Arquivo da categoria: Treino

#RespeitaMinhaDoença

Leia o post original por Rica Perrone

Oi, novo Maracanã.

Eu sei que parecemos íntimos, mas não éramos. Na verdade estamos sendo apresentados hoje completamente.  Até aqui mandei diversas vezes parte de mim pra te ver. Hoje vim completo.

Hoje não tive que escolher entre quem pode e não pode pagar. Hoje eu só tive um critério: ser um de nós.

E se fosse, podendo, viria. Não porque algo os atraia, mas porque estarmos juntos de novo aqui nos causa algo que só o ex-você mesmo saberia te explicar.

Viemos pela festa que não nos deixam mais fazer. Pelo ingresso que podemos pagar e não pelo espetáculo que nem aconteceu.

Viemos dizer que amamos o nosso clube bem alto pra ele ouvir e saber, amanhã, quando em silêncio jogar, que ainda assim tem por quem correr.

Você nem se parece com você mesmo. Eu ainda posso voltar, mesmo que em dias de treino onde seus valores não me enfraqueçam.  Mas você, Maracanã, era tão mais bonito e imponente…

Tá chique. É verdade. Roupa nova, cabelo liso, mas… sei lá.  Eu gostava mais de ti antes.

Bom, vou indo. Foi bom “rever” você, se é que você ainda é o mesmo.  Eu sou! Não tenho vindo porque não posso, mas quando posso, tô aqui dividindo o transito entre o carro importado e o onibus lotado que vem lá da baixada.

Porque aqui costumávamos ser um só. Antes de você mudar, diga-se.

Prazer,

Nação rubro-negra.

abs,
RicaPerrone

Bruno diz que discussão com Valdívia foi “coisa de treino”

Leia o post original por blogdoboleiro

Uma discussão de treino que terminou em paz. Foi assim que o goleiro Bruno definiu o momento em que ele e o meia Valdívia bateram boca durante o treinamento da manhã desta sexta-feira. Depois de trocarem palavrões os dois iam chegando perto e foram afastados por Josimar, Mendieta e Felipe Menezes.

Depois, mais calmos, correram juntos ao redor do campo. Valdívia ainda brincou com os repórteres. Ao final do treinamento, os dois conversaram no vestiário. Bruno permaneceu na Academia de Futebol onde almoçou num refeitório. Valdívia foi para casa. O técnico Dorival Junior disse que não há motivo para punição aos dois atletas.

O Blog do Boleiro conversou rapidamente com Bruno, que lembrou até de uma passagem de ano ao lado de Valdívia.

Blog do Boleiro – Tudo em paz com o Valdívia?
Bruno –
Claaaro! Não teve nada. Foi coisa de treino. A gente depois até correu junto no campo. Está tudo certo. Nós somos amigos.

São?
Somos. Já passei réveillon na casa dele. A gente já viajou juntos. Foi uma discussão de treino e a gente pediu desculpas e pronto.

O que aconteceu ali na hora?
Foi um lance em que o Valdívia queria que eu saísse jogando com a mão e eu saí com pé. Ele reclamou, nós discutimos e nos exaltamos um pouquinho.

Você falaram no vestiário?
Falamos. Eu até brinquei com ele porque ele ficou perturbando na hora das cobranças de pênaltis e tive que me aguentar para não dar risada. Vamos treinar agora à tarde. Está tudo bem.

Decisão do terceiro lugar é um velório

Leia o post original por Pedro Ernesto

Não sei qual o time que Scolari vai colocar em campo no jogo de sábado contra a Holanda. O que eu duvido é que ele monte um com a mesma organização tática. Espero que todos tenham se dado conta das necessidades de enfrentar um adversário de categoria. O treinador da Holanda afirmou que não deveria existir esse jogo. Mas ele existe e deve ser jogado com dignidade. Uma marcação forte é importante.

Jefferson Bernardes/ Vipcomm

Jefferson Bernardes/ Vipcomm

Não dá para se enganar com a explicação de seis minutos de pane. O desastre foi construído pela escalação de um time faceiro, desobrigado de marcar os talentosos jogadores alemães. Tenho quase certeza de que hoje a Seleção Brasileira vai ser mais pegadora, mais vocacionada para enfrentar um grande adversário, mais competitiva. Sendo assim, enfrenta a equipe de Van Gaal com boas chances de sair vitoriosa. Uma vitória não vai apagar o grande vexame, mas certamente não contribuirá para que as pessoas imaginem que o futebol brasileiro acabou.

Decisão
Messi pode fazer a diferença para os argentinos. Os alemães não têm um jogador desta envergadura. Mas há a organização do time. Vai ser um jogo de dura marcação, com espaços diminuídos. Tomara que não seja tão chato como foi Argentina e Holanda. Os dois times só marcaram e o jogo virou em encontrões, faltas, pouca emoção. São duas seleções que somaram méritos para chegar nesta posição de finalistas. A grande final vai coroar uma Copa que nos apresentou grandes jogos, muitos gols e muitas emoções. Sem favorito.

Argentinos
Eles são enlouquecidos pela sua seleção. Se fala em 100 mil torcedores argentinos no Brasil. Os repórteres da Rádio Gaúcha informavam sexta-feira que milhares passaram por Uruguaiana. Só neste dia, entraram mais de 7 mil torcedores pelo Rio Grande do Sul. Não sei como farão para assistir a partida. A maioria sequer tem ingressos. A prefeitura do Rio de Janeiro liberou o sambódromo para que eles pudessem ficar “hospedados”. Querem estar perto da sua seleção. Festa e festa. Se ganharem, vai ser loucura.

Dupla Gre-Nal
O Grêmio não deverá ter Fernandinho na sua volta contra o Goiás, no Brasileirão. Giuliano é dúvida. Sua papelada ainda não está finalizada. Rui Costa está eufórico com as contratações que foram feitas e diz que, para tirar o título do Grêmio, os adversários vão ter que jogar muito. Será? No Inter, que vai a São Paulo para pegar o Corinthians, a grande ausência deve ser Aránguiz. Ele tem uma lesão contraída na Copa do Mundo e ainda não se recuperou. É o Brasileirão voltando. Os dois estão bem colocados. Todos com boas chances de sucesso nesta competição.

Demaaaiiiis!
Durante a Copa, a jornalista Rosane de Oliveira viajou para a Colômbia e ficou abismada com as imagens do Brasil que foram mostradas, largamente, pela TV. Rosane ficou emocionada vendo imagens de Porto Alegre quando estava na cidade de Cartagena. Este é o legado estupendo de um país que sedia a Copa do Mundo. São 3 bilhões e 600 mil expectadores que são impactados pelos meios de comunicação. Gera turismo num prazo médio. Esta é uma indústria que o Brasil engatinha. E turismo é dinheiro novo na economia.

De menos
Este jogo para apurar o terceiro colocado, quando duas grandes seleções são derrotas na fase semifinal da Copa do Mundo, é um velório. A frustação da derrota leva os profissionais a quererem sair fora desta conjuntura. Thiago Silva, o capitão brasileiro, falou ontem na entrevista coletiva que está motivado. Fez aquilo que um profissional deve fazer. No entanto, sabemos que eles gostariam de não participar deste jogo que carrega alta dose de melancolia. Mas é o regulamento.

BBB não, Felipão!

Leia o post original por RicaPerrone

sbimprensa_GN_300514021

Você já deve ter ligado a TV nesta última semana e se deparado com aquela clássica e estúpida cena de ter uns comentaristas “narrando” o treino da seleção com pitadas de “humor” sem graça.

– Ali ao fundo Neymar, que agora como você vê com exclusividade alonga.
– É verdade, Fulano. Alongar é sempre muito bom, eu mesmo na copa de 50 alongava 3x por dia…
– Não querendo interromper, mas alongamento é sempre importante, sabe. Lembro em 1034 que se Bino Teixeirinha tivesse alongado talvez não tivesse aquela terrível contusão que o tirou de Itabiara 1×1 Sao Paulo.

Silêncio.

Imagens do Felipão andando.

– Aí o técnico da seleção, Luis Felipe Scolari, já campeão do mundo, caminhando no gramado da Granja Comary…
– Imagine o que está pensando o Felipão agora, hein?
– Ah com certeza na formação da estréia né. Porque uma Copa é muito importante, não se ganha apenas com 11.

Imagens dos reservas

– Veja ao os não titulares que podem acabar sendo fundamentais a seleção.
– Fulano, você acha que técnico ganha jogo?
– Olha, acho que ajuda. Ganhar não, mas ajuda.
– E você, Ciclano?  É preciso elenco para ser campeão?
– Sim, sempre há uma contusão, é preciso ter qualidade nas peças de reposição…

Imagens dos jornalistas

– E como tem imprensa aqui, né?
– Sim, a seleção é pentacampeã mundial. Sempre favorita, ainda mais em casa…
– E tem também o fato da Copa ser aqui, né Ciclano?
– Ah sim, Fulano. Brasil que é o país do Futebol.  Não é mesmo, Beltrano?
– Sim, sem dúvida.

E eu pergunto a vocês, meus bons leitores: que caralho é esse?

De novo?

Como em 2006, um BBB que a mídia pede, inventa, vende, vê o time perder e coloca a culpa na “exposição do grupo”?

Porra, Felipão. Tu não é mais novinho. Já sabe que todos os tapinhas nas costas desta pré-Copa podem virar empurrões fortes e violentos quando ela terminar. De microfone em volta da seleção ninguém quer noticiar: “Tá tudo bem”.

É preciso buscar uma cagada, afinal, cagadas vendem.

Precisamos mesmo abrir nossos treinamentos ao vivo para que todo o planeta saiba tudo que estamos fazendo e correr o risco de uma entrada mais forte virar crise no elenco, ou da mídia transformar uma discussão num problema de relacionamento?

Temos mesmo que contar pra Croácia e demais adversários tudo que fazemos e pretendemos fazer?

É relevante que o futvolei do Neymar seja transmitido e comentado ao vivo por emissoras de tv?  O bocejo que ele deu e virou notícia de jornal já nos deu o aperitivo de que não há limites.

Pra que o risco?

Não gostei de como começamos. Acho que as propagandas já foram todas feitas, todos ganharam muita grana anunciando algo até aqui, mas do dia 26 pra cá, não acho que seja o caso de expor o time. Especialmente o Parreira falando em “mão na taça”.

Não por oba-oba, afinal, estão treinando. Mas qual a chance de você abrir a porta da sua casa pra um jornalista e ele sair dali sem ao menos noticiar uma tomada irregular ou um café amargo?

Se liga, Felipão. Se liga…

abs,
RicaPerrone

Felipão não é burro

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Paulinho e outros jogadores, em todas as entrevistas, afirmam que “o professor disse que quer que eu faça na Seleção aquilo que eu faço no clube. Foi aquilo que eu mostro no meu time que me trouxe para a Seleção”.

E eu acredito nisso.

Felipão não é burro .

É impensável achar que um treinador experiente e sem tempo para treinar um time , peça para que os jogadores não façam aquilo que vinham fazendo em suas equipes.

Os jogadores falam, diariamente, que apenas alguns ajustes – quando necessários – são pedidos.

E parece que ninguém acredita.

Quando o jogador não vai bem na partida, a culpa é do treinador que “prende demais , não deixa ele jogar como sabe, destrói o talento …”.

Ou, então , “o treinador manda ele atuar da maneira que não está acostumado…assim, acaba com o jogador”.

Ao meu ver, essa análise é equivocada.

O professor Scolari pode não ser um estrategista genial, mas tem bagagem suficiente para saber que mandar um jogador mudar totalmente a forma que ele está acostumado a atuar, tem tudo para não dar certo.

É um delírio acreditar, por exemplo, que Felipão tenha dito para Neymar deixar de mostrar o seu talento desequilibrante e se tornar um jogador comum.

Portanto, culpem o treinador por aquilo que ele faz e não por aquilo que acham que ele faz..