem um a menos é perder a cabeça 

Sorte do Corinthians que o Palmeiras não teve apetite para golear. Se forçasse um pouco mais desde o início do segundo tempo, o  alviverde teria saído de Itaquera com um resultado histórico.

Luxemburgo precisa fazer seu time ter mais vontade nesses momentos. Trabalho bem mais complexo terão diretoria e comissão técnica do Corinthians para descobrir o que faz seus jogadores chegarem a esse nível de vacilo.

 

Corinthians obtém vitória na Justiça contra ex-parceira

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A 14ª Vara Cível de São Paulo negou pedido da Vitalcred para que o Corinthians fosse obrigado a pagar multa por supostamente infringir contrato de patrocínio entre as partes. A empresa ainda foi condenada a se responsabilizar pelos honorários dos advogados do clube, além de arcar com custas e despesas do processo. Cabe recurso.

A ex-parceira corintiana pediu para que o clube fosse condenado a pagar multa equivalente ao valor integral do contrato: R$ 480 mil.

A Vitalcred alega que o Corinthians infringiu “o dever de exclusividade” ao assinar acordo com o BMG em janeiro do ano passado. A empresa tinha adquirido o direto de produzir máquinas de pagamento por cartões de crédito e débito com o escudo do Corinthians e chamadas de Pop Timão.

Porém, a juíza Marcia Tessitore citou cláusulas contratuais que deixavam claro não existir exclusividade. Ela também entendeu que o Corinthians não descumpriu cláusulas que permitiriam a aplicação de multa.

O acordo, assinado em dezembro de 2018, previa o pagamento de 12 parcelas A primeira foi paga e devolvida no início de 2019.

Os advogados alvinegros sustentam que o clube exerceu seu direito de rescindir o contrato mediante notificação. Afirmam também que o Corinthians estava disposto a ressarcir a empresa por eventuais investimentos, mas que a Vitalcred preferiu recorrer à Justiça. Nenhuma indenização, além da multa, foi pedida na ação.
Abaixo, leia trecho da decisão.

“Julgo parcialmente procedente a ação para declarar rescindindo o contrato firmado entre as partes, julgando extinta a demanda, nos termos do art. 487, I do Código de Processo Civil. Diante da sucumbência mínima do réu, condeno a parte autora ao pagamento dos honorários advocatícios aos patronos do réu, que fixo por equidade em R$ 5.000,00”.

Por que o Corinthians agora vai receber shows na Neo Química Arena?

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Por que o Corinthians abandonou sua antiga filosofia e agora vai  receber shows em seu estádio? De acordo com o departamento de marketing alvinegro, a medida é fruto das negociações que resultaram na venda dos naming rights do local para a Hypera Pharma.

“Foi uma decisão em conjunto (entre empresa e clube) para dar mais viabilidade econômica à arena e exposição à marca (Neo Química)” disse ao blog Caio Campos, superintende de marketing corintiano.

Em outras palavras, o entendimento é de que esses eventos representarão um aumento nas receitas a serem usadas no pagamento das dívidas geradas pela contrução do estádio, além de abrirem um novo espaço para a marca patrocinadora aparecer.

Porém, segundo disse Andrés Sanchez em entrevista coletiva sobre a venda dos naming rights, no contrato há uma cláusula que impede que o Corinthians seja obrigado a jogar longe de sua casa por conta de eventuais shows programados para acontecerem nela.

O clube entende que os jogos na Arena Neo Química vão gerar mais exposição para o patrocinador do que outros eventos. O raciocínio é de que a cobertura feita pela mídia  e o engajamento do público nas redes sociais é maior nas partidas do time do que seria na maioria dos shows.

O presidente corintiano se posicionava contra os shows desde antes de a arena ser inaugurada. O fato de apresentações de artistas não desalojarem a equipe, diferentemente do que acontece com o rival Palmeiras, foi crucial para convencer o cartola a aceitar a novidade.

Essa não é a única mudança no plano de negócios da arena. Curiosamente, muitas das alterações aconteceram com a volta de Sanchez à presidência

A nova postura abre as portas do estádio para diversos tipos de negócios. Salão de beleza, academia e faculdade entraram no mapa da arena, além das apresentações musicais.

Antes, esse universo era menor.  Convenções feitas em áreas projetadas para essa finalidade, estavam entre as poucas atividades não ligadas às partidas da equipe previstas.

“Começou conosco mesmo (a mudança de filosofia). Quando chegamos, no meio de 2018, só havia a academia. A forma com que a arena era gerida no passado só se pensava em jogo. Era preciso gerar outras receitas”, afirmou Caio Campos sobre a nova filosofia. Ele havia participado também dos projetos iniciais da arena como gerente de marketing do clube

“E a Neo Química Arena é privilegiada, isso é inegável. Temos um equipamento moderno, bem localizado e com grande potencial de instalações de serviços, que geram receitas novas fora os jogos. Nosso foco então foi o de fazer ativações, investir em hospitalidade e criar diversos serviços fora do dia de jogo, de cabeleireiro a faculdade, além do tour da arena. Temos confiança de que isso irá gerar um acréscimo de receita muito significativo no médio prazo”, afirmou o superintendente de marketing da arena corintiana.

 

Palmeiras cita Neo Química Arena em seu site ao noticiar derby

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Reprodução de página do site do Palmeiras

O derby desta quinta (10) será o primeiro a ser disputado entre Corinthians e Palmeiras no estádio corintiano desde que ele passou a se chamar Neo Química Arena. O nome comercial da casa do rival está sendo respeitado pelo alviverde.

No material de divulgação da partida, em seu site, o Palmeiras informa que o clássico será na Neo Química Arena, evitando uma citação genérica, como estádio do Corinthians.

Na prática, há uma retribuição. Quando noticiou que os dos times fariam a segunda partida decisiva do último Campeonato Paulista, o site corintiano indicou que o palco seria o Allianz Parque, também respeitando o contrato comercial feito pelo rival.

Segundo o departamento de comunicação do Palmeiras, a mudança na forma de se referir ao estádio corintiano foi automática por conta da troca oficial do nome da arena alvinegra.

O entendimento no alviverde é de que as arenas devem ser chamadas por seus nomes oficiais, inclusive, obviamente, o Allianz Parque.

Conforme apurou o blog, o Palmeiras avalia que, se quer que sua casa seja chamada de Allianz Parque, deve dar o exemplo respeitando os nomes comerciais dos demais estádios.

No último sábado, o nome patrocinado da casa alvinegra foi pronunciado durante a transmissão do jogo entre Corinthians e Botafogo pelo Premiere, canal do grupo Globo.  A atitude marcou uma mudança de postura da rede de televisão. Até então, seus canais não pronunciavam nomes de patrocinadores de arenas.

Opinião: seu time no Brasileirão em uma palavra

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Definindo, até aqui, os times do Brasileirão em uma palavra:

Internacional – Forte.

São Paulo – Inconstante.

Atlético-MG – Ofensivo.

Vasco – Surpreendente.

Flamengo – Metamorfose.

Palmeiras – Base.

Santos – Veloz.

Fluminense – Discreto.

Sport – Incógnita.

Ceará – Organizado.

Corinthians – Bagunçado.

Bahia – Frustrante.

Fortaleza – Arrumado.

Grêmio – Decepcionante.

Botafogo – Previsível.

Atlhetico – Irreconhecível.

Coritiba – Desanimador.

Atlético-GO – Limitado.

Red Bull Bragantino – Abaixo.

Goiás – Infectado.

Opinião: greve de jogadores do Corinthians seria legítima

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Na semana passada, antes do jogo com o Goiás, os jogadores do Corinthians se reuniram para gravar um vídeo no qual Cássio desmente que o elenco estivesse planejando um greve por conta dos salários atrasados. A gravação, na opinião deste blogueiro, revela uma realidade distorcida. Nela, quem deveria cobrar explicação aparece para se explicar.

Não seria absurdo se os jogadores resolvessem cruzar as pernas. Não é crime exigir receber pagamentos atrasados. Já são três meses de atrasos.

No vídeo, não há ninguém da diretoria para tomar a palavra e explicar a situação. A direção tinha a obrigação de agradecer publicamente os atletas pela compreensão.

Na semana retrasada, a diretoria esperava pagar dois meses de salários atrasados. Depois, a projeção mudou para a semana passada. A previsão agora é de que o acerto aconteça na próxima terça, às vésperas do jogo com o Palmeiras, marcado para quinta.

Outro pagamento de salários atrasados foi feito também antes do duelo com o alviverde ainda pela primeira fase do Paulista. A coincidência é chata. Fica parecendo que é bom pagar antes do derby para o time correr mais.

É compreensível que o clube tenha dificuldades financeiras por conta da paralisação do futebol brasileiro em virtude da pandemia de covid-19. Se bem que a situação nas finanças corintianas já era crítica antes disso.

O que é difícil de compreender é como os cartolas ainda não têm dinheiro na mão para acertar com os atletas após venderem Pedrinho e Carlos Augusto.

A negociação com o Benfica por Pedrinho se revelou desastrosa. O clube brasileiro concordou em adiar o pagamento da primeira parcela, que seria feito no mês passado, para agosto de 2021. Enquanto os jogadores esperam, a diretoria busca antecipar o pagamento integral junto a uma instituição financeira estrangeira. Além disso, o alvinegro topou reduzir o valor da venda de 20 milhões de euros para 18 milhões de euros por não comprar Yony González.

Enquanto os salários atrasados não são pagos, vemos os jogadores corintianos abandonados.

A torcida desce a lenha na qualidade do elenco, com razão. Tiago Nunes não usa sua voz publicamente para lembrar que os caras, assim como ele, não recebem em dia. A cumplicidade entre comissão técnica e atletas faz parte da construção de um time vencedor. É obrigação do treinador proteger seus comandados.

E a diretoria age como se fosse um probleminha. Não é. Atrasos desse tamanho não fazem parte da história corintiana.

O presidente Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol e pré-candidato da situação à presidência do clube deveriam gravar um vídeo se justificando no lugar dos jogadores.

A comemoração pela venda dos naming rights da arena não tira deles a responsabilidade de acabar com o indecente atraso salarial e de se desculpar publicamente com o elenco, o que seria uma forma de proteger os atletas.

Sem respaldo de ninguém, o elenco corintiano merece elogios. Apesar do fraco desempenho, tem sido heroico por entrar em campo, correr e tentar vencer, mesmo sem receber em dia.

Tire suas dúvidas sobre a venda dos naming rights da arena do Corinthians

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Abaixo, tire suas dúvidas sobre a venda dos naming rights da arena do Corinthians para a Hypera Pharma por R$ 300 milhões por 20 anos.

1 – Com a venda dos naming rights, a renda dos jogos em casa volta a ser exclusivamente do Corinthians? O clube pode usar o dinheiro como quiser? Pode investir em contratações, por exemplo?

Não. Isso só vai acontecer quando toda a dívida com a Caixa Econômica Federal relativa ao estádio for paga.

2 – A Hypera Pharma vai antecipar o pagamento das parcelas referentes aos naming rights para ajudar o Corinthians a quitar a dívida com a Caixa mais rapidamente, liberando o dinheiro gerado pela bilheteria pelo clube?

A diretoria não tem a expectativa de que isso ocorra. Dirigente ouvido pelo blog disse não haver essa necessidade porque os juros a serem pagos para Caixa não são altos, segundo o cartola. Ele não revelou a taxa.

Porém, uma das ideias do clube enquanto tentava negociar o nome da arena com outras empresas era receber o dinheiro em dez anos, justamente para acelerar a quitação da dívida.

4 – Como a Hypera Pharma vai pagar os R$ 300 milhões para colocar o nome Neo Química Arena na casa corintiana?

O pagamento será feito em 20  parcelas anuais.

5 – A venda dos naming rights resolve o pagamento da dívida pela construção da arena?

Ajuda bastante, mas não garante a quitação total do débito. Na Justiça, a Caixa alega que o fundo criado para viabilizar a construção do estádio, controlado por Odebrecht e Corinthians, deve R$ 536 milhões.

O clube contesta esse valor, principalmente por causa de multas cobradas por inadimplência. A direção alvinegra calcula o débito em cerca de R$ 490 milhões. Ou seja, em nenhum dos dois casos a receita gerada pelos naming rights é suficiente para pagar a conta.

No cálculo entram ainda juros da dívida e dos pagamentos parcelados.

Esse débito se refere ao financiamento de R$ 400 milhões feito jundo ao BNDES por intermédio da Caixa para ajudar na construção da arena .

Há ainda uma dívida a ser resolvida com a Odebrecht Participações e Investimentos (OPI) avaliada em certa de R$ 160 milhões. Andrés Sánchez espera anunciar em breve a quitação desse débito por muito menos através de um acordo.

A solução depende de aprovação dos credores da empresa, que está em recuperação judicial. Esses valores se referem a juros de operações financeiras feitas pela OPI para tocar a obra

Em relação à outra dívida, com a Odebrecht Engenharia e Construção, as partes assinaram um acordo de quitação que envolveu o repasse de CIDs (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento) para a empresa, além do abatimento de valores correspondentes a trabalhos que o clube considera não terem sido feitos.

6 – A venda dos naming rights influencia  no acordo que o Corinthians costura com a Caixa para encerrar cobrança na Justiça?

A diretoria do clube acredita que sim. Isso porque, agora, o fundo tem uma receita fixa, independentemente da venda de ingressos para garantir ao menos parte dos pagamentos.

7 – A receita gerada pelo negociação dos naming rights passa a ser a maior fonte de renda para o pagamento da dívida relativa ao estádio?

Não. A Hypera Pharma vai desembolsar R$ 15 milhões anuais  por 20 anos. De acordo com o balanço do clube, em 2019 foram repassados para o fundo R$ 39.211.000 gerados pela venda de ingressos. Em 2018, o montante enviado ao fundo por conta da bilheteria em jogos foi de R$ 41.086.000. Ou seja, nos dois casos a verba obtida com a comercialização de ingressos supera o valor anual a ser arrecadado com os namings rights.

8 – O contrato precisava ter passado antes pelo Conselho Deliberativo?

Não há um artigo do estatuto alvinegro que fale isso claramente. Os conselheiros divergem sobre o tema.

A ata de uma reunião do órgão feita em janeiro de 2017, na qual foi acordado que contratos referentes ao patrimônio do clube, incluindo os relativos à arena, passariam pelo conselho, é usada pelos que defendem a obrigatoriedade. Porém, não se fala em tentar anular a operação. Andrés agora é cobrado para exibir o contrato assinado ao conselho.

Membro da diretoria afirmou ao blog que o presidente entende não ser necessário apresentar o documento ao órgão porque ele foi assinado pelo fundo, não pelo Corinthians.

O presidente do conselho, Antonio Goulart dos Reis, diz acreditar que Sanchez enviará detalhes do acordo. Se isso acontecer, ele promete encaminhar as informações às comissões que cuidam do estádio e de assuntos jurídicos no órgão.

9 – Será paga comissão para alguma empresa pela intermediação da venda do nome da arena?

Essa é uma das principais dúvidas no clube hoje. Diretor próximo a Andrés disse que ele não informou se pagará ou não comissão. Andrés não fala com o blog, pois isso não foi possível indagá-lo sobre o tema.

Conforme apurou o blog, em tentativas anteriores, o fundo autorizou pagamento de comissão por intermediação de até 5 % em relação ao valor total do contrato.