Arquivo da categoria: SPFC

Opinião: entre grandes, só SPFC evoluiu no início da 2ª fase do Paulista

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, entre os considerados grandes, o São Paulo foi o único time que evoluiu na abertura das quartas de final do Paulista em relação à sua média na competição. O nível baixo em que a equipe  se encontrava, tem peso decisivo nesse status. Porém, apesar de vacilar no gol do Ituano durante a vitória por 2 a 1, no último domingo (24), o clube do Morumbi apresentou um futebol competitivo, capaz de jogar em igualdade de condições com seus principais rivais estaduais.

Mancini deixou o time mais jovem e leve graças a jogadores como Luan, Igor Gomes, Liziero e Antony. As dificuldades na armação foram superadas e os são-paulinos frequentemente invadiram a área adversária. De acordo com o site “Footstats”, a equipe tricolor fez na partida 21 finalizações, sendo oito certas. Sua média no campeonato é de 12,6 arremates por jogo.

No entanto, a defesa voltou a bobear e levou um gol que mantém a briga pela vaga nas semifinais equilibrada. O treinador interino ainda precisa corrigir falhas de posicionamento no setor defensivo.

Em relação à sua partida anterior, em que foi derrotado por 4 a 0 pelo Botafogo, com vários reservas, o Santos evoluiu na vitória por 2 a 0 sobre o Red Bull. Em alguns momentos do jogo, o time de Sampaoli voltou a apresentar o toque de bola envolvente de seus melhores momentos no Estadual. Mas não dá pra dizer que houve evolução em relação à média do desempenho santista no campeonato.

Já o Corinthians regrediu um pouco no empate em um gol fora de casa com a Ferroviária. O time de Carille exagerou nas trocas de passes laterais, teve dificuldade na armação e para aproximar seus meias e atacantes, numa repetição de problemas que vinham diminuindo nas últimas rodadas. Depois de levar o gol, os corintianos tiveram dificuldade em fazer a leitura do jogo e reagir. Em suas apresentações anteriores, a equipe começava a mostrar entrosamento para fazer exatamente o que precisava.

Por sua vez, o Palmeiras penou mais do que deveria para empatar com o Novorizontino também em um gol. De novo, o time de Scolari não fez valer em campo a superioridade técnica de seus jogadores. Também de acordo com o “Footstats”, o alviverde fez apenas uma finalização certa a mais do que o rival: 7 contra 6. No total, os palmeirenses executaram 13 arremates diante de 11 do adversário.

Entre os times do interior, o Red Bull jogou abaixo do que apresentou na primeira fase. Novorizontino, Ituano e Ferroviária fizeram boas apresentações. O resumo é que apenas o Santos, em tese, entra na segunda rodada das quartas de final respirando mais aliviado, apesar de nada estar definido. Os outros três confrontos prometem ser mais emocionantes.

Voltamos

Leia o post original por Rica Perrone

O Corinthians limitado e guerreiro, o SPFC optando pela covardia e andando no campo. Um resultado que não é ruim para ninguém considerando a posição na tabela, o fator clássico, mas que ao mesmo tempo irrita ambos. O Timão porque foi prejudicado pela arbitragem num gol claríssimo onde o bandeira e o auxiliar de linha…

O maior do Morumbi

Leia o post original por Rica Perrone

A polêmica surgiu quando um dirigente disse que Raí era o maior. Os mais novos contestaram, o próprio Ceni respondeu lá do Ceará. E então criou-se uma discussão meio boba mas natural de qual dos dois foi o maior jogador da história do SPFC.

Hoje Raí faz aniversário e escolhe esse dia pra dizer, sem qualquer medo de errar, que trata-se do maior jogador  da história do clube. E que isso não diminui nosso capitão Ceni em 1% sequer.

Raí foi a cara de um SPFC que era muito mais São Paulo do que os últimos. Um time que jogava muito mais bola do que corria, que tinha por princípios a postura, ética e grandeza.

Por mais que glórias continuassem a chegar, é muito difícil pra quem viu o SPFC de 80 pra cá enxergar nos mais recentes um time tão identificado com o que de fato somos.

Talvez falte ao novo saopaulino exatamente isso. Noção do que de fato somos. Ou éramos pra ser. Ou fomos um dia. Não sei mais.

O São Paulo “vermelho cor da raça” não existe. Criaram pra você comprar camisa.

De todos os times que tivemos, nenhum jamais nos representou melhor do que o de 92/93. Era elegante, não batia, não arrumava problemas, vencia sem a menor contestação e jogava um futebol ofensivo e técnico.  Era o reflexo do clube.  Eramos nós.

Esses dos pontos corridos, da era 1×0 de bola parada tem seu valor. Mas é infinitamente inferior à importância do clube do que o da década de 90 que de fato nos colocou no mapa.

Raí decidiu todas as finais que participou. Talvez o Pelé não tenha feito isso. O dom do Raí era ser a cara do São Paulo e em momentos de decisão assumir de forma assustadora o protagonismo.

Ganhávamos com uma certeza que nem ouvíamos blá blá blá de arbitragem pra justificar. Era um bullying mudo andar com a camisa do São Paulo.

Raí representava tudo isso. Era o capitão, nosso craque, nosso super herói. O líder do time, da torcida, do clube e sem ter que se meter em uma polêmica sequer. Ele fazia tudo pensado, calmamente, brilhantemente.

Diria eu que Raí e Socrates tiveram as mais perfeitas carreiras para um saopaulino e um corintiano. Enquanto um ostentava o que era, o outro ostentava o que fez.  Raí tinha muito menos talento, e jogou  e ganhou muito mais do que o irmão.

O São Paulo tem menos gente, menos mídia e em 1990 menos tudo. Mas foi maior do que todos. O mais novo dos grandes chegou onde ninguém chegou. E foi pelos pés desse cara, o nosso “Zico”. o nosso “Pele”, que vimos o clube nacional ganhar o mundo.

Tenho 39 anos. Eu não li sobre o Raí. Eu vi, pedi autografo, conheci, entrevistei, chorei na sua venda, também na sua volta. Raí se veste, fala, anda e se porta como o São Paulo que se perdeu no tempo.

Fossemos mais “Raí” até hoje, não viveríamos o cenário que vivemos ao ponto de ter que chama-lo de volta pra resgatar alma e identidade.

Já devemos a ele a despedida que jamais aconteceu. Não podemos dever os créditos pelo que nos deu.

Parabéns, Raí! O maior do Morumbi.

abs,
RicaPerrone