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As regras e o brasileiro

Leia o post original por Rica Perrone

Regras existem para encerrar discussões, não para aumenta-las. Quando um grupo de pessoas sob regras debocha delas e/ou ironiza quem vai em busca de que elas sejam cumpridas, muito se explica sobre o cenário deste grupo. A Portuguesa não é vítima de ninguém mas sim a grande vilã do Brasileirão que não rebaixou o Flamengo,…

Mais favorito do que antes

Leia o post original por Rica Perrone

Se o empate fora parece um bom resultado, os 90 minutos de Flamengo e Corinthians contrariam essa avaliação.  Como cada vez mais comum no futebol moderno em virtude de sua força física, intensidade e espaços reduzidos, o time que abre mão do jogo consegue anular o que tenta jogar. Na Copa foi assim, hoje também….

E o destino?

Leia o post original por Rica Perrone

“Destino, porque fazes assim? Tenha pena de mim, veja bem não mereço sofrer…”

Aos 31 anos, após amassar a bola em boa parte da carreira de empréstimos, o pra muitos “imprestável” viveu o dia em que tudo valeu a pena.

O futebol pode ser cruel por uma vida com você, mas um dia, pelo menos uma vez, ele te devolverá com juros e correção tudo que você passou numa emoção sem igual.

Hoje foi o dia do Fabrício entender a lógica que havia nisso tudo. O Fluminense virou, teve o contra-ataque aberto e é sua melhor arma. O Vasco tinha que fazer dois. O Maracanã assistia a uma contundente classificação tricolor em mais uma má atuação do lateral.

Paulinho e seu talento raro empatam o jogo. E aos 50, num acréscimo justo mas que será o “porem” do lado de lá do dia seguinte, a bola sobra pra ele fazer o gol da sua vida.

O campeonato carioca está uma merda. Vide o público de um jogão desses. Mas ainda que mal organizado, estupido e sem credibilidade pelos seus dirigentes, quando duas camisas dessas se enfrentam valendo uma vaga o que menos importa é a vaga.

Em campo o time da virada. Lá em cima o time do amor.  Como parece ser a sina vascaína em 2018, no ultimo minuto, Como na eleição, na altitude, e agora no estadual.

Cuidado, Fogão. Se quiser o título, marques-os até o final.

abs,
RicaPerrone

Grande quando quer

Leia o post original por Rica Perrone

Você pode acreditar ou não, mas eu levo comigo a certeza de que no vestiário antes do jogo você sabe o que vai levar pro campo. Não me refiro a jogadores, mas sim ao espirito. E também não falo de luta e garra. Falo de postura.

Time grande ganha quando se sente grande. Time pequeno quando assume que é pequeno. Nunca vi time pequeno achando que é grande dar certo, nem time grande se manter bem com pensamento pequeno.

O Botafogo apanhou na Guabanara feito um time pequeno. Revoltante, de dar dó até. Aí numa semifinal o Botafogo entra em campo de outra maneira. Olhando reto, não pra cima. Peitando, dividindo, não se sentindo inferior nem mesmo olhando pra arquibancada.

E o Flamengo de milhões é quem assiste.

Time grande faz gol e debocha. Time grande ganha jogo difícil. Time grande dá troco em campo e não em nota oficial. Time grande não faz birra, faz gols.  Time grande não tem medo de cara feia.

O Botafogo ontem foi grande. Se fosse assim sempre, ainda maior seria. Que o espírito Loco Abreu permaneça nesse time que as vezes esquece a camisa que está usando.

abs,
RicaPerrone

Eu sei. Você também. Podemos falar sobre…

Leia o post original por Rica Perrone

Porque as meias palavras? Se você de lá sabe e comemora, e eu de cá sei e lamento, podemos falar de forma mais clara sobre o assunto, não?

O São Paulo não suporta ver o Corinthians num confronto eliminatório. Pronto, ta dito.

São números, história, e por mais que vá aparecer algum blogueiro tricolor encantador de burros pra confrontar e aumentar sua tropa, é o fato.

O Corinthians jogou mal, o SPFC também. Mas como se propos apenas a defender o segundo tempo inteiro, até que funcionava. Eram 10 atrás da linha da bola, o Corinthians não sabia como entrar.

Entrou. Aos 47, numa bola parada, mas entrou. E então toda a covardia do SPFC foi mais uma vez castigada pela irritante calma do adversário, que pode estar tomando de 5 ou ganhando de 8 não muda a forma de jogar e trocar passes.

Diego Souza teve a bola do jogo, correu pra lateral. Nã0 é culpa do Carille se o 9 do São Paulo prefere o pau da bandeira ao gol nos acréscimos de um clássico decisivo.

Pra ser como o corintiano gosta, aos 47, depois nos penaltis já nas cobranças alternadas. E pelas mãos de Cássio, herói da noite.

Vai der Palmeiras x Corinthians. E se você excluir os detalhes e focar no que foi o campeonato até então, terá a final dos dois melhores times.

Ganhar do Corinthians é um resultado comum, de jogo. Eliminar o Corinthians é muito difícil. Pelo menos pro São Paulo é uma das coisas que ele pior sabe fazer.

abs,
RicaPerrone

Raça, medo e mimimi

Leia o post original por Rica Perrone

Se era raça que faltava, hoje não faltou.   A técnica, a intensidade, a qualidade tática do time ainda estão longe, mas o Tricolor deu hoje sinais de algo mais urgente: vergonha na cara.

O primeiro tempo foi tão superior que o placar saiu barato. O segundo tão feliz com o 1×0 que saiu justo. Em momento algum o Corinthians fez uma grande partida.

Em boa parte do jogo nenhum deles fez. E para isso basta ver a quantidade de cruzamentos na área, laterais pra escoradas de cabeça e chutões pra ver quem ganha no alto. Quanto mais isso acontece num jogo, pior o jogo.

Mas teve algo de novo. Um São Paulo disposto a ser mandante, propor o jogo e não se postando como azarão. Porque não é, nem nunca pode ser.

Sem Jadson e Rodriguinho o Corinthians emburreceu. Fosse mais ousado, o SPFC poderia ter feito 2×0 hoje e adiantado muito a vaga. Recuou, não quis o segundo gol e ficou feliz com 1×0.

Sob as bençãos de mais um ato que contraria o futebol brasileiro, um cartão pra quem sequer gritou um palavrão. Agora tem direção na comemoração. Nene, que em 15 minutos foi de brigão a artilheiro, a debochado e encerrou tirando da reta.

Era só uma provocação.  Se você é desses que acha que isso faz mal ao futebol, que os dois estão errados, que é um erro tremendo dois profissionais discutirem numa partida, parabens! Voce tem meio caminho andado pra vaga de comentarista de tv.

Se não for o caso, imagino que não tenha seu tampão do dedão invicto. O que aumenta sua credibilidade no tema, óbvio.

Mimimi a parte, o SPFC jogou melhor, mereceu vencer, perdeu a chance ate de resolver.  E como a gente sabe que não se perde chance em clássicos, acho que quarta-feira tem um jogão por vir.

abs,
RicaPerrone

Marra

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Era 8 da manhã quando o Flamengo começou a ganhar o jogo de hoje, mais precisamente na padaria do seu Carlos no Méier. Ali, enquanto cada rubro-negro chegava pra comprar o pão falando em goleada, botafoguenses falavam em evitar vexame.

E aí você me diz que “é apenas noção de realidade diante do cenário”, mas você sabe tanto quanto eu que fosse o cenário absolutamente contrário o flamenguista entraria lá dizendo que ia passar o trator hoje e o botafoguense pensaria “só falta perder mesmo com essa fase boa”.

Marra ganha jogo. Marra conquista pessoas. Marra é um adjetivo dado como “ruim”, mas que nem sempre é assim.

O que sobra ao Flamengo falta ao Botafogo.   É um time bonzinho. Minha filha se casaria com o Botafogo. Eu levaria ela pro altar. Com o Flamengo eu ficaria bolado.

Óbvio que numa disputa entre Flamengo e Botafogo, ela vai querer o Flamengo.

Ela pode ser minha filha. Ou a bola. Tanto faz. A tendência é bem parecida de ser igual.

O Flamengo debocha, peita e jura ser bem maior do que de fato pode. O Botafogo se apequena e não aceita nem mesmo seu real tamanho. Anda de ombros altos, cabeça baixa. Como quem se protege de algo que ele não pode enfrentar.

Pois aí está a diferença.

Até pra morrer tem que ser grande.  Tem gente que morre atirando, gente que morre de costas. Você sabe como cada um morreu sem ter que perguntar nada.

O Botafogo hoje sangra pelas costas. O Flamengo faz piada, porque pode.

abs,
RicaPerrone

Marra

Leia o post original por Rica Perrone

Era 8 da manhã quando o Flamengo começou a ganhar o jogo de hoje, mais precisamente na padaria do seu Carlos no Méier. Ali, enquanto cada rubro-negro chegava pra comprar o pão falando em goleada, botafoguenses falavam em evitar vexame.

E aí você me diz que “é apenas noção de realidade diante do cenário”, mas você sabe tanto quanto eu que fosse o cenário absolutamente contrário o flamenguista entraria lá dizendo que ia passar o trator hoje e o botafoguense pensaria “só falta perder mesmo com essa fase boa”.

Marra ganha jogo. Marra conquista pessoas. Marra é um adjetivo dado como “ruim”, mas que nem sempre é assim.

O que sobra ao Flamengo falta ao Botafogo.   É um time bonzinho. Minha filha se casaria com o Botafogo. Eu levaria ela pro altar. Com o Flamengo eu ficaria bolado.

Óbvio que numa disputa entre Flamengo e Botafogo, ela vai querer o Flamengo.

Ela pode ser minha filha. Ou a bola. Tanto faz. A tendência é bem parecida de ser igual.

O Flamengo debocha, peita e jura ser bem maior do que de fato pode. O Botafogo se apequena e não aceita nem mesmo seu real tamanho. Anda de ombros altos, cabeça baixa. Como quem se protege de algo que ele não pode enfrentar.

Pois aí está a diferença.

Até pra morrer tem que ser grande.  Tem gente que morre atirando, gente que morre de costas. Você sabe como cada um morreu sem ter que perguntar nada.

O Botafogo hoje sangra pelas costas. O Flamengo faz piada, porque pode.

abs,
RicaPerrone