Arquivo da categoria: Trujillanos

Após crise entre diretores, São Paulo barra “campanha do sofá”

Leia o post original por Perrone

spfcsofa160406sp2

A campanha “Cadê você aí no Sofá?” gerou atrito entre diretores do São Paulo e não será repetida no Morumbi. Vinícius Pinotti (Comunicação) e Bruno Caetano (Marketing) divergiram sobre a ação no Facebook. Ela visava atrair mais torcedores para a partida decisiva contra o River Plate na próxima quarta-feira pela Libertadores.

A decisão da cúpula tricolor é que esse tom não deve mais ser usado no relacionamento com a torcida. A iniciativa foi considerada um erro, mas não um pecado mortal. A postagem, porém, não foi imediatamente retirada por causa da análise de que o fato chamaria mais atenção.

Para evitar situações semelhantes, a direção vai criar um novo sistema de controle sobre as publicações oficiais do clube nas redes sociais.

O blog apurou que a postagem foi feita por uma funcionária do departamento de comunicação logo após a vitória sobre o Trujillanos por 6 a 0, pela Libertadores, sem consulta à diretoria. O procedimento é comum no departamento. Por serem inúmeras postagens diárias nas redes sociais, não havia necessidade de aprovação prévia, mas agora as mensagens precisarão passar por mais pessoas antes de serem publicadas.

A campanha teve o apoio de parte da torcida e rejeição de outra parcela. Também gerou críticas de alguns veículos de comunicação, de conselheiros da oposição e até de membros da atual gestão.

As reações negativas incomodaram o diretor de marketing, que avaliou estar pagando a conta de uma iniciativa que não foi dele. Além de ser criticado por conselheiros, Pinotti foi xingado nas redes sociais.

Pressionado, decidiu se posicionar publicamente e disse ao site do diário Lance! que não foi consultado sobre a ação e que, se fosse, teria dito ser contra para aproveitar melhor o bom momento proporcionado pelo time.

Daí quem não gostou foi Bruno Caetano, diretor de marketing. Ele avaliou que o colega deveria ter se manifestado internamente. Os dois divergiram em mensagens por celular, mas não chegaram a romper.

Procurado, Pinotti disse que já tinha dado entrevista sobre o tema e não falaria mais. Caetano não respondeu ao blog.

Por sua vez, José Francisco Cimino Manssur, vice-presidente de marketing e comunicação, respondeu que não iria expor nenhum funcionário publicamente. “Vamos tratar do assunto internamente e corrigir o que for necessário”, afirmou o dirigente.

Também indagada, a assessoria de imprensa do clube disse que a decisão de publicar o post foi de departamento e que não fugiu do que é feito normalmente no setor. Afirmou que a ideia era fazer um chamamento do torcedor para o jogo contra o River por meio de uma postagem bem-humorada. Declarou ainda que muita gente gostou da iniciativa, muita gente não gostou, mas que jamais o São Paulo faria algo para afrontar sua massa de torcedores.

Conselheiros da oposição e alguns membros da gestão alegam que o clube conseguiu criar atrito num raro momento de paz gerada pelo desempenho do time neste ano e que fez um marketing negativo, assumindo uma dificuldade em levar sua torcida para o estádio.

Calleri na Seleção?

Leia o post original por Quartarollo

Calleri viveu uma seca desgraçada nos jogos mais importantes do São Paulo e ontem aproveitou-se bem da fragilidade do Trujillanos, um time primário da Venezuela, que eu sempre confundo com peruano, e meteu quatro gols nas redes.

Se eu fosse o repórter escalado para o jogo diria: “Calleri é o pé que balança a rede, é o nome do gol no Morumbi”, como estão copiando continuamente por aí, mas até me sinto homenageado. Acho que com tanto tempo de estrada alguma coisinha você tem que deixar.

Teria que repetir quatro vezes inclusive com o pênalti batido em dois lances com a participação do goleiro adversário. Nada como treinar bastante antes do jogo.

Entre brincadeiras e coisas sérias, hoje eu ouvi que Calleri deveria se naturalizar brasileiro para defender a nossa Seleção. O quê? Aí não, também não é para tanto.

Está certo que não temos mais aqueles grandes centro-avantes do passado, mas é melhor deixar Calleri para os hermanos mesmo. Nós não merecemos tanto.

Daqui a pouco ele vai para a Itália e o sãopaulino baixa a bola percebendo que não fará tanta falta assim.

Para quem vaiava o bom Luís Fabiano, aplaudir Calleri não é tão difícil. É o que temos para o momento.

A goleada de 6 x 0 sobre o Trujillanos foi boa, o São Paulo precisava ganhar confiança mesmo diante da fragilidade do adversário foi bom fazer o resultado.

Serve também para dar esperanças na Libertadores, mas não pode se esquecer da realidade.

O time precisa melhorar muito ainda no Paulista e na Libertadores se conseguir o milagre da classificação, terá que melhorar muito mais.

A bem da verdade, nos últimos jogos o São Paulo vem melhorando sua postura. Não só pelos seis gols, mas pela distribuição em campo parece que Bauza vai encontrando o time que quer.

Hoje a torcida tricolor é pelo Strongest contra o River Plate, em Buenos Aires. Se o River vencer deixa o São Paulo em terceiro do grupo novamente.

O problema é que o time boliviano não pôde levar para a capital argentina o seu principal jogador, o Altitude, e sem ele o Strongest será um adversário fácil para o River Plate.

Torcer para boliviano é uma desgraça, mas neste momento é o que restou para o tricolor que depois vai receber o River, no Morumbi, e terá que subir para La Paz a fim de enfrentar o Strongest na última rodada.

Precisa vencer o River Plate em casa e ganhar do Strongest fora para descontar a derrota sofrida no Pacaembu que está complicando o time até agora na classificação.

Dificuldades à vista para o time de Edgardo Bauza, mas depois da goleada o ar ficou um pouco melhor lá pelas bandas do Morumbi.

São Paulo 6 a 0. E viva o Trujillanos

Leia o post original por Antero Greco

Nada como um Trujillanos para animar a vida. O São Paulo que o diga. A turma de Edgardo Bauza andava meio em baixa na Libertadores, mas tirou a barriga da miséria, na noite desta terça-feira, ao fazer 6 a 0 no time venezuelano. Surra para lavar a alma, aumentar pra burro o saldo de gols e deixar o tricolor no segundo lugar no Grupo 1. Por enquanto.

O São Paulo precisa de um resultado largo, folgado, exagerado. A oportunidade era contra o Trujillanos, concorrente mais fraco da chave que tem ainda River Plate (5 pontos) e The Strongest (7). Era chance para não escapulir; um tropeço, um simples empate, representaria enorme passo para a desclassificação. E para botar o clube em crise de vez.

Mas não houve sequer esboço de complicação. Nada. O São Paulo jogou bem e o adversário é ruim de doer. Juntaram-se as duas coisas e a consequência foi a goleada revigorante. Foi bem na base do vira três, acaba seis. Os três primeiros saíram com Calleri aos 12 minutos, Kelvin aos 17 e João Schmidt aos 24. Na etapa final, só deu o argentino Calleri, com gols aos 4 (pênalti), 34 (rebote de pênalti que ele cobrou e o goleiro pegou) e aos 41.

O importante não foi apenas o resultado, mas a postura são-paulina: agressiva, ousada, de pressão incessante. Enfim, como o torcedor deseja sempre. Jogadores brigaram pela bola, procuraram o gol do início ao fim, se conscientizaram da necessidade do placar eloquente.

Importante: Michel Bastos, tão contestado pela torcida, foi um dos melhores em campo. Ao lado de Calleri, claro. Quem faz quatro gols numa partida não passa sem elogios.

Falta, agora, o São Paulo tomar esse jogo como parâmetro e embalar nas duas frentes, Libertadores e Paulista. Falta muito, mas o pontapé veio nesta terça-feira. Quem sabe?

Corinthians ressurge e São Paulo afunda

Leia o post original por Quartarollo

Com a vitória sobre o Cerro Porteño, 2 x 0, no Itaquerão, ontem à noite, o Corinthians ressurgiu na Libertadores e agora mais do que nunca só depende dele mesmo para se classificar para as oitavas de final.

Mesmo que não vença o Independiente Santa Fé, em Bogotá, no dia 6 de abril, ainda assim decide em casa contra o Cobresal, no dia 20 do mês que vem, e com 12 pontos estará classificado.

Havia uma certa apreensão antes do jogo já que um empate poderia gerar mais pressão na sequência da Libertadores.

O Corinthians ainda não jogou o bom futebol do ano passado, mas foi melhor que o Cerro e mereceu vencer.

Lucca fez o primeiro gol, participou ativamente do segundo feito contra pelo zagueiro Mareco e ajudou demais ao Corinthians.

Destaques também para Maycon, menino vai ganhando espaço com Tite; Giovani Augusto caiu nas graças da torcida e Fagner vivendo grande momento.

Guilherme continua devendo. Posicionado um pouco mais atrás do que estava acostumando ainda demonstra certa dificuldade em se adaptar, mas é bom jogador e talvez seja a solução para a posição.

Quando Elias voltar de contusão pode ajudar muito a mobilidade do meio-campo com sua categoria e experiência.

Enquanto o Corinthians ressurge com força, o São Paulo cai pelas tabelas. Acabou apenas empatando com o Trujillanos, em Valera, na Venezuela.

Cidade longe para chegar, dificuldades de logística, um cansaço incrível e o tricolor começou perdendo, mas empatou com Paulo Henrique Ganso que tem jogado bem, mas perdeu um pênalti no segundo tempo.

Com esse empate, o São Paulo praticamente dá adeus à Libertadores e pode começar a limpa no Morumbi antes do previsto.

A diretoria garante o técnico Edgardo Bauza, mas acreditar na palavra da diretoria está difícil.

Michel Bastos tem proposta para sair e por estar estremecido com a torcida organizada, pode ser negociado para o Brasileiro.

O São Paulo precisa se organizar urgentemente.

Prometi que ia dar um tempo para o Lugano porque senão iria aparecer perseguição, mas ele perdeu de cabeça no primeiro gol do Trujillanos, mas é o ídolo maior da torcida. Boa sorte.

E o São Paulo continua enroscado

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo não se ajuda na Libertadores. A chance de encostar em The Strongest e River Plate era na noite desta quarta-feira, na partida contra o Trujillanos, participante mais fraco do grupo. Mas a turma de Edgardo Bauza deixou escapar a oportunidade e volta da Venezuela com empate por 1 a 1. Com dois pontos em três jogos, fica em situação delicada.

Só não é desesperadora a vida tricolor porque em La Paz também houve empate por 1 a 1. Assim, The Strongest permanece em primeiro, com 7 pontos, seguido do River, com 5. Para se garantir, sem necessidade de combinação de resultados, o São Paulo precisa ganhar as próximas três partidas, duas delas na sequência e em casa (Trujillanos e River) e a última em La Paz, quem sabe contra um rival já classificado. Dureza será jogar na altitude se o time boliviano ainda precisar do resultado para seguir adiante.

Dou um desconto para os são-paulinos. A viagem até a Venezuela foi quase uma volta ao mundo, de tantas andanças, paradas e trocas de avião. Isso pesa no desempenho de um grupo que no domingo pela manhã havia disputado clássico com o Palmeiras. Vá lá, desta vez não é exagero falar em cansaço; a moçada foi exigida.

Noves fora isso, foi quase o São Paulo de sempre. Ou seja, sem persistência nem agressividade. Um time morno, com espasmos de criatividade. E, ao menos até agora, na dependência de Ganso. Por sorte o meia comparece mais, voltou a marcar e só não teve jornada épica porque perdeu o pênalti que poderia ter garantido a vitória. Mas dos pés dele saem os melhores lances. No mais, é uma monotonia de dar sono – ou raiva.

Bauza tem na cabeça uma formação ideal, mas esta não dá conta do recado. Por isso, durante o jogo tirou Centurión (insiste num jogador que não corresponde) e Carlinhos. Colocou Rogério e Kelvin, o que não significou grande coisa no desempenho final. Kardec ficou isolado na frente.

O São Paulo infelizmente não convence.  Pode até seguir adiante na competição, porque os demais concorrentes também não são de meter medo. Por isso até será mais chato, se ficar fora.