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Opinião: saída de Neymar do PSG seria saudável para jogador e clube

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As recentes trocas de farpas entre Neymar e a comissão técnica do PSG indicam que a relação entre ambos está com prazo de validade vencido.

Os dois lados não se incomodam mais em manter as aparências e em evitar danos maiores.

Quando Thomas Tuchel não gostou de ver o jogador marcando sua festa de aniversário com a presença de companheiros de time, perto de um jogo de equipe, teria sido mais produtivo para o PSG debater o tema apenas internamente.

O mesmo vale para as queixas de Neymar sobre ter sido poupado pela comissão técnica antes da derrota contra o Borussia Dortmund pela Champions League, por 2 a 1. Hoje em dia, até um juvenil sabe que o mais prudente nesses casos é lavar a roupa suja em casa.

Porém, nas duas situações, técnico e jogador não se importaram com a turbulência que suas declarações poderiam causar. Agiram como aquele casal que não espera chegar em casa para discutir. Briga em meio ao almoço de família na frente de todos os parentes. De certa forma, já preparam os familiares para a possível notícia de uma separação.

Essa é a sensação que tenho em relação ao casamento entre Neymar e PSG: ele parece estar no fim.

No ponto em que a relação chegou o divórcio pinta mesmo como a melhor solução para todos.

Chega a fazer mal para a saúde quando um trabalhador exerce suas funções insatisfeito com as decisões de seus chefes. A recíproca é verdadeira.

Assim, será mais saudável para o brasileiro se ele deixar o clube parisiense num futuro próximo.

Por sua vez, o PSG ficaria livre dessa relação tóxica e do ambiente carregado que ela provoca. Isso apesar de Neymar estar fazendo una temporada muito boa. Com o dinheiro que pode entrar numa eventual venda, é possível contratar alguém para ter desempenho semelhante, mas num  ambiente pacífico.

Opinião: atuação de Neymar em vitória reforça erro de Tite na Copa

Leia o post original por Perrone

A boa atuação de Neymar na vitória do PSG por 3 a 1 sobre o Angers, neste sábado, reforça a opinião deste blogueiro de que Tite errou feio com o principal jogador da seleção brasileira na Copa da Rússia.

O bom desempenho do astro brasileiro na partida do Campeonato Francês foi resultado principalmente de uma mudança de função. Thomas Tuchel, novo treinador do Paris Saint-Germain, o colocou para atuar como armador, o articulador central de jogadas da equipe. Assim, foi mais participativo, distribuiu o jogo, prendeu menos a bola e, consequentemente, sofreu menos faltas.

Em solo russo, Tite teimou em deixar Neymar plantado na esquerda. Isso limita a exploração das qualidades de um atleta de alto potencial.

Como ponta, o camisa 10 da seleção dependia da aproximação de outros jogadores, principalmente do lateral, para tabelar. E isso aconteceu menos do que devia, sobretudo quando Marcelo esteve em campo.

Isolado, Neymar se limitava a partir para as jogadas individuais. Os adversários dobravam ou até triplicavam a marcação, o que fazia as chances de sucesso do brasileiro serem reduzidas. Perder a bola ou sofrer a falta eram os desfechos mais prováveis.

Deixar um cara do nível de Juninho, como ele é chamado pelo pai, fixo na esquerda equivale chamar o chef Alex Atala para cozinhar na sua casa e pedir apenas que ele corte as cebolas. Desperdício puro.

Tuchel indica entender que Neymar é mais útil como 10 do que como 11. Sendo o homem da criação. Tite deveria se inspirar no trabalho do colega e reprogramar o estilo de jogo de seu atleta mais talentoso na seleção.