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Não existe time de grande qualidade no futebol do Brasil .

Leia o post original por Nilson Cesar

É fato que não temos nenhum time de grande qualidade técnica no futebol do Brasil . Isso é explicável . O garoto diferente surge e já vai embora rapidamente. Esse é o preço que pagamos e não adianta cobrar um campeonato em alto nível técnico . Temos sim um campeonato muito disputado , mas de qualidade técnica apenas razoável . O Palmeiras irá ganhar a competição e o time é bem razoável . Imaginem os demais . Para se ter um grande nível técnico teríamos que manter os caras aqui no Brasil . Isso é absolutamente impossível . Portanto meus amigos é o que temos para o momento .

São Paulo correndo risco de rebaixamento. Isso é fato.

Leia o post original por Nilson Cesar

O São Paulo corre sério risco de ser rebaixado sim. Eu acredito que ainda se salve mas não por seus méritos, e sim por ineficiência dos seus adversários diretos. Desde 2009 o tricolor só vem participando das competições sem chances de conquistas de títulos. O clube é vencedor demais, mas está pagando por erros consecutivos de sua diretoria,. Acho que o susto deste ano pode ajudar o São Paulo . A direção do São Paulo primeiro precisa reconhecer o quanto errou e tomar muitas doses de humildade. A má gestão têm reflexo direto no desempenho dentro de campo. Precisa acordar o São Paulo F.C urgentemente e uma grande reformulação ser feita para 2017. Uma comissão técnica nova, jogadores novos e competitivos e retomar conquistas de títulos. Nos últimos anos o São Paulo vem sendo só partícipe das competições. Acorda tricolor!

Não deixe o samba morrer

Leia o post original por RicaPerrone

Nosso garoto nasceu pobre, cresceu magrinho jogando bola na terra. Driblava pedras, fazia dos chinelos as traves e sorria enquanto tentava ser “diferente”.  Vocação para protagonista não aceita desaforo.

Nosso garoto é bom de samba. Toca todos os instrumentos e enquanto isso ainda dança e sorri. Apaixonante, carismático, único.

Um dia alguém disse que era feio sambar. Que era uma música pobre e que bom mesmo era tocar saxofone.  Alguns rejeitaram, outros acreditaram, mas nosso menino foi lá experimentar.

Tocou. Aplaudiram. Ficou.

Aprendeu a ser parte de uma orquestra que erra pouco. Que repete as músicas do passado, que nada compõe, mas que sempre entrega o combinado.  No samba ele improvisava, errava, recomeçava, ria, se vestia como queria e tocava o instrumento que bem entendesse.

Barça e MilanAgora ele é saxofonista. Anda de terno, ganha muito, sorri pouco.

Veio a uma festa em sua antiga comunidade e logo estranharam sua roupa. Ainda assim, o receberam como o menino de antigamente.  Mas ele já não pertencia a aquele lugar. Estranhava o cheiro, a forma de falar, o gingado e a alegria a troco de nada.

Lhe deram uma platéia, um pandeiro e uma roda de samba com colegas que jamais tinha tocado junto. E ele não soube se virar.

Vaias, frustração, e o pior: Ele vai sair dali e vai pra casa, que fica muito longe daquelas pessoas que ficaram sem samba no domingo.

Ele até se importa. Mas mesmo assim o diagnóstico do dia seguinte não é que deveríamos tê-lo mantido no samba, mas sim que faltou aos outros mais instrumentos para uma orquestra de música clássica no meio da favela.

Aí não adianta reclamar.

“Aquele neguinho que andava 
Descalço na rua e ao leo 
Assobiando beethoven, chopin 
Porém preferindo noel …”

Vou seguir sambando. Aceitando talvez um instrumento novo, uma roupa melhor, quem sabe até um palco. Mas ainda assim, sambando.

Quem tem vergonha de onde veio não vai a lugar algum.

abs,
RicaPerrone

De tanto repetir, afirmações falsas viram “verdadeiras”

Leia o post original por Mion

A realidade com ou sem dor

A realidade com ou sem dor

Discurso decorado citado exaustivamente na mídia brasileira:

“Times brasileiros são muito melhores tecnicamente em comparação aos seus adversários na Libertadores”.

“Fora os poderosos europeus, outras equipes seriam saco de pancada no Brasileirão”.

Tudo papo furado. A qualidade técnica do futebol brasileiro chegou ao fundo do poço. Primeiro, talento escasso, na sequência a parte técnica colocada em segundo plano para intensificar velocidade e força. Pra quem pensa que trata-se de opinião, últimos fatos comprovam que não: após 23 anos nenhum clube brasileiro chegou à semifinal da Libertadores. Por outro lado, alguns podem afirmar, Brasil ganhou as quatro últimas edições do torneio. Não desfazendo das conquistas, todas foram sofridas e muito mais por trabalhos sérios, melhor estrutura de nossos clubes e mais por times competentes do que superiores tecnicamente, exceção do Santos de 2011 que tinha dois craques. Neymar e Paulo Henrique Ganso quebraram na época a ausência de jogadores talentosos nas conquistas brasileiras.

O Corinthians faturou Libertadores e o Mundial de Clubes, muito mais por causa do trabalho de Tite, o mesmo ocorreu com Celso Roth em 2010 no Inter tendo como destaque principal D’Alessandro, um argentino. O gol do Mundial do Timão não foi diferente: peruano Guerrero decidiu. O Galo deve grande parte não a Ronaldinho Gaúcho, craque em clara decadência, mas sim a Victor. Ou seja, um goleiro decidiu a parada. Só lembrando, este time do Galo é composto em sua grande maioria por jogadores rejeitados e desgastados no mercado brasileiro.

Na realidade o processo de sucateamento técnico do nosso futebol acontece nos últimos 20 anos. Por ter mais recursos financeiros e contar com força política, Brasil conseguiu se segurar no topo, mas nunca com sobras como a maioria da mídia insiste em dar ênfase.

O mesmo ocorre com relação aos times europeus. Este conceito de os times intermediários do Velho Mundo não teriam qualidade para disputar Brasileirão é pura enganação. Quem assiste os jogos do futebol espanhol sabe muito bem de que pelo menos cinco clubes de lá se sairiam muito bem, não são inferiores de Chapecoense, Sport, Palmeiras, Figueirense, Coritiba, Criciúma, Botafogo, Flamengo entre outros. Em condições normais o quarto colocado do espanhol brigaria com certeza entre os 10 da Série A com reais condições de ficar entre os 5 melhores.

A maior prova concreta é a seleção brasileira. Se compararmos as escalações de Bayern de Munich e Real Madri com a da seleção que disputou a Copa, haveria equilíbrio muito grande. Caso se enfrentassem seria uma partida equilibrada, qualquer um poderia ganhar. Até entendo o desespero de procurar manter por cima o futebol brasileiro, mas enquanto o torcedor for enganado e a mídia se acomodar com a falta de qualidade, o futebol brasileiro jamais conseguirá recuperar pelo menos parte do talento que já teve.

 

Espanha X Itália: a valorização do futebol bem jogado

Leia o post original por Mion

Gorou a tão sonhada final  ente Espanha e Alemanha, consideradas as duas melhores seleções da Europa. E não foi acidente de percurso dos alemães, nada disso, a Itália mereceu e chega com força. Surpreendeu a todos, aquela Itália trancada, burocrática jogando apenas nos contra-ataques explorando os erros dos adversários, Brasil e Itália de 1982 é o maior exemplo, ao que tudo indica ficou no passado, pelo menos não existiu na Eurocopa.

O técnico Cesare Prandelli pode estar inaugurando uma nova fase do futebol italiano, além é claro de contar com jogadores de melhor condição técnica. Prandelli de 54 anos, com exceção da Roma em 2004 dirigiu apenas clubes intermediários da Itália, o último foi a Fiorentina. Prandelli impôs um esquema tático equilibrado preocupado em tomar a bola e atacar com qualidade. Aquela Itália retrancada não existe, mas continua forte na marcação, porém com qualidade técnica na meia-cancha, destaques para o craque Pirlo e os excelentes De Rossi, Marquisini e Montolivo. Todos marcam, criam, têm qualidade técnica e ainda atacam. No setor ofensivo, o diferenciado Cassano (joga muita bola e é inteligente) e o matador Balotteli. Em 5 jogos na Euro, a Azzurra marcou 6 gols e sofreu 3.  Enfim, um muito time forte.

Alguns dizem que a Espanha decepcionou, não acho, tem números melhores que a Itália: em 5 partidas, marcou 8 gols (média 1,6 gol por jogo) e sofreu apenas 2, saldo de 6, não pode sofrer restrições. Na Copa do Mundo na África do Sul, a Fúria também, por coincidência, fez 8 gols e sofreu 2, só que em 7 jogos, reduz a média para 1,1 gol por partida. Ocorre que como atual campeã do mundo a exigência aumentou e a expectativa existe de sempre a Espanha jogar o futebol-arte maravilhoso, dando show. Futebol não é, e nunca foi assim. Nada é tão exato e permanente.

Isso posto considero a seleção espanhola melhor, entretanto enfrentará um time técnico e com a confiança lá em cima. Uma final sensacional, quem ganhar será merecedora. Tenho convicção de apenas duas coisas: se a Espanha perder não deixará de ser tecnicamente a melhor seleção do futebol mundial, e a Itália ganhando ou perdendo já conquistou status de ser hoje uma das três maiores forças do futebol mundial, posição que há mais de duas décadas não conseguia. E dessa vez jogando um futebol técnico, ofensivo e bonito de assistir.