Arquivo da categoria: Simeone

O creme de avelã raiz

Leia o post original por Rica Perrone

Veja você que loucura. O Cristiano sacaneou o Atlético, Simeone fez um gesto “obsceno” e o melhor do mundo o repetiu em campo após atuação de gala. Lá, foi “rivalidade”. Aqui, seria 2 horas num mesa redonda qualquer de debate sobre o limite do entusiasmo após um gol. O futebol é tão lindo quando tratado…

Se um técnico brasileiro agisse como Zidane seria muito criticado

Leia o post original por Quartarollo

Se um técnico brasileiro agisse como Zidane seria muito criticado

Faltando pouco mais de 15 minutos para acabar o tempo normal, em Milão, e o Real Madrid vencia o Atlético de Madrid, 1 x 0, gol em impedimento de Sérgio Ramos, que mais tarde merecia vermelho por lance violento matando contra-ataque adversário. Vermelho que se diga não apareceu.

A arbitragem foi ruim. Deu um gol em impedimento, um pênalti que não e que o Atlético desperciçou e outro que foi para o Atlético e que não foi dado. Deixou a desejar, não esteve à altura da final.

Com tudo isso acontecendo, Zinedine Zidane, que foi um craque genial na época de jogador, resolveu ser apenas um técnico pragmático e garantir o resultado.

Não tirou Cristiano Ronaldo que se arrastava em campo por motivo de contusão que quase o tirou do jogo porque seria vaiado impiedosamente e com razão, mas sacou Kroos, o motorzinho do meio-campo e o atacante Benzema, tão francês quanto ele.

Minutos depois Carrasco empatou para o Atlético e o título ficou pendurado. Foi para a prorrogação, Simeone tinha mais duas modificações para fazer e Zidane mais nenhuma.

Resultado: os times se arrastaram na prorrogação e nos pênaltis deu Real Madrid, 5 x 3, com a última batida para consagrar Cristiano Ronaldo.

O mesmo CR7 que apareceu sorrindo na conversa com o treinador antes da cobrança.

Se Zidane fosse brasileiro seria criticado veementemente por fechar o time muito cedo e ceder campo para o adversário.

Seria criticado por tirar dois jogadores importantes do nível de Kroos e Benzema e colocar em seus lugares substitutos discutíveis.

A condição física do time seria criticada por quase não suportar mais trinta minutos de prorrogação e o técnico seria criticado porque estava contando piada (sorrindo) com Cristiano Ronaldo antes da decisão dos pênaltis.

Diriam os puristas de plantão: “No momento em que devia estar concentrado (focado seria a palavra mais usada) na decisão não podia fazer isso. Não era hora para sorrir. Onde já se viu isso?”

Se viu na final da Liga dos Campeões num jogo de médio para bom e bem longe das expectativas de todos.

Para muita gente a culpa foi do Atlético de Madrid que tem elenco pior que Real, Barcelona e Bayern, mas que eliminou os dois últimos e chegou à decisão.

Mas se o jogo não foi melhor a culpa foi do Real. O Atlético teve posse de bola e soube o que quis o tempo todo.

Mais um grande trabalho de Simeone, um técnico mais rodado e mais experiente que Zidane, que tem a sorte de ser ídolo do Real e não trabalhar no Brasil.

Aqui seria crucificado até mesmo com o título. Perguntem para Tite, Dorival Júnior, Muricy, Bauza e outros como as coisas funcionam em nosso país.

Tite? Guardiola? Feliz é Fernando Diniz que não tem ninguém para encher o saco

Leia o post original por Quartarollo

Tite? Guardiola? Feliz é Fernando Diniz que não tem ninguém para encher o saco

Dois dos melhores técnicos da atualidade, na minha opinião, vivem semana similar. Cada um num canto do mundo.

Guardiola mais uma vez foi eliminado da Liga dos Campeões. De nada adiantou a posse de bola contra o hermeticamente fechado Atlético de Madrid.

Mesmo em dois jogos não conseguiu se classificar. Foi vaiado no fim de semana porque podia ter sido campeão antecipado na Alemanha, e não seria a primeira vez, e quando saiu do estádio, em Munique, também havia pressão pela eliminação na Liga.

Os gritos de “Fora, Guardiola” são uma afronta ao futebol. Mas ele tem contra si a sombra do técnico anterior      (Jupp Heynckes) que ganhou não só a Bundesliga, mas também Supercopa e Copa da Alemanha e a Liga dos Campeões.

A verdade é que não é preciso ser Guardiola para ganhar jogos e títulos, mas o time dele joga bem futebol e isso é agradável aos olhos, mas nem sempre para quem perde.

Enalteço o trabalho de Simeone no Atético de Madrid. Um técnico tem que saber da limitações da sua equipe e não se expor mesmo. Nada contra, só estou analisando a beleza do jogo e o trabalho em campo.

Como Guardiola fez um trabalho futurista e grandioso no Barcelona, embora sempre diga que o que o seu time jogava  é o que o Brasil jogava em 1982, é sempre cobrado por títulos e espetáculo.

Mas agora só o espetáculo não basta. O futebol é profissional, precisa de dinheiro e para consegui-lo é preciso ganhar também no campo.

Ainda com um crédito incomensurável, Guardiola não fica sem emprego. Vai para o Manchester City, que teve no chileno Manuel Pellegrini um grande treinador.

E Tite? O que tem com isso?

Tite vive uma outra realidade, mas também é um treinador extraordinário e foi eliminado na Libertadores, uma espécie de Liga dos Campeões do lado de cá do mundo.

Viveu, guardadas as devidas proporções, uma semana parecida com a de Guardiola.

Tinha sido eliminado do Paulista há poucos dias e o time no primeiro jogo, em Montevidéu, jogou bulhufas. Foi muito mal, não deu um chute ao gol adversário.

Acabou empatando em casa em 2 x 2 com o Nacional uruguaio e está fora da competição.

Tite começa a ser questionado novamente. É a sina do treinador no mundo todo pelo jeito.

Já ouvi que ele não ganha mata-mata. Mentira, ganhou uma Libertadores invicto e o Mundial no mata-mata. Ganhou Copa do Brasil com o Grêmio contra o próprio Corinthians também no mata-mata.

Na saída do estádio ontem cheguei a ouvir: “Ele não pode escalar Rodriguinho, é muito fraco, podia ter colocado o Guilherme”.

Guilherme? Aquele que todos criticavam e que ainda não se adaptou ao time? Ah, bom, aquele que a mesma torcida queria fora da equipe?

Sempre o de fora é o melhor quando o time perde. “Ah, tem que treinar pênaltis”. Sinceramente você acha que ninguém treina pênaltis no Corinthians? Claro que treina, mas é verdade, não tem dado certo.

Ao contrário de Guardiola, Tite conta com o que tem. Chegou em janeiro para comandar o time que tinha acabado de ser campeão brasileiro (é isso mesmo, se vocês esqueceram o time foi campeão brasileiro há poucos meses) e encontrou o elenco desfalcado por negociações para o exterior.

Teve que repor essas peças com os jogos em andamento. É consertar avião no ar e de vez em quando uma peça ficava pelo caminho.

Quase perdeu Elias e Cássio para o exterior. Daí seriam 9 baixas em relação ao time campeão do Brasil.

Queria ver Guardiola retornando de uma temporada vitoriosa e encontrando o Bayern sem Douglas Costa, Lahm, Neuer, Thiago Alcântara, Robben, Lewandowski e outros mais. Iria embora na mesma hora e ainda chamaria aquilo de imensa falta de profissionalismo.

Agora que ele está indo para o City já enviou a lista de reforços e ela começa só com Neymar e tem outros que não podem passar por equipes brasileiras nem em sonho. Os preços são impraticáveis para nós.

Terá milhões para gastar na montagem do elenco e vai dispensar muita gente boa também. E todos aplaudem.

Acho que Tite gostaria de viver uma situação como essa. Garantia total de emprego por três anos, um salário altíssimo e um dinheirão à disposição para contratar gente boa.

Garanto que não jogaria com Alan Mineiro, Romero, Guilherme e outros. Pensaria mais alto, com certeza.

Por isso que eu digo, feliz mesmo é Fernando Diniz, técnico do audacioso Audax, que já é no mínimo vice-campeão paulista.

Se perder está bom, se empatar está bom e se vencer está ótimo. Não será pressionado, não será cobrado por torcida que o time não tem, não verá seu nome pichado no muro em meio a palavrões, não será obrigado a ouvir insultos e pressões nos vestiários.

Vai continuar a vida e ainda será chamado por nós da imprensa como impetuoso e moderno. Responsabilidade zero.

Mas também não terá os salários de Tite e muito menos os de Guardiola. São os ônus que carregam o bônus. Você ganha mais, também será mais cobrado e precisa vencer mais também.

É o paradoxo do futebol atual e do chamando mundo capitalista. Não há mais romantismo na quentura dos estádios. Só em Osasco para o feliz Diniz.

Real Madrid 0 x 1 Atlético de Madri

Leia o post original por Mauro Beting

Panorama do 1ºTempo. (TacticalPad)

Panorama da partida: Real tentando furar as linhas cochoneras, que aproveitavam os espaços deixados pela defesa dos mandantes. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

O clássico de Madrid no Santiago Bernabéu foi marcado por notórios comportamentos defensivos e ofensivos de ambos os lados. Apesar dos esquemas táticos serem iguais (4-4-2), Zinedine Zidane e Diego Simeone tinham propostas nítidas e modelos de jogos bem diferentes.

Para a etapa inicial, o que já era esperado, aconteceu. Zidane organizou o Real Madrid no 4-4-2, com Isco pela esquerda e James pela direita. Cristiano Ronaldo flutuando no ataque, junto com Benzema, mais fixo na área, esperando a bola alçada.

Já o Atlético tinha a proposta clara: compactação, aplicação tática, ocupação dos espaços e saída para o contra-golpe com toques rápidos, envolventes, objeitos e eficientes. A marcação era iniciada já com a dupla de ataque, Griezmann e Fernando Torres, impedindo a transição ofensiva dos mandantes.

Os mandantes tocavam a bola no campo de ataque, mas não se aproximavam do gol, devido a intensa marcação e excelente ocupação dos espaços, balanceando para o lado da bola, fechando os espaços para infiltração/penetração do Real. Quando tinha a bola, o Atlético ia para o ataque, com velocidade na transição, passes verticais, envolventes e rápidos.

Flagrante da compactação defensiva. Linhas próximas e o círculo LARANJA mostra o meio-campo espaçado do time da casa. (Reprodução ESPN Brasil)

Flagrante da compactação defensiva. Linhas próximas e o círculo LARANJA mostra o meio-campo espaçado e sem movimentação/mobilidade do time da casa. (Reprodução ESPN Brasil)

 

Mudança no Real. Saiu Benzema e entrou o jovem Borja Mayoral, destaque das categorias de base. Zidane precisava de mais movimetação, mais criação no meio-campo.

Aos 53’min, contra-ataque dos cochoneros, Griezmann foi lançado e, dominou , esperou a passagem de Filipe Luis, que recebeu sozinho, após ultrapassagem, rolou para o francês, que bateu firme, rasteiro, sem chances para Navas. Atlético 1-0.

Após o gol o Real foi pra cima, em busca do empate. Zidane colocou Lucas Vásquez no lugar de James, que fez partida ruim.

O Real tentava pelos lados com Carvajal pelo flanco direito e Danilo pela lateral esquerda, improvisado (Marcelo estava machucado) mas não conseguia furar o bloqueio bem arquitetado por Diego Simeone. O técnico argentino colocou Kranevitter e Angel Correa nos lugares de Augusto Fernandez e Fernando Torres, respectivamente.

Panorama da etapa final, após as substituições. (TacticalPad)

Panorama da etapa final, após as substituições. (TacticalPad)

Aos 67’min, Cristiano teve chance de empatar a partida. O português recebeu pelo alto e cabeceou bem. Oblak fec bela defesa.

Zidane mudou novamente. Tirou Isco, que também fez ruim partida e colocou Jesé.

Mayoral bateu bem, mas Oblak fez excelente defesa. Na sequencia, Giménez afastou o perigo.

O Real tentou, mas não conseguiu empatar a partida. Vitória do coletivo. Aplicação tática implacável. 1ª derrota de Zidane sem Bale e Marcelo, que teve mais posse de bola, chutou mais a gol mas tem trabalho para furar bloqueios defensivos.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

O post Real Madrid 0 x 1 Atlético de Madri apareceu primeiro em Blog Mauro Beting.

Ainda existe clima para Felipão na Seleção Brasileira? Qual treinador você gostaria de ver no cargo mais importante do futebol???

Leia o post original por Milton Neves

scolari

Depois da eliminação, começa a caçada pelos culpados.

E o cargo de Luiz Felipe Scolari fica exposto.

Ainda no comando da Seleção Brasileira, Felipão já deve saber seu destino.

O sete a um é impossível de apagar.

Se Felipão cair, quem deve assumir seu lugar?

– Tite;

– Muricy Ramalho;

– Mano Menezes;

– Cuca;

– Wagner Mancini;

– Vanderlei Luxemburgo;

– Emerson Leão;

– Abel Braga;

– Dunga;

– Gallo;

– Marcelo Oliveira;

– Oswaldo de Oliveira;

– Tata Martino;

– Jürgen Klopp;

– Jürgen Klissmann;

– Jorge Luis Pinto;

– Simeone;

– José Mourinho;

– Pep Guardiola;

– Louis Van Gaal;

Lembra mais algum nome bom para o cargo?

OPINE!!!

Os gênios

Leia o post original por RicaPerrone

Basta uma palavra em outra língua para brasileiros acharem que trata-se de um ser superior. Os dois técnicos finalistas da Champions são cheios de mídia, badalo, referências e no entanto foram os piores em campo.

Um por escalar Coentrão no lugar do Marcelo, sob a justificativa tática do português marcar melhor. Como se houvesse alguém do outro lado, covarde por instinto, para ser marcado.

Num jogo onde iriam atacar e ver o rival esperar um gol achado, porque o lateral menos criativo e técnico?

E Simeone, um dos mais desleais sujeitos que vi na vida, agora “exemplo” e já na nossa mídia como “desejo” de muitos jornalistas que se deliciam com um terno preto vestido num gringo.

Escalou Diego na maior burrice do mundo e perdeu na prorrogação porque seu time estava morto e não podia mais mexer.

Pobre Zagallo quando fez isso sob o aval médico e com o melhor do mundo.  Foi “ousado e corajoso” o jumento que fez isso para ter no Tuta com grife uma arma “fatal” e decisiva.

Fala sério!

Os dois treinadores fizeram de tudo pra inventar moda e no final, pra sorte do futebol, ganhou o que pelo menos não é tão covarde.

O Atlético de Madrid não joga futebol. Faz uso dele pra ganhar pontos. E time que faz isso não precisa ser rebaixado, mas menos ainda ser premiado.

Um jogo daqueles didáticos, que explica a qualquer ser humano porque o futebol é apaixonante, intenso e porque a tal “justiça” que se busca nos pontos corridos é uma tremenda imbecilidade, tratando-se de um produto cujo maior chamativo é a emoção.

abs,
RicaPerrone