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Os prós e os contras de jogar uma decisão na Vila Belmiro

Leia o post original por Odir Cunha

Tenho recebido comentários desanimados de sócios do Santos que não conseguiram comprar ingressos para a final de domingo e, por isso, estão pensando seriamente em deixar de serem associados. Agora mesmo interrompi a redação deste post para atender ao amigo Ricardo Rangel, sócio do Santos desde 1978, conselheiro suplente nesta gestão, que queria comprar ingressos para ele e seus filhos, mas entrou no site do clube logo que abriram as vendas e, segundo ele, os ingressos já estavam esgotados.

Escolher um estádio que só comporta 14 mil pessoas, das quais menos de 12 mil devem ser santistas, sabendo que o clube tem cerca de 25 mil sócios adimplentes, é uma temeridade. Já que a única vantagem do sócio do Santos é pagar meia entrada nas partidas, não poder assisti-las torna essa associação inútil, alegam eles. A meu ver, porém, a situação não é tão simples e permite análises de vários ângulos, favoráveis ou não à escolha da Vila Belmiro para este jogo. Vejamos alguns:

1 – Somos sócios para ajudar o Santos. Se em algumas partidas nossa ajuda presencial não é necessária, pois seremos bem representados por um estádio lotado empurrando o time, então que nos conformemos. É óbvio que, qualquer que fosse o tamanho do estádio, muitos santistas interessados em ver o jogo ficariam de fora.

2 – Nestes confrontos decisivos, os jogadores e a comissão técnica do Santos têm preferido jogar na Vila Belmiro. Então, cabe a pergunta: historicamente, o Santos tem mesmo uma probabilidade maior de vitória quando manda seus jogos na Vila Belmiro? Mesmo sem fazer todas as pesquisas necessárias, eu diria que sim. Mas é uma diferença mínima para o Pacaembu, por exemplo. Na verdade, nos últimos anos, o Santos tem vencido mais quando manda seus jogos no estádio paulistano.

3 – Se for campeão, o Santos ganhará um prêmio de três milhões de reais. Se jogasse no Pacaembu, ou Morumbi, provavelmente já ganharia esse dinheiro com a renda do jogo, independentemente de conquistar o título ou não. Fica a pergunta: vale a pena perder dinheiro com a arrecadação e descontentar torcedores e sócios pela vantagem teórica – que não representa 10% a mais de chances de vitória – de jogar na Vila Belmiro? Os jogadores e a comissão técnica acham que sim e a diretoria, que também tem o objetivo político de satisfazer o seu curral eleitoral na cidade de Santos, concorda. O presidente Modesto Roma disse que ouviu os torcedores, mas, certamente, se referiu aos torcedores mais próximos dele. Se ouvisse a maioria dos santistas de todo o Brasil, fatalmente a decisão seria outra.

4 – Mesmo endividado, será que o título não pode trazer ao Santos maior visibilidade e maiores possibilidades de conseguir um bom patrocínio? Neste caso, não vale a pena correr o risco de perder dinheiro a curto prazo, mas aumentar a chance de ganhá-lo em maior quantidade em médio e longo prazos? Outra pergunta que se aplica no caso é: há um plano para capitalizar um possível título Paulista e transformá-lo em ações de marketing, ou passará em branco?

5 – Mas um time grande, com uma grande torcida, poderá chegar ao patamar de 100 mil sócios e de arrecadar o mesmo que seus principais rivais jogando em um estádio pequeno? Não está na hora de o Santos trabalhar esse aspecto psicológico de seus atletas para que se sintam em casa em qualquer estádio, desde que sejam incentivados por 90% dos torcedores presentes, como ocorreria se jogasse no Pacaembu ou Morumbi? Ou alguém diria que o Alvinegro Praiano, na época em que realmente era Gigante, se sentiu fora de casa enfrentando o Milan, no Maracanã?

6 – Desprezado pela TV Globo, que tem a sua própria divisão geopolítica do futebol brasileiro, e pelos grandes patrocinadores, que não o vêem como um time de massa (e a própria direção do clube lhes dá boas razões para pensar assim), as opções mais viáveis para o Santos arrecadar o dinheiro suficiente para se manter como time competitivo é conseguir grandes arrecadações e aumentar significativamente seu quadro de sócios, e isso é incompatível com a filosofia de jogar seus grandes jogos na Vila.

7 – Se a decisão definitiva é mandar seus jogos na cidade de Santos, então é evidente que o estádio Urbano Caldeira, neste formato reduzido em que está hoje, não comporta os sonhos de um Santos maior. Ou ele tem de ser bem ampliado, ou o clube deveria buscar uma parceria com os coirmãos Portuguesa Santista e Jabaquara e, principalmente, com a Prefeitura de Santos, para a construção de um grande e moderno estádio municipal, com capacidade de 30 a 40 mil pessoas. Um estádio amplo, mais confortável, com visão total do jogo, melhores condições de estacionamento e segurança, atrairia muito mais torcedores, faria o paulistano voltar a descer a serra para ver jogos de seu time e com isso a média de público beiraria 15 mil pessoas, tirando o Santos do limbo em que se encontra.

8 – Por outro lado, esta decisão de campeonato em casa, com todos os detalhes da organização do espetáculo nas mãos da diretoria do Santos, nos dará uma boa ideia do nível de organização do clube com esta nova gestão. Diante de tanta procura por ingressos, será inadmissível se o estádio não estiver completamente tomado e se todos os ingressos não forem comprovadamente vendidos. Se surgirem entradas nas mãos de cambistas, ou se forem distribuídos ingressos de cortesia para um jogo em que tantos querem pagar para assistir, alguma coisa estará errada, muito errada. Ah, e que não vejamos também aqueles buracos enormes nas cativas, e nem sejamos surpreendidos por uma lista gigante de despesas diversas.

Estádios das decisões do Santos desde 2002

2002 – Brasileiro – Morumbi – campeão
2003 – Libertadores – Morumbi – vice
2004 – Brasileiro – Teixeirão (S.J. do Rio Preto) – campeão
2006 – Paulista – Vila Belmiro – campeão
2007 – Paulista – Morumbi – campeão
2009 – Paulista (1º jogo) – Vila Belmiro – vice
2010 – Paulista – Pacaembu – campeão
2010 – Copa do Brasil (1º jogo) – Vila Belmiro – campeão
2011 – Paulista – Vila Belmiro – campeão
2011 – Libertadores – Pacaembu – campeão
2012 – Paulista – Morumbi – campeão
2012 – Recopa Sul-americana – Pacaembu – campeão
2013 – Paulista – Vila Belmiro – vice
2014 – Paulista – Pacaembu – vice
2015 – Paulista – Vila Belmiro – ……

E você, acha que a escolha da Vila Belmiro foi acertada?


Se fosse só o futebol, o Santos estaria muito bem

Leia o post original por Odir Cunha


Paulo Cesar Verardi, que já passou por Umbro e Grêmio, é o novo gerente de marketing do Santos. Ele foi anunciado para o lugar de Alex Fernandes nesta segunda-feira. Com um perfil mais agressivo, Verardi vem para conseguir patrocínios e turbinar a campanha de sócios do clube. Que os céus o iluminem.

Lucas Lima

Adversário no chão, Lucas Lima segue com a bola. Diante das dificuldades financeiras provocadas pela última gestão, não era para o Santos estar jogando tão bem dentro do campo. O problema continua sendo fora dele (Ivan Storti/ Santos FC).

Mesmo com dispensas de tantos jogadores e contratações de outros a toque de caixa, o Santos tem feito um bom Campeonato Paulista e poderá brigar pelo título. Não digo que é o favorito, mas poderá lutar com boas chances. Agora, o que pega é o jogo fora de campo. Neste, o clube ainda tem muito a evoluir. E o problema é que se não agir rápido, não terá como segurar o elenco e seguirá depauperado para o Campeonato Brasileiro, com riscos até de rebaixamento.

Analisemos, com calma, a maneira como o Santos tem lidado com suas fontes de recursos e o que pode ser melhorado:

Sócios – O presidente Modesto Roma finalmente percebeu que esse contrato com a CSU é péssimo para o Santos. A terceirizada não é nada ágil para conseguir mais sócios e se mostra inepta para manter os que o clube já conquistou. O resultado é uma inadimplência enorme. De 60 mil, o clube só recebe mensalidades de 20 mil sócios. Como já escrevi aqui e já alertei no Conselho, o Santos só pode contar com seu torcedor, ele é o consumidor de sua marca. É preciso perdoar os inadimplentes, acelerar a captação de novos sócios e criar benefícios para eles. É possível, sim, chegar a 100 mil sócios, ou mais, mas para isso é indispensável criatividade, iniciativa e trabalho.

Rendas nos jogos – Dá para conseguir boas arrecadações jogando só na Vila Belmiro? Não! A não ser que todo jogo alcance a lotação máxima do estádio (pouco mais de 12 mil pessoas), sem muito ingresso de cortesia e com preços mais altos. Isso é plausível? Não! Então, o jeito é jogar em um estádio maior, certo? Óbvio! O Santos pode jogar no Pacaembu, sua casa em São Paulo, com capacidade para 39 mil pessoas. Trata-se de um estádio central, com muitas vias de acesso. Mas a diretoria não sabe se decide usar mais o Pacaembu, ou entra na onda dos que fazem campanha contra. Ou seja, a política rasteira e citadina está atrapalhando um plano evidente de marketing, que deveria incluir o agendamento de vários jogos no Pacaembu, com trabalho de hospitalidade e atrações para cativar o torcedor, principalmente as crianças. Por que não adotar a promoção do “Sócio mais Um”, dando ao associado a possibilidade de adquirir uma entrada para um amigo ou parente que não é sócio? Por que não resolver de vez o imbróglio que é comprar ingressos pela Internet?

Patrocínio – Não sabemos o que ocorre nesse departamento do clube, mas passar tanto tempo sem um patrocinador máster é de amargar. Creio que os quesitos anteriores – mais sócios e mais público nos jogos – seriam argumentos essenciais para convencer grandes empresas a usarem o Santos como divulgador de suas marcas. Por isso é que o aumento do quadro de sócios e mais jogos no Pacaembu são providências obrigatórias para dar ao Santos maiores possibilidades de conseguir um bom patrocinador. Quanto mais tempo o clube demorar para reconhecer isso, mais tempo sofrerá agruras financeiras e verá seus rivais dispararem na frente.

Cota de tevê – Como a audiência da tevê depende muito da qualidade do time, este é um item no qual o Santos vai bem no momento. Como o previsto, o seu jogo com o Palmeiras bateu o recorde de audiência no Campeonato Paulista, e o confronto com o Corinthians, que provavelmente decidirá o líder desta fase do Campeonato, dará um ibope ainda maior. Por mais que as equipes de jornalismo esportivo bajulem outros times, não se pode negar que o Santos é uma atração no futebol da tevê brasileira. Isso precisa ser capitalizado pela diretoria do clube. Mas enquanto, sem outras receitas significativas, o Santos seguir pedindo adiantamentos para a Globo, seu poder de negociação será nulo e continuará recebendo cotas menores do que clubes que têm tido piores resultados em campo e piores audiências nos últimos anos.

Clique no link abaixo para saber que o Santos teve R$ 122.388,00 de “Despesas Diversas” e R$ 269.943,00 de Despesas Totais no jogo contra o Audax, no sábado, o que gerou um prejuízo de R$ 5.878,65:
http://www.fpf.org.br/sumulas_2015/a1/3973-109f.pdf

Uma boa notícia: Leandro Damião está fazendo gols
Destaque do Cruzeiro na Copa Libertadores da América e no Campeonato Mineiro, Leandro Damião tem feito gols nas duas competições. Isso é ótimo, pois aumenta a chance de algum clube se interessar pela compra de seu passe. Acho muito difícil que o Santos recupere a fortuna paga pela administração de Odílio Rodrigues ao atacante (R$ 42 milhões, com aumento da dívida de 10% ao ano, em euros!!!). Mas ao menos poderá amenizar o prejuízo. Veja que golaço do LD:

E pra você, como o Santos esta jogando fora do campo?


Tratar o sócio mal não é só crime. É burrice!

Leia o post original por Odir Cunha

consumidor lesado

Por tudo que temos discutido aqui, é evidente que o Santos só pode contar com o santista e que este só apoiará o clube se confiar nesta diretoria e for bem tratado – o que ainda não está ocorrendo. Além dos comentários aqui no blog, tenho recebido e-mails no meu endereço pessoal com sérias críticas ao departamento do clube que lida com o associado.

Não sei o que anda passando pela cabeça do pessoal que assumiu o Santos, mas me preocupo por pressentir que o quesito associado não está sendo tratado com a atenção e a urgência que merece. Perdoar a inadimplência só de proprietários de cadeiras cativa é de um elitismo atroz. O Santos tem de se abrir para o seu sócio comum, mesmo distante, e tem de abrir a Vila Belmiro para o torcedor fiel, apaixonado, e não para o que compra uma cadeira para deixa-la vazia.

Temos de dar um desconto para esta gestão porque assumiu outro dia, mas como o sócio deve ser prioridade para o Santos, acho que já está demorando demais para organizar o departamento, que necessariamente precisa ser o mais eficiente do clube, sob risco de o Glorioso Alvinegro Praiano permanecer indefinidamente em uma posição secundária no futebol brasileiro.

O tempo entre o torcedor mostrar vontade de se associar e se tornar efetivamente sócio do clube deve ser o mais curto possível, assim como o recebimento de sua carteirinha, a facilidade para pagar (cartão, boleto) e para comprar ingresso para os jogos. Enquanto o Santos sair para este contra-ataque vital para sua existência como um cágado de muletas, ficaremos marcando passo e vendo os adversários saltarem à frente.

Neste momento deve, ou deveria, ter muita gente boa pensando no que oferecer aos sócios do clube, como conquista-los e mantê-los. Há um universo de no mínimo quatro milhões de pessoas que podem ser sensibilizadas. Como faze-lo é função dos profissionais do marketing e do pessoal de captação e atendimento ao sócio. Não há mesmo tempo a perder. Mãos à obra!

Acompanhe agora o sócio do Santos tentando passar pelas catracas da Vila Belmiro, em um vídeo de 2012:

Palpites do Odir

Nesta edição do blog inauguro os ‘Palpites do Odir”, que darei a cada rodada. Há muito do conhecimento que tenho do futebol aí, mas também há o que se pode chamar de “a voz do coração”. Seguem meus palpites para a rodada. Se quiser, mande os seus. No final, podemos ver quem marcou mais pontos. Resultado certo: 5 pontos. Empate: 3 pontos. Vitórias: 2 pontos. Vamos lá?

Palpites do Odir

Sábado
Bragantino 2 X 0 São Bernardo – 17 horas
Audax-SP 0 X 0 Palmeiras – 17 horas
Rio Claro 0 X 0 Botafogo – 17 horas
Capivariano 0 X 0 Red Bull Brasil – 19h30
XV de Piracicaba 1 X 0 Mogi Mirim – 21 horas

Domingo
Penapolense 2 X 1 São Paulo – 17 horas
Corinthians 0 X 0 Marília – 17 horas
Santos 3 X 1 Ituano – 19h30
São Bento 1 X 1 Linense – 19h30
Ponte Preta 2 X 0 Portuguesa – 19h30

E você, o que acha disso? Quer palpitar também?


Precisa-se de centenas de milhares de sonhadores

Leia o post original por Odir Cunha

Aumentar o faturamento é o grande dilema do Santos. Um patrocínio máster depende de contatos, fatos, argumentos e propostas bem feitas, mas segue variáveis que às vezes fogem à lógica. A cota de tevê obedece às idiossincrasias da Globo, uma emissora sedenta por Ibope em um País regido pelo populismo. Sabe quando o Santos ganhará o mesmo que os queridinhos? Então, o que nos resta? Ora, nos resta o essencial: o sagrado torcedor, em forma de público nos estádios e de sócio pagante.

De público nos estádios temos falado nos últimos dias e, se não esgotamos o assunto, ao menos abrimos várias perspectivas de discussão. Um dirigente atento tem a obrigação de perscrutar o que sente o torcedor, e esperamos que o façam. Mas agora vamos falar de sócios, ou melhor, da possibilidade de o Santos aumentar sobremaneira o seu quadro associativo, a ponto de se tornar independente e próspero apenas com o montante arrecadado com essas contribuições.

O amigo Adriano Riesemberg, suplente do Conselho do Santos, me avisa que o clube está anunciando em seu site oficial que os sócios inadimplentes podem renegociar sua dívida. Adriano diz que é uma boa medida, mas é necessário que os sócios recebam esta mensagem por e-mail ou carta, pois nem todos acessam o portal. Lembra também que o cadastro dos sócios está muito desatualizado e por isso muitos podem ficar sem saber da promoção. Concordo e por isso estou divulgando esta informação com destaque.

Porém, perdoar os inadimplentes é uma medida apenas paliativa. Vemos as pesquisas de torcida e constatamos que o Santos deve ter, no mínimo, quatro milhões de torcedores no Brasil. Estou sendo realista. Se formos nos basear em certo clube que anuncia ter 30 milhões, então teríamos 20. Mas eles estão mentindo. A realidade é bem outra.

Agora mesmo acabei de ver a lista dos times mais votados na Timemania neste ano e o Santos está em terceiro, com 3,29%, à frente de São Paulo (3,24%), Palmeiras (3,09%), Grêmio (2,86%), Internacional (2,6%), Vasco (2,6%), Cruzeiro (2,59%) e Botafogo (2,35).

Pois é. Entra ano, sai ano e desde 2010 o Santos se reveza entre o terceiro e o quarto lugares em uma loteria que consulta milhões de brasileiros adultos, que gostam de futebol, de cerca de 70% das cidades brasileiras. Se esta enquete não é significativa, então não sei qual é.

Bem, mas voltando ao universo de torcedores do Santos, digamos que sejam quatro milhões espalhados pelo Brasil inteiro – sim, porque o Santos é um time nacional, com torcedores em todas as regiões do País, e por isso se sai tão bem em uma enquete abrangente como a Timemania, na qual supera com ampla margem as equipes mais regionais.

Sabendo-se que a questão principal relacionada às torcidas de futebol não é a quantidade, mas a capacidade de mobilização, eu afirmo, com plena convicção, que se os santistas se mobilizarem suficientemente poderão elevar o time e o clube a patamares jamais alcançados antes. O que quer dizer isso? Vamos lá…

20% de 4 milhões x 20 = 172 milhões/ano

Pode dizer que sou um sonhador. Gosto de sonhar. E nesse devaneio imagino que se 20% dos torcedores do Santos estivessem dispostos a pagar 20 reais por mês para serem sócios do clube, teríamos 800 mil pessoas gerando uma renda de 16 milhões mensais, ou 172 milhões por ano aos cofres do Glorioso Alvinegro Praiano.

Claro que isso não representaria uma renda líquida. A logística para manter esses torcedores seria dispendiosa, pois um batalhão de funcionários teria de atuar nessa área e não poderiam faltar brindes e promoções aos sócios. Sim, porque não se pode apenas conquistar o sócio e depois abandoná-lo à própria sorte. O associado do Santos jamais poderia ter motivo para se desassociar. Pois bem. Digamos, então, que fosse preciso subtrair 20% deste valor para as despesas do departamento, ou 34,4 milhões de reais. Nesse caso, ainda sobrariam 137,6 milhões.

Com este valor por ano as dívidas seriam logo sanadas. Haveria consequências lógicas. O time teria de jogar em estádios enormes, que viveriam cheios, pois só os sócios poderiam tomá-lo inteiro. E onde há público, há o interesse de patrocinadores. Com mais dinheiro, a equipe teria astros de nível internacional e, obviamente, seria uma atração dificilmente recusada pela tevê. Estaria fechado o círculo virtuoso.

É impossível? É um sonho maluco de um cara que não desiste de seus sonhos? Não acho. Prefiro defini-lo como o único caminho para os grandes clubes brasileiros que não são bafejados pela proteção do status quo. Olhe para o lado e veja o Palmeiras, que está conseguindo com o seu plano de sócio-torcedor arrecadar o mesmo valor que poderia obter com um patrocínio máster. Perceba, ainda, que outros clubes, como Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Internacional estão indo na mesma direção.

Mente aberta é essencial

Por que este plano parece impraticável? Por que 800 mil santistas jamais pagariam 20 reais por mês para serem sócios do clube, mesmo que recebessem benefícios em troca e tivessem a satisfação de ver seu time no topo? Não creio. Desde que sejam bem informados sobre o projeto e confiem na direção santista, dezenas, centenas de milhares de santistas estariam dispostos a participar dessa arrancada história e definitiva. Então, o que pode pegar?

O maior obstáculo que pode existir é a intenção de Modesto Roma e sua equipe de governo. Se tiverem medo de aumentar desmesuradamente o quadro associativo, a ponto de perder o controle que a cidade de Santos tem sobre o clube, então pouco ou nada farão para que este salto seja dado.

Porém, se amarem o Santos e o quiserem realmente gigante, então não permitirão que nenhuma barreira se interponha entre a atual dura realidade do clube e o que ele ainda pode vir a ser. E agindo assim, com visão e grandeza, sem preconceitos ou regionalismos, quem sabe não consigam manter-se mais tempo à frente dos destinos do clube?

E pra você, o Santos pode chegar a quantos sócios?


8 passos que podem tornar a Vila Belmiro viável

Leia o post original por Odir Cunha

Tudo indica que sob a direção de Modesto Roma o Santos vai mandar a maioria de seus jogos na Vila Belmiro. Okay, é o seu estádio. Mas o problema é que se a diretoria não fizer nada para aumentar sua média de público, mandar no Urbano Caldeira quase todos os seus jogos em Santos só vai reduzir a visibilidade do time e diminuir tanto a possibilidade de conseguir boas rendas, como a de atrair um bom patrocinador máster.

Em 1978/79, quando Juary, Pita, João Paulo, Nilton Batata, Ailton Lira, Clodoaldo, Joãozinho & Cia formavam um time que era uma das sensações no futebol brasileiro, a Vila chegou a receber públicos totais de 30 mil pessoas. Se hoje conseguisse ao menos manter uma média de 15 mil pagantes, isso já representaria um grande passo.

O que é necessário para que isso ocorra? Além de motivar o torcedor santista da Baixada, é preciso também mexer na estrutura do Urbano Caldeira? Pois se é isso que tem de ser feito, o que se está esperando?

Listo agora oito providências que podem ser tomadas pelo Santos caso queira voltar a ter um bom público em seus jogos na Vila Belmiro:

1 – Ingressos mais baratos
Até o torcedor voltar a pegar o hábito de ir aos jogos na Vila Belmiro, os ingressos precisariam ter uma boa redução de preço.

2 – Facilidade e promoções para os sócios
Para quem é sócio do Santos, ir à Vila tem de ser a coisa mais simples do mundo. Algo que poderá ser resolvido rapidamente pela Internet. Para isso, o clube deve reservar um bom espaço no estádio para os associados e pensar sempre em agrada-lo com promoções.

3 – Facilidade de transporte
Falta transporte público até a Vila Belmiro. O clube deveria negociar para conseguir ônibus saindo de vários pontos da Baixada Santista, do ABC e da Capital em direção ao Urbano Caldeira. Isso traria ao estádio torcedores que hoje até querem ir, mas não vão pela dificuldade de transporte.

4 – Acabar com os camarotes térreos
Eles reduziram a capacidade do estádio e diminuíram a pressão sobre os adversários. Está na hora de cederem espaço para os torcedores que gostam de ver o jogo ao lado do alambrado.

5 – Lotar as cadeiras cativas vazias
Não sei o que se vai fazer, mas é preciso dar um jeito nas cadeiras cativas sempre vazias. Um ideia: os donos das cadeiras teriam uma semana para informar se iriam aos jogos ou não. Se não fossem, seus assentos seriam comercializados normalmente.

6 – Criar atrações antes dos jogos e nos intervalos
Programar jogos oficiais ou amistosos dos times de base nas preliminares dos jogos principais. Homenagear jogadores e personalidades santistas. Instituir o camarote dos bicampeões mundiais, apenas para os jogadores do time campeão em 1962/63. Enfim, o torcedor terá sempre algo mais para ver além do jogo.

7 – Fazer sorteios entre o público
Camisas autografadas, DVDs, produtos fornecidos pelo patrocinador – que assim também terá a sua divulgação –, bolas, ingressos, etc.

8 – Distribuir brindes para o torcedor
O torcedor tem de ir pra casa com uma lembrancinha do jogo, nem que seja um pequeno impresso com a apresentação da partida. Outra ideia: depois de 10 ingressos comprados, o torcedor teria direito a um brinde especial.

E pra você, o que fazer para ter mais público na Vila?


E se o Santos fosse um clube democrático?

Leia o post original por Odir Cunha

José Saramago (16/11/1922, Azinhaga, Portugal – 18/06/2010, Tías, Espanha), único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, lembra o “detalhe” que falta na democracia dos países (e dos clubes).

Fiquei imaginando como seriam as coisas se o Santos fosse um clube extremamente democrático, a ponto de só tomar decisões que estivessem de acordo com a opinião da grande maioria dos santistas – sócios e torcedores. Haveria interesse em Chiquinho? Provavelmente não, pois já se percebeu que não é um jogador que agrada aos santistas. E os contratos de Renato e Vladimir, seriam renovados? Não! E como seria o time para o Campeonato Paulista? Fácil…

É só pegar a enquete que foi feita neste blog – e que poderia ter sido feita em qualquer blog de santistas, pois o resultado seria o mesmo. O goleiro Gabriel Gasparotto teria a oportunidade de ser titular. A defesa, desde que todos estivessem em plenas condições físicas, seria formada por Daniel Guedes, Gustavo Henrique, Jubal e Caju. O meio-campo teria Alison, Arouca e Lucas Lima, e o ataque seria formado por Gabriel, Robinho e Geuvânio.

Um time de Meninos da Vila recheado por Arouca e Lucas Lima? Sim, este seria o “Santos do Povo” se a vontade do santista prevalecesse. É normal que com os jogos houvesse uma ou outra mudança, talvez com Aranha, em melhor forma, voltando ao gol, ou o veterano Edu Dracena entrando na zaga, mas o certo é que o time de garotos contaria com a paciência e o apoio do torcedor, essenciais em um momento delicado como este.

E se esta mesma vontade popular fosse respeitada no quesito estádio, onde o Santos jogaria? Bem, vamos a outra resposta que não requer prática e nem perfeição…

No mínimo o Santos faria metade de seus jogos na Vila Belmiro, metade no Pacaembu, e no mínimo aumentaria a sua média de público para 12, 14 mil pessoas, o que representaria um aumento aproximado de 50% sobre a média atual.

Um estádio maior comportaria mais associados e o clube poderia incrementar a sua campanha de sócios, pois hoje a Vila não comporta nem um terço dos sócios do Santos. E com mais sócios e mais visibilidade, a possibilidade de conseguir bons patrocinadores aumentaria, claro.

Porém, o que atrairia mesmo mais patrocinadores e mais sócios seria a credibilidade trazida por uma auditoria – outra vontade da maioria dos santistas. Mais do que uma despesa, a auditoria seria um investimento precioso na imagem do clube, hoje tão debilitada.

Ao perceber que o Santos estaria, realmente, adentrando uma nova era – de competência e seriedade –, santistas de todo o país se prontificariam a se associar ao clube, e seriam surpreendidos positivamente com a notícia de que quanto mais longe morassem da Vila Belmiro e do Pacaembu, menos pagariam pelo título de sócio.

E este sócio, obviamente, seria tratado a pão de ló, com muita atenção, pois é o grande tesouro do Santos, a grande herança dos tempos de ouro. Brindes, promoções, revistas, livros, filmes – todo o mês o associado do clube receberia um presente que o ligaria ainda mais ao clube e tornaria o peso do seu pequeno investimento ainda menor.

Haveria enquetes e mais enquetes. Não se tomaria uma decisão importante no clube sem ouvir o sócio. O santista perceberia que suas vontades e opiniões estariam, finalmente, sendo respeitadas, e este círculo virtuoso criaria um clima excitante para os jogos. A equipe teria previsíveis limitações técnicas no começo, mas jamais se ressentiria do apoio de seus apaixonados torcedores.

Um Santos democrático, como o nome diz, seria governado pela vontade da massa santista, e por isso jamais seria abandonado por ela. O papel do presidente do clube e de seus diretores seria o de corrigir a rota de vez em quando, tomando decisões pontuais, que não se chocassem, entretanto, com os anseios da maioria.

Não haveria uma contratação descabida, ou a renovação de contrato de jogadores que já não são considerados suficientemente úteis para o time. A inteligência e a sensibilidade do torcedor governariam o Alvinegro Praiano. E, como já aprendemos, o torcedor, em sua expressão coletiva, é muito mais sensível e inteligente do que qualquer presidente de clube.

E você, o que acharia desse Santos democrático?

Sabe quando é hora de jogar a toalha? Nunca…

Leia o post original por Odir Cunha

Minha coluna de hoje no Metro Jornal: “O Santos só pode contar com uma pessoa”

gandhi

Tinha pensado no título “Vamos por partes”, porque acho que nesse momento de tanto pessimismo entre os santistas, faz falta um pouco de calma e reflexão. E um método eficiente para desconstruir o monstro do medo e da incerteza é analisar cada parte do todo. Fazendo assim, veremos que todos os problemas do Santos têm um jeito.

Gestão – Vai de mal a pior, infelizmente. Digo infelizmente porque, como torcedor, quero sempre que a diretoria eleita faça um grande trabalho. Mas esta, que começou até muito bem com Luiz Álvaro Ribeiro e prossegue com Odílio Rodrigues, está, no todo, fazendo um trabalho muito ruim, muito aquém do que se pode esperar para um clube como o Santos. Há, porém, um remédio à mão de todo sócio em dia com suas obrigações: eleger outra chapa nas eleições de 6 de dezembro.

Estádio – Mesmo que, a exemplo de Corinthians e Palmeiras, o Santos não possa construir um estádio moderno e maior, ele tem à sua disposição o mais tradicional e bem localizado estádio do Brasil: o velho e bom Pacaembu. É só jogar mais lá e tratar cada partida como um grande evento.

Média de público – Assunto ligado ao item anterior. Caso jogue mais no Pacaembu, o Santos ficará de sexto a décimo entre os clubes de maior média de público. A única coisa que impede isso é o receio injustificado de cortar o cordão umbilical com a Vila Belmiro. É possível fazer um rodízio entre os dois estádios, com o aumento do público em ambos. O Santos também pode marcar jogos nas arenas construídas para a Copa, como as de Natal, Manaus, Brasília e Cuiabá. Nada impede que isso seja feito. É só torcer para que a nova gestão, eleita em dezembro, tenha visão e coragem para fazer o que tem de ser feito.

Time – Tem problemas evidentes e o maior deles, para mim, é a concessão que precisa fazer ao marketing, o que influi na escalação de jogadores contratados a peso de ouro. Mas não é um mal que sempre dure. Espero que no início da próxima temporada ele já esteja solucionado. Um dos trunfos do Santos é que sempre poderá contar com bons jogadores vindos da base.

Dívida – Talvez o maior de todos os males, pois sangra o clube a cada mês e o obriga a fazer empréstimos que, por sua vez, o sangrarão mais ainda, impossibilitando investimentos em áreas vitais. Só uma política impactante de redução drástica de despesas, conjugada com um esforço de guerra para atrair mais receita, poderá sanar este mal. Não será de um dia para o outro, mas desde que alguns hábitos sejam incorporados à política financeira do Santos, o clube se tornará saudável novamente em, acredito, cinco ou seis anos, talvez menos.

Patrimônio – Desde a construção do Hotel Recanto dos Alvinegros, nada foi feito para incrementar o patrimônio do Santos. É mais do que urgente criar um belo alojamento e investir nas instalações da base. Não é tão caro e poderá ser feito na próxima gestão.

Sócios – Apesar de tudo, a situação do Santos não é ruim, e pode melhorar muito. Desde que se ofereça mais ao sócio, desde que se crie um canal direto entre ele e a diretoria do Santos, não é um sonho imaginar que, em uma gestão, o clube alcance 100 mil sócios.

Visibilidade na tevê – Há um problema concreto entre o Santos e a Rede Globo, isso é fato. É evidente que a emissora se comprometeu com outros clubes e empurra os jogos do Santos para dias e horários piores, que evita colocar seus jogos na tevê aberta e às vezes nem mesmo no Sportv. O contrato com a Globo é ruim para o Santos e não deveria ter sido assinado por Laor, que aceitou uma verba menor do que outros sete clubes brasileiros. Tudo bem. Mas não durará para sempre. Haverá novas negociações, será possível combinar uma ação conjunta entre vários clubes para forçar um acordo coletivo, outras emissoras entrarão na concorrência… Enfim, é um momento ruim, mas passageiro. O Santos tem 102 anos; a Globo, metade.

Internet e outras mídias – A SantosTV tem o maior público entre as TVs de clubes do Brasil. Este é um bom começo. O Santos pode estudar a possibilidade de transmitir jogos pela Internet, começando pelas categorias de base. A mídia social é outro ponto forte da comunicação do Santos. Encaro essas formas de comunicação e transmissão de eventos como métodos de guerrilha que podem contrabalançar o poderio da tevê.

Patrocínio – É a consequência de tudo o que foi dito. Com maior média de público, mais visibilidade, mais sócios e um time mais competitivo, haverá mais empresas interessadas em usar a camisa do Santos como seu veículo de propaganda. Mas é necessário um corpo a corpo mais intenso nessa área.

Fundo musical para ler este texto (a pedido do SDJ):

Bem, citei apenas 10 itens que podem e devem ser melhorados a partir do ano que vem. Por isso, tomo a liberdade de pedir aos santistas que estão pensando em pular fora do barco, ou jogar a toalha, que se segurem mais um pouco, que exerçam plenamente sua condição de torcedor. Algo me diz que a partir de 2015 o Santos não trilhará mais esse caminho instável de sonhos e palavras vazias, mas um caminho sólido em busca de um destino real, que todos nós construiremos juntos.

Você não vai jogar a toalha, vai?

Marketing do Santos parece restaurante que fecha pro almoço

Leia o post original por Odir Cunha

Conheço alguns profissionais do marketing do Santos. São boas pessoas. Mas entraram no ritmo de um clube que não valoriza suficientemente o trabalho. E sem criatividade e trabalho, o Santos não vai a lugar algum. Digo e repito isso porque é o cúmulo você ficar duas horas na Praça Charles Miller, esperando para assistir a um jogo do Santos, e ver aquele monte de crianças, mulheres, santistas sem nada o que fazer.

Meus caros, eles são o público consumidor do Santos. E se foram ao jogo, é porque estão dispostos a apoiar o clube. Então, que se pense em atividades para essas crianças e adultos. Não existe essa nova turminha do Baleiinha e Baleião? Não se pode organizar brincadeiras com alguns brindes? Não se pode aceitar novos sócios, vender produtos oficiais? Distribuir a revista do clube? Enfim, há trocentas coisas que poderiam e podem ser feitas.

O Santos tem de cativar os seus clientes a cada partida, como o marido que a cada dia leva uma rosa para a esposa. O momento de contato do clube com o torcedor é o jogo e está sendo profundamente negligenciado pelo Santos. Será que é tão difícil conseguir patrocinadores para esses eventos pré-jogo? Garanto que não. E será que é impraticável escalar funcionários do clube para atuar nesses eventos? Claro que não. É só querer.

Desculpe se vou parecer cabotino, mas, como jornalista esportivo, passei anos sem folgar em um fim de semana inteiro. Lembro que em 1984 não tive um único domingo de folga. Como tinha dois empregos, se folgava em um, trabalhava no outro, e assim seguia a vida. São os ossos do ofício, mas quem gosta do ofício, não pode esperar só pelo filet mignon. Não vejo diferença do trabalho do jornalista esportivo para quem presta serviços a um clube de futebol.

É preciso ter vocação para a coisa. Clube de futebol não é repartição pública e muito menos deve servir para cabide de emprego. Quem entra na chuva tem de estar disposto a se molhar. Mas com isso eu quero dizer que os funcionários do marketing do Santos são preguiçosos? Não, quero dizer que estão acostumados a fazer muito pouco por um clube que precisa que façam muito mais do que os concorrentes.

Um clube que não precisa de palavras bonitas, nem de promessas, nem de dinheiro emprestado de seu presidente. Mas precisa aprender a andar com suas próprias pernas. E isso só será conseguido, repito, com boas ideias e muito trabalho. Para começar, que tratem cada jogo do Santos como um evento especial. Em pouco tempo isso já dará um grande resultado.

O que se está pensando para Santos x Coritiba, próximo sábado?

No próximo sábado, às 21 horas, o Santos terá o mando de campo contra o Coritiba. Pois bem. O que o marketing do Santos, o Social do Santos, o departamento de Eventos do Santos está planejando para o jogo? Pra começar, será mesmo na Vila Belmiro?

Quanto dará esse jogo no sábado à noite na Vila Belmiro? Seis, sete mil pessoas? Quanto daria no Pacaembu? 15, 20 mil pessoas? E onde está o problema que impede o jogo na Capital? Chegou um momento em que o santista não quer ouvir mais promessas, discursos, empurrões com a barriga. Há coisas que precisam ser feitas já.

Faltam mais de três meses para as eleições. Por que, em vez de lançar balões de ensaio e fazer promessas só para se manter no poder, a atual administração não arregaça as mangas e, ao menos nesse tempo que falta, mostra um pouco de trabalho e dedicação?

E você, tem alguma ideia para o marketing do Santos?

Santistas lideram o “Movimento por um futebol melhor”

Leia o post original por Odir Cunha

Com 47.962 sócios filiados, cerca de dois mil a mais do que os corintianos e 32 mil a mais do que os cruzeirenses, os santistas lideram o “Movimento por um futebol melhor”, que promete contribuir para melhorar a infraestrutura do futebol brasileiro e oferecer descontos aos sócios dos clubes filiados.

A superioridade dos santistas é tamanha, que somando-se o número de sócios de São Paulo e Palmeiras não se chega à metade do contingente de torcedores do time de Neymar, Montillo, Marcos Assunção & Cia.

Com o cadastramento, gratuito, quem é sócio de um clube poderá gozar de descontos nos estabelecimentos parceiros do Movimento. Bastará dar o número de seu CPF à caixa antes do registro das compras. A economia estimula o torcedor a se associar ao seu clube.

Somando-se todos os descontos que o sócio terá durante o ano, calcula-se que o valor será até maior do que o que ele desembolsará para se filiar ao seu clube do coração.

Os grandes clubes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão incluídos no Movimento, que tem servido como uma pesquisa fidedigna do número real de sócios que cada clube tem. E o que está se revelando é que o Santos tem mais associados do que os outros clubes participantes.

Os dez clubes com mais sócios filiados ao programa são:

1 – Santos, 47.962 sócios
2 – Corinthians, 45.992
3 – Cruzeiro – 15.345
4 – Fluminense, 12.794
5 – São Paulo, 11.975
6 – Palmeiras, 9.723
7 – Vasco – 6.705
8 – Atlético Mineiro, 5.403
9 – Vitória, 4.514
10 – Botafogo, 4.201

Para conhecer o Movimento, vá para:

http://www.porumfutebolmelhor.com.br/home#

Para fazer o cadastro:

http://www.porumfutebolmelhor.com.br/cadastro

Enfim, o melhor Almanaque do Mundo

Durante muitos anos ouvi dos santistas a mesma indignação pelo fato de o clube não ter um almanaque completo de seus jogos, como outros clubes têm. Hoje eu posso dizer que valeu a pena esperar, pois está para ser lançado o melhor e mais completo almanaque já escrito sobre um time de futebol.

Confeccionado por mais de 40 anos com o carinho de um apaixonado pelo Santos e pela história do futebol, o “Almanaque do Santos FC” será lançado dia 28 deste mês, uma segunda-feira, a partir das 18 horas, na loja Vila do Santos, no estádio da Vila Belmiro. O autor desta obra-prima de precisão e paciência é o professor Guilherme Nascimento, de Mongaguá, uma dessas pessoas que nos fazem sentir orgulho de sermos santistas.

O Almanaque, que será oferecido também neste blog, traz mais de 5.600 fichas técnicas com escalações do Santos e do adversário, quem fez gol, quando e onde foi realizada a partida, assim como observações e curiosidades sobre os jogos e as competições.

Preciso dizer que é um livro obrigatório? Não, e espero, sinceramente, que todo santista adulto tenha um em casa. É uma daquelas obras que se tornarão a fonte onde todos nós beberemos. Por enquanto, divulgo o convite. Depois falarei mais sobre esse magnífico Almanaque do Santos, mais um livro editado por Marco Piovan e lançado pela Magma Cultural, a editora que tem preservado com esmero e profissionalismo a rica história do Alvinegro Praiano.

E você, o que acha dessas boas novidades?