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Opinião: T. Nunes precisa errar menos em escalações para seu estilo vingar

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É verdade que torcida e diretoria do Corinthians precisam ter paciência e dar tempo para Tiago Nunes implantar a profunda modificação proposta no estilo de jogo do time.

Porém, quem mais precisa colaborar com o projeto é o próprio treinador. Ele deve fazer isso deixando de errar tanto nas escalações.

Nunes faz um trabalho promissor, pois já desenhou um esquema interessante de jogo. Só que quanto mais ele errar ao escalar os titulares mais tempo levará para os resultados aparecerem.

O erro mais recente foi começar a partida com o Santo André, na última quarta, com Boselli na reserva.

Um dos principais problemas corintianos neste momento é acertar as finalizações. Contraditoriamente a isso, o técnico deixou o artilheiro alvinegro no banco. 

O argentino saiu do empate com o time do ABC em um gol, após entrar na etapa final e balançar as redes, como um dos artilheiros do Paulistão com cinco gols.

Antes do início da rodada deste final de semana, Boselli também divide com Daniel Alves a terceira posição no ranking dos jogadores que mais acertam finalizações em média por jogo no Estadual, segundo o site Footstats. A marca é de 1,6 arremate certo por apresentação.

Nunes preferiu começar a partida com Vágner Love no ataque. Sua média é de apenas 0,6 finalização certa por jogo. Yony González e Pedrinho, também escolhidos como titulares, ainda não acertaram conclusões nas três partidas que cada um fez no Paulista. Luan, outro titular diante do Santo André, tem média de 0,8 finalização certa por jogo.

Como sugeriam as estatísticas, não deu outra. O técnico precisou mexer na equipe, e o gol salvador foi marcado por Boselli.

Ao explicar sua escolha, Nunes disse que optou por uma formação com mais mobilidade, o que daria maior trabalho para os marcadores do Santo André.

Yony González é outro exemplo de erro do treinador corintiano ao escalar o time. Nunes admitiu isso ao dizer que atropelou a preparação do atacante antecipando sua estreia. Ele disse que o jogador precisava de mais tempo para se preparar, e assumiu a responsabilidade pelo fraco desempenho do comandado até aqui.

Na opinião deste blogueiro, o técnico já havia cometido erros nas escolhas de seus titulares antes. Principalmente nos dois confrontos contra o Guaraní do Paraguai pela fase classificatória na Libertadores.

Uma das falhas foi começar os jogos com Sidcley, visivelmente fora de forma, no lugar de Piton, que vinha sendo claramente superior.

Outra mancada foi escalar Pedrinho no jogo de volta sendo que ele não teve descanso depois de participar do Sul-americano sub-23 com a seleção brasileira. Além disso, o meia-atacante nunca havia jogado sob o comando de Nunes. Ele acabou expulso e prejudicou o Corinthians, eliminado pelo Guaraní.

No mesmo jogo, na opinião deste blogueiro, o comandante alvinegro errou ao demorar para colocar Janderson em campo.

Nesse cenário, Nunes desponta como o principal inimigo do tempo que ele precisa para fazer o time decolar.

Falhas em escalações tendem a provocar maus resultados e eliminações, o que gera descontentamento por parte de torcedores e diretores, além de críticas disparadas pela imprensa. No cruel futebol brasileiro essa é a receita perfeita para fazer o relógio andar mais rápido e tirar o fôlego de treinadores.

Organizadas do Corinthians são cobradas para poupar Nunes e mirar Andrés

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Os protestos marcados para esta quarta (26) por torcidas organizadas do Corinthians expõem uma divisão de pensamento entre os uniformizados e fãs do clube não organizados. Enquanto a Gaviões da Fiel fala em mandar mensagem para comissão técnica, diretoria e jogadores e cobra vontade dos atletas, boa parte dos torcedores “independentes” pedem que as críticas sejam centralizadas na diretoria. Especialmente no presidente Andrés Sanchez e no diretor de futebol Duílio Monteiro Alves.

Na derrota por 2 a 1 para o Água Santa, no último sábado, torcedores, principalmente não organizados, xingaram a dupla de cartolas.

Nas redes sociais, a Gaviões tem sido questionada por cobrar jogadores e comissão técnica neste momento.

Muitos dos torcedores organizados que se manifestaram nas redes  argumentaram ser insensato cobrar Tiago Nunes no início da temporada. E pediram pressão na diretoria.

A dívida do clube, o fracasso na tentativa de vender o nome da Arena Corinthians, apostas em jogadores que não deram certo e repetição de negócios com alguns empresários estão entre os temas sugeridos para questionamentos à diretoria.

As contratações de uma filha biológica e duas “de coração” do ex-ministro José Dirceu, amigo e colega de Andrés no PT para trabalharam no clube também foram lembradas. Houve até sugestão para que o protesto fosse em frente à residência de Sanchez.

O posicionamento desses não organizados está em sintonia com conselheiros da oposição. A maioria poupa o treinador e mantém a mira em Andrés.

Sugestão: uma cartilha com oito regras para Tiago Nunes seguir

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1 – É proibido desperdiçar tempo

Se essa regra existisse, Nunes teria assumido o comando do Corinthians em novembro, não apenas em 2020.  Assim, teria minimizado a falta de tempo no início da preparação antes da fase classificatória da Libertadores na qual o Corinthians acabou eliminado. Tempo é um bem precioso, ainda mais para treinadores dispostos a revolucionar a maneira de jogar de suas equipes, como é o caso do técnico alvinegro.

2 – Tente ao máximo aproveitar um ídolo do clube

Uma norma assim teria impedido o técnico corintiano de dispensar Ralf sem ao menos vê-lo treinar sob suas ordens. Parece que Nunes tem alergia ao volante. Não podia nem chegar perto dele. Apesar de não ter as características exigidas pela ideia principal de jogo do comandante alvinegro, na opinião deste blogueiro, o ídolo da Fiel poderia ter sido útil em algumas situações durante a temporada.

3 – Escale quem está melhor

Essa regra básica do futebol foi ignorada por Nunes no que diz respeito à titularidade de Sidcley nos dois jogos contra o Guaraní pela fase classificatória da Libertadores.

4 – É proibido ser teimoso

Quando um jogador está mal, não teime em escalá-lo. Obviamente, a tendência é que ele continue mal. De novo, a escalação de Sidcley é o exemplo a não ser seguido. Vale lembrar que encontrar um técnico que não seja teimoso é uma das missões mais difíceis no futebol.

5 – Quando disser que um jogador já está em forma, mostre dados que comprovem a informação

Nunes afirmou em entrevista coletiva que Sidcley já havia entrado em forma. Porém, bastava ver o lateral entrar em campo para constatar que ele ainda estava acima do peso. O técnico corintiano insistiu em dar ritmo de jogo a ele como titular em detrimento da evolução coletiva da equipe. Sidcley deveria entrar aos poucos no time e assim não prejudicaria o coletivo, ainda mais porque Piton vinha jogando bem melhor.

6 – Reavalie sempre suas convicções

O técnico corintiano confia muito em seu taco, mas, de vez em quando, ele espirra, como o de todo profissional. Confiar em suas convicções é bom, mas é preciso sempre refletir se elas realmente estão certas. Nunes, às vezes, demora a abandonar algumas ideias justamente por conta desta confiança. Não é uma boa casar eternamente com suas teorias. Confrontá-las com a prática faz parte do processo de evolução de um projeto.

7 – Não tenha só uma forma de jogar

Nunes tem uma proposta de jogo muito interessante. Seus conceitos já são bem visíveis no Corinthians, apesar do pouco tempo de treinamento. Isso indica que o trabalho está sendo bem feito e é promissor, apesar da nova derrota, agora para o Água Santa, por 2 a 1. Porém, na opinião deste blogueiro, nenhum time pode depender de apenas uma maneira de jogar. É preciso ter variações para complicar a vida dos adversários e dar mais alternativas a seus jogadores. Claro que ainda é cedo para cobrar um cardápio mais variado dos corintianos. A sequência da temporada mostrará se essa diversificação está nos planos do técnico.

8 – Não seja babá de seus jogadores

A maioria das regras estipuladas por Tiago Nunes em sua cartilha, revelada pelo Globoesporte.com, para os jogadores é comum no futebol mundial. No entanto, muitas delas cheiram a mofo. Principalmente porque tiram responsabilidades e a prática do bom senso dos jogadores. Num ambiente extremamente profissional não faz sentido tratar funcionários como incapazes a ponto de precisarem de uma cartilha para indicar como devem ser comportar em grupo. A falta de oportunidade para exercitar o bom senso e o direito de escolha pode inibir o jogador no momento em que ele precisa tomar decisões dentro de campo. E o Corinthians tem sofrido muito com decisões erradas tomadas por seus atletas durante as partidas.

Apesar de seus erros, Tiago Nunes faz trabalho promissor no Corinthians

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Tiago Nunes cometeu erros que colaboraram para a eliminação do Corinthians ainda na fase de classificação para os grupos da Libertadores, na opinião deste blogueiro. Mesmo assim, mostrou um trabalho promissor.

O primeiro erro do treinador foi não assumir a equipe logo após sua contratação ser anunciada. Ele desperdiçou um tempo para conhecer os jogadores que fez falta no início de 2020.

Já segurando a prancheta alvinegra sua principal falha foi insistir com Sidcley. Ainda fora de forma, o lateral-esquerdo levou um baile no jogo de ida contra o Guaraní e teve participação importante no gol da vitória do adversário.

Parecia óbvia a entrada de Piton na lateral esquerda para a partida de volta por conta de seu desempenho superior ao do  titular, fato comprovado pelas estatísticas.

A presença de Sidcley no segundo jogo foi um problema mais pelo que Piton não teve chance de fazer fazer enquanto esteve no banco do que pelo que o titular fez até ser substituído.

O reserva poderia ter sido mais útil ao time, principalmente em termos ofensivos.

Depois do jogo, Nunes citou que precisou substituir Sidcley porque, com um jogador a menos por conta da expulsão de Pedrinho, o lateral ficou sobrecarregado e se desgastou demais.

Piton está em melhor forma física e técnica, em tese, teria se desgastado menos e produzido mais.

Outro vacilo,  foi demorar para colocar Janderson em campo. A partir da expulsão de Pedrinho, ele era a melhor opção para cavar um cartão vermelho paraguaio nas jogadas individuais. Foi o que acabou acontecendo no final do jogo.

Nunes também arriscou alto ao escalar Pedrinho, jogador com quem nunca tinha atuado e que vinha de uma competição desgastante com a seleção brasileira sub-23. Isso, porém, não teve nada a ver com a expulsão do jogador.

Na prática, a formação escolhida pelo treinador funcionou bem. Apesar da eliminação com vitória por 2 a 1 sobre o Guaraní, em Itaquera, o alvinegro mostrou estar num caminho que pode render muitos frutos.

A movimentação ofensiva, com Luan, Boselli e Love trocando de posições foi bonita de se ver e eficiente. Mostra o caminho que o treinador quer seguir.

A organização do Corinthians foi tanta que, mesmo com um a menos na maior parte do jogo, o time só levou o gol em lance de bola parada. E numa falta marcada contra Gil que gerou críticas ao árbitro não apenas por parte dos corintianos. Sálvio Spínola, comentarista do grupo Globo, por exemplo, cravou que não houve infração. O juiz Nestor Pitana ainda demonstrou falta de critérios ao advertir os jogadores. Os cartões saíam de seu bolso mais facilmente quando eram mostrados para os corintianos.

O trabalho bem feito pelo treinador em busca de uma equipe organizada fez com que o Corinthians mantivesse maior volume de jogo sem ficar exageradamente exposto aos contra-ataques, apesar da desvantagem numérica.

É preciso lembrar que Nunes está começando no clube. Estamos apenas no segundo mês do ano e ele promove uma mudança radical no estilo de jogo da equipe em relação aos últimos anos.

Irregularidade e uma dose de dificuldade por parte dos atletas para assimilar o esquema são naturais. Mas nesta quarta-feira os sinais foram positivos, apesar da queda.

Os corintianos começam a trocar passes objetivos e a procurar os espaços em campo com mais naturalidade. Isso vai ajudar os atletas a diminuírem os seus erros na tomada de decisão. Eles ainda são muitos.

A recomposição defensiva foi muito bem feita durante a vitória sobre o Guaraní, apesar das adversidades. Quando perdia a bola, o time, incluindo quem falhou, voltava rapidamente para defesa.

No ataque, além da movimentação constante, a equipe dificulta a marcação adversária abrindo o jogo pelas pontas. Essa amplitude não impede o Corinthians de agredir o rival também pelo meio da área numa alternância interessante.

Claro que não chegar à fase de grupos da Libertadores faz um estrago considerável financeiramente, esportivamente e para o torcedor nas redes sociais.

Mas há boas perspectivas pela frente. Não é o que os corintianos queriam, mas Nunes terá um calendário mais suave para aprimorar seu estilo de jogo. A tendência é de que ele monte um time forte e com capacidade para sustentar um sistema eficiente por mais de uma temporada.

Insistência com Sidcley é primeiro grande pecado de Nunes no Corinthians

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Tiago Nunes já tem uma teimosia para chamar de sua como técnico do Corinthians, na opinião deste blogueiro. Trata-se da insistência com Sidcley.

Visivelmente, o lateral esquerdo ainda está fora de forma, por mais que o treinador diga o contrário.

Isso ficou evidenciado na derrota corintiana por 1 a 0 para o Guaraní, nesta quarta (5), pela segunda fase preliminar da Libertadores, no Paraguai.

Quando avançava, e o Corinthians perdia a bola, Sidcley não tinha fôlego para voltar com a velocidade necessária. Deixava espaços para os paraguaios.

No ataque, sua produtividade foi baixa. De novo, o lateral corintiano que mais participou do jogo no campo de ataque foi Fágner, pela direita.

Nunes demorou para enxergar o óbvio e custou a colocar Píton no lugar de Sidcley na etapa final.

Como era de se esperar, a revelação corintiana deu mais velocidade e mobilidade ao time. Ficou ainda mais difícil entender sua permanência no banco de reservas.

A justificativa de Nunes de que Sidcley precisa jogar para ganhar ritmo não se sustenta. A recuperação do lateral é mais importante do que o desempenho coletivo do Corinthians? O caminho não poderia ser inverso, com Sidcley entrando aos poucos para ganhar condição de jogo? As boas atuações de Piton não deveriam ser premiadas com a titularidade?

Na minha opinião as respostas são óbvias e deixam o técnico numa situação desconfortável.

Nunes deveria tentar responder a essas questões antes do confronto de volta com o Guaraní. Com a obrigação de vencer, o treinador não pode se dar  luxo de deixar quem está melhor na reserva.

Claro que Sidcley não foi o único responsável pela derrota no Paraguai. Luan, por exemplo, teve atuação apagada. Janderson não foi bem e Boselli não acertou a pontaria. Porém, a lateral direita é o ponto crítico alvinegro neste momento.

Está fácil de corrigir com Piton como titular. No entanto, se Nunes não repensar seus conceitos em relação à disputa na lateral esquerda, corre sério risco de amargar uma queda precoce na Libertadores.

Opinião: Nunes já deu mais cara ao Corinthians do que Luxa ao Palmeiras

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O Palmeiras venceu a Florida Cup, porém, quem volta de Orlando num estágio mais avançado de preparação para a temporada é o Corinthians, na opinião deste blogueiro.

A equipe de Tiago Nunes já mostra um modelo de jogo bem definido. Enquanto isso, Vanderlei Luxemburgo parece patinar na tentativa de melhora individual de jogadores importantes antes de conseguir um polimento coletivo.

O alvinegro traz na bagagem no retorno dos Estados Unidos um estilo que prioriza a saída de bola com qualidade da defesa para o ataque. Marcação sob pressão, avanço dos volantes, movimentação constante em busca dos espaços e capricho na bola parada também são características do novo Corinthians.

Não significa que tudo isso já funcione como um relógio suíço. Pelo contrário, Tiago Nunes ainda tem muito trabalho pela frente. Como ajustar o apoio dos laterais ao ataque, resolver a falta de pontaria de Love, Boselli e Gustavo e melhorar a bola aérea defensiva.

Do lado alviverde, ainda vemos uma grande dependência em relação a Dudu, como nas últimas temporadas.

Além disso, o Palmeiras mostrou na Flórida que muda muito seu jeito de jogar conforme as substituições. Não tem ainda um padrão.

Quando a formação conta com mais jogadores jovens, a equipe fica mais leve, rápida e aumenta a sua mobilidade. Obviamente, isso é bom e pode ser bem explorado por Vanderlei Luxemburgo.

Mas, neste momento, o técnico não deixa clara a opção por um time veloz. Luxa parece mais preocupado com o desempenho individual de velhos conhecidos dos palmeirenses do que em lapidar o jogo coletivo.

É nítido como o treinador investe sua energia na tentativa de transformar Felipe Melo em zagueiro. O começo não foi bom. O veterano mostrou muita dificuldade na nova função, o que é natural. Não se trata de uma mudança simples.

Outra preocupação aparente de Luxa é colocar em forma Ramires, que também não foi bem na terra do Mickey. Há ainda o esforço do comandante em recuperar Lucas Lima, que deu sinais de reação durante o torneio.

A evolução coletiva do Palmeiras passa muito por esses ajustes individuais tentados por Luxemburgo. Se quiser acelerar o processo, ele pode iniciar o Campeonato Paulista trocando Felipe Melo e Ramires, por exemplo, por jogadores que estejam mais aptos a desempenhar as funções agora.

Existe ainda o fato de o treinador palmeirense afirmar que espera por reforços pontuais. Isso também ajuda a explicar a diferença de estágio em relação ao Corinthians. Tiago Nunes e já recebeu jogadores fundamentais para moldar seu estilo de jogo, como Cantillo, Luan e Camacho, que retornou de empréstimo.

 

Comparação com Carille já faz Nunes ser elogiado no Corinthians

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As comparações com Carille, seu antecessor, têm feito Tiago Nunes ganhar elogios no Corinthians. Isso mesmo antes de o trabalho integral  no clube começar.

O principal ponto destacado pelos cartolas é o discurso do técnico de dar espaço para os jogadores das categorias de base.

Segundo a diretoria, ele planeja monitorar constantemente a base e testar jovens em treinos e jogos do time de cima.

Faziam parte da rotina de Carille os treinamentos de atletas da base com os profissionais. Porém, ele era visto no clube como um treinador que confiava mais nos jogadores experientes e dava menos chances aos novatos do que a direção gostaria.

Carille marcou o final de sua última passagem pelo alvinegro reclamando da não contratão de reforços de peso.

Aqui nasce outro elogio dos cartolas a Nunes. Apesar de o novo técnico ter colocado alguns jogadores caros em sua lista de desejos para 2020, o entendimento é de que a maioria de seus indicados cabe no bolso do clube. Luan, ex-Grêmio, um dos mais caros, foi contratado, por exemplo.

Menos objetiva, é a comparação entre os comportamentos dos dois treinadores. Carille foi rotulado de arrogante por parte dos dirigentes em sua segunda passagem pelo Corinthians. Isso tanto por suas entrevistas como no trato diário.

Por sua vez, Nunes já é descrito por integrante da diretoria como humilde e maleável.

Corinthians calcula alívio de 30% em folha salarial com fim de contratos

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A diretoria do Corinthians espera se livrar de um gasto mensal de aproximadamente R$ 3,8 milhões com jogadores que terão seus contratos encerrados no final de dezembro. O valor corresponde pelo menos a cerca de 32% da atual folha de pagamento do time. Hoje, a despesa mensal com salários, incluindo atletas emprestados a outras equipes, está entre R$ 11 milhões e R$ 12 milhões, conforme apurou o blog.

Porém, a direção ainda não sabe quanto poderá economizar de fato, já que reforços serão contratados. Neste momento, Tiago Nunes, que comandará o Corinthians a partir da próxima temporada estuda o elenco e a necessidade de reforços.

Na lista dos jogadores que aliviarão os gastos corintianos com o fim de seus compromissos a maioria está emprestada e tem pelo menos parte de seus salários bancada pelo alvinegro. Entre os que vão ficar sem contrato e não renovarão estão Giovanni Augusto e Marlone, emprestados ao Goiás, Guilherme, que está no Fluminense, e Paulo Roberto, que atua por empréstimo no Fortaleza.

Internamente, os cartolas corintianos são pressionados para mudar sua política de contratações reduzindo as chances de trazerem atletas que não conseguem espaço no elenco e acabam emprestados com ao menos parte de seus vencimentos pagos pelo alvinegro.

 

 

Corinthians calcula gasto 20% menor com comissão comandada por T. Nunes

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Com Samir Carvalho, do UOL, em São Paulo

A diretoria do Corinthians calcula que a nova comissão técnica capitaneada por Tiago Nunes terá um custo mensal 20% menor em relação à antiga, comandada por Fábio Carille. Os números não são revelados oficialmente pela direção. Porém, como mostrou a coluna De Primeira, o novo treinador acertou com o clube o pagamento de R$ 850 mil mensais por um pacote que, além do técnico, cinco assistentes.

Junto com Carille deixaram o alvinegro os auxiliares, Leandro Silva e Fabinho, o analista de desempenho Denis Luup e o preparador físico Valmir Cruz. Por sua vez, Nunes chega acompanhado dos auxiliares Evandro Fornari e o ex-meia Kelly, o analista de desempenho Pedro Sotero, o preparador físico Túlio Flores e mais um profissional ainda não anunciado. Nunes convidou Tarcísio Pugliese, treinador do XV de Piracicaba para também ser seu assistente e aguarda uma resposta.

Apesar de gastar menos com a futura comissão técnica, o Corinthians ainda terá que arcar com a multa pela rescisão de Carille no valor de aproximadamente R$ 3,6 milhões. Como mostrou o blog, o clube quer dividir a quantia em mais de 12 parcelas mensais. A negociação ainda está em andamento.

 

Opinião: clássico desafia plano ofensivo de Coelho no Corinthians

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O clássico deste sábado (9) com o Palmeiras, às 19h, no Pacaembu, desafia o plano de Dyego Coelho, treinador interino alvinegro, de tornar o Corinthians ofensivo e já preparar o time ao estilo de jogo de Tiago Nunes, que assumirá o comando em 2020.

Pelo que mostrou na vitória por 3 a 2 sobre o Fortaleza, Coelho priorizou acabar com a inanição corintiana no ataque e conseguiu. Por outro lado, sofreu com uma defesa bastante vulnerável.

É evidente que, diante da irritação da diretoria e da Fiel com o estilo defensivo empregado por Carille, Coelho não teve outra opção a não ser atacar. E ainda precisa disso para mostrar algo diferente e não sair chamuscado ao final do Brasileirão.

Mas essa transformação leva tempo até que seja alcançado um equilíbrio entre ataque e defesa. Se a retaguarda corintiana já sofreu contra o Fortaleza, o que acontecerá diante do Palmeiras? Com espaço para jogar, meias e atacantes alviverdes costumam ser rápidos e objetivos. Imagine Dudu com a mesma liberdade que os atacantes do time cearense desfrutaram.

Os corintianos não tiveram tempo para se adaptar a seu novo posicionamento. Pelo menos um dos zagueiros se adianta para ajudar na saída de bola. Júnior Urso passa a ter presença constante no ataque, algo como o palmeirense Bruno Henrique está acostumado a fazer.

O desenho tático ensaiado por Coelho tem afinidades com o que Nunes fazia no Athletico. A diferença é que, acostumado a jogar assim, o time paranaense conseguia fazer a transição para a defesa em velocidade. O Corinthians, que demonstra fragilidade em relação ao preparo físico, tem mais dificuldades. Se jogadores de marcação atuam mais avançados e não têm fôlego para voltar quando o time perde a bola, a porteira fica aberta lá atrás. Esse é o risco que Coelho sofrerá no clássico, se mantiver a postura do último jogo.

Nesse cenário, o treinador interino alvinegro precisa escolher entre seguir em frente com sua reformulação para deixar o time com a cara que o corintiano quer  e preparar um ferrolho, explorar só os contra-ataques e assumir o risco de irritar sua própria torcida.