Arquivo da categoria: Taça Libertadores

Gabigol quase estraga a noite do Santos

Leia o post original por Antero Greco

Gabigol é bom jogador. Não deu certo a aventura na Europa, não aproveitou passagem pela Inter e pelo Benfica e voltou pra casa. Tem sido útil ao Santos, mas precisa amadurecer um bocado. Já andou levando amarelos por vacilos no Paulistão e na noite desta quinta-feira por pouco não complica a vida do time, no jogo com o Nacional, pela Taça Libertadores.

Os santistas estavam em vantagem por 1 a 0, enfrentavam adversário complicado no Pacaembu e Gabigol tentava contribuir para a vitória. Só que teve dois momentos de impertinência: o primeiro ao levar cartão amarelo por reclamação, nos minutos iniciais, em lance que não tinha nada a ver com ele. Depois, aos 44, dividiu forte, de maneira imprudente e desnecessária, no campo do rival. Tomou o segundo amarelo e o vermelho.

Saiu de campo a perguntar: “O que eu fiz? O que eu fiz?” Fez bobagem. E por pouco não enrosca a vida da equipe no segundo tempo. Desfalque certo para o próximo jogo.

A compensação esteve nos pés de outros dois companheiros dele: Sasha, autor do primeiro e do terceiro gols, e de Rodrygo, que fez o segundo. Esse foi um golaço: o rapaz, de 17 anos, arrancou do meio-campo feito Fórmula 1 e só parou quando viu a bola na rede dos uruguaios. Valeu o ingresso para os 20 mil torcedores que estiveram no Estádio (ainda) Municipal.

O Santos esteve perto de resultado melhor, se Artur Gomes tivesse marcado o pênalti que sofreu e cobrou. O rapaz, 19 anos e outra cria da base, acabara de entrar no lugar de Rodrygo e só não fez a farra porque a bola ficou nas mãos do goleiro Conde. Porém, mostrou personalidade ao ir para cima do zagueiro, no lance da falta na área, e foi participativo até o fim.

O resultado em casa compensa a derrapada na estreia e mostra que, aos poucos, Jair Ventura dá cara boa ao Santos. De novo, jovens de talento despontam, encorpam e fazem o torcedor esquecer que, entre o fim de 2017 e começo deste ano, foram embora Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Zeca.

É o Santos a se reconstruir.

Mas fica o alerta: Gabigol precisa botar na cabeça que não é o astro da companhia. Nem se achar que pode bancar o xerife. Assim vai quebrar a cara outras vezes.

 

Fla, sem público e com pouco futebol

Leia o post original por Antero Greco

O Flamengo esteve perto da vitórias em duas ocasiões, ao ficar na frente do marcador. Mas, em dois momentos de desatenção, permitiu reação do River Plate. Moral da história: empate por 2 a 2, no Nilton Santos, na noite desta quarta-feira, e dois pontos perdidos na Libertadores, logo de cara.

Não foi a estreia imaginada pelos rubro-negros. Começou pela ausência de público, terminou com falta também de futebol consistente. Ok, houve reclamação, justa, a respeito de lance que poderia resultar em pênalti no primeiro tempo: Zuculini subiu para cortar, com o braço estendido, e a bola pegou nele. O árbitro Michael Espinoza achou lance acidental.

Mas a jogada discutível não escondeu instabilidade do Fla diante de um rival em parafuso. Isso mesmo, o River vai mal das pernas na Argentina e acumulava sequência de sete derrotas como visitante. Consolou-se com o ponto conquistado no Rio.

E sem ser exuberante. Longe disso: no primeiro tempo, jogou fechadinho. No segundo, atreveu-se na hora em que ficou em desvantagem, o suficiente para evitar a derrota. De quebra finalizou mais do que os anfitriões: 12 chutes contra 10.

Paulo Cesar Carpegiani confiou na criação de Diego, Everton Ribeiro e Everton, além da presença de área de Henrique Dourado. Jonas (depois Rômulo) e Lucas Paquetá aguentaram mais a marcação e a proteção ao sistema defensivo.

Funcionou pouco. Mais precisamente no segundo tempo, quando Diego sofreu pênalti que Henrique converteu e no gol de Everton. Em contrapartida, expôs limitações ao permitir duas vezes a igualdade. Mais do que isso: desperdiçou uma lei de ouro da competição: o mandante precisa ganhar todas em casa para ter vida menos difícil para seguir adiante.

Agora, o Flamengo terá de recuperar esses dois pontos como visitante. Contra o próprio River, por exemplo. A conferir. Tem muita água pra rolar. Mas ficou uma ponta de decepção.

Cruzeiro perde. E foi um jogaço

Leia o post original por Antero Greco

O torcedor do Cruzeiro vai dormir aborrecido nesta terça-feira. Constatação gritante. Não é nada satisfatório ver o time estrear com derrota na Libertadores – e por 4 a 2. Não era isso que se previa para quem iniciou a temporada a todo vapor – ao menos no plano doméstico.

Mas, se serve de conforto, viu um jogaço contra o Racing, no El Cilindro, em Buenos Aires. Ritmo intenso do início ao fim. E, sem exagero, se tivesse empatado estaria de bom tamanho. O Cruzeiro mostrou futebol para encarar o rival argentino.

Por que levou quatro, então?

Porque não teve Fábio, o que não significa que Rafael tenha falhado. Mas o titular dá outro status. Porque não teve Edilson e Leo, importantes na defesa. E o setor defensivo cochilou em momentos cruciais. Perdeu também porque Fred ficou apenas alguns minutos em campo; sentiu contusão, precisou sair cedo.

Mas o Cruzeiro caiu sobretudo porque o Racing tem Lautero Martinez. O que o moço jogou merece destaque e nota 10 com louvor. Ele desmontou o rival brasileiro, não só por ter feito os três primeiros gols, mas pela movimentação, deslocamentos, passes. Foi um tormento.

E o Cruzeiro não soube pará-lo. Não houve marcação atenta sobre Martinez. Não sou favorável à marcação homem a homem, algo superado no futebol. Porém, há casos em que jogadores que estejam “com a macaca” requeiram atenção redobrada. E isso não ocorreu.

O Cruzeiro também oscilou, o que é admissível diante das adversidades do placar. Começou bem e sentiu o golpe do primeiro de Martinez. Mesmo assim, reagiu e empatou com Arrascaeta. Daí, levou o segundo, sempre do Martinez, antes do intervalo.

No segundo tempo, voltou em busca de novo empate e… lá veio o terceiro. Com falta de Robinho, diminuiu. Quando imaginava o 3 a 3, veio a estocada final com Solari. Não tinha mais como reagir.

Mano Menezes colocou a equipe para a frente, e isso é bom. Mano tem alternativas para torná-la mais criativa. Agora, preciso cuidar da defesa, que só tinha sofrido um gol… só que no Campeonato Mineiro. O que é bem outra história.

A classificação virá, sem susto, se seguir esta conta: vencer as três como mandante e garantir dois ou três pontos como visitante (o que significa dois empates ou uma vitória fora). O chacoalhão de hoje pode ser útil lá na frente.

 

Grêmio, tri impecável

Leia o post original por Antero Greco

O Grêmio fez uma final de Libertadores de manual de como ser campeão na casa do adversário. Desde o início mostrou que não se incomodava com o fato de ser visitante e se comportou como se estivesse na própria arena: tocou a bola, fechou espaços e foi pra cima do Lanús. Uma forma de mostrar que estava disposto a mandar na decisão.

Os argentinos sentiram logo que a parada seria muito, mas muito mais complicada do que imaginavam. Na verdade, acusaram o golpe, pois Marcelo Grohe passou o primeiro tempo como espectador dentro de campo. Nem apareceu no vídeo, parecia inexistente. O Grêmio foi à frente, como havia prometido na véspera o técnico Renato Gaúcho.

Enquanto isso, Artur, Jaílson, Ramiro, Fernandinho controlavam o meio-campo, protegiam a defesa e davam tranquilidade ao time. Luan prendia bem a bola, Barrios abria espaços. A consequência dessa postura confiante foram primeiro tempo irretocável, dos melhores que vi nos últimos anos em finalíssima da competição.

Para completar e enroscar de vez o Lanús, vieram os dois lindos gols – de Fernandinho aos 27 minutos e Luan aos 41. Dois golpes certeiros, mortais, que jogaram o rival nas cordas. Praticamente um nocaute técnico. Só uma reviravolta histórica para tirar o tri tricolor.

O Grêmio cadenciou o ritmo na segunda parte, atraiu o Lanús, teve o pênalti (bem marcado) contra si, tomou o gol na cobrança de Sand (aos 27) e nem deu bola para isso. Continuou na dele, apostou no tempo e no nervosismo da turma local para fazer a festa. Ramiro ainda deu sopa para o azar, ao reclamar muito do juiz, depois de tomar amarelo, e foi expulso.

Mudou o astral do Grêmio? Nem um pouco. Deixou o tempo passar e esteve mais próximo do terceiro gol do que de levar o empate. Enfim, teve a consciência, a eficiência de campeão.

Com um detalhe importante, que fica para o fim mas merece ser destacado: o que se viu no La Fortaleza foi um jogo de futebol e não uma guerra. Felizmente, não teve a bobagem de que Libertadores é provocação, catimba, violência, baixaria. As duas equipes se preocuparam em jogar – e quando isso acontece brasileiros costumam se dar bem.

Alegria merecida para o Grêmio. E agora, por que não sonhar também com o Mundial? Por acaso é proibido? Avante!

Grêmio passa a régua

Leia o post original por Antero Greco

Viradas memoráveis existem, mas são raras. Por isso, entram para a história, se tornam lendas.

O Barcelona precisava de um desses episódios extraordinários, para anular a vantagem de 3 a 0 obtida pelo Grêmio, uma semana atrás, em Guayaquil. Ficou no 1 a 0, na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre, e se despediu da Libertadores com fronte erguida. E só.

Não há como negar que o tricolor gaúcho entrou em campo com a classificação sob os braços. Muita gente dizia, mais por superstição do que por convicção, que não se podia cantar vitória antes da hora, que há o imponderável, que não existe mais bobo no futebol, etc e tal.

Conversa fiada. O Grêmio foi gigante como visitante, aproveitou as oportunidades que surgiram, e tratou de administrar o tempo como mandante. Foi o que fez, do início ao fim do segundo jogo pelas semifinais da competição continental.

Pode não ter sido uma apresentação brilhante – e, de fato, não ficou um pouco aquém do imaginado. Porém, dentro do desejado, da margem de erro admissível para seguir adiante.

Na primeira etapa, sobretudo, pareceu um tanto dispersivo, sem pressa. Ainda assim, atraiu o adversário, criou algumas situações interessantes e depois se acomodou. Daí, tomou pequeno susto com o gol de Jonatan Alvez.

Nada que abalasse a confiança nem provocasse correria desnecessária. O ritmo banho-maria prosseguiu na segunda fase, com um lance esporádico aqui, uma arrancada dos equatorianos ali, e vida que segue. Conforme o roteiro previsto, de acordo com o figurino de quem cumpriu com louvor a tarefa uma semana antes.

O Grêmio passou a régua na conta das semifinais. Agora, tem o empolgado Lanús como última pedra no caminho do tri da Libertadores. Precisa do jogo perfeito na Arena. E, se vencer bem, atuar com paciência e sabedoria na Argentina.

Mas isso é para daqui a alguns dias. A hora é de saborear a classificação.

Santos, que vacilo!

Leia o post original por Antero Greco

Perder faz parte do jogo. Ser eliminado é chato, mas acontece. Cair em casa aborrece muito mais, porém é da vida. Mas perder e ser desclassificado no próprio campo sem jogar nada, é doloroso, constrangedor, vergonhoso. Pois foi o que aconteceu com o Santos.

Invicto até o segundo duelo com o Barcelona, na noite desta quarta-feira, o time paulista viu ruir o sonho de continuar no caminho do tetra da Libertadores da América. Recebeu o rival equatoriano com a vantagem de ter feito 1 a 0, em Guayaquil, não soube sustentar a vantagem (0 a 0 lhe dava a vaga), e saiu do gramado da Vila Belmiro com as mãos vazias.

O problema não se limitou a permitir que a classificação para a semifinal escapulisse. Se ao menos tivesse sido na base da luta, da emoção, da pressão e até da correria, vá lá. O ponto foi um só, direto e certeiro: do início ao fim, a turma de Levir Culpi mostrou futebol de bola furada. Nem parecia o mandante, nem fez o público e o adversário lembrarem do peso da camisa. Foi tímido, encolhido, apático. Teve sangue de barata.

O Santos não foi desleixado, no sentido de menosprezar o Barcelona. Não jogou com salto alto, tampouco considerou que a tarefa estava liquidada. Não foi isso. O pecado ficou na ausência de criatividade, na falta de apetite para atacar, na passividade. E na presunção de que encontraria espaço para contragolpe.

A equipe visitante seguiu o roteiro que lhe cabia: arriscou-se, finalizou muito mais, tentou a sorte, pois não tinha alternativa. Ou marcava ou morria. Expôs-se, teve valentia, mesmo que em muitos momentos com pouca técnica. E o Santos? Ficou perplexo, catatônico.

Só acordou depois de levar o gol de Jonatan Alvez aos 23 minutos do segundo tempo. (Em seguida, foi expulso por falta.) Daí, resolveu ir à frente de qualquer maneira, no desespero, sem coordenação. Para complicar, perdeu Bruno Henrique, que cuspiu em Damián Diaz. O zagueiro Gabriel Marques revidou com um tapa no brasileiro e também tomou vermelho.

O Santos não tem um timaço, talvez fosse brecado pelo Grêmio na semifinal. Mas poderia ter saído de cena com mais altivez. Não vale nem a desculpa de que sentiu as baixas de Lucas Lima, Renato e Victor Ferraz. Faltou, de verdade, jogar bola.

Tremendo vacilo.

Egídio não é o vilão do Palmeiras

Leia o post original por Antero Greco

O torcedor do Palmeiras está triste, decepcionado, irritado, perplexo. Não é para menos. Compreende-se o estado de espírito abalado por mais uma decepção num ano que prometia ser glorioso. Depois da queda no Paulista e na Copa do Brasil, e da oscilação no Brasileiro, vem a eliminação na Taça Libertadores. E de forma dolorida: em casa e nos pênaltis.

Os palestrinos têm minha solidariedade irrestrita neste momento. Esperavam, com toda razão, muito mais de um elenco milionário, montado para “fazer história”.

Sei, também, que nestas horas sempre se buscam culpados. Os bodes expiatórios são necessários para compensar frustração, eles concentram toda a ira, purgam os males. E o jogador a ser sacrificado, para muitos, é Egídio. O lateral já não conta com simpatia ampla e geral, sua presença encontra resistência no público, há quem o queira longe do clube.

Enfim, tudo conspira contra o moço.

Por uma dessas tremendas ironias do destino, eis que ele se apresenta para bater o sexto pênalti na noite desta quarta-feira, depois do 1 a 0 sobre o Barcelona no tempo normal. Corre, mira o canto direito alto, chuta e…. o goleiro defende. 5 a 4 para o time equatoriano, fim de linha para o Palmeiras na edição de 2017 do torneio sul-americano.

Pronto, como um raio surgiu o responsável pela eliminação: Egídio, o vilão, o condenado.

Repito, entendo o que sentem os alviverdes, estou perto deles de coração, mas discordo. Sempre enalteci a coragem e o profissionalismo de quem não se esconde numa decisão por pênaltis. Por mais que o sujeito seja profissional da bola, também precisa de coragem. E quem se submete a essa pressão enorme revela, em minha opinião, caráter.

Mesmo que erre – e errar é risco constante na vida. Egídio errou, do ponto de vista do lado de cá. Mas o goleiro Banguera teve mérito, sob a ótica de lá. Assim como Jaílson foi impecável ao pegar o pênalti chutado por Diaz. É do jogo.

No trabalho, no dia a dia, na vida cotidiana, quem mais se apresenta está mais sujeito a falhar. Os comedidos, os covardes, os acomodados, os que se escondem nem sempre são criticados, justamente porque se fingem de folha. Os valentes, os disponíveis, os prestativos arcam com consequências de eventuais falhas.

Desta vez, foi Egídio, porque o último a cobrar. Mas, e se Jaílson não tivesse defendido? A série terminaria nos cinco primeiros. Daí, será que Bruno Henrique seria tão cobrado? Talvez, não sabe. O que se sabe é que Egídio é o bode expiatório.

E acho isso injusto e cruel. Culpe-se quem treme ou o chinelinho. Nunca o que se dispõe a encarar a batalha. Dessa forma, exaltamos o medroso e estigmatizamos o corajoso. Não!

PS. Os erros do Palmeiras ficam para outro post.

Egídio não é o vilão do Palmeiras

Leia o post original por Antero Greco

O torcedor do Palmeiras está triste, decepcionado, irritado, perplexo. Não é para menos. Compreende-se o estado de espírito abalado por mais uma decepção num ano que prometia ser glorioso. Depois da queda no Paulista e na Copa do Brasil, e da oscilação no Brasileiro, vem a eliminação na Taça Libertadores. E de forma dolorida: em casa e nos pênaltis.

Os palestrinos têm minha solidariedade irrestrita neste momento. Esperavam, com toda razão, muito mais de um elenco milionário, montado para “fazer história”.

Sei, também, que nestas horas sempre se buscam culpados. Os bodes expiatórios são necessários para compensar frustração, eles concentram toda a ira, purgam os males. E o jogador a ser sacrificado, para muitos, é Egídio. O lateral já não conta com simpatia ampla e geral, sua presença encontra resistência no público, há quem o queira longe do clube.

Enfim, tudo conspira contra o moço.

Por uma dessas tremendas ironias do destino, eis que ele se apresenta para bater o sexto pênalti na noite desta quarta-feira, depois do 1 a 0 sobre o Barcelona no tempo normal. Corre, mira o canto direito alto, chuta e…. o goleiro defende. 5 a 4 para o time equatoriano, fim de linha para o Palmeiras na edição de 2017 do torneio sul-americano.

Pronto, como um raio surgiu o responsável pela eliminação: Egídio, o vilão, o condenado.

Repito, entendo o que sentem os alviverdes, estou perto deles de coração, mas discordo. Sempre enalteci a coragem e o profissionalismo de quem não se esconde numa decisão por pênaltis. Por mais que o sujeito seja profissional da bola, também precisa de coragem. E quem se submete a essa pressão enorme revela, em minha opinião, caráter.

Mesmo que erre – e errar é risco constante na vida. Egídio errou, do ponto de vista do lado de cá. Mas o goleiro Banguera teve mérito, sob a ótica de lá. Assim como Jaílson foi impecável ao pegar o pênalti chutado por Diaz. É do jogo.

No trabalho, no dia a dia, na vida cotidiana, quem mais se apresenta está mais sujeito a falhar. Os comedidos, os covardes, os acomodados, os que se escondem nem sempre são criticados, justamente porque se fingem de folha. Os valentes, os disponíveis, os prestativos arcam com consequências de eventuais falhas.

Desta vez, foi Egídio, porque o último a cobrar. Mas, e se Jaílson não tivesse defendido? A série terminaria nos cinco primeiros. Daí, será que Bruno Henrique seria tão cobrado? Talvez, não sabe. O que se sabe é que Egídio é o bode expiatório.

E acho isso injusto e cruel. Culpe-se quem treme ou o chinelinho. Nunca o que se dispõe a encarar a batalha. Dessa forma, exaltamos o medroso e estigmatizamos o corajoso. Não!

PS. Os erros do Palmeiras ficam para outro post.

Grêmio com fôlego total

Leia o post original por Antero Greco

Em diversas ocasiões, falei e escrevi que um dos times mais empolgantes, na temporada, é o Grêmio. Empolgante e competitivo. Com razão. Consegue manter-se vivo em quatro frentes, depois de início de ano com susto, ao ficar fora da disputa do título estadual.

Outra prova da força tricolor veio no início da noite desta quarta-feira, com os 2 a 1 sobre o Godoy Cruz, em Porto Alegre. A rapaziada de Renato Gaúcho despachou o time argentino sem muito custo, mas com um ligeiro susto: o gol de Correa que tomou aos 14 minutos.

A rigor foi só isso que fez o Godoy Cruz. Embora tenha tentado pressionar, por causa da desvantagem de 1 a 0 na ida, não teve fôlego nem competência para sustentar a surpresa. O Grêmio soube recompor-se logo, não se abalou, tocou a bola, buscou o empate, que veio com Pedro Rocha, aos 28 minutos, antes que batesse qualquer tipo de nervosismo.

Pronto, restabelecido o equilíbrio, o Grêmio passou a mandar na partida. Não perdeu o controle dali em diante em nenhum momento e ainda selou a passagem de turno com outro gol de Pedro Rocha, no segundo tempo, e com participação excelente de Geromel, Luan, Barrios. Ou seja, prevaleceram conjunto e qualidade individual dos jogadores.

O Grêmio supera outro desafio e mostra fôlego incrível, pois ainda está na briga pela Copa do Brasil, pela Primeira Liga e é o único a fazer sombra ao Corinthians no Brasileiro, apesar dos oito pontos de distância. Renato tem dosado forças no elenco, faz rodízio como se deve e consegue manter o padrão técnico na maior parte das vezes.

Com já escrevi outras vezes, é Grêmio de se tirar o chapéu. E agora fica à espera de Botafogo ou de Nacional para as quartas de final. Em condições de superar qualquer um dos dois.

O Palmeiras chama a derrota… e ela veio

Leia o post original por Antero Greco

Barcelona x Palmeiras foi uma torturante sessão de mau futebol. O time equatoriano e o brasileiro castigaram a bola, que não deve nem servir para outro jogo. Vai direto pro lixo, de tanto que apanhou. No final, a turma da casa pôde ao menos festejar a vitória por 1 a 0, que veio nos acréscimos e faz com que precise só de empate, na volta, no Allianz Parque.

O primeiro tempo foi até razoável. O Barcelona teve mais posse de bola, porém o Palmeiras mostrou controle, não sofreu com lances perigosos. Se tivesse sido um bocadinho de atrevimento, ainda poderia ficar em vantagem. Até criou duas chances. E só.

Sem menosprezo algum, o anfitrião é ruim. O problema é que William e Borja estiverem sumidos em campo. Tinha de colocar um “Procura-se”.

Pois bem, esperava-se uma segunda parte melhor – e até Cuca voltou dos vestiários dizendo que queria o time à frente. Sinal, então, de que partiria para o ataque. Ficou apenas na intenção. Foi o Barcelona quem tomou iniciativa, ao empurrar o Palmeiras para o próprio campo. Não que tenha incomodado o Prass além da conta; no entanto, rondou e rondou a área verde.

Cuca decidiu mexer. Primeiro tirou Zé Roberto, com a língua deste tamanho de cansaço e colocou Roger Guedes, para aumentar a correria sobre a zaga rival. (A propósito: parabéns ao Zé, que hoje faz 43 anos.) Depois viu que Dudu também não participava e o mandou para o banco, para dar lugar ao Michel Bastos. Mais adiante tirou Borja e pôs Keno.

Sabe o que deram essas mudanças? Em nada. Absolutamente nada. O Palmeiras foi um balaio de gato, o Barcelona percebeu a decidiu ir na raça. Sem qualidade, na correria, no abafa, do jeito que desse. Tanto fez que aos 47 foi premiado com o gol de Alvez. Chute de fora da área, resvalou no meio do caminho e pegou Prass sem pernas para reagir.

O Palmeiras chamou a derrota… e ela veio. Pode ganhar em casa? Pode e deve. De preferência por boa diferença. Mas, para tanto, precisa jogar bola. Nada exuberante, só jogar futebol. O que ele pouco fez neste 5 de julho.