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O árbitro compreensivo

Leia o post original por André Kfouri

Luis Suárez fez um gol decisivo na final da Liga dos Campeões do ano passado, e muitos gols decisivos antes desse. Mas em nenhum outro jogo, desde sua estreia pelo Barcelona, o atacante uruguaio foi tão importante quanto na vitória de ontem sobre o Atlético de Madrid.

E não apenas porque Suárez foi o autor dos dois gols da virada de seu time, mas pela maneira como esses gols foram marcados. O jogo no Camp Nou foi um vídeo ilustrativo da razão pela qual ele foi contratado.

Quem acompanha o Barcelona desde a época de Pep Guardiola certamente se lembra dos últimos jogos da temporada 2011/12, especialmente as semifinais da Liga dos Campeões, contra o Chelsea. A ocupação do campo do oponente, o assalto à área de Petr Cech, o número de finalizações, o número de cruzamentos e… a ausência de gols.

O time era capaz de mover a bola como queria, fazia inversões de lado para desorganizar a defesa, usava os laterais como pontas mas falhava em dois objetivos: não criava profundidade e não gerava perigo com bolas alçadas na área.

O problema da falta de profundidade tem uma explicação simples: quando praticamente o time inteiro está no último terço do campo, é dificílimo – para não dizer, impossível – gerar espaço para um passe vertical em que um jogador possa correr para encontrar a bola (ver: Bayern x Juventus, semanas atrás).

A questão dos cruzamentos inofensivos é ainda mais lógica: o Barcelona não tinha um jogador que representasse uma ameaça dentro da área e pudesse finalizar as jogadas pelas laterais – recurso mais inteligente diante de paredes formadas para proteger o frontal da área (ver: idem).

Suárez mudou tudo, e o jogo contra o Atlético exemplifica essa mudança.

Dois gols em lances construídos pelos lados, assinados por um 9 em sua posição clássica. Dois gols que não poderiam ser maiores, tendo em vista a notável queda de desempenho do Barcelona.

Na Espanha se diz que o time não está “fino”, ou seja, não tem mostrado a precisão habitual. Errático, desconcentrado. Em relação à derrota para o Real Madrid, no fim de semana, observou-se um senso de propósito mais elevado, o que se explica pela importância da ocasião. Mas o jogo perdeu fluência e alguns futebolistas – Neymar é um deles – estão abaixo do rendimento normal.

Mesmo com um jogador a mais, enfrentando um time que consegue praticar futebol defensivo quase tão bem quanto o Barcelona faz o oposto, a virada dificilmente seria alcançada se Suárez  não estivesse em campo.

E assim chegamos ao momento que, para tanta gente, é a suprema razão do resultado do jogo: a expulsão de Fernando Torres, aos 35 minutos do primeiro tempo.

Assim como há pouca discussão em relação à justiça do primeiro cartão amarelo, parece claro que Torres optou por viver perigosamente quando fez a falta que lhe valeu o segundo.

(Nota pessoal, apesar de não gostar de escrever em primeira pessoa: no momento da falta em Busquets, minha reação foi “que bobagem ele fez…”, algo com que o próprio Torres concorda.)

A ação foi tremendamente arriscada, uma temeridade para quem já estava advertido. A propósito: se o cartão vermelho não existisse, Torres poderia ter visto três amarelos no jogo, todos por faltas classificadas como “desnecessárias”, ou “evitáveis”, como queira. E em cerca de meia hora…

Sua imprudência aumenta de tamanho ao lembrarmos que, para o tipo de estratégia do Atlético, é absolutamente crucial permanecer com 11 jogadores. A exclusão de Torres não apenas criou inferioridade numérica, como permitiu mais conforto ao Barcelona para avançar sobre o campo de ataque com menos preocupações defensivas.

Ao cometer uma falta limítrofe, para o chamado cartão laranja, o atacante do Atlético colocou em risco o plano de jogo de seu time, deixando-o nas mãos de quem ele jamais deveria estar: o árbitro.

E esse é o ponto: times que escolhem não ter a bola pretendem executar um plano que não só depende de circunstâncias, mas aposta que todas as circunstâncias lhes serão favoráveis. Quando algo acontece fora do roteiro, o plano desaba.

Precisam defender sem falhas, encontrar uma forma extremamente eficiente de usar a bola em algo como 35% do tempo, contar com um ou outro erro do adversário, ser contemplados pela sorte durante toda a noite e contar com uma atuação impecável da arbitragem.

Além de uma expectativa exageradamente otimista, esse planejamento chega ao limite de pedir a compreensão dos árbitros, como se dissesse “veja, decidimos correr todos esses riscos, será que o senhor poderia relevar alguns excessos de nossa parte?”.

Quando Guardiola diz que gostaria de ter 100% de posse, pois assim o controle sobre o que acontece em campo seria total, a ideia de limitar ao máximo a influência do acaso fica evidente. Ou deveria ficar, para quem tem interesse em compreender.

Mas então o árbitro deve ser compreensivo e não pode “estragar o jogo” com uma expulsão aos 35 minutos, pois o risco de perder um jogador faz parte da estratégia da equipe considerada tecnicamente inferior, que opta por se colocar nessa posição?

É isso?

E precisamos chegar a um acordo sobre qual “jogo” estamos falando.

É curioso que a indignação com a expulsão de Torres leve em conta apenas o impacto naquilo que o Atlético de Madrid pretendia fazer, ignorando o impacto naquilo que o Barcelona pretendia fazer. Pois é bastante claro que o time que tem capacidade de gerar 65% de posse investe no risco que o adversário é obrigado a correr para lhe tomar a bola. E no conflito dessa obrigação com as regras do jogo.

Pelo princípio da neutralidade, o árbitro não deveria ser compreensivo com essa estratégia também?

Do time que propõe, cobra-se objetividade e vitórias em sequência. Uma decisão controversa do árbitro (que, diga-se, ontem errou demais) se converte em tudo o que existe de errado.

Do time que não propõe não se cobra nada e se exalta a capacidade de sobreviver “contra tudo e todos”.

E assim, ignora-se a imprudência de Fernando Torres para responsabilizar o árbitro por não ter sido simpático a uma ideia de futebol que trafega no limite disciplinar do jogo.

Torres entrou em um cassino e apostou na roleta. Deu vermelho. Há quem prefira culpar a roleta.

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E QUE VIVA O FUTEBOL DE ATAQUE

Leia o post original por André Kfouri

 

Começando pelo intervalo.

Não, não será possível.

O que aconteceu antes não foi um “primeiro tempo perfeito” da Juventus no estádio do Bayern. Foi mais do que isso.

Não é necessário ser um mestre-estrategista para compreender a intenção dos italianos diante da perspectiva de muito sofrimento e poucas oportunidades. Também não é necessário ser um especialista no futebol daquele país para descobrir que este é exatamente o cenário em que uma equipe como a Juventus se torna mais perigosa, pois é o tipo de situação que evoca seu caráter e décadas de especialização (mais sobre isso adiante).

Uma parte do plano era proteger a área de Buffon da maneira mais inteligente para funcionar como as cordas de uma raquete de tênis, suportando as investidas do Bayern e devolvendo a bola a cada agressão. Outra parte era ser um estilingue para penalizar um time que é ousado a ponto de se posicionar quase que inteiramente no campo de ataque. A ocorrência de situações de um contra um é uma garantia e, com um pouco de sorte, você pode se ver sozinho diante de Neuer.

Eram nove jogadores divididos em duas linhas bem próximas, como duas redes de proteção. Pogba, Cuadrado e Morata representavam a ameaça do contragolpe, sem a qual a ideia primordialmente defensiva não faz sentido, pois a Juventus precisava de ao menos um gol.

É uma postura que tem mais a ver com sacrifício e concentração do que com diagramas, razão pela qual nem todos os times que a escolhem alcançam sucesso. A bola derruba sequências de números com efeito-dominó.

Mas havia uma terceira parte do plano de Allegri, algo que não se esperava que a Juventus fizesse pelo simples fato de… não ter feito: uma ou outra pressão sobre a saída do Bayern, de forma a incomodar e posicionar jogadores em uma região mais alta do campo, onde um desarme pode ser valioso.

O objetivo era ao menos um gol… e a Juventus conseguiu dois.

O primeiro foi um presente de Alaba e Neuer, logo aos cinco minutos, que Pogba agradeceu. Uma anomalia vista àquela altura como uma injeção de emoção ao confronto, tal era a impressão de favoritismo do Bayern.

O segundo foi uma preciosidade de Morata e Cuadrado. O espanhol se transformou momentaneamente em Messi, rasgando o campo e iludindo marcadores até oferecer o gol ao colombiano, que adicionou uma finta desconcertante em Lahm e uma finalização impecável.

Duas notas sobre o lance: 1) sua origem foi outro erro de Alaba, quase na área italiana, em uma das centenas de tentativas do Bayern de descosturar a defesa da Juventus. E 2) o Bayern talvez seja o único time do mundo que permite que um adversário carregue a bola de uma intermediária à outra sem ser tocado. A corrida de Morata teve momentos da jogada de Maradona para Caniggia em 1990, com a diferença de que Dunga tentou derrubá-lo ainda dentro do grande círculo.

A Juventus teve um gol anulado incorretamente – lance difícil para a arbitragem humana – por impedimento, e só não foi para o vestiário com 3 x 0 por que Neuer impediu outro gol de Quadrado, aos 43 minutos. Ao final do primeiro tempo, o obituário do Bayern de Pep Guardiola já estava escrito por aqueles capazes de chamar de “fracasso” uma eliminação para o vice-campeão europeu, esquecendo-se, certamente, de que estamos falando de futebol.

Mas voltemos ao intervalo.

A configuração teórica para a sequência do jogo não poderia ser mais clara. O Bayern precisava de pelo menos dois gols (uma proposta altamente improvável, mesmo que o adversário fosse qualquer outro time desta Liga dos Campeões), portanto seria ainda mais ofensivo. A Juventus não precisava de mais nada, e ainda poderia sofrer um gol, por isso deveria ser ainda mais hermética.

O dilema de Guardiola era mental: ele poderia enviar mais jogadores ao ataque, ou introduzir mais jogo pelo centro, ou determinar que seu time insistisse em abrir o campo, mas o relógio representava o maior problema. Nenhum time é capaz de marcar dois gols em apenas uma jogada.

Para Allegri, a noite se desenrolava animadora: a Juventus tinha de aguentar mais 45 minutos, com o luxo de poder falhar uma vez.

Aqui é preciso abrir um parêntese. A maestria defensiva dos bons times italianos não é coincidência. Desde a era do catenaccio, é um item de série do futebol do país, enraizado na mentalidade dos técnicos e jogadores quase como um aspecto cultural. Sim, é um método trabalhado em treinamento e aperfeiçoado ao longo dos tempos. Mas, acima de tudo, é uma forma de competir que é natural a essas equipes, é como se sentem confortáveis.

Elas recuam profundamente, em um posicionamento sustentado com inabalável disciplina, sem o menor traço de pânico ou dúvida. Como um lutador de boxe encurralado nas cordas, desviando-se da sequência de golpes, convicto de que nenhum deles atingirá seu queixo.

Vencendo por 2 x 0, na casa de um adversário ultraofensivo, um time italiano não apenas acha que tem boas chances de prevalecer. Ele tem certeza absoluta de que prevalecerá.

Guardiola subiu uma marcha em ofensividade ao trocar Benatia por Bernat na volta para o segundo tempo, e ordenou o assalto final quando Alonso saiu para a entrada de Coman, no minuto 60. Sem zagueiros de ofício, o Bayern operava em formação de invasão do campo adversário, movendo a bola à procura de uma fresta, enquanto o tempo passava.

Está nos manuais do futebol que as melhores estratégias contra o acúmulo de jogadores na frente da área são o chute de fora e as jogadas pelos lados. Muitos times confundem a segunda ideia com bolas erguidas de regiões intermediárias, que favorecem a defesa por causa do posicionamento. É preciso desorganizar o adversário para que um ataque pelo alto dê frutos.

O gol de Lewandowski nasceu de uma inversão de Bernat para Coman, na ponta direita. O francês conseguiu superar um marcador quase na linha de fundo e deu um passe para trás, onde estava Douglas Costa. O cruzamento do brasileiro, com a bola fazendo a curva na direção da segunda trave, foi feito quando a defesa da Juventus se ajustava, e encontrou Lewandowski desmarcado.

O empate é um exemplo ainda melhor. Uma tentativa de triangulação pelo meio foi quebrada, a Juventus recuperou a posse, mas Vidal conseguiu roubar a bola de Evra e acionar Coman. A zaga italiana saía no momento em que a bola foi perdida e, em um evento raro até então, teve de defender um cruzamento correndo de frente para Buffon. Muller, minuto 91.

O time menos alemão da história do Bayern empatou o jogo com germânicos (usei essa frase em minha coluna no Lance! de hoje, queira perdoar) e o venceu na prorrogação como latinos, com a entrada de Thiago Alcântara. Foi ele quem recuperou a segunda bola de um cruzamento e tabelou com Muller na jogada do 3 x 2. Movimento de futebol de salão orquestrado pelo atacante alemão.

Coman cruzou o campo para fazer o quarto, quando as considerações póstumas ao futebol de ataque já tinham sido selecionadas e deletadas, e um jogo inesquecível estava decidido.

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Juventus 2 x 2 Bayern de Munique

Leia o post original por Mauro Beting

Panorama da etapa inicial: Juve se defendendo em duas linhas de 4, com Lichsteiner/Cuadrado e Evra e Pogba dobrando a marcação nos flancos. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Em Turim, Juventus e Bayern de Munique iniciaram o confronto pelas oitavas de final da Uefa Champions. O duelo foi bem interessante, principalmente pelo AMPLO domínio na primeira etapa de Pep Guardiola e seus comandados. A etapa final foi de espaços deixados para a rápida transicao de Massimiliano Allegri e seus atletas.

A etapa inicial começou com domínio territorial e possessivo do time de Guardiola. Com pontas agudos e muita troca de passes. Muita facilidade na transição defesa-ataque alemã, com blocos altos, intensidade, pressão alta na marcação da saída de bola alvinegra. Lewandowski saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô, abrindo espaços para penetração dos pontas.

A Juve se defendia fechando duas linhas e deixa Dybala e Mandzukic na frente. Recomposição rápida e constante do sistema defensivo italiano, compacto, blocos baixos. Aplicação tática intensa na marcação, excelente ocupação dos espaços. Aposta no contra-ataque, pelos flancos, com Pogba na esquerda e Cuadrado na direita, visando Mandzukic na área e a velocidade de Paulo Dybala. Juve 4-4-2 em linhas, ocupando os espaços, fechando as linhas, neutralizando as jogadas pelos flancos com os pontas Robben/Evra pela direita e Douglas Costa/Cuadrado.

 

Flagrante das linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Flagrante das compactas linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Com 3’minutos, Vidal chutou bem de fora da area, Buffon espalmou, Robben cruzou e Lewandowski reclamou de penalti. Nada de falta. Segue o jogo. Dos 6 aos 10’min da etapa inicial foi 100% de posse de bola do Bayern. Incrível!

Porém, aos 11’min, Mandzukic quase abriu o placar. Após roubada de bola italiana, Dybala cruzou e o atacante croata quase abriu o placar. O Bayern respondeu com Müller que fez bela jogada na entrada da grande área, ficou cara a cara com Buffon e tocou para Lewandowski, que perdeu.

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Aos 30’min, Bernat bateu bem na entrada da grande área, após cruzamento de Muller. Buffon espalmou, fazendo grande defesa. No fim do primeiro tempo, Robben foi no fundo, cruzou para área, Douglas Costa tocou para trás e Müller bateu rasteiro, abrindo o placar. Bayern 1 a 0.

Fim do primeiro tempo: Domínio total alemão, que SÓ fez 1 gol. Posse de bola 68 a 32% para os bávaros. 3 a 1 em escanteios para os alemães. A Juve pouco assustou.

A etapa final começou sem Marchisio, que saiu com dores para entrada de Hernanes. Melhor transição ofensiva para a “Velha Senhora”. Além da substituição, a postura italiana para a etapa final, era diferente. Adiantada, com a marcação na intermediaria, pressionando e não dando os espaços que deu na primeira etapa.

A intensa marcação aguentou apenas 5 minutos. Após isso, o Bayern retornou o domínio, jogando a Juve para o campo de defesa, que já tinha difuculdades para sair e quando saía, sempre errava passes e dava contra-golpe para os bávaros.

Saida 3

Flagrante da saída de 3 bávara: Vidal afunda entre os “zagueiros” e dá amplitude para os laterais, que avançam. (Reprodução EI MAX2)

Em jogada veloz, aos 8’min, Lewandowski trombou com Bonucci no meio campo, foi acionado, carregou e tocou para Robben, que ajeitou para a canhota e bateu no canto esquerdo de Buffon, sem chances para o arqueiro italiano. Bayern 2 a 0.

Com o gol sofrido, a Velha Senhora foi pra cima. Aos 12’min, Dybala cobrou falta e Neuer espalmou. Kimicch afastou errado e Mandzukic serviu Dybala. O jovem argentino ficou cara a cara com Neuer e tocou na saída do goleiro alemão. 2 a 1.

Daí em diante, o jogo pegou fogo. Mandzukic se entranhou com Lewandowski. A Juve passou a acreditar (e porque não?!) no empate. E foi atrás.

Aos 21’min, contra-ataque alvinegro, Mandzukic tocou para Cuadrado que bateu no alto. Neuer salvou. Pogba quase empatou em seguida. A Juve estava no jogo. Sturaro no lugar de Khedira.

A Juve continuava em cima. Guardiola tirou Bernat e colocou Benatia. Chamou a Juve. Allegri não pensou duas vezes e colocou Sturaro para buscar o empate. Aos 30’min, Kimmich falhou na marcação de novo e deixou Sturaro tocar pro fundo das redes, após cruzamento de Mandzukic.

Ribery entrou no lugar de Douglas Costa, que fez um segundo tempo apagado. Do gol de empate até o fim da partida, houve muito equilibro. A Juve ainda se manteve em busca da virada e o Bayern tentava pelos lados, com Ribery e Robben atuando nas pontas, visando Lewandowski na área. Sem sucesso.

Fim de papo. 2 a 2. Boa vantagem para os alemães, que se classificam com empates em 0 a 0 e 1 a 1. Igualdade em 2 a 2 leva a partida para a prorrogação e pênaltis, se necessário. A partida de volta será na Allianz Arena, a casa do Bayern, no dia 16 de Março.

OBS: Estatísticas tiradas do site da UEFA, aqui.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

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NOTINHAS PÓS-RODADA (e Berlim)

Leia o post original por André Kfouri

As notas da rodada 6 do BR-15:

* O Santos (2 x 2 com a Ponte Preta: Geuvânio, Felipe Azevedo, Ricardo Oliveira e Renato Cajá – 5.508 pagantes na Vila Belmiro) acumula cinco jogos sem vitória.

* A Ponte Preta é um time que se recusa a se entregar, uma das histórias do campeonato até agora.

* O Flamengo enfim venceu (1 x 0 na Chapecoense: Gabriel – 16.960 pagantes no Maracanã) e os “torcedores” que foram incomodar o time na sexta-feira acham que têm algo a ver com isso.

* A Chapecoense ainda não somou pontos como visitante, mas as vitórias em casa mantém o time no meio da tabela.

* Jogadores mais aproximados em campo. Mudança perceptível no São Paulo (2 x 0 no Grêmio: Luis Fabiano e Rogério Ceni – 16.952 pagantes no Morumbi) de Juan Carlos Osorio.

* E Ceni já tem mais gols (129) pelo São Paulo do que Raí.

* O líder Atlético Paranaense (2 x 0 no Vasco: Nikão e Ytalo – 16.750 presentes na Arena da Baixada) ainda não levou gol em casa.

* Só há dois times sem vitória no campeonato. O Vasco é um deles.

* Acabou em 11 clássicos, desde junho de 2013, o tabu do Cruzeiro (3 x 1 no Atlético: Luan, Gemerson-contra, Gabriel Xavier e Marquinhos – 20.092 pagantes no Independência) diante do rival.

* E da melhor forma possível para o Cruzeiro, no Horto.

* Bonito gol de Jadson, na vitória (1 x 0 no Joinville – 14.131 pagantes na Arena Joinville) que devolveu um pouco de tranquilidade ao Corinthians.

* O time de Tite foi pressionado pelo lanterna do campeonato no segundo tempo, motivo para preocupação.

* Em manhã de homenagens a Fernandão, Vitinho abriu a vitória do Internacional (2 x 0 no Coritiba: Vitinho e Nilmar – 35.766 pagantes no Beira-Rio) com um golaço.

* O Coritiba já se parece com o time que foi mal no campeonato estadual.

* O contragolpe do Figueirense venceu (2 x 1: Carlos Alberto, Gabriel e Thiago Santana – público ND no Orlando Scarpelli) o Palmeiras.

* Será uma semana tensa para Oswaldo de Oliveira.

* Pouco a dizer sobre o 0 x 0 (13.108 pagantes no Maracanã) entre Fluminense e Sport, além do fato de os visitantes terem conseguido o que foram buscar no Rio de Janeiro.

* O Goiás também homenageou Fernandão, mas levou um gol do Avaí (1 x 0: Rômulo – 1.105 pagantes no Serra Dourada) nos acréscimos e perdeu em casa.

* O jogo teve o pior público do campeonato.

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Sobre a final da Liga dos Campeões da UEFA (Barcelona 3 x 1 Juventus: Rakitic, Morata, Suárez e Neymar), escrevi as linhas abaixo, no Lance! de hoje:

MAIS UM

O terceiro título europeu do Barcelona em seis anos comprova o desenvolvimento de um time dinástico. O termo mais adequado não é evolução, mas adaptação. A solução encontrada para vencer após a saída de Pep Guardiola foi agrupar jogadores cuja função é romper a harmonia coletiva do time, porque o dano ao adversário é maior. O tridente alterou a dimensão da tarefa de conter o Barcelona, pois defender a própria área e rezar não é mais um expediente viável. Messi, Neymar e Suárez criam medo, dúvidas e contragolpes. Mas os princípios da ideia de jogo permanecem os mesmos, motivo pelo qual Andrés Iniesta foi o dono da noite em Berlim. Os dois primeiros gols revelam exatamente que tipo de time é esse: quinze passes até Rakitic surgir diante de Buffon, e apenas um passe de Rakitic para Messi cruzar o campo. O gol de Neymar não fez diferença para o vencedor, mas fez justiça ao jogo: 2 x 1 era pouco.

PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES NEGÓCIOS

Leia o post original por André Kfouri

 

Na vitória por 6 x 0 sobre o Getafe, há duas semanas, o trio de atacantes do Barcelona quebrou a marca dos 100 gols na temporada. O encontro do Campeonato Espanhol foi uma clínica de jogadas plásticas que deu a impressão de ter sido o resultado de uma aposta entre jogadores que sabiam que venceriam e sabiam que venceriam por goleada. Por diversão, decidiram que só construiriam gols belos.

À exceção do primeiro, de pênalti (Messi, de cavadinha), todos os outros foram frutos de jogadas coletivas dignas de aplausos.

Mas algo além da quantidade e das características dos gols marcados naquela tarde no Camp Nou chamou a atenção. Como se também tivessem combinado a trama no vestiário, os jogadores catalães apresentaram uma interessante sequência de assistências, com gentilezas feitas e retribuídas. Um carrossel em que o autor de cada gol estava obrigado a oferecer o seguinte:

1-0: pênalti em Suárez, gol de Messi

2-0: passe de Messi, gol de Suárez

3-0: passe de Suárez, gol de Neymar

4-0: passe de Neymar, gol de Xavi

5-0: passe de Xavi, gol de Suárez

6-0: passe de Suárez, gol de Messi

Xavi “se intrometeu” na festa do que se convencionou chamar de “trio MSN”, o tridente ofensivo que deixou o Barcelona em condições de conquistar três títulos nesta temporada.

Ontem, em Munique, os dois gols do time na comemorada derrota para o Bayern nasceram da combinação Messi-Suárez-Neymar. Eles já somam 114 em todas as competições (o trio mais prolífico da história do futebol espanhol é Ronaldo-Higuaín-Benzema: 118 gols pelo Real Madrid, na temporada 2011/12).

Quando três jogadores abocanham tamanha fatia do bolo ofensivo de uma equipe, é fácil ignorar certas sutilezas do jogo que são tão importantes quanto a frequência do balançar da rede. Mas o sorriso de Luis Suárez é evidente demais.

Reveja a comemoração dos dois gols de Neymar na Allianz Arena. Suárez, que passou para ambos, parece ser o mais feliz.

Em seu nível mais alto, o futebol profissional transformou jogadores em instituições. São verdadeiras empresas, com marca, sede, funcionários, orçamento e planejamento de negócios e marketing. Somado à ambição natural de um atleta, e, quase sempre, seu ego, esse “ambiente corporativo” já impediu muitas equipes de alcançar o sucesso que a capacidade individual de suas peças sugeria.

Um exemplo conhecido: a relutância de Messi em aceitar atacantes que ocupassem sua faixa de campo e/ou quisessem uma porção das oportunidades, como se deu com Zlatan Ibrahimovic e David Villa.

No Barcelona de hoje, no entanto, parece cristalino o bom relacionamento entre as empresas Messi, Neymar e Suárez. Uma é cliente da outra.

Claro que certas declarações elogiosas em entrevistas coletivas carregam o aspecto artificial da exaltação da boa convivência, assim como, especialmente na relação Neymar-Messi, houve momentos em que a vontade do brasileiro de servir a Messi saltou aos olhos. É curioso que Messi seja o maior assistente de Neymar no time.

Mas o que se vê em campo nesta temporada é natural, fluido e, acima de tudo, extremamente produtivo.

A simbiose entre três “atacantes-alfa” tem sido impecável, sem conflitos territoriais de qualquer espécie, como predadores que entenderam que, se caçarem juntos, conseguirão abater presas maiores.

O que se observa é um Messi mais articulador (ele é de longe o melhor passador), um Neymar mais finalizador e um Suárez capaz de assumir papéis distintos conforme as situações: cruel e impiedoso como o Parque dos Príncipes testemunhou, gentil e altruísta como vimos nesta terça-feira.

O gigantesco dilema para os adversários é que o tridente está em constante troca de posições e funções, como mostra o fluxo de assistências e gols de cada um. O fato de Lionel Messi ser um gênio do futebol – em plena forma após um ano problemático – acrescenta níveis desesperadores à tarefa de conter o Barcelona.

A genuína alegria de Suárez deve causar calafrios.

PARANORMAL

Leia o post original por André Kfouri

A foto(*) acima é uma das mais belas já feitas de Lionel Messi.

Você não vê o campo, porque não é necessário. Você não vê seu rosto, pelo mesmo motivo.

O que você vê é o impacto da relação entre a enormidade da atenção que ele gera e seu tamanho discreto. Um contraste que oferece a medida certa de um futebolista imensurável.

O pequeno Lionel é o gigante Messi. A montanha de gente no Camp Nou somos nós (exceto, claro, os infelizes).

No instante em que Messi marcou o segundo gol do Barcelona contra o Bayern, espectadores ao redor do mundo reagiram de maneiras semelhantes. É quase impossível descrever sensações, mas recorrendo à simplificação, as reações variaram entre a bestificação e um mero sorriso. A primeira, de quem não é capaz de crer naquilo que Messi faz. O último, de quem se acostumou à sua paranormalidade.

É fútil constatar que Messi tem habilidades que constrangem aqueles que dividem com ele os gramados deste planeta. É óbvio notar que o argentino opera com capacidades físicas e motoras que foram criadas apenas para ele. Mas é assustador verificar que – assim como se dá com outros gênios produzidos pela espécie humana – Messi trabalha com um nível superior de percepção.

Ele sabe de coisas que ninguém mais sabe. Provavelmente não se trata de um saber cognitivo, mas sensorial.

Enquanto nos perguntávamos, após o primeiro gol, o que aconteceria com um jogo de futebol até aquele momento marcado pelo equilíbrio, Messi já conhecia a resposta. Ele percebeu que os alemães perderam o ar, detectou o medo em seus olhos, e apontou (reveja o lance) o espaço, pedindo um passe a Ivan Rakitic.

Ele também sabia que a orientação universal para defensores que se encontram na miserável situação de um contra um diante dele é “faça com que se mova para a direita”, cujo subproduto inconsciente é “espere um drible para a esquerda”. Foi o que se passou com Jerôme Boateng.

Quando Messi moveu o eixo de seu corpo para o lado que o zagueiro alemão estava condicionado a defender, a reação automática foi acompanhá-lo. Quando o gênio puxou a bola para o pé direito, as leis da física, as limitações do corpo humano e um ataque de pânico conspiraram para que Boateng sofresse uma pane.

Shut down. Restart. Safe mode.

A queda, tal qual uma árvore serrada nos primeiros palmos do tronco, representa o conjunto de diferenças entre Lionel Messi e seus contemporâneos.

Mas o drible, por mais devastador, seria apenas matéria-prima para diversão online se a sequência não obedecesse o que se espera de Messi nesse tipo de lance. O fato de o goleiro a ser vencido se chamar Manuel Neuer eleva o feito e revela, novamente, o quanto Messi está à frente da concorrência.

Talvez ele tenha visto Neuer se abrir para os lados, como no gol que negou a Luis Suárez no primeiro tempo, antecipando um chute rasteiro ou à meia altura. Talvez ele saiba que um goleiro inteligente como Neuer não espera que o pé direito de Messi seja tão ameaçador quanto o esquerdo. Ou talvez a capacidade finalizadora de Messi transforme todos os goleiros em figuras sem nome, destinadas a decorar fotografias de seus gols.

Lionel Messi converteu um 0 x 0, resultado de tudo o que é possível fazer para contê-lo, em um 3 x 0 que encapsula tudo o que só é possível a ele. É por isso que, enquanto jogadores desta era são comparados a Messi, Messi é comparado aos gênios de todas as eras.

(*) – Infelizmente não sei quem é o autor da imagem, cujos direitos não tenho a intenção de desrespeitar. Eu a vi no twitter, postada por um jornalista argentino com quem já entrei em contato para obter informações, e a favoritei no ato. Talvez a publicação nos leve a quem merece o crédito por um retrato espetacular.

O LINK DA LIGA

Leia o post original por André Kfouri

Em uma noite com 28 gols (todos aqui, separados por jogo), mais dois times se classificaram para as oitavas de final da Liga dos Campeões.

Um é o Chelsea, que demoliu o Schalke 04 por 5 x 0, em Gelsenkirchen, garantindo o primeiro lugar do grupo G.

Os brasileiros William e Ramires marcaram na goleada do time londrino.

Na outra partida da chave, jogando em casa, o Sporting fez 3 x 1 no Maribor.

Atenção para a jogada de Nani no segundo gol português.

O outro time que passou ao mata-mata foi o Shakhtar Donetsk, mesmo perdendo para o Athletic Bilbao por 1 x 0.

Mais cedo, o Porto marcou 3 x 0 no BATE, resultado que deu ao time ucraniano a segunda vaga do grupo H.

Grupo E: a Roma foi à Rússia, saiu na frente do CSKA Moscou mas permitiu o empate no final do jogo: 1 x 1.

Em Manchester, Sergio Aguero marcou os três gols do City na virada sobre o Bayern, por 3 x 2.

O time alemão perdeu Benatia, expulso aos 21 minutos de jogo. Mesmo assim, teve mais posse e vencia até os 40 do segundo tempo, quando Aguero se serviu de dois erros defensivos.

Italianos, russos e ingleses chegarão à última rodada com chances da ficar com a segunda vaga da chave. Meu camarada Leo Bertozzi detalha a matemática da classificação em seu blog.

Pelo grupo F, o PSG recebeu e venceu o Ajax por 3 x 1. Os franceses jogarão por um empate em Barcelona para assegurar o primeiro lugar.

Os catalães foram ao Chipre e golearam o APOEL por 4 x 0, jogo em que Lionel Messi (fez 3) tornou-se o maior artilheiro da Liga dos Campeões, com 74 gols e contando.

O Barcelona teve 74% de posse na casa do adversário, fazendo do encontro praticamente um monólogo.

Logo mais, a rodada ficará completa com os jogos dos grupos A, B, C e D.

O LINK DA LIGA

Leia o post original por André Kfouri

Após uma noite com 27 gols marcados (aqui estão eles em um só link, mas jogo a jogo), dois clubes já estão classificados para a fase de mata-matas da Liga dos Campeões da UEFA: Real Madrid e Borussia Dortmund.

Os espanhois venceram o Liverpool por 1 x 0 em Madri, placar que pouca gente cogitou ao conhecer a escalação com a qual os visitantes iniciaram o jogo. O técnico Brendan Rodgers enviou um claro sinal de que tinha aberto mão da possibilidade de somar pontos no Bernabéu, deixando vários titulares no banco por causa do jogo contra o Chelsea, no fim de semana, pelo Campeonato Inglês.

O clima de goleada não se confirmou e, apesar da evidente superioridade, o Real Madrid até correu alguns riscos.

No outro jogo do grupo B, o Basel goleou o Ludogorets em casa por 4 x 0, assumiu o segundo lugar e, ao contrário do Liverpool, pode crer em uma vaga nas oitavas de final.

O Borussia Dortmund fez 4 x 1 no Galatasaray, dando prosseguimento à fase bipolar que atravessa. Muito mal no Campeonato Alemão, muito bem na Liga dos Campeões.

Também pelo grupo D, um jogo surpreendente em Londres. Arsenal e Anderlecht empataram em 3 x 3, depois que os ingleses abriram 3 x 0 .

Grupo A: o Atlético de Madrid foi à Suécia e venceu o Malmo por 2 x 0. Bonito gol de Koke, de calcanhar.

Em Turim, a Juventus se viu em posição desesperadora ao levar o segundo gol do Olympiacos, já no segundo tempo. Mas virou com dois gols em dois minutos e manteve suas chances.

Em seu centésimo jogo de UCL, Andrea Pirlo comemorou com um gol. Adivinhe como.

O Leverkusen se aproximou de uma das vagas do grupo C ao vencer o Zenit, na Rússia, por 2 x 1.

Em Lisboa, o fenômeno Talisca cresceu ainda mais após o gol do brasileiro, já no final do jogo contra o Mônaco, dando a vitória ao Benfica por 1 x 0.

Mais oito jogos acontecem hoje. Cinco times (Barcelona, Paris, Chelsea, Bayern e Porto) podem terminar a noite classificados.

O LINK DA LIGA

Leia o post original por André Kfouri

Quarenta gols (eles estão aqui, jogo a jogo) em oito partidas.

Quarenta! Um recorde na Liga dos Campeões da Uefa, que abriu a terceira rodada da fase de grupos nesta terça-feira.

Em homenagem a um dia especial, trataremos dos jogos por ordem de gols.

Oito gols: além do placar de 7 x 1 (jogo do grupo E) , a vitória do Bayern sobre a Roma teve mórbidas – dependendo do ponto de vista, claro – semelhanças com a surra da Alemanha no Brasil na Copa. O primeiro tempo terminou com 5 x 0 para o visitante, com saraivada de gols (23′, 25′, 30’e 36′) em um curto intervalo.

Neuer, Boateng, Lahm, Müller, Götze (banco no Mineirão) e Dante (banco no Olímpico) estiveram em ambos os jogos e podem dizer isso aos descendentes.

Fabulosa exibição do time alemão (63% de posse, 23 finalizações, 6 faltas cometidas), evocando alusões à lendária Holanda do “futebol total”, que Pep Guardiola classificou como “exageradas”.

Sete gols: o Shakhtar Donetsk mandou 7 x 0 no BATE Borisov (grupo H), também fora de casa. TODOS os gols foram marcados por jogadores brasileiros. Alex Teixeira e Douglas Costa marcaram um cada, e Luiz Adriano, cinco.

Apenas dois jogadores anotaram cinco gols em um jogo da Liga dos Campeões. O outro se chama Lionel Messi.

Sete gols: em Gelsenkirchen, o Schalke venceu o Sporting por 4 x 3, em jogo do grupo G.

O gol da vitória alemã aconteceu nos acréscimos do segundo tempo e foi fruto de um pênalti generosíssimo para o time da casa.

Seis gols: o placar tenístico do dia foi cortesia do Chelsea, que aplicou 6 x 0 no Maribor (grupo G).

O último gol, de Hazard, foi o ponto alto da vitória inglesa. Vale a pena ver o controle ao receber o lançamento pelo alto e a maneira como o belga preparou o chute de pé direito.

Quatro gols: em casa, o Barcelona passou pelo Ajax por 3 x 1 (grupo F) e somou três pontos que se tornaram obrigatórios após a derrota em Paris.

Neymar fez mais um gol com assistência de Messi. Recomendo o passe de Iniesta para Messi, no segundo dos catalães.

Quatro gols: na Rússia, o Manchester City se colocou em situação enrolada no grupo E ao empatar com o CSKA por 2 x 2.

Os ingleses venciam por 2 x 0 e abriram a porta para o empate, que veio em um pênalti duvidoso.

Três gols: vitória do Porto por 2 x 1, em casa, sobre o Athletic Bilbao (grupo H).

Bonita jogada coletiva dos portugueses no primeiro gol. E o goleiro Iraizoz colaborou muito para a derrota do Athletic.

Um gol: no Chipre, o PSG conseguiu a vitória (1 x 0, grupo F) sobre o APOEL graças a um gol acrobático de Cavani, aos 42 minutos do segundo tempo.

Os parisienses lideram o grupo, com um ponto a mais do que o Barcelona.