Arquivo da categoria: torcidas

Obrigado, meninos

Leia o post original por Rica Perrone

A gente se odeia, se xinga e pra se defender um do outro até se distancia. Somos hipócritas, ignorantes, estúpidos e as vezes até inconsequentes. Em tese, pra quem é de fora, as brigas no futebol são todas causadas pela paixão por um clube. Pra nós, aqui de dentro, nunca aconteceu. As brigas sempre vieram…

Nós somos loucos; vocês não

Leia o post original por Rica Perrone

Para alguns, um negócio. Para a mídia, um esporte.  Para os fãs, “uns desocupados fazendo festa”.  Para nós, futebol.

E futebol é para mim exatamente o que aconteceu ontem e hoje em São Paulo.  Por isso, meus caros, eu defendo e vou morrer abraçado a ideia de que torcer por um time europeu nos afasta do futebol.

A paixão e o sentido deste jogo não está nos 90 minutos. Está no pré, no pós, no bar, no pai que passa pro filho o clube, na família que não tem foto da avó na sala, mas tem a bandeira do clube.

Da identificação cultural, da origem, da relação entre pai e filho. Tem a ver com a porra toda, menos com gostar de 22 caras correndo atrás de uma bola.

Nós gostamos de futebol. Não do esporte.

Futebol não é esporte. Futebol é uma vida paralela que alivia nossa.

A gente se entende mesmo quando se odeia. O colorado e o gremista querem a mesma coisa, vivem o mesmo ideal, tem os mesmos sonhos e usam o futebol pro mesmo fim: se completar.

É a nossa religião, nossa terapia e nossa doença.  É nosso elo com o pai, nosso assunto diário com o porteiro, é a mais próxima forma de nos colocar em igualdade com outras milhões de pessoas ignorando qualquer questão física, racial, religiosa, social ou financeira.

É o abraço mais sincero que conseguimos dar. O choro mais idiota, mas o mais gostoso de todos.

Você é branco, preto, pobre, rico, paulista, baiano, carioca, catolico, evangelico, ariano, engenheiro, ateu e….. torcedor do time X. Porque é parte de você. Devia vir no RG.

Devia ser proibido de trocar. E quem troca  é um estúpido infiel. Foda-se se ele tiver razão ou direito. Está na bíblia. Não pode.

Aliás, fodam-se vocês todos que não nos entendem que acham bobagem e que entendem isso como algo superficial e irrelevante. Gasta na terapia, eu pago o socio torcedor.

Ontem e hoje  mais de 70 mil pessoas sairam de suas casas pra dizer “te amo” aos seus clubes e nada mais. Não havia evento, contrapartida, jogo, nada. Era só pra dizer que estava ali.

É um ato de amor. Num mundo que clama por menos ódio, que sentido faz não reverenciar tanto amor?

Se você acha que futebol é aquilo que te faz sentar na frente da tv e assistir por 90 minutos dois times jogando você  não entendeu nada. Aquilo é esporte.

Futebol é isso que aconteceu na Arena Corinthians e no Allianz Parque. É o que acontecerá amanhã por todo país nas finais. São pais e filhos trocando abraços e criando momentos que os unirá pra sempre. É a indescritível sensação de ser parte da conquista ou da derrota.

E sim, torcedor que mora na cidade do clube tem mais POSSIBILIDADES de futebol na veia do que  quem não mora. O que torce pra um clube de outro país então, coitado, as vezes pode morrer sem experimentar futebol.

Prova disso é a vontade que quem é de fora querer estar perto e a nenhuma tentativa de quem está perto querer ficar longe. Irrefutável.  Quanto mais perto, melhor a sua experiência com futebol.  E ainda que seja em estados diferentes, há o bar e o vizinho pra te sacanear.

Toda discussão sobre qualidade, espetáculo, gramado, arbitragem, cbf, etc, etc, etc é valida. Mas não é isso. Futebol nunca esteve atrelado a nada disso.

Amanhã disputa-se por todo país os títulos menos cobiçados do ano. Ou seja, não é pela taça. É pelo clube.

Nós somos loucos. Eu sei. Vocês não. Vocês não são nada num domingo a tarde.

abs,
RicaPerrone

Relatório completo de público no Brasileirão de 2012 a 2017

Leia o post original por Rica Perrone

Uma das coisas que o torcedor mais gosta de discutir é o desempenho dele mesmo perante seu clube na arquibancada.

O ADMKT é o Grupo de Pesquisa e Extensão em Marketing e Comportamento do Consumidor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Fundado em 2012 pelos docentes e pesquisadores Marcos Severo e Ricardo Limongi, professores efetivos da UFG, o grupo foi criado com o objetivo de promover atividades da área de marketing realizadas no âmbito da instituição de ensino.

Pois este grupo fez uma incrível pesquisa sobre o público do futebol brasileiro dos campeonatos brasileiros de 2012 até 2017.

A comparação começa com a Premiere League, na Inglaterra. E logo se tem a discrepância de público dentro dos estádios.

Dessa forma, o objetivo deste relatório é responder diversos questionamentos relacionados ao Campeonato Brasileiro de Futebol, não somente aqueles que tratam do público pagante e da taxa de ocupação nos estádios, como também os que se relacionam ao desempenho das equipes de futebol.

O contexto brasileiro é particularmente marcado pela existência de 12 grandes clubes, que concentram 53 dos 59 títulos dos campeonatos brasileiros disputados desde 1959, época da primeira edição da Taça Brasil.Conhecer detalhes da dinâmica do principal campeonato de futebol do País é importante, principalmente se for considerado que os principais clubes brasileiros ainda se veem diante de problemas estruturais e organizacionais crônicos, como más condutas de gestão.

Dirigentes e profissionais de marketing que atuam nessa realidade pouco sabem dos fatores que determinam a presença de público nos estádios ou o desempenho das equipes no campo.Poucos são os clubes realmente prossionalizados que organizam ações administrativas baseadas na racionalidade da análise de dados. Entretanto, esse cenário começou a mudar nos últimos anos, com isoladas iniciativas de prossionalização e responsabilidades scal e administrativa. A apresentação do “Relatório ADMKT de Presença de Público nos estádios brasileiros”acompanha esse movimento e se apresenta como fonte de informação para gestores de clubes, prossionais de gestão esportiva e da imprensa especializada

O primeiro gráfico mostra o público médio e também o “desvio” padrão. O “desvio” é como uma margem de erro. É a média de público oscilando pra cima e pra baixo perante o público médio.

A seguir temos um gráfico para mostrar em ordem essas médias de público ao longo deste período.

A seguir a taxa de ocupação, que está sempre diretamente ligada ao público médio em virtude da capacidade de cada estádio.

Temos, então, outro gráfico interessante. A comparação entre começo e final de campeonato, para verificar se as torcidas se comportam regularmente, só nas finais ou só num começo empolgante.

Em seguida uma série de gráficos que indicam o comportamento do torcedor para ir ao estádio no Brasil, e até a sua relação com o resultado.

Esse trabalho detalhado e muito interessante para discussão sobre o futebol brasileiro foi feito pela equipe abaixo, a quem agradeço pela preferencia em ter disponibilizado a este blog primeiro.

MP tenta acordo, mas já prepara ação contra treinos abertos de finalistas

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O promotor Paulo Castilho ainda tenta um acordo com Corinthians e Palmeiras para evitar que ambos façam treinos abertos ao público no próximo sábado às 10h. Caso isto não aconteça, porém, o Ministério Público já tem preparada uma ação para impedir que os últimos trabalhos dos times antes da decisão do Paulista sejam com a presença de torcedores.

A ideia do integrante do MP é  acionar a Justiça caso os times não alterem seus planos nesta quinta.

A ação está sendo preparada pelo promotor Luiz Ambra Netto (Consumidor). A peça vai pedir que a Justiça vete que os treinamentos sejam abertos ao público, caso aconteçam no mesmo horário. Em linhas gerais, a alegação, se não houver mudança, será de que os treinos simultâneos com plateia colocarão em risco a segurança dos consumidores (torcedores).

A Polícia Militar encaminhou ofício ao MP pedindo para que os eventos não ocorressem no mesmo horário. A PM alegou no documento que os treinamentos simultâneos “podem gerar sérios impactos na ordem pública da cidade de São Paulo tendo em vista o deslocamento de várias agremiações de torcidas rivais, principalmente pelo fato ocorrido em 4 de março de 2018, na cidade de Itaquaquecetuba, data em que houve morte de um torcedor tendo em vista briga generalizada entre duas torcidas rivais”.

O confronto citado pela Polícia Militar aconteceu entre santistas e alvinegros, e o torcedor morto apoiava o time da capital.

Para Castilho, os clubes descumprem o Estatuto do Torcedor por não atenderem à recomendação, por isso, ele afirma que pode pedir na Justiça a destituição dos presidentes Andrés Sanchez e Maurício Galiotte em caso de graves episódios de violência.

Os dois clubes sustentam que não feriram o Estatuto do Torcedor. O Palmeiras alega que seguiu o protocolo avisando as autoridades públicas sobre o evento. Já o departamento jurídico do Corinthians aponta que o trecho do estatuto que trata das medidas de segurança a serem adotadas se refere a jogos, não a treinos.

Torcidas, torcidas e torcidas

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O grande erro dos jornalistas esportivos é fixarem demais numa região, num clube ou no dia-a-dia aceitar a máxima de que “torcida é tudo igual”.  Não são iguais. Passam longe de ser, mas você tem que ir lá tentar entender as diferenças. Vem da origem, do social, cultural. As vezes nem mesmo paramos pra pensar …

Torcidas, torcidas e torcidas

Leia o post original por Rica Perrone

O grande erro dos jornalistas esportivos é fixarem demais numa região, num clube ou no dia-a-dia aceitar a máxima de que “torcida é tudo igual”.  Não são iguais. Passam longe de ser, mas você tem que ir lá tentar entender as diferenças. Vem da origem, do social, cultural. As vezes nem mesmo paramos pra pensar …

A tolerância que já pedi um dia

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Era uma vez uma turminha de torcedores bastante diferente dos tradicionais organizados. Formada por gente mais estudada, claramente com outras intenções, jovens, organizados via web. Essa turminha clamava por tolerância.  Eles brigavam cheios de razão porque o restante da torcida do clube não aceitava eles ali fazendo da maneira deles. Veja você. Eles cresceram, juntaram, …

Verdades

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Das mais inconvenientes coisas que podem existir, a pior é a “verdade”.  É com dificuldade que a recebemos, com maior dificuldade ainda que a replicamos. “Torcidas organizadas e a violência no futebol”, o eterno tema de segunda-feira. Vamos facilitar o entendimento de dois lados da questão.  O nosso, pessoas de bem que jamais agrediríamos outra …

O menor perigo é a violência

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Não costumo ter esse medo da violência em estádios que outros tantos tem. Em 99% dos casos as brigas acontecem no metrô, nas sedes, bem longe de onde está cheio de cameras e policiais. Em São Januário ou no Maracanã, as brigas dos marginais organizados devem acontecer a consideráveis metros dali. Não, não devemos deixar …