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‘Grupo dos 8’ vê maior independência em relação à CBF e TV com MP e união

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Ao menos parte dos dirigentes de clubes que integram o bloco de oito times que se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro na última terça (30) avalia que a MP 984 combinada com a união dessas agremiações dará a elas mais independência em relação à CBF e a emissoras de TV, em especial a Globo. No grupo que foi para Brasília estão Internacional, Coritiba, Athletico, Palmeiras, Santos, Bahia, Ceará e Fortaleza. Todos assinaram contratos para transmissão de seus jogos no Brasileirão em canal fechado com a Turner e agora brigam com a emissora. A empresa acusa cartolas de descumprirem uma série de cláusulas contratuais. Eles rechaçam a tese, e acreditam que a companhia esteja em busca de um pretexto para rescindir os acordos sem arcar com uma multa bilionária, algo que a empresa nega.

Historicamente, os clubes brasileiros dependem de antecipações dos contratos de TV, quase sempre com a Globo, e de cotas antecipadas por CBF e federações. Nesse cenário, cartolas entendem que agremiações ficaram amarradas, sem poder explorar o potencial comercial que aumentou com o rápido surgimento de novas plataformas digitais.

A partir da MP, que dá ao mandante o direito de comercializar os direitos de transmissão dos jogos, pelo menos uma parcela dos dirigentes do grupo de oito clubes que assinou com a Turner entende que as agremiações ganharam liberdade, agilidade e, o mais importante, poder de negociação. Ficou mais fácil vender os direitos, já que não é preciso autorização do adversário como antes da MP, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Nesse cenário eles têm mais opções do que dizer sim ou não para a proposta da Globo, que normalmente fechava com uma série de clubes e pressionava quem estava fora do bolo e que não podia negociar jogos que com adversários “globais”.

Agora cada time pode fazer o que bem entender. Porém, o que os representantes dos oito clubes desafetos da Turner mostraram a Bolsonaro é que estão e pretendem ficar unidos. Já usam os mesmos advogados e assessores de imprensa, por exemplo. Acreditam que a liberdade dada pela MP associada à união organizada os fortalece. O discurso não vale apenas para questões comerciais. O empoderamento do bloco é visto como importante, por exemplo, para debater calendário com a CBF e federações.

“O que nos uniu inicialmente foi a dor, o problema com a Turner. A gente vem conversando desde abril. E a gente percebeu, enquanto grupo, que coletivamente a gente consegue brigar mais forte, consegue mais resultados. Vou dar o meu exemplo pessoal. No ano passado, fiquei brigando sozinho com a Turner e não tive resultado tão expressivo. Agora, coletivamente, a gente sente que as portas se abrem mais, as pessoas escutam mais. Nesse grupo, a gente está falando aproximadamente de 40 milhões de torcedores. Então, tem um peso maior. Temos um sentimento de que juntos a gente consegue mais”, disse ao blog Marcelo Paz, presidente do Fortaleza. O dirigente completou afirmando que não houve conversa sobre a criação de uma Liga.

O presidente do tricolor cearense não critica CBF e Globo. Pelo contrário. Elogia a atual administração da confederação e exalta as quantias investidas pela rede de TV até aqui na compra de direitos de jogos no Brasil. Porém, Paz acredita que a mudança promovida pela Medida Provisória pode deixar os times numa situação de protagonistas ainda não atingida por eles.

“Conceitualmente, acho que os clubes têm que ter mais protagonismo em tudo no futebol. Porque o torcedor, que é a razão de existir do futebol, ele vai para o estádio para ver o clube. Os jogadores passam, os dirigentes passam, e ele continua indo no estádio para ver o clube. Então, os clubes têm que ter o protagonismo e ainda não é assim. Quando você pega Campeonatos Estaduais, olha o borderô, e o ‘time’ que mais ganhou na competição chama-se federação, é uma coisa muito errada. Talvez, com exceção do Campeonato Paulista, em todos o Estaduais, quem ganha mais dinheiro com arrecadação, estou falando de borderô e bilheteria, o ‘time” que mais ganha dinheiro em todos os Estaduais é a federação, somado o faturamento. Então, acho que os clubes tem que ter mais protagonismo, também nos direitos de TV. O modelo a partir da MP dá mais protagonismo aos clubes, desde que a gente consiga se organizar coletivamente. Essa ressalva é imprescindível”, afirmou Paz

A expectativa de dirigentes do grupo é de que as receitas das agremiações aumentem significativamente graças à capacidade de explorar novas propriedades comerciais, livres de antigas amarras burocráticas, e a um novo poder de negociação. O sentimento é de recuperar tempo e dinheiro perdidos.

Desafetos da Turner mostram a Bolsonaro novo bloco empoderado por MP

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Abrir um canal de comunicação com Jair Bolsonaro e mostrar a ele que o grupo se sente empoderado após a publicação da MP 984 estão entre os principais objetivos dos representantes de oito clubes que se encontram com o presidente da República nesta terça (30). Os dirigentes também aproveitaram o encontro para dizer ao chefe do executivo que a Turner, ao se desentender com esses times, fez movimento favorável ao monopólio da Globo nas transmissões dos jogos no Brasil na contramão do que a Medida Provisória provocou.

Os representantes de Internacional, Coritiba, Athletico, Palmeiras, Santos, Bahia, Ceará e Fortaleza deixaram claro para o presidente que formam um bloco sólido, unido por pautas em comum e que conta até com assessorias jurídicas e de imprensa únicas. Também explicaram como ganharam força com a MP 984, que dá ao mandante o direito de negociar os direitos de transmissão dos jogos e que ainda precisa de aprovação do Congresso Nacional. Antes, era preciso consentimento dos dois times de cada partida para a transmissão. Agora, por exemplo, quem não tem contrato com a Globo e jogar em casa pode vender a partida para quem quiser. Vale lembrar que o presidente tem longo histórico de desentendimentos com a emissora.

Os cartolas procuraram mostrar para Bolsonaro a mudança de status que a MP deu a um grupo que antes era visto como minoria, por não ter assinado contrato para TV fechada com a Globo, e que agora, agindo em grupo, pode ter os direitos de transmissão do equivalente a 40% do Brasileirão, nos cálculo dos representantes desses clubes. Também foi dito ao presidente que o bloco deve ganhar outras adesões.

“Os clubes que estavam lá é que organizaram (a ida para Brasília). A gente vem se juntando há muito tempo. A gente já tem advogado constituído conjuntamente, assessoria de imprensa constituída conjuntamente, estratégias definidas, regras de decisão interna. Os clubes já estão bem unidos há muito tempo, então a gente achou que precisava dialogar com o poder executivo e com o poder legislativo e começamos isso agora. Fomos dizer que a MP é boa e que a gente apoia, dentre outras coisas. Discutimos lei de telecomunicações no futebol, um monte de coisas”, disse ao blog Guilherme Bellintani, presidente do Bahia.  O dirigente afirmou também que os clubes preparam uma nova ida para Brasília para conversar com congressistas.

Para os cartolas a visita foi considerada bem mais do que uma mera formalidade. Segundo um dos participantes, foram cerca de 2 horas e 15 minutos de conversa com Bolsonaro. Uma das pautas mais sensíveis foi em relação ao desentendimento deles com a Turner. Os clubes trabalham com a informação de que o Governo Federal está disposto alterar a lei que impede operadoras de TV a cabo de terem o controle de canais ou de empresas que produzem conteúdo de olho em investidores como a Turner. Os cartolas provocaram a reflexão sobre possibilidade de uma companhia que acaba de entrar em atrito num movimento que, em tese, facilita o monopólio da Globo no futebol, algo que não agrada o governo, ter uma MP eventualmente favorável à ela.

A Turner acusa os clubes de descumprirem uma série de cláusulas contratuais. Eles rechaçam a tese, e acreditam que a empresa esteja em busca de um pretexto para rescindir os acordos sem arcar com uma multa bilionária, algo que a empresa nega.

Cade e ministério

O grupo ainda se encontrou durante aproximadamente uma hora com o superintendente-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Alexandre Cordeiro. Ao representante do órgão que analise supostos casos de monopólio, o grupo sugeriu estudos de modelos de negociação de direitos de transmissão de jogos em outros países como forma de ajuda nas análises a respeito das questões no Brasil. Outros temas que resvalam nas transmissões dos jogos foram conversados na reunião, também de aproximadamente 60 minutos,  com Fabio Wajngarte, secretário-executivo do Ministério das Comunicações.

No final dos encontros, houve membro da delegação entendendo que o dia pode ter sido histórico no sentido de fortalecer clubes dispostos a se unirem em busca do que consideram melhores condições comerciais e legais para seus desenvolvimentos.

Opinião: Palmeiras acerta ao não aceitar contrato longo com a Globo

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Na opinião deste blogueiro, o grande acerto da diretoria do Palmeiras ao bater o pé por suas reivindicações na negociação com a Globo diz respeito ao tempo de contrato.

Aceitar um acordo de seis anos é dar um cheque em branco para a emissora. Digo isso pensando na internet, nas redes sociais. Desde que elas surgiram, sempre ficaram em plano secundário nas discussões entre Tvs e clubes.

Hoje, porém, é indiscutível o potencial que existe na transmissão pela internet. Parcela considerável dos torcedores já está acostumada a assistir jogos pelo computador ou pelo celular. As novas gerações já manuseiam esses dispositivos desde o berço.

A tendência desse mercado é crescer muito. Certamente, a transmissão pela internet valerá bem mais daqui a seis anos do que hoje. Por isso, o Palmeiras faz bem em pensar num prazo mais curto para acertar um eventual contrato com a Globo para a transmissão de jogos em canal aberto e outras mídias.

A emissora sabe do potencial da internet. Tanto que suas transmissões na TV estão cada vez mais conectadas à ela. Claro, o trabalho dos executivos da Globo é tentar garantir exclusividade nesse filão nas transmissões pelo maior tempo possível. Não há sacanagem nisso. Não existe vilão ou mocinho no roteiro.

Agora, o Palmeiras parece ter se ligado num ponto para o qual muitos clubes não deram a justa importância. Não se pode tratar a transmissão de jogos por esses novos meios como um chocolatinho na negociação.

Na opinião deste blogueiro, um prazo curto para respeitar as evoluções tecnológicas e sua capacidade de gerar receita é mais importante neste momento do que discutir a redução de valores proposta pela Globo pelo fato de o Palmeiras ter assinado com a Turner para transmitir seus jogos na TV fechada.

É legítimo imaginar que num futuro próximo a transmissão pela internet seja mais valiosa do que pela televisão. Os clubes precisam ter isso em mente. Acredito que a Globo já tenha.

Cartolas que fecharam com EI agora dizem não temer retaliação da Globo

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Com Felipe Pereira, do UOL Esporte, em São Paulo

Durante as negociações com o Esporte Interativo (EI) tanto clubes que aceitaram a proposta da emissora como os que a recusaram repetiram o mantra de que temiam represálias da Globo. Porém, agora que o acordo para a transmissão dos jogos do Brasileiro em TV fechada entre 2019 e 2024 foi oficialmente anunciado, o discurso mudou.

Os cartolas que acertaram com o EI passaram a afirmar que não existirão retaliações, como a Globo deixar de passar partidas de seus times na TV aberta. Ou oferecer a eles contratos ruins. Por sua vez, a Globo sempre negou a possibilidade de vingança.

“Nas semifinais do Paulista, a Globo vai passar na TV aberta Santos x Palmeiras. Isso é uma prova de que não tem retaliação”, disse Modesto Roma Júnior, presidente santista e cartola que mais havia afirmado temer represálias. Vale lembrar que o Palmeiras ainda não decidiu com quem fará acordo.

“Eles entenderam que o cenário mudou e que não adiantaria retaliar”, declarou Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético-PR.

“O Bahia é líder de audiência no Estado com larga vantagem sobre o segundo colocado. Você acha que a Globo vai deixar de fora nossos jogos?”, afirmou Marcelo Sant’Ana, presidente do Bahia.

Vitório Piffero, do Internacional, foi na mesma linha. “Eles não fariam isso com milhões de telespectadores. Não seria inteligente”, disse.

Quem trata com os cartolas sobre transmissão também notou a mudança do sentimento deles em relação a Globo. “Não sei qual o motivo, mas eles estão muito mais relaxados (sobre como serão tratados na TV aberta)”, contou Bernardo Ramalho, diretor da Turner, proprietária do EI.

Nesta terça, na apresentação do seu projeto para o Brasileirão, com 14 clubes (incluindo o Santa Cruz, que diz estar fechado com a Globo) das Séries A e B, a empresa também falou do efeito que sua entrada teve no mercado para os times. “Por causa da nossa participação haverá R$ 2 bilhões em dinheiro novo para os clubes”, disse Edgar Diniz, vice-presidente de conteúdo esportivo da Turner. No cálculo feito por ele estão a quantia que a emissora ofereceu a mais aos clubes em relação à proposta inicial da Globo e o aumento proposto pela concorrente após a ação do Esporte Interativo.

CADE pede explicações para Globo e clubes

Leia o post original por Rica Perrone

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) tem como objetivo orientar, fiscalizar, prevenir e apurar abusos do poder econômico, exercendo papel tutelador da prevenção e repressão do mesmo. Pois bem.  O CADE não está cego com relação a disputa entre Globo x Turner (EI) pelos direitos de TV dos clubes brasileiros a partir de 2019. Como …

Veja como concorrente mina Globo em conversas com clubes

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Em busca de fecharem acordo com pelo menos oito clubes, executivos da Turner, dona do Esporte Interativo (EI), tentam, em conversas com dirigentes, minar os argumentos usados pela Globo para renovar o contrato de transmissão dos jogos do Brasileirão em TV fechada a partir de 2019. Até agora, só o Santos afirmou publicamente ter aceitado a proposta da concorrente da Globo por um acordo de seis anos. Abaixo, veja como a Turner tem bombardeado o discurso e a oferta da emissora rival para os cartolas.

Redução de cotas

Durante as reuniões representantes da Turner tem se esforçado para desconstruir o argumento usado pela Globo com os dirigentes de que a atual crise financeira no país tornou difícil a venda de anúncios em jogos de futebol. Por conta dessa tese, a primeira proposta de renovação previa uma redução nos valores do contrato atual.

Os representantes do EI usaram até uma tabela publicada pelo Meio & Mensagem, veículo especializado em informações sobre marketing, mídia e comunicação, em outubro de 2015, para convencer os cartolas de que a situação não é tão feia para a emissora da família Marinho. O quadro traz as quantias arrecadadas pela Globo com patrocínio no futebol desde 2010, já incluindo os valores de 2016. A reportagem mostra que houve um aumento de 9,2% nos preços cobrados pela Globo dos patrocinadores de 2015 para 2016. A cota total passou de R$ 225 milhões para R$ 245,7 milhões. Só que a mesma matéria registra que essa foi a menor evolução de patrocínio do futebol da emissora desde 2010. Na conta não entra a temporada de 2014, por causa de mudanças no sistema de cotas provocadas pela Copa do Mundo no Brasil.

Importância da TV fechada

Os executivos da Turner tentam demonstrar para os cartolas que os jogos em TV por assinatura são, sim, importantes para a Globo porque asseguram excelente audiência para o Sportv, canal fechado do grupo. É comum os dirigentes dizerem que a Globo não paga bem por essa modalidade porque tem pequeno retorno financeiro com ela. O discurso dos donos do EI, então, passou a ser de que sua concorrente valoriza seu canal fechado. E que quem não valoriza, segundo eles, são os cartolas, pois vendem os jogos em sinal fechado por pouco dinheiro. Nessa discussão, como mostrou o blog, a Turner disse aos clubes que oferece pouco mais de nove vezes o que a Globo paga pelas partidas em TV fechada.

Patrocinadores na tela

Uma das promessas feitas pelos executivos da Turner é mostrar os painéis com patrocinadores dos clubes nas entrevistas dadas por jogadores, treinadores e dirigentes. Acontece que Globo e outras emissoras costumam usar imagens fechadas em que até patrocínios em bonés não aparecem. Como mostrou o Blog do Rodrigo Mattos, os donos do Esporte Interativo também prometem falar o nome dos anunciantes que batizam estádios.

 

TV aberta

Os executivos da Turner ouviram que cartolas temem que a Globo não compre seus jogos jem TV aberta, caso fechem com o EI. Em resposta, eles tentam convencer os dirigentes de que é desinteressante para a concorrente transmitir o Campeonato Brasileiro sem todos os clubes. De acordo com essa tese, a Globo acabaria adquirindo também as partidas de quem assinou com o Esporte Interativo na TV por assinatura para ter a competição completa. Além disso, a Turner assegurou que comprará os direitos de transmissão para canal aberto, mesmo sem saber ainda o que fazer com eles, se os times não conseguirem vender para ninguém.

Fim das partidas às 22h

Uma das críticas atuais de alguns cartolas e de grande parte dos torcedores é de que a Globo realiza jogos às 22h, tarde para quem vai ao estádio e tem que acordar cedo no dia seguinte, o que, em tese, prejudica a venda de ingressos. Em sua proposta, a Turner garantiu que nunca pedirá partidas com início depois das 21h30.

 

São Paulo comemora ter ‘dobrado’ Globo e fica perto de renovar contrato

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Oficialmente, o São Paulo não fala sobre as negociações com Globo e Esporte Interativo (EI) pelos direitos de transmissão do Brasileirão em TV Fechada a partir de 2019. Porém, internamente, os cartolas do clube comemoram terem exigências atendidas pela emissora da família Marinho. Assim, afirmam que estão perto de assinar a renovação contratual com ela.

O discurso é que, depois de aceitarem conversar com a Turner, dona do EI, conseguiram arrancar da Globo um contrato muito melhor do que o atual.

Uma das cobranças feitas pelo São Paulo era para receber luvas, como oferece a Turner. A proposta original da Globo prevê uma antecipação de dinheiro no ato da assinatura, mas a verba é descontada parceladamente da quantia restante que o clube terá a receber. A diretoria tricolor não quer esse desconto.

Inicialmente, a emissora também estabeleceu uma redução nos valores pagos atualmente.

De acordo com o Blog do Rodrigo Mattos, porém, após a entrada da Turner no circuito, a Globo acenou até com uma mudança na divisão de cotas, que atualmente prevê fatias maiores para Corinthians e Flamengo.

O São Paulo é um dos clubes mais cobiçados pela Turner, que só levará adiante seu projeto se tiver a assinatura de oito times. Executivos da emissora dão como certo que fecharão com Santos, Fluminense, Grêmio, Internacional, Atlético-PR, Coritiba e Bahia. Portanto, faltaria mais uma equipe para o negócio decolar.

 

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Santos vê retaliação da Globo por negociar com concorrente. Emissora nega

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A diretoria do Santos está incomodada com o fato de o time ter apenas um jogo com transmissão pela Globo anunciado no Campeonato Paulista até agora, contra o Corinthians, pela primeira fase. A FPF divulgou a programação de televisionamento só das dez primeiras rodadas.

A situação do time de Lucas Lima hoje é igual, por exemplo, à do São Bento, que também só tem programada na Globo partida diante do Corinthians.

Nos bastidores, a direção santista afirma que está sofrendo retaliação da Globo por negociar a transmissão dos jogos do clube em TV fechada no Brasileirão a partir de 2019 com o EI (Esporte Interativo), pertencente ao Grupo Turner.

O alvinegro do litoral é um dos times mais animados da negociação. Os cartolas acreditam que, se assinarem com o EI, o Santos vai sumir de vez da grade Globo até o fim do contrato atual do Brasileirão, válido até o final de 2018. Tradicionalmente, os santistas reclamam de pouca exposição.

Em nota, o departamento de comunicação da Globo disse que a emissora ficou surpresa com o relato do blog de desconforto dos dirigentes do Santos, negou retaliação e afirmou que a escolha dos jogos depende da audiência gerada pelas equipes.

“Além da citada negociação não dizer respeito à TV aberta, a Globo ainda não definiu todos os jogos que serão exibidos na primeira fase. Só escolhemos até a décima rodada das 15 da primeira fase. Nas cinco últimas certamente haverá outro jogo do Santos. Os jogos são escolhidos em função do interesse do público e, portanto, da audiência”, diz a nota da Globo.

A emissora também citou partidas transmitidas no ano passado para afirmar que não existe retaliação ao Santos: “Como termo de comparação, em 2015, também exibimos dois jogos do Santos na primeira fase. Sem vínculo, portanto, com qualquer negociação ou outro critério que não seja o do interesse do público”.

Porém, o site da FPF registra três jogos do Santos na Globo na primeira fase do Paulista de 2015, dois deles nas dez primeiras rodadas da competição, mais do que o programado atualmente.

A direção alvinegra avalia que se os jogos do time na Globo diminuírem poderá ouvir queixas de seus patrocinadores pela redução de exposição na emissora. Mas, mesmo assim, a análise é de que compensa assinar com o Esporte Interativo por questões financeiras, por acreditar que terá mais espaço com a nova parceira e por que a mudança de emissora representaria uma chacoalhada importante no futebol brasileiro.

Como o blog mostrou nesta quarta, a Turner afirma nas reuniões com os clubes que sua proposta total é cerca de nove vezes superior ao que a Globo paga pela transmissão em TV fechada.

Enquanto encaminha um amargo divórcio com a Globo, o Santos já vive em clima de namoro com o EI, que comprou os direitos para transmitir o amistoso de pré-temporada da equipe com o Bahia, outro interessado em mudar de canal.

 

Rival da Globo garante compra de jogos também para TV aberta, dizem clubes

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Um dos principais temores dos cartolas que negociam a venda dos direitos de transmissão do Brasileirão em TV fechada, a partir de 2019, para o Esporte Interativo (EI), sempre foi não ter com quem negociar os jogos em sinal aberto. Isso porque a previsão é de que a Globo não se interesse, como uma forma de retaliação aos “rebeldes” e que outras emissoras não tenham dinheiro para a operação.

Porém, cartolas envolvidos na negociação afirmam que o problema foi solucionado. Contam que a Turner, dona do Esporte Interativo, topou incluir no contrato uma cláusula que obriga o canal a comprar também os direitos para TV aberta. Isso desde que os clubes não consigam fazer a venda até o início do Brasileirão.

A empresa não tem interesse na transmissão em sinal aberto, então, provavelmente, tentaria repassar a baixo custo os direitos para outra concorrente da Globo.

Pelo acordo que está sendo costurado, a Turner pagaria R$ 600 milhões pela transmissão em TV fechada e mais cerca de R$ 210 milhões pelos direitos em sinal aberto, se for necessário.

Para assinar o contrato, a empresa quer a participação de no mínimo oito clubes. Sete tem conversado desde início das negociações. São eles, Santos, Fluminense, Grêmio, Internacional, Coritiba, Atlético-PR e Bahia, que está na Série B. O São Paulo passou a participar depois das conversas, ao mesmo tempo em que negocia com a Globo.

A Turner não comenta o assunto.

 

Negociação com concorrente da Globo prevê 2 jogos por rodada na TV fechada

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Em reunião na última quarta-feira, os departamentos jurídicos da Turner, dona do Canal Esporte Interativo, e representantes de clubes que negociam com a emissora discutiram detalhes de um eventual contrato para transmissão de jogos do Brasileirão em TV fechada a partir de 2019 por seis anos.

Ficou acertado que, se o compromisso for firmado, só poderão ser transmitidos até dois jogos por rodada. O limite é uma imposição dos clubes. Os cartolas avaliam que a exibição de mais partidas dificultaria a venda dos direitos para TV aberta.

Para as tratativas vingarem, no entanto, são necessárias as assinaturas de pelo menos oito clubes. Esse é o número mínimo que a Turner considera viável para comprar os direitos. O EI só poderia transmitir jogos envolvendo duas equipes com as quais têm contrato. Partidas entre um desses times e um adversário comprometido com a Globo ficariam sem transmissão.

Modesto Roma Júnior, presidente do Santos e principal entusiasta da negociação entre os cartolas, é também o mais otimista em relação a conseguir as oito assinaturas. Grêmio, Internacional, Fluminense, Atlético-PR e Coritiba são times da Série A do Brasileiro, além do alvinegro do litoral paulista, que conversam com a Turner desde o início das negociações, o que não é garantia de que vão assinar o contrato.

A empresa oferece aos clubes R$ 600 milhões, que seriam divididos da seguinte forma: 50% em fatias iguais, 25% de acordo com a audiência e 25% conforme o desempenho em campo das equipes.