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De grana curta a D. Alves meia. O que substituto de Cuca vai encontrar

Leia o post original por Perrone

O futuro substituto de Cuca, que pediu demissão nesta quinta (26), vai encontrar um cenário desafiador no São Paulo, interinamente comandado por Vagner Mancini, coordenador técnico tricolor. Abaixo, veja quatro desses desafios.

1 – Aperto financeiro

O escolhido terá que conviver com a necessidade do clube de arrecadar uma quantia significativa vendendo jogadores no final do ano. Isso porque o orçamento do São Paulo para 2019 previa a arrecadação de R$ 120 milhões com a negociação de jogadores. O clube não divulgou números oficialmente, mas não esconde que essa meta não foi atingida. As principais receitas com transferências neste ano vieram das vendas de Morato (R$ 27,3 milhões) e Rodrigo Caio (R$ 22 milhões).

Gastos com contratações, a eliminação ainda na fase preliminar da Libertadores, dívidas não pagas por outros clube e uma mudança no sistema de pagamento das cotas de TV no primeiro semestre fizeram o São Paulo pegar mais de R$ 37 milhões emprestados nos seis primeiros meses de ano. Nesse cenário, é improvável que o próximo treinador possa pensar em grandes contratações, pelo menos no início de seu trabalho.

2 – Daniel Alves

Uma das primeiras decisões que quem substituir Cuca terá que tomar é em relação ao posicionamento do jogador da seleção brasileira. Para o ex-treinador, seria desperdício colocar o veterano na lateral direita, posição na qual atua na equipe de Tite. Ele preferia escalar o astro no meio-campo por entender que nesse setor seu talento pode ser mais útil ao time.

Apesar de demonstrar satisfação com a escolha do ex-chefe, Daniel ainda não apresentou seu melhor futebol, o que gera discussões entre analistas e no próprio clube sobre qual seria seu melhor lugar em campo.

3 – Torcida impaciente

Tempo para ajustar o time é o que o futuro comandante são-paulino não terá. Em meio a uma seca de títulos, os torcedores do São Paulo têm demonstrado pouca paciência com o time. Cuca e os jogadores foram alvo de protestos após a derrota por 1 a 0 para o Goiás na última quarta, no Morumbi.

4 – Dificuldade em casa

Outro obstáculo a ser superado é o jejum de vitórias no Morumbi. São três jogos seguidos sem vencer em casa. Antes da derrota para o Goiás, o São Paulo empatou com CSA (1 a 1) e Grêmio (0 a 0).

Aliados de Leco cobram reestruturação no departamento de futebol do SPFC

Leia o post original por Perrone

A pressão sobre Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo, não é obra só da oposição e de parte da torcida. A base aliada do dirigente faz insistente cobrança por uma reestruturação no CT da Barra Funda.

O entendimento é de que se depois de várias trocas de treinadores e outros membros da comissão técnica, jogadores e diretores de futebol o clube não voltou a conquistar títulos é hora de mudar a filosofia de trabalho no departamento de futebol.

O mantra desses conselheiros e dirigentes é de que não pedem uma caça às bruxas, mas revisão dos métodos de trabalho com o objetivo de implantar nova estrutura no CT. Isso apesar de Raí ter introduzido novas práticas e rotinas profissionais no departamento.

De cara, os aliados de Leco pedem uma discussão sobre as funções de Raí, Lugano, Vágner Mancini e Alexandre Pássaro, gerente executivo, responsável, entre outras funções, por conduzir contratações. Querem saber se não há sobreposições de funções, discutir uma reorganização entre eles e a necessidade de o clube contar com os quatro profissionais, considerados caros por esses apoiadores do presidente.

Outro alvo é o setor de análise de desempenho. Sob o argumento de que vários jogadores foram contratados e não deram certo, pedem uma análise e mudanças nos métodos de avaliação de prováveis reforços. Cobram também mais atenção ao histórico disciplinar dos jogadores pretendidos.

O grupo diz que não prega necessariamente demissões. Fala em reciclagem dos profissionais por desconfiar de desatualização por parte desses funcionários.

O blog telefonou para Leco, mas ele não atendeu ao celular. No CT da Barra Funda o lema é de que não é o momento de dar justificativas, mas de trabalhar para o time reagir rapidamente.

Não faça com os outros o que não quer pra você!

Leia o post original por Craque Neto

Observei as imagens do treino desta terça-feira (2) e pude constatar que o Cuca e o Vágner Mancini ficaram o tempo todo trocando ideias sobre  time. Os dois juntos. Sempre. Em algum momento até dividiram a ordem. Fiquei sabendo que provavelmente o Mancini assinará as súmulas das partidas pelo menos até o final do mês. Mas é fato que o Cuca vem ditando as regras desde que foi anunciado na queda do Jardine. Ou será que alguém duvida que ele que liberou o Diego Souza ao Botafogo e fez tantas outras coisas? Só que essa mudança – a inclusão do […]

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Opinião: Cuca demorou tanto que chega ao São Paulo em momento inoportuno

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Depois de muito esperar, o São Paulo recebe nesta segunda o técnico Cuca. Na opinião deste blogueiro, o clube errou ao esperar tanto pelo treinador, apesar de sua indiscutível qualidade. O problema é o tempo perdido até que o trabalho dele comece. Só que ele foi liberado por seu médico antes do esperado (15 de abril) e chega num momento inoportuno na análise do blog.

Mancini, que não havia feito o time decolar, finalmente colocou a equipe tricolor nos trilhos a partir das quartas de final do Campeonato Paulista com o maior aproveitamento de atletas revelados na base. O São Paulo ficou mais rápido, leve e técnico com atletas como Antony, Liziero e Igor Gomes. Um padrão de jogo começou a ser visto. Mas, justamente neste momento Cuca chega. E agora, ele vai manter na íntegra o trabalho de Mancini? Difícil que isso aconteça. Todo treinador tem suas particularidades. Por menos que ele tente mexer, alguma coisa vai mudar. A reação dos atletas à essa alteração é uma incógnita.

Para trocar o comando no jogo decisivo das semifinais com o Palmeiras, no próximo domingo (7), acredito que fosse melhor esperar o Estadual passar. Se o São Paulo ainda estivesse desorientado como na primeira fase, seria melhor Cuca já assumir. Mas, agora que as coisas começaram a funcionar há mais riscos do que benefícios na troca. No meu entendimento, pensando na vaga para a final,  em um só jogo é mais fácil desandar algo com o novo comandante do que acontecer uma melhora substancial que justifique a aposta.

Outro ponto é que a diretoria não poderá cobrar Cuca se a equipe for eliminada, afinal ele acabou de chegar. E se o novo treinador levar o clube do Morumbi ao título, os cartolas reconhecerão o trabalho de Mancini? Pra mim ficou tudo muito arriscado e estranho. Nesse novo panorama seria mais prudente a mudança ocorrer depois do Paulista.

‘Porta-voz’, Lugano diz que momento crítico o fez se reaproximar do futebol

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Há um pelotão de jornalistas buscando respostas para a crise do São Paulo. No alto da escada na sede da Federação Paulista de Futebol aparece Raí. Profissionais se preparam para ouvir o executivo de futebol do clube do Morumbi. Mas ele abre uma porta lateral e se retira. Lugano, superintendente institucional tricolor, toma a direção oposta e se dirige para a muvuca. Com paciência, responde sobre tudo. Atrito entre Jean e Mancini, possível vinda de Pato, críticas da torcida, chegada de Cuca. Sempre sem nervosismo.

A cena ocorrida nesta quinta (21), após a reunião sobre detalhes das quartas-de-final do Campeonato Paulista, mostrou um “porta-voz” com sotaque carregado representando o clube em momento de crise. Não que Raí tenha saído de cena, ele havia dado entrevista na noite anterior depois do empate da equipe com o São Caetano.

Na FPF, foi a vez de o uruguaio, de estilo despojado, metido num blazer e vestindo calça jeans, dar sua cara à tapa. Ele tem sido cada vez mais presente no futebol do clube, apesar de seu cargo não estar diretamente relacionado ao departamento. Perguntado por este blogueiro sobre sua proximidade com o cotidiano da equipe, ele disse: “o momento exige”. Então, quando a crise passar, vai se afastar? “Provavelmente, como eu já fiz (antes)”, respondeu o uruguaio, rindo.

O discurso na diretoria, porém, é de que mesmo quando a tempestade se for o ex-zagueiro vai continuar ligado ao futebol. Raí e o presidente Leco pediram sua reaproximação, após certo distanciamento, e entenderam que ele deveria estar ainda mais presente do que antes. E sendo mais ouvido em casos importantes. Seu perfil é considerado diferente do ostentado pelo ex-meia. É visto como mais enérgico, enquanto o executivo de futebol é tido como ponderado. A direção acredita ser importante esse contraste para criar equilíbrio. Lugano também é definido como um personagem importante para administrar o vestiário.

No salão no térreo do prédio federação, ele mostrou habilidade na administração de temas espinhosos diante da imprensa. Foi assim ao negar que o fato de Vagner Mancini ser treinador interino deu força para o goleiro Jean se insurgir contra o técnico. E também para rechaçar a tese de que o arqueiro desrespeitou a instituição que Lugano tanto defende. “Não, ele estava de cabeça quente, já passei 20 mil vezes por situações assim”, afirmou.

O uruguaio baseia seu discurso na tese de que problemas sempre acontecem, mas que agora, graças ao universo digital, os vazamentos são mais frequentes e tudo ganha uma proporção maior. E como resolver o problema? “Jogando melhor, tentando ganhar o Campeonato Paulista, que talvez não tenhamos valorizado na minha época (como jogador)”, declara.

Sem fechar a cara ou alterar o tom de voz, Lugano foi apagando incêndios, transformando entrevistas em bate-papo. “Eu e Raí sabíamos onde a gente estava se metendo”, afirmou ao comentar as críticas da torcida.

Diferentemente de quando chegava forte nos adversários em campo, Lugano foi gentil até ao falar de jogador adversário. Isso aconteceu ao ser questionado pela reportagem do site “Meu Timão” sobre o zagueiro Bruno Méndez, contratado pelo Corinthians. “Menino com um perfil muito bom, acho que o Corinthians contratou um ótimo jogador. É difícil no futebol que um jogador novo tenha essa visão, essa perspectiva de mundo (que o compatriota tem). Desejo o melhor do mundo pra ele. E ele é zagueiro, uruguaio”, derreteu-se o dirigente são-paulino.

Depois de cerca de 30 minutos atendendo a imprensa e tentando compartilhar a imagem de um São Paulo que se preocupa com a crise, mas não entra em desespero por causa dela, Lugano deixou a federação com pinta de bombeiro.

Com Arthur Sandes e José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

 

 

Opinião: discurso de Mancini mostra como SPFC se atrasa por Cuca

Leia o post original por Perrone

Ao explicar a ida de Diego Souza para o Botafogo, Vagner Mancini disse que “dentro do planejamento, daquilo que vai ser feito no São Paulo, optou-se por isso”. A declaração dada depois do empate deste sábado com a Ferroviária em um gol, no Pacaembu, mostra, na opinião deste blogueiro, o quanto o clube do Morumbi se atrasa ao esperar por Cuca.

A afirmação poderia ser completada com “depois que o novo treinador chegar”. O sinal de compasso de espera é claro. A explicação também dá a entender que a saída de Diego Souza foi um pedido de Cuca e que ele se livrou do desgaste de trombar com o veterano, pois chegará com a “casa arrumada” para iniciar seu trabalho. O plano parece ser o mesmo em relação a Nenê.

Ou seja, o São Paulo está se preparando para receber seu treinador quando deveria aproveitar o tempo de sobra sem a Libertadores para chegar no Brasileirão na ponta dos cascos. A equipe evolui devagar com Mancini. E corre alto risco de passar por mais mudanças com Cuca, retardando mais ainda sua evolução. A chance de chegar no Nacional mais afinado do que os rivais desgastados pela Libertadores vai diminuindo.

Prova desse atraso é a dependência que a equipe mostrou contra a Ferroviária em relação a Hernanes, autor do gol de empate. Apagado no primeiro tempo, ele foi o jogador tricolor mais importante na etapa final, atuando como segundo volante. Uma sequência executando a mesma função já poderia ter feito seu futebol crescer, mas o problema não é esse. Depender de veteranos é algo dramaticamente arriscado no Brasileiro.

O próprio São Paulo sentiu isso na pele no Nacional de 2018. Diego Souza e Nenê foram muito bem no primeiro turno e fizeram o torcedor sonhar com o título. No segundo, porém, caíram de rendimento e deu no que deu. É muito difícil para todo jogador se manter em alto nível durante o Brasileirão inteiro. Ainda mais para veteranos por causa de questões físicas. Com Hernanes não vai ser diferente. Nesse estágio do ano já era para a equipe do Morumbi ter mais gente dividindo a responsabilidade de decidir com ele.

Antony desponta como o futuro do São Paulo. Sua habilidade é acima da média do futebol brasileiro. A maturidade do destaque da última Copa São Paulo também. Mas ele precisa de um time com projeto e estilo de jogo definido para evoluir. Esse ritmo de “vamos tocando enquanto o professor não chega” é péssimo pra ele. Cuca tem muito a contribuir para a carreira da joia são-paulina.

Taticamente, o São Paulo evolui lentamente com Mancini. A questão não é se estaria melhor com Cuca. O ponto é que a partir da chegada do novo técnico, em tese, o São Paulo tem um rumo definido, não fica sujeito a subir dois degraus e descer um. A diretoria, mais uma vez, pode perceber o tamanho do risco de sua aposta quando for tarde demais.

Cuca é a melhor solução para tempos de instabilidade

Leia o post original por Craque Neto

Após o vexame da eliminação na Libertadores o São Paulo agiu rápido e já anunciou seu novo treinador. Trata-se do Cuca, que volta ao clube após 15 anos. Isso mesmo! Em 2004 foi ele que montou a base da equipe que no ano seguinte conquistaria a Libertadores e o Mundial de Clubes. Ele é um profissional sério, que trabalha muito forte os conceitos táticos e que não gosta de jogador migué e encrenqueiro. Tenho a convicção que para esse período de instabilidade ele será a melhor solução para acertar o vestiário do Tricolor. Agora não pense o Leco – e […]

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Derrotas do São Paulo no Paulista aumentam pressão sobre Raí e seu estafe

Leia o post original por Perrone

As derrotas para Santos e Guarani no Paulista serviram como senha para conselheiros do São Paulo aumentarem a pressão sobre Raí e os demais dirigentes remunerados do futebol tricolor. A principal cobrança acontece pela avaliação de que o ex-meia montou uma estrutura grande, com funcionários de qualidade e bem remunerados. Para eles, isso gera a obrigação de melhores resultados.

Procurado, Raí afirmou por meio da assessoria de imprensa do clube que não se incomoda com as críticas.

Nas palavras de um dos insatisfeitos, o ex-atleta, com contratações feitas desde a sua chegada, armou uma superestrutura, então precisa apresentar super-resultados. Há críticos em grupos de situação e de oposição. Pelo menos dois integrantes do Conselho de Administração são-paulino também avaliam que os resultados precisam ser melhores para justificarem os investimentos. Porém, o órgão não debateu o tema oficialmente.

Um dos questionamentos recai sobre a contratação de Vagner Mancini como coordenador técnico após a saída de Ricardo Rocha. A análise desses conselheiros é de que poderiam dar conta do recado Raí, diretor executivo de futebol, Alexandre Pássaro, gerente executivo, Lugano, diretor institucional, mas próximo ao futebol, e Fernando Bracali Chapecó, conselheiro e diretor-adjunto que atua no departamento sem ser remunerado.

Outra contratação questionada pelo mesmo grupo de conselheiros foi a do preparador físico Carlinhos Neves. Não por sua capacidade profissional mas porque o clube tem três outros preparadores. Em termos comparativos, o Corinthians conta com dois profissionais na preparação física, só que eles comandam quatro auxiliares. Já o Palmeiras possui um coordenador de preparação física e dois preparadores.

Apesar das queixas, o blog apurou que a comissão técnica atual custa menos da metade do que a do ano passado com Diego Aguirre e seu estafe e antes da saída de Rocha. A principal diferença está entre os salários do ex-técnico e do atual, André Jardine.

O argumento de que a temporada está só começando e é preciso dar tempo para a equipe mostrar resultado não amolece os críticos. Nos bastidores, eles sustentam que pelo tamanho do estafe e pelos gastos do clube um retorno melhor deveria ter sido apresentado até aqui. Outro argumento é de que Raí já tinha montado uma grande estrutura no ano passado sem proporcionar os resultados esperados por eles. Ou seja, não são apenas as duas derrotas no Estadual que pesam na balança.

Tava indo tão bem, hein Raí?!

Leia o post original por Craque Neto

Eu, José Ferreira Neto, posso me declarar um grande admirador do Raí. Éramos rivais enquanto jogadores, mas não nego que ele me inspirava pra jogar bola. As boas atuações dele me forçavam a melhorar. Ainda assim, fora das quatro linhas, a gente sempre se encontrava. Formamos uma amizade legal. Tanto é que sempre o defendi onde estivesse. Só que não posso deixar de fazer minhas críticas ao profissional diretor de futebol do São Paulo. Na montagem do elenco para 2019 ele vinha fazendo um trabalho bem interessante. Contratou jogadores para posições pontuais e verdadeiramente fortaleceu o time. Já citei no […]

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Mancini se desculpa

Leia o post original por Antero Greco

O episódio de final de semana mexeu com Vagner Mancini e teve repercussão ainda nesta terça-feira. Aliás, episódios. Lembra quais foram? Não?! Faço um resumo.

O Vitória ganhou do Corinthians, em Itaquera, e botou fim na invencibilidade do líder no Brasileiro. Após o jogo, Mancini não gostou da forma como Felipe Garraffa, repórter da Rádio Bandeirantes, abordou o desempenho da equipe. Na opinião dele, o jornalista se errou ao dizer que o time baiano “jogou por uma bola”. De fato, o Vitória jogou bem.

Só que, para reforçar o argumento e rebater a crítica, o treinador sugeriu que o rapaz era corintiano. Um falou, outro respondeu, e a entrevista acabou. Na sequência, justiceiros de internet foram procurar posts de sete anos para provar que Garraffa de fato era corintiano. Detalhe: em 2010, não passava de um adolescente de 13 anos, ainda no ensino médio…

No domingo, vazou áudio no qual Mancini conversava com um amigo, comemorava a proeza e dizia que tinha sabor especial ganhar do Corinthians. E, além disso, estava eufórico por ter dado “uma patada num jornalista corintiano babaca”.

Ficou chato. Sem contar que ali houve, aparentemente, comportamento de amigo urso. Injusto, desonesto e reprovável tornar público um áudio pessoal, privado, particular. Fosse comigo, eu cortava papo com o sujeito. Com amigos desses, nem precisa de inimigo.

Pois Mancini comunicou nesta terça-feira que telefonou para Roberto Andrade, presidente do Corinthians, e para Felipe Garraffa, para desculpar-se. Afirmou, em nota, que nunca desrespeitaria o clube e desejou sorte ao jornalista. Desce o pano.

Entendo o gesto de Mancini como preocupação com a imagem – e é um direito que tem. Ele sabe o quanto prejudica ser malvisto por uma torcida, seja ela qual for.

Poderia também enxergar gesto de boa vontade com Corinthians e Garraffa. Atitude de maturidade e humildade. Tomara seja isso mesmo. Com um detalhe: teria agido ainda no domingo mesmo, para sufocar na raiz episódios que não levam a nada.