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O sistema dois: as amarrações

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Na hora de escolher jogadores há total prioridade para os credores. Até porque eles têm os melhores. Mas mandam bagulhos juntos.

 

 

Como disse no post de ontem 5 ou 6 empresários mandam no futebol brasileiro. Não importa clube ou seleção, sempre há um braço de empresário lá dentro. Essa ligação pode vir através do treinador, do gestor de futebol, do gerente e por certo alguém da diretoria. Isso garante o livre trânsito deles em qualquer concentração.

Claro que não precisam estar lá fisicamente. E normalmente não estão mesmo. Mas sabem tudo que rola, desde as necessidades dos clubes até quem pode participar do sistema. Qualquer equipe, que precise de aporte financeiro, terá nesses “donos” da bola a ajuda imediata. O dinheiro entra e o compromisso está garantido. Como negar algo a alguém para o qual se deve?

Esses montantes não entram, muitas vezes, de forma oficial. Aliás quase sempre não há registro de nada. Os pedidos são escritos em bilhetes, que são rasgados depois de sinais de concordância. Como não é nada oficial nunca se sabe se o dinheiro entra para os cofres dos clubes ou fica pelo caminho. Mas quem recebeu, sempre pessoa com poder de decisão, fica amarrado a quem mandou a grana.

Na hora de escolher jogadores há total prioridade para o credores. Até porque eles têm os melhores. Mas mandam bagulhos juntos. É como as televisões tinham que fazer antigamente. Para comprar os filmes de Oscar precisam levar encalhados das produtoras junto. No futebol brasileiro atual é igual. E os “encalhes” assinam longos e ótimos contratos.

Está entendendo agora porque alguns caras acertam com seu time, nunca jogam e custam fortunas ? É pagamento de pedágio. E em vários casos “devolução” de dinheiro que o clube nem viu, mas teve gente com cargo lá dentro, que usou muito bem. O sistema é bem montado. Bom para todos os participantes. Já para os torcedores a coisa está cada vez mais complicada. Jogos feios, campeonatos ruins e estádios cada vez mais montados para torcidas uniformizadas. Sim, claro, elas também  fazem parte do sistema. E em grande estilo.

Palmeiras ainda em fase de ajustes

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press

O Palmeiras ainda busca um melhor rendimento na temporada. No primeiro tempo contra o Red Bull, Eduardo Baptista repetiu o 4-2-3-1 utilizado contra a Ferroviária. Zé Roberto formou uma dupla de volantes com Felipe Melo, Dudu jogou centralizado na linha de 3 meias, desta vez com um armador pelo lado direito, o venezuelano Guerra e Keno pela esquerda.

O time começou bem, marcação alta, sufocando o adversário. Ainda no primeiro tempo diminuiu o ritmo e correu riscos. No intervalo, entraram Michel Bastos e Borja nas vagas de Guerra e William. O sistema também mudou, voltou para o 4-1-4-1. Felipe Melo centralizou como único volante, Zé Roberto jogou mais adiantado com Michel Bastos por dentro, Dudu foi para a ponta esquerda e Keno, depois substituído por Róger Guedes, foi para o lado direito.

O time de 2017 está mais modificado do que o esperado em relação a equipe campeã de 2016. Todos sabiam que Gabriel Jesus sairia, mas ninguém esperava pelas contusões de Tchê-Tchê e Moisés, jogadores fundamentais no Brasileirão.

O Palmeiras ainda oscila no seu rendimento, situação normal para uma equipe que ainda não completou 10 jogos oficiais na temporada. O grande problema é a cobrança, muitas vezes exagerada. O investimento foi alto e muitos esperam que o time vença e dê espetáculo rapidamente e isso ainda está longe de acontecer.

Não dá liga

Leia o post original por Rica Perrone

A LIGA é que o sonho do torcedor brasileiro movido por uma repetição vazia da mídia sobre como deveria ser. Pois bem, tentaram, tentarão, e não entenderão a diferença brutal de LIGA de fora do Brasil para as nossas condições. É impressionante como as pessoas indicam soluções sem conhecer os problemas no nosso futebol. Uma […]

CBF desenvolve sistema para evitar novos casos Lusa/Héverton

Leia o post original por blogdoboleiro

Depois do caso Héverton, a CBF estuda uma maneira de alertar os times antes das partidas sobre jogadores que tenham alguma ocorrência ou punição a tempo de evitar que eles entrem em campo. Este procedimento já é feito há, pelo menos duas temporadas. Mas o que aconteceu com a Portuguesa de Desportos mostrou que o sistema precisa ser aperfeiçoado.

Um especialista em tecnologia da informação, que já trabalha para a Federação Paulista de Futebol, foi cedido à Confederação Brasileira para que desenvolva uma plataforma mais eficaz. Ou seja, transformar a súmula eletrônica como ferramenta para evitar confusões e falhas.

Até agora, o esquema de alerta tem funcionado tanto na FPF quando na CBF seguindo estes procedmento: o tribunal (STJD ou TJD) comunica as penas decididas em julgamentos para um funcionário do departamento de competições. Ele insere no sistema as informações que constam das atas das sessões.

Antes dos jogos, o quarto árbitro recolhe as súmulas com os nomes dos jogadores titulares e reservas. O juiz coloca a lista no computador e o sistema informa se ele, por exemplo, tem que cumprir suspensão. Neste caso, o papel do 4º árbitro é de avisar o clube.

A decisão de colocar ou não um atleta denunciado no arquivo da CBF (ou FPF) passa a ser da agremiação. “Eles comunicam ao pessoal do time que há um impedimento, mas não têm o poder de barrar ninguém. É uma decisão do clube”, disse o diretor de arbitragem da FPF, Cel. Marcos Marinho.

Em São Paulo, este alerta tem funcionado, principalmente porque os julgamentos acontecem até quarta-feira. Para a CBF, a situação é mais complicada. O STJD tem sessões nas noites de sexta-feira. E aí, se torna impossível alguém do Superior Tribunal informar ao funcionário da Confederação que, pelo adiantado da hora, já foi embora. E o expediente na CBF só volta na segunda-feira.

Foi o que ocorreu no caso Héverton.

Na sexta-feira, dia 6 de dezembro de 2013, o jogador foi julgado pelo STJD e punido com dois jogos de suspensão por ter reclamado com o juiz na derrota da Lusa para o Bahia por 1 a 0, na 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. O meia já tinha ficado de fora de uma partida diante da Pornte Preta. No dia 8 de dezembro, foi relacionado entre os reservas e acabou jogando contra o Grêmio na última rodada do Brasileiro.

Resultado: a Portuguesa, que tinha se livrado do rebaixamento, foi punida pela CBF com a perda de quatro pontos e mandada para a Série B. O clube reagiu na Justiça. Alega que a CBF tinha que ter avisado em seu site até no sábado para que soubesse da punição. Informalmente, o costume era confiar nos advogados, que representam os clubes no tribunal e avisavam das punições.

O que o presidentes da CBF, o atual José Maria Marin e o futuro Marco Polo Del Nero, querem é estabelecer um sistema onde o próprio STJD vai inserir as informações de penas dos atletas ainda na sexta-feira à noite. Assim, árbitros e clubes poderão se informar a tempo de evitar novas confusões.

Até hoje, não se sabe exatamente o que aconteceu. O advogado contratado pela Lusa, Oswaldo Sestário Filho, garante que informou por telefone ao vice jurídico Valdir Rocha. Este nega a informação. O Ministério Público de São Paulo está investigando o caso e já descobriu movimentações financeiras fora do comum envolvendo contas bancárias de 12 pessoas, todas relacionadas com clubes afetados no caso. Uma destas contas, aberta no Uruguai, há um depósito considerável de dinheiro que ainda não foi movimentado.

Teixeira já era. Cai o ditador, porém sistema fica

Leia o post original por Mion

A verdade com ou sem dor

A saída do presidente da CBF, Ricardo Teixeira é festejado aos quatro cantos do país. Não nego que também fiquei um pouco aliviado sem a presença nefasta do dirigente, mas também não exagero. Quando um ditador cai, junto com ele desmorona todo o sistema, não é o caso da CBF, ainda mais com José Maria Marin assumindo o cargo.

A CBF continuará sob o comando de Teixeira e seus seguidores. Apenas não ocupará o cargo. Duvido em um rompimento entre Marin e Ricardo. São próximos e aos 79 anos basta a honra de ocupar o cargo, Marin não fará nada para contrariar o “mestre”. Presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa 2014 é um belo presente de 80 anos que serão completados em maio. Para Marin basta o status, se quiser “botar as manguinhas de fora” cai na mesma hora.

Por esta razão não justifica tanta empolgação. E não duvido que nas eleições em abril de 2015, quando tudo estiver frio, bem gelado, Teixeira apareça como candidato e seja eleito. Se alguém duvidar, não aposte muita grana, o risco de perder é enorme.