Arquivo da categoria: Sulamericana

Taças e mulheres

Leia o post original por Rica Perrone

O Fluminense estava apaixonado. O Corinthians interessado. Elas nunca dão bola pra quem as supervaloriza. Preferem aquele que é capaz de dizer que “nem queriam mesmo” do que os braços de quem não a negaria jamais. São assim. Sempre foram. Parecem escolher pela postura. Tem que desejar com uma dose de merecimento. Não pode parecer…

Maior que a vaga

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Se havia um motivo até ontem era a vaga na Sul-americana. Pessoalmente, não sou dos maiores fãs do torneio e não me preocuparia em estar nele com tanto apego quanto alguns brasileiros fazem.  Mas entendo, especialmente no Rio de Janeiro, onde há essa “loucura” por um título internacional que ninguém ganha há muito tempo. Hoje,…

Com raiva é mais gostoso

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Que graça teria bater no pobre Nacional de Potosí?  Nem 7 mil pessoas quiseram ver porque sabiam que o Flu venceria. Mas ninguém previa que seria com tanta raiva.

Tem jogos que, não pela importância ou pelo adversário, mas pelas circunstancias em 90 minutos vão nos dando raiva. Ontem o Fluminense entrou em campo pra bater em bêbado e acabou espancando um sóbrio muito do sem vergonha.

O Nacional não queria jogar bola. Time irritante, covarde, 90 minutos de cera e pontapés. O juiz pior ainda. Permitiu, não controlou o jogo e conseguiu deixar o time do Fluminense com vontade digna de decisão, tamanha raiva que foi sendo gerada pelo cenário.

Foi no mínimo divertido. Um jogo de importância baixa virando sangue nos olhos dos jogadores e da torcida, que entenderam a partida como uma guerra em determinado momento e a venceram com sobras.

Os gols comemorados como Copa. E o que não entrou do Pablo Dyego, mais lamentado ainda. O Maracanã merecia aquele gol.

Na altitude eles vão correr. O Flu tem todo alvará do mundo para se jogar no chão, fazer cera, evitar o jogo e até retribuir umas faltas desnecessárias. Nosso mal é ser sempre o otário da América do Sul.

Se pode, então faça também. É uma pena que o juiz permita, e sempre contra nós.  Mas nós também sabemos “não jogar” quando preciso.

Jogar é que a gente sabe mais que os outros.

abs,
RicaPerrone

Ah, moleques!

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Saio do Maracanã com a certeza de que o título esteve nas mãos de quem mereceu.  O Flamengo poderia, teve chances, não fez, foi derrotado por um time bem inferior tecnicamente ao dele. Talvez o Diego pague o salário dos 11 do Independiente.

Talvez o Flamengo esteja muito focado em algo que é culturalmente contra ele. Aliás, se tem algo que o Flamengo hoje desvia é sua história.

Ingressos caros, jogadores comprados mais valorizados que os criados em casa, a preferência pelos pontos corridos sendo um clube tradicionalmente de chegada. Vai entender.

Mas entende-se. Nem tudo pode dar certo num ano onde você tem que lidar com crise, desfalques, câncer, dopping, goleiros em má fase, entre outros tantos.  As 3 finais disputadas e a vaga na Libertadores do ano que vem não fazem de 2017 um ano “ruim”. Mas talvez um pouco frustrante.

O que me chama atenção neste fim de ano é que Paquetá, Vizeu, Juan, Vinicius Junior e César se tornam mais protagonistas do que Diego, Arão, Everton Ribeiro…

Será que é mesmo o segredo do futebol encher o cofre e contratar tendo no Brasil o maior celeiro de craques do mundo?  Porque 3 goleiros tendo o César? Ninguém viu o César?

Não há um lateral esquerdo na base melhor que o Trauco?  Será que o Guerrero faria os gols que o Vizeu fez na fase final? E se faria, seria o caso de investir umas 900 vezes mais?

O Flamengo derrotado na Sulamericana com um empate em casa é tão aceitável quanto perder a Copa do Brasil nos pênaltis. Detalhes que decidem finais. Simples assim.

O Flamengo que foca em dinheiro pra comprar, comprar e comprar, talvez não esteja tão certo assim. Pois o Everton Ribeiro nada fez, o Diego é um grande “oito” com fama de “dez”, Trauco, Pará, Arão… nada demais.

Quem fez o Flamengo de 2017 não ser um fiasco foram os meninos.  E em 2018 vamos comemorar borderô, encher o peito pra falar do faturamento e repetir os erros da era Djalminha, Marcelinho e companhia para comprar mais quantos?

abs,
RicaPerrone