Arquivo da categoria: torcedores do Santos

Visão diferente, mesmo amor

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje tenho uma visão diferente do Santos da que eu tinha quando era apenas torcedor, ou jornalista, pois vejo o clube por dentro. Sei das mazelas herdadas, dos problemas quase crônicos, dos obstáculos aparentemente insuperáveis. Então, posso vibrar como em um gol decisivo quando sou informado de que conseguimos pagar uma grande dívida ou resolvemos uma antiga questão trabalhista. Fazer parte de uma gestão nos torna um torcedor mais intenso. Enxergamos, e sofremos, além do presente.

Não que eu não sofra como o mais fanático dos torcedores diante de um jogo dramático e, pior ainda, de uma derrota. Mas sei que os piores revezes ocorrem nos escritórios frios dos credores. Hoje sei como clubes de enorme tradição, com Guarani e Portuguesa, foram ao fundo do poço e ainda não regressaram de lá. O torcedor costuma olhar só para o futebol e não vê o que muito dirigente faz por baixo dos panos. Quando percebe o mal, este não pode mais ser reparado.

Então, se eu já tinha de ser controlado como jornalista, pois não podia gritar na tribuna de imprensa diante de um gol do Santos, por exemplo, hoje, como dirigente, sei muito bem quais são as prioridades do clube. E elas nos obrigam a preparar o caminho para os dirigentes santistas que virão. Não queremos, de forma alguma, que o Santos volte à situação em que o encontramos. Chega de deixar um clube arrasado para os gestores seguintes. Isso não é ético e nem honesto.

O vídeo deste blog é de um jogo do Campeonato Paulista de 1988, que eu gravei no videocassete e assisti até quase perder a cor. É que o Santos perdia quase todas naquela época e essa vitória, sobre o forte São Paulo de Raí, foi um alegre oásis de felicidade que eu bebi até a última gota. Naquele ano o Santos nem chegou ao quadrangular final do campeonato, mérito que times menores, como São José e Bragantino, conseguiram.

Eram tempos muito difíceis em campo, mas fora dele o torcedor santista se mostrava bem mais companheiro do time. O último título comemorado tinha sido o Paulista de 1984 e o seguinte viria só em 1997, com o Torneio Rio-São Paulo, mas aqueles torcedores, para os quais tiro o chapéu, realmente seguiam o Glorioso Alvinegro Praiano onde e como ele estivesse.

Antevendo um resultado ruim neste Sansão no Morumbi, alguns santistas disseram que vão fazer outra coisa no domingo, para não sofrer. Bem, cada um faça o que quiser, mas como alguns torcedores podem pedir garra e ânimo ao time se eles próprios não os têm? Sim, falta um meia, faltam mais alguns jogadores, que deverão vir em julho, mas, até lá, que tal se fôssemos apenas torcedores, como aqueles que estavam no Morumbi em 1988?

E você, o que acha disso?


Pedindo ajuda à Lógica

Leia o post original por Odir Cunha

SETEMBRO É MÊS DE PROMOÇÃO NO BLOG
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Promoção vai até 9 de outubro ou o fim do estoque!
Conheça os tempos em que o Santos reinava no futebol mundial
odir e joel
Fui o último jornalista a entrevistar Joel Camargo, para o Museu Pelé. Dias depois ele foi internado na Santa Casa de Santos e faleceu em 23 de maio de 2014, aos 67 anos. Tive a felicidade de lhe tirar um sorriso quando lembrei que ele era uma das Feras de Saldanha na Copa de 70, pois as Eliminatórias fazem parte da Copa. Titular em todos os seis jogos do Brasil nas Eliminatórias, participou da partida de maior público oficial no País: a vitória sobre o Paraguai, por 1 a 0, no Maracanã, com 183.341 pessoas. Joel nasceu em 18 de setembro, um dia depois de mim. Somos ambos virginianos, um pouco chatos, exigentes, mas justos. A promoção dos livros nesse mês é uma homenagem ao inesquecível Joel.

No mês do meu aniversário – que também é o mês de aniversário do grande Joel Camargo – pague apenas 1, leve 2 exemplares do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista, com dedicatória exclusiva, e ainda ganhe o e-book que escolher, entre os livros Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Receba em casa sem custo de correio. Tudo por apenas 68 reais. Mas só até 9 de outubro. Aproveite antes que acabe!
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Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos
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PEDINDO AJUDA À LÓGICA

vila belmiro - foto do Khayattorcida pacaembu

Minhas amigas e meus amigos, quando um tema é discutido com paixão, quando as partes permitem que a emoção, o fator irracional, interfira em suas opiniões, dificilmente se chega ao chamado denominador comum.

Isso está ocorrendo agora, com o anúncio da pretensa arena do Santos no terreno do Portuários. A possibilidade radical de o time só jogar em sua cidade de origem despertou a ira dos santistas paulistanos, ao mesmo tempo que aflorou a sensação de pertencimento em uma parte dos santistas da cidade praiana. Como discutir a questão de forma isenta?

Bem, só vejo uma saída, que é recorrer à Lógica, esta ciência da comunicação que estuda e sistematiza a validade ou invalidade das argumentações. Assim, colocarei os conceitos que tenho ouvido para justificar o fato de o Santos jogar apenas em sua cidade e os analisarei à luz da Lógica. Peço a atenção para cada item e depois gostaria de conhecer a opinião de todos sobre eles:

1 – Se o alvinegro paulistano, que é de São Paulo, também tem muita torcida em Santo André, mas joga em São Paulo, e não em Santo André, por que o Santos precisa jogar em São Paulo, se ele é de Santos?

Bem, nesse caso, parte-se de uma premissa falsa. A frase acima quer dizer: se o alvinegro paulistano manda seus jogos em sua cidade, mesmo tendo torcida em outras, o Santos, que é de Santos, só deve jogar em Santos. Porém, esse conceito não leva em conta que o Santos é uma exceção à regra.

O Alvinegro Praiano tem seis vezes mais torcida em São Paulo do que em Santos. A premissa certa seria: se o alvinegro da capital joga no lugar onde tem mais torcedores, assim como ocorre com São Paulo e Palmeiras, o Santos também deveria jogar no local onde tem maior torcida, no caso, a cidade de São Paulo.

2 – As novas arenas atraem mais público. Portanto, a nova arena do Santos atrairá um público maior, que justificará o ticket médio de 82 reais.

Nesse caso, usa-se um conceito genérico para tentar validar um empreendimento que depende de uma variável essencial, que é a quantidade de pessoas dispostas a pagar tão caro para ver seu time jogar.

Hoje se sabe que o público médio dos jogos na Vila Belmiro beira os 10 mil pagantes. Como, inexplicavelmente, o clube ainda não fez uma pesquisa para saber a origem desses torcedores, interroguei alguns amigos que costumam ir a todos os jogos do Santos na Vila – entre eles os conselheiros Marcelo Pagliuso e Eugênio Singer – e cheguei à informação de que cerca de 40% desses torcedores são de São Paulo.

Como a margem de erro pode ser grande e não quero parecer tendencioso, digamos que apenas 30% desses torcedores sejam de São Paulo. Teremos, então, sete mil moradores da Baixada Santista por jogo, pagando um ticket médio de 38 reais.

Pois bem: assinar esse contrato para fazer a arena significaria que o Santos apostaria que o público médio praticamente dobraria, pois teria de ser superior a 18 mil pessoas, enquanto o ticket médio aumentaria em 115%, pois teria de alcançar 82 reais.

É preciso levar em conta que o santista de São Paulo, ao descer a serra para assistir a um jogo na arena, se tornaria o torcedor brasileiro que mais pagaria para ver o seu time, pois além do ingresso médio, teria de somar as despesas com pedágio, combustível, estacionamento e algum lanche. Isso tudo elevaria seu gasto total em cerca de 200 reais.

Com isso, talvez essa quantidade de três mil paulistanos por jogo diminua, ao invés de crescer. Vamos ser otimistas, porém, e imaginar que, mesmo se tornando o torcedor que mais pagará para ver futebol no Brasil, o número de santistas da Capital aumente para 5.000 pessoas por partida. Precisaríamos, ainda, só para pagar a conta para o investidor, de mais de 13 mil torcedores da Baixada Santista. Estariam estes dispostos também a dobrar a sua despesa para ver o Santos jogar?


3 – Se os santistas de Santos podem ir a São Paulo assistir aos jogos de seu time, os santistas de São Paulo também podem ir a Santos. A distância é a mesma.

A distância realmente é a mesma e as despesas de cada torcida, para assistir ao jogo na cidade vizinha, também seria igual. Então, qual seria a decisão salomônica?

Como o santista da Capital dificilmente estaria disposto a pagar 800 reais por mês para assistir a quatro jogos de seu time, assim como o santista da Baixada também não gostaria – e talvez nem pudesse – dispensar cerca de 400 reais mensais para ver o mesmo número de partidas, e como a arena só se pagará se tiver, repito, mais de 18 mil pagantes, com o ticket médio de 82 reais, a possibilidade que os números não batam é muitíssimo grande.

Assim, a maneira mais racional e lógica de se contemplar os santistas das duas cidades seria jogar alternadamente nas duas, racionalizando as despesas dos torcedores das duas cidades e permitindo um maior rodízio entre eles.

4 – Assumir 40% da sociedade do pretenso complexo da arena no terreno do Portuários aumentará em 40% o patrimônio do Santos.

Bem, quem estava vivo quando o Santos “comprou” o Parque Balneário Hotel, sabe muito bem o que ocorreu. O Sonho foi por água abaixo e o clube teve de devolver o imóvel depois de gastar uma fortuna com ele.

Acredito que qualquer dona de casa sabe que entrar em uma dívida a pagar de vista não é o mesmo que adquirir o bem. Hoje o Santos tem cerca de 400 milhões de reais em dívidas, boa parte delas com bancos. Só os juros dessa dívida devoram, rapidamente, todo o dinheiro que entra nos cofres do clube advindo da venda de jogadores e adiantamento de cotas de tevê. Não há capital de giro. Assinar um contrato desses contando apenas com um aumento gigantesco de público em seus jogos é extremamente temerário.

O Santos só terá direito a 40% do imóvel daqui a 20 anos, mas a quitação total só se dará, na melhor das hipóteses, em 30 anos, ou por volta de 2047. A participação do Santos terá de ser paga em valores que equivalerão a 600 mil reais por partida, o que seria suficiente, nos mesmos 30 anos, para se construir três arenas iguais a essa. Isso tudo, claro, se realmente o público e o ticket médio forem cumpridos.

E você, o que acha disso?


Compre um, leve dois!

Leia o post original por Odir Cunha

Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Compre um, leve dois!

Como prometi, neste julho, mês de aniversário da Suzana, minha mulher, em homenagem a ela e a quem aprecia e divulga a história do nosso querido Santos por esse Brasil afora, ofereço uma promoção imperdível do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista: quem comprar um exemplar de Time dos Sonhos, receberá dois, e sem pagar nenhum centavo a mais.

Diante de promoção tão radical, é natural que você tenha algumas dúvidas a respeito. Então, elaborei as respostas a elas, a seguir:

Cliquei no link COMPRAR LIVROS, no alto do blog, fui encaminhado à LIVRARIA DO ODIR, mas lá não existe essa promoção. Como devo proceder?
Na Livraria do Odir compre apenas um exemplar de Time dos Sonhos, pagando R$ 68,00 (já incluída a despesa de correio). Tratarei de enviar os dois exemplares para o mesmo endereço que você indicar.

Posso pedir uma dedicatória para cada livro?
Sim, pode. Para isso, envie e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br com o segundo nome a receber a dedicatória.

Posso pedir para os livros serem entregues em dois endereços diferentes?
Isso não. Os dois livros só podem ser entregues em um endereço. Mudar isso aumentaria os custos e quero manter apenas o preço final de 68 reais.

Essa nova promoção ainda me dá direito a receber, gratuitamente, uma cópia eletrônica do livro Donos da Terra?
Sim. Comprando um exemplar de Time dos Sonhos você receberá dois exemplares do mesmo e também ganhará, de presente, uma cópia eletrônica do livro Donos da Terra, que será enviada pelo seu e-mail.

Do que trata o livro Donos da Terra?
Ele conta a história da primeira conquista mundial do Santos, em 1962. Entrevistei também jogadores do Benfica para fazer esse livro, que recebeu boas críticas. Você voltará no tempo e viverá o auge do futebol-arte.

Se eu pagar e não receber os livros, como devo agir?
Garanto que isso não ocorrerá. Você comprará apenas um e receberá dois exemplares de Time dos Sonhos. Mas se houver algum problema, envie e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br e relate o ocorrido. Os dois exemplares de Time dos Sonhos chegarão às suas mãos. É minha palavra que está em jogo. Até agora, em seis anos de livraria, o nível de satisfação dos clientes é de 100%. Quero manter a invencibilidade.

Para quem devo dar o segundo exemplar de Time dos Sonhos?
Se não tiver ninguém em especial, como parente ou amigo, sugiro que ofereça a um santista de poucas posses, preferencialmente criança ou adolescente, que não tem como comprar o livro. Vamos espalhar a história mais rica de um time de futebol. Ninguém gosta do que não conhece. Vamos aumentar o número de pessoas conhecedoras e, por que não, especialistas na história do Glorioso Alvinegro Praiano.

Por que devo ler Time dos Sonhos?
O livro Time dos Sonhos, de 528 páginas, traz a história completa do Santos desde sua fundação, em 1912, até o título brasileiro de 2002. Toda a formação e os grandes momentos do melhor time de todos os tempos, que começava com Gylmar (ou Manga, ou Laércio, ou Cláudio) e terminava em Pepe (ou Edu, ou Abel) estão lá, incluindo, obviamente, a incomparável trajetória de Pelé.

Quanto tempo durará a promoção?
A partir de hoje, 1º de julho, até o dia 31 deste mês.

A promoção serve para todos os livros da Livraria do Odir?
Não, apenas para o livro Time dos Sonhos, pois este foi produzido pela minha editora, a Verbo Livre. Os outros são de outras editoras e não obtive autorização para reduzir os preços.

eu e suzana melhor

Quem é Suzana, a sua mulher?
Suzana Gonzaga Silva Cunha foi uma das melhores tenistas brasileiras até os 18 anos. Depois, formou-se em Educação Física na USP e passou a se dedicar ao ensino do tênis, especializando-se em aulas para crianças. Escreveu livros e fez vídeos sobre o assunto e há mais de 20 anos escreve para revistas especializadas do esporte e trabalha para a Confederação Brasileira de Tênis na formação de novos professores. Acredita que a prática esportiva traz valores importantes para as pessoas, principalmente para os mais jovens. É minha companheira na vida e no amor ao Santos.

No filme que você posta no blog, você diz que o comprador terá o seu nome no último capítulo do livro. Isso ainda vale?
Não, esse presente nós demos para quem participou do financiamento desta segunda edição do livro. Sem esses contribuidores, Time dos Sonhos não teria sido relançado. Se quiser também ter o seu nome em um livro sobre o Santos, sugiro que espere um pouco mais, pois até o final do ano uma obra sensacional, de um grande pesquisador santista, deverá ser lançada por outra editora, mas anunciarei neste blog.

Torne-se um conhecedor e um divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

Time dos Sonhos + Time dos Sonhos + Dedicatórias + Frete Pago + Donos da Terra (versão eletrônica) por apenas 68 reais! Promoção só neste mês de julho! Aproveite!
DonosdaTerra Aproveite a promoção deste mês de julho. Compre um exemplar do livro Time dos Sonhos, ganhe mais um e ainda receba, gratuitamente, uma versão eletrônica do livro Donos da Terra. No caso de querer uma dedicatória a outra pessoa, logo após adquirir o livro envie e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br com o nome de quem será presenteado.
Clique aqui para saber como adquirir o seu exemplar de Time dos Sonhos – uma autêntica Bíblia Santista, de 528 páginas – sem nenhuma despesa de correio e com dedicatória do autor, por apenas 68 reais. E ainda receber, gratuitamente, um segundo exemplar de Time dos Sonhos e a versão eletrônica do livro Donos da Terra.

Se quiser adquirir apenas o e-book do livro Donos da Terra, por uma taxa simbólica de R$ 3,00 (três reais), envie e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br para ser orientado a respeito.

E então, me ajuda a divulgar a história do Santos?


Recorde de público e liderança

Leia o post original por Odir Cunha

familia santista de peruibe A família Victor Aloise veio de Peruibe ver o Santos: o casal Paulo e Gislaine e os filhos Nicolas e Jhonatas são fieis seguidores do Peixe.
tapume 2 Foto tirada por Anilton Peirão, conselheiro do Santos, revoltado por ver que tapumes e barreiras obstruiam a escada entre a entrada principal do Pacaembu e as numeradas, obrigando os torcedores a malabarismos.
torcidaPerto do final do jogo, uma visão dos santistas no Pacaembu.

Recorde de público e liderança

Mesmo sem Lucas Lima e diante de um adversário que marcou com abnegação canina, o Santos dominou o Água Santa desde o início, criou inúmeras oportunidades de gol e venceu por 1 a 0, gol de Rafael Longuine, aos 29 minutos do primeiro tempo.

Como se esperava, a partida contra o desconhecido time de Diadema estabeleceu o recorde de público para os jogos do Santos este ano, com 16.036 pagantes e público total de 18.964 pessoas, provando que o Pacaembu é mesmo o remédio para as baixas assistências do Alvinegro Praiano como mandante.

A vitória deu ao Santos a liderança geral do Campeonato Paulista, com 18 pontos ganhos, condição que só perderá se neste domingo de passeatas contra a corrupção que assola o Brasil, o Botafogo de Ribeirão Preto perder, em casa, para o alvinegro de Itaquera.

A ausência de Lucas Lima não impediu que o Santos mostrasse um toque de bola perto de primoroso no primeiro tempo, a ponto de envolver a compacta defesa do Água Santa diversas vezes. Na segunda etapa, porém, mesmo com um jogador a mais, pois o volante André Rocha foi expulso, o Santos não conseguiu repetir a boa atuação e em alguns momentos chegou a permitir bons ataques ao adversário.

No primeiro tempo, apenas Serginho e Gabriel destoaram do resto do time, perdendo bolas que deram contra-ataques ao Água Santa. Na segunda etapa, quase todos os jogadores diminuíram o ritmo, parecendo mais cansados e tornando-se mais erráticos. Os laterais Victor Ferraz e Zeca foram os que tiveram o seu desempenho mais comprometido.

As entradas de Paulinho no lugar de Serginho; Joel no de Gabriel e Ronaldo Mendes no de Rafael Longuine, mantiveram o Santos no ataque e criaram novas oportunidades. Em uma delas, Paulinho acertou um petardo que ricocheteou no pé das duas traves e não entrou.

No Água Santa, o destaque foi o goleiro Richard, com ótimas defesas. No Santos, mesmo caindo no segundo tempo, os melhores foram Victor Ferraz e Thiago Maia. Renato também merece menção honrosa. Gabriel começou muito bem, driblando três jogadores logo em sua primeira jogada, mas depois cismou de cavar faltas, tornou-se mais individualista e acabou prejudicando o time. Uma pena que, apesar de seu enorme potencial, não esteja demonstrando a humildade imprescindível para crescer como jogador.

Pacaembu, a solução para a questão do público do Santos

Se em um jogo contra um time desconhecido, como o Água Santa; sem grande divulgação pelo clube e pela mídia; sem nenhuma promoção ou ação de marketing, e com apenas três pontos de venda de ingressos em São Paulo, a torcida santista ocupou metade do Pacaembu, é fácil imaginar o quanto o estádio estaria cheio se o Santos estivesse trabalhando os eventos na Capital com mais atenção.

E o importante é que os jogos em São Paulo atraem um grande número de crianças – mais de 10% do público de ontem –, os herdeiros da grande torcida do Santos. E o melhor é que para garantir sempre bons públicos no Pacaembu basta fazer o óbvio e, para começar, criar pontos de venda de ingressos nas regiões extremo Sul de São Paulo (Capela do Socorro) e nas zonas Leste, Oeste e Norte. Só isso.

Agora o Santos volta a campo na terça-feira, às 19h30, contra o XV de Piracicaba, em Piracicaba. A partida, válida pela décima primeira rodada, foi antecipada devido à convocação dos cinco jogadores santistas para as Seleções principal e olímpica (Ricardo Oliveira, Lucas Lima, Gabriel, Thiago Maia e Zeca).

Santos 1 x 0 Água Santa
12/3/2016, Pacaembu, 18h30
Público: 16.036 pagantes, público total de 18.964 pessoas.
Renda: R$436.880,00
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Rafael Longuine (Ronaldo Mendes entrou aos 32 minutos do segundo tempo) e Serginho (Paulinho, aos 18 do segundo); Gabigol (Joel, aos 23 do segundo) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Água Santa: Richard, Jonathan, Gustavo, Eli Sabiá e Bruno Ré; André Rocha, Sérgio Manoel, Francisco Alex (Guina, no intervalo) e Éder Loko (Augusto, aos 15 do segundo); Rafael Santiago (Rafael Martins, aos 24 do segundo) e Everaldo. Técnico: Márcio Ribeiro.
Gol: Rafael Longuine (com desvio do zagueiro Eli Sabiá), aos 29 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Vinícius Furlan, auxiliado por Vicente Romano Neto e Patrick André Bardauil (Muito boa a atuação do trio de arbitragem!).
Cartões amarelos: Thiago Maia e Ronaldo Mendes (Santos), André Rocha, Rafael Santiago, Jonathan e Bruno Ré (Água Santa).
Cartão vermelho: André Rocha (Água Santa).

E você, que opinião tem sobre isso?


O jogo é domingo!

Leia o post original por Odir Cunha

Seria ótimo se o Santos vencesse o Grêmio em Porto Alegre e se distanciasse no G4, mas desfalcado, fora de casa e diante de um forte adversário, a derrota – por 1 a 0, gol sofrido por meio da indefectível bola parada – era esperada. O jogo que o Alvinegro Praiano não pode perder é domingo, às 17 horas, na Vila Belmiro, diante do Goiás.

Alô, alô santistas de Santos e São Vicente: a bola, nessa reta final de Campeonato Brasileiro, está com vocês. Se 5 por cento dos torcedores do Alvinegro Praiano dessas duas cidades forem ao jogo, o Urbano Caldeira já receberá 15 mil pessoas. Está na hora de esquecer o boteco e o gatonet e apoiar o time ao vivo e em cores.

Quanto ao jogo contra o Grêmio, nada a reclamar, além do previsto. O que mais incomodou foi ver Gabriel ser expulso por reclamação depois do final da partida. Um erro infantil e inadmissível. Agora ficará fora do time por dois jogos. Alguém precisa orientar esse garoto para deixar de mimimi e jogar futebol. Como Neymar e Ganso já mostraram, não adianta passar a mão na cabeça desses garotos. Acho que uma multa no salário cairia bem.

Outra coisa: para alguns jogadores a reserva faz bem, pois se dedicam mais aos treinos e voltam ao time mais motivados. Porém, alguns perdem a motivação. Talvez seja o caso de Chiquinho, um dos piores em campo em Porto Alegre. Werlei também voltou a falhar. Este tenta, mas não consegue jogar melhor.

Bem, mas a vida segue e domingo o jogo, contra o Goiás, é decisivo. Depois de cinco anos o Santos jogará no templo sagrado da Vila Belmiro como invejado integrante do G4. Não há desculpa para ficar em casa. Vamos torcer, santista!

E você, acha que dessa vez a Vila enche?


Previsões prováveis para o jogo de hoje. E a eterna dívida com os técnicos

Leia o post original por Odir Cunha

Às 20 horas deste sábado estará no ar – com texto e fotos – o post de Santos 1 x 0 Audax.

Marcelo Fernandes e Lucas
Marcelo Fernandes recebe informações do auxiliar Lucas. Técnico do Santos estuda todos os adversários antes dos jogos (Ivan Storti/ Santos FC).

Comentar o resultado é fácil. Um verdadeiro especialista em futebol, como eu modestamente sou, precisa ir além, ou seus leitores não confiarão mais nele. Assim, respirei fundo e fiz previsões bastante prováveis para o jogo desta tarde de sábado, no Pacaembu, contra o Audax. Se você vai, leve uma capa de chuva, pois acho que o tempo será ruim. Mas só o tempo, pois o jogo deverá ser bem interessante. Bem, vamos às previsões:

O Santos fará, no mínimo, dois gols
O time tem a média de 2,2 gols por jogo neste Paulista, mas não é só isso que me faz fazer esta previsão. O ambiente do jogo, o estádio, poder contar com todos os seus titulares – entre eles os craques Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Robinho – e a vulnerabilidade da defesa do Audax me fazem acreditar que o Santos não marcará menos de dois gols hoje.

David Braz ou Werley farão gols de cabeça
Dois fatos me levam a acreditar nisso: primeiro, a dificuldade da defesa do Audax de marcar bem as bolas altas centradas na área, depois a facilidade dos zagueiros do Santos de aparecer bem nos cruzamentos sobre a área adversária, em faltas ou escanteios. Sem esquecer que David Braz já chegou a fazer dois gols em um jogo no Pacaembu.

Lucas Lima ou Geuvânio desencantarão
Ambos têm sido os pés mais tortos do ataque santista, mas esta semana o técnico Marcelo Fernandes fez todo mundo treinar muito chute a gol. Outro detalhe que me leva a acreditar que Geuvânio ou Lucas Lima farão gols é estatístico: depois de tantos jogos sem marcar, está na hora de ao menos um dos dois tirar a urucubaca.

O Audax também fará o seu
É claro que torcerei contra essa previsão, mas ela é bem provável porque o ataque do Audax marca mais de um gol por jogo e tem o artilheiro do Campeonato Paulista: Rafael Longuine, com oito gols. Aliás, o Santos está interessado neste jogador. Será uma boa oportunidade para ver se ele merece fazer parte do elenco santista. Algo que pode furar esta previsão é que a defesa do Santos é uma das melhores do Paulista.

A partida terá o chamado “bom nível técnico”
O Audax é um time pequeno atrevido, que gosta de tocar a bola e não fica encolhido na defesa. Isso fará o Santos também caprichar no passe e nos arremates a gol. Deverá ser um jogo bom de se assistir.

A garra também será importante
O jogo é decisivo para os dois times. O Audax tem dois pontos a menos do que a Ponte Preta, a segunda colocada no seu grupo, e o Santos quer terminar essa fase em primeiro lugar na classificação geral. O empate será ruim para ambos. Assim, os dois times pensarão na vitória e nem sempre ela vem só com a técnica.

O campo estará pesado
Outro detalhe é que, como tem ocorrido nos últimos dias em São Paulo, provavelmente choverá à tarde e o campo estará pesado (eu e a Suzana já separamos nossas capas de plástico). Isso por vezes atrapalhará o toque de bola e privilegiará os jogadores mais decididos, que não temem as divididas. Assim, não dará para tirar o pé. O espírito de luta, alimentado pela torcida, poderá decidir a partida.

O público será maior do que a Vila Belmiro lotada
Sabemos que 13 mil pessoas superlotam a Vila Belmiro. Pois eu digo que hoje teremos mais do que isso no Pacaembu e que, mais uma vez, ficará evidente que os santistas de são Paulo e Interior não pode ser negligenciados pela diretoria do clube. São eles que podem representar o salto em arrecadações e números de sócios que o Santos precisa para evitar se tornar um clube mediano.

As despesas diversas comerão o lucro do jogo
Como tem acontecido desde a gestão passada, o balanço do jogo apresentado pelo Santos mostrará uma lista onerosa e sem detalhamento de “despesas diversas”. Como se sabe, o Santos é o clube que tem, as maiores “despesas diversas” do mundo – um recorde que, estou certo, nenhum santista gostaria de ter. Porém, o torcedor não pode se deixar desanimar por isso. O importante é ir aos jogos. Um dia, que esperamos seja breve, essa total falta de transparência acaba.

Haverá muitas mulheres e crianças no Pacaembu
Esta previsão é fácil, pois em todo jogo em São Paulo vemos um grande número de mulheres e crianças. O amigo Rachid prometeu fazer um vídeo sobre esse público especial.

A DÍVIDA COM MURICY, OO E ENDERSON

Fico sabendo logo na manhã deste sábado que o Santos pode penhorar o CT Meninos da Vila para pagar R$ 1,3 milhões de dívidas ao técnico Muricy Ramalho. Na mesma notícia informa-se que somadas as dívidas com os técnicos Muricy, Oswaldo de Oliveira e Enderson Moreira, o Santos tem um total a ser quitado de R$ 4 milhões. Isso é triste, pois deste a renovação de contrato com Muricy, quando Luis Álvaro Ribeiro abriu “sorriso de orelha a orelha” para pagar 700 mil reais ao maestro de rachão, prevíamos o prejuízo que isso traria aos cofres do Santos.

Hoje é um insanidade pagar mais de 80 mil reais a qualquer técnico brasileiro. É só ver como jogam os times orientados por esses treinadores para perceber que todos são igualmente medíocres e recebem salários superdimensionados. Ao menos as dificuldades financeiras do Santos fizeram sua diretoria tomar medidas racionais, mantendo Marcelo Fernandes. Que o Santos nunca mais invista em um medalhão do banco.

E você, que previsão tem para Santos x Audax, logo mais?


E se o Santos fosse um clube democrático?

Leia o post original por Odir Cunha

José Saramago (16/11/1922, Azinhaga, Portugal – 18/06/2010, Tías, Espanha), único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, lembra o “detalhe” que falta na democracia dos países (e dos clubes).

Fiquei imaginando como seriam as coisas se o Santos fosse um clube extremamente democrático, a ponto de só tomar decisões que estivessem de acordo com a opinião da grande maioria dos santistas – sócios e torcedores. Haveria interesse em Chiquinho? Provavelmente não, pois já se percebeu que não é um jogador que agrada aos santistas. E os contratos de Renato e Vladimir, seriam renovados? Não! E como seria o time para o Campeonato Paulista? Fácil…

É só pegar a enquete que foi feita neste blog – e que poderia ter sido feita em qualquer blog de santistas, pois o resultado seria o mesmo. O goleiro Gabriel Gasparotto teria a oportunidade de ser titular. A defesa, desde que todos estivessem em plenas condições físicas, seria formada por Daniel Guedes, Gustavo Henrique, Jubal e Caju. O meio-campo teria Alison, Arouca e Lucas Lima, e o ataque seria formado por Gabriel, Robinho e Geuvânio.

Um time de Meninos da Vila recheado por Arouca e Lucas Lima? Sim, este seria o “Santos do Povo” se a vontade do santista prevalecesse. É normal que com os jogos houvesse uma ou outra mudança, talvez com Aranha, em melhor forma, voltando ao gol, ou o veterano Edu Dracena entrando na zaga, mas o certo é que o time de garotos contaria com a paciência e o apoio do torcedor, essenciais em um momento delicado como este.

E se esta mesma vontade popular fosse respeitada no quesito estádio, onde o Santos jogaria? Bem, vamos a outra resposta que não requer prática e nem perfeição…

No mínimo o Santos faria metade de seus jogos na Vila Belmiro, metade no Pacaembu, e no mínimo aumentaria a sua média de público para 12, 14 mil pessoas, o que representaria um aumento aproximado de 50% sobre a média atual.

Um estádio maior comportaria mais associados e o clube poderia incrementar a sua campanha de sócios, pois hoje a Vila não comporta nem um terço dos sócios do Santos. E com mais sócios e mais visibilidade, a possibilidade de conseguir bons patrocinadores aumentaria, claro.

Porém, o que atrairia mesmo mais patrocinadores e mais sócios seria a credibilidade trazida por uma auditoria – outra vontade da maioria dos santistas. Mais do que uma despesa, a auditoria seria um investimento precioso na imagem do clube, hoje tão debilitada.

Ao perceber que o Santos estaria, realmente, adentrando uma nova era – de competência e seriedade –, santistas de todo o país se prontificariam a se associar ao clube, e seriam surpreendidos positivamente com a notícia de que quanto mais longe morassem da Vila Belmiro e do Pacaembu, menos pagariam pelo título de sócio.

E este sócio, obviamente, seria tratado a pão de ló, com muita atenção, pois é o grande tesouro do Santos, a grande herança dos tempos de ouro. Brindes, promoções, revistas, livros, filmes – todo o mês o associado do clube receberia um presente que o ligaria ainda mais ao clube e tornaria o peso do seu pequeno investimento ainda menor.

Haveria enquetes e mais enquetes. Não se tomaria uma decisão importante no clube sem ouvir o sócio. O santista perceberia que suas vontades e opiniões estariam, finalmente, sendo respeitadas, e este círculo virtuoso criaria um clima excitante para os jogos. A equipe teria previsíveis limitações técnicas no começo, mas jamais se ressentiria do apoio de seus apaixonados torcedores.

Um Santos democrático, como o nome diz, seria governado pela vontade da massa santista, e por isso jamais seria abandonado por ela. O papel do presidente do clube e de seus diretores seria o de corrigir a rota de vez em quando, tomando decisões pontuais, que não se chocassem, entretanto, com os anseios da maioria.

Não haveria uma contratação descabida, ou a renovação de contrato de jogadores que já não são considerados suficientemente úteis para o time. A inteligência e a sensibilidade do torcedor governariam o Alvinegro Praiano. E, como já aprendemos, o torcedor, em sua expressão coletiva, é muito mais sensível e inteligente do que qualquer presidente de clube.

E você, o que acharia desse Santos democrático?

Ouvir o torcedor santista. Uma obsessão que tenho há décadas…

Leia o post original por Odir Cunha

Reconheço que democracia é uma palavra bonita e doce, que sai fácil dos lábios de muitos que querem agradar. Mas, para ter valor, ela precisa representar um desejo sincero, uma vontade autêntica. Quanto à necessidade da participação maior da torcida do Santos nas decisões do clube, é um anseio que tenho há décadas, talvez desde quando entendi melhor o futebol.

Se é o torcedor que movimenta o negócio, por que não é ouvido pelos clubes? Nunca aceitei a estrategia dos dirigentes esportivos que se elegem prometendo mundos e fundos ao torcedor e depois se tornam ditadorezinhos. Na verdade, é uma questão de caráter. Já conheci dirigente de espírito democrático.

E também é possível encontrar um líder autoritário que faz as coisas certas, ou quase. Mas a democracia é, quase sempre, melhor, pois consegue que as pessoas se sintam mais motivadas, já que são incluidas no jogo. E mais gente pensando e trabalhando por uma causa invariavelmente é mais produtivo do que meia dúzia de gênios decidindo por todos.

Este foi meu tema no mural do Jornal da Tarde, há 35 anos

Tenho na minha frente uma matéria de página inteira, publicada no Jornal da Tarde em 10 de agosto de 1977, portanto há mais de 35 anos. Eu era um foca que tinha saído da Editoria Geral e estava no Esporte, ao lado de feras como Sérgio Baklanos, Edison Scatamacchia, Flávio Adauto e Roberto Avallone.

Chamado a participar, pela primeira vez, do “Mural do Esporte”, última página daquela edição, não tive dúvidas: abordei o fato de a torcida do Santos, uma das mais presentes nos estádios naquela época, não ser ouvida pela diretoria do clube com relação à compra e venda de jogadores.

O Santos tinha se classificado para o terceiro turno do Campeonato Paulista devido ao critério discutível das rendas. O Morumbi vivia lotado de santistas. Mas, como sempre, sua diretoria, presidida por Modesto Roma, não dava bola para o torcedor: vendia e comprava jogadores a seu bel prazer. Endividado, em crise técnica, o Alvinegro Praiano só seria salvo no ano seguinte pelos Meninos da Vila.

Eu era o mais novo naquela afamada equipe de esportes, mas não tinha nenhum problema de demonstrar minha paixão pelo Alvinegro Praiano. Ela não impediu, aliás, que eu cobrisse com profissionalismo e empatia o São Paulo do técnico Rubens Minelli, campeão brasileiro de 1977; o Palmeiras de Mário Travaglini e o Corinthians do técnico Duque. Eram tempos mais puros, em que a política e a tevê não tinham lançado seus tentáculos de aço sobre o futebol. Havia rivalidade, claro, mas com muito mais respeito do que hoje.

Veja a apresentação do Mural, escrita por Roberto Avallone, a ilustração dos participantes (eu com a camisa do Santos) e o meu artigo. Sim, pode dizer que ouvir o torcedor é uma obsessão para mim.

É uma loucura gerenciar um clube pela vontade de seus torcedores?

Santistas lançam abaixo-assinado para a saída de Muricy Ramalho

Leia o post original por Odir Cunha

Corre na Internet uma petição pública pedindo que o técnico Muricy Ramalho deixe de dirigir o Santos Futebol Clube. Seu estilo retrancado, que não condiz com o DNA ofensivo do Alvinegro Praiano, sua dificuldade de trabalhar com jogadores oriundos das divisões de base do clube, sua dificuldade de respeitar as críticas e mudar seu ponto de vista e, finalmente, suas eternas desculpas nas derrotas – jogando a culpa nos jogadores ou na diretoria – fizeram com que boa parte dos santistas perdessem a paciência com o treinador, apesar de este já ter conquistado quatro títulos em dois anos no Santos.

Como o técnico acaba de renovar contrato com o clube até o final de 2013, prevê-se que será muito difícil que a diretoria tome a decisão de demiti-lo, ou de que ele peça demissão. De qualquer forma, como este blog tem a incumbência de retratar a vontade do torcedor do Santos, não poderia deixar de noticiar esse abaixo-assinado. Se você quiser assiná-lo, é só entrar no link abaixo.

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N29160

O que você acha desse movimento pela saída de Muricy?