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Vasco à espera de milagre e Goiás avança

Leia o post original por Antero Greco

O segundo turno mal começou, mas a rotina do Vasco é a mesma: perder, sofrer, amargurar a torcida. O mais recente capítulo do calvário cruz-maltino apareceu no começo da noite deste sábado, com os 3 a 0 para o Goiás, no Serra Dourada. Com o resultado (13.ª derrota em 20 jogos), manteve-se na lanterna da Série A, com 13 pontos, a 7 do Figueirense, o primeiro fora da zona de descenso e que ainda hoje recebe o Sport.

A situação já é desesperadora, mesmo com 18 rodadas pela frente. Numa conta simples, o Vasco precisa de 30 pontos nos 54 que tem para disputar, para livrar-se do terceiro rebaixamento em menos de uma década. Como até agora, em 20 só conseguiu 13, a saída está em milagre, ou numa revolução espantosa que Jorginho consiga promover em pouco tempo.

O duelo com o Goiás mostrou o quanto há de desespero no Vasco. Assim como em apresentações anteriores, não conseguiu coordenar-se, não criou, não finalizou. Os jogadores sentem-se inseguros até para um simples drible.

Sem contar que perdem a cabeça, como aconteceu com Jorge Henrique, que levou vermelho por revidar entrada estabanada de Bruno Henrique, que tomaria o cartão amarelo de qualquer jeito. O juiz Luis Flávio Oliveira foi rigoroso com Jorge, mas um atleta experiente como esse não pode vacilar a tal ponto. Ainda mais que veio como esperança de maturidade para o time.

O Goiás liquidou o desafio no primeiro tempo, com gol de bicicleta de Zé Love e com pênalti cobrado por Erik. Definiu a conta com outro pênalti chutado por Erik, cometido por Rodrigo, aos 30 do segundo tempo e que também lhe valeu a expulsão. Com duas vitórias por 3 a 0 em seguida, o clube goiano saltou para 22 pontos e começa a fugir da zona do perigo. Com méritos.

Não há como colocar na conta do árbitro o vexame – os pênaltis aconteceram. Talvez só a expulsão de Jorge Henrique. Isso não justifica nem alivia o péssimo momento do Vasco, em novo ensaio para a Série B.

O mais doloroso é ver como continua a ser administrado como time pequeno. E não é de agora. Seguidas administrações ruinosas o levaram a esta situação. Respeito não voltou a São Januário. Ao contrário, um símbolo do futebol brasileiro continua a ser desrespeitado.

Santos é só espinha

Leia o post original por Antero Greco

Já vi títulos enganaram. Mas como o Paulista deste ano, jamais. O Santos levou a taça, no primeiro semestre, depois de superar o Palmeiras na final, e deu a impressão de que se recompunha em pouco tempo, já que começou o ano com baixas no elenco e problemas financeiros. Com rapaziada nova, liderada por Robinho, Ricardo Oliveira e, de certa forma, Renato, encontrava caminho para uma temporada no mínimo razoável.

Pura enganação, cortina de fumaça que se desfez num instante. Depois de 12 rodadas, o campeão paulista está no bloco dos desesperados, com 6 derrotas, 4 empates e apenas duas vitórias. Tem 10 pontos ganhos e futebol nota zero, como mostrou na surra de 4 a 1 que levou do Goiás, no início da noite desta quarta-feira, no Serra Dourada.

No primeiro tempo, os santistas ainda apresentaram alguma resistência, apesar da falta de atrevimento, da desorganização em todos os setores e da intranquilidade. O Goiás, que também não anda bem das pernas, percebeu a insegurança e tratou de impor-se. Foi pra cima, testou a sorte com chutes ao gol de Vanderlei e em nenhum momento foi ameaçado.

O empate chinfrim com o qual o Santos se satisfazia foi para o espaço em menos de dez minutos no segundo tempo, com os gols de Felipe Menezes (pênalti) e Fred (em rebote de cobrança de falta). Outros dez minutos e mais dois gols verdes, com Felipe Menezes de novo e com Carlos Eduardo. O gol de honra veio em pênalti batido por Ricardo Oliveira.

A despedida de Marcelo Fernandes como técnico deixou evidente que o Santos tem um grupo de qualidade mediana, muitos jovens que podem queimar-se por causa da fase ruim e poucas, raras, referências para segurarem o rojão. Por ora, só Vanderlei e Ricardo Oliveira.

A conta por contratações erradas, por investimentos equivocados, por falta de dinheiro e pela perda da estrutura do ano passado aparece agora. É salgada, e pode ficar pior. O Santos caminha para situação inédita no Brasileiro: a briga para não cair.

Tá tudo bem

Leia o post original por RicaPerrone

Faltam 9 dias. A seleção vem de ótimos resultados, treina sem problemas, não há conflitos com a imprensa e nenhum queridinho do povo de fora da lista. Lá estão eles, com o chefe preferido, os 11 quase unânimes e uma fé sem precedentes.

Quando testados, invariavelmente correspondem.

Hoje, num amistoso qualquer, uma goleada com tudo funcionando bem. O craque sendo craque, a defesa segura, a vitória incontestável e até fácil. Nenhuma contusão.

O cenário é sugestivo.

Quando tudo parece ir bem, a reação imediata de um brasileiro é achar que é sinal que vai dar errado. Somos todos botafoguenses.

Não há um motivo para desconfiar disso. Mas a vontade de ser um dos poucos a dizer “eu avisei” ao invés de um dos milhões dos que “acreditaram” é muito grande, quase maior que a de ser hexacampeão.

A verdade, meus caros, é que tá tudo bem.

Não há polêmica pra te alimentar, apenas fé e trabalho. Como “deveria ser”, para desespero dos jornais e sites que tem sua audiência consideravelmente menores quando nada de ruim acontece.

É que tá tudo tão certo, tão bem desenhado que no final só pode dar… certo!

E vai dar.

abs,
RicaPerrone

Não dá pra confiar

Leia o post original por JC

A derrota para o Goiás foi daquelas que irritam muito, mas muito mais que uma goleada. Apesar do 2 a 1, para efeitos de classificação, nem ter sido tão ruim – já que um1 a 0 na Colina nos levará para a semifinal – a partida foi daquelas de matar de raiva qualquer vascaíno por um motivo simples: fomos melhores e poderíamos até ter vencido, o que não aconteceu por conta das recorrentes e bizarras falhas individuais.

A postura do time, o melhor posicionamento da marcação, as jogadas pelas laterais saindo com maior frequência…Tudo isso acaba ficando em segundo plano depois de mais um jogo perdido, o quinto seguido contando os do Brasileirão.

E ontem a empolgação deu lugar à frustração bem rápido, depois de um gol-relâmpago do Vasco, antes dos dois minutos de bola rolando. O belo passe de Marlone e a antecipação do Edmilson, que pegou a bola antes do goleiro e o driblou para marcar um bonito gol nos fez pensar que, depois de muito tempo, não seríamos nós que sofreríamos com um placar adverso desde o início da partida. Mas aí, como o viciado que não consegue abandonar um hábito ruim, vacilamos e deixamos o empate acontecer poucos minutos depois. E para não fugir à regra, o lance surgiu de uma falha individual. Cris mais uma vez mostrou ser daqueles que, por mais que faça partidas aceitáveis, comete erros que sempre são fatais. Ainda que o pênalti cometido pelo descapilarizado zagueiro tenha sido um acidente que nem toda arbitragem marca, Cris tinha que estar no meio para dar sua contribuição em mais um resultado negativo.

Mas foi aí que o Vasco acabou mostrando uma postura que há tempos não mostra. O empate do Goiás, conseguido tão rapidamente, poderia ser a deixa para o time se descontrolar e permitir que nosso anfitrião dominasse o jogo. Porém isso não aconteceu. A marcação continuou firme, mesmo sem termos volantes de combate em campo e não permitimos que o alviverde nos levasse perigo. E mesmo sem criar muitas chances de gol, fomos mais incisivos no ataque que os donos da casa.

O início do segundo tempo fez com que o Goiás tentasse uma pressão, mas sem muito resultado. E antes mesmo dos 10 minutos voltamos a equilibrar a partida para em seguida termos novamente mais volume de jogo. Ainda não conseguíamos criar jogadas claras de gol, mas nosso adversário parecia controlado, sem nos condições de nos ameaçar muito. Mas aí, a velha rotina de entregar a rapadura se fez presente mais uma vez: Cris não conseguiu impedir um passe do Walter para o atacante Roni, que chutou cruzado, mas sem força. Michel Alves aceitou, permitindo a virada.

Depois do gol, o Vasco se abateu e se desarticulou. O Goiás, aparentemente satisfeito com o resultado, se fechou esperando contra-ataques e as alterações do Dorival não surtiram efeito. Ainda assim, o Vasco ainda teve a melhor chance de marcar, em cabeçada de Edmilson salva milagrosamente pelo goleiro Renan.

O modo como o time se comportou, jogando mais compactado, marcando da intermediária pra frente e em grande parte do jogo de maneira tranquila, poderia ter trazido mais esperança para a torcida se tivéssemos saído do Serra Dourada com um resultado melhor. Jogar bem e ser superior ao adversário não adianta muita coisa se não vencermos as partidas. O que preocupa é que uma das razões para estarmos tão mal no Brasileirão é a quantidade de pontos que perdemos em jogos parecidos. Para uma Copa do Brasil, o resultado pode não ter sido catastrófico, já que no jogo de volta temos totais condições de reverter a vantagem goiana e seguir na competição. Mas se fosse no Brasileiro, seriam menos três pontos para nossa conta. É por partidas como a de ontem que o Vasco, mesmo apresentando alguma melhora, ainda não é um time confiável.

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Carlos Eugênio Simon, comentarista de arbitragem do canal que transmitiu a partida de ontem, mostrou muito bem o nível dos juízes brasileiros.

Ao analisar o lance do pênalti a favor do Goiás, ele foi taxativo: o juiz acertou ao dar a penalidade. Ao longo da partida, citou o lance diversas vezes, elogiando a atuação do árbitro.

Simon só parou de falar na penalidade cometida pelo Cris depois que um zagueiro do Goiás, ao cortar uma finalização do Edmilson, arrastou o braço e bateu com ele na bola.

Paulo Cesar de Oliveira não marcou o pênalti. E Simon foi taxativo: acertou o juiz. E passou o resto da transmissão falando – com o auxílio de diversos replays – que foi “bola na mão” e que o zagueiro “não teve a intenção de tocar na bola“.

Como ele não falou mais sobre o outro pênalti, fiquei na dúvida: para ele o Cris teve a intenção de tocar na bola? Ou esse é apenas mais um caso de “dois pesos e duas medidas“, tão comum nas transmissões (e porque não dizer) arbitragens brasileiras?

(Parênteses: não acho que o juiz tenha errado nos lances. O problema do Cris foi o descuido de estar com o braço levantado; já o defensor do Goiás estava dando um carrinho e o movimento do braço me pareceu natural. Aliás, acho até que o Paulo Cesar não teria como ver o lance na hora. O que me causa estranheza é o fato do Simon defender a não marcação do penal a favor do Vasco por “falta de intenção“. Falando isso, ele sugere que o Cris premeditou o toque na bola – com o cotovelo! – o que me parece um absurdo. Fecha parênteses).

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Update: já está publicada a coluna com mais sobre Goiás X Vasco no site Torcida Carioca.

E daí?

Leia o post original por JC

Hoje o Vasco vai ao Serra Dourada fazer o jogo da ida pelas quartas de final da Copa do Brasil contra o Goiás. E eu pergunto a todos: e daí?

Diante da penca de problemas como a falta de CNDs, salários atrasados, equipe desfalcada e, principalmente, crise gravíssima no Brasileirão, a competição perde completamente sua importância. Não dá pra ficar pensando em conquistar uma vaga na Libertadores quando o time frequenta o Z4 há três rodadas. A permanência na elite do futebol brasileiro é muito mais importante que a briga por mais um título na Copa.

Se der pra fazer uma partida decente e buscar um resultado que não inviabilize a conquista da vaga em São Januário, ótimo. Por conta disso, me parece correta a opção do Dorival em escalar um time misto. Aliás, poderia ser menos misto do que será e ter ainda mais reservas. Não que os titulares que vão a campo hoje mereçam algum descanso – apesar da sequência realmente braba de viagens e partidas – e não precisem jogar ainda mais para ver se o futebol deles resolve aparecer. O problema é que, além de descansar um pouco mais quem vai pra briga no Brasileiro e evitar a possibilidade de contusões em um elenco carente em opções, essa seria uma boa oportunidade para o treinador fazer testes em uma disputa que, repito, diante das circunstâncias, não é mais prioridade.

Assim como Jhon Clay terá uma nova oportunidade para ser observado, por que não fazer o mesmo com Montoya, Baiano e Reginaldo, só pra ficar nos que parecem ter mais chances de atuar durante o Brasileirão? Isso sem falar na molecada da base, que se bem instruída e consciente de que a Copa do Brasil agora não tem essa relevância toda, poderiam jogar sem o peso de ter que ajudar o Vasco a sair do buraco? Nessa, pelo menos o Jordi já poderia ir sendo testado.

 Mas como estamos falando do Vasco e ninguém vai deixar de torcer por um prosseguimento na Copa do Brasil por causa dos outros problemas, esperamos que o time faça uma partida decente e, pelo menos, atue de forma digna. Jogando com atenção e vontade, podemos ter um jogo de volta mais tranquilo e, caso demos uma respirada na tabela do Brasileirão, focar um pouco mais na ida para a semifinal da competição. Um bom resultado hoje pode não nos ajudar diretamente a sair do Z4, mas certamente nos dará um pouco mais de confiança para encarar as pedreiras que teremos pela frente.

GOIÁS X VASCO
Renan; Vítor, Rodrigo, Ernando e William Matheus; Amaral, David, Hugo, Renan Oliveira e Roni; Walter.Michel Alves, Fagner, Cris, Jomar e Yotún; Fillipe Soutto, Pedro Ken, Jhon Cley e Dakson; Marlone e Edmilson.
Técnico: Enderson Moreira.
Técnico:  Dorival Jr.
Estádio: Serra Dourada. Data: 24/09/2013. Horário: 21h50. Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (SP) . Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (RS) e Carlos Berkenbrock (SC) .
A Rede Globo transmite a partida ao vivo, somente para Goiás. A Fox Sport transmite para seus assinantes de todo o Brasil.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Ficou no “se“

Leia o post original por JC

É óbvio que sofrer um gol evitável – até porque o lance do pênalti foi irregular – impedindo a que seria a primeira vitória do Vasco fora do Rio é extremamente frustrante. Quando o gol sai aos 42 minutos do segundo tempo é pior ainda. Também é óbvio que o empate contra o Goiás, da forma como aconteceu, será a senha para que a maioria da torcida ignore qualquer coisa que tenha havido de positivo na partida.

Mas houve coisas boas. O time foi irregular, mas jogar mal mesmo, apenas durante os 20 minutos finais do primeiro tempo. No restante da partida, o time se portou bem a maioria do tempo. Quem conseguir lembrar-se do jogo sem levar em consideração a irritação pela forma como o resultado foi construído, poderá reconhecer que, mesmo com a maior posse de bola, o Goiás (que é um time perigoso em casa e jogou bem) não criou tantos lances de perigo assim. Rondou muito a nossa área, abusou do jogo aéreo, mas nossa defesa se segurou bem. E quando os espaços apareceram, tivemos boas chances no contra-ataque.

Há uma coisa que a torcida precisa entender: a opção por jogar no contra-ataque é válida e não significa que o time tenha meramente se retrancado. O Fluminense, por exemplo, foi campeão ano passado fazendo a mesma coisa. A diferença é que os tricoletes tinham um poder de decisão muito maior. Se o Vasco não errasse tanto os últimos passes, matando vários contragolpes que poderiam ser mortais, poderíamos ter vencido.

Se o Juninho estivesse no banco e entrasse no segundo tempo, talvez um desses contra-ataques terminasse em gol. Pois é, mas agora é tarde pra se lamentar por isso.

A sensação é de que mais perdemos dois pontos que ganhamos um. Se é pra considerar o resultado um tropeço, devemos pensar que o campeonato está no começo e ainda dá pra recuperar. Já mostramos uma maior segurança na defesa e os reforços, que aos poucos vão chegando ao time, trarão mais qualidade ao grupo. Ontem ficamos no “se”, mas a despeito da desconfiança que muitos ainda nutrem pelo time, a tendência é que o Vasco tenha mais consistência em algum tempo.

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Surpresa e espanto

Leia o post original por JC

Montoya não iria mesmo (e não deve ir nem contra o Canil, no domingo), Juninho acabou sendo poupado e Guiñazu, que viajou para Goiânia, também não vai a campo. Então o time que encara o Goiás, logo mais no Serra Dourada, não terá nem os armadores que a torcida esperava, nem o volante que traria mais segurança à zaga.

O que o Dorival faz pra compensar? Coloca um terceiro atacante no time! A exclamação não é pra dar um tom de crítica. Ela significa espanto. Não só pelo histórico cauteloso do Dorival como técnico, mas também – e principalmente – por não entender de onde surgiu a ideia de escalar Edmilson no lugar do Juninho.

Pode dar certo? Se o time marcar firme, jogar compactado e partindo pro ataque em velocidade, explorando os lados do campo (com Eder Luis e Edmilson jogando abertos), pode sim. O time conseguirá fazer isso, tanto na parte técnica quanto na disposição? Só Deus sabe. Ainda mais se Nei e Henrique jogarem mesmo – Yotun ainda pode entrar no lugar do segundo – os três atacantes não contarão com muito apoio das laterais.

E sem Juninho, Montoya ou algum jogador que tenha demonstrado capacidade para ser o cérebro que o time precisa, a disposição deve ser o principal na partida amanhã. O Goiás é um time perigoso, ainda não perdeu em casa e se o Vasco não se doar completamente durante os 90 minutos, as coisas podem ficar complicadas.

Pessimismo? Mesmo com esses problemas, não. Acredito na boa fase do time e acho que podemos voltar de Goiás com os três pontos. A equipe sabe da importância de uma vitória hoje, que além de confirmar a arrancada vascaína, servirá de estímulo para o clássico no domingo. Já que Dorival surpreendeu na escalação, não será nada demais se o time surpreender os descrentes e conquistar sua primeira vitória fora do Rio.

GOIÁS X VASCO
Vítor, Ernando, Rodrigo e William Matheus; Amaral, Thiago Mendes, Renan Oliveira e Hugo; Araújo (Tartá) e Walter.Diogo Silva, Nei, Renato Silva, Rafael Vaz, Henrique; Sandro Silva, Wendel e Pedro Ken; Edmilson, Eder Luis e André.
Técnico: Enderson Moreira.Técnico:  Dorival Jr.
Estádio: Serra Dourada. Data: 01/08/2013. Horário: 21h. Árbitro:Marcos André Gomes da Penha (ES). Assistentes: Marrubson Melo Freitas (DF) e Fábio Rogério Baesteiro(SP).
O SporTV transmite a partida para todo o Brasil, menos para o estado de Goiás. O Canal Premiere exibe para todo o Brasil, pelo sistema pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos

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Mais um perrengue

Leia o post original por JC

Alguns leitores já reclamaram da postura do Vasco na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-GO. Não vi problemas nesse quesito, já que antes mesmo da expulsão do zagueiro atleticano, dominávamos as ações do jogo e pressionávamos. Aliás, o problema me parece ser justamente o contrário.

E o perrengue para vencer o jogo veio do somatório de duas deficiências do time. A primeira delas, o desespero pela vitória, era algo que parecia ter diminuído, como vimos nas vitórias sobre Figueira e Palmeiras, quando sofremos um gol e tivemos a calma para empatar e virar os placares. Ontem o Vasco voltou a correr riscos demais, com todo mundo tentando ir ao ataque de forma desordenada. Não foi à toa que o Dragão teve as melhores chances do jogo no primeiro tempo, mesmo passando os 45 minutos iniciais completamente acuado.

A outra deficiência é a incapacidade criativa do time diante de qualquer retranca, mesmo que seja feita pela defesa do lanterna do campeonato contando um jogador a menos. A pressão exercida no primeiro tempo aumentou com as alterações feitas no intervalo e ainda assim não conseguíamos levar perigo ao gol adversário. Mas se o gol não saía, não era porque a postura do time era a errada (e não era); faltava era talento para resolver a situação.

Foi preciso que o talento aparecesse para que a vitória viesse. Foi necessário que Felipe acertasse seu melhor passe em vários jogos e que Juninho, sempre ele, estivesse no lugar certo e na hora certa. A imagem do cansaço do Reizinho é o retrato de um time que tem conseguido se manter entre os melhores do campeonato, mas que está bem próximo do seu limite.

Tenha sido complicado ou não, os três pontos foram importantíssimos na luta pela Libertadores. Na próxima rodada já começam jogos decisivos contra times que disputam um lugar no G4 ou brigam pelo título. O drama diante do Atlético-GO, se não foi o bastante para nos encher de confiança para a reta final do Brasileirão, pelo menos nos trouxe uma vitória que nos dá moral para encarar o São Paulo na quarta-feira. E se o talento der as caras mais vezes, junto com o esforço do time, poderemos muito bem vencer nosso segundo maior rival na briga pela vaga na Libertadores (o primeiro é o Grêmio). Seja com ou sem perrengue, o importante é vencer.

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Daqui a pouco sai a coluna sobre o jogo no site Os 4 Grandes.

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A votação popular no prêmio Top Blog 2012 está rolando e, mais uma vez, essa modesta página busca um trofeuzinho. Caso consigamos, será o tricampeonato do Blog da Fuzarca na premiação.

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Update: a coluna sobre a vitória do Vasco no Serra Dourada já está no ar no site Os 4 Grandes.

Motivação igual

Leia o post original por JC

Os caras jogam em casa, estão mais que desesperados pela vitória e sempre devemos respeitar nossos adversários. Mas a questão aqui é simples: apesar disso tudo, o Vasco não pode pensar em outro resultado além da vitória na partida contra o Atlético-GO. Na prática quase não há fatores favoráveis ao lanterna da competição nesse jogo.

O Dragão nem de longe é o time dos últimos anos, que sempre fazia campanhas aceitáveis desde que subiu para a Série A em 2009. Tanto que o time, que agora disputa a Sul-Americana, não consegue nesse Brasileiro sequer fazer o Serra Dourada uma grande vantagem a favor: nos 13 jogos disputados em casa, o rubro-negro só conseguiu três vitórias e três empates, perdendo as outras sete partidas. O desempenho ridículo no estádio afastou sua torcida a ponto de hoje ser esperado um número maior de vascaínos no jogo.

Além disso, o técnico Artur Neto está promovendo grandes mudanças no time, na esperança de encontrar uma formação que consiga o milagre de tirar o Atlético do atoleiro e do quase certo rebaixamento. Pelo menos cinco titulares devem começar o jogo no banco, o que deve trazer problemas de ritmo de jogo e até de entrosamento para os donos da casa.

Já o Vasco não repetirá a escalação que venceu o Figueira na rodada passada por conta das voltas de Jonas e Renato Silva – que cumpriram suspensão – e da lesão do Tenorio, que cederá lugar ao Eder Luis. Carlos Alberto também volta ao time e é a única alteração tática na equipe: Felipe não se sentiu bem jogando mais próximo ao ataque e dessa forma volta ao banco.

As mudanças não mudam a forma do Vasco jogar, o que é positivo para a equipe. Mas para que o time seja eficiente, precisaremos de empenho para superar um adversário que não deve se expor muito e de inteligência para evitar que o desespero do Dragão não caia para o nosso lado. O Vasco tem qualidade o bastante para ditar o ritmo do jogo e explorar o nervosismo do Atlético.

A luta para fugir do rebaixamento é motivação que baste para o Atlético tentar de tudo para vencer a partida, mas o Vasco não pode estar menos motivado para garantir a vaga na Libertadores. Se a motivação das duas equipes for a mesma, não haverá desculpas para não impormos nossa maior qualidade e trazer os três pontos de Goiás.

ATLÉTICO-GO X VASCO
Márcio; Adriano, Gustavo, Diego Giaretta e Eron; Dodó, Marino, Danilinho e Alexandre Oliveira; Ricardo Bueno e Felipe.Fernando Prass; Jonas, Dedé, Renato Silva e Thiago Feltri; Nilton, Wendel, Juninho e Carlos Alberto; Eder Luis e Alecsandro.
Técnico: Artur NetoTécnico: Marcelo Oliveira
Estádio: Serra Dourada. Data: 06/09/2012. Horário:16:20 h. Árbitro: Raphael Claus (SP). Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Ciro Chaban Junqueira (TO).
A TV Globo transmite a partida para RJ, MG (menos Ituiutaba e Uberlândia), ES, SC, Recife (PE), BA, PB, RN, AL, MA, PI, GO (menos Goiânia), DF, MT, MS e Região Norte. O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema Pay-per-View.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos

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A votação popular no prêmio Top Blog 2012 está rolando e, mais uma vez, essa modesta página busca um trofeuzinho. Caso consigamos, será o tricampeonato do Blog da Fuzarca na premiação.

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Inter vence e piora situação do Palmeiras, que continua no Z-4; Seedorf desencanta e Botafogo bate Atlético-GO de virada!

Leia o post original por miltonneves

Quem diria, hein?

Fórlan, que já foi considerado o melhor jogador do mundo, perdeu um gol feito.

Imperdoável!

Engana-se que o tento perdido, faria diferença para o Inter.

Mesmo Fórlan estando com o pé “fora da forma”.

Ygor, encarregou-se de abrir o placar.

Na maior parte do jogo, o Colorado esteve superior ao Palmeiras, que parece ainda, estar sonhando com a conquista da Copa do Brasil.

Obina, tadinho, saiu do banco de reservas e nada fez. Realmente, não era o dia do Verdão!

No aniversário de Marcos, o “Santo Goleiro”, quem deu o presente foi o Internacional.

Já no Serra Dourada, quase tivemos uma surpresa.

O grande goleiro Márcio, fã de Rogério Ceni, abriu o placar cobrando pênalti.

Completinho, com Seedorf e companhia, o Botafogo ia tomando um chocolate do Atlético-GO.

Mais consistente em campo, o Dragão, mesmo na penúltima colocação da tabela, construía uma bela vitória.

Porém, o holandês mostrou seu valor.

As dificuldades na criação carioca, não o impediu de fazer seu primeiro e belíssimo gol com a camisa do Fogão.

E eu que apostava na vitória do Atlético-GO, me dei mal, a equipe carioca virou o jogo e largou os goianos de cabeça inchada.

No Canindé, a Portuguesa jogou muito bem.

O problema foi a insistência nas bolas aéreas, que a impedia abrir o marcador.

Foi só colocar a bola no chão e tocar bonito, igual ao meu Galo Mais Lindo do Mundo, que a Lusa, enfim, furou a meta do goleiro Ricardo.

Dominou toda a partida contra o Figueirense.

Ainda no final, os paulistas tiveram tempo para ampliar os números finais e dar um “tchau” para a zona perigosa.

OPINE!!!