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Opinião: Palmeiras reage de maneira diferente em caso de veto à sua torcida

Leia o post original por Perrone

Ao se manifestar contra o veto à sua torcida na partida deste domingo (8) diante do Cruzeiro, o Palmeiras teve uma posição mais agressiva do que adotou quando os flamenguistas foram barrados no Allianz Parque na semana passada.

Em relação ao jogo no Mineirão, o clube paulista emitiu nota  falando em “depreciação do produto futebol” e afirmando que a torcida única “não deve jamais ser aplicada de maneira casuística, visando vantagem competitiva”. Há aqui uma insinuação de que a recomendação do Ministério Público mineiro tem a ver com ajudar os cruzeirenses a vencerem o duelo, resultado fundamental para o time de Belo Horizonte tentar evitar o rebaixamento no Brasileirão.

Porém, ao comentar a proibição aos flamenguistas em seu estádio, a direção alviverde não falou em casuísmo em busca de favorecimento competitivo. Na ocasião, apesar de argumentar que os jogos sempre devem ter a participação das duas torcidas, o clube paulista foi muito mais compreensivo com a recomendação da Polícia Militar e do Ministério Público, que culminou com a exclusão dos rubro-negros.

“No entanto, a segurança é um bem maior a ser preservado, e a Polícia Militar e o Ministério Público são as autoridades competentes para avaliar as condições de segurança de um evento, até porque são agentes ativos no processo. O Palmeiras não tem elementos técnicos para avaliar ou julgar as medidas de segurança recomendadas pela Polícia Militar ou Ministério Público e irá respeitar as orientações das autoridades competentes e da CBF”, escreveu a direção palmeirense antes do jogo com o Flamengo. É nítida a diferença de postura dos palmeirenses nos dois casos.

De fato, brigar publicamente contra uma medida de segurança sugerida pelas autoridades da área é arriscado. Se acontece algo de ruim, quem conseguiu impedir a decisão está lascado. Porém, é sabido que todos os grandes clubes do Brasil têm corrida para agir nos bastidores para fazer valer seus desejos. Seja para vetar a presença de visitantes em seu estádio ou para derrubar tal impedimento.

Na opinião deste blogueiro, o Palmeiras não se esforçou para colocar os rubro-negros em seu estádio e já levou o troco, como eu já esperava que acontecesse, mas não tão rapidamente. O Cruzeiro foi ao STJD pedir a torcida única, saiu derrotado, mas viu o MP mineiro agir e o Tribunal de Justiça do Estado conceder liminar para a realização do jogo só com torcedores do time da casa.

O desfecho do caso é mais um indício de que cada vez teremos mais jogos com torcida única no país. Palmeiras x Flamengo foi o primeiro duelo interestadual com esse tipo de determinação. Já na rodada seguinte, o Flamengo anunciou a venda de ingressos reservados ao Avaí pra os rubro-negros alegando que os visitantes não exerceram seu direito de compra dentro do prazo estipulado. Os catarinenses contestam essa versão.

Para este jornalista, está claro que  a maioria dos grandes clubes mandantes não gosta de receber visitantes. Por falta de visão comercial, a preferência é lotar seu estádio apenas com seus seguidores, criando um clima mais hostil para os adversários. Para a Polícia Militar, jogo com torcida única representa uma logística a menos: a de isolar os visitantes. É menos desconfortável.

Assim, caminhamos para um futebol ainda mais sem sal, com torcida única e notas oficiais casuísticas, como as duas emitidas recentemente pela diretoria do Palmeiras sobre o tema. Tadinho do torcedor brasileiro.

 

Torcida única em Palmeiras x Fla soa como retaliação e aumenta rivalidade

Leia o post original por Perrone

O veto à presença de torcedores do Flamengo no jogo deste domingo no Allianz Parque contra o Palmeiras fede a clubismo. A medida, tomada a partir de iniciativa do Ministério Público e da Polícia Militar, soa como uma infantil retaliação à cantoria dos jogadores rubro-negros “acusando” o alviverde de não ter mundial e copinha. Parece coisa de palmeirense que se sentiu ofendido, ligou pra um amigo influente e deu a ideia. Algo como “provocaram agora vão ficar sozinhos em São Paulo”.

Se as autoridades identificaram torcedores nas redes sociais agendando brigas, deveriam localizar os caras e tomar as medidas cabíveis. Porém, vetar o flamenguista no estádio é descabido. É como se a polícia recebesse a informação de que traficantes tentarão passar no aeroporto de Guarulhos com drogas num voo vindo de determinado país e proibissem as aeronaves partindo de lá de pousar em Cumbica em vez de se preparar para dar o flagrante.

Não bastasse ser infantil e injustificada, a medida aumenta a rivalidade entre os clubes o que pode gerar mais violência, apesar de o argumento para adotá-la seja evitar conflitos. O caso também piora a imagem do Palmeiras como anfitrião. A famigerada rede no setor de visitantes não incentiva torcedores adversários a comparecerem ao local. E, coincidentemente, também foi adotada tendo como argumento recomendação das autoridades de segurança pública.

Em 2015, o Ministério Público tentou impedir a torcida corintiana de entrar no Allianz no primeiro jogo entre as duas equipes no local. Na ocasião, o Corinthians conseguiu na Justiça o direito de ser acompanhado pela Fiel. À época, Mário Gobbi, que presidia o alvinegro, deu entrevista afirmando que Paulo Nobre, então presidente alviverde, tinha o interesse na torcida única porque para colocar os visitantes em seu estádio precisava deixar de vender uma grande quantidade de ingressos por questões de segurança.

Esportivamente, claro, o Flamengo é prejudicado porque recebeu palmeirenses como mandante e agora ficará sem seu público. Como consumidores, os torcedores rubro-negros também são prejudicados e num momento em que os que moram em São Paulo teriam a chance de abraçar o time após as conquistas do Brasileirão e da Libertadores.

A diretoria do Palmeiras se faz de morta. Ordens de cima. Não é com ela. Será que Maurício Galiotte acredita mesmo que não vai sofrer o contra-ataque quando seu time for jogar no Rio contra o Flamengo? Como o presidente palmeirense poderá agir se sua torcida for impedida de entrar em algum estádio brasileiro já que agora ficou de braços cruzados?

MP e PM têm a seu favor o argumento de que a torcida única diminuiu a violência nos dias de clássicos paulistas. Mas aqui não falamos da rivalidade estadual. Se for por esse caminho, é mais coerente que as autoridades tentem emplacar uma lei que só permita partidas com torcida única em São Paulo, uma bizarrice, mas valeria para todos, ninguém seria refém da vontade de um especialista em segurança pública.

Caso o interesse seja mesmo impedir confrontos entre palmeirenses e flamenguistas, as autoridades da área deveriam estar mais preocupadas com a aliança entre torcidas organizadas de Vasco e Palmeiras, que contribuiu para aumentar a hostilidade aos rubro-negros em São Paulo e aos alviverdes no Rio. Esse pacto também aumentou animosidade entre vascaínos e corintianos.

É básico: problemas recorrentes de violência no futebol se resolvem com trabalho de inteligência e aplicação da lei, não criando injustiças em campeonatos e agindo com a mesma serenidade de um torcedor derrotado e provocado pelo adversário vencedor.

MP e PM aprovam torcedor infiltrado em clássico de torcida única em SP

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Os clássicos de torcida única em São Paulo criaram uma legião de torcedores que vai ao estádio do adversário sem camisas de seu time e que torce em silêncio. Esses infiltrados estarão presentes nos dois clássicos entre são-paulinos e corintianos pelas semifinais do paulista, mas não preocupam as autoridades de segurança pública. Assim, não serão “caçados” pela Polícia Militar.

“Se percebemos que um torcedor está com a camisa do visitante escondida, ele não entra. Mas não podemos tirar do estádio quem comprou ingresso e não está criando problema. Se identificarmos visitantes que estão torcendo em silêncio, vamos dar atenção à proteção deles. Só vai ser convidado a se retirar quem criar tumulto ou tiver a sua segurança ameaçada pela torcida da casa”, afirmou o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do segundo batalhão de choque da Polícia Militar.

Por sua vez, o promotor Paulo Castilho, ferrenho defensor do modelo de torcida única, espera um grande número de corintianos neste domingo no Morumbi. “Chutando, acredito que de 15% a 20% do público vai ser formado por torcedores do Corinthians”, declarou ele.

Castilho também não se preocupa com os infiltrados. “Esse torcedor não é violento, não é desordeiro. Vai, assiste ao jogo em silêncio e volta para casa tranquilo. Não temos nada contra a presença dele nos estádios”, disse Castilho.

Tanto o tenente-coronel como o promotor descartam a ideia de as instituições nas quais trabalham concordarem em breve com a volta dos clássicos com duas torcidas. Eles apontam uma redução drástica na violência em jogos entre os principais rivais estaduais desde a implantação do modelo atual para justificar a decisão.

Podcast: Torcida única no RJ

Leia o post original por Rica Perrone

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Conselheiros do Palmeiras cobram Nobre para agir contra torcida única

Leia o post original por Perrone

Um grupo de conselheiros do Palmeiras protocolou na noite desta terça no Conselho Deliberativo do clube pedido para que o presidente Paulo Nobre tome medidas para tentar derrubar a regra de torcida única nos clássicos paulistas. A ideia é fazer com que os fãs do time possam ir à Vila Belmiro, domingo, para acompanhar o jogo contra o Santos, pelas semifinais do Estadual.

O requerimento afirma que a decisão da Secretaria de Segurança Pública contraria orientações de especialistas no assunto e que, “para a surpresa de muitos”, Nobre apoiou a medida.

Após a Secretaria de Segurança Pública decretar os clássicos com torcida única depois de uma série de brigas na cidade no dia do último Palmeiras x Corinthians, o presidente alviverde disse o seguinte para a TV Palmeiras: “Toda e qualquer medida que venha no sentido de coibir a violência ligada ao futebol terá o apoio da Sociedade Esportiva Palmeiras. Porém, não adianta se iludir achando que, pelo simples fato de um clássico ter torcida única, a violência acabou”.

A partida entre santistas e palmeirenses será a primeira no Estado com a nova regra. Porém, Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, é contrário à medida.

Abaixo, leia o requerimento apresentado pelos conselheiros palmeirenses.

Reprodução

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Federação Paulista quer perder a chance de conhecer um novo torcedor

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Recentemente, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo determinou a torcida única nos estádios paulistas em todos os clássicos até o final do ano. Entretanto, agora, tenta derrubar a decisão. Com isso, perderá a chance de conhecer um novo público nos estádios. Wanderley Nogueira comenta. Assista.

Torcida única não resolve, mas ajuda muito

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Após os lamentáveis incidentes que ocorreram na cidade de São Paulo antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, pelo Campeonato Paulista, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo anunciou que os clássicos paulistas, até o final do ano, serão realizados com torcida única o que permitirá a crianças, idosos e famílias desfrutar in loco dos grandes jogos. Para Wanderley Nogueira, a decisão pode não ser a solução, mas ajuda no combate à violência. Assista.