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Impossível

Leia o post original por André Kfouri

Garry Kasparov, provavelmente o maior enxadrista de todos os tempos, certa vez foi questionado se seria capaz de vencer o melhor jogador da atualidade, o campeão mundial Magnus Carlsen. A resposta foi enigmática – o diálogo, durante um jantar em Nova York, está no primeiro capítulo do livro “Guardiola Confidencial” – como são as questões complexas do esporte e da vida: “Eu seria capaz. Mas é impossível”. A explicação está na quantidade de energia cerebral que uma partida de cinco, seis horas, exigiria de Kasparov para derrotar um oponente 28 anos mais novo.

É possível que Roger Federer saiba exatamente do que Kasparov fala, após ser derrotado na final mais longa da história de Wimbledon por Novak Djokovic. Após vencer mais games, mais pontos no total, mais pontos na rede, mais pontos sacando, mais pontos retornando saque, mais break-points, fazer mais winners. E perder. Após quebrar o saque de Djokovic tarde no quinto set, abrir 40/15 e ter dois pontos para o troféu. E perder. Após, mais uma vez, se estabelecer como o favorito absoluto na vontade do público na quadra, na televisão, daqueles que gostam de tênis, dos que jamais viram um jogo, dos que acompanharam as quatro horas e cinquenta e sete minutos de tensão e dos que não a suportaram.

E perder.

A admiração por Federer se converteu em um fenômeno cultural mundial. Faz muito tempo que não se trata apenas de tênis ou mesmo de esporte. É tema obrigatório de conversação, no aspecto social. Nesta segunda-feira, na hora do almoço, pessoas que não viram um segundo do jogo dirão que ficaram grudadas à tela da TV, suando por boa parte do dia, torcendo por Federer. E como a derrota deixou o domingo mais triste. Ser contemporâneo de Federer é como poder ver um mestre de seu ofício, um gênio em ação, um ícone de nossa espécie. Seu rosto deveria estar ao lado do verbete “tênis” nos dicionários de todos os idiomas.

Novak Djokovic não apenas quebrou o mundo tenístico neste domingo. Ele mostrou que seu cérebro é composto de algo diferente, pois só isso explica a capacidade de processar a noção de que praticamente todas as pessoas desejavam seu fracasso, e retirar dessa noção a energia necessária para sorrir sozinho diante de milhões de sorrisos amarelos. Esse nível de fortaleza mental está próximo da crueldade, um recurso próprio de alguém que se convenceu de que ser um estraga-prazeres planetário é seu caminho para a grandeza, sua garantia de respeito absoluto numa era em que é automático amar Federer e/ou Rafael Nadal. Com Djokovic, ou se tem uma relação de simpatia instantânea ou se aprende a aceitá-lo por ser tão bom. É assim.

Há quem diga que ele se ressente. Nick Kyrgios afirmou que Novak “se esforça demais para ser Roger”, como alguém que daria tudo o que tem para ser digno do amor universalmente endereçado ao suíço. Talvez. Mas é preciso considerar a hipótese de ser exatamente o contrário: Djokovic encontra satisfação em tardes como a deste domingo, quando enganou a todos naqueles dois pontos em que tweets estavam prontos e manchetes já eram escritas. Ele não dedica a mínima importância para uma batalha impossível, a que se dá fora da quadra e dentro dos corações. Porque ali, onde a vontade alheia não importa, ele pode vencer.

Como venceu.

Você torceu para Federer porque, aos 37 anos, ele ainda joga com classe incomparável e personifica um patamar de excelência tão raro que deveria ser eterno. E como nada o é, você quer que ele olhe para o pôr do sol com um último troféu nas mãos, tendo derrotado os dois maiores rivais, num quadro perfeito como seu jogo. Você deseja essa felicidade a ele porque é seu desejo de felicidade, e, ao final, o sabor é ruim. Mas a tênue linha entre vitória e derrota embaralha as coisas num jogo como esse. Federer sacou para o campeonato. Duas vezes. Se lhe oferecessem esse cenário antes de tudo começar, ele assinaria em uma fração de segundo.

Se não aconteceu, como disse Kasparov, é porque é impossível.

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Federer continua o “Rei de Wimbledon”

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Cinco anos e nove meses mais jovem, Djokovic levou o título. Mesmo assim, Federer continua sendo o Rei de Wimbledon. O suíço, que completará 38 anos agora em agosto, foi sem dúvida a grande estrela da competição. O maior campeão de todos os tempos no All England Club deu um show contra Nadal e Djokovic, protagonizando dois jogos épicos. Na semifinal, Federer dominou totalmente o bicampeão Nadal.

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Halep campeã em Wimbledon

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Simona Halep conquistou seu primeiro título em Wimbledon batendo neste sábado a norte-americana Serena Williams por duplo 6/2, em apenas 55 minutos de partida. Campeã em Roland Garros no ano passado, a tenista romena levou o segundo título de Grand Slam na carreira. “Quando começou o torneio, eu disse ao pessoal do Club que sempre sonhei em ser membro, mas honestamente nunca imaginei que…

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Gauff, a sensação em Wimbledon

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Nascida em março de 2004, a norte-americana Cori Gauff só passou a disputar competições profissionais a partir dos 14 anos. O regulamento da WTA permite no máximo oito torneios profissionais até que ela complete 15 anos. Dos 15 aos 16 anos, poderá jogar dez torneios, depois poderá participar de doze competições até os 17 anos, e finalmente em 16 torneios até o 18º aniversário, quando não terá mais…

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Melo e Kubot nas oitavas em Wimbledon

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Em mais um jogo muito difícil, repetindo a estreia, o mineiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot garantiram um lugar nas oitavas de final do torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra. Nesta sexta-feira (5), os cabeças de chave número 1 avançaram para a terceira rodada do Grand Slam após 3h26min, vencendo os australianos Alex de Minaur e Matt Reid de virada, por 3 sets a 1, parciais de 6/

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Bia vence ex-número 1 do mundo em Wimbledon

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A tenista Beatriz Haddad Maia conquistou, nesta terça-feira, uma de suas maiores vitórias na carreira ao eliminar espanhola Garbiñe Muguruza, ex-número 1 do mundo e atual 27, na estreia de Wimbledon, em 1h29min de partida. Muguruza também foi campeã de Wimbedon em 2014 e vice em 2015. Foi a terceira maior vitória de Bia até aqui na carreira. Antes, ela havia derrotado em Acapulco, este ano…

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Thiago e Bia na chave em Wimbledon

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O cearense Thiago Monteiro e a paulista Beatriz Haddad Maia garantiram vaga na chave principal de Wimbledon após vencerem três partidas no dificílimo qualificatório do Grand Slam britânico disputado nas quadras de grama do Bank of England Sports Ground in Roehampton. Thiago derrotou o japonês Yosuke Watanuki por 3/6 7/6(3) 6/3 6/3, furando o quali de um Grand Slam pela segunda vez seguida após…

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Melo e Kubot serão cabeças 1 em Wimbledon

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O mineiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot estão de volta a Wimbledon. Pelo terceiro ano seguido disputarão juntos o Grand Slam, em Londres, na Inglaterra, que será realizado a partir da próxima segunda-feira até o dia 14 de julho. Um torneio sempre especial, que traz grandes recordações, com a conquista do inédito título na grama sagrada do All England Club, em 2017. Agora em 2019…

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Rogerinho e Monteiro estreiam com vitória em Wimbledon

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O cearense Thiago Monteiro e o paulista Rogério Silva, que buscam uma vaga na chave principal em Wimbledon estrearam com vitória no qualificatório do tradicional Grand Slam britânico. Cabeça de chave 6, Thiago venceu sua partida em dois tie-breaks contra o italiano Roberto Marcora, número 216 do ranking mundial, parciais de 7/6 (7-5) e 7-6 (7-3) em 1h40 de confronto. Rogerinho também resolveu sua…

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Bia estreia em Wimbledon após título de duplas em Ilkley

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A tenista Beatriz Haddad Maia conquistou, neste sábado, o título de duplas do ITF US$ 100 mil de Ilkley. Na decisão, em jogo bastante equilibrado, Bia e a paulistana Luisa Stefani derrotaram as australianas Ellen Perez e Arina Rodionova, cabeças de chave 3, por 6/4 6/7(5) 10-4. “Batemos na trave em Cagnes-Sur-Mer (foram vice-campeãs), mas agora o título veio. Hoje mantivemos a nossa concentração e…

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