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‘Concorrente’ detido: Globo diz ser contra liberdade de trabalho ferida

Leia o post original por Perrone

Com Napoleão de Almeida, colaboração para o UOL, em São Paulo

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação da Globo negou ligação com o episódio em que um repórter da Rádio de Transamérica de Curitiba acabou detido pela Polícia Militar após acusação de gravar vídeo ferindo regras estipuladas pela CBF para Série B  do Campeonato Brasileiro durante jogo em Santa Catarina, na última terça (19).  A nota enviada por e-mail também afirma que a rede de televisão é contrária a medidas que ferem a liberdade profissional de jornalistas. Os direitos de transmissão para Criciúma 1 x 1 Paraná Clube pertenciam ao Grupo Globo através de SporTV e Premiere. Ou seja, o envolvido no imbróglio não trabalha para uma empresa que podia registrar imagens das partidas.

“Não tivemos envolvimento com o ocorrido, só soubemos do que aconteceu pela cobertura da imprensa sobre o caso. Somos contra qualquer ação que tire a liberdade de jornalistas fazerem seu trabalho”, diz a nota assinada pela comunicação da Globo.

O repórter Jairo Silva Júnior foi conduzido pela PM para uma sala do estádio Heriberto Hülse, teve seus celulares apreendidos e assinou um termo circunstanciado depois, de segundo ele, filmar atitude truculenta da Polícia Militar contra diretor do Paraná  no final do empate em Criciúma.

Em seu comunicado o departamento de comunicação da Globo não respondeu se o contrato de transmissão obriga a CBF a retirar de campo quem esteja gravando imagens, ainda que não sejam da partida, quais medidas toma em casos como esse e se vai se apresentar às autoridades como parte interessada.

Relatório do delegado da CBF no jogo, Emerson Lodetti, confirma a versão de que a confusão com Junior teve origem na proibição de imagens serem gravadas por integrantes de veículos que não compraram os direitos da competição.

O documento aponta que a encrenca começou quando o policiamento foi acionado para tirar da entrada do acesso aos vestiários o jogador Rodolfo, do Paraná, que havia sido expulso e teria se recusado a deixar o local. O delegado da CBF afirma ter sido informado pelo supervisor de imprensa da Federação Catarinense, Robson Cechinel, que o diretor do Paraná Alex Brasil estava junto ao atleta e também se recusou a sair de lá. Novamente, os policiais foram acionados.

Ainda pela versão escrita no relatório sobre a partida, neste momento, Júnior e Irapitan Costa, assessor de imprensa do Paraná, passaram a filmar a ação policial. “O repórter, ao ser informado pelo supervisor de que não poderia fazer as filmagens, (o) que é proibido devido as diretrizes técnicas da competição, agiu de forma agressiva com o supervisor com a polícia fazendo a intervenção do ato. Devido aos fatos os celulares do assessor de imprensa do Paraná Clube e do repórter da Transamérica foram apreendidos, com ambos prestando depoimentos. Vale ressaltar que em nenhum momento a polícia usou de violência com os envolvidos. Informo que todas as informações do ocorrido como diretor, assessor e repórter foram passadas a mim pelo supervisor de protocolo, sr. Robson Cechinel”, relatou o delegado da CBF.

A diretriz técnica da confederação para a Série B, no entanto, não cita a apreensão de celulares, algo que, evidentemente, a entidade não poderia determinar. Em seu artigo 36, o documento diz que é “vedado aos radialistas toda e qualquer produção de imagens sejam com câmeras ou celulares.” O artigo que trata das sanções aponta que o descumprimento das diretrizes “implicará na suspensão do credenciamento do profissional para o entorno do gramado, podendo o veículo solicitar a sua substituição”. Determina ainda que, em caso de reincidência, haverá suspensão do credenciamento do veículo para o entorno do gramado.

O departamento de comunicação da CBF declarou que a entidade não prende ninguém, nem pode e nem quer prender. Afirmou ainda que o supervisor de imprensa foi escolhido pela Federação Catarinense e que ele pode pedir, eventualmente, ajuda da polícia para retirar do gramado alguém que é reincidente em fazer algo que é vetado, ressaltando que isso não é o mesmo do que levar uma pessoa presa.

Por sua vez, a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina argumentou que os celulares foram apreendidos, segundo o comandante do policiamento, porque o policial entendeu que os aparelhos possuem provas que poderiam auxiliar o juiz na audiência sobre o caso e que serão liberados depois de utilizados.

Em áudio enviado à reportagem, Júnior negou que tenha reagido de forma agressiva. “O supervisor tentou usar da autoridade dele pra fazer algo que era completamente fácil de ser resolvido”, declarou o jornalista. Também segundo sua versão, os policiais agiram de maneira truculência com o diretor do Paraná.

“Eu instintivamente tentei fazer o registro jornalístico, em nenhum momento virei a câmera para o campo, em nenhum momento filmei ou fotografei o jogo, os jogadores, tentei fazer o registro jornalístico da ação policial”. O repórter ainda argumenta que o supervisor de imprensa da federação catarinense tentou tirar o celular da sua mão de uma maneira “um pouco mais brusca”. “Ele falou: ‘o senhor não pode filmar e fotografar aqui no entorno do campo’. Eu falei pra ele: ‘tudo bem, mas o você não tem nenhum direito de tentar tomar o celular da minha mão. Coloca no seu relatório e a CBF vai me punir’”, relatou o repórter.

Depois disso, de acordo com a versão de Júnior, o supervisor chamou a polícia para retirá-lo. Ele foi levado para uma sala na qual ficou até assinar o termo circunstanciado e no dia 19 de fevereiro de 2020 terá que participar de uma audiência sobre o caso. Repórter e a Rádio Transamérica estudam como vão agir juridicamente.

 

Blá, blá, blá

Leia o post original por Rica Perrone

Nós, jornalistas, falamos muita coisas das quais não temos o menor conhecimento. Uma delas é avaliar um time menor que não nos compete no dia a dia.  E quando digo isso me refiro a times grandes mas que não estão entre os 12 gigantes e portanto levam nossa mínima atenção.

Basta um time do interior ou do nordeste vencer 10 jogos para irmos na TV dizer que “grande trabalho faz a diretoria”.  Falamos merda atrás de merda, como as mil referências ao futebol alemão desde 2014, sem saber exatamente o que estamos dizendo. Mas precisamos dizer.

Então o São Caetano é a nova potência do futebol brasileiro. Gestão, visão, trabalho.  Sumiu.

Como ele cito facilmente um por ano nos últimos 100 anos.  E mais recentemente o Santa Cruz, time que todo país adora e respeita pela sua massa comovente.  Da série C para a A, o surto no começo de 2016, os mil comentários sobre chance de título, surpresa, “puta trabalho”, “mentalidade nova”, blá, blá, blá.

Sabe quantos jornalistas do eixo foram lá ver de fato o tal trabalho?

Nenhum.

Mas temos que falar algo. E na falta do que falar, blá, blá, blá. E colocamos tudo no alto quando vence, tudo na lama quando perde.

Hoje o Santa Cruz voltou pra serie C do Brasileirão.

E muitos de nós, que jurávamos ver ali um trabalho diferenciado e sério, vamos fazer uma semana de silêncio em respeito a falta de compromisso com o que se jura poder avaliar.

abs,
RicaPerrone

Não adianta homeopatizar a queda

Leia o post original por Rica Perrone

Todo saopaulino que encontro puxa o mesmo assunto: o possível rebaixamento. Diante de um rival bancamos firmes e valentes que “nem fudendo”. Entre nós, como toda torcida, a conversa é outra. Saopaulino é o cara que menos quer cair no mundo. Ele passou a vida jurando que “ele não”. E quando alguém sugeria a idéia …

Não adianta homeopatizar a queda

Leia o post original por Rica Perrone

Todo saopaulino que encontro puxa o mesmo assunto: o possível rebaixamento. Diante de um rival bancamos firmes e valentes que “nem fudendo”. Entre nós, como toda torcida, a conversa é outra. Saopaulino é o cara que menos quer cair no mundo. Ele passou a vida jurando que “ele não”. E quando alguém sugeria a idéia …

Opinião: torcida do Inter é a que mais tem motivos para se preocupar

Leia o post original por Perrone

O risco do São Paulo de ser rebaixado, o milionário elenco palmeirense que não decola, a irregularidade do também caríssimo time do Flamengo. Todos esses clubes dão dores de cabeça aos seus torcedores, mas nenhum tanto quanto o Internacional. Entre as maiores torcidas do país, a colorada é a que tem o principal motivo de preocupação neste momento na opinião deste blogueiro.

Não só pelo sexto lugar na Série B, fora da zona de acesso à elite, mas pela falta evolução do time e ainda mais por não existir hoje perspectiva de um futuro decente.

Conquistar o título da Segunda Divisão é obrigação por conta a diferença de orçamento entre o Inter e seus adversários. Subir em quarto lugar, por exemplo, pode ser considerado um pequeno vexame. Não voltar ao Brasileirão em 2018 seria um fiasco maior ainda do que a queda.

Porém, mesmo que o Colorado suba, o cenário não é dos mais animadores para o próximo ano. Não se vê no Internacional um planejamento que possa ter continuidade na elite. Guto Ferreira pena para permanecer no cargo hoje e, mesmo que consiga se firmar e reconduzir o time à Série A, parece improvável que a diretoria aposte nele para a próxima temporada. Ou seja, a tendência é que o Inter tem comece do zero no ano que vem, o que representa a expectativa de mais sofrimento. E isso no melhor cenário possível, o de retorno à principal divisão do país.

Faltou aos dirigentes do Inter ousadia. Principalmente no que diz respeito ao comando técnico. Antônio Carlos Zago e Guto Ferreira dificilmente seriam escolhidos para treinar o time se o clube estive na Série A. Um treinador de ponta provavelmente teria feito a diferença.

Em termos comparativos, o Corinthians contratou Mano Menezes, que poderia comandado um clube de ponta na Série A, para jogar a Segundona de 2008. Foi campeão da Série B sem sustos e vice-campeão da Copa do Brasil. No ano seguinte,  ganhou a principal competição nacional disputada no sistema de mata-mata. O alvinegro pensou não só em subir, mas em retomar a trajetória condizente com sua tradição.

Por sua vez, o Inter parece ter se preparado para fazer o mínimo. E até aqui nem isso tem feito. O clube ficou estagnado. Não basta subir. É preciso voltar com força para disputar títulos de expressão na volta à elite. A falta dessa perspectiva de rápida retomada de crescimento é o que mais deve preocupar os colorados hoje.

Tormentos do Inter

Leia o post original por Antero Greco

Jogar Série B é complicado para qualquer time. Porém, o trauma fica maior para aqueles que têm história mais rica e estão acostumados com situações de protagonismo e não secundárias. Caso do Internacional, pela primeira vez na divisão de acesso.

A queda inédita, ocorrida no ano passado, não foi bem digerida e ainda provoca traumas, em jogadores, direção e torcida. A fase de reconstrução costuma ser árdua e nem sempre tranquila. Não são todos os “gigantes” que se adaptam facilmente à nova realidade.

Isso está escancarado na forma como o Colorado se comporta na situação estranha de correr atrás de vaga para voltar à elite. A cartolagem manteve a base de 2016, contratou muita gente, já trocou de treinador – tudo na esperança de montar equipe confiável e competitiva.

Ela ainda não apareceu. O Inter versão 2017 não emplaca uma sequência firme de bons resultados. Era assim com Antonio Carlos Zago, não tem sido diferente com Guto Ferreira. O técnico anterior e o atual não conseguem dar padrão que se espera, não veem o grupo deslanchar. É um perde, ganha, empata preocupante. E as cobranças já são evidentes.

A insegurança do Inter deu as caras em Goiânia, neste sábado, na derrota por 2 a 1 para o Vila Nova. Em raros momentos, foi superior ao adversário, poucas as ocasiões em que se impôs. Teve dificuldade para obter o empate (em pênalti discutível) e, mais ainda, não resistiu a uma pressão nem tão forte. Ao ser apertado, cedeu o resultado para o rival.

O Inter está em sexto lugar; fora, portanto, do G-4. A diferença em relação ao líder América-MG é de apenas seis pontos (30 a 24), o que significa que nada está perdido. De maneira alguma, sobretudo se se levar em conta que há 22 rodadas pela frente. Uma vida.

Tempo suficiente para reação, para firmar-se como candidato a um lugar na elite. E, até, para ser campeão, o que vejo como obrigação, para um clube dessa envergadura. O problema do Inter, porém, está na demora para ter estabilidade e eficiência. Problemas vão da defesa, ao meio-campo até chegarem ao ataque. Não há regularidade, e é visível a tensão.

Boto fé no retorno do Inter. Mas a estrada é mais esburacada do que se imaginava.

 

Carimba que o gol foi legal!

Leia o post original por Craque Neto

Claro que o torcedor do Internacional de Porto Alegre fica chateado comigo quando me refiro ao clube com desdém. Na verdade até brinco com isso. Mas é óbvio que o respeito existe. Muitas pessoas me pararam nesta quarta-feira pra me perguntar sobre o gol que definiu a vitória do Colorado sobre o Luverdense por 1 a 0 pela Série B do Brasileirão. Gol esse marcado nos acréscimos do jogo pelo atacante Willian Pottker. Analisando o lance achei de cara que o gol foi impedido. Deveria ser anulado. Só que aí resolvi entrar em contato com meu amigo Oscar Roberto Godoi, […]

O post Carimba que o gol foi legal! apareceu primeiro em Craque Neto 10.