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Felipe Melo não perde a cabeça, mas perde de cabeça em vitória do Boca

Leia o post original por Perrone

Irritar Felipe Melo e cavar a expulsão do volante. Ficou claro que essa era uma das estratégias para do Boca Juniors para vencer o Palmeiras no primeiro duelo entre as duas equipes pelas semifinais da Libertadores, na Argentina.

Essa tática não funcionou. O explosivo brasileiro foi provocado, apanhou, também bateu, mas não se descontrolou. Foi eficiente na marcação e incansável, correndo por todas as partes.

Até que aos 35 minutos do segundo tempo cometeu falta que resultou em escanteio para o adversário. Na cobrança, Felipe, que não perdera a cabeça, perdeu de cabeça para Benedetto e viu o adversário abrir o placar.

Aos 38, o volante até tentou se aproximar de Benedetto para evitar o segundo gol dele na partida, mas não deu tempo. Felipe não teve culpa no lance. Também seria injusto culpá-lo pela derrota por 2 a 0.

Porém, o volante se transformou num dos principais personagens da derrota alviverde. Justo ele, que controlou tanto os nervos para não ser o ponto fraco do time, participou diretamente do gol que abriu o caminho para a vitória argentina.

Como semifinais da Libertadores interferem na política do futebol nacional

Leia o post original por Perrone

As semifinais da Libertadores ganharam profunda importância política para a CBF. Arbitragens sem erros graves contra Grêmio e Palmeiras, além de vitórias dos brasileiros em eventuais disputas fora de campo serviriam para a confederação afastar a imagem de que o Brasil está sem força na Conmebol.

No primeiro teste, no triunfo gremista por 1 a 0 sobre o River, na última terça (23), na Argentina, a CBF saiu intacta. Nesta quarta, é a vez de Bocar Juniors e Palmeiras, também em solo argentino.

Desde os primeiros jogos da competição, há o entendimento de pelo menos parte dos dirigentes dos times brasileiros no torneio de que eles têm sido prejudicados pela Confederação Sul-Americana dentro e fora de campo.

O motivo seria uma retaliação da entidade pelo voto do presidente da CBF, Coronel Nunes, na candidatura do Marrocos para a Copa do Mundo de 2026. Os países sul-americanos haviam combinado votar na candidatura tripla de Estados Unidos, México e Canadá, que foi a vencedora. A surpresa preparada pelo cartola foi interpretada pela Confederação Sul-Americana como uma traição.

Rogério Caboclo, eleito para presidir a CBF a partir de abril do próximo ano, sempre discordou da tese da retaliação.

No último dia 16, ele escoltou os presidentes de Palmeiras (Maurício Galiotte) e Grêmio (Romildo Bolzan) na reunião entre os semifinalistas na sede da Conmebol, no Paraguai.

Sua presença tem o valor simbólico de mostrar que o futuro presidente da Confederação Brasileira tem trânsito na entidade.

Entre os dirigentes que se queixam nos bastidores de perda de força na América do Sul há o argumento de que o afastamento de Reinaldo Carneiro Bastos do cargo que ocupava no conselho da Conmebol enfraqueceu o país. A vaga ficou com Coronel Nunes.

Presidente da Federação Paulista, Bastos virou desafeto da antiga, da atual e da futura administração da CBF. Isso porque tentou, sem sucesso concorrer à presidência contra Caboclo, apadrinhado por Marco Polo Del Nero, presidente afastado da confederação.

Desde que Del Nero, atualmente banido pela Fifa, deixou de viajar para fora do país em meio a investigações de autoridades americanas, Bastos se tornou o principal porta voz dos clubes brasileiros na Confederação Sul-Americana.

É nesse ponto que aumenta a importância política do duelo entre Palmeiras e Boca. Galiotte está rompido com a Federação Paulista, presidida por Bastos. Em tese, o fato de o alviverde se sentir apoiado na Sul-Americana por Caboclo ajuda o futuro presidente da Confederação Brasileira a se afastar da sombra do adversário político.

Galiotte chegou a pedir a união dos clubes brasileiros após a polêmica expulsão do cruzeirense Dedé em jogo com o Cruzeiro contra o Boca pelas quartas de final. O cartão acabou sendo anulado pela entidade.

“A gente não pode ficar apenas reclamando de A,B ou C. Como clubes temos que nos unir. O problema não é o VAR. O problema é que temos que ter representatividade na Conmebol”, disse o dirigente na ocasião.

Semifinais e eventuais finais sem percalços em relação à arbitragem e nos bastidores ajudariam a CBF a argumentar que essa representatividade existe. Sem Bastos e apesar do Coronel Nunes.

 

Me ajuda a te ajudar, CBF!

Leia o post original por Rica Perrone

Eu não carrego comigo nenhuma “raiva” da CBF como a maioria foi induzida pela mídia a ter. Entendo que ela é uma organização política e portanto qualquer exigência sobre sua motivação pró espetáculo é uma ilusão de quem não conhece o sistema e quer muda-lo pelo twitter. Mas entendo que ela tem defeitos graves. Especialmente…

Das coisas que o dinheiro não comprou

Leia o post original por Rica Perrone

O Palmeiras tem um investidor porque dá retorno. É simples, incontestável, de clara inveja alheia a quem contesta. Talvez alguém tenha feito um estádio pra ele com recursos privados e comprado um timaço pela logica simples dele ser um bom negócio. Talvez seu clubismo não veja assim.

De tudo que o Palmeiras pode comprar, algumas coisas não estão a venda. E veja você, é quase sempre o que o torcedor mais gosta.

Ele gosta de criar em casa. Ou de achar dentro dela alguém de quem pouco se esperava. Ela gosta de Jesus, de Jailson, de esperar mais pelo investimento e menos pelo mesmo motivo.

Quem colocou o Palmeiras na final antes do jogo foram jornalistas irresponsáveis. Não o clube. Ele não foi arrogante, o tom veio de fora. Em campo,  jogou menos do que pode, mas ignorar o fator do clássico para cobrar desempenho por mero investimento é chamar Palmeiras de Chelsea.  Não, não é o caso.

Falamos aqui de um time com investimento e camisa. Camisa que ajuda cá e lá. Por isso o Santos venceu o jogo hoje. Porque não se joga só com a grana. Há mais do que isso por trás de um clássico.

Mas nem mesmo se pudesse o investidor poderia comprar a noite de hoje. Pelo que investiu esperava vencer por 3×0 com gols dos seus reforços caríssimos. O futebol é mágico, e o nosso não está a venda numa prateleira.

Prova disso é que a noite de hoje será eternizada na memória de cada palmeirense pelo não retorno do investimento em campo. Ou seja, pelo fato de não haver garantias. Dos badalados, outra vez salvou um não comprado. E do esperado passeio veio mais um drama nos pênaltis e história pra contar.

Pudesse comprar com esse roteiro, o Palmeiras compraria. Mas não se vende história, se faz. E mais uma vez o Verdão dramatizou um roteiro de final até previsível, mas nunca garantido de véspera.

Salve Jailson, o velho Pacaembu, os penaltis sem favorito e o peso da camisa. As vezes a vaga vem sem nenhum centavo pra explicar.

abs,
RicaPerrone

Opinião: São Paulo perde chance de definir semifinal no Morumbi

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Sabe aquele time que está com um jogador a menos, fica encolhido atrás e praticamente não chega perto da área adversária com a bola dominada? Foi assim que o Corinthians jogou no primeiro tempo do clássico deste domingo contra o São Paulo no Morumbi.

Ter atuado tão mal na etapa inicial foi o principal motivo para a derrota alvinegra por 1 a 0 na partida de ida das semifinais do Paulista contra o rival.

Os números relativos ao desempenho ofensivo das equipes mostram que o São Paulo poderia ter conquistado antes mesmo do intervalo uma vantagem melhor do que jogar pelo empate em Itaquera na próxima quarta. Nos 45 minutos iniciais, os tricolores finalizaram oito vezes contra apenas uma conclusão do alvinegro, de acordo com dados do site Footstats.

Tanta timidez ofensiva da equipe de Carille se explica principalmente pela ausência de Rodriguinho, lesionado, e por conta da eficiente marcação são-paulina.

Com o desfalque de última hora, o Corinthians ficou sem qualidade na transição da defesa para o ataque. Mas não foi só isso que atrapalhou. O  time comandado por Diego Aguirre sufocou o rival com uma marcação agressiva no primeiro tempo. Mesmo muito superior, a equipe da casa só abriu o placar no final do primeiro tempo, com Nenê, depois de uma bobeada de Mantuan armar o contra-ataque adversário.

No segundo tempo, o São Paulo puxou o freio de mão, enquanto o adversário trocava passes quase sempre inofensivos. Só melhorou depois da entrada de Pedrinho.

Mas o São Paulo não repetiu a mesma marcação dos 45 minutos iniciais, criou poucos contrata-ataques e perdeu a chance de sair do Morumbi com a vaga praticamente assegurada.

 

Quase lá!

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A grande diferença entre São Paulo e Santos hoje no Morumbi foi a fase de cada um deles. Em 90 minutos o São Paulo criou 7 chances reais de gol, o Santos 4.  Veja você, 3×1 pro Santos. E baseado neste fato, insisto em não determinar o confronto como encerrado.  Embora seja altamente previsível a […]

O exemplo do futebol argentino

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O que aprendemos com a derrota do Brasil para a Alemanha? Segundo especialistas, ela representa um futebol mal administrado, tecnicamente pobre, covarde em campo, de má qualidade tática e com um treinador ultrapassado.

Representa a roubalheira dos dirigentes, a incompetência da CBF e até mesmo a dependência de um só jogador.

Isso tudo veio a tona com uma derrota numa pane de 6 minutos. Justíssimo, nenhum 7×1 pode “não dizer nada”.  Até porque, sabemos, estamos muito atrasados em relação ao futebol europeu. E por isso perdemos.

Mas hoje, 24h depois, descubro que pela lógica e coerência mínima do que dizemos como papagaios, o futebol argentino merece ser exaltado.

Um time que joga pra frente, futebol alegre, toque de bola rápido.  Dentro das características do seu futebol.

Moderno, bem adaptado ao novo estilo jogado na Europa, com um treinador conceituado, experiente e ao mesmo tempo moderno.  A AFA, que é a CBF deles, um exemplo de organização e calendário.  Dirigentes honestos, acima de qualquer suspeita.

Seus jogadores não jogam todos na Europa, tem identificação com os clubes e os torcedores. Fazem poucos amistosos fora, jogam sempre em casa e é absolutamente comum vê-los em finais e conquistando títulos.

Esse futebol que não está falido, que não paga 5x menos que os vizinhos que tomam de 7 ao maior salário de sua liga, merecem estar na final e ter tudo isso exaltado.

Afinal de contas, senhores, eles ganharam. Mesmo há 28 anos sem vencer um grande adversário em Copas, mera bobagem.

Hoje, meus caros, temos que reconhecer: o futebol argentino vive grande fase!

Afinal, o que vale é o placar do último jogo e nada mais. Que aliás…. foi 0×0.

abs,
RicaPerrone

Não há favorito

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Por ter feito a melhor campanha, há quem diga que é o Flamengo.  Por ter o melhor time, colocam o Flu. E pelo foco total no torneio somado a “dar sorte” contra o tricolor, até mesmo o Vasco há quem defenda na condição de favorito.

Finalmente começa na quarta-feira o campeonato estadual de 2014. Até aqui, convenhamos, foi pra cumprir tabela. Verdade que o Botafogo não cumpriu, mas convidado foi.

Que venham, então, os argumentos do “empate”.  Seria uma vantagem, não fosse a imbecilidade da Federação em considerar “empate” apenas “dois empates”.  A chance é pequena, a vantagem diminui. Basta vencer o primeiro jogo que você mata sua própria “vantagem”.

Bizarro!

E então me convença que focado na Libertadores este Flamengo é mais time que o Fluminense descansado. Não, não é.  É jogo igual.

Como Vasco x Fluminense, já que mesmo a diferença de elencos dos últimos anos não fez tanta diferença.  De 2000 pra cá, o Vasco venceu 22, o Flu apenas 9.

Sim, temos uma “freguesia recente”.

A mesma que coloca Vasco x Flamengo na final com o rubro-negro mais cotado. Por lógica, talvez. A mesma que já coloca o Fla na final de véspera.

Temos, portanto, três times com argumentos para acreditar que é possível. Nenhum podendo se dizer “o favorito”.

É mais fácil pro Flamengo? Sim, seria. Não fossem as próximas quartas-feiras assombrando a paz que reina na Gávea.

O que, pra mim, equilibra tudo.

abs,
RicaPerrone