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Corinthians troca previsão de déficit de R$ 21,3 mi por R$ 40 mil no azul

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O Corinthians alterou a sua previsão de déficit de R$ 21.318.000 em 2020 para superávit de R$ 40 mil.

Alteração, no entanto, foi feita sem aumento na expectativa de receita com a venda de jogadores. Também não houve corte na previsão de despesas com aquisição e amortização de direitos federativos, que continua em cerca de R$ 53,6 milhões.

A mudança é baseada principalmente em cortes de custos de viagens, diminuição de despesas financeiras  e redução do consumo de energia elétrica.

Nesta segunda (10), o Conselho Deliberativo vota o orçamento reajustado. A primeira versão, apresentada em dezembro do ano passado, não foi votada depois de conselheiros reclamarem que trâmites internos determinados pelo estatuto não teriam sido cumpridos.

Havia também críticas em relação ao cálculo de déficit neste ano de cerca de R$ 21,3 milhōes. Assim, como mostrou o blog, a diretoria aproveitou os últimos dias para tentar aumentar as previsões de receitas e reduzir as projeções de gastos com o objetivo de evitar a expectativa de  resultado deficitário.

A maior redução aconteceu com as despesas financeiras. Elas caíram de R$ 52.000.704 registrados no orçamento original para R$ 43. 226.000 no relatório ajustado.

No documento que será debatido pelo conselho, a queda nesse ponto é justificada principalmente pela revisão de custos em função de renegociação de contratos de financiamento.

A previsão de desembolso com viagens e estadias no primeiro relatório era de R$ 9.249.000. Agora foi estipulado que esse número chegará a R$ 6 milhōes.

A explicação para a mudança é de que houve “adequação de custos de despesas de viagem (inclui todas as categorias esportivas)”.

A previsão de despesas com salários e encargos caiu de R$ 202.969.000 para R$ 197.882.000.

Nota explicativa da nova previsão orçamentária afirma que haverá “redução de custos com benefícios em função de renegociação de plano de saúde” e “redução adicional em salários em relação ao inicialmente previsto”.

Também foi registrado corte na previsão de gastos com “materiais, uso e consumo”. A projeção de despesa caiu de cerca de R$ 2,3 milhōes para aproximadamente R$ 1,8 milhão.

Segundo o documento, a economia será possível principalmente por conta de acordo de patrocínio com a Joly, que inclui o fornecimento de material de manutenção e construção.

A previsão de despesa com energia elétrica caiu de aproximadamente R$ 3,3 milhões para por volta de R$ 2,3 milhōes. Conforme registrado no documento, a redução será viável por conta da compra no mercado livre de energia.

Já a projeção anotada para “outras despesas” diminuiu de R$ 6,3 milhōes para R$ 5,36 milhões. A mudança é atribuída à “redução especialmente de despesas ligadas a taxas e anuidades de registros de atletas”.

A única previsão de receita que aumentou é relativa ao programa de sócio-torcedor. O número subiu de R$ 13,2 milhōes para R$ 14,3 milhōes. A explicação é de expectativa de “incremento de receita com base em novos valores e leve aumento da base de sócios”.

A previsão de receita líquida para 2020, sem contar a venda de jogadores, passou de R$ 398.447.000 para R$ 399.547.000.

A avaliação de arrecadação com “repasses de direitos federativos” foi mantida em R$ 66.136.000.

Vale lembrar que o clube mantém negociações avançadas com o Benfica para vender Pedrinho por 20 milhões de euros (cerca de R$ 94,59 milhões).

Procurado para comentar o novo orçamento, Matias Antonio Romano de Ávila, diretor financeiro do Corinthians, disse que não poderia se manifestar antes da reunião do conselho.

 

Com arena, Corinthians alega superávit de R$ 416,3 mi sem ter essa quantia

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Na última segunda, o diretor financeiro do Corinthians, Raul Correa da Silva, apresentou ao Cori (Conselho de Orientação) do clube, o balancete de agosto com um fantástico superávit de R$ 416,3 milhões. Mas, no lugar de palmas e estouro de champanhe ouviu queixas e o pedido para apresentar novo relatório na próxima segunda.

O documento não foi aprovado porque integrantes do órgão discordaram de aparecerem R$ 469,1 milhões como receitas de investimento imobiliário Fundo Arena, apesar de esse dinheiro não ter entrado nos cofres do clube.

Estupenda, a quantia representa o valor atual das cotas que o Corinthians tem no fundo que controla o estádio. O alvinegro é cotista minoritário. Basicamente, tem direito a suas cotas por ter entrado com o terreno. E a participação alvinegra aumentará conforme a obra for paga. Mensalmente, o clube recebe do fundo um informe sobre o valor de suas cotas.

Parte dos integrantes do Cori entende que esse valor não deveria estar num balancete de resultados e que isso só aconteceu para evitar o registro de um enorme déficit. Um dos argumentos é de que, se foi apresentado o valor das cotas, deveria ser registrada também a dívida referente ao estádio.

Por sua vez, a diretoria nega a suposta maquiagem. O novo documento preparado pelo departamento financeiro deve manter a receita não operacional de R$ 469,1 milhões, porém com mais explicações.

Caso não fossem contabilizadas as cotas do fundo referente à arena, o déficit do clube até agosto seria de aproximadamente R$ 45 milhões. Só o departamento de futebol apresentou nos oito primeiros meses do ano um déficit operacional de R$ 18,8 milhões. Ou R$ 4,4 milhões a mais do que a marca negativa registrada no ano passado inteiro.

Assim como o dinheiro referente às cotas do fundo da arena não entrou no Parque São Jorge, as despesas com manutenção e a receita com venda de ingressos também não fazem parte da contabilidade do clube.

São Paulo aprova balanço de 2013 com superávit de R$ 23,5 milhões

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O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou nesta quinta o balanço de 2013 do clube com superávit de aproximadamente R$ 23,5 milhões. Em 2012, as contas tinham sido superavitárias em R$ 826 mil.

No ano passado, o superávit milionário se explica principalmente pela venda de jogadores. A receita obtida com negociações de atletas foi de cerca de R$ 113 milhões. Em 2012, foram arrecadados R$ 46,2 milhões com as transferências de atletas.

A maior  parte do dinheiro obtido com negociações de jogadores em 2013 veio da venda de Lucas para o PSG. Ele foi liberado por R$ 115,8 milhões, mas tinha 25% de seus direitos econômicos.

Já a receita todal do São Paulo no período foi de aproximadamente R$ 362,8 milhões contra R$ 282,8 milhões registrados em 2012.

Apesar de estar em período eleitoral, com pleito marcado para abril, a diretoria são-paulina não teve dificuldade para aprovar suas contas. Houve apenas um voto contra o balanço.

Santos dobra superávit em 2012, mas receita com bilheteria cai mais de R$ 20 milhões

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A diretoria do Santos fechou o balanço financeiro de 2012 com um superávit de R$ 14.590.000, quase o dobro dos R$ 7.393.000 registrados em 2011.

Apesar do salto, o documento, ao qual o blog teve acesso, mostra uma vertiginosa queda nos valores gerados pelos jogos do time. No ano passado, a venda de ingressos colocou nos cofres R$ 17,4 milhões, R$ 20,8 milhões a menos do que os R$ 38,2 milhões obtidos em 2011. A bilheteria das partidas correspondeu apenas a 9% da receita obtida no ano.

Os números oficiais do clube mostram ainda que a receita total na temporada passada foi de R$ 197,8 milhões, contra R$ 189,1 milhões no ano anterior.

A dívida caiu R$ 43,1 milhões nos últimos 12 meses, ou 20,87%, segundo o relatório feito pela diretoria. Mas a situação ainda está longe de ser confortável. O débito é de R$ 259,7 milhões em conta que considera também o valor incluído na Timemania. A dívida supera a registrada pelo rival Corinthians ao final de 2012: R$ 177.057.000.

A maior parte da receita (45%) do Santos em 2012 veio dos direitos de TV: R$ 89,3 milhões contra R$ 50,3 milhões de patrocínio e R$ 27,3 milhões com venda de atletas

Criticado pela oposição por supostamente gastar muito, o Santos anotou despesas de R$ 183,2 milhões em 2012.  O gasto em 2011 foi de R$ 181,7 milhões.

O balanço santista compara resultados da última temporada com dados colecionados desde 2009, último ano da administração de Marcelo Teixeira. É uma forma do grupo de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro se defender da oposição, que faz campanha para reprovar a prestação de contas.

A comparação mostra, por exemplo, que em 2009 o Santos arrecadou R$ 17,8 milhões com patrocínios. Sob a batuta de  Laor, as receitas com patrocinadores foram de R$ 29,9 milhões em 2010, R$  42 milhões em  2011 e R$  50,3 milhões no ano passado.

Já as despesas saltaram de R$ 116,9 do último mandato de Marcelo Teixeira para R$ 183,2 em 2012, segundo o balanço.

Com promessa de barulho por parte da oposição, as contas do último exercício serão votadas nesta segunda pelo Consleho Deliberativo.

Em julho, Palmeiras recebeu R$ 24 milhões de luvas da Globo; gasto com futebol é de R$ 12,7 mi por mês

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O balancete de julho do Palmeiras indica o recebimento de R$ 24 milhões da Globo. É o primeiro registro oficial das luvas pagas pela emissora para antecipar a renovação do contrato dos direitos de transmissão do Brasileirão. O compromisso terminaria em 2015 e agora vai até 2018.

Segundo a diretoria, no entanto, o valor total liquido embolsado como luvas é um pouco maior : 27 milhões.

O alviverde fechou o mês com um superávit de R$ 3,8 milhões. Já o déficit do ano é de R$ 7,8 milhões.

A equipe campeã da Copa do Brasil e ameaçada de rebaixamento no Brasileiro consumiu em sete meses R$ 89,5 milhões. Média de 12,7 milhões por mês.