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Voto em drive-thru e urnas pela cidade devem ser vetados no Corinthians

A proposta da Chapa 82-Reconstruir, um dos grupos políticos do Corinthians, para que o clube tenha, na eleição em 28 de novembro, votação por drive-thru e urnas espalhadas pela cidade com o objetivo de combater a transmissão do novo coronavírus não deve vingar. Há o entendimento inicial na comissão eleitoral de que as sugestões esbarram em problemas de segurança e logística.

Um dos principais receios é de que urnas sejam roubadas, especialmente durante o transporte. Outro entrave é a fiscalização dos postos fora do Parque São Jorge. Como são muitos sócios candidatos a assentos no Conselho Deliberativo, além dos postulantes à presidência da agremiação, o número de associados que pode fazer a fiscalização voluntariamente é reduzido. Contratar fiscais para a votação externa geraria custos indesejados. Procurado pelo blog, Romeu Tuma Júnior, presidente da comissão eleitoral, afirmou apenas que responderá à chapa na próxima segunda, sem dizer como será sua resposta.

O grupo sugeriu que o estacionamento da Arena Corinthians seja usado pra votação como “drive-thru” para eleitores que fazem parte do grupo de risco para a Covid-19. Outra proposta é colocar urnas em locais como o Pacaembu, o CT corintiano e a arena. A pulverização dos pontos de votação teria como objetivo diminuir a chance de aglomerações no Parque São Jorge, sede do alvinegro

Outra argumento de quem vê obstáculos para a votação espalhada pela cidade é que parte considerável dos associados mora perto do Parque São Jorge e não estaria disposta a votar num local mais distante. A tendência é de que os eleitores sejam divididos em dois ginásios dentro do Parque São Jorge para diminuir a chance aglomeração.

A Chapa 82-Reconstruir também sugere que o tempo de votação seja ampliado como forma de reduzir a quantidade de gente indo votar simultaneamente. Felipe Ezabella, integrante da diretoria na primeira gestão de Andrés Sanchez, é um dos integrantes do grupo que assinam a carta enviada para Tuma Júnior. Ele apoia Mário Gobbi. Porém, o ex-presidente declara que ainda não definiu se será candidato, apesar de fazer inúmeras reuniões técnicas sobre a situação do Corinthians.

 

Estatística mostra Sāo Paulo de Diniz com equilíbrio entre ataque e defesa

Desde que iniciou sua carreira, o técnico Fernando Diniz é cobrado para montar equipes que tenham equilíbrio entre defesa e ataque. O treinador é constantemente criticado por se preocupar demais com a ofensividade, muitas vezes vendo seu sistema defensivo fragilizado. No início deste Campeonato Paulista, porém, o São Paulo de Diniz se mostra uma equipe equilibrada, de acordo com dados do site especializado em estatísticas Footstats.

Em duas partidas até agora, a equipe tricolor não sofreu gols e marcou dois.

O São Paulo é o líder do ranking de finalizações do torneio com 36 arremates em suas duas partidas. Foram 12 conclusões certas 

A equipe do Morumbi consegue ser agressiva em busca do gol e ao mesmo tempo eficiente ao se proteger. Ao lado do Corinthians, o time tricolor é o que mais acerta desarmes na competição: foram 34 até aqui .

Os são-paulinos comentem quase o mesmo número de faltas que recebem por partida. São 15 infrações feitas em média por apresentação contra 14,5 faltas recebidas em média.

Ter a posse de bola por mais tempo, característica dos times comandados por Diniz, também é uma preocupação tricolor. O São Paulo é o segundo nesse ranking com média de 58% de posse por jogo. Está atrás apenas da Ferroviária (59%).

O time de Diniz ainda se destaca nos dribles. Empatado com o Mirassol, tem a terceira melhor média de fintas certas por partida: 12. O Palmeiras (15) lidera o ranking seguido pelo Ituano (13).

Serena e Naomi eliminadas em revanches

No último US Open, há quatro meses, Serena Williams atropelou a chinesa Qiang Wang por 6/1, 6/0. Agora na Austrália, a chinesa eliminou a norte-americana por 2 sets a 1, parciais 6/4, 6/7 e 7/5. Serena começou bem a temporada 2020, conquistou seu primeiro título como mamãe em Auckland, confiante, nona no ranking, estava enfrentando novamente a chinesa, atual número 29 na WTA. Serena foi a primeira…

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Por que executivos viraram protagonistas em clubes e até torcida opina?

Antes chamado de “Mittos” pela torcida do Palmeiras, Alexandre Mattos foi demitido no último domingo após um desgaste que incluiu protestos de organizada em frente ao condomínio em que mora e ameaças de torcedores. Agora, a discussão sobre seu substituto provoca engajamento de torcedores que tratam o assunto como se estivessem falando da contratação do próximo técnico ou de um grande craque. No São Paulo, virou tema prioritário se o clube deve manter ou demitir Raí, dirigente remunerado tricolor. Mas como os diretores executivos de futebol viraram “menina dos olhos dos clubes” e fizeram os torcedores se importarem tanto com eles? Para tentar responder à pergunta, o blog ouviu profissionais da área.

Entre as análises estão o excesso de exposição desnecessária de cartolas remunerados, uma visão equivocada de seus trabalhos nas agremiações e o grau de complexidade que as contratações de atletas e outras funções no departamento de futebol ganharam nos últimos anos.

A final da Copa do Brasil de 2011, vencida pelo Vasco na decisão diante do Coritiba, é um momento importante para se entender a visibilidade que os dirigentes remunerados ganharam no país. Na ocasião, recebeu destaque da imprensa o duelo entre dois cartolas profissionais: Rodrigo Caetano, então no Vasco, e Felipe Ximenes, que trabalhava para a equipe paranaense.

O interesse jornalístico nas atividades dos dois atraiu a atenção dos torcedores e ela não parou de crescer na direção dos profissionais dessa área. Porém, a função já existia há tempos, mas sem tanta badalação. Caetano é prova viva dessa transformação. Passou a ser tratado com status de craque em seu ramo. Hoje está no Internacional e divide com Diego Cerri, do Bahia, o posto de preferido dos dirigentes amadores do Palmeiras para a vaga de Mattos com direito a tratados escritos por torcedores nas redes sociais.

Mattos é um dos que mais colaboraram para a consolidação da fama dos dirigentes profissionais. Com dois títulos brasileiros durante sua gestão no Cruzeiro, ele já chegou ao Allianz Parque com pinta de ídolo.

“A importância é proporcional à responsabilidade que cada um (diretores executivos, outros profissionais e dirigentes estatutários) assume dentro da estrutura. Acho natural que, com a responsabilidade e o papel que todos esses agentes do negócio, do futebol, assumem que isso seja reconhecido”, afirmou Bruno Spindel, diretor executivo de futebol do Flamengo.

Com passagens por São Paulo e Santos como diretor remunerado, Gustavo Vieira de Oliveira, atualmente membro do conselho de administração da Botafogo S/A, ligada ao Botafogo de Ribeirão Preto, atribui, em parte, o destaque dado aos executivos de futebol à participação deles em contratações de atletas.

“Embora as atribuições do executivo sejam bem mais amplas, o que mais gera visibilidade são as negociações, e, nos últimos 15 anos, as negociações passaram a ser mais complexas, demandando maior dedicação de tempo, relacionamentos e expertise para sua condução. Soma-se a isto, o fato de a opinião pública acompanhar com maior interesse, o que tem a ver também com o fenômeno das redes sociais. O executivo personifica o clube neste mercado com mais visibilidade”, afirmou o filho do ex-jogador Sócrates.

Tal visibilidade leva os dirigentes profissionais a serem exaltados ou massacrados nas redes sociais e virarem personagens de selfies ou protestos de torcedores dependendo do resultado do time. Para Tiago Scuro, CEO da parceria entre Red Bul e Bragantino e ex-executivo do Cruzeiro, a atenção que esses funcionários das agremiações recebem tem a ver com a exposição de parte deles na mída.

“Essa situação no Brasil é única. Em outros países, esse profissional não tem a mesma relevância. Na Premier League (Inglaterra), quantas vezes você vê o executivo de futebol dando entrevista coletiva, falando na zona mista ou apresentando jogador contratado? A função do executivo é gerir o clube, não reagir a tudo que acontece. O executivo não deveria ter esse protagonismo que tem no Brasil, mas uma atuação mais discreta como acontece em outros países. Claro, alguns momentos específicos vão exigir um posicionamento (pela imprensa)”, disse Scuro. Recentemente, ele foi sondado para o lugar de Mattos no Palmeiras, mas entendeu que não poderia deixar o projeto de Red Bull e Bragantino num momento de implantação.

Para Gustavo, essa exposição passa por uma estratégia dos dirigentes amadores. “Há interesse também de conferir visibilidade ao executivo por parte da diretoria estatutária na necessidade de expor alguém que seja o contratado (e descartável) e não aquele que tem carreira política”, analisa. Ou seja, esses profissionais estariam sendo usados como escudos pelos cartolas tradicionais. “A pergunta que temos que fazer é: ‘querem um escudo contra o que?”, opina o executivo do Red Bull Bragantino.

Profissionalismo x amadorismo

A convivência entre “cartolas de carteirinha” e profissionais do futebol nos clubes tem sido conflituosa em alguns casos. E a corda costuma estourar do lado dos funcionários. Na Santos, recentemente, Paulo Autori reclamou de declarações de José Carlos Peres que sugeriam interferência dele no futebol do clube e avisou que deixará a agremiação ao final da temporada. O próprio Gustavo foi demitido na Vila Belmiro depois de uma curta passagem tumultuada por problemas políticos. No Palmeiras, após a saída de Mattos, Maurício Galiotte optou por criar um comitê de diretores amadores para atuar no futebol, sem dispensar a contratação de um novo executivo. Por sua vez, Leco, presidente do São Paulo, sofre grande pressão interna e até de parte da torcida para demitir o executivo Raí, um dos principais ídolos do clube do Morumbi.

“O (diretor estatutário)  tem o desejo de participar, o clube espera que ele participe, ele próprio fez carreira política com a intenção de participar das decisões, ele é perguntado na rua e na família por sua participação, há uma sensação geral de que fazer futebol é fácil, enfim, é muita tentação e pressão para o estatutário administrar o próprio ego e abster de interferir”, afirmou Gustavo ao ser indago sobre a relação entre diretores profissionais e amadores.

A demissão de Mattos também levantou a questão sobre como o trabalho dos executivos é avaliado. O ex-funcionário do Palmeiras não resistiu à falta de taças na atual temporada, mesmo tento no currículo dois títulos Brasileiros e um da Copa do Brasil pelo alviverde.

“Essa importância maior dada aos executivos veio na visão de tirar um pouco o poder do treinador. Mas existe uma distorção na visão sobre as responsabilidades do cargo, creditam o fraco desempenho ou o êxito ao executivo. Dão muito valor às contratações, como o se o executivo contratasse sozinho. Muitas vezes, ele contrata quem o dirigente pede. Como em qualquer indústria, o executivo deve liderar um departamento, ele é parte de uma engrenagem. Sua avaliação não pode ser só em relação às contratações e aos resultados do time. É preciso ver todo seu trabalho. Mas, não existe vítima nessa história. O executivo, muitas vezes, precisa ter um posicionamento mais discreto. Dirigentes e imprensa precisam avaliar melhor esse trabalho. Até o torcedor precisa entender mais essa função”, declarou Scuro.

Gustavo também avalia que jornalistas, dirigentes amadores e torcedores não estão preparados para analisar a atuação desses profissionais do futebol. “Seguramente não. Imagina-se que o trabalho do executivo seja somente contratar e vender atletas, sendo que as atribuições são muito mais amplas. Além disso, os clubes não definem claramente suas metas. E, quando o fazem, têm receio de comunicar ao torcedor. O executivo deveria ser executor das estratégias instituídas pelo clube”, ponderou o profissional da Botafogo S/A.

Por sua vez, o diretor do atual campeão brasileiro e da Libertadores não reclama das avaliações instantâneas de acordo com os resultados do time. “Acho que, como em toda a carreira, qualquer que seja ela, as pessoas são avaliadas pelos seus resultados. Então, é natural que tenha uma avaliação imediata. Nas vitórias e títulos uma avaliação boa. E quando acontece o contrário, dependendo como foi, que seja em sentido contrário. Acho que isso é natural, não dá para esperar nada diferente disso”, afirmou Spindel.

Sobre a maneira como imprensa, torcedores e dirigentes analisam o trabalho dos executivos, o diretor rubro-negro ainda afirma que não se pode generalizar. “O torcedor é o maior patrimônio do clube. No caso do Flamengo é a maior torcida do Mundo. Por eles que a gente faz tudo e o que a gente mais quer é que o clube vença sempre para que eles estejam felizes e que aconteça o que agente viu. Isso não tem preço, o que aconteceu no apoio ao time esse ano todo. Imprensa e dirigente também é difícil de generalizar. O fato é que quanto mais preparado o dirigente do clube, que é representante do torcedor do sócio, mais bem tomadas vão ser as decisões. Imprensa, de forma geral, acho que a qualidade da informação que a ela recebe, tem o papel do clube, dos funcionários, dos executivos de informar e dar o maior subsídio possível à imprensa para que a opinião seja formada à luz das melhores informações possíveis”, declarou o diretor do Flamengo.

Valor de déficit do Corinthians no clube social daria para comprar Bruno H.

Dos R$ 94.975.000 de déficit anotados pelo Corinthians nos seis primeiros meses de 2019, R$ 26.574.000 foram registrados pelo clube social e seus esportes amadores. Para se ter uma ideia do que isso representa, o valor no vermelho atingido fora do departamento de futebol alvinegro supera o que o Flamengo gastou para contratar Bruno Henrique. Um dos destaques do campeão Brasileiro e da Libertadores custou R$ 23.620.000, de acordo com documento disponível no site oficial do Flamengo. A quantia é equivalente aos gastos com os direitos econômicos do ex-santista.

O déficit no clube social e nos esportes amadores é um antigo alvo de reclamações no Corinthians e gera discussões sobre separar o futebol do restante da agremiação, como acontece em outros times brasileiros.

No ano passado inteiro, a área social com suas modalidades esportivas registrou déficit de R$ 41.169.000, o que representa média de R$ 3.430.750 por mês. A média atual é maior: R$ 4.429.000 mensais.

Indagada sobre os motivos para os déficits na área social e também do clube no geral, a assessoria de imprensa do alvinegro respondeu ao blog com a seguinte nota: “O Sport Club Corinthians considera suficientes as informações prestadas em seu balancete para esclarecer o questionamento feito pela reportagem acerca do déficit publicado pela agremiação e informa que não irá se pronunciar sobre o déficit do clube social”.

Os números divulgados nesta semana no site oficial corintiano alarmam conselheiros da oposição. “O sócio merece investimentos no clube, mas os gastos precisam ser detalhados. Precisamos saber como estão gastando esse dinheiro”, disse o conselheiro Romeu Tuma Júnior.

Os números no futebol geram ainda mais críticas. A modalidade apresentou nos primeiros seis meses do ano déficit de R$ 68.401.000. Gastos acima do esperado e receitas menores do que as projetadas justificam o resultado. A previsão orçamentária era de que o Corinthians, somando o futebol e a área social, apresentasse superávit ao final de 2019 de R$ 650 mil. “A diretoria não segue o orçamento, o Conselho Fiscal e o Cori (Conselho de Orientação) não apontam as irregularidades para reprovar as contas”, afirmou o conselheiro oposicionista Felipe Ezabella. Vale lembrar que até 31 de dezembro a situação financeira pode mudar, principalmente se houver venda de jogador por valor significativo.

Pode boicotar?

 

Toda hora ouvimos que os jogadores não estão satisfeitos com um determinado treinador e por essa razão o futebol não flui. Será mesmo? E se for, boicotar trabalho pode? Afinal jogador de futebol é um trabalhador como qualquer outro. Nem sempre gostamos de tudo que fazemos no nosso emprego, mas ou cumprimos ordens ou saímos.

Não sei  se isso que se fala é real mesmo. Talvez seja mais uma análise de quem está distante. Mas se for verdade, temos que repensar o conceito que temos de quem age desta forma. Afinal, quando não se faz tudo que é possível, o prejudicado é o time. Os treinadores vão e voltam. Os vexames passam para a história.

Não consigo imaginar um profissional tirando o pé. Mesmo nas brincadeiras entre amigos, costumamos dar o máximo. No entanto, como vira e mexe ouvimos esse tipo de comentário, achei interessante dividir com vocês minhas dúvidas. Você teria prazer em aplaudir alguém, que em algum momento, deu menos do que podia pelo seu time, por estar de biquinho com o técnico? Pense sobre isso. Bom fim de semana.

Este constrangedor Corinthians deveria estar no Z-4

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

CSA 2 x 1 Corinthians

Amigo internauta, você se lembra quando foi a última vitória do Corinthians?

Foi contra o Vasco, dia 29 de setembro, em Itaquera, com direito a apito-amigo (o Cruzmaltino teve um gol legal anulado).

E, nesta rodada, o Timão não conseguiu sequer empatar com o… CSA!

Gente, a equipe comandada por Fábio Carille não corre, não chuta, erra praticamente tudo e parece que está rezando para o ano acabar logo.

A vaga na Libertadores já está fora de cogitação.

E o Alvinegro precisa agradecer aos céus por ter chegado aos 45 pontos, marca que teoricamente livra o time do rebaixamento.

Porque, pelo que tem jogado nesta reta final, o Timão merecia – e muito – estar no Z-4 do Brasileirão.

E o Apodi, autor do primeiro gol do CSA?

Um jogador espetacular que merecia chances em times mais expressivos durante a sua carreira.

Mas e aí, amigo internauta, o que você achou da desastrosa partida do Corinthians em Maceió?

Opine!

Que baile! Palmeiras x SP parecia jogo de profissionais contra juniores!

Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Palmeiras 3 x 0 São Paulo

Que banho Fernando Diniz levou de Mano Menezes no Allianz Parque.

Este Palmeiras x São Paulo, inclusive, não estava parecendo jogo entre um time de profissionais contra uma equipe de juniores?

Francamente, 3 a 0 ficou até barato para o Tricolor paulista.

Se Dudu e Deyverson tivessem caprichado, o Choque-Rei teria terminado com o placar em 5 a 0.

O Alviverde perdeu ótima oportunidade de aplicar goleada histórica em um de seus maiores rivais.

E agora, a melhor apresentação do Palmeiras sob o comando de Mano Menezes pode dar fôlego para o Verdão buscar o Flamengo?

Até poderia apostar nisso, mas o problema é que o Mengão de Jesus não oscila.

E o São Paulo, vai acabar perdendo a vaga no G-4?

Pelo andar da carruagem, sim.

E para o Internacional!

Mas e você, amigo internauta, o que achou do Choque-Rei desta noite?

Atlético-MG 0 x 2 Chapecoense

Mas e o Galo, hein?

Assim não tem técnico que dê jeito…

Perder em casa, para a Chapecoense, por 2 a 0, é digno de time que está realmente disposto a se candidatar a uma vaga na Série B do ano que vem.

Vamos chacoalhar a turma por aí, Mancini!

Opine!

Incontrolável

A contratação de Fernando Diniz pelo São Paulo expõe as contradições que acompanham o jogo de futebol, enfatizadas pelo modo de fazer as coisas que se impregnou nos clubes brasileiros. Ainda que pareça, não é exatamente uma demonstração de confiança – por parte de quem toma decisões no clube, frise-se – no método de um técnico que ousa apresentar algo distinguível. E embora não sinalize, a princípio, um modo diferente de pensar, é uma indicação de que dirigentes nem sempre agem sob o autoritarismo dos resultados na hora de escolher um técnico. Ao trazer Diniz no final de setembro, o São Paulo lhe exige vitórias imediatas, algo paradoxal diante do fato de se tratar de um treinador que venceu cinco partidas (duas pelo Athletico, três pelo Fluminense) na Série A do Campeonato Brasileiro em sua carreira.

Foi um grupo de jogadores que, em nome do elenco, fez chegar à diretoria são-paulina que a opção por Diniz agradaria ao vestiário. Fala-se em Daniel Alves, Hernanes, Reinaldo, Pablo e Tiago Volpi, mas eles não foram os únicos a se posicionar favoravelmente à ideia. Como argumentos, há os de quem já trabalhou com Fernando e conhece a maneira como ele opera no dia a dia ou os de quem sabe como jogadores de futebol se desenvolvem sob seu comando. O movimento mais forte, porém, veio de futebolistas que enfrentaram times dirigidos por Diniz e enxergaram características que, a seu ver, deveriam ser perseguidas pelo São Paulo. Em resumo: o domínio do adversário por intermédio da posse e o protagonismo de ações. Como disse um deles a uma pessoa próxima do treinador, “nosso time é muito bom para jogar como vinha jogando”.

Jogadores de futebol têm parâmetros próprios para analisar os “resultados” de um treinador. Não só identificam, mas sentem os distintos sinais de rendimento extraídos de um grupo, com base em crescimento individual e coletivo. Também podem oferecer um ponto de vista muito particular do comportamento de uma equipe em campo, considerando a forma como pretende ser superior aos oponentes e, em última análise, vencer. O placar do jogo, o resultado final, é um objetivo que nem sempre concorda com o que uma equipe produz, distinção que precisa ser feita porque não existe metodologia ou estilo que garanta vitórias. Quem entra em campo e tem ampla noção das dificuldades, por óbvio, consegue separar desempenho e resultado com a clareza necessária. Foi essa leitura, feita pelos jogadores do São Paulo, que levou ao acerto com Diniz. Compreender essa dinâmica é relevante na medida em que há quem julgue conhecer melhor o jogo do que aqueles que o fazem diariamente.

Diniz não foi contratado para ganhar, mas porque jogadores se beneficiam de seus treinamentos e orientações, porque é rigoroso na rotina diária e porque suas equipes se comportam da maneira que as aproxima da vitória. O encontro dessas noções com a qualidade do elenco do São Paulo – de longe o melhor que Diniz já teve – sugere que o que faltou nas experiências anteriores pode ser solucionado agora, embora o risco de uma leitura rasa e apressada esteja sempre presente. Dois empates e o “Diniz não dá certo em time grande” estará instalado, sem que um segundo de reflexão seja dedicado às circunstâncias. Esse é o preço pago por tanta convicção e uma conclusão fácil: não foi por causa de três vitórias no Fluminense que o telefone tocou. Havia algo ali que os jogadores do São Paulo viram e desejaram, algo que o próprio Fernando acredita que é capaz de fazer em pouco tempo. O resultado final não se pode controlar. Ninguém pode.

O post Incontrolável apareceu primeiro em Blog André Kfouri.

Abel no Cruzeiro

Eu traria um treinador como Felipão para o Cruzeiro. Ou Abelão. Um campeão do mundo que os atletas respeitam. Ainda mais um grupo que não está respeitando a própria história. Para não dizer a do Cruzeiro e de personagens vencedores como Mano e Rogério.

Abelão não conseguiu ser no Flamengo em 2019 o que já foi muitas vezes na carreira. E ainda pode ser mais uma vez. Se não para os que dividem o mundo em “atuais” e “ultrapassados”, os “3 que eu gosto” e os “que os outros gostam ou só gostam porque são amiguinhos dele”, a carreira dele diz mais do que os que amam detonar e desrespeitar carreiras. Provavelmente também diriam que Telê estava ultrapassado em 1990 quando assumiu o São Paulo depois de ter sido derrubado por atletas do Palmeiras.

Abelão é o cara para chutar a porta do vestiário, o balde e quem não quiser jogar bola. Tem moral e história para peitar quem manda, quem acha que manda, e quem acha que elenco pode desmandar num clube à deriva.

Abelão pode ser o treinador, o cartola, o presidente e até o craque do time. Tem coragem pra isso. Se errar menos do que errou no Flamengo, se tiverem com ele a paciência que se esgotou até por meio de entrevistas e declarações óbvias que não foram aceitas por torcedores rubro-negros, ele começa a arrumar a casinha.

Para isso o elenco precisa ajudar. E ajudar a própria carreira e respeito que estão perdendo na Toca.

Ainda é possível a salvação celeste – mesmo com alguns diabinhos jogando contra. Existem elencos muito piores. Mesmo devendo pontos em campo como o desgoverno fora deve a alma consignada, tem ainda um turno. Tem um ótimo treinador.

Basta ter um mínimo de vontade. E vergonha na própria carreira.