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Coelho trabalha para deixar Cássio mais protegido em campo

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Enquanto segue como substituto de Tiago Nunes, Coelho trabalha para fazer com que o Corinthians sofra menos finalizações durante as partidas. Se o plano der certo, Cássio ficará mais protegido.

Ídolo da torcida, o goleiro foi um dos mais pressionados no cerco feito pela Gaviões da Fiel no Aeroporto de Cumbica após derrota para o Fluminense no Rio.

Não se ouve queixas da atual comissão técnica ao goleiro. Mas há um consenso de que é difícil manter um nível excelente de atuações sofrendo tantos arremates contra sua meta.

De acordo com o site “WhoScored.com”, o Corinthians é o time que mais sofre finalizações em média por partida no Brasileirão. São 16,7 por jogo, em média.

A defesa da equipe paulista é a terceira mais vazada da competição, ao lado da do Ceará, com 16 gols em dez jogos. Os cearenses têm um jogo a mais.

Para combater o problema, Coelho aumentou a carga de treinos defensivos. Segundo integrante da comissão técnica, o trabalho na era Tiago Nunes era mais voltado para o ataque.

Já no jogo com o Fluminense, a atual comissão detectou falhas graves de posicionamento defensivo.

As entradas dos jovens volantes Xavier e Roni, autor de um gol na vitória por 3 a 2 sobre o Bahia, também têm a ver com a intenção de proteger mais a defesa. Os dois são vistos como atletas com mais vigor para marcar os adversários.

Contra o Sport, nesta quarta, em Recife, será possível conferir se Cássio estará mais protegido.

Simplicidade e voz aos jogadores. Como Coelho tenta acertar o Corinthians

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Simplicidade é a aposta de Dyego Coelho para tentar arrumar o Corinthians. Seja no jeito de falar, de treinar ou de jogar.

Há uma avaliação no clube de que parte dos atletas tinha dificuldade para assimilar o volume de informação passada pela antiga comissão técnica, principalmente por meio de vídeos.

Desde o primeiro dia como substituto temporário de Tiago Nunes, Coelho, mesmo sem ignorar a tecnologia, tem usado uma linguagem direta para fazer seus pedidos, além ouvir os atletas em relação a essas orientações.

Na atual comissão técnica prevalece a ideia de que quanto mais simples for a comunicação, mais os atletas se sentirão à vontade para dizer como se sentem melhor em campo.

O ex-lateral tem procurado eliminar barreiras entre a comissão e os jogadores, acostumados a uma série de protocolos na era Tiago Nunes.

Nos treinos, Coelho tem investido em repetir  situações de jogo para que seus comandados saibam o que fazer.

Uma das principais preocupações é retomar a eficiência defensiva que marcou o clube nos últimos anos. Isso passa por uma reorganização do sistema defensivo.

Nessa retomada, o vigor é valorizado. Tanto que a disposição para marcar pesou na escalação dos jovens volantes Xavier e Roni, autor de um gol, na vitória por 3 a  2 sobre o Bahia.

Essa importância aumenta com Otero, de menor capacidade defensiva, em campo. O venezuelano é visto pela atual comissão como a referência técnica do time, no entanto, precisa de ajuda na marcação. Coelho pretende explorar não apenas seus chutes de fora da área e cobranças de falta, mas também as inversões de jogo e os lançamentos.

No entorno de Coelho existe a expectativa de que ele recupere o “DNA” do time com eficiência defensiva e raça, mas sem deixar a equipe limitada a se defender e contra-atacar. A espera é por um Corinthians que também agrida o adversário.

Porém, tudo depende do tempo que Coelho terá. Apesar de Andrés Sanchez dizer que ele é o técnico do sub-20, a direção evita acelerar a busca por um novo treinador para que o ex-lateral ganhe fôlego. A efetivação dele é vista por membros da diretoria como a melhor opção para o alvinegro neste momento.

Protesto da torcida também pesou para Corinthians demitir Tiago Nunes

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Além da perda de apoio dos jogadores,  protesto da torcida também pesou na decisão da direção corintiana de demitir Tiago Nunes.

A manifestação dos torcedores na saída da Neo Química Arena após a derrota para o Palmeiras na última quinta assustou ao menos parte dos cartolas.

Na avaliação da diretoria, uma nova derrota contra o Fluminense, neste domingo, com Nunes no comando, agravaria a situação. Havia receio de uma reação violenta de torcedores mais irritados. Com a queda do técnico, a análise é de que a tensão diminui.

Imediatamente após o fracasso no derby, ainda havia o desejo da diretoria de esperar o jogo no Maracanã. Porém, a entrevista do treinador somada a outros fatores, como a manifestação dos torcedores, selou a demissão do técnico.

A entrevista teve papel fundamental para a direção avaliar que a relação entre comandante e comandados estava gravemente danificada

Ao responder sobre sua situação no cargo, o treinador disse: “essa pergunta tem que ser direcionada à direção do clube. Estamos dando oportunidades para jogadores que não eram aproveitados havia tempo. Não íamos ter grandes investimentos em atletas e teríamos que achar solução dentro da própria casa”.

Para a diretoria, essa fala menosprezou os integrantes do elenco. Dirigente ouvido pelo blog sustenta que nenhum atleta procurou a diretoria para reclamar de Nunes. Mesmo assim, os cartolas concluíram que os jogadores se incomodaram com essa e outras afirmações do ex-comandante cobrando reforços. Somados todos os fatores, a situação foi classificada como insustentável.

Corinthians deseja emplacar Coelho como técnico. Conheça os motivos

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De acordo com dois dirigentes do Corinthians ouvidos pelo blog, logo após a demissão de Tiago Nunes ficou acertado entre os cartolas que nenhuma negociação seria tocada com outro treinador antes da partida deste domingo (13) contra o Fluminense, no Maracanã.

A expectativa da direção é de que o interino Dyego Coelho faça o time começar a evoluir. Isso reforçaria o desejo de dar tempo para ele tentar se firmar no cargo.

Um dos motivos para essa aposta no ex-lateral é a eleição no clube, marcada para novembro. Se Coelho segurar a onda, a atual diretoria se livra da dificuldade de contratar um treinador em período eleitoral.

Encontrar alguém que tope um acordo só até a votação é considerada uma missão praticamente impossível. E fazer um contrato longo sem saber quem será o próximo presidente geraria protestos no clube, além do risco de o sucessor de Andrés Sanchez não aceitar a escolha.

Coelho é bem visto também porque seu trabalho como interino no ano passado agradou aos dirigentes. Porém, Nunes estava contratado, o que não lhe deu chance de efetivação. Hoje não existe esse obstáculo.

Os cartolas enxergam uma série de qualidades no interino. Entre elas estão conhecimento tático, afinidade com o clube no qual foi revelado como jogador e domínio da “linguagem boleira”. O discurso é de que o comandante do time sub-20 alvinegro tem potencial para brilhar na carreira.

Mas, toda essa boa vontade com Coelho vai depender de uma rápida evolução da equipe. A pressão de conselheiros e da torcida, principalmente das organizadas, pela volta dos bons resultados é enorme. Além disso, há o receio da direção de o time demorar para se afastar das últimas posições do Brasileirão.

T. Nunes demitido e Duílio candidato à presidência é injusto e incoerente

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A demissão de Tiago Nunes no Corinthians repete uma injusta e incoerente situação vista com frequência no futebol brasileiro. O treinador fica praticamente com toda a culpa pelo fracasso. E o dirigente sai ileso.

No caso do ex-técnico corintiano, injustiça e incoerência estão ainda mais escancaradas.

Enquanto Tiago está desempregado, o ex-diretor de futebol, Duílio Monteiro Alves, é lançado candidato da situação à presidência do clube na eleição marcada para novembro.

É como se dois dos envolvidos diretamente no naufrágio de um navio fossem julgados e tivessem resultados bem diferentes. Um levou a pena máxima, no caso, a demissão. Já o outro foi premiado, ganhou a oportunidade de disputar a cadeira mais cobiçada de um dos maiores clubes do país.

É como se Duílio não tivesse participado da contratação de Tiago, que foi muito mal no cargo, e de uma série de jogadores criticados por torcida e imprensa.

Parece até que o técnico apareceu do nada no clube e saiu contratando sem ter que dar satisfação a ninguém.

Difícil entender como o trabalho de Tiago pode ser reprovado e o de seu chefe aprovado. Ou ser escolhido pelo presidente do clube, Andrés Sanchez, para tentar ser seu sucessor não significa aprovação?

Duílio foi um dos responsáveis por toda a estrutura que afundou com o técnico. “Ah, mas o trabalho dele não pode ser avaliado só pelo desempenho do time nesta temporada”, podem dizer alguns. Mas foi dado ao treinador o mesmo tempo de trabalho? Não.

É preciso ainda lembrar que o Corinthians atrasou quatro meses de salários de jogadores e comissão técnica. E Duílio fazia parte da diretoria responsável por isso. É complicado trabalhar bem sem receber.

O ex-diretor de futebol, que deixou o posto para cuidar da campanha, não deveria sair ileso do diagnóstico de que o treinador perdeu o apoio dos jogadores. Uma de suas tarefas era evitar que a situação chegasse a tal ponto.

O trabalho de Tiago Nunes foi péssimo. Seria difícil mantê-lo no cargo. Não defendia essa permanência. O que não dá para engolir é que alguém que também errou feio seja escolhido para tentar alcançar em poucos meses a presidência. Esse tipo de imunidade para cartolas não deveria existir. Todos precisam arcar com seus erros. Demitir um e promover outro não faz sentido.

Opinião: Corinthians parecia não ter treinador no segundo tempo

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O Corinthians mostrou evolução no primeiro tempo contra o Goiás, mas na etapa final voltou a ser o time desorganizado das últimas rodadas. Mesmo assim, na base da vontade, chegou ao segundo gol no fim e venceu por 2 a 1. A vitória fora de casa alivia a torcida, mas o futebol apresentado só aumenta a preocupação.

Com Piton e Mosquito como titulares, o alvinegro foi mais rápido e objetivo do que de costume no início. Mereceu vencer o primeiro tempo.

Na etapa final,  porém, a desorganização voltou a imperar. Prova disso foi o gol de empate  do Goiás. Figueira pegou a defesa adversária desarrumada, com Gil ilhado e desatento, servindo Vinícius Lopes, que aproveitou a oportunidade.

A equipe da casa perdeu a chance de matar o jogo diante de um Corinthians que não sabia o que fazer com a bola e nem sem ela. Com todo respeito a Tiago Nunes, não parecia existir um treinador no comando.

Otero, estreante da noite, corria e lutava como se quisesse resolver sozinho. Ele cobrou escanteio e Danilo Avelar fez o gol da vitória aos 45 minutos do segundo tempo.  E foi assim, com vontade, mas sem ordem que o Corinthians chegou à vitória.

Moral da história: os jogadores tiveram força para vencer e, por tabela, ajudar o treinador. Agora é a vez do técnico de respirar e ser forte para ajudar e guiar seus comandados.

Opinião: T. Nunes precisa errar menos em escalações para seu estilo vingar

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É verdade que torcida e diretoria do Corinthians precisam ter paciência e dar tempo para Tiago Nunes implantar a profunda modificação proposta no estilo de jogo do time.

Porém, quem mais precisa colaborar com o projeto é o próprio treinador. Ele deve fazer isso deixando de errar tanto nas escalações.

Nunes faz um trabalho promissor, pois já desenhou um esquema interessante de jogo. Só que quanto mais ele errar ao escalar os titulares mais tempo levará para os resultados aparecerem.

O erro mais recente foi começar a partida com o Santo André, na última quarta, com Boselli na reserva.

Um dos principais problemas corintianos neste momento é acertar as finalizações. Contraditoriamente a isso, o técnico deixou o artilheiro alvinegro no banco. 

O argentino saiu do empate com o time do ABC em um gol, após entrar na etapa final e balançar as redes, como um dos artilheiros do Paulistão com cinco gols.

Antes do início da rodada deste final de semana, Boselli também divide com Daniel Alves a terceira posição no ranking dos jogadores que mais acertam finalizações em média por jogo no Estadual, segundo o site Footstats. A marca é de 1,6 arremate certo por apresentação.

Nunes preferiu começar a partida com Vágner Love no ataque. Sua média é de apenas 0,6 finalização certa por jogo. Yony González e Pedrinho, também escolhidos como titulares, ainda não acertaram conclusões nas três partidas que cada um fez no Paulista. Luan, outro titular diante do Santo André, tem média de 0,8 finalização certa por jogo.

Como sugeriam as estatísticas, não deu outra. O técnico precisou mexer na equipe, e o gol salvador foi marcado por Boselli.

Ao explicar sua escolha, Nunes disse que optou por uma formação com mais mobilidade, o que daria maior trabalho para os marcadores do Santo André.

Yony González é outro exemplo de erro do treinador corintiano ao escalar o time. Nunes admitiu isso ao dizer que atropelou a preparação do atacante antecipando sua estreia. Ele disse que o jogador precisava de mais tempo para se preparar, e assumiu a responsabilidade pelo fraco desempenho do comandado até aqui.

Na opinião deste blogueiro, o técnico já havia cometido erros nas escolhas de seus titulares antes. Principalmente nos dois confrontos contra o Guaraní do Paraguai pela fase classificatória na Libertadores.

Uma das falhas foi começar os jogos com Sidcley, visivelmente fora de forma, no lugar de Piton, que vinha sendo claramente superior.

Outra mancada foi escalar Pedrinho no jogo de volta sendo que ele não teve descanso depois de participar do Sul-americano sub-23 com a seleção brasileira. Além disso, o meia-atacante nunca havia jogado sob o comando de Nunes. Ele acabou expulso e prejudicou o Corinthians, eliminado pelo Guaraní.

No mesmo jogo, na opinião deste blogueiro, o comandante alvinegro errou ao demorar para colocar Janderson em campo.

Nesse cenário, Nunes desponta como o principal inimigo do tempo que ele precisa para fazer o time decolar.

Falhas em escalações tendem a provocar maus resultados e eliminações, o que gera descontentamento por parte de torcedores e diretores, além de críticas disparadas pela imprensa. No cruel futebol brasileiro essa é a receita perfeita para fazer o relógio andar mais rápido e tirar o fôlego de treinadores.

Organizadas do Corinthians são cobradas para poupar Nunes e mirar Andrés

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Os protestos marcados para esta quarta (26) por torcidas organizadas do Corinthians expõem uma divisão de pensamento entre os uniformizados e fãs do clube não organizados. Enquanto a Gaviões da Fiel fala em mandar mensagem para comissão técnica, diretoria e jogadores e cobra vontade dos atletas, boa parte dos torcedores “independentes” pedem que as críticas sejam centralizadas na diretoria. Especialmente no presidente Andrés Sanchez e no diretor de futebol Duílio Monteiro Alves.

Na derrota por 2 a 1 para o Água Santa, no último sábado, torcedores, principalmente não organizados, xingaram a dupla de cartolas.

Nas redes sociais, a Gaviões tem sido questionada por cobrar jogadores e comissão técnica neste momento.

Muitos dos torcedores organizados que se manifestaram nas redes  argumentaram ser insensato cobrar Tiago Nunes no início da temporada. E pediram pressão na diretoria.

A dívida do clube, o fracasso na tentativa de vender o nome da Arena Corinthians, apostas em jogadores que não deram certo e repetição de negócios com alguns empresários estão entre os temas sugeridos para questionamentos à diretoria.

As contratações de uma filha biológica e duas “de coração” do ex-ministro José Dirceu, amigo e colega de Andrés no PT para trabalharam no clube também foram lembradas. Houve até sugestão para que o protesto fosse em frente à residência de Sanchez.

O posicionamento desses não organizados está em sintonia com conselheiros da oposição. A maioria poupa o treinador e mantém a mira em Andrés.

Sugestão: uma cartilha com oito regras para Tiago Nunes seguir

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1 – É proibido desperdiçar tempo

Se essa regra existisse, Nunes teria assumido o comando do Corinthians em novembro, não apenas em 2020.  Assim, teria minimizado a falta de tempo no início da preparação antes da fase classificatória da Libertadores na qual o Corinthians acabou eliminado. Tempo é um bem precioso, ainda mais para treinadores dispostos a revolucionar a maneira de jogar de suas equipes, como é o caso do técnico alvinegro.

2 – Tente ao máximo aproveitar um ídolo do clube

Uma norma assim teria impedido o técnico corintiano de dispensar Ralf sem ao menos vê-lo treinar sob suas ordens. Parece que Nunes tem alergia ao volante. Não podia nem chegar perto dele. Apesar de não ter as características exigidas pela ideia principal de jogo do comandante alvinegro, na opinião deste blogueiro, o ídolo da Fiel poderia ter sido útil em algumas situações durante a temporada.

3 – Escale quem está melhor

Essa regra básica do futebol foi ignorada por Nunes no que diz respeito à titularidade de Sidcley nos dois jogos contra o Guaraní pela fase classificatória da Libertadores.

4 – É proibido ser teimoso

Quando um jogador está mal, não teime em escalá-lo. Obviamente, a tendência é que ele continue mal. De novo, a escalação de Sidcley é o exemplo a não ser seguido. Vale lembrar que encontrar um técnico que não seja teimoso é uma das missões mais difíceis no futebol.

5 – Quando disser que um jogador já está em forma, mostre dados que comprovem a informação

Nunes afirmou em entrevista coletiva que Sidcley já havia entrado em forma. Porém, bastava ver o lateral entrar em campo para constatar que ele ainda estava acima do peso. O técnico corintiano insistiu em dar ritmo de jogo a ele como titular em detrimento da evolução coletiva da equipe. Sidcley deveria entrar aos poucos no time e assim não prejudicaria o coletivo, ainda mais porque Piton vinha jogando bem melhor.

6 – Reavalie sempre suas convicções

O técnico corintiano confia muito em seu taco, mas, de vez em quando, ele espirra, como o de todo profissional. Confiar em suas convicções é bom, mas é preciso sempre refletir se elas realmente estão certas. Nunes, às vezes, demora a abandonar algumas ideias justamente por conta desta confiança. Não é uma boa casar eternamente com suas teorias. Confrontá-las com a prática faz parte do processo de evolução de um projeto.

7 – Não tenha só uma forma de jogar

Nunes tem uma proposta de jogo muito interessante. Seus conceitos já são bem visíveis no Corinthians, apesar do pouco tempo de treinamento. Isso indica que o trabalho está sendo bem feito e é promissor, apesar da nova derrota, agora para o Água Santa, por 2 a 1. Porém, na opinião deste blogueiro, nenhum time pode depender de apenas uma maneira de jogar. É preciso ter variações para complicar a vida dos adversários e dar mais alternativas a seus jogadores. Claro que ainda é cedo para cobrar um cardápio mais variado dos corintianos. A sequência da temporada mostrará se essa diversificação está nos planos do técnico.

8 – Não seja babá de seus jogadores

A maioria das regras estipuladas por Tiago Nunes em sua cartilha, revelada pelo Globoesporte.com, para os jogadores é comum no futebol mundial. No entanto, muitas delas cheiram a mofo. Principalmente porque tiram responsabilidades e a prática do bom senso dos jogadores. Num ambiente extremamente profissional não faz sentido tratar funcionários como incapazes a ponto de precisarem de uma cartilha para indicar como devem ser comportar em grupo. A falta de oportunidade para exercitar o bom senso e o direito de escolha pode inibir o jogador no momento em que ele precisa tomar decisões dentro de campo. E o Corinthians tem sofrido muito com decisões erradas tomadas por seus atletas durante as partidas.

Apesar de seus erros, Tiago Nunes faz trabalho promissor no Corinthians

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Tiago Nunes cometeu erros que colaboraram para a eliminação do Corinthians ainda na fase de classificação para os grupos da Libertadores, na opinião deste blogueiro. Mesmo assim, mostrou um trabalho promissor.

O primeiro erro do treinador foi não assumir a equipe logo após sua contratação ser anunciada. Ele desperdiçou um tempo para conhecer os jogadores que fez falta no início de 2020.

Já segurando a prancheta alvinegra sua principal falha foi insistir com Sidcley. Ainda fora de forma, o lateral-esquerdo levou um baile no jogo de ida contra o Guaraní e teve participação importante no gol da vitória do adversário.

Parecia óbvia a entrada de Piton na lateral esquerda para a partida de volta por conta de seu desempenho superior ao do  titular, fato comprovado pelas estatísticas.

A presença de Sidcley no segundo jogo foi um problema mais pelo que Piton não teve chance de fazer fazer enquanto esteve no banco do que pelo que o titular fez até ser substituído.

O reserva poderia ter sido mais útil ao time, principalmente em termos ofensivos.

Depois do jogo, Nunes citou que precisou substituir Sidcley porque, com um jogador a menos por conta da expulsão de Pedrinho, o lateral ficou sobrecarregado e se desgastou demais.

Piton está em melhor forma física e técnica, em tese, teria se desgastado menos e produzido mais.

Outro vacilo,  foi demorar para colocar Janderson em campo. A partir da expulsão de Pedrinho, ele era a melhor opção para cavar um cartão vermelho paraguaio nas jogadas individuais. Foi o que acabou acontecendo no final do jogo.

Nunes também arriscou alto ao escalar Pedrinho, jogador com quem nunca tinha atuado e que vinha de uma competição desgastante com a seleção brasileira sub-23. Isso, porém, não teve nada a ver com a expulsão do jogador.

Na prática, a formação escolhida pelo treinador funcionou bem. Apesar da eliminação com vitória por 2 a 1 sobre o Guaraní, em Itaquera, o alvinegro mostrou estar num caminho que pode render muitos frutos.

A movimentação ofensiva, com Luan, Boselli e Love trocando de posições foi bonita de se ver e eficiente. Mostra o caminho que o treinador quer seguir.

A organização do Corinthians foi tanta que, mesmo com um a menos na maior parte do jogo, o time só levou o gol em lance de bola parada. E numa falta marcada contra Gil que gerou críticas ao árbitro não apenas por parte dos corintianos. Sálvio Spínola, comentarista do grupo Globo, por exemplo, cravou que não houve infração. O juiz Nestor Pitana ainda demonstrou falta de critérios ao advertir os jogadores. Os cartões saíam de seu bolso mais facilmente quando eram mostrados para os corintianos.

O trabalho bem feito pelo treinador em busca de uma equipe organizada fez com que o Corinthians mantivesse maior volume de jogo sem ficar exageradamente exposto aos contra-ataques, apesar da desvantagem numérica.

É preciso lembrar que Nunes está começando no clube. Estamos apenas no segundo mês do ano e ele promove uma mudança radical no estilo de jogo da equipe em relação aos últimos anos.

Irregularidade e uma dose de dificuldade por parte dos atletas para assimilar o esquema são naturais. Mas nesta quarta-feira os sinais foram positivos, apesar da queda.

Os corintianos começam a trocar passes objetivos e a procurar os espaços em campo com mais naturalidade. Isso vai ajudar os atletas a diminuírem os seus erros na tomada de decisão. Eles ainda são muitos.

A recomposição defensiva foi muito bem feita durante a vitória sobre o Guaraní, apesar das adversidades. Quando perdia a bola, o time, incluindo quem falhou, voltava rapidamente para defesa.

No ataque, além da movimentação constante, a equipe dificulta a marcação adversária abrindo o jogo pelas pontas. Essa amplitude não impede o Corinthians de agredir o rival também pelo meio da área numa alternância interessante.

Claro que não chegar à fase de grupos da Libertadores faz um estrago considerável financeiramente, esportivamente e para o torcedor nas redes sociais.

Mas há boas perspectivas pela frente. Não é o que os corintianos queriam, mas Nunes terá um calendário mais suave para aprimorar seu estilo de jogo. A tendência é de que ele monte um time forte e com capacidade para sustentar um sistema eficiente por mais de uma temporada.