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Ataque de organizada confirma discurso de Raí: idolatria não garante escudo

Leia o post original por Perrone

Diretor executivo do São Paulo, Raí demonstra desconforto quando questionado se seu status de ídolo do clube serve como escudo contra críticas para diretoria, comissão técnica e jogadores. Em recente conversa com o blog, ele bateu na tecla de que o que blinda equipe e direção são os bons resultados. Disse que, se o time fosse mal, de nada adiantaria sua condição de ex-jogador idolatrado pelos são-paulinos.

Dito e feito. Depois da derrota por 2 a 0 para o Palmeiras no Morumbi e a queda do ex-líder do Brasileirão para a quarta posição, o ex-meia foi atacado em nota na última terça (9) pela principal torcida organizada do clube, a Independente. A uniformizada também não poupou Ricardo Rocha e Lugano, outros ex-jogadores que trabalham na agremiação.

Entre cartolas e funcionários do São Paulo há a convicção de que o peso de Raí como ídolo intimida eventuais críticos e que isso foi fundamental para algumas apostas darem certo. O caso mais emblemático é o da contratação do atual treinador. ”Aguirre não era uma unanimidade, mas acho que quando eu falei que assinava embaixo quebrei resistências para a contratação dele”, afirmou Raí no final do mês passado.

Na ocasião, ele ainda ponderou que o treinador e ele próprio enfrentariam resistências se o time não revertesse o princípio de queda que enfrentava naquele momento. “Se não tiver o resultado, não é o nome, a nossa carreira, o que a gente construiu que vai resolver”, afirmou o ex-meia na entrevista. Ele se referia também a Ricardo Rocha e Lugano.

Aparentemente irritada por ver a diretoria impedir treinos abertos aos torcedores, a Independente não hesitou em atacar Raí. “Ceni vencedor, trio de ídolos perdedor”, escreveu a uniformizada em sua conta no Twitter, ignorando o fato de o time ter mantido a liderança do Brasileirão durante grande parte da competição.

“Os ídolos da diretoria são os mesmos que deixaram o SPFC sem goleiro de confiança. Os milhões gastos no Jean, pra não jogar, foram coisa da diretoria de futebol”, diz a nota oficial da organizada.

Antes, o texto ressalta que por três vezes a Independente tentou apoiar o time em treinos abertos, mas que a direção vetou a ideia.

Na diretoria, o fato de os portões não terem sido abertos é tido como uma decisão em conjunto, não individual de Raí, que encabeça a cúpula do futebol.

Os dois primeiros treinamentos com portas abertas rejeitados aconteceram nas vésperas dos jogos contra Botafogo e Palmeiras. Antes do clássico paulista a atividade seria numa sexta-feira. O entendimento do clube foi de que não era uma boa ideia promover o deslocamento de torcedores num dia normal de trabalho na cidade. Além disso, considerou-se o risco de o rival abrir seu treino e haver confronto entre as torcidas.

A partir daí, a diretoria decidiu estudar permitir a presença dos fãs antes do jogo com o Internacional, no próximo domingo (14), já que o trabalho acontecerá num feriado (sexta, 12). A ideia, porém foi abortada. A conclusão dos dirigentes foi a de que, após a derrota para o Palmeiras, o contato com o torcedor poderia resultar mais em pressão do que em motivação, sendo prejudicial ao time.

O clube, no entanto, enfatiza que, apesar das negativas, considera importante o apoio dos torcedores.

Ao mesmo tempo em que a envergadura de Raí como ídolo não foi suficiente para evitar os disparos da Independente, foi capaz de  gerar insatisfação de parte dos torcedores com a uniformizada. Tanto que a cúpula da torcida postou o seguinte em seu perfil no Twitter: “E para quem estiver revoltado com a nota sobre os ídolos do passado, lembre-se, estaremos em Porto Alegre, na vitória ou na derrota, com 20 ônibus, 18 horas de viagem. É logo ali. Tem coragem?”

Temor e benesses. Como a Independente ganhou espaço no SP nos últimos anos

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Ligação entre Independente e diretoria tem como elo o conselheiro José Edgard Galvão. Na foto, ele aparece ao centro, com Henrique Gomes, o Baby, à esquerda

José Edgard Galvão (ao centro) e o presidente da Independente, Henrique Gomes, o Baby (à esq.)

Uma relação costurada com temor, benesses, afagos e separações transformou a Independente em parte importante da rotina do São Paulo. Muitas das últimas polêmicas no Morumbi têm o nome da maior torcida organizada tricolor bordado. Um punhado de personagens reluzentes da história recente são-paulina ostenta no currículo pelo menos um episódio com a uniformizada. São os casos de Marcelo Portugal Gouvêa e Juvenal Juvêncio, ambos falecidos, Carlos Miguel Aidar e Abilio Diniz.

Cerca de 14 anos atrás, durante a gestão de Gouvêa como presidente, o relacionamento entre torcida e clube começou a ganhar cores mais fortes. Uma reunião entre o dirigente e representantes da organizada teve a presença do advogado José Edgard Galvão, que trabalhava para o clube. A partir do encontro, ele passou a ser um elo entre a uniformizada e o São Paulo.

“Quando o Juvenal assumiu, percebeu a habilidade que eu tinha para lidar com a torcida e me usou para domar essa relação. Mas nunca influenciei as decisões da Independente”, contou ao blog Galvão, que até hoje tem amizade com membros da organizada. O advogado, que trabalhava com Gouvêa no escritório do dirigente antes de atuar no departamento jurídico do clube, auxiliando também o futebol profissional, afirma que o dirigente que mais simbolizou essa história de amor e ódio foi Juvenal.

“Ele tinha muita habilidade. Por exemplo (usando números fictícios), se dava 800 ingressos por jogo, num momento importante oferecia 1.200 e virava gênio para a torcida. Mas mesmo dando as entradas e comigo trabalhando essa relação, ele enfrentou invasão no CT. Só que quando tinha um problema como esse, o Juvenal endurecia (com a Independente) e depois de um tempo voltava ao normal”, afirmou Galvão.

Juvenal, como outros presidentes, dava uma cota fixa de bilhetes para a organizada, mas, segundo duas pessoas que trabalharam com o dirigente, ele aumentava a carga em situações de risco, como quando tinha receio de um protesto no CT, por exemplo. E Galvão era usado como termômetro do humor dos membros da organizada.

Procurada, a diretoria da Independente disse que não daria entrevista, mas negou que Galvão atuasse como elo entre a entidade e o clube assim como ter direito a cotas fixas de ingressos ao longo dos anos.

Porém, no Morumbi, são muitos os conselheiros, dirigentes e ex-cartolas que apontam o advogado como interlocutor da torcida em diferentes gestões.

Com Aidar não foi diferente. Edgard aproximou a uniformizada do presidente, que chegou a ser fotografado ajeitando a gravata de um dos líderes da torcida.

A boa relação com a uniformizada era representada com uma foto do bandeirão da torcida na sala do departamento jurídico tricolor nos tempos em que Galvão trabalhava lá. Ele foi afastado do cargo com a chegada de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, à presidência.

O presidente atual seguiu com a tradição do clube de dar bilhetes para a uniformizada, como admitiu em entrevista à “Folha de S.Paulo”. O blog apurou até que houve um mal-estar na torcida quando um diretor de Leco tratou de ingressos que seriam dados para a uniformizada na despedida de Rogério Ceni com um membro mais ligado à escola de samba da Independente do que à torcida.

Desde o rompimento com a uniformizada e o fim dos ingressos gratuitos a partir dos tumultos após a derrota para o Atlético Nacional (COL) pela Libertadores, em julho, pessoas ligadas à atual gestão apontam a oposição e outros críticos como vinculados à uniformizada.

Para isso, usam basicamente dois fatos. Um deles é a doação que o empresário Abílio Diniz, crítico da administração atual, fez para ajudar a escola de samba da Independente antes do último Carnaval. O empresário, que não é conselheiro do clube, confirma a contribuição pontual, mas nega vínculo com a torcida. O outro episódio usado pelos situacionistas é a visita que Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, conselheiro oposicionista, fez à escola de samba da Independente uma semana antes de a torcida participar da invasão ao CT da Barra Funda. Ele diz que esteve lá porque gosta de samba e negou ligação com o ato de vandalismo.

O tumulto no CT deixou sob os holofotes a relação de outro ilustre são-paulino com a organizada. O ator Henri Castelli, próximo da Independente, gravou mensagem convocado torcedores a irem ao protesto que acabou em confusão.

Mas a oposição também aponta o dedo para a situação quando o assunto é Independente. Recentemente, em reunião do Conselho Deliberativo, o opositor Antônio Donizetti Gonçalves, o Dedé, acusou o vice-presidente de comunicações e marketing do São Paulo, José Francisco Cimino Manssur, de passar mensagem para um dos líderes da Independente com seu endereço, após afirmar que ele é santista. Manssur nega que tenha feito isso e diz que é preciso fazer uma perícia no celular em que Dedé guarda a mensagem e a qual o blog teve acesso para saber se ela é verdadeira.

Conversas entre líderes da torcida, dirigentes de diferentes gestões e conselheiros por meio de aplicativos e por telefone não são raras, segundo cartolas tricolores. Alguns afirmam que são procurados pelos torcedores e que conversam com medo de represálias. Já a Independente nega interferir na política são-paulina e se envolver com membros do conselho ou da diretoria.

Independente x PM. As duas versões da guerra

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O que aconteceu para que o entorno do Morumbi virasse palco de cenas de horror após a vitória do Atlético Nacional, da Colômbia, por 2 a 0 sobre o São Paulo pela Libertadores na última quarta?

Para Henrique Gomes, presidente da Independente, principal uniformizada são-paulina, a PM se comporta como uma torcida organizada, e esse comportamento agressivo foi o estopim para a confusão. Se foi briga premeditada, então a PM perdeu de 15 a 1 em número de feridos, diz o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do 2º Batalhão de Choque, responsável pelo policiamento nos estádios paulistas ao negar que os policiais tenham procurado encrenca.

Leia as explicações deles dadas em conversas individuais por telefone.

 Blog – O que motivou os distúrbios do lado de fora do Morumbi?

Baby – Em primeiro lugar, o que motivou é que todo jogo a gente vai receber o time lá embaixo (no portão de entrada) só que dessa vez a gente chegou mais cedo e foi abordado pelo policiamento. Falaram que era pra gente se afastar e que quando o time chegasse as grades voltariam de novo pra perto do ônibus. Afastei o pessoal, faltando 20 minutos para o ônibus chegar, falei com o batalhão. Ele simplesmente falou que não iriam aproximar porra nenhuma, que quem manda lá são eles, que eles gostam de briga, que jogo cheio assim é legal e que demorou. Eu comuniquei o comandante. Daí deu nisso aí.

Tenente-coronel – O procedimento de segurança que a gente usa na chegada das delegações é de não deixar a torcida muito perto mesmo porque é complicado. Isso já foi conversado, estão dando uma desculpa pra tentarem justificar o que fizeram. A diretoria do São Paulo vive pedindo pra gente para que o ônibus pare e desembarque ali na praça e que a delegação passe pela torcida. Isso é um absurdo, uma irresponsabilidade, porque um jogador pode ser atingido por uma garrafa, um rojão.

Baby – Vou deixar bem claro pra vocês aí, mano, a Polícia Militar de São Paulo, hoje, o 2º Batalhão de Choque, ela é uma torcida organizada que se esconde atrás de uma farda. Incita a violência a todo minuto e a todo momento. Eles são pagos pelo São Paulo para garantir a segurança nos jogos, mas já chegam revoltados, no puro ódio, discriminando, falando pra você que hoje é dia de porrada. Então, vai fazer o que? Eles prometeram desde o começo.

Tenente-coronel – Eles (integrantes da Independente) têm que arrumar uma desculpa. O policial veio pra brigar? Então o placar tá 15 a 1 pra eles porque eu tenho 15 policiais machucados, e só um torcedor foi preso machucado. Um tomou uma pancada de cassetete e se machucou, fez uma marca nas costas. Tenho policial que tomou 30 pontos na perna, além das queimaduras de rojão. Tenho policial que tomou 20 pontos no braço, policial que tomou sete pontos na boca e perdeu dente da frente, é lesão corporal grave. Ele tomou uma garrafada. Eles (torcedores organizados) estão ganhando então nessa conta. A gente não estava lá pra brigar, estava pra reestabelecer a ordem e deixar o torcedor comum ir embora. Não usamos gás lacrimogêneo para dispersá-los porque a gente atingiria o torcedor comum. Só usei nas ruas paralelas, onde estava havendo confronto. Sempre procuramos preservar o torcedor comum, agora, o torcedor que quer o embate, a gente tenta reestabelecer a ordem. E não queremos ficar brigando com eles, queremos dispersá-los.

 Baby – Pode colocar também que o maior culpado é o senhor [promotor] Paulo Castilho  porque colocou torcida única no Estado de São Paulo e proibiu entrada de material, de faixas, isso favoreceu a quem? Aos maus torcedores, aqueles que se infiltram sem camiseta, que você não tem controle. Acaba beneficiando o que aconteceu.

Paulo Castilho – Eu já tinha falado que as torcidas organizadas iriam aprontar pra falar que a torcida única não funciona. Torcida única foi uma das medidas tentando coibir violência entres as torcidas organizadas. Mas não é de hoje que existe briga entre torcedores do mesmo time. Estão querendo dar ênfase a isso pra dizer que a torcida única não resolve o problema. Quem não tem argumento fala qualquer coisa. Falar até papagaio fala.

Blog – Lendo as redes sociais, a impressão que temos é de que a confusão começou porque membros de organizadas estavam com raiva dos torcedores que só aparecem nos jogos de Libertadores e que são chamados de modinhas. Não foi isso que aconteceu?

Baby – Discordo. Não posso falar com certeza o que aconteceu do lado de fora porque eu estava dentro do estádio. A Independente ficou até o final do jogo e quando acabou a gente não conseguiu sair porque os portões estavam fechados. Não é um problema nosso quatro, cinco mil torcedores do lado de fora que não conseguem ingresso. Teve uma situação, o pessoal começou a hostilizar quem estava saindo, aí pé frio, trocavam ofensas, mas foi coisa mínima, não foi pra gerar o que gerou do policiamento com a torcida. O pessoal de fora estava revoltado, acho, porque não conseguiu ingresso e o pessoal de dentro saindo com 2 a 0. Isso é emocional da partida. Mas a Independente respeita toda a torcida do São Paulo, não faz divisão de A,B ou C e repudia o que aconteceu do lado de fora. Mas a rivalidade começou antes de começar o jogo entre a PM e a torcida. Eles prometeram o jogo inteiro arrumar confusão.

BlogTeve arrastão?

Baby – Quer que eu te fale? [O ator] Henri Castelli estave com nós na hora de receber o time, e roubaram o celular dele. Estava com camisa da torcida e boné e foi roubado. Pra quem não sabe, em grandes jogos, virada cultural, eventos, existe uma quadrilha especializada em furtos. Não é problema nosso, é do Estado. Ao redor do Morumbi também tem muito assalto. Querer dizer que foi a torcida organizada que roubou, pelo amor de Deus.

Tenente-coronel – Só ver as imagens das câmeras de segurança do São Paulo. Elas são bem claras. Enquanto o torcedor comum tá saindo do estádio, eles (membros de organizadas) cometem um verdadeiro arrastão. Agridem e tomam tudo das pessoas que estão saindo do estádio. Eles atacaram todo mundo. Num primeiro momento, atacaram os vendedores ambulantes. Depois atacaram os torcedores. No ataque aos ambulantes, eles estão com a cara limpa. Quando começam a atacar o torcedor comum, eles colocam camiseta no rosto. A imagem da câmera do Morumbi é de longe, não dá pra fazer identificação.  Mas eu, como oficial do choque, estou aqui há 23 anos, nunca vi um negócio daqueles acontecer. Eles atavam indiscriminadamente atacando qualquer torcedor que estava saindo, tomavam carteira, celulares, e assim por diante. Até chegar nosso policiamento. Daí partiram pra cima da gente.

Blog -Torcedoras relataram terem sido assediadas (clique aqui e leia no Blog do Menon). O que houve?

Baby – Assédio, assédio do que? Quem foi a pessoa, fez o que? Elas fizeram B.O.? Tem reconhecimento? Sabem quem foi? É o que?

Coronel – Isso eu não vi, não posso falar.

Após Abilio doar dinheiro, Independente repete cobranças dele a Leco

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Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

Antes do Carnaval de 2016, Abílio Diniz doou dinheiro para a Independente, principal torcida organizada do clube e escola de samba. A doação foi confirmada por assessor do empresário ao ser indagado pelo blog sobre o assunto.

“A assessoria de imprensa de Abilio Diniz informa que o empresário fez pequena contribuição à Independente após solicitação de ajuda da torcida para seu galpão de Carnaval”, diz o comunicado enviado por-email. O valor e a data exata não foram revelados. Porém, membro da Independente que pediu para não ser identificado afirmou que a contribuição aconteceu no início deste ano.

Em contato telefônico com o blog, Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente, primeiro negou que tenha existido a doação. Ao ser informado que Abilio confirmara a contribuição, disse que houve uma ajuda à torcida, mas não relacionada ao Carnaval. Só que rapidamente voltou a negar com veemência que a Independente tenha recebido dinheiro de Abilio tanto para a escola de samba como para a torcida, que possuem CNPJs diferentes.

“Não envolva a Independente nisso porque não é verdade. Não recebemos nenhuma doação do Abilio. Estão brigando dentro do São Paulo e ficam usando o nosso nome, mas a torcida não é marionete de ninguém. Não queremos saber de Leco (presidente do clube), de Abilio e nem de (Carlos Miguel) Aidar (ex-presidente)”, disse Baby.

Diniz é consultor do Conselho Consultivo do São Paulo, trabalhou pela saída de Aidar, que renunciou, e apoiou a candidatura de Leco. Logo depois da eleição passou a divergir do presidente e virou o opositor. A demora do cartola em tirar Ataide Gil Guerreiro da vice-presidência de futebol, a manutenção de Gustavo Vieira de Oliveira como dirigente remunerado e o afastamento de Milton Cruz do cargo de auxiliar técnico para atuar com análise de desempenho até ser demitido estão entre os motivos que fizeram Abilio entrar em rota de colisão com Leco.

Algumas das bandeiras do empresário também foram levantadas pela Independente, que gritou o nome de Milton Cruz, além de criticar Ataíde e Gustavo, dupla que para Diniz entende pouco de futebol e nada de gestão, como ele escreveu em seu blog no UOL.

“O que fizemos não tem nada a ver com o Abilio. O Milton Cruz, por exemplo, nós entendemos que, quando o (Edgardo) Bauza chegou, ele era a única pessoa que poderia orientar o técnico. Por isso, queríamos a presença dele, mas não estava nem aí se ele seria demitido. A Independente não se envolve na política do São Paulo”, disse Baby.

Em 17 de fevereiro, quando a doação de Abilio já tinha sido feita, a torcida protestou após a derrota por 1 a 0 para o The Strongest no Pacaembu pedindo, entre outras reivindicações, a volta de Cruz, amigo do empresário e defendido ferrenhamente por ele, ao cargo antigo. Quatro dias depois, a Independente fez uma manifestação no Pacaembu, antes do jogo contra o Rio Claro, na qual foi exibida faixa com os dizeres: “o único salário que não atrasa é o seu, Gustavo, R$ 120 mil”. A torcida também voltou a pedir a saída de Ataíde, algo que já tinha feito em novembro do ano passado, além de criticar jogadores.

No dia 28 de fevereiro, a Independente escreveu em sua conta no twitter: “Abilio Diniz, presidente moral do São Paulo”. O empresário não é conselheiro e não pode se candidatar à presidência. Ele afirma não ter esse desejo.

 A assessoria de Abilio não comentou o fato de a torcida apoiar ideias semelhantes às do empresário, após receber a doação.

Vale lembrar que recentemente Leco disse à “Folha de S.Paulo”, colaborar com a Independente.